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Milão:
Aumenta a demanda por exorcismo
Diocese de Milão cria linha telefônica
para atender demanda por exorcismo.*
A alta demanda por exorcismo fez com que a Igreja Católica
em Milão, na Itália, dobrasse o número de padres que realizam a prática
e ainda criasse uma linha de telefone para realizar o exorcismo “delivery”.
Segundo o monsenhor Angelo Mascheroni, exorcista-chefe da
diocese de Milão desde 1995, as pessoas que estiverem em apuros podem
ligar e serão atendidas sem demora, pois vão encontrar um padre na mesma
área em que estão.
Ainda de acordo com o padre, casos que de fato requerem
exorcismo são incomuns, por isso é preciso ter cautela ao acionar o
serviço. "Geralmente, os pais ligam preocupados que os filhos não estão
indo para a escola, estão usando drogas ou sendo rebeldes. Na verdade,
isto não é obra de demônio. Mas, quando se tem 18 anos, os jovens não
querem as pessoas lhes digam o que fazer".
A linha telefônica especial está recebendo entre três e
quatro chamadas diárias e o serviço deve ser estendido para outros
países.
* Informações de Yahoo! Brasil.
04/12/2012
* * *
Economia:
Espanha retorna ao clube da bancarrota*
A situação espanhola agravou-se depois de
ontem (10 de outubro), ao final da noite
(na Europa), a agência de notação
Standard & Poor's ter anunciado o corte do rating da dívida espanhola.

Antes mesmo da Standard & Poor's ter cortado a notação da
dívida espanhola para perto de "especulativa", o país reingressou,
ontem, para o 10º lugar do grupo dos de maior probabilidade de
bancarrota. Portugal regressou ao 7º lugar. A trajetória de subida do
risco e dos juros mantém-se hoje para os dois países peninsulares.
Em virtude do movimento de subida, a probabilidade de
incumprimento fechou ontem (10 de outubro) em 35,08% para Portugal e em
27,90% para Espanha, segundo dados da CMA DataVision. Esta subida
provocou o regresso de Portugal ao 7º lugar e de Espanha à 10ª posição
no "clube" dos 10 candidatos a uma bancarrota num horizonte de cinco
anos.
O mesmo sentido de subida se observa hoje na abertura
destes mercados financeiros. O risco de Espanha subiu para 28,52% e o de
Portugal para 35,62%.
O mesmo movimento de alta é observado hoje nas yields das
obrigações do Tesouro portuguêe e das obrigações espanholas, segundo
dados da Bloomberg para a abertura do mercado.
A situação espanhola agravou-se depois de ontem (10 de
outubro), ao final da noite (na Europa), a agência de notação Standard &
Poor's ter anunciado o corte do rating da dívida espanhola de BBB+ para
BBB-, apenas um nível acima da classificação como dívida especulativa
(vulgo "lixo financeiro"), e com perspectiva negativa, o que faz antever
novas descidas da notação. A razão principal, segundo a agência, é a
"hesitação do governo espanhol em concordar com um programa de
assistência formal". hesitação que "aumenta potencialmente os riscos"
para a notação espanhola.
Por outro lado, ontem, a Morgan Stanley enviou um análise
aos seus clientes referindo a eventualidade futura de um segundo pacote
de resgate a Portugal em novos moldes (diferente do primeiro baseado num
empréstimo pela troika) e em que aludia à possibilidade de novas trocas
de dívida por parte do IGCP, continuando a alterar o perfil temporal da
dívida portuguesa.
*
Informações de Jorge Nascimento Rodrigues/Espresso (Portugal).
10/10/2012, às 19h09
* * *
Economia:
Coração da moeda única é partido ao meio*
Juros dos títulos alemães continuam em
valores negativos nos prazos a dois e a três anos.
Juros dos títulos franceses a dois anos
perto de 0%. Diferencial no curto prazo alarga-se
em relação a juros de obrigações
espanholas e títulos italianos no mercado secundário.

O núcleo central da zona euro está a funcionar a duas
velocidades no mercado secundário da dívida soberana e essa
"fragmentação" do coração da moeda única é particularmente acentuada na
dívida de curto prazo.
Olhando para as quatro grandes economias da moeda única
(Alemanha, França, Itália e Espanha), a diferença é colossal nos prazos
a 2 e a 3 anos: as yields (juros) dos títulos alemães, conhecidos por
Bunds, e dos títulos franceses (BTAN) estão em valores negativos ou
próximos de 0%, enquanto para as obrigações espanholas (OE) e os títulos
do Departamento do Tesouro italiano (BTP) estão acima de 4,5% e 3,5%.
Essa divisão tão acentuada tem-se verificado nas últimas
semanas e nem mesmo as decisões da cimeira europeia de viragem política
de final de junho abrandaram o cavar deste fosso entre os quatro grandes
da moeda única.
As yields dos Bunds e dos BTAN têm atingido mínimos
históricos em valores de fecho. Hoje caminharão, de novo, para bater
esses recordes, se se mantiver a descida em curso. Os juros dos Bunds a
2 anos estão, ao final da manhã, em -0,047% (valor negativo) e no caso
do prazo a 3 anos em -0,006% (valor negativo), segundo dados da
Bloomberg. No caso dos BTAN, os juros a 2 anos estão em 0,079% e a 3
anos em 0,312%.
Os juros das OE a 2 anos estão em 4,5% e dos BTP em 3,62%,
no mesmo prazo.
*
Informações de Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt).
17/07/2012
* * *
Roma:
Polícia italiana prende suspeitos
de explosão em escola*
A polícia italiana prendeu neste domingo
dois suspeitos de terem provocado uma explosão
na parte externa de uma escola de Ensino
Médio no sul da Itália, matando
uma estudante de 16 anos e deixando
outras cinco seriamente feridas.
Cilindros de gás explodiram sábado em um colégio feminino
na cidade de Brindisi, sul da Itália, enquanto as meninas esperavam o
início das aulas. Os suspeitos foram identificados por câmeras de
segurança da escola.
Um deles é um ex-soldado com conhecimento em eletrônica, de
acordo com o jornal italiano Corriere della Sera, que cita o site local
Brindisireport. O promotor que acompanha o caso, Marco Dinapoli, já
havia dito mais cedo que a explosão poderia ter sido causada por um
único indivíduo.
"Não é impossível que toda a organização tenha sido feita
por uma pessoa que agiu sozinha", afirmou, acrescentando que essa pessoa
precisaria de treinamento com armas para manipular o mecanismo que
explodiu e acioná-lo por controle remoto. "Estamos longe de saber a
verdade", admitiu.
O juiz antimáfia Cataldo Motta afirmou no sábado que,
embora o incidente não pareça ter sido causado pelo crime organizado
local, ainda é muito cedo para descartar essa hipótese. O instituto
atacado se chama Francesca Laura Morvillo Falcone, nome de uma juíza que
foi morta há 20 anos com seu marido promotor, Giovanni Falcone. Ambos
atuavam contra a máfia.
A ministra do Interior italiana, Anna Maria Cancellieri,
que cuida da segurança doméstica do país, alertou que até o momento
investigadores "não têm elementos para acusar o crime organizado".
A estudante morta na explosão do colégio foi Melissa Bassi.
Suas amigas disseram que ela sonhava em se tornar uma estilista de moda.
Outras quatro colegas foram hospitalizadas com queimaduras, e há relatos
de melhora neste domingo.
A Itália ficou chocada com o atentado, pois reviveu as
memórias de ataques organizados por militantes políticos e pela máfia
nas décadas de 1970 e 1980.
*
Informações da Dow Jones e da Associated Press/AE.
20/05/2012
* * *
Reino Unido:
Recessão assola no primeiro trimestre
Londres Reino Unido entra em recessão no
primeiro trimestre de 2012*
A economia do Reino Unido voltou a entrar em
recessão após registrar uma queda do PIB de 0,2% no primeiro trimestre
de 2012, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Escritório
Nacional de Estatística (ONS, na sigla em inglês).
A economia britânica, que já viveu uma recessão em
2008, encolhera 0,3% no último trimestre de 2011.
Os dados divulgados hoje serão revisados nas
próximas semanas, à medida que forem apreciados todos os indicadores
econômicos.
Com relação ao último trimestre do ano passado, as
estatísticas foram revisadas para baixo, confirmando que a contração do
Produto Interno Bruto (PIB) tinha sido superior à estimada, até o número
final de 0,3%.
Após o anúncio dos dados, o Tesouro, que previa um
leve crescimento econômico para os três primeiros meses deste ano,
atribuiu a queda aos efeitos da crise na zona do euro, onde os problemas
de dívida impedem, na opinião do Reino Unido, a impulsão do crescimento.
Segundo o ONS, a contração no primeiro trimestre de
2012 se deveu ao maior descenso em três anos da atividade no setor da
construção, enquanto a indústria mostrou um crescimento plano.
As estatísticas anunciadas hoje, piores do que as
estimativas dos analistas, são uma má notícia para o Governo de coalizão
entre conservadores e liberal-democratas, que ansiava por sinais de
recuperação econômica para continuar justificando seu programa de
drásticos cortes.
Tanto o Executivo como o Banco da Inglaterra
esperavam uma alta do crescimento em 2012, o que teria evitado a
recessão, que se produz quando há dois trimestres consecutivos de
contração.
Quanto ao restante do ano, o Escritório de
Responsabilidade Orçamentária (OBR, na sigla em inglês) prevê que o PIB
do Reino Unido crescerá 0,8% no total, frente a 2% em 2013 e a 2,7% em
2014.
*
Informações da EFE Brasil.
25/04/2012
* * *
Incidente
argentino:
UE prepara um conjunto de medidas
diplomáticas contra a Argentina*
Parlamento vai
votar uma resolução e vai buscar um acordo
que protege os
outros investimentos europeus na Argentina.
A União Europeia aumenta a pressão contra a Argentina por
conta da expropriação da YPF. Nesta tarde foi debatido no Parlamento
sobre a "segurança jurídica para investimentos fora da UE." A sessão foi
dedicada exclusivamente ao caso YPF. A votação acontece na sexta-feira
em uma resolução que promete ser esmagadoramente aprovada porque os
principais grupos políticos apoiar a versão em espanhol.
O vice-Presidente da Comissão Europeia para a Indústria
Europeia, Antonio Tajani, anunciou que Bruxelas cancelou várias
reuniões, pois tiveram que manter uma delegação europeia na próxima
semana em Buenos Aires com empresários argentinos. É uma missão que
também serve para o Brasil, Uruguai e Chile, mas vai evitar pisar na
Argentina. Segundo Tajani, "o clima criado pela expropriação,
claramente,
não pode permitir que isso ocorra".
Segundo a EFE, Tajani, italiano, teria dito que está "muito
preocupado que os investimentos italianos sofram o mesmo destino YPF. O
comissário também disse em seu discurso aos deputados que a UE, afirmou
que "não exclui nenhuma opção" para defender os interesses da Repsol e
que a Comissão Europeia está a trabalhar com a equipe jurídica no
processo.
Bruxelas acredita que possa conter cláusulas de proteção ao
investimento listadas no tratado bilateral assinado em 1992 entre
Argentina e Espanha e em um quadro
acordo
de 1991, entre a UE e a Argentina.
A Comissão Europeia apoia a Espanha na disputa e, segundo
Tajani, o comissário comercial do bloco, Karel De Gucht, irá enviar uma
carta ao ministro argentino de Comércio para manifestar a sua
preocupação com o impacto negativo que a intervenção pública da
Argentina pode levar a outros setores. Europa teme que Buenos Aires
tenha planos para expropriar mais empresas mais europeias.
Alguns já estão olhando para o futuro. Os social-democratas
e os liberais do Parlamento Europeu querem que a Comissão Europeia e a
Argentina assinem um novo acordo para os investimentos europeus no país
com a segurança jurídica que os governos europeus agora reclamam a
falta.
De acordo com o Clarin, nesta manhã, esses dois grupos políticos, além do
grupo de maioria conservadora, disseram acreditar que a própria UE deve
usar as negociações para um acordo de livre comércio com o Mercosul,
buscando pressionar Buenos Aires. Embora a Comissão não possa aceitar
esta sugestão, o Parlamento Europeu pode, oportunamente, bloquear a
ratificação de um acordo de livre comércio.
Eles também querem levar a questão à OMC, ao G8 e ao G20,
relatando que a Argentina não respeita o direito internacional e o
princípio da segurança jurídica.
O "ministro" do bloco externo, Catherine Ashton, conforme
anunciou ontem, vai levar a disputa para a reunião dos Ministros
Estrangeiros em Luxemburgo, na segunda-feira, onde a diplomacia
espanhola deverá obter o apoio unânime dos outros 26 países membros da
UE.
*
Informações de Martin Idafe/Clarín (Argentina), com tradução de Pepe
Chaves.
18/04/2012
* * *
Economia:
Falha na Grécia custará um bilhão de euros*
Se falhar a negociação de troca de
títulos da dívida grega até 5ª feira, a onda de efeitos será enorme.
Problemas específicos em Espanha e
Irlanda convergem para o mesmo caldeirão.
A probabilidade de incumprimento da dívida soberana de
Portugal, Irlanda, Espanha, Itália, Bélgica e Áustria continua a
agravar-se num horizonte de cinco anos, segundo dados da CMA DataVision
para a abertura de hoje. Portugal, Irlanda e Espanha pertencem ao
"clube" dos 10 países com mais elevada probabilidade de entrarem em
default, que é liderado pela Grécia.
A agência Reuters divulgou hoje que o Institute of
International Finance (IIF), o lóbi internacional de credores privados
das dívidas soberanas, calcula que um incumprimento "desordenado" na
Grécia provocará um impacto de mais de um bilhão de euros, colocando a
Espanha e a Itália no corredor dos países da zona euro com necessidade
de assistência financeira, além da necessidade de um segundo pacote de
resgate a Portugal e a Irlanda.
O documento do IIF, intitulado "IIF Staff Note:
Confidential", e datado de 18 de fevereiro, refere, nas contas, que
Portugal e Irlanda necessitariam de mais 380 mil milhões de euros
durante cinco anos, enquanto Espanha e Itália teriam de ter uma ajuda
imediata anti-contágio de 350 mil milhões de euros. Custos adicionais de
recapitalização de bancos somariam 160 mil milhões de euros.
Apesar do IIF manter um discurso externo de que a
negociação da troca de títulos está a correr bem, e que 12 grandes
detentores de títulos gregos já estão envolvidos no acordo representando
90 mil milhões de euros de títulos (em 205 mil milhões de euros nas mãos
de privados), multiplicam-se os rumores de que o nível de adesão
"voluntária" poderá não atingir na quinta-feira a meta colocada pelo
governo grego. Segundo uma fonte anônima da troika que acompanha a
Grécia, citada pelo Financial Times Deutschland, o governo de Atenas
terá de acabar por desencadear o processo de cláusulas de ação coletiva
(CAC, obrigando todos os credores privados com dívida sob jurisdição
grega), pois a participação "voluntária" será insuficiente. O jornal
alemão alvitra que se a participação for inferior a 2/3, Atenas não
poderá ativar as CAC e todo o negócio de reestruturação de 53,5% do
valor da dívida em mãos de credores privados poderá ir por água abaixo.
É este cenário pessimista que motiva os receios secretos do IIF.
Além da incerteza sobre o desfecho da negociação da
reestruturação parcial da dívida grega, têm-se avolumado duas situações
adicionais de estresse, na Irlanda e em Espanha.
Irlanda e Espanha em foco
A Irlanda deverá realizar um referendo sobre o "compacto
orçamental" (o novo tratado assinado na semana passada por 25 membros da
União Europeia) em maio ou junho, num contexto em que a agência de
notação Moody's prevê que se torne clara a necessidade de um segundo
pacote de resgate a Dublin. As sondagens já realizadas apontam para uma
vitória do "sim".
A Irlanda já gastou 2/3 dos 67,5 mil milhões de euros do
primeiro pacote de resgate aprovado em novembro de 2010, previsto para
cobrir as necessidades de financiamento até finais de 2013. A Moody's
refere, no entanto, que a Irlanda terá dificuldades em se financiar na
totalidade nos mercados da dívida em 2013. O governo de Dublin pretende
testar a situação ainda no final deste ano, se os juros dos títulos no
mercado secundário derem indicações positivas. Neste momento, as yields
dos títulos irlandeses a 9 anos - dado que os títulos a 10 anos não têm
estado em negociação no mercado secundário desde outubro de 2011 - estão
ligeiramente abaixo do limiar crítico dos 7%, e as yields dos títulos a
5 anos situam-se ligeiramente acima de 5,1%.
Outra situação que irrompeu recentemente foi a de Espanha,
um país que tinha saído das luzes da ribalta da crise da dívida em
finais de setembro do ano passado. O novo governo de Madrid teve de
"rever" a meta do déficit orçamental para 2012 imposta por Bruxelas
subindo-a de 4,4% para 5,8% do PIB. Mesmo assim trata-se de obter uma
redução brutal do déficit, que atingiu 8,5% em 2011. Segundo o jornal El
País, a componente estrutural do déficit terá de ser cortada, este ano,
de 7% para 3,5% do PIB, ou seja para metade. O ajustamento a ser
realizado este ano somará 29,5 mil milhões de euros, com o país em
recessão (estimativa de 1% de descida do PIB) e o desemprego (22,85% da
população ativa no final de fevereiro, segundo a última Encuesta de
Población Activa, mais de 5 milhões de desempregados) nos mais altos
níveis da União Europeia.
* Informações de
Jorge Nascimento
Rodrigues (www.expresso.pt
).
06/03/2012
* * *
Atenas:
PIB grego sofre contração de 7% no último
trimestre de 2011
Em 2011, o terceiro ano de recessão
contínua, a Grécia
fechou em números vermelhos todos os
trimestres do ano.
O Produto Interno Bruto (PIB) da Grécia no último trimestre
de 2011 se contraiu 7% com relação ao mesmo período do ano anterior, e
dois pontos percentuais acima do trimestre anterior (5%), informou nesta
terça-feira em Atenas o Instituto de Estatísticas Grego (ELSTAT).
Deste modo, faltando ainda o cálculo dos dados completos de
2011 e o ajuste dos efeitos sazonais, fica claro que o país mediterrâneo
não cumprirá o objetivo previsto pela troika de manter a redução do PIB
em 5,5%.
Em 2011, o terceiro ano de recessão contínua, a Grécia
fechou em números vermelhos todos os trimestres do ano.
Especialmente duros foram os dois primeiros, -7,4% e -8%, e
após isso o Governo ficou esperançoso com a contração do PIB menor que a
esperada, 5%, no terceiro trimestre.
Nos últimos dois anos, as medidas de austeridade exigidas
pela troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário
Internacional), geraram uma estagnação da economia (que dobrou o número
de desempregados até 20,9%), uma redução dos salários (de entre 20 e 30%
até o final de 2011) e um aumento dos preços (em média de 10%).
Isso reduziu drasticamente a capacidade aquisitiva dos
gregos, causando o fechamento de mais de 60 mil negócios em 2010 e 2011.
*
Informações da EFE.
14/02/2012
* * *
Londres:
Prefeito promete
criar 'mês iberoamericano'
Boris Johnson
voltou a declamar que se sente orgulhoso por ter
nascido em um
centro de saúde portoriquenho de Nova York.
Da Redação*
Via
Fanzine
BH-10/12/2011

Em sua fala aos presentes, o prefeito
Johnson foi traduzido
simultaneamente
pelo correspondente de Via Fanzine em Londres, Isaac
Bigio.
Na Terça-feira, 06/12, foi realizado o III Encontro Anual
do Prefeito de Londres com a comunidade de línguas espanhola e
portuguesa da capital da língua inglesa.
Ali, o prefeito Boris Johnson comprometeu-se a criar um mês
“Pela herança cultural iberoamericana, lusofona e hispânica em Londres”,
após celebrar a Cúpula Latinoamericana e Caribenha, nos dias 02 e 03/12,
homenageando Londres, a cidade que mais abriga cidadãos dessas origens
no velho mundo.
Este tipo de evento mostra a força e influência que vêm
adquirindo o milhão de pessoas de descendência ibera, latinoamericana e
lusofona no Reino Unido e um reconhecimento de sua contribuição à
revolução industrial no país das futuras olimpíadas.
O evento foi realizado na Casa do Senado (Senate House)
da Universidade de Londres. Os anfitriões foram membros do Instituto de
Estudos das Américas (uma das escolas mais reputadas da Inglaterra).
Além deles, também a Aliança Iberoamericana e Lusohispana
do Reino Unido e a Minka News trabalharam arduamente para produzir um
evento que fosse, tanto de alta qualidade acadêmica, como também um laço
de união entre o alcaide da maior urbe europeia e a maior comunidade de
migrantes iberoamericanos do mundo.
Devido à alta quantidade dos convidados (que passaram de
mil) foram utilizados os dois salões maiores da Casa do Senado e 750
cadeiras, onde ocorreram duas conferências acadêmicas sobre a
importância das 21 cúpulas iberoamericanas anuais e a latino-caribenha.
O prefeito viu um ambiente totalmente lotado por pessoas
que estiveram aguardando por ele, desde às 5:30pm, até as 9:00 pm. Tanta
gente e por tanto tempo é algo que não se via nos últimos encontros
semestrais que, por lei, a prefeitura deve promover para que o público
indague o prefeito.
Entre os palestrantes estiveram alguns dos principais
acadêmicos e dirigentes comunitários luso-hispânicos de Londres.
Boris Johnson voltou a declamar que se sente orgulhoso por
ter nascido em um centro de saúde portoriquenho de Nova York. Traduzido
simultaneamente pelo correspondente de
Via
Fanzine em Londres, professor Isaac Bigio, o prefeito revelou que
seu nome tem origem na palavra ‘boricua’ (natural de Porto Rico).
Ele explicou que revelaria as verdadeiras razões de seu
nome pela primeira vez. Disse que seus pais lhe puseram o nome de um
amigo capitalista. Este ajudou na viagem de sua mãe, do México até Nova
York, para lhe dar à luz. Do contrário, ele teria nascido em terras
astecas.
* Com informações de Minka News e Isaac
Bigio (Londres).
- Imagem: Marioger/Minka News.
* * *
Produto Interno Bruto:
PIB cresce 1,4% na Zona Euro*
A economia da Zona Euro registrou no
terceiro trimestre um ligeiro
abrandamento de 0,2 pontos percentuais em
relação ao período homólogo.
O Produto Interno
Bruto (PIB) da Zona Euro cresceu no terceiro trimestre do ano 1,4%,
ainda assim um ligeiro abrandamento de 0,2 pontos percentuais em relação
ao período homólogo, revelou hoje o Eurostat.
Segundo as estimativas
rápidas do gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), também o PIB
da média dos 27 Estados-membros cresceu 1,4%, contra 1,7% no terceiro
trimestre de 2010.
Na comparação entre o
terceiro e o segundo trimestres deste ano, os dados mostram que se
mantém uma estagnação de 0,2% no PIB quer na média dos 17 países da Zona
Euro, quer na UE.
*
Informações de Exame Expresso (Portugal).
15/11/2011
* * *
Atenas:
Premiê da Grécia ganha voto de confiança
no Parlamento*
O
governo socialista de Papandreou venceu a moção com o apoio de todos os
parlamentares de seu partido
no
Parlamento de 300 assentos, mas seu período como primeiro-ministro
parece estar próximo do fim.

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, ganhou um voto de
confiança no Parlamento no sábado (horário local), evitando eleições
antecipadas que teriam complicado o acordo de resgate ao país e
inflamado a crise econômica da zona do euro [Veja mais abaixo].
O governo socialista de Papandreou venceu a moção com o apoio de todos
os parlamentares de seu partido no Parlamento de 300 assentos, mas seu
período como primeiro-ministro parece estar próximo do fim.
Mais cedo, Papandreou convocou a formação de um novo governo de coalizão
para aprovar um acordo de resgate da zona do euro de 130 bilhões de
euros, vital para que o país evite uma falência, e sinalizou que estava
pronto para se retirar.
Papandreou disse ao Parlamento, antes da votação, que irá se reunir com
o presidente grego no sábado para discutir a formação de uma coalizão de
governo mais ampla que garantirá o resgate da zona do euro,
acrescentando que queria discutir quem irá ficar à frente da nova
administração.
O ministro de Finanças grego, Evangelos Venizelos, quem aparece como
candidato a liderar o governo, afirmou que "a coalizão de governo a ser
formada deve recuperar a credibilidade internacional do país e garantir
o rápido desembolso de 30 bilhões de euros para a recapitalização dos
bancos gregos."
Venizelos disse a parlamentares que o novo governo deverá aprovar o
orçamento e o plano de ajuste fiscal revisado, assim como também
completar as conversações sobre a participação do setor privado na
redução da dívida grega.
Segundo ele, espera-se que o novo governo funcione até o fim de
fevereiro do ano que vem.
Por outro lado, o líder conservador Antonis Samaras rejeitou o chamado
de Papandreou para um governo de coalizão, exigindo eleições imediatas.
"O senhor Papandreou rejeitou nossa proposta. A única solução é
eleição", afirmou ele, de acordo com um porta-voz de seu partido Nova
Democracia.
*
Informações de George Georgiopoulos/Reuters.
- Tópicos relacionados:
Referendo ameaça
nova crise na zona do euro
Aprovada realização de referendo ao plano de resgate
* * *
Crise:
Grécia no 'fio da
navalha'
O futuro do Governo
de George Papandreou joga-se hoje
no Parlamento, onde
será votada uma moção de confiança.

Gregos
manifestam-se frente ao Parlamento e exigem reformas no sistema
político.
Ao início da noite de quinta-feira, frente ao edifício do
Parlamento grego, em Atenas, um homem só ergue e agita com a mão direita
uma bandeira da União Europeia (UE). Um grupo de pessoas aproxima-se e
incentiva-o. Lá dentro, continuam os debates, motivados pelo agravamento
da situação política.
"Estive a ouvir o debate no Parlamento, sinto que a maioria
do povo grego acredita na Europa e julgo que todos os políticos gregos
são anti-europeus. Estou aqui a dizer que quero a Grécia na Europa, e no
euro", diz Kostas, o jovem da bandeira europeia, 30 anos, programador de
computadores.
O hemiciclo está rodeado por barreiras de proteção e no
cimo da rampa permanece uma discreta força da polícia de intervenção. A
noite arrefeceu, reina uma calma ilusória no centro da velha capital. A
situação política na Grécia está ao rubro, respira-se um ambiente de fim
de regime. Os contínuos acontecimentos na Praça Sintagma, epicentro dos
protestos que ocorrem neste país há meses, denunciam esse lado
desalinhado dos gregos face a um antigo status quo que pensavam
preservado para sempre.
Mas tudo se alterou rapidamente, na Grécia, na Europa, no
mundo.
Gregos exigem reformas
"Estou aqui porque penso que ainda é possível. O Presidente
da República deveria forçar a demissão do governo e designar outras
pessoas para fazer o que é necessário. Estes políticos não vão conseguir
manter-nos nem no euro, nem na União Europeia", insiste Kostas.
O "cavaleiro solitário" é de novo contestado por um grupo
de manifestantes mais combativos, poucas dezenas de pessoas. E
instala-se uma acesa discussão. Sem violência.
"Precisamos de reformas e não apenas financeiras, mas
políticas", reage. "É preciso dar oportunidade a outras pessoas. É
verdade que a nível financeiro estamos manietados, não temos dinheiro,
mas é necessário mudar o nosso sistema político", remata o jovem grego,
sem garantir qualquer consenso.
Sentem-se traídos pela Europa
Na Grécia instalou-se a insegurança econômica, política,
física, num país submetido a draconianas medidas de austeridade impostas
pela troika internacional.
Muitos gregos também se sentem "traídos" pelos seus
parceiros europeus, que estão a tentar "controlar" o país, a "desbaratar
os recursos naturais", a "arruinar a população". Mas a maioria (mais de
60%) diz que pretende permanecer na UE, e na zona euro.
Ao desespero, e ao medo, juntou-se agora numa profunda
crise política após o primeiro-ministro George Papandreou ter decidido
convocar um referendo nacional para legitimar o segundo "plano de
resgate" aprovado recentemente pelos parceiros da UE. Uma forma, dizem
analistas locais, de tentar garantir o consenso político da Nova
Democracia (ND, conservadores), a segunda força política do país e a
tradicional alternativa de poder.
Parlamento vota moção de confiança
Mas o Parlamento grego está desde quarta-feira em sessão
ininterrupta, e no final da tarde de hoje - e caso o Executivo consiga
sobreviver até essa data - deverá ser votada uma decisiva moção de
confiança ao governo do Partido Socialista Pan-Helénico (PASOK), no
poder desde outubro de 2009.
Há dois anos, o PASOK obteve 44% dos votos e elegeu 160 dos
300 deputados. Mas com as sucessivas deserções internas, após dois anos
de desgastante e polêmico exercício do poder, mantém apenas 150
deputados fiéis, que poderão não ser suficientes para aprovar a moção de
confiança.
O cenário de um governo de transição, que deverá preparar
eventuais eleições legislativas antecipadas no prazo de dois meses,
emerge como o cenário mais provável, e quando a maioria absoluta do
PASOK parece comprometida.
Papademos sucede a Papandreou?
Para a chefia deste Executivo provisório, que poderá apenas
incluir "tecnocratas", está a ser apontado Loukas Papademos,
ex-vice-presidente do Banco Central Europeu, antecessor de Vítor
Constâncio. Neste novo cenário político, a ND aprovaria na generalidade
o novo pacote de austeridade, apesar de exigir "ajustamentos" nas
discussões na especialidade.
A mais recente sondagem fornece aos socialistas gregos
apenas 15% das intenções de voto, enquanto a Nova Democracia (ND,
oposição conservadora) não vai além dos 22%.
O próximo Parlamento poderá incluir sete partidos, uma
fragmentação inédita na vida política helénica. E quem pode tirar
proveito são as formações mais à esquerda, com destaque para o Partido
Comunista (KKE), com 9,5%, e a coligação da esquerda radical Syrizia,
com 6%. Os ultra-conservadores da União Popular Ortodoxa (Laos)
mantêm-se nos 6%. Afinal, a Grécia permanece no fio da navalha.
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Informações de Pedro Caldeira Rodrigues, Agência Lusa–Expresso-Aeiou
(Portugal).
04/11/2011
- Foto: Yannis Behrakis/Reuters.
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