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 Europa 

Milão:

Aumenta a demanda por exorcismo

Diocese de Milão cria linha telefônica para atender demanda por exorcismo.*

 

A alta demanda por exorcismo fez com que a Igreja Católica em Milão, na Itália, dobrasse o número de padres que realizam a prática e ainda criasse uma linha de telefone para realizar o exorcismo “delivery”.

 

Segundo o monsenhor Angelo Mascheroni, exorcista-chefe da diocese de Milão desde 1995, as pessoas que estiverem em apuros podem ligar e serão atendidas sem demora, pois vão encontrar um padre na mesma área em que estão.

 

Ainda de acordo com o padre, casos que de fato requerem exorcismo são incomuns, por isso é preciso ter cautela ao acionar o serviço. "Geralmente, os pais ligam preocupados que os filhos não estão indo para a escola, estão usando drogas ou sendo rebeldes. Na verdade, isto não é obra de demônio. Mas, quando se tem 18 anos, os jovens não querem as pessoas lhes digam o que fazer".

 

A linha telefônica especial está recebendo entre três e quatro chamadas diárias e o serviço deve ser estendido para outros países.

 

* Informações de Yahoo! Brasil.

  04/12/2012

 

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Economia:

Espanha retorna ao clube da bancarrota*

A situação espanhola agravou-se depois de ontem (10 de outubro), ao final da noite

(na Europa), a agência de notação Standard & Poor's ter anunciado o corte do rating da dívida espanhola.

 

 

Antes mesmo da Standard & Poor's ter cortado a notação da dívida espanhola para perto de "especulativa", o país reingressou, ontem, para o 10º lugar do grupo dos de maior probabilidade de bancarrota. Portugal regressou ao 7º lugar. A trajetória de subida do risco e dos juros mantém-se hoje para os dois países peninsulares.

 

Em virtude do movimento de subida, a probabilidade de incumprimento fechou ontem (10 de outubro) em 35,08% para Portugal e em 27,90% para Espanha, segundo dados da CMA DataVision. Esta subida provocou o regresso de Portugal ao 7º lugar e de Espanha à 10ª posição no "clube" dos 10 candidatos a uma bancarrota num horizonte de cinco anos.

 

O mesmo sentido de subida se observa hoje na abertura destes mercados financeiros. O risco de Espanha subiu para 28,52% e o de Portugal para 35,62%.

 

O mesmo movimento de alta é observado hoje nas yields das obrigações do Tesouro portuguêe e das obrigações espanholas, segundo dados da Bloomberg para a abertura do mercado.

 

A situação espanhola agravou-se depois de ontem (10 de outubro), ao final da noite (na Europa), a agência de notação Standard & Poor's ter anunciado o corte do rating da dívida espanhola de BBB+ para BBB-, apenas um nível acima da classificação como dívida especulativa (vulgo "lixo financeiro"), e com perspectiva negativa, o que faz antever novas descidas da notação. A razão principal, segundo a agência, é a "hesitação do governo espanhol em concordar com um programa de assistência formal". hesitação que "aumenta potencialmente os riscos" para a notação espanhola.

 

Por outro lado, ontem, a Morgan Stanley enviou um análise aos seus clientes referindo a eventualidade futura de um segundo pacote de resgate a Portugal em novos moldes (diferente do primeiro baseado num empréstimo pela troika) e em que aludia à possibilidade de novas trocas de dívida por parte do IGCP, continuando a alterar o perfil temporal da dívida portuguesa.

 

* Informações de Jorge Nascimento Rodrigues/Espresso (Portugal).

    10/10/2012, às 19h09

 

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Economia:

Coração da moeda única é partido ao meio*

Juros dos títulos alemães continuam em valores negativos nos prazos a dois e a três anos.

Juros dos títulos franceses a dois anos perto de 0%. Diferencial no curto prazo alarga-se

em relação a juros de obrigações espanholas e títulos italianos no mercado secundário.

 

 

O núcleo central da zona euro está a funcionar a duas velocidades no mercado secundário da dívida soberana e essa "fragmentação" do coração da moeda única é particularmente acentuada na dívida de curto prazo.

 

Olhando para as quatro grandes economias da moeda única (Alemanha, França, Itália e Espanha), a diferença é colossal nos prazos a 2 e a 3 anos: as yields (juros) dos títulos alemães, conhecidos por Bunds, e dos títulos franceses (BTAN) estão em valores negativos ou próximos de 0%, enquanto para as obrigações espanholas (OE) e os títulos do Departamento do Tesouro italiano (BTP) estão acima de 4,5% e 3,5%.

 

Essa divisão tão acentuada tem-se verificado nas últimas semanas e nem mesmo as decisões da cimeira europeia de viragem política de final de junho abrandaram o cavar deste fosso entre os quatro grandes da moeda única.

 

As yields dos Bunds e dos BTAN têm atingido mínimos históricos em valores de fecho. Hoje caminharão, de novo, para bater esses recordes, se se mantiver a descida em curso. Os juros dos Bunds a 2 anos estão, ao final da manhã, em -0,047% (valor negativo) e no caso do prazo a 3 anos em -0,006% (valor negativo), segundo dados da Bloomberg. No caso dos BTAN, os juros a 2 anos estão em 0,079% e a 3 anos em 0,312%.

 

Os juros das OE a 2 anos estão em 4,5% e dos BTP em 3,62%, no mesmo prazo.

 

* Informações de Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt).

   17/07/2012

 

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Roma:

Polícia italiana prende suspeitos

de explosão em escola*

A polícia italiana prendeu neste domingo dois suspeitos de terem provocado uma explosão

na parte externa de uma escola de Ensino Médio no sul da Itália, matando

uma estudante de 16 anos e deixando outras cinco seriamente feridas.

 

Cilindros de gás explodiram sábado em um colégio feminino na cidade de Brindisi, sul da Itália, enquanto as meninas esperavam o início das aulas. Os suspeitos foram identificados por câmeras de segurança da escola.

 

Um deles é um ex-soldado com conhecimento em eletrônica, de acordo com o jornal italiano Corriere della Sera, que cita o site local Brindisireport. O promotor que acompanha o caso, Marco Dinapoli, já havia dito mais cedo que a explosão poderia ter sido causada por um único indivíduo.

 

"Não é impossível que toda a organização tenha sido feita por uma pessoa que agiu sozinha", afirmou, acrescentando que essa pessoa precisaria de treinamento com armas para manipular o mecanismo que explodiu e acioná-lo por controle remoto. "Estamos longe de saber a verdade", admitiu.

 

O juiz antimáfia Cataldo Motta afirmou no sábado que, embora o incidente não pareça ter sido causado pelo crime organizado local, ainda é muito cedo para descartar essa hipótese. O instituto atacado se chama Francesca Laura Morvillo Falcone, nome de uma juíza que foi morta há 20 anos com seu marido promotor, Giovanni Falcone. Ambos atuavam contra a máfia.

 

A ministra do Interior italiana, Anna Maria Cancellieri, que cuida da segurança doméstica do país, alertou que até o momento investigadores "não têm elementos para acusar o crime organizado".

 

A estudante morta na explosão do colégio foi Melissa Bassi. Suas amigas disseram que ela sonhava em se tornar uma estilista de moda. Outras quatro colegas foram hospitalizadas com queimaduras, e há relatos de melhora neste domingo.

 

A Itália ficou chocada com o atentado, pois reviveu as memórias de ataques organizados por militantes políticos e pela máfia nas décadas de 1970 e 1980.

 

* Informações da Dow Jones e da Associated Press/AE.

    20/05/2012

 

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Reino Unido:

Recessão assola no primeiro trimestre

Londres Reino Unido entra em recessão no primeiro trimestre de 2012*

 

A economia do Reino Unido voltou a entrar em recessão após registrar uma queda do PIB de 0,2% no primeiro trimestre de 2012, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Escritório Nacional de Estatística (ONS, na sigla em inglês).

 

A economia britânica, que já viveu uma recessão em 2008, encolhera 0,3% no último trimestre de 2011.

 

Os dados divulgados hoje serão revisados nas próximas semanas, à medida que forem apreciados todos os indicadores econômicos.

 

Com relação ao último trimestre do ano passado, as estatísticas foram revisadas para baixo, confirmando que a contração do Produto Interno Bruto (PIB) tinha sido superior à estimada, até o número final de 0,3%.

 

Após o anúncio dos dados, o Tesouro, que previa um leve crescimento econômico para os três primeiros meses deste ano, atribuiu a queda aos efeitos da crise na zona do euro, onde os problemas de dívida impedem, na opinião do Reino Unido, a impulsão do crescimento.

 

Segundo o ONS, a contração no primeiro trimestre de 2012 se deveu ao maior descenso em três anos da atividade no setor da construção, enquanto a indústria mostrou um crescimento plano.

 

As estatísticas anunciadas hoje, piores do que as estimativas dos analistas, são uma má notícia para o Governo de coalizão entre conservadores e liberal-democratas, que ansiava por sinais de recuperação econômica para continuar justificando seu programa de drásticos cortes.

 

Tanto o Executivo como o Banco da Inglaterra esperavam uma alta do crescimento em 2012, o que teria evitado a recessão, que se produz quando há dois trimestres consecutivos de contração.

 

Quanto ao restante do ano, o Escritório de Responsabilidade Orçamentária (OBR, na sigla em inglês) prevê que o PIB do Reino Unido crescerá 0,8% no total, frente a 2% em 2013 e a 2,7% em 2014.

 

* Informações da EFE Brasil.

   25/04/2012

 

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Incidente argentino:

UE prepara um conjunto de medidas

diplomáticas contra a Argentina

Parlamento vai votar uma resolução e vai buscar um acordo

que protege os outros investimentos europeus na Argentina.

 

A União Europeia aumenta a pressão contra a Argentina por conta da expropriação da YPF. Nesta tarde foi debatido no Parlamento sobre a "segurança jurídica para investimentos fora da UE." A sessão foi dedicada exclusivamente ao caso YPF. A votação acontece na sexta-feira em uma resolução que promete ser esmagadoramente aprovada porque os principais grupos políticos apoiar a versão em espanhol.

 

O vice-Presidente da Comissão Europeia para a Indústria Europeia, Antonio Tajani, anunciou que Bruxelas cancelou várias reuniões, pois tiveram que manter uma delegação europeia na próxima semana em Buenos Aires com empresários argentinos. É uma missão que também serve para o Brasil, Uruguai e Chile, mas vai evitar pisar na Argentina. Segundo Tajani, "o clima criado pela expropriação, claramente, não pode permitir que isso ocorra".

 

Segundo a EFE, Tajani, italiano, teria dito que está "muito preocupado que os investimentos italianos sofram o mesmo destino YPF. O comissário também disse em seu discurso aos deputados que a UE, afirmou que "não exclui nenhuma opção" para defender os interesses da Repsol e que a Comissão Europeia está a trabalhar com a equipe jurídica no processo.

 

Bruxelas acredita que possa conter cláusulas de proteção ao investimento listadas no tratado bilateral assinado em 1992 entre Argentina e Espanha e em um quadro acordo de 1991, entre a UE e a Argentina.

 

A Comissão Europeia apoia a Espanha na disputa e, segundo Tajani, o comissário comercial do bloco, Karel De Gucht, irá enviar uma carta ao ministro argentino de Comércio para manifestar a sua preocupação com o impacto negativo que a intervenção pública da Argentina pode levar a outros setores. Europa teme que Buenos Aires tenha planos para expropriar mais empresas mais europeias.

 

Alguns já estão olhando para o futuro. Os social-democratas e os liberais do Parlamento Europeu querem que a Comissão Europeia e a Argentina assinem um novo acordo para os investimentos europeus no país com a segurança jurídica que os governos europeus agora reclamam a falta.

 

De acordo com o Clarin, nesta manhã, esses dois grupos políticos, além do grupo de maioria conservadora, disseram acreditar que a própria UE deve usar as negociações para um acordo de livre comércio com o Mercosul, buscando pressionar Buenos Aires. Embora a Comissão não possa aceitar esta sugestão, o Parlamento Europeu pode, oportunamente, bloquear a ratificação de um acordo de livre comércio.

 

Eles também querem levar a questão à OMC, ao G8 e ao G20, relatando que a Argentina não respeita o direito internacional e o princípio da segurança jurídica.

 

O "ministro" do bloco externo, Catherine Ashton, conforme anunciou ontem, vai levar a disputa para a reunião dos Ministros Estrangeiros em Luxemburgo, na segunda-feira, onde a diplomacia espanhola deverá obter o apoio unânime dos outros 26 países membros da UE.

 

* Informações de Martin Idafe/Clarín (Argentina), com tradução de Pepe Chaves.

   18/04/2012

 

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Economia:

Falha na Grécia custará um bilhão de euros*

Se falhar a negociação de troca de títulos da dívida grega até 5ª feira, a onda de efeitos será enorme.

Problemas específicos em Espanha e Irlanda convergem para o mesmo caldeirão.

 

A probabilidade de incumprimento da dívida soberana de Portugal, Irlanda, Espanha, Itália, Bélgica e Áustria continua a agravar-se num horizonte de cinco anos, segundo dados da CMA DataVision para a abertura de hoje. Portugal, Irlanda e Espanha pertencem ao "clube" dos 10 países com mais elevada probabilidade de entrarem em default, que é liderado pela Grécia.

 

A agência Reuters divulgou hoje que o Institute of International Finance (IIF), o lóbi internacional de credores privados das dívidas soberanas, calcula que um incumprimento "desordenado" na Grécia provocará um impacto de mais de um bilhão de euros, colocando a Espanha e a Itália no corredor dos países da zona euro com necessidade de assistência financeira, além da necessidade de um segundo pacote de resgate a Portugal e a Irlanda.

 

O documento do IIF, intitulado "IIF Staff Note: Confidential", e datado de 18 de fevereiro, refere, nas contas, que Portugal e Irlanda necessitariam de mais 380 mil milhões de euros durante cinco anos, enquanto Espanha e Itália teriam de ter uma ajuda imediata anti-contágio de 350 mil milhões de euros. Custos adicionais de recapitalização de bancos somariam 160 mil milhões de euros.

 

Apesar do IIF manter um discurso externo de que a negociação da troca de títulos está a correr bem, e que 12 grandes detentores de títulos gregos já estão envolvidos no acordo representando 90 mil milhões de euros de títulos (em 205 mil milhões de euros nas mãos de privados), multiplicam-se os rumores de que o nível de adesão "voluntária" poderá não atingir na quinta-feira a meta colocada pelo governo grego. Segundo uma fonte anônima da troika que acompanha a Grécia, citada pelo Financial Times Deutschland, o governo de Atenas terá de acabar por desencadear o processo de cláusulas de ação coletiva (CAC, obrigando todos os credores privados com dívida sob jurisdição grega), pois a participação "voluntária" será insuficiente. O jornal alemão alvitra que se a participação for inferior a 2/3, Atenas não poderá ativar as CAC e todo o negócio de reestruturação de 53,5% do valor da dívida em mãos de credores privados poderá ir por água abaixo. É este cenário pessimista que motiva os receios secretos do IIF.

 

Além da incerteza sobre o desfecho da negociação da reestruturação parcial da dívida grega, têm-se avolumado duas situações adicionais de estresse, na Irlanda e em Espanha.

 

Irlanda e Espanha em foco

 

A Irlanda deverá realizar um referendo sobre o "compacto orçamental" (o novo tratado assinado na semana passada por 25 membros da União Europeia) em maio ou junho, num contexto em que a agência de notação Moody's prevê que se torne clara a necessidade de um segundo pacote de resgate a Dublin. As sondagens já realizadas apontam para uma vitória do "sim".

 

A Irlanda já gastou 2/3 dos 67,5 mil milhões de euros do primeiro pacote de resgate aprovado em novembro de 2010, previsto para cobrir as necessidades de financiamento até finais de 2013. A Moody's refere, no entanto, que a Irlanda terá dificuldades em se financiar na totalidade nos mercados da dívida em 2013. O governo de Dublin pretende testar a situação ainda no final deste ano, se os juros dos títulos no mercado secundário derem indicações positivas. Neste momento, as yields dos títulos irlandeses a 9 anos - dado que os títulos a 10 anos não têm estado em negociação no mercado secundário desde outubro de 2011 - estão ligeiramente abaixo do limiar crítico dos 7%, e as yields dos títulos a 5 anos situam-se ligeiramente acima de 5,1%.

 

Outra situação que irrompeu recentemente foi a de Espanha, um país que tinha saído das luzes da ribalta da crise da dívida em finais de setembro do ano passado. O novo governo de Madrid teve de "rever" a meta do déficit orçamental para 2012 imposta por Bruxelas subindo-a de 4,4% para 5,8% do PIB. Mesmo assim trata-se de obter uma redução brutal do déficit, que atingiu 8,5% em 2011. Segundo o jornal El País, a componente estrutural do déficit terá de ser cortada, este ano, de 7% para 3,5% do PIB, ou seja para metade. O ajustamento a ser realizado este ano somará 29,5 mil milhões de euros, com o país em recessão (estimativa de 1% de descida do PIB) e o desemprego (22,85% da população ativa no final de fevereiro, segundo a última Encuesta de Población Activa, mais de 5 milhões de desempregados) nos mais altos níveis da União Europeia.

 

* Informações de Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt ).

   06/03/2012

 

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Atenas:

PIB grego sofre contração de 7% no último trimestre de 2011

Em 2011, o terceiro ano de recessão contínua, a Grécia

fechou em números vermelhos todos os trimestres do ano.

 

O Produto Interno Bruto (PIB) da Grécia no último trimestre de 2011 se contraiu 7% com relação ao mesmo período do ano anterior, e dois pontos percentuais acima do trimestre anterior (5%), informou nesta terça-feira em Atenas o Instituto de Estatísticas Grego (ELSTAT).

 

Deste modo, faltando ainda o cálculo dos dados completos de 2011 e o ajuste dos efeitos sazonais, fica claro que o país mediterrâneo não cumprirá o objetivo previsto pela troika de manter a redução do PIB em 5,5%.

 

Em 2011, o terceiro ano de recessão contínua, a Grécia fechou em números vermelhos todos os trimestres do ano.

 

Especialmente duros foram os dois primeiros, -7,4% e -8%, e após isso o Governo ficou esperançoso com a contração do PIB menor que a esperada, 5%, no terceiro trimestre.

 

Nos últimos dois anos, as medidas de austeridade exigidas pela troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional), geraram uma estagnação da economia (que dobrou o número de desempregados até 20,9%), uma redução dos salários (de entre 20 e 30% até o final de 2011) e um aumento dos preços (em média de 10%).

 

Isso reduziu drasticamente a capacidade aquisitiva dos gregos, causando o fechamento de mais de 60 mil negócios em 2010 e 2011.

 

* Informações da EFE.

   14/02/2012

 

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Londres:

Prefeito promete criar 'mês iberoamericano'

Boris Johnson voltou a declamar que se sente orgulhoso por ter

nascido em um centro de saúde portoriquenho de Nova York.

Da Redação*

Via Fanzine

BH-10/12/2011

 

Em sua fala aos presentes, o prefeito Johnson foi traduzido simultaneamente

pelo correspondente de Via Fanzine em Londres, Isaac Bigio.

 

Na Terça-feira, 06/12, foi realizado o III Encontro Anual do Prefeito de Londres com a comunidade de línguas espanhola e portuguesa da capital da língua inglesa.

 

 

Ali, o prefeito Boris Johnson comprometeu-se a criar um mês “Pela herança cultural iberoamericana, lusofona e hispânica em Londres”, após celebrar a Cúpula Latinoamericana e Caribenha, nos dias 02 e 03/12, homenageando Londres, a cidade que mais abriga cidadãos dessas origens no velho mundo.

 

Este tipo de evento mostra a força e influência que vêm adquirindo o milhão de pessoas de descendência ibera, latinoamericana e lusofona no Reino Unido e um reconhecimento de sua contribuição à revolução industrial no país das futuras olimpíadas.

 

O evento foi realizado na Casa do Senado (Senate House) da Universidade de Londres. Os anfitriões foram membros do Instituto de Estudos das Américas (uma das escolas mais reputadas da Inglaterra).

 

Além deles, também a Aliança Iberoamericana e Lusohispana do Reino Unido e a Minka News trabalharam arduamente para produzir um evento que fosse, tanto de alta qualidade acadêmica, como também um laço de união entre o alcaide da maior urbe europeia e a maior comunidade de migrantes iberoamericanos do mundo.

 

Devido à alta quantidade dos convidados (que passaram de mil) foram utilizados os dois salões maiores da Casa do Senado e 750 cadeiras, onde ocorreram duas conferências acadêmicas sobre a importância das 21 cúpulas iberoamericanas anuais e a latino-caribenha.

 

O prefeito viu um ambiente totalmente lotado por pessoas que estiveram aguardando por ele, desde às 5:30pm, até as 9:00 pm. Tanta gente e por tanto tempo é algo que não se via nos últimos encontros semestrais que, por lei, a prefeitura deve promover para que o público indague o prefeito.

 

Entre os palestrantes estiveram alguns dos principais acadêmicos e dirigentes comunitários luso-hispânicos de Londres.

 

Boris Johnson voltou a declamar que se sente orgulhoso por ter nascido em um centro de saúde portoriquenho de Nova York. Traduzido simultaneamente pelo correspondente de Via Fanzine em Londres,  professor Isaac Bigio, o prefeito revelou que seu nome tem origem na palavra ‘boricua’ (natural de Porto Rico).

 

Ele explicou que revelaria as verdadeiras razões de seu nome pela primeira vez. Disse que seus pais lhe puseram o nome de um amigo capitalista. Este ajudou na viagem de sua mãe, do México até Nova York, para lhe dar à luz. Do contrário, ele teria nascido em terras astecas.

 

* Com informações de Minka News e Isaac Bigio (Londres).

 

- Imagem: Marioger/Minka News. 

 

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Produto Interno Bruto:

PIB cresce 1,4% na Zona Euro*

A economia da Zona Euro registrou no terceiro trimestre um ligeiro

abrandamento de 0,2 pontos percentuais em relação ao período homólogo.

 

O Produto Interno Bruto (PIB) da Zona Euro cresceu no terceiro trimestre do ano 1,4%, ainda assim um ligeiro abrandamento de 0,2 pontos percentuais em relação ao período homólogo, revelou hoje o Eurostat.

 

Segundo as estimativas rápidas do gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), também o PIB da média dos 27 Estados-membros cresceu 1,4%, contra 1,7% no terceiro trimestre de 2010.

 

Na comparação entre o terceiro e o segundo trimestres deste ano, os dados mostram que se mantém uma estagnação de 0,2% no PIB quer na média dos 17 países da Zona Euro, quer na UE.

 

* Informações de Exame Expresso (Portugal).

   15/11/2011

 

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Atenas:

Premiê da Grécia ganha voto de confiança no Parlamento*

O governo socialista de Papandreou venceu a moção com o apoio de todos os parlamentares de seu partido

no Parlamento de 300 assentos, mas seu período como primeiro-ministro parece estar próximo do fim.

 

 

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, ganhou um voto de confiança no Parlamento no sábado (horário local), evitando eleições antecipadas que teriam complicado o acordo de resgate ao país e inflamado a crise econômica da zona do euro [Veja mais abaixo].

 

O governo socialista de Papandreou venceu a moção com o apoio de todos os parlamentares de seu partido no Parlamento de 300 assentos, mas seu período como primeiro-ministro parece estar próximo do fim.

 

Mais cedo, Papandreou convocou a formação de um novo governo de coalizão para aprovar um acordo de resgate da zona do euro de 130 bilhões de euros, vital para que o país evite uma falência, e sinalizou que estava pronto para se retirar.

 

Papandreou disse ao Parlamento, antes da votação, que irá se reunir com o presidente grego no sábado para discutir a formação de uma coalizão de governo mais ampla que garantirá o resgate da zona do euro, acrescentando que queria discutir quem irá ficar à frente da nova administração.

 

O ministro de Finanças grego, Evangelos Venizelos, quem aparece como candidato a liderar o governo, afirmou que "a coalizão de governo a ser formada deve recuperar a credibilidade internacional do país e garantir o rápido desembolso de 30 bilhões de euros para a recapitalização dos bancos gregos."

 

Venizelos disse a parlamentares que o novo governo deverá aprovar o orçamento e o plano de ajuste fiscal revisado, assim como também completar as conversações sobre a participação do setor privado na redução da dívida grega.

 

Segundo ele, espera-se que o novo governo funcione até o fim de fevereiro do ano que vem.

 

Por outro lado, o líder conservador Antonis Samaras rejeitou o chamado de Papandreou para um governo de coalizão, exigindo eleições imediatas.

 

"O senhor Papandreou rejeitou nossa proposta. A única solução é eleição", afirmou ele, de acordo com um porta-voz de seu partido Nova Democracia.

 

* Informações de George Georgiopoulos/Reuters.

 

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   Aprovada realização de referendo ao plano de resgate

 

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Crise:

Grécia no 'fio da navalha'

O futuro do Governo de George Papandreou joga-se hoje

no Parlamento, onde será votada uma moção de confiança.

 

 

Gregos manifestam-se frente ao Parlamento e exigem reformas no sistema político.

 

Ao início da noite de quinta-feira, frente ao edifício do Parlamento grego, em Atenas, um homem só ergue e agita com a mão direita uma bandeira da União Europeia (UE). Um grupo de pessoas aproxima-se e incentiva-o. Lá dentro, continuam os debates, motivados pelo agravamento da situação política.

 

"Estive a ouvir o debate no Parlamento, sinto que a maioria do povo grego acredita na Europa e julgo que todos os políticos gregos são anti-europeus. Estou aqui a dizer que quero a Grécia na Europa, e no euro", diz Kostas, o jovem da bandeira europeia, 30 anos, programador de computadores.

 

O hemiciclo está rodeado por barreiras de proteção e no cimo da rampa permanece uma discreta força da polícia de intervenção. A noite arrefeceu, reina uma calma ilusória no centro da velha capital. A situação política na Grécia está ao rubro, respira-se um ambiente de fim de regime. Os contínuos acontecimentos na Praça Sintagma, epicentro dos protestos que ocorrem neste país há meses, denunciam esse lado desalinhado dos gregos face a um antigo status quo que pensavam preservado para sempre.

 

Mas tudo se alterou rapidamente, na Grécia, na Europa, no mundo.

 

Gregos exigem reformas

 

"Estou aqui porque penso que ainda é possível. O Presidente da República deveria forçar a demissão do governo e designar outras pessoas para fazer o que é necessário. Estes políticos não vão conseguir manter-nos nem no euro, nem na União Europeia", insiste Kostas.

 

O "cavaleiro solitário" é de novo contestado por um grupo de manifestantes mais combativos, poucas dezenas de pessoas. E instala-se uma acesa discussão. Sem violência.

 

"Precisamos de reformas e não apenas financeiras, mas políticas", reage. "É preciso dar oportunidade a outras pessoas. É verdade que a nível financeiro estamos manietados, não temos dinheiro, mas é necessário mudar o nosso sistema político", remata o jovem grego, sem garantir qualquer consenso.

 

Sentem-se traídos pela Europa

 

Na Grécia instalou-se a insegurança econômica, política, física, num país submetido a draconianas medidas de austeridade impostas pela troika internacional.

 

Muitos gregos também se sentem "traídos" pelos seus parceiros europeus, que estão a tentar "controlar" o país, a "desbaratar os recursos naturais", a "arruinar a população". Mas a maioria (mais de 60%) diz que pretende permanecer na UE, e na zona euro.

 

Ao desespero, e ao medo, juntou-se agora numa profunda crise política após o primeiro-ministro George Papandreou ter decidido convocar um referendo nacional para legitimar o segundo "plano de resgate" aprovado recentemente pelos parceiros da UE. Uma forma, dizem analistas locais, de tentar garantir o consenso político da Nova Democracia (ND, conservadores), a segunda força política do país e a tradicional alternativa de poder.

 

Parlamento vota moção de confiança

 

Mas o Parlamento grego está desde quarta-feira em sessão ininterrupta, e no final da tarde de hoje - e caso o Executivo consiga sobreviver até essa data - deverá ser votada uma decisiva moção de confiança ao governo do Partido Socialista Pan-Helénico (PASOK), no poder desde outubro de 2009.

 

Há dois anos, o PASOK obteve 44% dos votos e elegeu 160 dos 300 deputados. Mas com as sucessivas deserções internas, após dois anos de desgastante e polêmico exercício do poder, mantém apenas 150 deputados fiéis, que poderão não ser suficientes para aprovar a moção de confiança.

 

O cenário de um governo de transição, que deverá preparar eventuais eleições legislativas antecipadas no prazo de dois meses, emerge como o cenário mais provável, e quando a maioria absoluta do PASOK parece comprometida.

 

Papademos sucede a  Papandreou?

 

Para a chefia deste Executivo provisório, que poderá apenas incluir "tecnocratas", está a ser apontado Loukas Papademos, ex-vice-presidente do Banco Central Europeu, antecessor de Vítor Constâncio. Neste novo cenário político, a ND aprovaria na generalidade o novo pacote de austeridade, apesar de exigir "ajustamentos" nas discussões na especialidade.

 

A mais recente sondagem fornece aos socialistas gregos apenas 15% das intenções de voto, enquanto a Nova Democracia (ND, oposição conservadora) não vai além dos 22%.

 

O próximo Parlamento poderá incluir sete partidos, uma fragmentação inédita na vida política helénica. E quem pode tirar proveito são as formações mais à esquerda, com destaque para o Partido Comunista (KKE), com 9,5%, e a coligação da esquerda radical Syrizia, com 6%. Os ultra-conservadores da União Popular Ortodoxa (Laos) mantêm-se nos 6%. Afinal, a Grécia permanece no fio da navalha.

 

* Informações de Pedro Caldeira Rodrigues, Agência Lusa–Expresso-Aeiou (Portugal).

   04/11/2011

 

- Foto: Yannis Behrakis/Reuters.

 

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