"Em cada situação uma nova reflexão".

Bertolt Brecht

 

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FLORESTA

 

Floresta equilibra o clima

Tanto embaixo quanto em cima,

Mas quando vem a cidade,

Tudo muda, é diferente,

É fábrica, é carro, é gente,

É fumaça, é tempo quente.

Sobe a fumaça e, lá em cima,

Deixa a luz do sol passar

Para esquentar a cidade.

Só que na volta, a surpresa:

A luz quente ficou presa!

Todo mundo se abanando,

É o tal do efeito estufa.

Dióxido de carbono,

São os clorofluorcarbonos

E ainda o gás metano

Jogados na atmosfera.

São bilhões de toneladas

Natureza fica fera!

Derrete o gelo dos polos,

Aumenta a água dos mares,

O homem já pode escolher:

Ou inunda toda a terra

Ou vai tudo pelos ares.

E a gente?

Vai deixar?

 

PLIM PLIM

 

Chove, chove sem parar

Plim plim, plim plim

Chove em mim.

No telhado e no jardim

Plim plim, plim plim

Não tem fim.

Caras feias nas janelas,

Alegria nos jardins.

A tristeza nas favelas,

Muita festa pros jasmins.

Plim plim, plim plim

Chove em mim

No telhado, no jardim,

Na favela nos jasmins

Plim, plim, plim plim

Peço a Deus de coração

Que a chuva que vem do céu

Não traga tristeza não

Plim plim, plim plim

Nem pra mim

Que os homens não construam

E nem plantem nas montanhas

Pra que a chuva não precise

Levar todo o solo fértil

Que faz transbordar os rios

Nem arrastar os barracos,

Não provocar as enchentes.

Que não haja desperdício,

Se recicle todo lixo

Pra não derrubar as matas.

Que essa chuvinha gostosa

Que faz viver meu jardim,

Traga alegria pra todos

Plim plim, plim plim

E pra mim

E pra você.

E pra vocês...

 

QUEM VÊ O RIO...

 

Quem vê o rio,

Assim de longe,

Nem imagina quanta vida há dentro dele...

Plantinhas muito pequenas,

Só vendo com o microscópio.

Bichinhos que são tiquinhos

Fitoplâncton, zooplâncton,

Como dizem os cientistas

Quase sempre muito sérios...

O sol se junta às plantinhas,

À agua e ao CO2.

Vão fazer a comidinha,

Bichinhos comem plantinhas,

Os peixes comem os dois.

Tem também os passarinhos,

Que comem os peixes depois.

Como nós, todos respiram.

Algas produzem 02.

As senhoras bactérias

Se encarregam da limpeza.

Só exigem oxigênio!

Deixam o rio uma beleza!

E quem as vai ajudar?

Ora, a mata ciliar.

Porque, se a sujeira é muita,

Trabalham sem se cansar.

Dão a vida pelo rio,

Se o oxigênio se acabar.

É tudo muito certinho,

Mesmo bem equilibrado,

Mas vejam só, lá vem o homem!

E quando vem, com certeza,

É já pra fazer estrago.

Traz a rede e a tarrafa,

Joga esgoto, estraga a mata,

Agride o solo, a água e o ar.

E se acaba o oxigênio,

Para o rio é morte certa,

Desequilíbrio total.

E a consequência de tudo

Nem é preciso dizer...

É só se lembrar da história

Do pobre rio Tietê...

 

DOIS LADOS

 

O que pode ser melhor,

Mais bonito,

Mais brilhante,

Mais útil, interessante,

Inteligente, encantado,

Protetor de planta e gente,

Que faz cantar bem cedinho

Tudo quanto é passarinho?...

O que pode ser pior,

Terrível, destruidor,

De plantações, solo, bichos,

Que pode matar de fome

Tudo o que antes fez viver,

Câncer na pele, desgraça,

Tristeza por onde passa...

Atenção para o perigo!

Amigo vira inimigo

Quando a gente não respeita

Sua real natureza.

O mesmo sol que dá vida,

Que ajuda a plantinha verde

A produzir alimento

Tem o raio ultravioleta

Que destrói o que foi feito.

A Natureza, que é sábia,

E que compreende o sol,

Fez um filtro pro Planeta

Pra neutralizar a força

Do raio ultravioleta...

Mas o homem, sempre o homem,

Com seus clorofluorcarbonos,

Já fez um tremendo rombo

Nessa Camada de Ozônio!

O pior e o que dá medo

É que ninguém tem ideia

De como é, e se é possível,

Remendar esse buraco

Feito pela ignorância,

Por essa tola ganância

Que move esse bicho homem.

Esse homem que acredita

Que tudo pode fazer,

Que é separado do Todo

Que pode destruir tudo

E ainda sobreviver...

 

FALANDO DA CHUVA

 

Não queria te contar

Histórias desencantadas.

Ainda mais da Natureza,

Ainda mais da água da chuva,

Água pura, tão fresquinha,

Que faz brotar tudo lindo,

Que acalma, quanto é mansinha,

O fundo do coração.

Não queria te contar,

Mas é minha obrigação

Te dizer que nossa amiga

Não é tão amiga assim...

Não por causa dela

Não...

Não tem culpa a pobrezinha.

Pelo contrário, ela sofre

Quando traz todo o veneno.

Me contou que não aguenta

Penetrar no solo, lenta,

Lentamente envenenando

As plantações, as florestas.

Me contou que são os homens

Que fazem subir no ar

Estranhos gases, venenos,

Óxido de nitrogênio,

O dióxido de enxofre,

Que saem dos carros e usinas

Movidas a óleo e carvão.

Quando cai não tem escolha,

Com ela vem o veneno,

A acidez...

Cai nos lagos

Morrem plantas, peixes, bichos,

Os grandes e os pequeninos

E não pode fazer nada...

Me pediu que eu te contasse,

Pediu ajuda, uma luz,

Não quer destruir as coisas

Que ela ajudou a crescer.

Não quer destruir mais nada,

Ela quer ser personagem

Só de historinha encantada...

 

CRIANDO COM A NATUREZA

 

Quem é que inventou o mundo?

Se foi o Papai do Céu,

Então eu fico pensando:

Se eu sou filhinho dele,

Se ele sabe inventar coisas,

Eu sei inventar também!

Olho em volta, a Natureza

Me recebe com carinho.

Me oferece coisas lindas,

Só pede que eu não destrua

Sua arte em meu caminho.

Folhas secas e sementes,

Uma folha de papel,

Mais as cores do arco-íris,

Um punhadinho de argila

Viram arte, maravilha

Fantasia é uma trilha,

Uma nuvem, uma ilha,

Tudo pode acontecer...

Fantasia é uma trilha,

Uma nuvem, uma ilha,

Tudo pode acontecer...

LIXO LEGAL

Lixo, lixo, lixo?

O que é isso?

Lixo é coisa que não presta.

É o que eu sempre ouvi dizer,

Mas o seu lixo, com certeza,

Pode ajudar a Natureza...

Papel velho vira novo,

Lata velha um bom latão.

Economizo energia,

Florestas não vão ao chão...

E quem ama a Natureza

Isopor não vai usar

Mata a camada de ozônio

E a tartaruga do mar...

Vidro, como você sabe,

Já foi areia do rio.

Não jogue seus vidros fora.

Recícleo-os, já está na hora...

Plástico já foi petróleo,

O petróleo, uma floresta.

Pense bem, depois responda:

Lixo é coisa que não presta?!

Dê uma olhada no seu lixo

Veja o que há pra reciclar

Ajudamos o Planeta

Água, terra, fogo e ar

Ajudamos o Planeta...

Água, terra, fogo e ar...

 

VAMOS PASSEAR NO BOSQUE?

 

Vamos passear no bosque.

Lá já não tem lobo mais,

Lobo mais,

Mas ainda tem borboleta,

Alma de gato e o que mais?

O que mais?

O bosque tem muitos mistérios.

Responda se for capaz:

O que é que qualquer plantinha

Faz e a gente não faz?

Pra que é que pau tem orelha?

Por que pato não afunda?

Morcego é mesmo vampiro?

Ahhhh.....

Pra quem musgo é uma floresta?

Pra quem plantinha se enfeita?

Pra quem mostra sua flor?

Vamos passear no bosque.

Por que não tem lobo mais?

Lobo mais?

Figueira, velha senhora,

Muita história pra contar.

Será que na sua sombra

Descansou lobo guará?

Vamos passear no bosque,

Pisar bem leve, escutar...

Coração é de menino

Dentro do Bosque da Paz.

Coração Eder menino,

Dentro do Bosque da Paz...

 

RECICLANDO

 

Você joga tanta coisa fora,

Toda hora!

E nem sabe

Pra onde todo esse lixo vai.

Não se importa

Se envenena tudo!

Prefere ser cego, surdo, mudo?

Mas acontece que você bebe a água do rio,

Mas acontece que você come o peixe do mar

E que você precisa

De oxigênio pra respirar!

A decisão é sua, toda sua!

Envenenar o solo, a água, o ar,

Ou reciclar, ou reciclar!

Compactuar com esse desperdício

Chegar a esse beco sem saída:

O fim da vida.

Ou reciclar, ou reciclar!

Imitar a Natureza,

Não perder nada, transformar tudo em beleza...

Equilibrar, equilibrar!

Você é parte do Todo,

Não destrua!

A escolha é sua!

A escolha é sua!

 

NÓS E A NATUREZA

 

Já estive

Numa nuvem

Fui uma gota de chuva,

Ainda há pouco

Eu fui água de um rio,

Que ainda corre nas artérias, riachos,

Que transportam as substâncias da vida em mim.

Já fui vento forte, brisa,

E o ar que, agorinha mesmo,

Energiza bem meu corpo

Vai ser parte de uma flor...

Se uma plantinha bem verde

O chamar bem depressinha

Pra colaborar com o Sol.

Já fui terra, já fui planta

Da chacrinha do João,

Fui tanta coisa, sou tudo,

Sou um elo da cadeia que não prende,

Sou parte da Natureza...

Às vezes, fico pensando:

Se sou água, se sou terra,

Se sou fogo, se sou ar,

Se nós somos tudo isso,

O que nós todos seremos

Se isso tudo se acabar?

 

JEITO DA NATUREZA

 

Tico-tico tá de olho

Numa gorducha minhoca

Que por sua vez namora

Suculenta samambaia,

Mas tem pulgão na parada

Disputando esse petisco,

Sem perceber qual é o risco

Que a Joaninha o faz correr.

Mas bem-te-vi tá pertinho,

Vai andando de fininho, olhando pra todo lado.

Tem joaninha e tem lagarta,

Tem aranha e esperança,

Tá difícil de escolher.

A aranha, desprevenida,

Esperando sua comida,

Quer enredar em sua teia

A mosca e o marimbondo,

Que quer comer gafanhoto,

Que quer papar goiabeira

E é um tal de come-come

Pela chácara inteira...

Será que isso é coisa triste?

Bem ou mal?

É o que existe,

É o jeito da Natureza,

Deixar tudo em equilíbrio,

Manter a paz e a beleza...

Vem gavião, come cobra,

Vem a cobra come o rato,

Mata cobra, aumenta  rato,

Sem gavião aumenta cobra.

Quando o homem interfere, Natureza, depois...

Cobra...

 

ESSE BICHO...

 

Folha cai,

Chuva cai,

Cai na folha,

A terra é fofa,

Tem bichinho,

Tem minhoca,

Faz buraco, buraquinho,

Faz canal pequenininho

E nem se vê tanto bichinho...

Mas tá lá...

Nem se vê, nem se imagina,

Quem faz toda essa faxina,

Transformando todo lixo

Em comida pra plantinha.

A floresta é uma festa,

Tanta coisa diferente,

Plantinha que cura a gente,

Raiz que protege a terra

E cura bicho doente.

Mas tem gente que não presta

Atenção à Natureza

E não pensa dois minutos

Pra acabar com essa beleza.

Não pensa no ar que respira,

No solo que o alimenta,

Só a força da grana o tenta.

Mata o solo,

Suja o rio,

Rio raso, vem a enchente,

Desgraça pra muita gente!

Que Deus ilumine o homem!

Esse bicho,

Tá doente!!!

 

ESTAÇÕES BEM CERTINHAS?

 

Dizem...

Que a Primavera é a estação das flores

E só no Outono é que tem fruta pra valer.

Estações bem certinhas?

Isso é coisa pra europeu ver.

Abacate, melancia,

Ameixa, maçã, mamão

Frutas que dão no verão.

Caqui e laranja-lima,

Goiaba, maracujá

E tangerina tem no outono,

No inverno abacaxi,

Morango, laranja pera,

Tudo isso tem aqui.

Carambola ainda no Inverno,

Na Primavera melão,

Pêssego e jabuticaba,

Uva e manga de montão.

O ano todo, que legal!

Este é um país tropical.

Dizem...

Que a Primavera é a estação das flores.

Quem é que pode me dizer:

Por quê?

Estações bem certinhas?

Isso é coisa pra Europeu ver.

Na primavera, muitas flores,

Flores lindas no verão.

Flores no Outono e no Inverno,

Flor e fruta de montão.

O ano todo, que legal!

Este é um país tropical!

 

 

 

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