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Europa
Atenas: Grécia não recebe tranche completa do resgate* Fundo Europeu de Estabilização Financeira credita apenas 4,2 bilhões da tranche que deveria entrar hoje na conta especial reservada ao pagamento da dívida grega. Até dia 18, Atenas tem de reembolsar 3,3 bilhões ao BCE.
As yields (juros) do benchmark a 10 anos, usado pela Bloomberg, que serve de referência para a avaliação da dívida grega subiu hoje, ao final da manhã, para perto de 25%. A ingovernabilidade, derivada do espectro parlamentar, e os rumores sobre a entrega ou não da tranche completa do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) estão a aumentar o nervosismo dos investidores da dívida.
A tranche de 5,2 bilhões de euros não deverá ser creditada hoje na íntegra, decidiram ontem os responsáveis do Eurogrupo. O Tesouro grego deverá receber só 4,2 bilhões, pois o FEEF estima que os restantes 1000 milhões só deverão ser necessários em junho. O Eurogrupo tomará uma decisão sobre o assunto na reunião da próxima segunda-feira, segundo a agência AFP.
Convém referir que os 4,2 mil milhões não são colocados à disposição do Tesouro grego, mas vão diretamente para uma conta especialmente reservada para o pagamento do serviço da dívida grega, como recordou, ontem, o FEEF. Os analistas políticos gregos consideram que seria um grave erro, com consequências incendiárias na crise política em curso, se o FEEF não desenbolsasse tal verba já acordada.
Incerteza catastrófica
Desde que foi criado em 12 de março deste ano que o benchmark dos juros subiu mais de cinco pontos percentuais. O referencial foi criado após o anuncio da reestruturação parcial da dívida grega a 9 de março quando os juros dos títulos gregos naquela maturidade negociavam a mais de 36,5% no mercado secundário. Os velhos títulos sairam de cena, depois da negociação realizada pelo então ministros das Finanças Evangelos Venizelos, e o benchmark passou a ser o termômetro da situação.
A crise política saída das eleições legislativas de domingo passado, com a impossibilidade de formação de um governo de coligação de maioria, a subida do SYRIZA (Coligação de Esquerda Radical) ao segundo lugar na votação e no parlamento e uma expressão eleitoral maioritária contra o plano de resgate pela troika, colocaram a Grécia no capítulo do que as agências financeiras têm chamado de "incerteza catastrófica", pedindo emprestada uma expressão do ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble.
A Grécia deverá reembolsar 450 milhões de euros em obrigações a partir de segunda-feira aos detentores de títulos que recusaram o acordo de reestruturação de março. Até dia 18 de maio terá de reembolsar 3,3 mil milhões de euros ao Banco Central Europeu.
Risco de bancarrota interna
Deste modo, o dinheiro fresco que entra destina-se, apenas, "a cobrir a dívida, e não a fazer face às despesas públicas", diz-nos Nick Malkoutzis, editor da edição inglesa do jornal Kathimerini. "Depois disso, a Grécia tem dinheiro até junho. Se não receber as verbas seguintes, arrisca uma bancarrota interna, deixando de pagar reformas e vencimentos dos funcionários públicos. O governo, além disso, já deve mais de 6 mil milhões de euros a fornecedores e a contribuintes que deveriam ser reembolsados de impostos. A situação é muito crítica", acrescenta.
Quer o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Guido Westerwelle, como o seu homólogo do Luxemburgo, Jean Asselborn, já ameaçaram os gregos que não haverá desbloqueamento de mais nenhuma parcela do segundo pacote de resgate se não houver governo "que respeite as regras estabelecidas e possa gerir as verbas". A tranche seguinte deverá ser discutida entre a troika e Atenas em junho, altura em que há toda a probabilidade do país estar em eleições antecipadas. Segundo o Crédit Suisse, as negociações de junho deveriam dar luz verde a 23 mil milhões de euros para a recapitalização dos bancos gregos e a 8 mil milhões suplementares para pagamento da dívida.
Nick Malkoutzis espera que a troika "cubra algum buraco com um empréstimo de ponte até que se saiba se haverá um governo com quem possa trabalhar, ou se o plano de resgate chegou ao fim da linha".
* Informações de Jorge Nascimento Rodrigues/Expresso (www.expresso.pt). 10/05/2012
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Portugal: BBC destaca 'renascimento do Cais do Sodré'* "Berlim, sim, Paris, claro - mas um cabaré em Lisboa? Parece que sim", refere o artigo sobre o Cais do Sodré que hoje tem grande destaque no site da BBC.
Uma foto da "Pensão Amor", do Cais do Sodré, com a legenda "o outrora bordel renasceu como um espaço de arte com um bar bordelo-chic", ilustra o artigo que tem hoje grande destaque no site da BBC .
O texto refere que situado numa zona ribeirinha, o Cais do Sodré foi durante anos uma das áreas mais manhosas da cidade, mas tudo mudou no final de 2011, quando foi recuperado e a Rua Nova do Carvalho conheceu novas cores.
O Cais do Sodré é apresentado como um bairro com uma onda boêmia, algo semelhante à do Bairro Alto, aconselhando-se a não se aparecer por lá muito antes da meia-noite, pois é só por essa hora que a animação começa a acontecer.
Publicado na seção Travel, "O renascimento do Cais do Sodré de Lisboa" resulta da de uma colaboração da BBC com a "Lonely Planet", editora de populares guias turísticos.
* Informações de Alexandre Costa/Expresso (Portugal). 24/03/2012
- Foto: Nuno Fox.
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Portugal: Agência de rating europeia prestes a ser criada* A Roland Berger já está a negociar com alguns bancos a criação da agência de rating europeia.A Roland Berger Strategy Consultants confirmou hoje que está em negociações com diversos bancos europeus para criar a primeira agência de rating europeia.
O objetivo, segundo anunciou em comunicado e como avançava já hoje o "Diário de Notícias", é alcançar os 300 milhões de euros previstos para constituir o seu capital social até ao final do primeiro trimestre, pelo que a consultora estratégica está em conversações com várias instituições financeiras da União Europeia e da Suíça com esse propósito.
"Estamos a convidar instituições financeiras de todos os grandes centros, de modo a que o road show e processo de comunicação possa ter início no próximo trimestre", explicou o senior partner da Roland Berger Strategy Consultants, Markus Krall, no comunicado.
Reforçar a credibilidade
Para este especialista, "a vantagem da ampla representação da indústria de serviços financeiros europeia, com bancos, companhias de seguros e investidores institucionais envolvidos no consórcio fundador, permitirá reforçar a credibilidade da nova instituição e diversificar a base de investidores, reduzindo a probabilidade de potenciais conflitos de interesse".
A nova agência de rating europeia irá operar com "um modelo de custo eficiente" desenvolvido e aprovado pelo setor bancário, esclarece em comunicado.
Entretanto, todo o processo de rating será transformado para garantir maior transparência, avançando ainda que será criada uma plataforma online na qual todas as agências podem publicar suas avaliações, explicou a consultora.
Nas próximas semanas a Roland Berger irá contactar os líderes das principais instituições financeiras portuguesas para uma troca de impressões por forma a avaliar o interesse das mesmas em participar na agência.
A Roland Berger Strategy Consultants, fundada em 1967 em Munique, é a maior empresa europeia de consultadoria estratégica e uma das maiores a nível mundial com 2.500 funcionários espalhados por 45 escritórios e com presença em 33 países em todo o mundo.
* Informações de Expresso/Aeiou (Portugal). 19/01/2012
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Espanha: Participação eleitoral mais baixa que em 2008 A participação eleitoral em Espanha está a ser mais baixa do que há três anos. O nível de abstenção é determinante na vitória eleitoral
A participação nas eleições legislativas espanholas está a ser mais reduzida do que há três anos e cerca das 14h00 desse domingo (20/11) apenas tinham votado 37,23% dos eleitores, menos 4 pontos percentuais que em 2008.
Os dados iniciais da participação foram divulgados no centro de acompanhamento eleitoral, instalado no Palácio dos Congressos em Madrid, onde mais de 500 jornalistas de todo o mundo acompanham o voto legislativo de hoje em Espanha.
Analistas destacam que, historicamente, o nível de abstenção é determinante na 'cor' da vitória eleitoral, sendo que quanto maior é a percentagem dos que não vão votar, maior é a vitória do Partido Popular (PP).
Os eleitores do PP são, indicam as sondagens, mais fiéis ao seu voto - até porque o partido congrega praticamente toda a direita espanhola -, enquanto os eleitores do PSOE dividem o seu voto pelos socialistas e por outras forças de esquerda, penalizando também o partido majoritário.
* Informações do Expresso-Aeiou (Portugal). 20/11/2011
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Grécia: Aprova referendo ao plano de resgate* Numa reunião de emergência do conselho de ministros grego que terminou esta madrugada, foi aprovada a realização do polêmico referendo ao plano de resgate proposto pela União Europeia na semana passada.
George Papandreou encontra-se hoje em Cannes, França, à margem da cimeira do G-20 com alguns líderes europeus.
O Governo grego aprovou a realização de um referendo sobre o plano de resgate de 130 mil milhões de euros proposto na semana passada pela União Europeia.
Durante uma reunião de emergência do conselho de ministros que durou mais de sete horas e terminou já de madrugada, o primeiro-ministro George Papandreou terá defendido que "o referendo dará uma mensagem clara dentro e fora da Grécia sobre o nosso rumo europeu e participação no euro".
Na segunda-feira o chefe do Governo grego já tinha dito que o voto "será vinculativo" e que se o povo grego disser "não" ao acordo feito com os parceiros europeus, este não será promulgado.
Papandreou reúne-se com líderes europeus
Papandreou deverá encontrar-se hoje à noite em Cannes, França, à margem da cimeira do G-20 com a diretora executiva do FMI, Christine Lagarde, o Presidente francês Nicolas Sarkozy (anfitrião de uma cimeira do G20), a chanceler alemã Angela Merkel e os presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Barroso. Sexta-feira o seu governo enfrentará um decisivo voto de confiança no parlamento grego.
Entretanto, em declarações à televisão grega o ministro do Interior disse que o referendo sobre o novo resgate à Grécia deve acontecer em dezembro.
"Existe a possibilidade de realizar o referendo em dezembro", disse o ministro grego na televisão estatal, adiantando ser necessário que os detalhes do novo acordo de resgate europeu à Grécia sejam negociados "o mais depressa possível" com os parceiros internacionais.
Balde de água fria
O anúncio de um referendo caiu como um balde de água fria nos parceiros da Zona Euro, que temem agora um quebra incontrolada dos compromissos por parte da Grécia, com consequências nefastas para outros países da UE.
Se o "não" vencer, isso poderá levar à queda da moeda europeia e à impossibilidade da Grécia pagar a sua dívida, o que deixará o sistema bancário europeu e as economias regionais em risco de uma nova crise, de acordo com opiniões publicadas na imprensa estrangeira.
Desde Bruxelas, Paris e Berlim sucederam-se os apelos insistentes a Atenas para manter o plano de aplicação do resgate europeu.
* Informações de Reuters e Lusa/Expresso-Aeiou (Portugal). 02/11/2011 - Foto: Thierry Charlier/AP.
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Espanha: Grupo separatista basco ETA anuncia fim da luta armada* O grupo separatista basco ETA, última grande guerrilha da Europa, anunciou na quinta-feira o fim de meio século de violência.
A luta do grupo Euskadi ta Askatasuna (Pátria Basca e Liberdade, no idioma basco) pela independência da sua região, dividida entre o norte da Espanha e o sul da França, já estava bastante enfraquecida nos últimos anos por causa da prisão de centenas de seus membros e da apreensão de muitas de suas armas.
"O ETA decidiu-se pelo cesse definitivo da sua atividade armada. O ETA convoca os governos espanhol e francês a abrirem um processo de diálogo direto com o objetivo de tratar da resolução do conflito", disse o grupo em comunicado difundido pelo jornal basco Gara e em um vídeo na Internet, onde três guerrilheiros mascarados aparecem lendo o texto atrás de uma mesa, e ao final erguem os punhos.
O grupo vinha sofrendo intensa pressão do seu próprio braço político e de ex-integrantes agora presos para se dissolver.
Os três militantes que aparecem no vídeo não explicaram se o ETA irá entregar suas armas, algo que o primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero, diz ser uma condição para qualquer negociação com o ETA.
O governo espanhol saudou o anúncio. "Isso foi possível graças à bravura e à força da sociedade espanhola, guiada pelo Estado de direito, que triunfa hoje como a única forma possível para que as pessoas convivam", disse Zapatero. "Nossa democracia será sem terrorismo, mas não sem memória." O ETA havia declarado em janeiro uma trégua que Zapatero disse ser insignificante se o grupo não entregasse suas armas.
O governo socialista é profundamente impopular e deve perder a eleição geral de 20 de novembro, por causa da indignação popular com a crise econômica e o desemprego. Analistas dizem que dificilmente a desarticulação do ETA será suficiente para que o PSOE (Partido Socialista) reverta essa tendência. O ETA não mata ninguém desde março de 2010, quando um policial francês foi assassinado por guerrilheiros que fugiam após cometer um roubo. O governo espanhol diz que o ETA matou 829 indivíduos desde a sua fundação, em 1959. Na segunda-feira, líderes internacionais que participavam de uma conferência no País Basco haviam feito um apelo para que o ETA abandonasse a luta armada. Mas muitos políticos e órgãos de comunicação criticaram a conferência e suas conclusões, dizendo que ela havia servido como pretexto para que o braço político dos separatistas atraísse a atenção internacional e se fortalecesse para uma eventual negociação.
O Partido Popular (centro-direita), favorito nas eleições de novembro, disse pelo Twitter que o anúncio do ETA só fará sentido se o grupo entregar suas armas.
* Jonathan Gleave, com reportagem adicional de Emma Pinedo/Reuters.
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Grécia: País seguirá na zona do euro, diz Comissão Europeia* Barroso declarou que mais mudanças podem ser necessárias nos tratados que estabeleceram a União Europeia.
A Grécia continuará a ser parte da zona do euro, que necessita de mais integração e disciplina para reforçar sua credibilidade, afirmou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, em discurso sobre o estado da União, diante do Parlamento Europeu, em Estrasburgo. "Para a zona do euro ser confiável, precisamos integrá-la de verdade", defendeu.
Barroso declarou que mais mudanças podem ser necessárias nos tratados que estabeleceram a União Europeia, a fim de fortalecer a capacidade do bloco de responder aos desafios econômicos. Ele disse ainda que a Comissão adotou hoje uma proposta para a criação de um imposto sobre transações financeiras que pode gerar mais de 55 bilhões de euros por ano. As informações são da Dow Jones.
* Hélio Barboza/Agência Estado. 28/09/2011
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Paris: Ex-juíza denuncia Sarkozy em livro Sarkozy recebeu dinheiro vivo de bilionária durante campanha, revela juíza.*
Nicolas Sarkozy
Uma saia-justa para o presidente francês, Nicolas Sarkozy. Faltando oito meses para as eleições presidenciais de 2012 na França, será lançado nesta quinta-feira o livro "Sarko m'a tuer" ("Sarko me matou"), que traz uma acusação grave contra ele.
Em um dos trechos da obra, publicado em primeira mão nesta quarta-feira nos jornais Libération e L'Express, Isabelle Prévost-Desprez, antiga juíza financeira do Tribunal de Paris, revela que a enfermeira de Liliane Bettencourt, terceira maior fortuna da França e herdeira da L'Oréal, viu Sarkozy recebendo dinheiro vivo na casa da bilionária durante sua campanha presidencial de 2007.
A testemunha tinha sido chamada para depor, no ano passado, no caso Bettencourt, que envolvia uma briga entre mãe e filha e trouxe à tona um escândalo de doações ilegais para a campanha presidencial do atual chefe de Estado francês, além de denúncias de tráfico de influência envolvendo o então ministro do Orçamento, Eric Woerth. Segundo a juíza, a enfermeira não quis fazer a declaração oficialmente no processo por medo de represália e preferiu contar o que viu à assistente da magistrada.
A juíza afirma, no livro, que este processo representava para o governo um grande risco e que, por isso, foi afastada do caso logo depois do testemunho.
Governo nega acusações contra Sarkozy
O Palácio do Eliseu já tratou de classificar as acusações de "infundadas e mentirosas". Jean-François Copé, secretário-geral do UMP, partido do presidente, afirmou que as alegações seriam uma manipulação política para prejudicar Sarkozy às vésperas das eleições de maio do ano que vem.
Uma das principais rivais de Sarkozy, a líder do Partido Socialista Martine Aubry, pediu a abertura de uma investigação. Resta saber se a Justiça vai tomar providências.
O título do livro "Sarko m'a tuer", de Gérard Davet e Fabrice Lhomme, faz alusão a uma frase que ficou famosa em um caso jurídico na França. Antes de morrer, a vítima usou seu sangue para escrever em um muro "Omar m'a tuer". A ortografia correta seria "Omar m'a tué".
* Informações de Daniela Leiras/RFI Português (Portugal). 31/08/2011
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Europa: BCE presta socorro à dívida pública BCE vai tentar acalmar os mercados comprando mais dívida pública.*
O Banco Central Europeu (BCE) anunciou neste domingo à noite que vai tentar acalmar os mercados comprando mais dívida pública de países da Zona do Euro em dificuldades no mercado secundário, onde são negociados os títulos já emitidos.
"O BCE vai aplicar ativamente o seu programa (de compra de obrigações no mercado secundário)", ressaltou em um comunicado, sem indicar a dívida de qual país planeja comprar, no momento em que os mercados esperam que intervenha nas obrigações italianas e espanholas.
A instituição monetária de Frankfurt saudou os anúncios dos governos italiano e espanhol "relativos a novas medidas e reformas nos domínios das políticas orçamentárias e estruturais".
O BCE considera necessária "uma rápida aplicação" desses programas para melhorar a competitividade das economias dos países envolvidos "e reduzir rapidamente seus déficits públicos".
O Parlamento italiano adotou no dia 15 de julho um plano de austeridade reforçado de cerca de 48 bilhões de euros para manter o país a salvo da crise da dívida. Mas após uma semana de turbulências, o chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi, anunciou na sexta-feira a aceleração das medidas previstas no projeto de orçamento para os três próximos anos, "com o objetivo de atingir o equilíbrio orçamentário em 2013, em vez de 2014".
Na quinta-feira, o BCE havia anunciado a retomada desse programa de compra de obrigações, adotado no outono de 2010 (hemisfério norte) frente às graves dificuldades da Grécia, mas em ponto morto há mais de quatro meses.
Mas as declarações de seu presidente Jean-Claude Trichet levaram a entender que a instituição estava dividida a respeito dessa decisão tinha preocupado os mercados, assim como sua recusa em dizer se as obrigações espanholas e italianas estavam incluídas nessas compras.
Segundo parte da imprensa, os representantes da Alemanha no Conselho dos Governadores, o presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, e o economista-chefe Jürgen Stark, em particular se opuseram a esta medida.
Mesmo que o BCE finalmente consiga superar suas disputas internas frente a uma ameaça de afundamento das bolsas, em razão também do rebaixamento da nota da dívida dos Estados Unidos pela Standard and Poor's, ele manteve o pedido aos chefes de Estado e de governo europeus para que "honrem seus compromissos soberanos".
Ele também pediu que o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FESF) possa rapidamente intervir no mercado secundário, como havia sido decidido em uma cúpula em Bruxelas no dia 21 de julho.
À tarde, o presidente francês Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã Angela Merkel anteciparam esse apelo, reiterando "seu compromisso para colocar em prática plenamente" as medidas do acordo sobre a Zona do Euro concluído em Bruxelas.
Eles insistiram principalmente na ampliação das possibilidades de ajuda aos países frágeis via FESF, declarando que desejavam que os parlamentares de seus dois países autorizem essas medidas "antes do final de setembro".
A França já anunciou uma sessão extraordinária de seu Parlamento de 6 a 8 de setembro.
Paris e Berlim também mostraram-se "confiantes" em relação à "análise do BCE", que será "a base adequada para as intervenções no mercado secundário", como também havia sido decidido em 21 de julho.
As autoridades do G20, que reúne as principais economias do planeta, realizaram neste domingo uma teleconferência, segundo um alto funcionário sul-coreano. Essa reunião foi antecedida à noite por uma teleconferência dos ministros das Finanças dos países do G7, envolta em grande mistério.
* Informações de Pierre Verdy/ AFP. 07/08/2011
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Berlin: Alemanha endurece na questão da Síria Alemanha pede reunião do Conselho da ONU sobre a Síria*.
A Alemanha solicitou na noite de domingo uma reunião do Conselho de Segurança para esta segunda-feira para discutir o agravamento da violência na Síria, disse um porta-voz para a missão alemã na Organização das Nações Unidas.
O pedido foi feito depois que um grupo de direitos humanos divulgou a morte de 80 pessoas na cidade de Hama, consequência da invasão de tropas governamentais no domingo para reprimir protestos. As manifestações faziam parte de uma revolta contra o presidente Bashar al-Assad que já dura cinco meses.
A Alemanha tinha um assento rotativo na presidência do Conselho de Segurança até a meia-noite de domingo, posição que será assumida em seguida pela Índia, por um período de um mês.
O porta-voz alemão Alexander Eberl disse que sua missão havia solicitado à missão da Índia o agendamento de consultas fechadas do conselho para segunda-feira, e que provavelmente ocorreriam à tarde.
Ações práticas do Conselho sobre a Síria foram paralisadas durante semanas por conta de desacordos entre os 15 países integrantes do grupo.
Países da Europa Ocidental fizeram circular o esboço de uma resolução em 8 de junho que condenaria a repressão contra os manifestantes, mas a Rússia e a China, aliadas da Síria, ameaçaram vetar a proposta.
Os membros temporários do conselho, o Brasil, a Índia, Líbano e Síria, também disseram que não apoiariam a resolução. Eles dizem temer que mesmo uma simples condenação poderia ser o primeiro passo rumo a uma intervenção militar do Ocidente na Síria, como ocorreu na Líbia em março.
Nesta segunda-feira a Alemanha pediu que Assad coloque um fim na violência contra manifestantes.
"A chanceler (Angela) Merkel condena veementemente a ação do governo sírio contra sua própria população civil", disse o porta-voz Christoph Steegmans.
"Ela pede explicitamente ao presidente Assad para suspender a violência contra seu povo imediatamente", acrescentou a jornalistas em uma coletiva de imprensa.
* Informações de Patrick Worsnip e Brian Rohan/Reuters.
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