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de Pepe Chaves

 

 

 

O último editorial do ano:

Faz um ano foi prometido o ‘Reveillon na Praça’

Novamente, lá em baixo, sob os foguetes do prefeito que a destruiu, estará a

nossa praça sucateada, abusada, adulterada e vilipendiada, pelo “arquiteto do caos”,

que bem soube também arquitetar o oportunismo.

 

Em 2012 a Praça da Matriz de Itaúna entra no ano dois de sua supérflua reforma, que ninguém sabe quando será concluída e que extinguiu parreiras, árvores, plantas, adulterou os traçados originais do logradouro. Ou seja, fez quase tudo o que não estava previsto pelo TAC, que teve "gênese" da tentativa de destruição de um coreto público pelo senhor prefeito municipal.

 

A reforma da praça iniciada em abril de 2010, chegou a ser anunciada pelo prefeito Eugênio Pinto como “concluída” no final daquele ano. Inclusive, chegou até a “prometer” o – furadíssimo - Reveillon 2011 na Praça da Matriz...

 

Em 2011, ele não arriscou, estando claro que nem 50% da Praça Dr. Augusto Gonçalves teve sua reforma concluída até o momento. Inclusive, além dos danos paisagísticos e até ambientais (com a retirada de algumas plantas e árvores do local), além de desperdícios (constrói e destroi banheiro...), Via Fanzine também alertou a população, autoridades e vereadores para a possibilidade de danos ao patrimônio público. Se fizeram ou farão algo a respeito, cabe a consciência de cada um deles que são muito bem pagos para tanto.

 

Mas, quanto a mais um "reveillon eugenista", o prefeito anunciou que novamente o "espetáculo oferecido pela sua administração" será a queima de fogos no Morro do Bonfim, o principal mirante da cidade.

 

Novamente, lá em baixo, sob os foguetes do prefeito que a destruiu, estará a nossa praça sucateada, abusada, adulterada e vilipendiada, pelo “arquiteto do caos”, que bem soube também arquitetar o oportunismo.

 

Sinceramente, apesar das poucas possibilidades, daqui de BH, eu desejo aos legítimos itaunenses natos e adotivos, um feliz e, sobretudo, SUPERÁVEL, 2012!

 

Pepe Chaves

editor

www.viafanzine.jor.br

pepechaves@gmail.com

31/12/2011

 

- Tópicos associados:

   Praça: Cápsula do centenário pode ter sido danificada

   Arquivo de informações sobre a Reforma na Praça da Matriz

 

*  *  *

 

Vítima de câncer:

Ataques a Lula

Quando a vida pessoal se mistura com a vida pública de um político.

 

A notícia de que o ex-presidente Lula foi diagnosticado com câncer no último fim de semana, tem levantado turbilhões de reações populares e da imprensa. Enquanto alguns manifestam pesar e tristeza, outros parecem se deleitar com a notícia.

 

No entanto, comemorar a morte ou doenças de líderes políticos não parece ser uma atitude razoável. Acreditamos que, a partir do princípio em que alguém deseja o mal alheio, passe a lançar um pensamento de destruição sobre toda a humanidade.

 

É preciso saber separar o particular do político. Uma doença tão grave quanto um câncer jamais deveria ser motivo para comemoração de críticos, inimigos políticos e demais detratores do ex-presidente.

 

No entanto, não estamos aqui reprimindo ou censurando a manifestação popular, que sempre deve ser livre, da mesma maneira que, cada um assume àquilo o que vier a afirmar. E qualquer político deve estar ciente que está sujeito a passar por este tipo de coisa - ainda que sua vida particular esteja teoricamente desvinculada da pública.

 

Entretanto, Lula contraiu um câncer, justamente, na laringe, em tempos que utilizava da fala para realizar palestras, cujos valores chegavam a centenas de milhares de reais. Tal fato, é visto por muitos como uma espécie de "castigo" ao ex-estadista brasileiro.

 

Assim como diversas pessoas comemoraram o martírio e morte de Muammar Kadafi, houve quem sorriu ao saber que Chávez e Lula contraíram câncer. O desejo manifesto do mal a outros não é nada nobre e dá mostra de pequinês interior.

 

Estes sentimentos e ações rasteiras, sejam contra quem for, mostram o quanto a alma humana ainda está mergulhada num velho retrocesso moral, o qual, praticamente em nada mudou, da pré-história aos tempos atuais.

 

Se atualmente temos tecnologias incríveis ao alcance de nossas mãos, por outro lado, a alma humana permanece embalada nos mesmos sentimentos rudes e animalescos de tempos remotos, onde a consciência e a sensatez, ainda sequer existiam.

 

Se Lula cometeu algum crime, ele deve ser punido pelos tribunais. Doença, acidentes ou qualquer sorte de casualidade, jamais servirão de punições para agentes públicos, ainda que tenhamos uma Justiça incapaz de corresponder aos anseios da sociedade.

 

Como a qualquer outro ser humano, Via Fanzine e seus colaboradores desejam ao ex-presidente Lula um pronto restabelecimento e sua volta às atividades corriqueiras na vida social brasileira.

 

Pepe Chaves

editor

www.viafanzine.jor.br

pepechaves@gmail.com

31/10/2011

 

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O terceiro poder:

Judiciário sob os holofotes

É preciso rediscutir a segurança, mas também,

outros aspectos exclusivos do Magistrado brasileiro.

 

O covarde assassinato da juíza carioca Patrícia Acioli reabriu a discussão sobre a segurança oferecida aos magistrados brasileiros. Não resta dúvida que muitos desses profissionais merecem ser melhores assistidos, dadas às inúmeras condições com que exercem os seus ofícios. Sobretudo, quando se trata de juízes atuantes nas pequenas comarcas, situadas em regiões de notórios conflitos sociais, tráficos ou fronteiriças, a atenção deveria ser redobrada.

 

Não é necessário esperar que cheguemos a extremos como os ocorridos na história judiciária da Itália e México, onde a verdadeira lei termina por ser cumprida à bala. Nesse instante, quando a mídia abre espaço para mostrar a precariedade de leis que resguardam determinados agentes do Estado, se faz bastante oportuna a discussão da criação de uma polícia judiciária. Esta teria por atribuição – entre outras – prestar a devida segurança aos magistrados que dela necessitar e, evidentemente, se relacionar com as demais polícias para garantir seu trabalho de maneira estratégica e inteligente.

 

É fato que muitos honrados profissionais de nossas varas criminais têm suas rotinas alteradas, bem como de seus familiares, por conta da falta de um mínimo de segurança necessária para se trabalhar com plenitude. E, não há como prestar justiça onde não exista condições plenas. As pressões de toda natureza contra o profissional e a falta de estrutura ao seu redor têm funcionado como efeito erosão em nossa máquina judiciária.

 

Não resta dúvida que urge repensar ou modernizar o aparato judiciário brasileiro, adequando-o à nossa realidade e problemática atuais. Destarte, as mudanças necessárias não se restringem somente à segurança dos magistrados. Outras, de iguais importâncias também urgem nesse mesmo bojo, seja para o isento e pleno cumprimento da lei em nosso país, seja em prol do restabelecimento da moralidade pública.

 

Entre elas, deveria ser revista a legislação específica, passando a prever penas, e não somente “afastamento” aos magistrados que cometerem comprovados crimes comuns. Torna-se inaudito, para não dizer ridículo e nada punitivo, afastar um magistrado ou promotor de Justiça comprovadamente criminoso, para que este continue apto a receber um salário milionário sem trabalhar, pois que estará (indignamente) impedido de continuar desempenhando a sua função pública. Isso é desmoralizante, não para o Judiciário, mas para todo o país, com ênfase ao trabalhador assalariado e honesto.

 

Sim, necessitamos modernizar, mas também de moralizar. Assim como proteger os bons profissionais do Magistrado, temos também que punir os maus, que deveriam ser os primeiros a difundir exemplos de moralidade e comportamento legal por parte dos agentes públicos que se constituem. Afinal, um magistrado é a personificação da própria lei e, este se corrompendo por algum motivo, estará comprometendo todo o destino/interesse de milhares de pessoas que dependem do seu ofício. O peso da responsabilidade de um magistrado deve ser cobrado quando este falha; não omitido de maneira tão desmedida e surreal, como nos padrões atuais.

 

Portanto, nosso Magistrado necessita ter assegurada à sua devida segurança, assim como à sua devida punição, caso erre - como qualquer outro ser humano, já que todos somos da mesma espécie e vivemos sob o peso de uma Constituição em comum.

 

Nesses tempos atuais, segurança é necessária em todos os aspectos da vida humana, mas também, urgente se fazem mecanismos que coíbam, denunciem e PUNAM, não a um magistrado, mas a QUALQUER pessoa que infrinja às leis constitucionais do nosso país. E, nada mais digno e justo do que começar por quem faz cumprir as nossas leis. Pois, em suma, quanto mais injustiças houver (em todos sentidos), mais iremos necessitar de segurança (em todos sentidos).

 

Todos merecemos um país justo e seguro.

 

Pepe Chaves

editor

www.viafanzine.jor.br

pepechaves@gmail.com

22/08/2011

 

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Os bastidores ficam logo ali:

Lula: eminência parda de Dilma é declarada

Aparição de Lula para socorrer o governo no 'Caso Palocci' revela a

fragilidade de Dilma, além de desrespeito ao PMDB e à própria democracia.

 

O fogo causado pela celeuma “patrimônio de Palocci” colocou na vitrine, de uma só vez, inúmeras fragilidades do governo Dilma. O surgimento de Lula, nestas alturas dos escândalos, tal qual bombeiro ilustre do PT, pode tão somente complicar esta já complicada e inexplicável situação montada no seio do governo federal.

 

Não queremos entrar aqui nos aspectos políticos dessa questão, mas Lula foi chamado numa “emergência”, do mesmo gênero que emergiu quando ele foi governante: escândalo envolvendo o ministro da Casa Civil Antonio Palocci, cujo desfecho duvidoso naquela época, ficou o dito pelo não dito contra a palavra de um legendário caseiro.

 

Agora, Palocci não consegue explicar como conseguiu, enquanto deputado federal, multiplicar seu patrimônio pessoal em 20 vezes, em apenas quatro anos. Com investimentos desse porte, antagonicamente, uma coisa é certa: ele deve ter bons clientes e seguidores. Mas voltando à coisa pública, Lula e Dilma, em vez de pedir Justiça e agir com isenção, parecem não se preocupar em esclarecer os fatos, mas apenas defender o aliado político. Dessa maneira, mesmo que não percebam de imediato, apenas revelam publicamente, como colocar o partidarismo acima dos interesses nacionais.

 

Eis aí o mistério da (fé) política! Se aqueles que governam, teoricamente, os primeiros a esclarecer supostos escândalos, sobretudo, quando envolvendo membros de sua equipe, são os mesmos que colocam pano quente em situações explícitas e inexplicáveis, o que podemos esperar de tal governo?

 

A aparição de Lula, que na prática não seria mais que um político atualmente afastado de tais atividades, foi uma das piores “apelações políticas” já proporcionadas pelo ainda jovem governo federal. Este subterfúgio dos bastidores vermelhos revela o quão Lula ainda detém as rédeas do poder, mesmo que, para efeitos democráticos ou eleitorais, ele terá sido substituído por Dilma Rousseff após as últimas eleições presidenciais no Brasil.

 

O surgimento de Lula nessas alturas do campeonato, tal como um técnico de futebol de pijama, chamado às presas no intervalo de um jogo importante para socorrer seu time que ameaça ser derrotado em campo, traça o exato limite de Dilma Russeff como elemento da política nacional. Mostra que no limiar das mais simples crises internas a solução que poderia vir de seus punhos, escorrem por entre os dedos e respinga no semblante de Lula.

 

Revela também, a carência de respeito do PT para com o PMDB, mostrando porque os cargos de peso do ministério de Rousseff foram indicados por Lula. Além do demonstrado desrespeito ao partido parceiro na eleição dos anteriores e atual governo, a própria democracia nos aparenta desrespeitada – ou pior, fragilizada! - quando assistimos a esse tipo de “intrusão política” por parte de uma teórica “carta fora do jogo”. Mas, afinal, onde estão as regras desse jogo?

 

Como brasileiros, evidentemente, devemos torcer pelo sucesso da nossa presidente em todas as situações internas ou externas, pois eis que nossos destinos passam por suas decisões. Mesmo com suas já demonstradas deficiências políticas, temos uma presidente “ficha limpa” e esperamos que assim permaneça. No entanto, é lastimável vê-la atuar apenas como uma espécie de “laranja” do ex-presidente Lula e de outros políticos que estão a orbitar o partido que a elegeu.

 

Por mais que mantenha uma postura firme e uma entonação de voz “uai, tchê!”, do tipo que transmita segurança a muitos de seus patrícios, Rousseff necessita, urgentemente, esquecer a legenda e o partidarismo político, para assim lavar as mãos (com muito álcool gel) com relação aos escândalos que vierem a acercá-la. Isso, se desejar fazer um governo, no mínimo, razoável, pleno e insuspeito.

 

Pepe Chaves

editor

www.viafanzine.jor.br

pepechaves@gmail.com

1º/06/2011

 

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O presente editorial é exatamente expresso nos dizeres da letra de uma canção do saudoso poeta e músico carioca, Renato Russo, que reproduzimos a seguir.

 

Perfeição

(Renato Russo)

 

Vamos celebrar a estupidez humana, a estupidez de todas as nações. O meu país e sua corja de assassinos, covardes, estupradores e ladrões...

 

Vamos celebrar a estupidez do povo, nossa polícia e televisão. Vamos celebrar nosso governo e nosso estado que não é nação... Celebrar a juventude sem escolas, as crianças mortas. Celebrar nossa desunião...

 

Vamos celebrar Eros e Thanatos, Persephone e Hades, vamos celebrar nossa tristeza, vamos celebrar nossa vaidade... Vamos comemorar como idiotas, a  cada fevereiro e feriado, todos os mortos nas estradas. E os mortos por falta de hospitais...

 

Vamos celebrar nossa justiça, a ganância e a difamação, vamos celebrar os preconceitos, o voto dos analfabetos. Comemorar a água podre e todos os impostos. Queimadas, mentiras, e sequestros...

 

Nosso castelo de cartas marcadas, o trabalho escravo, nosso pequeno universo. Toda a hipocrisia e toda a afetação, todo roubo e toda indiferença. Vamos celebrar epidemias, é a festa da torcida campeã...

 

Vamos celebrar a fome, não ter a quem ouvir, não se ter a quem amar. Vamos alimentar o que é maldade, vamos machucar o coração... Vamos celebrar nossa bandeira, nosso passado de absurdos gloriosos...

 

Tudo que é gratuito e feio, tudo o que é normal. Vamos cantar juntos o hino nacional, a lágrima é verdadeira. Vamos celebrar nossa saudade, comemorar a nossa solidão...

 

Vamos festejar a inveja, a intolerância, a  incompreensão. Vamos festejar a violência! E esquecer a nossa gente que trabalhou honestamente a vida inteira e agora não tem mais Direito a nada...

 

Vamos celebrar a aberração de toda a nossa falta de bom senso, nosso descaso por educação. Vamos celebrar o horror de tudo isto com festa, velório e caixão. Tá tudo morto e enterrado agora, já que também podemos celebrar a estupidez de quem cantou essa canção...

 

Venha! Meu coração está com pressa. Quando a esperança está dispersa, só a verdade me liberta, chega de maldade e ilusão.

 

Venha! O amor tem sempre a porta aberta, e vem chegando a primavera, nosso futuro recomeça.

 

Venha! Que o que vem é Perfeição!...”.

 

Pepe Chaves

editor

www.viafanzine.jor.br

pepechaves@gmail.com

17/05/2011

 

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Inconfidente & confiável:

Via Fanzine completa 17 anos de fundação

Além dos 17 anos de fundação de Via Fanzine, comemoramos

também nessa data, os exatos sete anos do portal VF no ar.

 

Selo marca os 17 anos de Via Fanzine.

Clique aqui para ler as 17 matérias dos 17 anos.

Clique aqui para assistir o vídeo "Eu me guio por você - VF 17 anos".

 

Nessa quinta-feira, 07/04, Via Fanzine completa 17 anos de fundação. A primeira edição impressa circulou na segunda quinzena de abril/1994, iniciando aquele que seria o jornal mais diferenciado da imprensa de Itaúna-MG. Seja pelos temas abordados ou pelas inúmeras denúncias feitas por nossa editoria ao longo de sua história, Via Fanzine se firmou no cotidiano itaunense.

 

A versão impressa circulou até o ano de 2004, quando no aniversário de 10 anos, foi extinta e entrou no ar o portal Via Fanzine, que permaneceu hospedado por alguns anos com endereço diferente do atual.

 

Com a entrada do portal no ar em 2004, Via Fanzine romperia as fronteiras regionalizadas de Itaúna e viria a ser conhecido por cidadãos de todo o mundo. Novos colaboradores também surgiram, se identificando com nossa proposta de jornalismo diferenciado aliada às pretensões de levar qualidade de graça aos leitores que buscarem nossas páginas.

 

Assim, além dos 17 anos de fundação de Via Fanzine, comemoramos também nessa data, os exatos sete anos do portal VF no ar. O portal propiciou que inúmeros itaunenses residentes em cidades distintas do Brasil e do mundo buscassem informações de Itaúna em tempo real, ao mesmo tempo que poderia ter acesso ao vasto conteúdo de nossa versão nacional.

 

Apresentando grande parte de material de nossa autoria e produção, Via Fanzine se diferencia da maioria dos veículos de comunicação do gênero por diversos detalhes. Seja por seu layout exclusivo, completamente fora dos padrões copiados de grandes portais, seja pela originalidade de seu conteúdo, sua maneira de abordar as questões e mesmo, o conteúdo em destaque, escolhido a dedo pelo editor, fato é que a visitação que recebida tem crescido substancialmente.

 

Para se ter uma ideia do crescimento registrado nos últimos meses, somente no período de janeiro a março de 2011, comparado ao mesmo período de 2010, Via Fanzine cresceu surpreendentes 140.6%, sendo: 43.1% em janeiro; 38.9% em fevereiro e 58.6% em março. Estes dados, mostrando que o nosso trabalho no momento está em plena ascensão são flutuantes, com isso, podem crescer ou diminuir. Estas e outras informações estatísticas estão ao alcance de todos os internautas, através do nosso contador de visitas eletrônico (clique aqui para acessar e aqui para visualizar quem nos visita em tempo real).

 

E nesse momento em que entramos para o nosso 18º ano de jornalismo ininterrupto, só temos a agradecer a todos nossos colaboradores e leitores de todo o Brasil. Para comemorar a data, produzimos um especial com 17 matérias compiladas do nosso arquivo por este editor, de temática e colaboradores diversos. Além das matérias, produzimos também um vídeo intitulado "Eu me guio por você - VF 17 anos" mostrando imagens do nosso arquivo com música de autoria de Adilson Rodrigues e Levy Vargas, em interpretação de Adilson Rodrigues, por sinal, ele que é co-fundador de VF em 1994, ao lado desse editor. O vídeo e as 17 matérias comemorativas aos 17 anos de Via Fanzine pode ser acessadas clicando aqui.

 

A proposta de se manter como um órgão inconfidente, que não retém informações, que não trabalha para políticos ou interesses particulares é o que torna transparente o nosso trabalho, fazendo-o falar por si próprio. E, ainda que venhamos a sofrer qualquer tipo de retaliação (como  notoriamente já sofremos) pelo simples fato de informar, calcados em dados probos, nós reafirmamos o nosso compromisso de isenção. Diferentemente de muitos órgãos da imprensa que "existem" somente porque são regados com verbas públicas, direcionadas por políticos que desejam ser bajulados ou que compram literalmente jornais para se auto-exaltar e gastar com ele sua verba indenizatória, nós não dependemos desse tipo de coisa.

 

Por isso, não somos suspeitos quando criticamos ou elogiamos; por isso somos respeitados e não somos como as “nuvens” que os vento$ da falta de uma ideologia própria levam e depois desmancham. Não somos um veículo financeiramente rico, nem que esbanja material, recursos e pessoal, mas temos personalidade e caráter, ingredientes básicos para se produzir jornalismo confiável.

 

Muito obrigado a todos.

 

Pepe Chaves

editor

www.viafanzine.jor.br

pepechaves@gmail.com

07/04/2011

 

- Tópicos associados:

   17 anos, 17 matérias especiais

  Clique aqui para assistir o vídeo "Eu me guio por você - VF 17 anos".

 

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Realidade nuclear:

A fatura do progresso ainda não foi paga

Radioatividade: ela é sedutora e oferece soluções, mas também pode ser o fim.

 

Lição que nunca aprendemos

 

Os desfechos do evento telúrico ocorrido no Japão em 11/03/2011 podem tomar dimensões sem precedentes. Como se não bastasse o país sofrer com terremotos em sua superfície, além de tsunamis que levam o mar quilômetros adentro de suas áreas urbanas, o Japão se vê agora envolto num drama nuclear.

 

Devemos reconhecer que a fatura de todo o progresso humano conquistado nos últimos 100 anos ainda não foi paga. Tantas conquistas tecnológicas disponíveis à uma grande parte da humanidade (enquanto a maior parte dessa segue alheia a tais recursos) ainda não foram devidamente pagas. Ou seja, o homem ainda não quitou suas dívidas com a natureza planetária.

 

Toda a energia gerada e transformada em diversão e entretenimento - passando por linhas de produção, medicamentos e cirurgias de ponta, culminando nas viagens espaciais e inserções de satélites em órbita - teve um custo que ainda não foi devidamente pago. Muitas das conquistas de nossa humanidade cotidiana tiveram toda a sua sujeira empurrada para debaixo dos tapetes da Terra.

 

Assim, para termos atualmente veículos, eletrodomésticos e computadores capazes de fazer tudo aquilo o que não podemos ou tudo o que imaginarmos, gerou-se um ônus muito alto para todos os seres humanos. Basta dizer que este custo que é ainda é uma dívida se encontra lacrado em recipientes de grosso concreto espalhado por diversos pontos do planeta, na forma de material radioativo descartado.

 

O atalho que as opções nucleares concedeu ao homem terá custos irreversíveis às gerações futuras. Somente na Europa são 114 usinas nucleares que, em breve serão transformadas em problemas para o povo do futuro resolver. Todos os resíduos dessas usinas são guardados em algum lugar, mas um dia, não se sabe quando, se tornarão problema para quem estiver pisando a Terra, pois, lacre nenhum é eterno e esses recipientes, evidentemente, irão se romper. Será apenas questão de tempo.

 

Mundo contaminado

 

A fuligem do nosso progresso conquistado está debaixo do tapete terrestre e tomara que ninguém jamais limpe esse tapete que remonta muitas décadas. Além das usinas, milhares de equipamentos hospitalares com materiais radioativos têm destinos desconhecidos em todo o mundo, sobretudo, em nações mais precárias. Além disso, há também o campo bélico, onde ogivas nucleares e farto material radioativo se encontram estocados por algumas nações. Portanto, o problema da radioatividade é muito mais grave do que possamos imaginar de pronto, com base somente nas informações que nos chegam.

 

No Brasil, por causa de restos de equipamentos hospitalares tivemos um caso em que mais 100 pessoas tiveram contágio radioativo, além da morte de outras quatro, em Goiânia, na década de 1980. Esse caso do Césio 135 se tornou conhecido porque foi descoberto pela mídia, mas é de se supor que outros incidentes similares já tenham ocorrido no país e no mundo, sem que fossem tornados públicos.

 

Ainda que os detritos (lixo) radioativos sejam descartados de maneira recomendada, um dia, num tempo qualquer, ele poderá fazer vítimas. Isso, porque não tem como se desfazer ou extinguir um problema.

 

Dessa maneira, os seguidos incidentes nucleares ocorridos no Japão a partir do sismo de 11/03, devem levar muitos governos à uma reflexão sobre alternava nuclear para a geração de energia. Antes que se tenham informações concisas sobre o incidente japonês, a Alemanha já informou que deverá reter os investimentos e cancelar a criação de novas usinas nucleares. E também a China, acaba de informar que está suspendendo a aprovação de projetos para usinas de energia nuclear, devendo realizar verificação ampla de segurança nas usinas que estão atualmente em operação ou em fase de construção.

 

Brasil nuclear

 

Após o incidente japonês, o governo brasileiro assinalou que seguirá cumprindo o programa nuclear, que inclui a construção de pelo menos mais quatro usinas nucleares, inclusive, uma delas na região Nordeste. Enquanto isso, as usinas nucleares de Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro, por se localizarem excessivamente próximas ao litoral, seguem como bombas-relógio herdadas da ditadura.

 

Apesar de dar seguimento ao programa nuclear, foi divulgado por fontes oficiais do governo brasileiro que a presidente Dilma Rousseff estaria “preocupada” com a questão nuclear brasileira, devido às ocorrências no Japão. Contudo, o governo deixa claro que não recuará os planos de executar novos empreendimentos para a geração de energia nuclear.

 

Enquanto temos o Japão na iminência de experimentar o maior êxodo habitacional da história humana por causa dos vazamentos radioativos de suas usinas (de tecnologia superior às nossas 'importadas', diga-se), no Brasil, parece que vai ser preciso ocorrer uma desgraça para que o Governo Federal entenda que há maneiras limpas de gerar energia num país cheio de recursos naturais.

 

Parece que não aprendemos nada com a lição goiana, com Chernobyl, na Ucrânia e agora com Fukushima, no Japão. Parece que será preciso ocorrer um primeiro acidente de graves proporções com radioatividade no país, para que o óbvio seja compreendido por quem governa os nossos destinos.

 

Nosso governo deveria assumir a responsabilidade de aproveitar de maneira criativa as dimensões continentais desse país para produzir energia limpa sem comprometer o nosso presente e o futuro de nossos filhos e netos. Este seria um desafio muito maior, muito mais imponente do que espalhar usinas nucleares por todas as regiões do país, levando preocupação e comprometimentos para milhões de brasileiros.

 

Decerto, deverá crescer a oposição contra a implantação de novas usinas nucleares do Brasil, sobretudo, após o cenário montado na Ásia. Se em meados da décadas de 1970, movimentos populares como o "Nuclear, não" já se manifestavam contra a instalação das usinas de Angra, é provável que agora também surjam movimentos nesses moldes.

 

Num tempo onde as informações são acessíveis a todos e não vivemos mais sob uma ditadura militar, é de se supor que a sociedade venha emanar clamores à presidente Dilma Rousseff, no sentido de se cancelar os planos nucleares herdados de gestões anteriores e passar a investir em fontes de energia limpa. Até porque, o Brasil sendo o país que abriga a maior colônia japonesa no mundo, as súplicas antinucleares no país podem ser engrossadas, sobretudo, por milhões de pessoas que sentem a dor nipônica na própria carne.

 

Madame Radioatividade e seus efeitos irreversíveis

 

A cientista polonesa Marie Curie, a única pessoa a receber dois prêmios Nobel e descobridora do elemento rádio, morta por efeitos da radioatividade durante as pesquisas, decerto, jamais imaginaria que iríamos chegar ao ponto de tamanha ameaça. Hoje temos  assustadores arsenais e crescentes acúmulos de materiais radioativos em praticamente todas as regiões do globo, por conta da produção de energia nuclear, sem haver uma solução definitiva para o problema de isolamento ou consumo definitivo dos rejeitos.

 

Contra a radioatividade não há antídotos que possam ser oferecidos pelos governos nacionais, nem mesmo fórmulas milagrosas de pajés aborígines ou recursos mágicos proporcionados pelas tecnologias de ponta. E, tampouco, não existe nenhum organismo científico ou cientista autônomo do planeta que vislumbre alguma maneira de fazer com que os efeitos radioativos deixem de atuar como nocivos aos seres vivos. O único "remédio" é a prevenção; é não ter contato com as partículas irradiadas, mas, quando o controle desse material não depende mais do homem, tudo pode acontecer, literalmente, ao sabor dos ventos - e das chuvas.

 

O verdadeiro terrorismo nuclear

 

O que se vive no Japão hoje por conta dos possíveis vazamentos radioativos é o pior dos terrorismos. Por detrimento econômico, é o terrorismo da inconsequência do governo de um país contra o seu povo indefeso. Num cenário onde o terrorista (partículas radioativas) deixa seu mundo lacrado e adentra um universo, no qual, jamais será detido.

 

Afinal, o que será desse planeta, dentro de algumas gerações, com tantas usinas nucleares acumulando lixo por todos os continentes, além das novas gerações de inimagináveis quantidades de materiais radioativos para fins diversos - desde um tratamento dentário à uma bomba atômica para a destruição de uma cidade?

 

Nada é eterno, nem mesmo os lacres de aço e concreto que guardam todo o rejeito nuclear que nos proporcionou o "desenvolvimento" atual. Frisamos, um dia, cedo ou tarde, esse material tomará contato com a atmosfera e vai dizimar a vida que houver ao seu redor. Todos os governantes e cientistas sabem disso, mas fingem que essa realidade não existe. Afinal - pensam -, o problema atual é o econômico; o do material contaminado deverá ser de quem estiver na Terra quando romperem os tais lacres.

 

O que é sujo nunca foi solução

 

E assim, após estas e tantas mais reflexões, não de um editor jornalístico, mas de sensatos cientistas que trabalham arduamente em torno dessas questões, devemos reconhecer que já se faz necessário o banimento do uso da tecnologia nuclear a nível global. Urgem pesquisas não somente para a busca de outras alternativas, mas, sobretudo, para um socorro, desde já, às gerações futuras, com relação ao destino final do material radioativo que estaremos deixando como herança de nossa irresponsabilidade. É preciso que surjam políticas robustas nesse sentido, seja a partir das Nações Unidas ou das comunidades multinacionais. É extremamente necessário que nos poupem do terror atual e passem a fomentar a substituição de investimentos nucleares por outras alternativas energéticas mais sensatas e menos ameaçadoras.

 

Destarte, concluímos que a tecnologia da geração de energia por reação nuclear é um recurso da inconsequência dos governantes globais da atualidade, senão para os seus próprios contemporâneos (vide Japão), para com os cidadãos do futuro, que nada têm a ver com os problemas energéticos da nossa época.

 

Em suma, contrariando as leis da propagação da vida na Terra, antagonicamente, o homem criou uma coisa que jamais deveria existir em seu mundo, já que com ela é impossível de se conviver.

 

Pepe Chaves

editor

www.viafanzine.jor.br

pepechaves@gmail.com

16/03/2011

 

- Tópicos associados:

   'Madame Radioatividade' - a história de Marie Curie - Por J. Ildefonso P. de Souza

  Japão URGENTE - Notícias sobre a crise no Japão - Da Redação, com agências.

 

*  *  *

 

Intercessão dos Poderes:

Triângulo poderoso

O entrelaçamento dos três poderes em nosso país é evidente.

Dizer que existe interdependência entre eles é o mesmo que tampar o sol com a peneira.

 

Os atos de censura impostos pela Justiça brasileira aos veículos de comunicação se mostram como das formas mais arcaicas de desviar as verdades do destino popular. Ações claras de censura como as sofridas faz pouco tempo pelo jornal Estado de S.Paulo, são exemplos de como agem determinados juízes em detrimento de políticos ou mandatários do poder.

 

O recente caso do colunista do Yahoo Brasil, censurado pela Justiça do Estado do Pará, é a mais clara mostra da intervenção do Judiciário em favor de homens que deveriam ser públicos e, por isso, passíveis de críticas e elogios. O ato de censurar um veículo por este emitir informações de cunho público deveria ser repugnado pelas pessoas, políticos e instituições sérias desse país que se assume democrata.

 

Temos visto alguns juízes protelarem decisões de julgamentos políticos ou se omitirem de vir a público esclarecer sobre latentes questões públicas que afligem à cidadania. No entanto, não se poupam de emitir juízo em público quando por questões da pequinês de interesses políticos ou politiqueiros e, até mesmo, por razões das mais fúteis.

 

Bom seria se cada agente público resistisse a tais desvios e pudesse cumprir sua função sob a retidão da paz; longe das tentações e más influências mais comuns e devidamente vocacionado à sua influente função pública. Não existissem tais intercessões obtusas, decerto, nossa nação estaria mais evoluída em inimagináveis aspectos.

 

O entrelaçamento dos três poderes - movido por interesses mútuos - em nosso país não chega a ser necessariamente corporativista, mas é evidente e ocorre em todas as esferas. Dizer que existe interdependência entre tais poderes seria o mesmo que tampar o sol com a peneira. Há diversas pontes que ligam os três poderes, como por exemplo, um celular, um velho fax, um rápido e-mail ou um encontro em carne e osso.

 

Distâncias não existem mais para que uma tangência obtusa, do tipo intransigente  venha querer se sobrepor aos desígnios naturais que deveria pautar a autonomia - e consequentemente, a lisura - no relacionamento de agentes públicos dos três poderes da República.

 

Enquanto houver este "triângulo amoroso" entre os poderes - que em verdade se traduz num "triângulo poderoso" -, o respeito ao cidadão, à cultura e ao patrimônio público estará relegado a segundo plano.

 

Apesar de tudo, o que chamam de democracia tem nos ensinado muitas coisas.

 

Pepe Chaves

editor

www.viafanzine.jor.br

pepechaves@gmail.com

24/02/2011

 

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Itaúna:

VF vai publicar trechos de denúncia contra prefeito

Trechos do documento de 56 laudas serão tornados públicos nos próximos dias.

Promotora nos fala de andamento de processo e porque não liberou cópia digital da inicial.

 

MPE/MG indiciou 17 por contrato milionário não cumprido em Itaúna.

 

No final de dezembro noticiamos que tivemos acesso ao conteúdo da Ação Civil Pública do Ministério Público de Minas Gerais que indicia 16 pessoas físicas e uma jurídica, entre elas o prefeito de Itaúna.

 

A Ação Civil Pública datada de 15 de setembro de 2010 é assinada pela Promotora de Justiça Sílvia de Lima Soares, do Ministério Público em Itaúna. A cópia impressa do documento enviada à sede do jornal Via Fanzine pela Primeira Promotoria de Justiça da Comarca de Itaúna-MG, está datada de 24 de novembro de 2010.

 

Solicitamos também à Promotoria, o envio do documento em formato digital, tanto para colher trechos do mesmo e compor nossa matéria, bem como para disponibilizar seu conteúdo na íntegra à população. No entanto, nos foi negada a cópia digital pela Promotoria. Em ofício nos enviado na semana passada, a promotora Sílvia Soares de Lima, entende que, “(...) foi-lhe encaminhada cópia impressa de petição inicial que teve como gênese a representação formulada por Vossa Senhoria. Através da mensagem supracitada, Vossa Senhoria requer cópia digital da referida peça inicial. Esclareço, no entanto, que não há previsão normativa para o fornecimento de cópia desta natureza, uma vez que o princípio da publicidade já foi garantido através do fornecimento de cópia impressa”.

 

Sobre o andamento do processo, Sílvia de Lima Soares nos informou que a antecipação de tutela foi negada pelo Juiz da 1ª Vara Cível da Comarca de Itaúna, “o que ensejou o ajuizamento de agravo de instrumento por esta Promotoria de Justiça”, esclarece a promotora.

 

Ela também informou que, “Com a cientificação do agravo, o Meritíssimo Juiz de Direito determinou a suspensão dos autos principais até julgamento do recurso pelo

TJMG, o que motivou o ajuizamento de novo agravo de instrumento por esta Promotoria de Justiça, a fim de dar andamento ao feito, independentemente do julgamento do 1º agravo”.

 

Sílvia de Lima Soares também informou que o andamento da Ação Civil Pública sob o número 009.8239-12.2010.8.13.0338, bem como os agravos de instrumento nºs 063.6779-19.2010.8.13.0000 e 068.2219-38.2010.8.13.0000 do MP, podem ser acompanhados através do site do TJMG (www.tjmg.jus.br).

 

O fato de não disponibilizarmos no momento da versão digital da inicial, faz com que tenhamos que digitar a partir da versão impressa, os trechos que compõem nossa matéria. Isso demanda certo tempo, pois se trata de um relatório de 56 laudas, de teor pesado, ao qual devemos nos ater somente às partes consideradas de maior importância do ponto de vista jornalístico – ainda que todo o seu conteúdo seja de suma importância.

 

Desta maneira, estamos digitando ainda as partes que serão publicadas dessa inicial da Ação Civil Pública que denuncia desvios milionários do Executivo municipal, bem como reuniões escusas, conforme relatos de envolvidos, que podem comprometer a imagem de alguns vereadores e outros políticos da cidade.

 

Temos recebido mensagens de e-mails e telefonemas cobrando a publicação desse anunciado documento, inclusive, que é público e realmente do interesse dos cidadãos locais. Inclusive, fui parado por várias pessoas na rua em Itaúna, quando lá estive no mês passado. Populares me saudaram pela "coragem" ao tratar esta questão milionária de forma tão transparente e inconfidente. De fato, ao contrário de alguns veículos da imprensa de Itaúna que por "razões desconhecidas" omitem, mentem e camuflam, a verdade dos fatos pertence ao cidadão. Em VF nós não retemos informações e assim sempre procederemos, evidentemente, dentro de nossas possibilidades e conformidades.

 

Certo é que em breve estaremos tornando públicos alguns trechos contundentes desta Ação Civil Pública inédita na cidade, acerca de um contrato também denunciado pelo Legislativo local, onde foram gastos quase R$ 7 milhões pelo município com a empresa Prescon Informática para a instalação de um suposto programa (que jamais funcionou) de inclusão digital nas escolas municipais.

 

ATUALIZAÇÃO: Clique aqui para ler a matéria descrita acima.

 

Pepe Chaves

editor

www.viafanzine.jor.br

pepechaves@gmail.com

27/01/2011

 

- Tópicos associados:

VF tem acesso à Ação contra prefeito Pinto

Outras notícias sobre o Contrato PMI/Prescon

 

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Água de janeiros:

Tragédia de todos os verões

Se não respeitamos a natureza, por que esperar que ela nos respeite?

 

Se todos os cursos d’água do mundo estão à se assorear naturalmente, quanto pode ser acelerado este processo, quando tais cursos atravessam grandes centros urbanos? Séculos de lixo e entulho nas margens dos rios, desmatamentos ciliares e tantas outras formas de assorear os leitos d’água têm custado caro à sociedade brasileira. Estes são os nossos vulcões, terremotos, furacões e guerras. E nestas infelizes categorias, o Brasil apresenta números de destaque global.

 

Embora não se possa estipular o valor de cada vida perdida, além de todo o gasto com socorro aos sobreviventes de catástrofes relacionadas ao impacto de tempestades em centros urbanos, podemos considerar que tal “custo” seja muito superior ao financeiro despendido em tais situações.

 

A tendência – e não é preciso ser meteorologista ou vidente para saber disso – é que o problema se agrave a cada estação das chuvas que vier. Cada vez mais, a água é obstruída em seus cursos naturais. É assim em tantos locais do mundo e o problema se agrava naqueles que foram humanamente alterados a ponto de desafiar a natureza milenar. É bom lembrar que, o problema das enchentes e avalanches não é localizado. No Brasil, ele é flexível e se estende por vários estados. Está presente ao longo do entorno de tantos rios, barragens e córregos, onde foram edificadas residências e pontos comerciais. Assim, terrenos de várzea (os quais seriam tomados naturalmente pelo rio em épocas de cheia) são loteados e vendidos a “preços populares”. Quando descem as chuvas fortes do verão, os rios transbordam e tais locais se tornam verdadeiras cidades submersas. Afinal, a várzea já estava ali por muitos milênios e o rio é indiferente se sua margem é habitada por sapos ou homens. E assim, tantos são os exemplos, nos mais distintos estados brasileiros, de Norte a Sul, onde a chuva invade recintos, arrasta qualquer coisa que estiver pela frente, mata e fere.

 

E entra e sai todo tipo governo, vem janeiro e se faz o mesmo lamaceiro. Destarte, literalmente, pois é a lama que mata. É o barro rolante das serras e das encostas que, a cada verão, invade casas, sufoca centenas de homens, mulheres, crianças e animais. É lamentável reconhecer isso, mas esta é a nossa realidade. E não podemos culpar somente os governos, tampouco, o recém empossado governo federal que “herdou” nenhuma política habitacional de nenhum outro anterior, qual poderia minimizar, quiçá, resolver esses problemas, agora também em destaque nos noticiários de todo o mundo. Contudo, é notório que essa problemática é também de sua responsabilidade.

 

Enquanto o número das centenas de vítimas fatais sobe nas planilhas, cansamos de assistir filmes repetidos sobre derrame de dinheiro público, através de privilégios concedidos a parlamentares e outras classes de políticos - incluindo àqueles que se entendem como não políticos.  Ainda pior, é a constatação dos inúmeros casos de corrupção e toda sorte (na verdade, azar) de desvios de recursos públicos. Estamos assistindo à uma verdadeira torneira aberta, jorrando o dinheiro público, enquanto problemas básicos e graves, continuam a repetir, ciclicamente, como que programados, sem que alguém apresente quaisquer soluções.

 

Não há no Brasil, salvo raros casos, nenhuma política para a educação ambiental à partir da infância. A culpa das enchentes, que retorce carros, derruba casas, sangra e mata pessoas como mostram as tevês, é também daquela criança que joga um simples papel de bala no meio da rua, bem como do cidadão que ali também dispensa o seu toco de cigarro ou goma de mascar. A obstrução humana do caminho das águas vem ocorrendo faz séculos e, se não for solucionado, evidentemente, tenderá a se agravar. E cada verão vindouro estará vitimando e traumatizando sobreviventes das cheias.

 

Em síntese, a ordem número um, deveria ser: desobstruir o caminho das águas, e afastar as pessoas dele, em todos os estados do Brasil. Isso, começaria desde à educação na escola, passando pela orientação do cidadão que joga seu lixo na rua, até o criminoso que faz descartes na beira de um rio. Além de educar e conscientizar, seria preciso que o governo também empregasse um programa a nível nacional, de desassoreamento dos cursos d’água, recuperação de margens, limpeza de bueiros e galerias fluviais. E, evidentemente, promover a retirada de moradias localizadas nas regiões de várzea, encostas ou entorno de cursos aquáticos. Mas, não bastaria apenas colocar no papel e se gastar verbas e mais verbas; seria preciso empenho de todos. Desde uma professora numa sala de aula, até uma fiscalização rígida da aplicação dos recursos por parte dos governos, bem como de uma perfeita execução técnica das obras, a nível nacional – mapeando e banindo qualquer tipo de construção em áreas de cursos naturais ou excedentes fluviais, bem como junto às encostas serranas.

 

Somente aplicando medidas urgentes e rígidas desde já, haverá de se esperar que este problema seja contornado num futuro relativamente breve, mas de forma bastante gradativa. Doravante, se aprendermos a lição proposta pela dor e perda de tantas vidas a cada verão, passaremos a ver nossos governantes sobrevoando de helicóptero as áreas problemáticas, mas sim, pela busca de planejamento em épocas distintas, e não somente contemplando os estragos causados pela estação das chuvas.

 

Para resolver o problema dos alagamentos no Brasil, acreditamos, não é preciso somente vontade política, mas, sobretudo, planejamento, movido pela vontade pessoal de cada um que pisa esse chão.

 

Afinal, se não respeitamos a natureza, por que esperar que ela nos respeite?

 

Pepe Chaves

editor

www.viafanzine.jor.br

pepechaves@gmail.com

16/01/2011

 

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Falta de ética e respeito:

Diabo em pele de advogado

Quando um advogado age de maneira a se projetar mais que seu cliente,

ele já extravasa sua função e passa a ser um elemento de confusão.

 

Que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vem cumprindo um destacado papel social, não resta dúvida. Sobretudo, em suas últimas gestões; em determinadas situações, saindo da retórica e partindo para ações efetivas em prol do interesse popular.

 

Num tempo de descalabros políticos e administrativos, vimos a OAB firmar posições sensatas e moralizantes, sempre baseadas no simples cumprimento da lei. Na maioria dos casos, a OAB se pronunciou e até agiu, contra abusos de agentes públicos que, de alguma maneira, extravasaram o bom senso ou às leis vigentes.

 

Mas, não seria dar um tiro no pé, se esta conceituada entidade olhasse para si e, da mesma maneira, buscasse nivelar de modo justo e adequado a todos os seus agentes. Decerto, se assim fosse, nos pouparia de espetáculos toscos e bizarros, apresentados por alguns nada nobres advogados brasileiros.

 

É verdade, não há como fazer com que uma pessoa aja com ética, se esta não faz parte de sua índole natural. Por isso, deve haver mecanismos que coíbam abusos e nos poupem de passagens desagradáveis e de muito mau gosto por parte de determinados profissionais do Direito.

 

Quando um advogado age de maneira a se projetar mais que seu cliente, ele já extravasa sua função e passa a ser um elemento de confusão. Declarar em público valores de seus honorários, dívidas e situação financeira de seu cliente se constitui tamanha aberração, que pode ser vista como o lado mais trash do Direito.

 

No entanto, mais trash ainda é assumir a própria "alma de demônio, sobre um diploma de advogado". E assim, agir única e exclusivamente em favor de seus interesses pessoais. E neste filme de terror jurídico, com uma boa pitada de projeção nacional, o mesmo “profissional” que é pago para defender alguém, se torna um elemento ameaçador a qualquer um que cruze os seus caminhos – inclusive, a começar do próprio cliente, se for o caso.

 

Na verdade, este tipo de advogado, defende apenas as causas próprias e, com orgulho, torna patente tal aberração. Sem a menor vergonha ou constrangimento passa a afirmá-la publicamente, como se a exibir um troféu. Esse perfil maligno incrustado na vida jurídica nacional que, ludibria, atrasa, ridiculariza e apenas se traduz no “esperto”, no “malandro” e no “falastrão” de terno e gravata, vem apenas depor em desfavor de uma das classes mais atuantes e exigidas da vida brasileira.

 

Podem nem ser tantos, mas os "diabos em pele de advogado", além de nos proporcionar desagradáveis espetáculos em rede nacional ou local, são péssimos exemplos para os jovens que ingressam à vida jurídica em nosso país. Além disso, com meia dúzia de palavras, vêm desmerecer o trabalho de muitos profissionais que doaram de si, não às causas de seus meros clientes que pagam, mas às causas de interesse público, que beneficiam milhares ou milhões de pessoas.

 

Sim, não há como vestir as carapuças da ética e da sobriedade em pessoas cujas medidas são avessas. Entretanto, bem como visa coibir abusos na vida pública nacional, seria de bom tom que a OAB também buscasse coibir abusos de seus próprios profissionais que, assim como os demais, acabam por atingir - no mínimo - a honra e integridade de toda a sociedade brasileira.

 

Pepe Chaves

editor

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Eleições 2010

Capacete para Serra e escudo para Dilma

Excessos e abusos que mancham a imagem democrática do país.

 

Candidatos, protejam-se!

 

Algumas cenas esparsas desse pleito eleitoral de 2010 nos remetem aos tempos dos selvagens ou, no mínimo, da idade média, quando se usava armaduras e escudos para proteção pessoal. Os lamentáveis episódios envolvendo a segurança de Serra no Rio e de Dilma em Curitiba, mostram o despreparo de algumas pessoas para conviver em democracia.

 

Desejar atingir fisicamente um dos candidatos é um ato tão baixo que, se torna o próprio atestado da impossibilidade de convivência em sociedade por parte de seu autor. Enquanto vivemos tempos de adiantamentos tecnológicos, alguns, mostram que sua essência continua primitiva.

 

O problema da democracia, é que muitos querem ir além de votar ou torcer por seu candidato. Muitos - algumas das vezes insuflados por determinadas lideranças políticas - extravasam e buscam atingir a pessoa do candidato, quando o que se discute (ou o que deveria se discutir) seria exclusivamente conteúdo de cunho político. É lamentável que haja reação contra a pessoa do candidato, seja ele de qual sigla for.

 

Intrusão presidencial

 

Pior que isso, só mesmo o presidente da República intervindo no assunto, de forma unilateral, como fez Lula, precipitadamente, acusando Serra de “simulação”. Entendemos que um presidente deveria estar governando o país e não se inteirando ou pronunciando acerca de aspectos miúdos (ou de tão baixos níveis) de uma campanha presidencial.

 

Entendemos que o correto, seria que todo e qualquer presidente da República permanecesse imparcial, sobretudo, durante a campanha política de seu sucessor. Acreditamos que o partidarismo nunca pode falar mais alto que os anseios nacionais, daí se tornariam essenciais o bom senso e a ética por parte do Executivo durante um pleito de grande importância como é o atual.

 

Mas, o que esperar de manifestações públicas diante a políticos em campanhas, se o próprio presidente excede, sucessivamente, em prol do seu candidato? O que esperar de imparcialidade por parte de um governo, num pleito onde o presidente se torna "garoto propaganda" do seu partido? O que esperar de um futuro governo, caso vença o partido do presidente, com tantas mostras registradas de que o partidarismo vem antes da sociedade brasileira?

 

Mas, afinal, o que devemos mesmo esperar do novo(a) presidente(a)? Educação, sensatez e isenção, seriam o mínimo, pois urgem ao país.

 

Contudo, o que mais urge no momento é capacete para Serra, escudo para Dilma e sensatez para Lula.

 

Pepe Chaves

editor

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pepechaves@gmail.com

 

Leia também:

Eleições 2010: Confira os números dos candidatos presidenciais

 

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