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Arqueolologia

 

Distrito Federal: 

Vestígios de antigos povos no Planalto Central

Sítio Arqueológico no DF indica presença humana há milhares de anos*. 

 

Entre as lascas de pedra foram encontrados vestígios de ferramentas acabadas 

fabricadas para suprir as necessidades do cotidiano dessas pessoas.

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A poucos quilômetros do centro de Brasília, na região do Paranoá, um sítio arqueológico revela ocupação humana há cerca de 6 a 11 mil anos. O material foi encontrado próximo a um terreno que está em obras para abrigar um condomínio residencial. As ferramentas são de pedra, o que refere a época da “Pedra Lascada”.

 

Para encontrar os artefatos, as primeiras pistas vieram da superfície. Entre as pedras que surgem naturalmente no terreno, havia centenas que foram esculpidas, ou melhor, lascadas por seres humanos. Era um sinal de que algo poderia estar escondido sob a terra. Durante as escavações, apareceram muitos outros artefatos.

 

Para o arqueólogo responsável pelas escavações Edilson Teixeira "entre as lascas de pedra foram encontrados vestígios de ferramentas acabadas, que eram  fabricados para suprir as necessidades do cotidiano dessas pessoas, provavelmente eram populações que tinham um modo de vida muito harmônico com o meio ambiente, eram caçadoras-coletoras, tinham um modo de vida nômade e se deslocavam atrás de caça”.

 

O material encontrado foi comparado tipologicamente, ou seja, artefatos com mesmo material e acabamento registrado em sítios com a mesma data. Os instrumentos são da chamada tradição arqueológica Itaparica, de povos caçadores e coletores da pré-história brasileira, que fabricavam suas ferramentas de pedra lascada.

 

O trabalho de arqueólogos foi feito com muito cuidado retirando camada por camada de terra. Todo o material que está no mesmo nível de superfície é da mesma época e é um dado importante para a data da ocupação humana. Materiais como cestaria, madeira, ossos por serem orgânicos acabam não sendo encontrados a materiais que indicam uma ocupação antiga.

 

Pedaços de carvão – de queimadas espontâneas do Cerrado ou mesmo de fogueiras feitas pelas próprias populações que passaram pelo local – podem indicar com maior precisão a data em que houve a ocupação humana. Amostras de carvão serão enviadas para laboratórios nos Estados Unidos para verificar o perído que surgiram. “O mapeamento dessas ocupações está muito relacionado com quais regiões do Brasil foram ocupadas primeiro ou posteriormente e, em uma macroescala, quando a América do Sul foi ocupada por populações vindas do Pacífico, do Atlântico ou até mesmo da América do Norte”, destaca o arqueólogo.

 

Os sítios arqueológicos são locais onde se encontram ferramentas, artefatos, marcas que indicam que houve ocupação humana. No DF, há outros sítios os chamados líticos, de pedra lascada localizados no Rio Taguatinga, no Parque Três Meninas e no Altiplano Leste.

 

* Informações de Thaís Antonio /Agência Brasil.

   03/03/2018

 

- Foto: Edilson Teixeira/Arquivo Pessoal.

 

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