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O último editorial do ano:
Faz um
ano foi prometido o ‘Reveillon na Praça’
Novamente, lá
em baixo, sob os foguetes do prefeito que a destruiu, estará a
nossa praça
sucateada, abusada, adulterada e vilipendiada, pelo “arquiteto do
caos”,
que bem soube
também arquitetar o oportunismo.
Em 2012 a Praça
da Matriz de Itaúna entra no ano dois de sua supérflua reforma,
que ninguém sabe quando será concluída e que extinguiu parreiras,
árvores, plantas, adulterou os traçados originais do logradouro.
Ou seja, fez quase tudo o que não estava previsto pelo TAC, que
teve "gênese" da tentativa de destruição de um coreto público pelo
senhor prefeito municipal.
A reforma da
praça iniciada em abril de 2010, chegou a ser anunciada pelo
prefeito Eugênio Pinto como “concluída” no final daquele ano.
Inclusive, chegou até a “prometer” o – furadíssimo - Reveillon
2011 na Praça da Matriz...
Em 2011, ele
não arriscou, estando claro que nem 50% da Praça Dr. Augusto
Gonçalves teve sua reforma concluída até o momento. Inclusive,
além dos danos paisagísticos e até ambientais (com a retirada de
algumas plantas e árvores do local), além de desperdícios
(constrói e destroi banheiro...),
Via Fanzine também alertou a população, autoridades e
vereadores para a
possibilidade de danos ao patrimônio público. Se fizeram ou
farão algo a respeito, cabe a consciência de cada um deles que são
muito bem pagos para tanto.
Mas, quanto a
mais um "reveillon eugenista", o prefeito anunciou que novamente o
"espetáculo oferecido pela sua administração" será a queima de
fogos no Morro do Bonfim, o principal mirante da cidade.
Novamente, lá
em baixo, sob os foguetes do prefeito que a destruiu, estará a
nossa praça sucateada, abusada, adulterada e vilipendiada, pelo
“arquiteto do caos”, que bem soube também arquitetar o
oportunismo.
Sinceramente,
apesar das poucas possibilidades, daqui de BH, eu desejo aos
legítimos itaunenses natos e adotivos, um feliz e, sobretudo,
SUPERÁVEL, 2012!
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
31/12/2011
- Tópicos associados:
Praça: Cápsula do centenário pode ter sido danificada
Arquivo de informações sobre a Reforma na Praça da Matriz
* * *
Vítima de câncer:
Ataques a Lula
Quando a vida
pessoal se mistura com a vida pública de um político.
A notícia de que o ex-presidente
Lula foi diagnosticado com câncer no último fim de semana, tem
levantado turbilhões de reações populares e da imprensa. Enquanto
alguns manifestam pesar e tristeza, outros parecem se deleitar com
a notícia.
No entanto, comemorar a morte ou
doenças de líderes políticos não parece ser uma atitude razoável.
Acreditamos que, a partir do princípio em que alguém deseja o mal
alheio, passe a lançar um pensamento de destruição sobre toda a
humanidade.
É preciso saber separar o particular
do político. Uma doença tão grave quanto um câncer jamais deveria
ser motivo para comemoração de críticos, inimigos políticos e
demais detratores do ex-presidente.
No entanto, não
estamos aqui reprimindo ou censurando a manifestação popular, que
sempre deve ser livre, da mesma maneira que, cada um assume àquilo
o que vier a afirmar. E qualquer político deve estar ciente que
está sujeito a passar por este tipo de coisa - ainda que sua vida
particular esteja teoricamente desvinculada da pública.
Entretanto, Lula contraiu um câncer,
justamente, na laringe, em tempos que utilizava da fala para
realizar palestras, cujos valores chegavam a centenas de milhares
de reais. Tal fato, é visto por muitos como uma espécie de
"castigo" ao ex-estadista brasileiro.
Assim como diversas pessoas
comemoraram o martírio e morte de Muammar Kadafi, houve quem
sorriu ao saber que Chávez e Lula contraíram câncer. O desejo
manifesto do mal a outros não é nada nobre e dá mostra de pequinês
interior.
Estes sentimentos e ações rasteiras,
sejam contra quem for, mostram o quanto a alma humana ainda está
mergulhada num velho retrocesso moral, o qual, praticamente em
nada mudou, da pré-história aos tempos atuais.
Se atualmente temos tecnologias
incríveis ao alcance de nossas mãos, por outro lado, a alma humana
permanece embalada nos mesmos sentimentos rudes e animalescos de
tempos remotos, onde a consciência e a sensatez, ainda sequer
existiam.
Se Lula cometeu algum crime, ele
deve ser punido pelos tribunais. Doença, acidentes ou qualquer
sorte de casualidade, jamais servirão de punições para agentes
públicos, ainda que tenhamos uma Justiça incapaz de corresponder
aos anseios da sociedade.
Como a qualquer outro ser humano,
Via Fanzine e seus colaboradores desejam ao ex-presidente Lula
um pronto restabelecimento e sua volta às atividades
corriqueiras na vida social brasileira.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
31/10/2011
* * *
O terceiro poder:
Judiciário sob os holofotes
É preciso rediscutir a segurança,
mas também,
outros aspectos exclusivos do
Magistrado brasileiro.
O covarde assassinato da juíza carioca Patrícia Acioli
reabriu a discussão sobre a segurança oferecida aos magistrados
brasileiros. Não resta dúvida que muitos desses profissionais
merecem ser melhores assistidos, dadas às inúmeras condições com
que exercem os seus ofícios. Sobretudo, quando se trata de juízes
atuantes nas pequenas comarcas, situadas em regiões de notórios
conflitos sociais, tráficos ou fronteiriças, a atenção deveria ser
redobrada.
Não é necessário esperar que cheguemos a extremos como os
ocorridos na história judiciária da Itália e México, onde a
verdadeira lei termina por ser cumprida à bala. Nesse instante,
quando a mídia abre espaço para mostrar a precariedade de leis que
resguardam determinados agentes do Estado, se faz bastante
oportuna a discussão da criação de uma polícia judiciária. Esta
teria por atribuição – entre outras – prestar a devida segurança
aos magistrados que dela necessitar e, evidentemente, se
relacionar com as demais polícias para garantir seu trabalho de
maneira estratégica e inteligente.
É fato que muitos honrados profissionais de nossas varas criminais têm
suas rotinas alteradas, bem como de seus familiares, por conta da
falta de um mínimo de segurança necessária para se trabalhar com
plenitude. E, não há como prestar justiça onde não exista
condições plenas. As pressões de toda natureza contra o
profissional e a falta de estrutura ao seu redor têm funcionado
como efeito erosão em nossa máquina judiciária.
Não resta dúvida que urge repensar ou modernizar o aparato
judiciário brasileiro, adequando-o à nossa realidade e
problemática atuais. Destarte, as mudanças necessárias não se
restringem somente à segurança dos magistrados. Outras, de iguais
importâncias também urgem nesse mesmo bojo, seja para o isento e
pleno cumprimento da lei em nosso país, seja em prol do
restabelecimento da moralidade pública.
Entre
elas, deveria ser revista a legislação específica, passando
a prever penas, e não somente “afastamento” aos magistrados que
cometerem comprovados
crimes
comuns. Torna-se inaudito, para não dizer ridículo e nada
punitivo, afastar um magistrado ou promotor de Justiça
comprovadamente criminoso, para que este continue apto a receber
um salário milionário sem trabalhar, pois que estará
(indignamente) impedido de continuar desempenhando a sua função
pública. Isso é desmoralizante, não para o Judiciário, mas para
todo o país, com ênfase ao trabalhador assalariado e honesto.
Sim, necessitamos modernizar, mas também de moralizar.
Assim como proteger os bons profissionais do Magistrado, temos
também que punir os maus, que deveriam ser os primeiros a difundir
exemplos de moralidade e comportamento legal por parte dos agentes
públicos que se constituem. Afinal, um magistrado é a
personificação da própria lei e, este se corrompendo por algum
motivo, estará comprometendo todo o destino/interesse de milhares
de pessoas que dependem do seu ofício. O peso da responsabilidade
de um magistrado deve ser cobrado quando este falha; não omitido
de maneira tão desmedida e surreal, como nos padrões atuais.
Portanto, nosso Magistrado necessita
ter assegurada à sua devida segurança, assim como à sua devida
punição, caso erre - como qualquer outro ser humano, já que todos
somos da mesma espécie e vivemos sob o peso de uma Constituição em
comum.
Nesses tempos atuais, segurança é necessária em todos os
aspectos da vida humana, mas também, urgente se fazem mecanismos
que coíbam, denunciem e PUNAM, não a um magistrado, mas a QUALQUER
pessoa que infrinja às leis constitucionais do nosso país. E, nada
mais digno e justo do que começar por quem faz cumprir as nossas
leis. Pois, em suma, quanto mais injustiças houver
(em todos
sentidos), mais iremos necessitar de segurança (em todos sentidos).
Todos merecemos um país justo e
seguro.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
22/08/2011
* * *
Os bastidores
ficam logo ali:
Lula:
eminência parda de Dilma é declarada
Aparição de
Lula para socorrer o governo no 'Caso Palocci' revela a
fragilidade
de Dilma, além de desrespeito ao PMDB e à própria democracia.
O fogo causado pela celeuma “patrimônio de Palocci” colocou
na vitrine, de uma só vez, inúmeras fragilidades do governo Dilma.
O surgimento de Lula, nestas alturas dos escândalos, tal qual
bombeiro ilustre do PT, pode tão somente complicar esta já
complicada e inexplicável situação montada no seio do governo
federal.
Não queremos entrar aqui nos aspectos políticos dessa
questão, mas Lula foi chamado numa “emergência”, do mesmo gênero
que emergiu quando ele foi governante: escândalo envolvendo o
ministro da Casa Civil Antonio Palocci, cujo desfecho duvidoso
naquela época, ficou o dito pelo não dito contra a palavra de um
legendário caseiro.
Agora, Palocci não consegue explicar como conseguiu,
enquanto deputado federal, multiplicar seu patrimônio pessoal em
20 vezes, em apenas quatro anos. Com investimentos desse porte,
antagonicamente, uma coisa é certa: ele deve ter bons clientes e
seguidores. Mas voltando à coisa pública, Lula e Dilma, em vez de
pedir Justiça e agir com isenção, parecem não se preocupar em
esclarecer os fatos, mas apenas defender o aliado político. Dessa
maneira, mesmo que não percebam de imediato, apenas revelam
publicamente, como colocar o partidarismo acima dos interesses
nacionais.
Eis aí o mistério da (fé) política! Se aqueles que
governam, teoricamente, os primeiros a esclarecer supostos
escândalos, sobretudo, quando envolvendo membros de sua equipe,
são os mesmos que colocam pano quente em situações explícitas e
inexplicáveis, o que podemos esperar de tal governo?
A aparição de Lula, que na prática não seria mais que um
político atualmente afastado de tais atividades, foi uma das
piores “apelações políticas” já proporcionadas pelo ainda jovem
governo federal. Este subterfúgio dos bastidores vermelhos revela
o quão Lula ainda detém as rédeas do poder, mesmo que, para
efeitos democráticos ou eleitorais, ele terá sido substituído por
Dilma Rousseff após as últimas eleições presidenciais no Brasil.
O surgimento de Lula nessas alturas do campeonato, tal como um técnico
de futebol de pijama, chamado às presas no intervalo de um jogo
importante para socorrer seu time que ameaça ser derrotado em
campo, traça o exato limite de Dilma Russeff como elemento da
política nacional. Mostra que no limiar das mais simples crises
internas a solução que poderia vir de seus punhos, escorrem por
entre os dedos e respinga no semblante de Lula.
Revela também, a carência de respeito do PT para com o
PMDB, mostrando porque os cargos de peso do ministério de Rousseff
foram indicados por Lula. Além do demonstrado desrespeito ao
partido parceiro na eleição dos anteriores e atual governo, a
própria democracia nos aparenta desrespeitada – ou pior,
fragilizada! - quando assistimos a esse tipo de “intrusão
política” por parte de uma teórica “carta fora do jogo”. Mas,
afinal, onde estão as regras desse jogo?
Como brasileiros, evidentemente, devemos torcer pelo
sucesso da nossa presidente em todas as situações internas ou
externas, pois eis que nossos destinos passam por suas decisões.
Mesmo com suas já demonstradas deficiências políticas, temos uma
presidente “ficha limpa” e esperamos que assim permaneça. No
entanto, é lastimável vê-la atuar apenas como uma espécie de
“laranja” do ex-presidente Lula e de outros políticos que estão a
orbitar o partido que a elegeu.
Por mais que mantenha uma postura firme e uma entonação de
voz “uai, tchê!”, do tipo que transmita segurança a muitos de seus
patrícios, Rousseff necessita, urgentemente, esquecer a legenda e
o partidarismo político, para assim lavar as mãos (com muito álcool
gel) com relação aos escândalos que vierem a acercá-la. Isso, se
desejar fazer um governo, no mínimo, razoável, pleno e insuspeito.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
1º/06/2011
* * *
O presente editorial é exatamente expresso nos dizeres da
letra de uma canção do saudoso poeta e músico carioca, Renato
Russo, que reproduzimos a seguir.
“Perfeição
(Renato Russo)
Vamos celebrar a estupidez humana, a estupidez de todas as
nações. O meu país e sua corja de assassinos, covardes,
estupradores e ladrões...
Vamos celebrar a estupidez do povo, nossa polícia e
televisão. Vamos celebrar nosso governo e nosso estado que não é
nação... Celebrar a juventude sem escolas, as crianças mortas.
Celebrar nossa desunião...
Vamos celebrar Eros e Thanatos, Persephone e Hades, vamos
celebrar nossa tristeza, vamos celebrar nossa vaidade... Vamos
comemorar como idiotas, a cada fevereiro e feriado, todos os
mortos nas estradas. E os mortos por falta de hospitais...
Vamos celebrar nossa justiça, a ganância e a difamação,
vamos celebrar os preconceitos, o voto dos analfabetos. Comemorar
a água podre e todos os impostos. Queimadas, mentiras, e
sequestros...
Nosso castelo de cartas marcadas, o trabalho escravo, nosso
pequeno universo. Toda a hipocrisia e toda a afetação, todo roubo
e toda indiferença. Vamos celebrar epidemias, é a festa da torcida
campeã...
Vamos celebrar a fome, não ter a quem ouvir, não se ter a
quem amar. Vamos alimentar o que é maldade, vamos machucar o
coração... Vamos celebrar nossa bandeira, nosso passado de
absurdos gloriosos...
Tudo que é gratuito e feio, tudo o que é normal. Vamos
cantar juntos o hino nacional, a lágrima é verdadeira. Vamos
celebrar nossa saudade, comemorar a nossa solidão...
Vamos festejar a inveja, a intolerância, a incompreensão.
Vamos festejar a violência! E esquecer a nossa gente que trabalhou
honestamente a vida inteira e agora não tem mais Direito a nada...
Vamos celebrar a aberração de toda a nossa falta de bom
senso, nosso descaso por educação. Vamos celebrar o horror de tudo
isto com festa, velório e caixão. Tá tudo morto e enterrado agora,
já que também podemos celebrar a estupidez de quem cantou essa
canção...
Venha! Meu coração está com pressa. Quando a esperança está
dispersa, só a verdade me liberta, chega de maldade e ilusão.
Venha! O amor tem sempre a porta aberta, e vem chegando a
primavera, nosso futuro recomeça.
Venha! Que o que vem é Perfeição!...”.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
17/05/2011
* * *
Inconfidente
& confiável:
Via Fanzine
completa 17 anos de fundação
Além
dos 17 anos de fundação de Via Fanzine, comemoramos
também nessa data, os exatos sete
anos do portal VF no ar.

Selo marca os 17
anos de Via Fanzine.
Clique aqui
para ler as 17 matérias dos 17 anos.
Clique aqui
para assistir o vídeo "Eu
me guio por você - VF 17 anos".
Nessa quinta-feira, 07/04, Via Fanzine completa 17 anos de
fundação. A primeira edição impressa circulou na segunda
quinzena de abril/1994, iniciando aquele que seria o jornal mais
diferenciado da imprensa de Itaúna-MG. Seja pelos temas abordados ou
pelas inúmeras denúncias feitas por nossa editoria ao longo de sua
história, Via Fanzine se
firmou no cotidiano itaunense.
A versão impressa circulou até o ano de 2004, quando no
aniversário de 10 anos, foi extinta e entrou no ar o portal Via
Fanzine, que permaneceu hospedado por alguns anos com endereço
diferente do atual.
Com a entrada do portal no ar em 2004, Via Fanzine romperia
as fronteiras regionalizadas de Itaúna e viria a ser conhecido por
cidadãos de todo o mundo. Novos colaboradores também surgiram, se
identificando com nossa proposta de jornalismo diferenciado aliada
às
pretensões de levar qualidade de graça aos leitores que buscarem
nossas páginas.
Assim, além dos 17 anos de fundação de Via Fanzine,
comemoramos também nessa data, os exatos sete anos do portal VF no
ar. O portal propiciou que inúmeros itaunenses residentes em
cidades distintas do Brasil e do mundo buscassem informações de
Itaúna em tempo real, ao mesmo tempo que poderia ter acesso ao
vasto conteúdo de nossa versão nacional.
Apresentando grande parte de material de nossa autoria e
produção, Via Fanzine se diferencia da maioria dos veículos de
comunicação do gênero por diversos detalhes. Seja por seu layout
exclusivo, completamente fora dos padrões copiados de
grandes portais, seja pela originalidade de seu conteúdo, sua
maneira de abordar as questões e mesmo, o conteúdo em destaque,
escolhido a dedo pelo editor, fato é que a visitação que recebida
tem crescido substancialmente.
Para se ter uma ideia do crescimento registrado nos últimos
meses, somente no período de janeiro a março de 2011, comparado ao
mesmo período de 2010, Via Fanzine cresceu surpreendentes 140.6%,
sendo: 43.1% em janeiro; 38.9% em fevereiro e 58.6% em março.
Estes dados, mostrando que o nosso trabalho no momento está em plena
ascensão são flutuantes, com isso, podem crescer ou diminuir.
Estas e outras informações estatísticas estão ao alcance de todos os internautas, através do
nosso contador de visitas eletrônico (clique
aqui para acessar e
aqui para visualizar quem nos visita em tempo real).
E nesse momento em que entramos para o nosso 18º ano de
jornalismo ininterrupto, só temos a agradecer a todos nossos
colaboradores e leitores de todo o Brasil. Para comemorar a data,
produzimos um especial com 17 matérias compiladas do nosso arquivo
por este editor, de temática e colaboradores diversos. Além das
matérias, produzimos também um vídeo intitulado "Eu me guio por
você - VF 17 anos" mostrando imagens do nosso arquivo com música
de autoria de Adilson Rodrigues e Levy Vargas, em interpretação de Adilson Rodrigues, por sinal,
ele que é co-fundador de VF em 1994, ao lado desse editor. O vídeo e as 17
matérias comemorativas aos 17 anos de Via Fanzine pode ser
acessadas
clicando aqui.
A proposta de se manter como um órgão inconfidente, que não
retém informações, que não trabalha para políticos ou interesses
particulares é o que torna transparente o nosso trabalho,
fazendo-o falar por si próprio. E, ainda que venhamos
a sofrer qualquer tipo de retaliação (como notoriamente
já sofremos) pelo simples fato de
informar, calcados em dados probos, nós reafirmamos o nosso compromisso
de isenção. Diferentemente de muitos órgãos da imprensa que
"existem" somente porque são regados com verbas públicas,
direcionadas por políticos que desejam ser bajulados ou que
compram literalmente jornais para se auto-exaltar e gastar com ele
sua verba indenizatória, nós não dependemos desse tipo de coisa.
Por isso, não somos suspeitos quando criticamos ou
elogiamos; por isso somos respeitados e não somos como as “nuvens”
que os vento$ da falta de uma ideologia própria levam e depois desmancham. Não somos um veículo financeiramente rico, nem
que esbanja material, recursos e pessoal, mas temos personalidade
e caráter, ingredientes básicos para se produzir jornalismo
confiável.
Muito obrigado a todos.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
07/04/2011
- Tópicos associados:
17 anos, 17
matérias especiais
Clique aqui
para assistir o vídeo "Eu
me guio por você - VF 17 anos".
* * *
Realidade nuclear:
A fatura do progresso ainda não foi paga
Radioatividade: ela
é sedutora e oferece soluções, mas também pode ser o fim.
Lição que
nunca aprendemos
Os desfechos do evento telúrico ocorrido no Japão em
11/03/2011 podem tomar dimensões sem precedentes. Como se não
bastasse o país sofrer com terremotos em sua superfície, além de
tsunamis que levam o mar quilômetros adentro de suas áreas
urbanas, o Japão se vê agora envolto num drama nuclear.
Devemos reconhecer que a fatura de todo o progresso humano
conquistado nos últimos 100 anos ainda não foi paga. Tantas
conquistas tecnológicas disponíveis à uma grande parte da
humanidade (enquanto a maior parte dessa segue alheia a tais recursos)
ainda não foram devidamente pagas. Ou seja, o homem ainda não
quitou suas dívidas com a natureza planetária.
Toda a energia gerada e transformada em diversão e
entretenimento - passando por linhas de produção, medicamentos e cirurgias de ponta,
culminando nas
viagens espaciais e inserções de satélites em órbita - teve um custo que ainda não foi
devidamente pago. Muitas
das conquistas de nossa
humanidade cotidiana tiveram toda a sua sujeira empurrada para
debaixo dos tapetes da Terra.
Assim, para termos atualmente veículos, eletrodomésticos e
computadores capazes de fazer tudo aquilo o que não podemos ou
tudo o que imaginarmos, gerou-se um ônus muito alto para todos os
seres humanos. Basta dizer que este
custo que é ainda é uma dívida se encontra lacrado em recipientes de grosso concreto
espalhado por diversos pontos do planeta, na forma de material
radioativo descartado.
O atalho que as opções nucleares concedeu ao homem terá
custos irreversíveis às gerações futuras. Somente na Europa são
114 usinas nucleares que, em breve serão transformadas em
problemas para o povo do futuro resolver. Todos os resíduos dessas usinas são guardados
em algum lugar, mas um dia, não se sabe quando, se tornarão
problema para quem estiver pisando a Terra, pois, lacre nenhum é
eterno e esses recipientes, evidentemente, irão se romper. Será
apenas questão de tempo.
Mundo contaminado
A fuligem do nosso progresso conquistado está debaixo do tapete terrestre
e tomara que ninguém jamais limpe esse tapete que remonta muitas
décadas. Além das usinas, milhares de equipamentos hospitalares
com materiais radioativos têm destinos desconhecidos em todo o
mundo, sobretudo, em nações mais precárias. Além disso, há também
o campo bélico, onde ogivas nucleares e farto material radioativo se encontram estocados por algumas nações. Portanto, o
problema da radioatividade é muito mais grave do que possamos
imaginar de pronto, com base somente nas informações que nos
chegam.
No Brasil, por causa de restos de equipamentos hospitalares
tivemos um caso em que mais 100 pessoas
tiveram contágio radioativo,
além da
morte de outras quatro, em Goiânia, na década de 1980. Esse caso
do Césio 135 se tornou
conhecido porque foi descoberto pela mídia, mas é de se supor que
outros incidentes similares já tenham ocorrido no país e no
mundo, sem que fossem tornados públicos.
Ainda que os detritos (lixo) radioativos sejam descartados de
maneira recomendada, um dia, num tempo qualquer, ele poderá fazer
vítimas. Isso, porque não tem como se desfazer ou extinguir um
problema.
Dessa maneira, os seguidos incidentes nucleares ocorridos
no Japão a partir do sismo de 11/03, devem levar muitos governos à
uma reflexão sobre alternava nuclear para a geração de energia.
Antes que se tenham informações concisas sobre o incidente japonês, a
Alemanha já informou que deverá reter os investimentos e cancelar
a criação de novas usinas nucleares. E também a China, acaba de
informar que está suspendendo a aprovação de projetos para usinas
de energia nuclear, devendo realizar verificação ampla de
segurança nas usinas que estão atualmente em operação ou em fase
de construção.
Brasil nuclear
Após o incidente
japonês,
o governo brasileiro assinalou que seguirá cumprindo o
programa nuclear, que inclui a construção de pelo menos mais
quatro
usinas nucleares, inclusive, uma delas na região Nordeste.
Enquanto isso, as usinas nucleares de Angra dos Reis, no estado do
Rio de Janeiro, por se localizarem excessivamente próximas ao
litoral, seguem como bombas-relógio herdadas da ditadura.
Apesar de dar
seguimento ao programa nuclear, foi divulgado por fontes oficiais do governo brasileiro que
a presidente Dilma Rousseff estaria “preocupada” com a questão nuclear
brasileira, devido às ocorrências no Japão. Contudo, o governo
deixa claro que não recuará os planos de executar novos empreendimentos para a
geração de energia nuclear.
Enquanto temos o Japão na iminência de experimentar o maior
êxodo habitacional da história humana por causa dos vazamentos
radioativos de suas usinas (de tecnologia superior às nossas
'importadas',
diga-se), no Brasil, parece que vai ser preciso ocorrer uma
desgraça para que o Governo Federal entenda que há maneiras
limpas de gerar energia num país cheio de recursos naturais.
Parece que não aprendemos nada com a lição goiana, com
Chernobyl, na Ucrânia e agora com Fukushima, no Japão. Parece que será preciso
ocorrer um primeiro acidente de graves proporções com
radioatividade no país, para que o óbvio seja compreendido por
quem governa os nossos destinos.
Nosso governo deveria assumir a responsabilidade de
aproveitar de maneira criativa as dimensões continentais desse
país para produzir energia limpa sem comprometer o nosso presente
e o futuro de nossos filhos e netos. Este seria um desafio muito
maior, muito mais imponente do que espalhar usinas nucleares por
todas as regiões do país, levando preocupação e comprometimentos
para milhões de brasileiros.
Decerto, deverá crescer a oposição contra a implantação de
novas usinas nucleares do Brasil, sobretudo, após o cenário
montado na Ásia. Se em meados da décadas de 1970, movimentos
populares como o "Nuclear, não" já se manifestavam contra a
instalação das usinas de Angra, é provável que agora também surjam movimentos
nesses moldes.
Num tempo onde
as informações são acessíveis a todos e não vivemos mais sob uma
ditadura militar, é de se supor que a sociedade venha emanar clamores
à presidente Dilma Rousseff, no sentido de se cancelar os planos nucleares
herdados de gestões anteriores e passar a investir em fontes de
energia limpa. Até porque, o Brasil sendo o país que abriga a
maior colônia japonesa no mundo, as súplicas antinucleares no país
podem ser engrossadas, sobretudo, por
milhões de pessoas que sentem a dor nipônica na própria carne.
Madame Radioatividade e seus
efeitos irreversíveis
A cientista polonesa Marie Curie, a
única pessoa a receber dois prêmios Nobel e descobridora
do elemento rádio, morta por efeitos da radioatividade durante as
pesquisas,
decerto, jamais imaginaria que iríamos chegar ao ponto de tamanha
ameaça. Hoje temos assustadores arsenais e crescentes acúmulos de materiais radioativos
em praticamente todas as regiões do globo, por conta da produção
de energia nuclear, sem haver uma solução definitiva para o
problema de isolamento ou consumo definitivo dos rejeitos.
Contra a radioatividade não há
antídotos que possam ser oferecidos pelos governos nacionais, nem
mesmo fórmulas milagrosas de pajés aborígines ou recursos mágicos
proporcionados pelas tecnologias de ponta. E, tampouco, não existe
nenhum organismo científico ou cientista autônomo do planeta que
vislumbre alguma maneira de fazer com que os efeitos radioativos
deixem de atuar como nocivos aos seres vivos. O único "remédio" é
a prevenção; é não ter contato com as partículas irradiadas, mas, quando o
controle desse material não depende mais do homem, tudo pode
acontecer, literalmente, ao sabor dos ventos - e das chuvas.
O verdadeiro terrorismo nuclear
O que se vive no Japão hoje por
conta dos possíveis vazamentos radioativos é o pior dos
terrorismos. Por detrimento econômico, é o terrorismo da
inconsequência do governo de um país contra o seu povo indefeso.
Num cenário onde o terrorista (partículas radioativas) deixa seu
mundo lacrado e adentra um universo, no qual, jamais será detido.
Afinal, o que será desse planeta,
dentro de algumas gerações, com tantas usinas nucleares acumulando
lixo por todos os continentes, além das novas gerações de
inimagináveis quantidades de materiais radioativos para fins
diversos - desde um tratamento dentário à uma bomba atômica para a
destruição de uma cidade?
Nada é eterno, nem mesmo os lacres
de aço e concreto que guardam todo o rejeito nuclear que nos
proporcionou o "desenvolvimento" atual. Frisamos, um dia, cedo ou tarde,
esse material tomará contato com a atmosfera e vai dizimar a vida
que houver ao seu redor. Todos os governantes e cientistas sabem
disso, mas fingem que essa realidade não existe. Afinal - pensam
-, o problema atual é o econômico; o do material contaminado
deverá ser de quem estiver na Terra quando romperem os tais
lacres.
O que é sujo nunca foi solução
E assim, após estas e tantas mais reflexões, não de um editor
jornalístico, mas de sensatos cientistas que trabalham arduamente
em torno dessas questões, devemos reconhecer que
já se faz necessário o banimento do uso da tecnologia nuclear a
nível global. Urgem pesquisas não somente para a busca de outras
alternativas, mas, sobretudo, para um socorro, desde já, às
gerações futuras, com relação ao destino final do material
radioativo que estaremos deixando como herança de nossa
irresponsabilidade. É preciso que surjam políticas robustas nesse
sentido, seja a partir das Nações Unidas ou das comunidades
multinacionais. É extremamente necessário que nos poupem do terror
atual e passem a fomentar a substituição de investimentos
nucleares por outras alternativas energéticas mais sensatas e
menos ameaçadoras.
Destarte, concluímos que a tecnologia da geração de energia
por reação nuclear é um recurso da inconsequência dos governantes
globais da atualidade, senão para os seus próprios contemporâneos
(vide Japão), para com os cidadãos do futuro, que nada têm a ver
com os problemas energéticos da nossa época.
Em suma, contrariando as leis da
propagação da vida na Terra, antagonicamente, o homem criou uma coisa que jamais deveria existir em seu
mundo, já que com ela é impossível de se conviver.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
16/03/2011
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'Madame
Radioatividade' - a história de Marie Curie - Por J. Ildefonso
P. de Souza
Japão URGENTE - Notícias sobre a crise no Japão - Da Redação,
com agências.
* * *
Intercessão dos Poderes:
Triângulo poderoso
O entrelaçamento dos três poderes
em nosso país é evidente.
Dizer que existe interdependência
entre eles é o mesmo que tampar o sol com a peneira.
Os atos de censura impostos pela Justiça brasileira aos
veículos de comunicação se mostram como das formas mais arcaicas
de desviar as verdades do destino popular. Ações claras de censura
como as sofridas faz pouco tempo pelo jornal Estado de S.Paulo,
são exemplos de como agem determinados juízes em detrimento de
políticos ou mandatários do poder.
O recente caso do colunista do Yahoo Brasil, censurado pela
Justiça do Estado do Pará, é a mais clara mostra da intervenção do
Judiciário em favor de homens que deveriam ser públicos e, por
isso, passíveis de críticas e elogios. O ato de censurar um
veículo por este emitir informações de cunho público deveria ser
repugnado pelas pessoas, políticos e instituições sérias desse
país que se assume democrata.
Temos visto alguns juízes protelarem decisões de
julgamentos políticos ou se omitirem de vir a público esclarecer
sobre latentes questões públicas que afligem à cidadania. No entanto, não
se poupam de emitir juízo em público quando por questões da
pequinês de interesses
políticos ou politiqueiros e, até mesmo, por razões das mais fúteis.
Bom seria se cada agente público resistisse a tais desvios e
pudesse cumprir sua função sob a retidão da paz; longe das
tentações e más influências mais comuns e devidamente vocacionado
à sua influente função pública. Não existissem
tais intercessões obtusas, decerto, nossa nação estaria mais evoluída em
inimagináveis aspectos.
O entrelaçamento dos três poderes - movido por interesses
mútuos - em nosso país não chega a ser necessariamente
corporativista, mas é evidente e ocorre em todas as esferas. Dizer
que existe interdependência entre tais poderes seria o mesmo que
tampar o sol com a peneira. Há diversas pontes que ligam os três
poderes, como por exemplo, um celular, um velho fax, um rápido e-mail
ou um encontro em carne e osso.
Distâncias não existem mais para que uma tangência obtusa,
do tipo intransigente venha querer se sobrepor aos
desígnios naturais que deveria pautar a autonomia - e
consequentemente, a lisura - no
relacionamento de agentes públicos dos três poderes da República.
Enquanto houver este "triângulo
amoroso" entre os poderes - que em verdade se traduz num
"triângulo poderoso" -, o respeito ao cidadão, à cultura e ao
patrimônio público estará relegado a segundo plano.
Apesar de tudo, o que chamam de
democracia tem nos ensinado muitas coisas.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
24/02/2011
* * *
Itaúna:
VF vai
publicar trechos de denúncia contra prefeito
Trechos do
documento de 56 laudas serão tornados públicos nos próximos dias.
Promotora nos
fala de andamento de processo e porque não liberou cópia digital
da inicial.

MPE/MG indiciou 17 por contrato
milionário não cumprido em Itaúna.
No final de dezembro noticiamos que tivemos acesso ao
conteúdo da Ação Civil Pública do Ministério Público de Minas
Gerais que indicia 16 pessoas físicas e uma jurídica, entre elas o
prefeito de Itaúna.
A Ação Civil Pública datada de 15 de setembro de 2010 é
assinada pela Promotora de Justiça Sílvia de Lima Soares, do
Ministério Público em Itaúna. A cópia impressa do documento
enviada à sede do jornal Via Fanzine pela Primeira Promotoria de
Justiça da Comarca de Itaúna-MG, está datada de 24 de novembro de
2010.
Solicitamos também à Promotoria, o envio do documento em
formato digital, tanto para colher trechos do mesmo e compor nossa
matéria, bem como para disponibilizar seu conteúdo na íntegra à
população. No entanto, nos foi negada a cópia digital pela
Promotoria. Em ofício nos enviado na semana passada, a promotora
Sílvia Soares de Lima, entende que, “(...) foi-lhe encaminhada
cópia impressa de petição inicial que teve como gênese a
representação formulada por Vossa Senhoria. Através da mensagem
supracitada, Vossa Senhoria requer cópia digital da referida peça
inicial. Esclareço, no entanto, que não há previsão normativa para
o fornecimento de cópia desta natureza, uma vez que o princípio da
publicidade já foi garantido através do fornecimento de cópia
impressa”.
Sobre o andamento do processo, Sílvia de Lima
Soares
nos
informou que a antecipação de tutela foi negada pelo Juiz da 1ª
Vara Cível da Comarca de Itaúna, “o que
ensejou o ajuizamento de agravo de instrumento por esta Promotoria
de Justiça”, esclarece a promotora.
Ela também informou que, “Com a cientificação
do agravo, o Meritíssimo Juiz de Direito determinou a suspensão
dos autos principais até julgamento do recurso pelo
TJMG, o que motivou o ajuizamento de novo
agravo de instrumento por esta Promotoria de Justiça, a fim de dar
andamento ao feito, independentemente do julgamento do 1º agravo”.
Sílvia de Lima Soares também informou que o andamento da
Ação Civil Pública sob o número 009.8239-12.2010.8.13.0338, bem
como os agravos de instrumento nºs 063.6779-19.2010.8.13.0000 e
068.2219-38.2010.8.13.0000 do MP, podem ser acompanhados através
do site do TJMG (www.tjmg.jus.br).
O fato de não disponibilizarmos no momento da versão
digital da inicial, faz com que tenhamos que digitar a partir da
versão impressa, os trechos que compõem nossa matéria. Isso
demanda certo tempo, pois se trata de um relatório de 56 laudas,
de teor pesado, ao qual devemos nos ater somente às partes
consideradas de maior importância do ponto de vista jornalístico –
ainda que todo o seu conteúdo seja de suma importância.
Desta maneira, estamos digitando ainda as partes que serão
publicadas dessa inicial da Ação Civil Pública que denuncia
desvios milionários do Executivo municipal, bem como reuniões
escusas, conforme relatos de envolvidos, que podem comprometer a
imagem de alguns vereadores e outros políticos da cidade.
Temos recebido mensagens de e-mails e telefonemas cobrando
a publicação desse anunciado documento, inclusive, que é público e
realmente do interesse dos cidadãos locais. Inclusive, fui parado
por várias pessoas na rua em Itaúna, quando lá estive no mês
passado. Populares me saudaram pela "coragem" ao tratar esta
questão milionária de forma tão transparente e inconfidente. De
fato, ao contrário de alguns veículos da imprensa de Itaúna que
por "razões desconhecidas" omitem, mentem e camuflam, a verdade
dos fatos pertence ao cidadão. Em VF nós não retemos informações e
assim sempre procederemos, evidentemente, dentro de nossas
possibilidades e conformidades.
Certo é que em breve estaremos tornando públicos alguns
trechos contundentes desta Ação Civil Pública inédita na cidade,
acerca de um contrato também denunciado pelo Legislativo local,
onde foram gastos quase R$ 7 milhões pelo município com a empresa
Prescon Informática para a instalação de um suposto programa (que
jamais funcionou) de inclusão digital nas escolas municipais.
ATUALIZAÇÃO:
Clique aqui para ler a matéria descrita acima.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
27/01/2011
- Tópicos associados:
VF tem acesso à Ação contra prefeito Pinto
Outras notícias sobre o Contrato PMI/Prescon
* * *
Água de
janeiros:
Tragédia
de todos os verões
Se não
respeitamos a natureza, por que esperar que ela nos respeite?
Se todos os cursos d’água do mundo estão à se assorear
naturalmente, quanto pode ser acelerado este processo, quando tais
cursos atravessam grandes centros urbanos? Séculos de lixo e
entulho nas margens dos rios, desmatamentos ciliares e tantas
outras formas de assorear os leitos d’água têm custado caro à
sociedade brasileira. Estes são os nossos vulcões, terremotos,
furacões e guerras. E nestas infelizes categorias, o Brasil
apresenta números de destaque global.
Embora não se possa estipular o valor de cada vida perdida,
além de todo o gasto com socorro aos sobreviventes de catástrofes
relacionadas ao impacto de tempestades em centros urbanos, podemos
considerar que tal “custo” seja muito superior ao financeiro
despendido em tais situações.
A tendência – e não é preciso ser meteorologista ou vidente
para saber disso – é que o problema se agrave a cada estação das
chuvas que vier. Cada vez mais, a água é obstruída em seus cursos
naturais. É assim em tantos locais do mundo e o problema se agrava
naqueles que foram humanamente alterados a ponto de desafiar a
natureza milenar. É bom lembrar que, o problema das enchentes e
avalanches não é localizado. No Brasil, ele é flexível e se
estende por vários estados. Está presente ao longo do entorno de
tantos rios, barragens e córregos, onde foram edificadas
residências e pontos comerciais. Assim, terrenos de várzea (os
quais seriam tomados naturalmente pelo rio em épocas de cheia) são
loteados e vendidos a “preços populares”. Quando descem as chuvas
fortes do verão, os rios transbordam e tais locais se tornam
verdadeiras cidades submersas. Afinal, a várzea já estava ali por
muitos milênios e o rio é indiferente se sua margem é habitada por
sapos ou homens. E assim, tantos são os exemplos, nos mais
distintos estados brasileiros, de Norte a Sul, onde a chuva invade
recintos, arrasta qualquer coisa que estiver pela frente, mata e
fere.
E entra e sai todo tipo governo, vem janeiro e se faz o
mesmo lamaceiro. Destarte, literalmente, pois é a lama que mata. É
o barro rolante das serras e das encostas que, a cada verão,
invade casas, sufoca centenas de homens, mulheres, crianças e
animais. É lamentável reconhecer isso, mas esta é a nossa
realidade. E não podemos culpar somente os governos, tampouco, o
recém empossado governo federal que “herdou” nenhuma política
habitacional de nenhum outro anterior, qual poderia minimizar,
quiçá, resolver esses problemas, agora também em destaque nos noticiários
de todo o mundo. Contudo, é notório que essa problemática é também
de sua responsabilidade.
Enquanto o número das centenas de vítimas fatais sobe nas
planilhas,
cansamos de assistir filmes repetidos sobre derrame de dinheiro
público, através de privilégios concedidos a parlamentares e
outras classes de políticos - incluindo àqueles que se entendem
como não políticos. Ainda pior, é a constatação dos inúmeros
casos de corrupção e toda sorte (na verdade, azar) de desvios de
recursos públicos. Estamos assistindo à uma verdadeira torneira
aberta, jorrando o dinheiro público, enquanto problemas básicos e
graves, continuam a repetir, ciclicamente, como que programados,
sem que alguém apresente quaisquer soluções.
Não há no Brasil, salvo raros casos, nenhuma política para
a educação ambiental à partir da infância. A culpa das enchentes,
que retorce carros, derruba casas, sangra e mata pessoas como
mostram as tevês, é também daquela criança que joga um simples
papel de bala no meio da rua, bem como do cidadão que ali também
dispensa o seu toco de cigarro ou goma de mascar. A obstrução
humana do caminho das águas vem ocorrendo faz séculos e, se não
for solucionado, evidentemente, tenderá a se agravar. E cada verão
vindouro estará vitimando e traumatizando sobreviventes das
cheias.
Em síntese, a ordem número um, deveria ser: desobstruir o caminho das
águas, e afastar as pessoas dele, em todos os estados do Brasil.
Isso, começaria desde à educação na escola, passando pela
orientação do cidadão que joga seu lixo na rua, até o criminoso
que faz descartes na beira de um rio. Além de educar e
conscientizar, seria preciso que o governo também empregasse um
programa a nível nacional, de desassoreamento dos cursos d’água,
recuperação de margens, limpeza de bueiros e galerias fluviais. E,
evidentemente, promover a retirada de moradias localizadas nas
regiões de várzea, encostas ou entorno de cursos aquáticos. Mas,
não bastaria apenas colocar no papel e se gastar verbas e mais
verbas; seria preciso empenho de todos. Desde uma professora numa sala
de aula, até uma fiscalização rígida da aplicação dos recursos por
parte dos governos, bem como de uma perfeita execução técnica das
obras, a nível nacional – mapeando e banindo qualquer tipo de
construção em áreas de cursos naturais ou excedentes fluviais, bem como
junto às
encostas serranas.
Somente aplicando medidas urgentes e rígidas desde já,
haverá de se esperar que este problema seja contornado num
futuro relativamente breve, mas de forma bastante gradativa.
Doravante, se aprendermos a lição proposta pela dor e perda de
tantas vidas a cada verão, passaremos a ver nossos governantes
sobrevoando de helicóptero as áreas problemáticas, mas
sim, pela busca de
planejamento em épocas distintas, e não somente contemplando os
estragos causados pela estação das chuvas.
Para resolver o problema dos alagamentos no Brasil,
acreditamos, não é preciso somente vontade política, mas,
sobretudo, planejamento, movido pela vontade pessoal de cada um
que pisa esse chão.
Afinal, se não respeitamos a natureza, por que esperar que
ela nos respeite?
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
16/01/2011
* * *
Falta de
ética e respeito:
Diabo em pele
de advogado
Quando um
advogado age de maneira a se projetar mais que seu cliente,
ele já
extravasa sua função e passa a ser um elemento de confusão.
Que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vem cumprindo um
destacado papel social, não resta dúvida. Sobretudo, em suas
últimas gestões; em determinadas situações, saindo da retórica e
partindo para ações efetivas em prol do interesse popular.
Num tempo de descalabros políticos e administrativos, vimos
a OAB firmar posições sensatas e moralizantes, sempre baseadas no
simples cumprimento da lei. Na maioria dos casos, a OAB se
pronunciou e até agiu, contra abusos de agentes públicos que, de
alguma maneira, extravasaram o bom senso ou às leis vigentes.
Mas, não seria dar um tiro no pé, se esta conceituada
entidade olhasse para si e, da mesma maneira, buscasse nivelar de
modo justo e adequado a todos os seus agentes. Decerto, se assim
fosse, nos pouparia de espetáculos toscos e bizarros, apresentados
por alguns nada nobres advogados brasileiros.
É verdade, não há como fazer com que uma pessoa aja com
ética, se esta não faz parte de sua índole natural. Por isso, deve
haver mecanismos que coíbam abusos e nos poupem de passagens
desagradáveis e de muito mau gosto por parte de determinados
profissionais do Direito.
Quando um advogado age de maneira a se projetar mais que
seu cliente, ele já extravasa sua função e passa a ser um elemento
de confusão. Declarar em público valores de seus honorários,
dívidas e situação financeira de seu cliente se constitui tamanha
aberração, que pode ser vista como o lado mais trash do
Direito.
No entanto, mais trash ainda é assumir a própria
"alma de demônio, sobre um diploma de advogado". E assim, agir
única e exclusivamente em favor de seus interesses pessoais. E
neste filme de terror jurídico, com uma boa pitada de projeção
nacional, o mesmo “profissional” que é pago para defender alguém,
se torna um elemento ameaçador a qualquer um que cruze os seus
caminhos – inclusive, a começar do próprio cliente, se for o caso.
Na verdade, este tipo de advogado, defende apenas as causas
próprias e, com orgulho, torna patente tal aberração. Sem a menor
vergonha ou constrangimento passa a afirmá-la publicamente, como
se a exibir um troféu. Esse perfil maligno incrustado na vida
jurídica nacional que, ludibria, atrasa, ridiculariza e apenas se
traduz no “esperto”, no “malandro” e no “falastrão” de terno e
gravata, vem apenas depor em desfavor de uma das classes mais
atuantes e exigidas da vida brasileira.
Podem nem ser tantos, mas os "diabos em pele de advogado",
além de nos proporcionar desagradáveis espetáculos em rede
nacional ou local, são péssimos exemplos para os jovens que
ingressam à vida jurídica em nosso país. Além disso, com meia
dúzia de palavras, vêm desmerecer o trabalho de muitos
profissionais que doaram de si, não às causas de seus meros
clientes que pagam, mas às causas de interesse público, que
beneficiam milhares ou milhões de pessoas.
Sim, não há como vestir as carapuças da ética e da
sobriedade em pessoas cujas medidas são avessas. Entretanto, bem
como visa coibir abusos na vida pública nacional, seria de bom tom
que a OAB também buscasse coibir abusos de seus próprios
profissionais que, assim como os demais, acabam por atingir - no
mínimo - a honra e integridade de toda a sociedade brasileira.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
* * *
Eleições 2010
Capacete para
Serra e escudo para Dilma
Excessos e abusos
que mancham a imagem democrática do país.
Candidatos, protejam-se!
Algumas cenas esparsas desse pleito
eleitoral de 2010 nos remetem aos tempos dos selvagens ou, no
mínimo, da idade média, quando se usava armaduras e escudos para
proteção pessoal. Os
lamentáveis episódios envolvendo a segurança de Serra no Rio e de Dilma em Curitiba, mostram o
despreparo de algumas pessoas para conviver em democracia.
Desejar atingir fisicamente um dos
candidatos é um ato tão baixo que, se torna o próprio atestado da
impossibilidade de convivência em sociedade por parte de seu
autor. Enquanto vivemos tempos de adiantamentos tecnológicos,
alguns, mostram que sua essência continua primitiva.
O problema da democracia, é que
muitos querem ir além de votar ou torcer por seu candidato. Muitos
- algumas das vezes insuflados por determinadas lideranças
políticas - extravasam e buscam atingir a pessoa do candidato,
quando o que se discute (ou o que deveria se discutir) seria exclusivamente conteúdo de cunho político. É lamentável que haja
reação contra a pessoa do candidato, seja ele de qual sigla for.
Intrusão presidencial
Pior que isso, só mesmo o presidente
da República intervindo no assunto, de forma unilateral, como fez
Lula, precipitadamente, acusando Serra de “simulação”. Entendemos
que um presidente deveria estar governando o país e não se
inteirando ou pronunciando acerca de aspectos miúdos (ou de tão
baixos níveis) de uma campanha presidencial.
Entendemos que o correto, seria que
todo e qualquer presidente da República permanecesse imparcial,
sobretudo, durante a campanha política de seu sucessor.
Acreditamos que o partidarismo nunca pode falar mais alto que os
anseios nacionais, daí se tornariam essenciais o bom senso e a ética por parte do
Executivo durante um pleito de grande importância como é o
atual.
Mas, o que esperar de manifestações
públicas diante a políticos em campanhas, se o próprio presidente
excede, sucessivamente, em prol do seu candidato? O que esperar de
imparcialidade por parte de um governo, num pleito onde o
presidente se torna "garoto propaganda" do seu partido? O que
esperar de um futuro governo, caso vença o partido do presidente,
com tantas mostras registradas de que o partidarismo vem antes da
sociedade brasileira?
Mas, afinal, o que devemos mesmo
esperar do novo(a) presidente(a)? Educação, sensatez e isenção,
seriam o mínimo, pois urgem ao país.
Contudo, o que mais urge no momento
é capacete para Serra, escudo para Dilma e sensatez para Lula.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
Leia também:
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Confira os números dos candidatos presidenciais
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