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"Em cada situação uma nova reflexão". Bertolt Brecht |
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LIVROS
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Minha grande vontade de compreender a vida, desde a mais tenra infância, minhas reflexões e meu desejo de partilhá-las com outras pessoas que também se dediquem ao conhecimento como forma de transformar-se e ajudar a construir um mundo melhor para todos os seres do Universo, um dia foi se transformando em poemas. Versos de Viver.
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Neste livro falo de lugares, situações, crianças, bichos, livros que me inspiraram e me ajudaram a ampliar meu corpopensamento, sempre procurando dialogar com os leitores e leitoras, questionado o que está estabelecido pela sociedade para que, juntos, possamos encontrar outros caminhos que nos tragam alegria e potência para viver melhor. |
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Como me foi possível chegar à minha idade, 76 anos e meio, muito melhor e mais flexível, no corpo e no pensamento, do que quando era adolescente, apesar de todos os fatos de minha vida, que conto neste livro?
Foi por acreditar que, então, o mesmo poderia acontecer também com muitas outras pessoas, que poderiam envelhecer de um jeito muito melhor, feliz e saudável, que resolvi escrever este livro, contando as experiências que tive e, gostaria muito, fossem úteis de alguma forma.
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Como ser criativa e feliz quando todos os acontecimentos nos mostram que isso é quase impossível? A chave foi o quase e o objetivo foi o conhecimento, o amor, a atenção, a observação, a alegria, a rebeldia sábia e tranquila a respeito dos preconceitos com que eu e meu filhinho tivemos que lidar. Lembro-me de situações inusitadas que conto neste livro, autobiográfico, que acredito possam inspirar outras mães solteiras e ou solo como eu e que me enchem de alegria. Trato, também, dos preconceitos em geral, de como eles nascem e de como poderiam ser transformados em luz e então em humanidade. |
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Era uma vez um riachinho muito lindo e sonhador. Suas águas eram muito claras e mostravam pedras lisinhas, entre as quais os peixinhos brincavam. Tudo estava equilibrado, tranquilo e ele era feliz. Feliz e muito curioso: para onde estava indo? O que haveria no final do caminho? Quem era ele, como era?
Achava que precisava conhecer o mundo, seus habitantes, como a natureza fazia para ser tão bonita. Já sabia que havia seres mágicos e se lembrou das histórias lindas que lhe contaram sobre um imenso rio. Será que era para lá que estava indo?
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Era uma arvorezinha, muito sonhadora. Sonhava tanto, que todos no pomar a chamavam de folhas de lua. E ficou.
Se dona Mangueira ou dona Laranjeira, suas vizinhas, comentavam algum acontecimento com ela, olhava para elas como se estivesse muito longe e sempre perguntava:
– Como? – E nem ouvia a resposta.
Por isso não ficou sabendo quando os donos da fazenda onde morava morreram, sem deixar herdeiros, o que fez com que tudo ficasse para o governo. Nem percebeu que, de uma hora para outra, muita gente começou a aparecer por ali, principalmente crianças, que subiam nas árvores para brincar e colher frutos.
No começo, as árvores todas - mangueiras, abacateiros, amoreiras, pitangueiras, cajueiros, jaqueiras, goiabeiras, laranjeiras e tantas outras - gostaram da novidade, porque adoravam crianças, mas logo depois coisas muito tristes começaram a acontecer.
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Pobre Vulcãozinho! Ele não aguentava mais aquelas vozes horríveis que o acusavam de ser o único culpado por aquele problema tão sério pelo qual nosso planeta estava, e está, passando. Ele já existia há muito, muito tempo, e nada desse tipo tinha acontecido antes. Então, por quê? – pensava, desesperado. Foi então que, muito preocupadas com seu gentil amiguinho, os mágicos seres da natureza, as Salamandras, as Ondinas, os Gnomos e as Sílfides resolveram tomar sérias providências para ajudá-lo. Não tinham ideia de como poderiam resolver aquele mistério, mas não descansariam antes de descobrir o que estava acontecendo.
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Nesta história existem dois mistérios. Onde estaria aquela linda gnoma de bochechas vermelhinhas que foi raptada no dia da festa tão esperada de seu casamento e quem teria interesse em cometer tal crueldade? E como tinha se formado aquela natureza incrível que os gnomos brasileiros conheciam e que deixava boquiabertos os gnomos estrangeiros convidados para a festa? Vamos tentar desvendá-los? |
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