Brasil Antigo

 

Vestígios:

Houve uma escrita primitiva no Brasil? - PARTE 4

Dentre os registros em pedra vamos encontrar uma variedade de motivos e, muito mais

do que isto, além de desenhos de figuras zoomorfas, antropomorfas, sóis, cometas e

objetos desconhecidos, outras manifestações que se assemelham a caracteres de uma escrita.

 

  Por J. A. FONSECA*

De Itaúna-MG

Fevereiro/2016

jafonseca1@hotmail.com

 

 

Detalhe de inscrições no local chamado de Paredão, no Estado do Mato Grosso.

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As pesquisas arqueológicas nas Américas nunca foram capazes de oferecer elementos que colocasse esta região em comum estado de antiguidade com o chamado Velho Mundo, pois sempre se considerou que todos os achados e registros encontrados deste lado viessem tratar-se de coisas mais recentes, de grupos humanos originados de povos europeus e asiáticos.

 

Entretanto, as excepcionais construções e arquitetura dos povos da Península de Yucatan, no México e dos Andes, na costa oeste da América do Sul, deixaram perplexos estes mesmos pesquisadores que não conseguiam compatibilizar os povos encontrados pelos invasores espanhóis nestas localidades com a complexidade das cidades e monumentos construídos, segundo uma técnica avançada demais para esses mesmos povos que nelas viviam.

 

O angustiante antagonismo que suporta a ciência diante de tais fatos, ou seja, de que a cultura e o progresso humanos vieram se desenvolvendo gradativamente e por etapas, não pode ser sustentado diante de portentos arquitetônicos com estes que, diga-se de passagem, encontram-se também localizados em outros muitos locais da Terra. Assim, depreende-se que tal raciocínio, ortodoxo demais para uma extravagante realidade que se expõe ante os nossos olhos, não pode mais suportar nenhuma explicação ou conclusão que se pretenda estabelecer para estas culturas americanas.

 

No Brasil grandes monumentos como os dos incas, maias, astecas, etc., não foram encontrados, mas existem resquícios muito mais antigos de povos que habitaram também nestas regiões. De outro lado, a riqueza das inscrições rupestres que são encontradas em todo o território brasileiro, as famosas itacoatiaras, se coloca como um sinal potente e firme de que algo de elevado impacto aconteceu por estas paragens. Os próprios pesquisadores são, por vezes, incoerentes naquilo que procuram sustentar, pois ao mesmo tempo em que admitem uma pré-história humana sem cultura e desenvolvimento, não pode explicar muitos aspectos dessa mesma pré-história, quando são encontrados registros complexos demais para terem sido produzidos por pessoas semi-animalescas e sem quaisquer resquícios de raciocínio lógico ou discernimento que sustentasse tais registros líticos especiais.   

 

Lamentavelmente, a ciência dita oficial não leva em consideração as diferenças marcantes que podem ser vistas em registros pré-históricos e na riqueza dos objetos reproduzidos ou signos, alguns deles estranhos demais para se acharem ali onde foram encontrados.

 

Desta forma, não se pode dizer que os estudos feitos pelos pesquisadores tenham um sentido verdadeiramente conclusivo, considerando-se que inúmeros aspectos do objeto de estudo não foram devidamente enfocados e justificados.

 

Há indícios de sobra em toda a face da Terra que mostram que a humanidade já tenha pelos menos dois períodos de evolução: um que cobre um período anterior, há cerca de 12000 anos, quando ocorreu algum fenômeno excepcional e mudou toda a face da Terra e, um posterior, que vai do homem das cavernas até os tempos de hoje. Pode-se negar esta possibilidade da história da raça humana e de nosso planeta, mas não se podem explicar certos achados enigmáticos e “impossíveis” diante de nossa perspectiva e construções colossais em diversos lugares.

 

Há também evidências em toda a Terra que um grande e catastrófico acontecimento se abateu sobre o planeta, causando gigantescas destruições e mudanças. Ao que se nos apresenta, registros sofisticados como esses existentes no Brasil e semelhantes a signos de antigos alfabetos, tanto pela sua similaridade, quanto por sua elevada incidência, não podem ser tratados com a chancela da simples coincidência ou outro pior ainda, como o do descaso e da aglutinação dos mesmos na vala comum dos rabiscos desconexos de homens sem discernimento, que também existem em diversos lugares.

 

Inscrições em cortes precisos na região chamada de Paredão - MT.

 

Muitos desses registros destacam-se com ousadia quer em pequenos grupos isolados, quer incorporando grandes conjuntos enigmáticos entre figuras e objetos desconhecidos, além de sóis, estrelas, cometas, animais, plantas e figuras humanas. Na tabela comparativa que apresentamos neste trabalho podemos ver o elevado grau de similaridade de muitos destes signos e sabemos que, por causa de sua grande incidência, não poderiam ser classificados como casuais ou aleatórios sendo, por isto mesmo, tratados por nós como extemporâneos.  

 

Há uma grande incidência de semelhanças entre estes signos e os de Glozel, como já vimos nos artigos anteriores. De certa forma esta ocorrência vem demonstrar muita familiaridade entre os mesmos e, com isto, podemos até mesmo especular que ambos venham estar relacionados entre si e a uma escrita muito antiga, da qual poderiam ter-se derivado também as demais outras línguas da Terra.

 

Neste quadro podemos ver estas semelhanças e questionar sobre o porquê de tantas ‘coincidências’. Não podemos atribuir ao acaso tais acontecimentos e precisamos, ao contrário, permitir que nossa mente ‘voe’ até dimensões mais abrangentes e busque compreender esta relação de similaridade, permitindo-nos ainda penetrar mais profundamente na longevidade da raça humana sobre o nosso planeta e possibilidades outras de sua própria estadia e evolução na face da Terra.

 

Quadro de alguns signos de Glozel (França) comparados com signos encontrados no Brasil.

 

Anexamos também um quadro de inscrições localizadas de norte a sul do Brasil que se assemelham a uma escrita, como referência dos muitos outros conjuntos líticos que se acham gravados em muitos lugares e que mostram, como se pode ver, caracteres bem coordenados e dotados de importante expressividade.

 

 

 

Continuamos, portanto, com o nosso pensamento focado na possibilidade de que estas inscrições mais bem elaboradas no Brasil venham ter relação estreita com uma língua antiga que se perdeu na penumbra do tempo, ou no grande cataclismo ocorrido há 12000 anos, com o desaparecimento de um grande império, dadas as graves conotações desses acontecimentos que hoje habitam o reino da lenda e narrados em muitos locais da Terra.

 

Não existe nenhuma prova documental de que a Atlântida tenha mesmo existido. A não ser o Timeu e Crítias de Platão, que relata a existência desse lendário continente, o que temos mais são especulações sobre as quais inúmeros escritores, pesquisadores e sonhadores se detiveram para elaborar os seus trabalhos em sua defesa. Porém, precisamos descer mais profundamente em questões que podem ser observadas sobre a Terra em relação aos povos de todas as nações, lendas sobre um grande acontecimento no passado, símbolos existentes em todo o planeta de caráter universal, línguas faladas nos dias de hoje, etc., e buscar elementos que possam dar sustentação à idéia de que a Atlântida tenha mesmo existido.

 

Para os arqueólogos modernos a Atlântida é apenas uma lenda, mas nós cremos que ela tenha mesmo existido por causa de outros ‘documentos’ históricos que existem sobre a própria Terra, que com sua muda e intocável relevância, acabam-se se mostrando falantes por causa de sua extravagância e realidade pungente. Além disto, temos também os demais testemunhos que aqui estamos expondo. No que se refere a estes ‘documentos’ históricos podemos citar as construções Incas e Maias na América, e outras tantas em muitas outras regiões da Terra, como o Terraço de Baalbek, as pirâmides egípcias, as construções misteriosas de Angkor, etc., que sinalizam com grande força para a existência de uma tecnologia avançada e não compatível com os povos que foram encontrados junto delas e até mesmo vivendo em algumas destas grandes construções e estruturas colossais.

 

Um outro fator que devemos levar em consideração e que é de relevante importância neste propósito são as populações de índole pacífica encontradas em muitas destas regiões, inclusive com elevado grau de conhecimento e uma linguagem rica demais para ter sido originada de agrupamentos bárbaros simplesmente, como é o caso do povo Chinês, do povo Maia e do povo Inca, por exemplo.

 

Pode ser que circunstâncias penosas, como a destruição de uma grande nação, tenham contribuído para retrogradar a vida destas populações que se salvaram, mas fizeram-nas preservar parte de seus elevados conhecimentos civilizatórios no auge de uma era passada, e fazer sobreviver boa parte de um idioma rico e salutar de um tempo de grande progresso.

 

A língua chinesa é riquíssima, a língua maia também, além da quéchua (a língua dos povos incas), que foram preservadas por muitos milênios após a derrocada de sua grande nação. No Brasil temos também a língua Tupi, apesar de que o povo que a falava não tenha conseguido certos prodígios como os desses outros povos. Porém, o Tupi foi falado em uma grande extensão nas Américas e não pode, portanto, deixar de ser considerado neste mister.   

  

Fortaleza da serra da Arnica – Paraúna – GO.

 

 

O misterioso leão de pedra nas proximidades de Barra do Garças - MT.

 

Há muitas coisas no Brasil que nos levam a pensar desta maneira e que precisariam ser melhor analisadas pelos estudiosos. A nosso ver tratam-se resquícios probatórios de que tivemos acontecimentos importantes neste vasto território brasileiro em passado bem distante. É aceitável que a falta de ‘ruínas de antigas construções’ mais bem conservadas, impeçam alguma avaliação neste sentido, porém muitos desses prováveis resquícios poderiam ser vistos como uma constatação de sua longevidade, pelo seu estado de maior desgaste, como é o caso dos monólitos de Paraúna, em Goiás, as estranhas formações rochosas em algumas regiões do Mato Grosso, em Vila Velha, no Paraná, em Alenquer, no Pará, etc., além de outros casos, estranhos demais para a história conhecida do Brasil.

 

Neste sentido, gostaríamos de citar também as significativas descobertas de objetos em Santa Catarina, como é o caso da ‘pedra do mapa’ e da ‘pedra de Urubici’; do ídolo de Iguape, em São Paulo; do Peabiru (caminho de pedra) nas regiões do sul do país; dos vasos com estranhas inscrições, etc. O pesquisador Luiz Galdino abordou alguns destes mistérios do Brasil em seu livro ‘Os Incas no Brasil’, mostrando a sua face de estranheza.

 

Alguns ‘monumentos pétreos’ de natureza estranha foram também encontrados em outros lugares como, por exemplo, o rosto humano de grandes proporções, esculpido na pedra, que foi descoberto próximo a Sorocaba (SP). Pensou-se que o mesmo poderia estar relacionado ao Peabiru, a estrada de pedra que percorria desde o litoral brasileiro, passando pelo interior de São Paulo e do Paraná, e estendendo-se floresta adentro, até os Andes peruanos. 

 

Um caso relevante e de elevado grau de estranheza é o citado pelo prof. Jorge Bahlis em seu livro ‘Artes Ameríndias’, editado em 1938. No capítulo em que trata da ‘Arte dos Povos Selvagens’ fez publicar uma fotografia estranhíssima que trata de uma escultura humana muito bem elaborada e que foi chamada de esfinge pelos que a descobriram. Mostra um rosto gigantesco, muito bem delineado e um corpo bem formado, que no próprio autor disse estar representando uma mulher em atitude meditativa.

 

Maciço pétreo de Itacueretaba (a cidade extinta de pedra) em Vila Velha - PR.

 

Segundo Bahlis, esta obra não poderia tratar-se de trabalho dos silvícolas do tempo da conquista, por causa de sua execução primorosa e dos traços delicados de sua face, notadamente característicos de uma outra raça.  Escreve o professor que “o nosso afortunado continente, havendo outrora sido habitado por povos altamente civilizados, possui preciosidades dignas de serem estudadas com o maior carinho possível”. 

 

Segundo este ilustre professor esta escultura misteriosa foi descoberta em 1935 por uma caravana de excursionistas que percorriam a serra do Mar, entre Curitiba e Paranaguá, à qual deram o nome de ‘esfinge do Salto do Inferno’, por causa da localização da mesma no local que tem este nome. Já naquela época ele se preocupava com o desenvolvimento de estudos em relação a descobertas como estas, ao escrever: “se os poderes públicos tomassem interesse pelas pesquisas de caráter arqueológico, possivelmente esta estátua servisse de ponto de partida para descobrir documentos sensacionais referentes às primitivas populações que habitaram o Brasil nos mais remotos tempos”.   

 

E prossegue: “Infelizmente a estátua do Salto do Inferno apenas mereceu a atenção dos jornais, caindo depois em esquecimento”. 

    

* J.A. Fonseca é economista, aposentado, espiritualista, conferencista, pesquisador e escritor, e tem-se aprofundado no estudo da arqueologia brasileira e  realizado incursões em diversas regiões do Brasil  com o intuito de melhor compreender seus mistérios milenares. É articulista do jornal eletrônico Via Fanzine (www.viafanzine.jor.br) e membro do Conselho Editorial do portal UFOVIA. E-mail: jafonseca1@hotmail.com.

 

- Fotografia e ilustrações: J. A. Fonseca.

 

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Esta matéria foi composta com exclusividade para Via Fanzine©.

 

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