DORNAS DIGITAL

 

 Sem limite

 

Todos os textos:

por José Ildefonso Pinto de Souza*

De Taubaté/SP

Para Via Fanzine

Produção: Pepe Chaves

 

 * José Ildefonso Pinto de Souza é bacharel e licenciado em Física.

Pesquisador em assuntos espaciais e consultor para Via Fanzine

- Leia outros artigos do professor Ildefonso:

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Clique aqui para ler o arquivo de 2008.

 

 

 

Marte:

Fim da sonda Phoenix?

A sonda Phoenix, que se encontra em Marte deixou de emitir sinais desde novembro de 2008.

 

Reconstituição da Phoenix em Marte.

 

Nesse momento, os pesquisadores não podem receber mais informação por culpa do gélido inverno do planeta vermelho que não permite que a sonda recarregue suas baterias e conquanto se sabia que o mais certo é que não conseguisse sobreviver, todos tinham esperanças.

 

Lamentavelmente essas esperanças foram em vão e agora a NASA anunciou que deixará de buscar contatos porque considera a missão perdida. A sonda pousou em Marte no dia 25/05 de 2008 e funcionou dois meses além do esperado.

 

Ao todo foram realizados três contatos com a Phoenix antes de declará-la perdida. O primeiro foi em janeiro de 2010, depois em fevereiro e este foi o último. Nenhum deles obviamente teve resposta. “Seguirão pesquisando o planeta vermelho? Estas foram as palavras de Chade Edwards, chefe engenheiro de telecomunicações para o Programa de Exploração de Marte.

 

- Foto: Nasa.

 

*  *  *

 

De volta ao espaço:

Nasa busca alternativas para voos espaciais

Através do programa Commercial Orbital Transportation Services

a Nasa dar sequencia aos seus lançamentos espaciais.

 

Por José Ildefonso Pinto de Souza*

Para Via Fanzine

 

 

Depois da "aposentadoria" do ônibus espacial e agora que a Comissão Augustine deu seu parecer desfavorável ao foguete Ares I, e o substituir por um lançador privado, restaria à Agência Espacial Norte-americana (Nasa) depender da Rússia para enviar astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS).

 

Mas parece que está surgindo uma luz no fim do túnel, esse "farol" tem nome, é  o programa Commercial Orbital Transportation Services  (COTS). Talvez, o COTS seja uma medida para minimizar todo esse imbróglio político, já que é um programa que deve garantir a independência dos norte-americanos no transporte de cargas à ISS,  graças à colaboração da Nasa com o setor privado. Os protagonistas do COTS são, as empresas Orbital e SpaceX.

 

A aposta da Orbital passa pelo foguete Taurus II, que usará em sua primeira etapa o veterano motor NK-33. Este motor foi desenvolvido nos anos 60 por Nikolai Kuznetsov para o foguete lunar soviético N1. O Taurus II será lançado desde o porto espacial "Virginia" (atual centro de lançamento de Wallops Island) e terá capacidade para colocar, em órbita baixa, entre 4750 e 6250 kg. O Taurus II, por sua vez, porá em órbita o cargueiro espacial Cygnus. Esta nave, com uma massa de 5300 kg, consta de um módulo pressurizado de 3800 kg baseado nos MPLM empregados pelo ônibus espacial nas missões de serviço à ISS. Este módulo pressurizado será construído em colaboração com a empresa Thales Alenia Space. O Cygnus é projetado para levar até 2700 kg de carga até a Estação Espacial Internacional.

 

Já do lado da SpaceX, os planos são mais ambiciosos e consistem no potente foguete Falcon 9, que tem capacidade para 10,45 toneladas em órbita baixa ao ser lançado desde Cabo Canaveral, e a nave Dragon. Esta nave é mais complexa que a Cygnus, da Orbital, pois inclui uma cápsula de retorno, com capacidade para transportar até 3600 kg da ISS. Além disso, a SpaceX mantém os planos para construir uma versão tripulada da Dragon com capacidade para sete astronautas, mas essa parte da história fica para uma outra vez.

 

A Nasa outorgou recentemente com a Orbital, o contrato para oito missões da Cygnus no período que vai de 2011 a 2015. A partir daí, a empresa planeja lançar naves Cygnus em missões comerciais à ISS, independentemente da Nasa.

 

A SpaceX, por sua vez, deve lançar nada mais, nada menos, que três cápsulas Dragon no ano que vem em voos de demonstração do COTS. Se estes voos forem bem sucedidos, a empresa espera poder lançar 15 missões entre 2011 e 2015.

 

Agora, como diz o ditado popular, a bola está com o presidente Barak Obama.

 

* Com informações e imagem da Nasa.

 

- Leia mais: Relatório Augustine - Viagens tripuladas à Lua e Marte são adiadas.

 

*  *  *

 

Agência Espacial Europeia:

Satélite GOCE é acionado com sucesso

Nave européia não-tripulada vai mapear a gravidade da Terra com precisão sem precedentes.

 

Por José Ildefonso Pinto de Souza*

Para Via Fanzine

 

Croqui mostra o posicionamento do satélite em órbita.

 

O sofisticado sistema de propulsão iônica do satélite Gravity field and steady-state Ocean Circulation Explorer (GOCE), da Agência Espacial Européia (ESA), foi acionado, e confirmou-se que está operando normalmente, dessa maneira mais um passo importante foi dado para o êxito da missão.

 

O sucesso das medições gravitacionais ultra-precisas de GOCE depende de um controle muito fino de sua órbita e de sua velocidade. O empuxo de seu sistema propulsor deve ser exatamente o necessário para compensar a pequena resistência aerodinâmica produzida pelos débis restos de atmosfera existentes à altura da órbita do satélite.


Nenhum propulsor "normal" poderia fazer isto. Unicamente um sofisticado sistema de propulsão iônica  é capaz de levar a cabo esta tarefa.

 

Durante 24 meses, o satélite irá recolher dados de gravidade tridimensionais em todo o planeta. Os dados em bruto serão processados em terra para produzir o mapa mais preciso de sempre do campo gravitacional da Terra e aperfeiçoar o geóide: a verdadeira forma de referência do nosso planeta.

 

O conhecimento preciso do geóide, que pode ser considerado como a superfície de um oceano global ideal em repouso, terá um papel muito importante em estudos futuros do nosso planeta, dos oceanos e da atmosfera.

 

Servirá de modelo de referência para medir e modelar as alterações do nível do mar, a circulação dos oceanos e a dinâmica das calotes de gelo polares.

 

A GOCE deverá fazer intensas leituras de diversos aspectos do nosso planeta.

 

Como foi

 

Na tarde de 17/03, o satélite GOCE (Gravity field and steady-state Ocean Circulation Explorer) desenvolvido pela Agência Espacial Europeia (ESA) foi colocado numa órbita baixa da Terra, quase heliossíncrona, por um lançador Rockot, a partir do cosmódromo de Plesetsk , no norte da Rússia.

 

O Conjunto Superior, que inclui o satélite GOCE, está preso à parte superior, Breeze-KM, do lançador Rockot, tendo sido selado e protegido por um escudo térmico e transportado por trem da sala limpa até a plataforma de lançamento a cinco quilômetros de distância. A temperatura do ar em Plesetsk está bastante baixa e o solo está coberto de neve. No entanto, estas condições não impedem o lançamento.

 

A nave GOCE é o primeiro satélite da missão de Exploração da Terra lançado pela ESA e irá mapear as variações no campo gravitacional da Terra, com extremo detalhe e precisão. Isto resultará num modelo único do geóide, que é a superfície de igual potencial gravitacional, definida pelo campo gravitacional.

 

Este modelo do campo gravitacional é crucial para estabelecer medições precisas da circulação oceânica e das alterações do nível das águas do mar, ambas afetadas pelas alterações climáticas. Os dados apurados pelo GOCE também são muito necessários para entender melhor os processos que ocorrem no interior da Terra e que estão relacionados com vulcões e sismos.

 

A GOCE será colocada numa órbita de baixa altitude pelo veículo russo Rockot. O Rockot é operado pelo Eurockot Lauch Services, uma joint venture entre a EADS Astrium e o Khrunichev Space Centre (Rússia). 

 

Para tornar possível esta missão, a ESA, juntamente com um consórcio de 45 empresas europeias, lideradas pela Thales Alenia Space, e a comunidade científica tiveram de ultrapassar extraordinários desafios técnicos.

 

A nave foi desenhada para orbitar a Terra a uma distância que lhe permitisse recolher dados gravitacionais de grande precisão, filtrando simultaneamente as perturbações causadas pela atmosfera em órbitas baixas (altitude de apenas 260 km). Isto resultou numa estrutura aerodinâmica em forma de seta [veja acima], com cinco metros de comprimento e equipada com propulsores iónicos de baixa potência para compensar o atrito atmosférico.

 

A transmissão televisiva estará disponível, com imagens do lançamento em Plesetsk e do controle de missão na ESA/ESOC em Darmstadt, Alemanha (mais detalhes em http://television.esa.int). O público também assistir um vídeo da transmissão, também oferecido pelo canal da ESA: http://www.esa.int/goce.

 

* Com informações da Agência Espacial Européia (ESA).

- Leia mais na página da ESA/Portugal (em português):

http://www.esa.int/esaCP/SEM9F1JTYRF_Portugal_0.html

- Tradução: J. Ildefonso P. de Souza.

- Imagens ilustrativas: ESA.

 

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Clique aqui para ler 'A Phoenix chega em Marte'

Clique aqui para ler 'O Universo é feito de que?'

Clique aqui para ler 'Coisas que caem do céu'

Clique aqui para ler 'Madame Radioatividade'

 

Produção: Pepe Chaves.

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