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 Astronomia

 

 

V382 Vel - com a marca da astronomia brasileira:

A descoberta da Nova Velorum

Houve um tempo em que se considerava o panorama celeste imutável no que diz respeito às estrelas distantes.

Ao menos para o cidadão comum, pois exceto pelo movimento do Sol, da Lua, planetas e alguns cometas,

a disposição e o brilho da grande maioria das estrelas parece imutável ao longo dos séculos.

 

Por Márcio Rodrigues MENDES*

De Dois Córregos-SP

Exclusivo para Via Fanzine

 

 

NOVAS E SUPERNOVAS - O longo período de vida das estrelas comparado às das nossas gerações origina a ilusão de que o panorama celeste esteja estático; no entanto o aparecimento de um novo componente na plêiade estelar ocorre de forma significativa até.

 

O presente trabalho pretende relatar a participação de brasileiros na “descoberta” de uma nova estrela (Nova Velorum – V382 Vel) em maio de 1999, que foi considerada a segunda em brilho no último século.

 

Não se trata de uma nova estrela no sentido restrito da palavra, mas sim do aumento significativo de seu brilho, devido a mecanismos intrínsecos, que envolvem grande liberação de energia por uma estrela já pré existente. Tal liberação de energia pode destruir totalmente a estrutura estelar, caso em que é denominada Supernova; ou numa escala menor da energia envolvida, a estrela continua existindo após o evento explosivo, sendo então denominada Nova.

 

REA - Em 22 de maio de 1999, às 21h30 TU, o astrônomo amador Renato Levai iniciava suas observações de rotina, quando percebeu algo de incomum na constelação da Vela – nas proximidades da estrela Mu Velorum: havia uma estrela intrusa, de terceira magnitude que distorcia a forma da constelação. Agiu rapidamente, contatando seus colegas Cláudio Brasil Leitão Jr. e Tasso Napoleão, integrantes da REA – Rede de Astronomia Observacional.

 

A cidade de São Paulo não apresentava boas condições atmosféricas naquela noite e estes últimos pediram confirmação para os colegas Hélio Carvalho Vital e Antonio Padilha Filho do Rio de Janeiro, além de colocarem um alerta através de mensagem eletrônica a todos os membros da REA. Foi assim que este autor tomou ciência do evento, caracterizando um “batismo” na participação do grupo, pois era o mais novo membro  e exatamente naquele dia, por coincidência, estabelecia as primeiras comunicações via Internet, apresentando-me ao grupo.

 

Tomando conhecimento do fato, procurei imediatamente localizar a nova estrela e para minha surpresa, estava na mesma região em que já vinha fotografando diariamente, tentando registrar um súbito aumento de brilho da enigmática Eta Carinae que por mais de um século manteve seu brilho razoavelmente estável e dava agora sinais de atividade incomum.

 

OFICIALIZAÇÃO - Após o alerta ao grupo, um número expressivo de confirmações (aproximadamente 70) e estimativas de brilho movimentaram a Rede, caracterizando um verdadeiro frenesi naquela noite. Algumas estimativas chegavam na marca da magnitude 2.5, indicando que a nova estrela poderia rivalizar com as mais brilhantes naquela região do céu. Atônitos, a grande maioria dos membros da REA acompanhou os inúmeros informes de Tasso Napoleão, quanto ao esforço em sermos os primeiros a reportar à CBAT – Central Bureau of Astronomical Telegrams – da IAU (International Astronomic Union), União Astronômica Internacional, a descoberta de Renato Levai. Esta tentativa evidencia a seriedade e eficácia do grupo, além de arrebatar ao nosso país o crédito do primeiro registro dessa Nova.    

 

A expectativa foi enorme naquele início de noite (22/05/1999), mas infelizmente, um comunicado do próprio Tasso Napoleão, informava que dois australianos a observaram enquanto no Brasil ainda era dia claro. A Circular 7176 da IAU, de 22/05/1999 relatava:

 

"Independent visual discoveries of a bright nova have been made by Peter Willians, Heathcote, New South Wales (via S. Lee and A. Pearce) at mv = 3.1 on May 22.396 UT and Alan C. Gilmore, Mount John University Observatory, on May 22.451. Lee provides the following position from AAT encoders: R.A. = 10h44m49.5s, Decl = -52°25’35” (equinox 2000.0)".

 

RECONHECIMENTO - Porém, três dias após, uma nova Circular, de número 7179, de 25 de março de 1999 reconhecia a descoberta independente de Renato Levai, relatando:

 

"Selected visual estimates: May 22.8958 UT, 3.0 (R. Levai, São Paulo, Brazil); independent Discovery, forwarded by Tasso Napoleão); 23.017, 2.9 (T. A. Napoleão, São Paulo, Brazil); 24.334, 3.0 (D.A. Seargent, The Entrance, N.S.W.); 24.569,  3.4 (A Pearce, Nedlands, W. Australia); 24.937,  3.2 (J. G. de Aguiar, Campinas Brazil); 25.23,  3.8 ( S. J. O’Meara, Volcano, HI ); 25.43,  3.8 ( R. H. McNaught, Bugaldie, N.S.W.)".

                           

Quando ocorreu o evento, a Nova estava bastante alta no céu austral, favorecendo muito a sua observação que se estendeu num período de aproximadamente 120 dias. Outro fator que contribuiu para o sucesso do monitoramento visual, foi o período de baixa atividade pluvial. Neste período, a REA conseguiu reunir entre seus membros quase 500 estimativas que permitiram a construção de uma curva de luz bastante precisa para esta Nova.

 

Além da IAU  [Órgão máximo que regulamenta as atividades astronômicas a nível mundial], a AAVSO (American Association of Variable Star Observers, EUA), a Norwegian Astronomical Society (da Noruega), VSNET (Universidade de Kyoto, Japão), AFOEV (Association Française des Observateurs d’Étoiles Variables, França) e a revista Sky and Telescope publicaram estas estimativas, atestando o reconhecimento  do trabalho.

  

AS FOTOGRAFIAS DA NOVA VELORUM - A Nova Velorum era a "sensação astronômica" do momento em fins de maio de 1999. Seus descobridores já haviam tido o devido reconhecimento dos órgãos competentes e iniciava-se inúmeros debates no mundo das comunicações virtuais, tentando antecipar o comportamento da “nova” estrela, de forma a confirmar modelos para esses eventos. Para muitos - como para o autor deste trabalho - a Velorum era a “primeira Nova” a ser vivenciada.

 

A comunicação entre os membros da REA foi intensa neste período. Além das contribuições na forma de estimativas, muito se apreendeu: desde a forma de se reportar, exigida por alguns dos órgãos citados, até detalhes de modelos que tentam descrever eventos como este.

 

Alguns dias antes do 22 de maio de 1999, já vinha fazendo fotos diárias da região de Eta Carinae, sendo que a revelação e análise do filme foram feitos dez dias após a erupção da Nova Velorum. Algumas dessas fotografias foram compartilhadas com os membros da REA e logo ficou claro que o (então) novo integrante da REA possuía uma “preciosidade”: fotografias daquela região celestial dias antes do evento, bem como algumas tomadas feitas apenas algumas horas após o comunicado dos australianos e de Renato Levai. Uma montagem de duas dessas fotografias (anterior e posterior ao máximo registrado) mostram o panorama de alguns dias que antecederam a erupção e outra tomada no dia 22 de maio [ambas acima, detalhes abaixo].

 

 

 Imagens do campo da Nova Velorum, dias antes da erupção e no dia da sua descoberta.

Note a rivalidade de brilho entre a Nova e a estrela Mu Velorum, estimada em magnitude 2.8.

Foto tomada em maio de 1999, antes do dia 22, por Márcio Rodrigues Mendes em Dois Córregos/SP. 

 

Na fotografia acima podemos ver a Nova ainda ausente e a inferior atesta sua presença, conforme indicação grafada [círculo verde]. As fotografias foram posicionadas a fim de que o alinhamento das estrelas facilite a comparação dos campos. Em ambas, o filme utilizado foi o Kodak ISO 400, com exposições de aproximadamente 30 segundos com câmera fixa. As diferenças de coloração do fundo de céu, deve-se ao fato de diferentes condições de iluminação e transparência do ambiente.  

 

As fotografias foram feitas de modo precário. Foi utilizado  uma câmera Praktica MTL 3 com lente Pentacon 1.8/50 e filme Fuji Super G Plus (ISO 800). Como não se dispunha de um tripé para acomodação e apontamento da câmera, esta foi fixada no cano de um pequeno telescópio refrator de montagem alti-azimutal, sendo que as exposições foram de aproximadamente 30 segundos, mantendo-se a câmera fixa. A fotografia da adaptação câmera/telescópio [no final dessa matéria] dá uma idéia da precariedade que, felizmente, teve resultado aproveitável.

 

 

 

Forma de adaptação da câmera Praktica MTL 3 no cano de um pequeno telescópio refrator.

Nesta foto uma outra câmera (Zenit) estava montada. O autor alternava a utilização dessas máquinas.

 

As fotografias da região de Eta Carinae, envolvendo o início da erupção da Nova , foram feitas na cidade de Dois Córregos/SP, próximo ao centro geográfico do Estado. As condições atmosféricas eram muito boas: céu sem nuvens e sem vento; pequena interferência da Lua – cinco dias após o ápice da Lua Nova – encontrando-se esta próxima do horizonte oeste. O local das fotografias foi os arredores da cidade, em  uma chácara de propriedade desse autor; livre, portanto, das luzes da cidade.

 

Noite após noite os membros da REA se empenharam em acompanhar o declínio da luz. O filme foi revelado e em uma primeira análise do negativo, colocando-o na frente de uma lâmpada, produziu um “calafrio” ao constatar que nas fotos que antecediam às da Nova, havia outras fotos, centradas na região de Eta Carinae, envolvendo a região da “nova” estrela.  Procurou-se por evidências da Nova nestas fotografias, com datas anteriores às de 22/05/1999.

 

E foi uma surpresa muito agradável encontrar um pequeno ponto numa fotografia cujo registro indicava a data de 20/05/1999 (20.923 TU), ou seja, trinta e cinco horas antes da descoberta visual feita pelos australianos! O trabalho conjunto de alguns membros da REA estimou o ponto luminoso com a magnitude 7.3, além portanto, do limite de visão, ou seja, até aquele momento seria impossível percebê-la à simples vista. Mais ainda: a Nova havia sido registrada quase numa das bordas do negativo, pois a fotografia está centrada em Eta Carinae, quase deixando a Nova fora do campo de visão da máquina fotográfica. A imagem desta pré-descoberta revestiu-se de importância, pois permitiria então adicionar um ponto no ramo ascendente da curva de luz desta Nova, fato raro na história do registro desse tipo de evento.

 

Havia mais: como as fotografias da região de Eta Carinae eram tomadas diariamente, o mesmo filme continha imagens datadas de 21/05/1999. Neste caso, passado pouco mais de 24 horas da fotografia anterior, uma nova fotografia não deixa dúvidas quanto ao evento eruptivo em pleno desenvolvimento. Esta segunda fotografia foi tomada em 21/05/1999, às 21.944 TU, tendo seu brilho estimado com a magnitude 3.5,  tendo sido tomada a aproximadamente onze horas antes da descoberta visual. Já seria possível observá-la visualmente, sem recursos fotográficos ou de binóculos e telescópios, o que atesta a acuidade e a familiaridade com a região, tanto dos seus descobridores australianos, como do pesquisador Renato Levai. Foi possível então um segundo ponto, ainda no ramo ascendente da curva de luz, corroborando o modelo teórico com dados observacionais.

 

CURVAS  DE  LUZ  E  ANÁLISE - Num trabalho de autoria de Tasso Augusto Napoleão (na época, coordenador da REA) e colaboradores, publicado pelo Reporte n°9, desta entidade, em maio de 2000, são apresentadas duas formas para a curva de luz desta Nova. Na primeira, reunindo dados observacionais que compreendem um período de 20/05/1999 a 20/09/1999, contendo aproximadamente 440 estimativas visuais e quatro fotografias.

 

Ambas as fotografias a seguir, são apresentadas na sua forma “negativa”, o que facilita sua reprodução e a identificação da Nova.  

 

 

 

A primeira imagem da Nova 3V 382 – Nova Velorum, tomada em 20/05/1999, às 20.923 TU,

com magnitude estimada de 7.3, quase um dia e meio antes da descoberta visual.

 

 

Fig. 4 – 3V 382 Vel em 21/Maio/1999 às 21.944 TU, confirmando o evento eruptivo,

já com magnitude estimada de 3.5, aproximadamente onze horas antes da descoberta visual.

 

Além da contribuição das primeiras fotografias que resultam nos primeiros pontos da curva de luz, o autor deste trabalho, atuando em equipe com outros observadores da REA (num total de vinte e nove observadores), contribuiu com dezenas de estimativas no período que caracteriza o declínio da curva de luz.

 

As figuras ao lado apresentam a curva de luz, construída com base em 440 estimativas. A de baixo contém um refinamento da curva, onde cada ponto é a média diária de quatro estimativas, proporcionando uma curva suavizada.

 

T. Napoleão conclui que este perfil é típico das chamadas Novas rápidas e brilhantes (designada tipo Na), citando outros casos semelhantes: Nova Puppis em 1942 e Nova Cygni em 1975, sendo que para esta última tem o crédito de co-descobridor, o brasileiro, mineiro, Vicente Ferreira de Assis Neto.

 

Baseado nestas curvas de luz, concluiu-se que em seu máximo teve magnitude aparente 2.8, ocorrendo às 0h TU de 23/05/1999. Este valor foi usado nos cálculos da sua magnitude absoluta, luminosidade (no máximo) e distância, dados estes que mostram perfeita concordância com valores aceitos e publicados em circulares da IAU.

 

Assim, para o cálculo da magnitude absoluta utilizou-se as expressões empíricas de T. Schimidt – Kaler (1956) e McLaughlin (1960):

 

Mo = - 11.8 + 2.5 log t3  

Onde T3 = log t2 + 0.3                

 

Sendo t2 e t3 o tempo (dias) para que magnitude se reduza duas e três vezes respectivamente, a partir do máximo.

 

Para a luminosidade, foi utilizado:

 

Ms – Mo = 2.5 log ( Lo / Ls )

 

Onde Ms = magnitude absoluta do Sol, Ls = luminosidade do Sol (erg/s), Mo = magnitude absoluta da Nova e Lo = luminosidade da Nova (máximo)

 

Finalmente para o cálculo da distância foi utilizado:

 

Mo – Mo = 5 log D – 5 + D.Av

Curva de luz, construída com base em 440 estimativas._

  

Onde mo = mag. aparente visual (máximo), M = magnitude absoluta, D = distância da Nova e Av = extinção interestelar.

 

Os valores obtidos para os parâmetros acima citados são:

REA, T. Napoleão et al:

 

Magnitude absoluta : 9.1 +/- 0.2

Luminosidade : 1.34 x 10E39 erg/s

Distância : 1.8 +/- 0.2 Kpc

 

Adaptação do equipamento utilizado para obter as pioneiras fotografias antes,

durante e depois do surgimento da Nova Velorum.

Tais dados podem ser confrontados com :

 

Magnitude absoluta: 8.7 +/- 0.2 (M. Della Valle e M. Pasquini do ESO – IAUC 7193), obtido a partir de análises espectroscópicas e fotométrica diferencial.

 

Distância: 2 Kpc (Della Valle e Shore do ESO – IAUC 7196)

 

A participação no monitoramento da Nova Velorum e a tomada das fotografias que foram chamadas de “pré-descoberta tardia” constituíram uma experiência intensa, única e prazerosa.

 

Os resultados obtidos pelos membros da REA a partir da construção da curva de luz, baseada numa substancial quantidade de dados, demonstra a validade e a eficácia dos métodos observacionais de estrelas variáveis a partir da simples comparação visual com estrelas de brilho constante e bem conhecidas.

 

Dados estes, tratados estatisticamente e cuidadosamente reduzidos aos valores apresentados.

 

A razão do valor encontrado para a luminosidade atingida pela Nova e valor conhecido para a luminosidade do Sol, nos permite concluir que em seu máximo a luminosidade da Nova superou a luminosidade solar em aproximadamente 350.000 vezes.

 

* Márcio  Rodrigues  Mendes  é  físico,  professor,  astrônomo  amador  e  membro  da  REA - Rede de Astronomia

   Observacional. É consultor de Astronomia/Astronáutica para os portais ASTROVIA e Via Fanzine  (www.viafanzine.jor.br).

- Visite a página exclusiva de Márcio Mendes: www.viafanzine.jor.br/mmendes.htm

- Leia outros artigos do autor na ASTROVIA: www.viafanzine.jor.br/astrovia.htm

 

- Colaborou: Tasso Augusto Napoleão (REA).

- Fotografias e reproduções: Márcio Rodrigues Mendes©

- Gráficos: Arquivos de Tasso Augusto Napoleão©

- Agradecimentos especiais do autor: Meus sinceros agradecimentos aos colegas Hélio Vital (Rio de Janeiro), que primeiro me encorajou na apresentação das fotografias da Nova; e Tasso Napoleão, que com muita segurança e competência orientou-me quanto aos procedimentos a serem tomados para o reconhecimento das fotografias, levando-as ao conhecimento do Dr. Daniel Green, da IAU, e a todos os componentes da REA, que sempre foram solícitos em todas as comunicações. Finalmente à minha esposa, Doralice Teresa Galvim Mendes, pelo apoio, compreensão e tolerância quanto à minha ausência, durante a campanha de monitoramento da Nova Velorum.

 

- Produção: Pepe Chaves.

   © Copyright 2004-2006, Pepe Arte Viva Ltda.  

 

acesse:

 O SEU PASSAPORTE PARA O ESPAÇO: www.viafanzine.jor.br/astrovia.htm

 

 

 

Belo Horizonte

O Ano da Astronomia no Palácio das Artes

Astros gigantes são mostrados na capital mineira.

Da Redação

Via Fanzine

 

 

Uma mostra no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, tem como tema o Ano Internacional da Astronomia. Intitulada “Um olhar para o Universo”, a exposição apresenta esculturas gigantescas.

 

São réplicas de planetas e outros astros, que podem ser vistas tridimensionalmente pelos visitantes.

 

A mostra também apresenta as evoluções e conquistas da humanidade, além das ameaças e danos sofridos pelo planeta Terra.  Vídeos. O conhecido relógio futurista do design Hans Donner também integra a exposição.

 

A mostra “Um olhar para o Universo”, estará em cartaz diariamente até 17 de junho, no Palácio das Artes (BH), com entrada franca e funcionamento até às 19h.

 

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Observação: 

Um cometa no Carnaval

O cometa Lulin de cor azulada poderá ser visto de binóculos da Terra.*

 

Detalhe de foto feita por Wilton Costa mostra o belo cometa Lulin.

 

Neste mês de fevereiro, um cometa brilhante, chamado C/2007 N3 ou Cometa Lulin, será visível com simples binóculos (ou até a olho nu, em locais de céu escuro), atravessando as constelações de Libra, Virgem e Leão. Saiba como localizá-lo no céu e observá-lo durante todo o mês. Participe da campanha de observação!

 

A Secção de Cometas da Rede de Astronomia Observacional (REA) participa das atividades do Ano Internacional da Astronomia destacando a campanha Observacional do Cometa C/2007N3 Lulin. No momento o Lulin é o cometa mais brilhante disponível no céu e pode atingir a 4ª magnitude por volta da segunda quinzena de fevereiro, sendo visível por meio de simples binóculos. Este cometa foi descoberto em 11 de julho de 2007 pelos astrônomos Quanzhi Ye (Guangzhou) e Chi Sheng Lin (Lulin Sky Survey) e diversos observadores acompanham visualmente o astro desde julho de 2008.

 

Neste mês de fevereiro o cometa passará muito próximo de alguns astros de fácil localização no céu. Já no dia 6 o cometa passa próximo da estrela Zubenelgenubi (Alfa da Libra) a partir da 1 hora da madrugada. Nascendo cada vez mais cedo, o cometa passa próximo da estrela Spica (Alfa da Virgem) no dia 16 após as 22 horas. Uma das belas conjunções está marcada para a noite de 23 de fevereiro quando o cometa situa-se próximo ao planeta Saturno. Por fim, no dia 27 de fevereiro, é a vez da estrela Régulus (Alfa do Leão) receber a visita do Cometa Lulin.

 

Na carta celeste disponível no site da Sky Maps as posições do cometa estão marcadas a partir do dia 18 de fevereiro. Para obter a carta celeste de fevereiro/2009 em português: clique no link http://www.skymaps.com/downloads.html e procure no centro da página o título "Southern Hemisphere Edition" onde estão os mapas em português brasileiro.

 

Embora seja um cometa relativamente brilhante do ponto de vista astronômico recomenda-se o uso de binóculos apropriados e principalmente a observação em locais longe de poluição luminosa. As associações que organizarão atividades de observação pública poderão incluir o Cometa Lulin no programa de observação.

 

Uma outra forma de participar da campanha de observação é registrar o brilho do cometa, bastando o participante ter conhecimentos básicos sobre estimativas de cometas. Para saber como fazer isso e obter demais informações sobre o Cometa Lulin recomenda-se visitar o site http://www.rea-brasil.org/cometas/07n3.htm

 

* Informações do site do Ano Internacional da Astronomia 2009.

 

- Foto: Wilton Costa (Brasília/DF) – veja foto completa.

 

- Colaborou: J. Idefonso P. de Souza (SP).

 

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Rio de Janeiro:

Material astronômico é furtado

As lentes foram furtadas dentro de um veículo na região dos Lagos.

Da Redação

Via Fanzine

 

A maleta metálica furtada de Sérgio Lomonaco Carvalho tem adesivos do observatório Mamalluca, do Soho,

do Centro de Estudos do Universo, em Brotas e um adesivo com os dizeres "Eu apoio o Espaço Ciência Viva".

 

O astrônomo amador Sérgio Lomonaco Carvalho teve seu material de observação astronômica furtado, na região dos Lagos, litoral carioca. Na sexta-feira, 02/01, ele parou para almoçar num restaurante em São Pedro da Aldeia, região dos Lagos. Durante o almoço, o seu carro foi arrombado no interior do estacionamento do restaurante. Ele conta que perdeu um notebook, o videogame de sua filha e uma maleta com todas as suas oculares (lentes).

 

Sérgio Lomonaco Carvalho, enviou uma circular pela internet à parte da comunidade astronômica brasileira, onde afirma que, “Este material roubado certamente tem futuro incerto e poderá parar no lixo ou ser oferecido no mercado, dependendo do grau de instrução do gatuno. Foi construído ao longo de muitos anos e cada peça tem uma história que guardo com carinho. São oculares que viram o cometa Halley, a supernova de Sheldon, estiveram comigo no Chile para ver centenas de aglomerados, galáxias e nebulosas. Mas, principalmente, moravam numa maleta que todo membro do NGC sabia que estava à disposição nas quartas-feiras quando o céu estava limpo. Todos usavam minhas oculares que sempre ficaram ao alcance dos amigos”.

 

Se forem somadas, as observações públicas feitas no Rio, em Friburgo, Macaé, Sacra Família, Aterro do Flamengo, encontros do CARJ e sessões do Espaço Ciência Viva, mais de mil pessoas observaram algum objeto celeste através das lentes furtadas de Carvalho.

 

Ainda que desenvolva um trabalho amador na astronomia, Sérgio Lomonaco Carvalho, é considerado pelos colegas, como um competente pesquisador. “O início do ‘Ano Internacional da Astronomia’ não foi fácil para mim. Terei que contar com os amigos para continuar mostrando o céu para as pessoas, pelo menos até comprar novamente algumas oculares. Não vai ser fácil, mas vou reconstruir minha coleção de oculares”, afirma Carvalho.

 

Em seu comunicado, Sérgio Lomonaco Carvalho atentou aos colegas para a possibilidade de oculares usadas, com as características aqui mencionadas, surgirem em páginas de sites especializados em venda na internet.

 

O astrônomo amador pede à Polícia carioca, em especial a da região dos Lagos, para que, se porventura for apreendido material como as lentes aqui descritas, que entrem em contato com ele pelo e-mail: slomonacobr@yahoo.com.br.

 

Pede também a qualquer pessoa que possa fornecer alguma informação sobe este equipamento, que entrem em contato pelo e-mail acima, ou com a polícia. “Denunciem, ou pelo menos, garantam que elas voltem a mostrar o céu para as pessoas. Se me ajudarem a disseminar esta mensagem, também acho que será útil”, afirmou.

 

O seu conteúdo:

 

ocular Meade Ortoscópica de 6mm

ocular Meade Ortoscópica de 9mm

ocular Apogee Possl de 10mm

ocular Meade WA Research Grade de 15,5mm

ocular Pro Optics de 20mm

ocular Meade Possl de 35mm

ocular Unitron de 40mm

short Barlow 2x Meade

conjunto de 3 filtros coloridos Meade

filtro Orion broad band

colimador Cheshare

laser verde 5mA

carta celeste giratória em acetato. 

 

- Qualquer informação a respeito, entre em contato pelo e-mail: slomonacobr@yahoo.com.br.

 

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O céu está vivo:

Brasileiros descobrem 14ª supernova

Com imagens feitas no Observatório CEAMIG-REA em Belo Horizonte,

o grupo BRASS (REA) tem mais uma supernova reconhecida pela IAU.  

Da Redação

Via Fanzine

Contagem-MG

 

Mais uma supernovidade do BRASS

 

Uma circular enviada ao fórum da REA (do inglês, Rede Astronômica Observacional), assinada pelo coordenador e astrônomo amador Tasso Napoleão, anuncia a descoberta da 14ª supernova por astrônomos brasileiros.

 

A descoberta foi do grupo BRASS (Brazilian Supernovae Search), que atua dentro da REA. O BRASS é formado por Carlos Colesanti, Cristóvão Jacques, Eduardo Pimentel e Tasso Napoleão.

 

SN 2008eu

 

A supernova foi denominada como SN 2008eu e encontra-se na galáxia ESO 289-010, que se situa nas coordenadas A.R. 22h16m43.3s, Dec -47d07m07s (Equinócio 2000.0). A supernova foi descoberta em 2008 Agosto 9.17 UT, através de imagens feitas no Observatório CEAMIG-REA em Belo Horizonte.

 

A confirmação veio através da CBET número 1467 da União Astronômica Internacional (IAU), datada de 10/08/08. Segundo o NASA Extragalactic Database (NED), a ESO 289-010, na constelação de Grus, é uma galáxia espiral barrada, de classe morfológica SB(s)d.

 

Dados técnicos

 

Segundo informações técnicas fornecidas por Tasso Napoleão, a galáxia é vista de perfil (edge-on) e possui dimensões aparentes de 2.46 x 0.26 arcmin. Sua velocidade de recessão e seu redshift são estimados respectivamente como (2793 +/- 5) km/s e (0.009318 +/- 0.000017), ambos também pelo NED - o que implica em que sua distância seja da ordem de 39.9 megaparsec (cerca de 130 milhões de anos-luz), se assumirmos para a constante de Hubble o valor de 70 km/s.Mpc.

 

Considerando essa estimativa de distância e também a magnitude aparente que medimos no momento da descoberta (que era de V = 15.6), pudemos estimar a magnitude absoluta da SN 2008eu como -17.5”, afirmou Napoleão em sua circular.

 

O detalhamento de todas as supernovas descobertas por nosso grupo BRASS encontra-se em http://brass.astrodatabase.net/index.htm.

 

* Com informações fornecidas por Tasso Napoleão (REA).

 

- Colaborou: Márcio Rodrigues Mendes  (Dois Córregos-SP).

 

- Produção: Pepe Chaves.

   © Copyright 2004-2008, Pepe Arte Viva Ltda.

 

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Telescópio orbital:

Hubble será reajustado

Restauro e atualização vai torná-lo 90 vezes mais poderoso.

Por J. Ildefonso P. de Souza *

De Taubaté-SP

Para Via Fanzine

 

Atualização do telescópio Hubble poderá prolongar sua vida útil até 2020.

 

Em agosto de 2008, os astronautas do ônibus espacial Atlantis farão um conserto e uma atualização no telescópio espacial Hubble, a idéia é torná-lo 90 vezes mais potente e estender sua vida útil até 2020.

 

Dois instrumentos essenciais do telescópio serão consertados: a câmara ACS (Advanced Câmera for Survey) que terá uma maior resolução e o STIS (Space Telescope Imagem Spectrograph) que anda falhando.

 

Sem essa missão de conserto, o Hubble poderia parar de funcionar de vez em 2011. Mas com novas baterias e novos giroscópios instalados durante a missão, o telescópio espacial deverá durar no mínimo até 2013, possivelmente chegando a 2020.

 

Dois novos instrumentos serão instalados durante a missão: a WFC3 (Wide Field Camera 3), que permitirá que o Hubble veja as galáxias menos brilhantes e mais distantes já vistas até hoje, dando valiosas informações sobre a formação do Universo.

 

O outro instrumento é o COS (Cosmic Origins Spectrograph), que irá captar o espectro ultravioleta de quasares - gigantescos buracos negros que brilham enquanto engolem o gás que se encontra à sua volta.

 

À esquerda montagem da ACS, à direita construção do STIS

 

Com seus novos instrumentos, o Hubble se tornará 90 vezes mais poderoso do que quando foi lançado. É como se os cientistas tivessem 90 telescópios iguais ao Hubble original, afirmam os astrônomos. O melhoramento vem de uma combinação de uma melhor sensibilidade e campos de visão mais amplos.

 

A parte mais perigosa da missão será justamente o conserto do ACS e do STIS. Durante a missão, novos revestimentos de isolamento térmico serão aplicados sobre o Hubble para tapar fissuras existentes no isolamento atual. Além de um novo sensor que ajudará o mais famoso telescópio de todos os tempos a se posicionar corretamente.

 

Finalmente, será instalado um pequeno gancho que permitirá que uma futura missão robotizada recolha o Hubble depois que ele parar de funcionar inteiramente, e guie-o em segurança para uma reentrada na atmosfera terrestre.

 

* José Ildefonso Pinto de Souza é bacharel e licenciado em Física.

 

- Crédito das imagens: NASA.

 

- Produção: Pepe Chaves.

   © Copyright 2004-2008, Pepe Arte Viva Ltda.

 

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Sistema Solar:

A beleza de Júpiter e Io

O maior planeta do sistema solar é flagrado juntamente com sua maior lua, a vulcânica Io.

Por Márcio R. Mendes*

De Dois Córregos/SP

Para Via Fanzine

 A magnificência de Júpiter e sua lua Io, em imagem obtida pela sonda New Horizons.

 

Uma brilhante imagem do planeta Júpiter foi tomada pela sonda New Horizons, um módulo orbitador que está a caminho do ex-planeta Plutão. A New Horizons foi lançada pouco antes de Plutão perder o status de planeta e tem feito fotografias interessantes das paragens em que passa.

 

A foto que mostra Júpiter no início de março/2007 (acima), expõe cores próximas do real, porém tomadas no comprimento de onda do infra-vermelho próximo. Essa imagem tomada em infra-vermelho próximo permite a distinção das altas camadas de nuvens do planeta (regiões mais azuladas) e das nuvens mais baixas (regiões mais avermelhadas). O grande oval esbranquiçado é o secular "temporal" em Júpiter, que já dura pelo menos uns 400 anos e desde sua descoberta, foi denominada de "Grande Mancha Vermelha". Trata-se, de fato, de uma região intempestiva, mas como toda estrutura dinâmica, certamente terá um "fim". A intempérie apenas ocorre numa escala de tempo que destoa da nossa escala de tempo relativa aos piores temporais que temos por aqui, com duração de pouco mais de uma hora.

 

Visto em "luz normal", com o olho no telescópio, é impressionante, além de ser uma estrutura fácil de ser vista; até porque, sendo de aproximadamente 10 horas o período de rotação desse planeta; em média, a cada cinco horas está voltada para nosso planeta e assim permanece pelas próximas 5 horas. Ao telescópio, é possível ver a mancha surgir numa das bordas do planeta, num início de noite terrestre. Ainda antes do final dessa noite, é possível vê-la desaparecer no bordo oposto, afinal, temos um período de noite (12 horas, em média), bem maior que todo um o dia de Júpiter.

 

Dado o gigantismo desse planeta e a sua estrutura essencialmente gasosa, não é difícil imaginar a grande velocidade rotacional que deve cumprir para ter seu "dia" de dez horas. Sendo essencialmente gasoso, e esse fato associado a sua alta velocidade de rotação, também não fica difícil imaginar o grande dinamismo atmosférico em Júpiter.

 

Em contraste com o planeta e em primeiro plano, pode ser vista sua lua Io. Uma das maiores e mais próximas do planeta. Io é uma lua rochosa e com vulcanismo ativo e permanente - inclusive, foi nessa lua que vimos o primeiro vulcão em erupção fora da Terra, durante a passagem das sondas Pionner e Voyager, no final da década de 70.

 

Note que, no que seria o pólo Norte de Io, já imerso nas sombras da própria lua, há uma pequena mancha azul esbranquiçada. Trata-se de uma "pluma" de gases vulcânicos, oriunda de um vulcão atualmente ativo em Io (batizado de Tvashtar - sim, já temos a ousadia em batizar vulcões extraterrestres). Essa pluma nos parece "azulada" em decorrência do processo de espalhamento das partículas dos gases vulcânicos. Devido a proximidade dessa lua com o planeta, há uma intrincada e complexa relação gravitacional e constante troca de material ionizado entre os corpos.

 

O imenso Júpiter pode ser visto diariamente a olho nu da Terra e apreciado por algum tempo, antes de se por no horizonte.  Com cerca de quatro minutos de atraso diário, o planeta aparece logo depois do por do Sol, na mesma direção (Oeste) e se mostra no formato de uma grande estrela brilhante.

 

* Márcio Mendes é físico, professor em Dois Córregos/SP,

   astrônomo amador membro da REA (Rede Astronômica Observacional)

   e consultor de Astronomia para os portais Via Fanzine e UFOVIA.

 

- Foto: NASA.

- Mais sobre a New Horizons: http://www.nasa.gov/mission_pages/newhorizons/main/index.html

 

- Produção: Pepe Chaves.

  © Copyright 2004-2007, Pepe Arte Viva Ltda.  

 

 

 

Explorando o sistema solar:

O amanhecer em Ceres

Planeta-anão pode ser a “caixa-d’água” do sistema solar.

Por Isaac Bigio*

De Londres

Para Via Fanzine

www.viafanzine.jor.br

 

Ceres vai receber a visita da sonda 'Dawn'.

 

Até então, diversas sondas terrestres visitaram as órbitas ou superfícies de oito planetas do nosso sistema solar. Entretanto, Ceres, o único planeta-anão que se encontra em meio aos demais, jamais merecera a visita de alguma nave para estudá-lo.

 

Agora, o módulo orbitador Dawn (Amanhecer), da Nasa, está partindo rumo a Ceres. Primeiramente, vai atingir - no final de 2011 -, a órbita de Vestas, um dos grandes asteróides, para depois, no início de 2015, buscar a órbita de Ceres.

 

A Nasa quer saber se os 13.000 asteróides do chamado "cinturão de asteróides" são restos de um planeta irmão que se explodiu ou se são sobras dos componentes que, através das colisões, ajudaram a formar a Terra.

 

Ceres foi descoberto em 1801, mas vinha sendo ignorado em textos escolares e até por livros de astronomia. Recentemente, a atenção científica sobre o planeta-anão foi renovada, pois, entre outras coisas, foi descoberto pelo telescópio Hubble que o seu interior poderia abrigar cinco vezes mais água doce que a existente na Terra e nos demais planetas. No entanto, sua superfície é menor que os territórios do México e da Argentina.

 

A água, permitiria assentar colônias humanas no futuro, as mesmas que poderiam explorar os riquíssimos recursos minerais dos asteróides.

 

* Isaac Bigio é analista internacional. Seu site é www.bigio.org.

- Tradução: Pepe Chaves.

- Foto: www.astronomy.com

 

- Produção: Pepe Chaves.

  © Copyright 2004-2007, Pepe Arte Viva Ltda.  

 

 

 

À imagem e semelhança:

Descoberto exoplaneta habitável

Cientistas divulgam informação que pode ser divisor de águas

no oceano das futuras explorações espaciais

 

Por Pepe Chaves*

Para Via Fanzine

www.viafanzine.jor.br

Planeta possui 1,5 vezes o tamanho da Terra

e pode conter água em estado líquido.

ILUSTRAÇÃO: KAGAYA

 

ALÉM DO SISTEMA SOLAR - O dia 24 de abril de 2007 ficará guardado pelos entusiastas do Espaço, como o dia em que a ciência começou a admitir a possibilidade da existência de vida, dentro dos padrões humanos, fora do nosso sistema solar.

 

Foi nesta data que uma junta de cientistas da Organização Européia para a Pesquisa Astronômica no Hemisfério Austral (ESO) noticiou a descoberta de um exoplaneta habitável. O termo “exo” é usado cientificamente para determinar tudo àquilo que se origina de fora do nosso sistema solar.

 

Este planeta verificado, dentre outras similaridades, possui temperaturas a níveis semelhantes aos terrestres e ainda detém capacidade para armazenar água em sua superfície, afirmaram os cientistas.

 

As informações foram adiantadas à imprensa no dia 23/04, pela equipe da ESO, na Alemanha, porém, este estudo científico deverá ser publicado oficialmente pela revista Astronomy and Astrophysics, na quinta-feira (26/04).

 

PARTICULARIDADES - O primeiro exoplaneta possivelmente habitável já descoberto, executa uma órbita a cada 13 dias em torno de seu Sol, a estrela Gliese 581, uma das 100 mais próximas à Terra. Esta estrela possui cerca de 30% da massa do Sol e está situada a 20,5 anos-luz da constelação de Libra.

 

Devido a estas e outras condições ambientais e atmosféricas, os cientistas da ESO crêem que possa existir água em estado líquido nesse “novo mundo”, cuja dimensão equivale a uma vez e meia o tamanho da Terra. Apesar de estar localizado bem mais próximo a seu Sol (Gliese 581) do que a Terra em relação ao nosso Sol, as temperaturas locais devem ser consideradas amenas, porque Gliese 581, a principal fonte de calor, já se mostra em uma fase de baixa atividade se comparada ao nosso Sol.

 

UM TRAMPOLIM SIDERAL - Um dos coordenadores da pesquisa, o professor Xavier Delfosse, da Universidade de Grenoble que é também membro da equipe de estudos, confiante na descoberta, declarou à imprensa que, “Tendo em vista sua temperatura e sua proximidade relativa, este planeta será, com grande probabilidade, um alvo muito importante das futuras missões espaciais que se dedicarem à busca por vida extraterrestre".

 

Certamente, a descoberta da existência desse planeta que remonta, a princípio, à imagem e semelhante da nossa Terra, deverá ser vista, inevitavelmente, como uma primeira referência - e, quiçá, pousada - para as futuras e ainda distantes viagens tripuladas para além do reino solar.

 

* Pepe Chaves é editor do jornal Via Fanzine e do portal UFOVIA.

- Com informações das agências internacionais.

 

- Ilustração: Kagaya (www.kagayastudio.com).

 

 

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Exclusivo: 

Um novo cometa surgiu nos céus

O ‘vagabundo estelar’ será chamado de Cometa Levy ou C/2006 T1.

 

Por Márcio R. Mendes*

De Dois Córregos/SP

Para Via Fanzine

 

Fotografia feita por Peter Birtwhistle, do Great Shefford Observatory, em 03/10/2006.

 

Há um novo cometa, recém-descoberto, em nossos céus, segundo informações de fontes da Rede Astronômica Observacional (REA). O astro errante foi descoberto por Devid Levy e já tem a designação C/2006 T1 e provavelmente será chamado "Cometa Levy".

 

O "vagabundo estelar" é vespertino e está nas proximidades de Saturno, sendo razoavelmente brilhante com magnitude 9 (invisível a olho nu, mas com um bom binóculos é possível vê-lo).

 

O aparecimento de surpresa lembra o Hyakutake em 1996: um cometa inesperado (não catalogado), que deu um "rasante" em direção à Terra (pude fazer inúmeras fotos, na época), mostrando-se no céu com uma extensão de mais ou menos 45º, ou seja, ocupando 1/4 de toda abóbada celeste.

 

Podemos observar na foto de Peter Birtwhistle (acima) que o cometa já apresenta duas tênues caudas. Partindo da coma (esfera branca) em direção ao canto superior direito da foto, há dois finos e fracos traços esbranquiçados: são duas caudas de plasma.

 

As caudas de poeira costumam ser mais grossas e curvadas, o que não é o caso destas (finas e retas). Além disso, as estrelas na foto parecem como pequenos traços porque o equipamento fotográfico estava "rastreando" o cometa e não compensando o movimento da Terra.

 

Neste último caso, pelo tempo de exposição usado, as estrelas seriam pontuais e o cometa algo alongado (como as estrelas aparentam estar na foto). É tudo uma questão de referencial combinado com os movimentos diurno (da Terra) e do próprio cometa.

 

No caso deste C/2006 T1 o seu brilho já está no máximo (9ª magnitude). Contudo, o episódio serve para admirarmos a rapidez dos dias atuais: tempos atrás a descoberta de um cometa necessitava de dois ou três dias, fotografando-o, até que seus "elementos orbitais" (são sete) fossem matematicamente calculados, baseados em acuradas medidas da posição do cometa.

 

Este, descoberto em 02 de outubro de 2006, por Devid Levy, enquanto observava Saturno, já temos a longa efeméride, prontamente tabulada. Para quem possui um telescópio, mesmo que de pequeno porte, a visão será bela para os que sabem interpretar o que está vendo.

 

No que se refere a cometas, este ano de 2006, tem sido até o momento um ano "fraco" para a atuação desses astros. Nada expressivo, que possa chamar a atenção, porém, cometa é algo meio imprevisível: os que prometem, muitas vezes decepciona, enquanto os inesperados dão show.  

 

* Márcio Mendes é físico, professor em Dois Córregos/SP, astrônomo amador membro da REA (Rede Astronômica Observacional) e consultor de Astronomia para Via Fanzine e UFOVIA.

 

- Fotos: Peter Biterwhistle & Richard Miles (www.astrosurf.com).

 

- Clique aqui para ver ampliação da imagem feita por Richard Miles.

 

- Produção: Pepe Chaves.

  © Copyright 2004-2006, Pepe Arte Viva Ltda.  

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Exclusivo:

Brasileiros descobrem mais uma galáxia

A equipe brasileira da REA (Rede Observacional Astronômica) confirma a descoberto da 12ª supernova pelo grupo,

através do programa BRASS (Brazilian Supernoave Search. A seguir, reproduzimos na íntegra,

nota do astrônomo Tasso Napoleão, anunciando a descoberta da SN 2006co.

 

SN20056af - Astrofoto de Daniel Verschatse - Observatório Antilhue - Chile

http://astrosurf.com/antilhue/ngc4945.htm

 

Caros amigos,

 

Em nome da equipe do programa BRASS (Cristóvão Jacques, Carlos Colesanti, Eduardo Pimentel e Tasso Napoleão), tenho a satisfação de anunciar a confirmação da descoberta da 12ª supernova pelo grupo.

 

Trata-se da SN 2006co, localizada na galáxia ESO 323-025, em coordenadas A.R.12h52m40s.93, Dec -39o01'48".9 (Equinócio 2000.0). Esta SN foi descoberta em 2006 Maio 27.10 UT (apenas nove dias após nossa descoberta anterior, a SN 2006ci), em imagens feitas no Observatório CEAMIG-REA em Belo Horizonte. A confirmação veio através da CBET 523 da IAU.

 

ESO 323-025 é uma galáxia espiral da classe morfológica SA(rs)b. Segundo o NASA Extragalactic Database (NED), sua velocidade de recessão e seu redshift são estimados respectivamente como 4229 +/- 8 km/s e  0.01411 +/- 0.00003, o que implica em que sua distância seja da ordem de 60.4 megaparsec (cerca de 197 milhões de anos-luz), se assumirmos para a constante de Hubble o valor de 70 km/s.Mpc. Considerando essa estimativa de distância e também a magnitude aparente medida no momento da descoberta (que era de V = 16.0), pudemos estimar a magnitude absoluta da SN 2006co como  -18.2. O tipo da SN deverá ser conhecido assim que os espectros estejam disponíveis.

 

Um abraço a todos,

 

Tasso Napoleão.

Programa BRASS – REA – Brasil

 

- Colaborou: Márcio Rodrigues Mendes (Dois Córregos/SP).

 

- Saiba mais sobre o BRASS: http://brass.astrodatabase.net/

 

- Produção: Pepe Chaves.

  © Copyright 2004-2006, Pepe Arte Viva Ltda.   

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Evento celestial - cobertura exclusiva:

Astrônomos registram o eclipse total em Natal

Membros da REA e astrônomos de todo o Brasil conseguiram registrar

com sucesso o eclipse total do sol em 29/03/2006.

Por Márcio Rodrigues MENDES*

De Natal/RN

Exclusivo para Via Fanzine

Em 29/03/2006

 

Rio Grande do Norte: testemunhas de evento peculiar.

 

Obtivemos sucesso nos registros do eclipse total do Sol. Reunimo-nos diante do Hotel Turis, em Ponta Negra, onde se concentrou a maioria do pessoal da REA, entre outros astrônomos da cidade e lá fomos nós em comboio - uma Van com 15 pessoas, mais uma meia dúzia de carros.

 

Chegamos ao local por volta das 4hs da manhã. Ouvia-se o mar, o ambiente estava escuro e o céu era animador, com poucas nuvens. Na correria de todos em arrumar o melhor lugar, o autor desse texto caiu em um belo buraco que dava para as pedras na base da fálésia de Tabatinga. Quase fui assistir o eclipse junto com alguns golfinhos que surgiram no local, parecendo perceber que algo de extra ocorreria por ali.

 

O pessoal da REA estava organizado: alguns montando equipamentos fotográficos, outros orientados o posicionamento de veículos a fim de criar um "isolamento" no local e outros instruindo iniciantes na "contagem de tempo" para quantizar características dinâmicas do evento.

 

Com os primeiros sinais do crepúsculo veio também alguma preocupação: uma faixa de dois ou três graus na linha do horizonte parecia ameaçar o momento máximo. A ansiedade aumenta .

 

Houve muita movimentação de aves no local e quando a luz do dia começa a preencher o ambiente, mais e mais pessoas se acomodam no local. Alguns coletivos chegaram e trouxeram mais observadores. Há muita camaradagem nesse momento: trocas de experiência e material, além, claro, da confraternização de colegas até então virtuais, ou não.

 

Alguém corre toda extensão da falésia anunciando o tempo para o surgimento do Sol, bem como o tempo para a totalidade. Isso foi feito o tempo todo, dando a todos uma boa coordenação das tarefas.

 

As nuvens que se acumulam na linha do horizonte parecem ameaçadoras, mas uma força maior produz um diminuto orifício bem junto à linha do mar e um jorro de luz solar escapa em nossa direção: o Sol em seus primeiros segundos acima do horizonte!

 

Nos próximos minutos assistimos o astro-rei se ocultar em algumas poucas nuvens que teimam em persistir. Falta menos de dez minutos para a totalidade, mas o ambiente já não é o mesmo.

 

Há uma sensível diminuição na iluminação: a Lua continua inexorável em seu curso sobre o Sol. Vimos ao longe duas pequenas embarcações de pescadores e ocorreu-me se estariam cientes ou não do evento. Ver o Sol surgir, como todos os dias, para logo em seguida tê-lo totalmente escuro, é experiência inesquecível.

Mesmo com a presença de nuvens foi possível registrar o eclipse.

 

 

Os mais atentos e familiarizados com o fenômeno, sentiram uma pequena queda de temperatura no local. Neste caso, foi mais difícil de se perceber, pois o sol mal havia tido chances de aquecer o solo potiguar.

 

Anos de espera e quando tudo parecia perdido, em função de algumas nuvens "teimosas", a não mais que dois minutos da totalidade, desenha-se um disco negro ornamentado por delicadas pérolas brilhantes e uma tênue, mas perceptível coroa só um pouco acima das nuvens. Um coro de"ohhhs!", simultâneos e incrédulos, se fez na efêmera paisagem criando um momento único com duração de apenas 1 minuto e 56 segundos!

 

São anos de espera e é tudo o que se tem para fazer: fotos, filmes e registrar o máximo, para que possamos passar os próximos meses, senão anos, tentando entender um pouco mais desta obra do Senhorio e, talvez, um pouco mais sobre nós mesmos.

 

Não resisti fazer ambas as coisas, segurar meu filho e fazer fotos ao mesmo tempo. Foi fantástico. Gostaria muito de poder repetir a experiência. É mágico! É magnífico! Foi com certeza uma excelente maneira de começar o dia: além de enorme exuberância da Natureza, cercamo-nos de muitos novos amigos.

 

* Márcio Mendes é físico, professor em Dois Córregos/SP, astrônomo amador membro da REA (Rede Astronômica Observacional) e consultor de Astronomia para Via Fanzine e UFOVIA.

 

- Fotos: Carlota Mendes / Márcio Mendes.

 

- Produção: Pepe Chaves.

  © Copyright 2004-2006, Pepe Arte Viva Ltda.  

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Evento celestial:

Eclipse total do Sol mobiliza astrônomos

No Brasil o melhor local para se observar o eclipse do dia 29/03

é na região Norte, em latitude próxima ao equador. 

Por Márcio Rodrigues MENDES*

De Natal/RN

Exclusivo para Via Fanzine

Em 28/03/2006

Eclipse total: Lua na frente do Sol.

 

TABATINGA - Já chegaram em Natal/RN, cerca de 25 membros da REA (Rede Astronômica Observacional) que, em reunião com grupos locais de astrônomos amadores, acertaram que o melhor local para observação neste litoral potiguar são as falésias de Tabatinga. Trata-se de um local exuberantemente belo, com um mirante estruturado onde há quiosques entre palmeiras e de onde pode-se ver golfinhos selvagens nas águas azuis. Tabatinga fica um pouco ao Sul de Natal e ligeiramente ao norte da linha central do eclipse.

 

Com esse cenário estaremos vislumbrando o "Sol negro" despontando-se no horizonte Leste na manhã de 29/03. Falei ao telefone com o coordenador científico da REA, Tasso Napoleão e fui informado que toda a equipe estará saindo de Ponta Negra, entre 3 e 3h30, rumo a Tabatinga, na esperança de podermos ver este eclipse, se as condições metereológicas permitirem, por volta das 5h35.

 

Nessa terça-feira (28/03), Napoleão, que é um dos mais competentes astrônomos em atividade no Brasil, fará uma preleção sobre o evento em um dos auditórios da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

 

Em nossa incursão de hoje pelas praias de Tabatinga, procuramos pelo "local ideal" para instalar máquinas e filmadoras em tripés. No local, encontramos inúmeros moradores que nada sabiam sobre o evento. Procuramos orientar da melhor forma e sentimos que ganhamos atenção, pois logo um grupinho se formou a ouvir sobre as condições do Sol neste dia especial. É interessante notar as reações onde a informação mal chega. Aliás, fico a pensar no "pobre" pescador, desinformado que, em alto mar, concentrado em sua rede sentirá uma incompreensível escuridão, quando deveria haver claridade. Certamente, para muitos, será, de fato, um susto.

 

'Desaconselha-se as tentativas de se olhar o evento a olho nu

ou com aparatos precários como filmes velados e negativos fotográficos,

bem como óculos escuros ou vidros fumê'

 

CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS - Tivemos um pouco de chuva pela manhã dessa segunda-feira e logo pelo almoço, mas a tarde foi de Sol e agora sopra uma brisa gostosa com algumas nuvens passando rápido. Oxalá, tenhamos bom tempo na manhã de 29 de março de 2006. As expectativas para o evento crescem de maneira muito particular. Certamente será uma apoteose obrigatória para qualquer alma que tenha passado por este mundo, marcando um instante único e inesquecível desse momento esperado por nós há anos e planejado desde 1999. Não somente por “uma sombra que passa sobre a Terra”, mas pelo seu significado e pela magnitude de sua beleza.

 

Para observar o evento celestial, o ideal é que o indivíduo se posicione exatamente na linha central, porém, o mirante de Tabatinga oferece as melhores condições por ser um local de maior amplitude. A sombra da Lua deve começar a se projetar um pouco mais no interior do Estado e avançará para o oceano com uma velocidade de aproximadamente 9km/seg, delimitando uma circunferência na superfície terrestre de não mais que 130km. Quem estiver dentro deste perímetro sombreado verá um eclipse total e fora dele o eclipse será parcial. Obviamente, a porção do disco solar eclipsado será maior para quem estiver mais próximo da linha central. Em alguns locais do Brasil, quando o sol sair, já terá se dado o evento.

 

EFEITOS - Torcemos muito pelo tempo bom, porém, ainda que o céu esteja nublado, além do evento em si, o fenômeno traz também efeitos secundários que serão estudados, tais como: a queda da luminosidade antecedendo a totalidade; a queda da temperatura; alterações no comportamento da fauna e flora e o curioso "vento de eclipse" ocorrendo logo após a totalidade (ligado às mudanças repentinas e locais da atmosfera).

 

Se houver sucesso na observação do evento, devemos registrar de maneira particular a enigmática coroa solar – aquela borda que sobra do Sol quando este é totalmente eclipsado pela Lua. Entretanto, como o Sol está atualmente em um dos seus mínimos de atividade, talvez a coroa não se mostre em dimensões apreciáveis. Outro efeito interessante é o "anel de diamantes", que se forma em função da combinação do relevo lunar na periferia do disco lunar associada à distância entre a Terra e o Sol e a Lua. No momento do máximo, aparecerão como contas brilhantes coroando o disco lunar em frente ao Sol.

 

Ainda vinculado aos aspectos secundários, devido ao arrefecimento da superfície terrestre, as nuvens do tipo cumulos tendem a desaparecer, enquanto que, por motivo semelhante (devido ao arrefecimento da própria atmosfera), nuvens do tipo stratos tendem a se formar; contudo o número de variáveis em jogo é enorme, sendo quase impossível uma previsão com bom nível de acertos.

 

'Dependendo do local de observação dos acontecimentos e da enorme

variedade de fatores influentes, cada eclipse se faz único'

 

ALERTA: HÁ PERIGO - Existe perigo em se olhar diretamente para o Sol/Lua em qualquer momento do eclipse. Esta observação vale muito para os que se aventurarem a observar o eclipse em qualquer lugar do planeta, pois as emissões no ultravioleta e no infravermelho são perigosas para o órgão de visão humano. A queimadura de porções da retina é um processo indolor e quase sempre imperceptível.

 

No caso de queimaduras, as conseqüências serão sérias e irreversíveis. Desaconselha-se, portanto, as tentativas de se olhar o evento a olho nu ou com aparatos precários como filmes velados e negativos fotográficos, bem como óculos escuros ou vidros fumê. Mesmo com os filtros adequados, aconselha-se a visão direta ao evento por não mais que uns 30 segundos.

 

CÉU NOTURNO DE MANHÃ - Se o céu estiver aberto e pudermos ver o Sol eclipsado na sua totalidade, muito do céu noturno poderá ser observado a nossa volta: planetas, meteoritos - se houverem – estrelas, etc. No momento do máximo, o Sol estará na constelação de Peixes. Teremos a Oeste a constelação de Aquário e a Leste a constelação de Áries. Como se trata de constelações formadas por estrelas de 2ª ou 3ª magnitudes, o panorama em torno do Sol eclipsado poderá não ser expressivo.

 

Na verdade, dependendo do local de observação dos acontecimentos e da enorme variedade de fatores influentes, cada eclipse se faz "único". O que costuma ser comum em todos eles é o deleite e a enorme manifestação das pessoas, com gritos e aplausos, diante dessa magnífica manifestação da Mãe Natureza, tal como uma bela saudação aos locatários desse pequeno mundo.

 

Que saibamos então, apreciar e aprender.

 

* Márcio Mendes é físico, professor em Dois Córregos/SP, astrônomo amador membro da REA (Rede Astronômica Observacional) e consultor de Astronomia para Via Fanzine e UFOVIA.

 

- Foto ilustrativa: Sky & Telescope.

 

- Produção: Pepe Chaves.

  © Copyright 2004-2006, Pepe Arte Viva Ltda.  

 

 

 

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