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Cancelamento:
Putin cancela reunião com Obama
e azeda relações com EUA*
O Kremlin também comunicou neste sábado
que Putin e o presidente recentemente
eleito na França, François Hollande,
discutiram planos de se reunir em um futuro próximo.
Um dos primeiros atos de Vladimir Putin em seu retorno à
presidência da Rússia foi cancelar um encontro com o presidente
americano, Barack Obama. Ambas as nações insistem em que o não
comparecimento de Putin em uma reunião econômica de alto nível não é uma
afronta. Mas a decisão de pular a cúpula do G-8 na próxima semana e a
tão aguardada reunião do Salão Oval com Obama pode azedar o tom das
relações nos próximos quatro anos.
Se Obama for reeleito nos Estados Unidos terá Putin como
parceiro em alguns momentos e adversário em outros até o final de seu
mandato. Caso o republicano Mitt Romney vença as eleições americanas, a
dinâmica pode ser bem diferente. Romney chamou a Rússia de "inimigo",
enquanto o presidente russo sinalizou que suspenderá qualquer nova
cooperação até que saiba quem será o novo líder dos EUA.
De qualquer modo, observadores russos dentro e fora do
governo americano preveem uma relação mais eficiente do que a de seu
predecessor, Dmitry Medvedev, e, talvez, mais limitada. Putin enfrenta
uma série de problemas em seu próprio país e não deve provocar uma briga
com os EUA, apesar da retórica acentuadamente negativa de Washington
durante sua campanha eleitoral. "Eu acho que veremos uma relação mais
transacional", disse Steven Pifer, especialista em Rússia e controle de
armas da Brookings Institution.
Neste sábado, o Kremlin informou que o presidente iraniano,
Mahmoud Ahmadinejad, parabenizou Vladimir Putin por sua vitória nas
eleições presidenciais e os dois líderes discutiram contatos futuros.
Eles "expressaram disposição mútua para continuar o desenvolvimento da
cooperação entre Rússia e Irã", relatou o governo russo.
O Kremlin também comunicou neste sábado que Putin e o
presidente recentemente eleito na França, François Hollande, discutiram
planos de se reunir em um futuro próximo. "Vladimir Putin e François
Hollande continuaram uma troca de opiniões sobre assuntos de cooperação
em um espírito construtivo e discutiram planos de contatos pessoais num
futuro próximo", informou, sem revelar datas. As informações são da
Associated Press e da Dow Jones.
*
Informações da Agência Estado (SP).
12/05/2012
* * *
Nova York:
"The Wall Street Journal" propõe expulsão
da Argentina do G20*
O jornal aprofunda ressaltando o quanto
prejudicial para a Argentina resultaria a desapropriação da YPF
da multinacional espanhola Repsol, já que
esse comportamento vai "encorajar a fuga de capital".
Os "países civilizados" do mundo deveriam expulsar a
Argentina do Grupo dos Vinte (G20, bloco que reúne os países ricos e os
principais emergentes) até que a presidente Cristina Kirchner se digne a
"comportar-se como uma chefe de Estado de verdade, e não como uma
pistoleira", publicou o "The Wall Street Journal".
Em um editorial contundente, o influente jornal financeiro
nova-iorquino sustenta que a expulsão seria a melhor forma de chamar a
sua atenção, já que "a senhora Kirchner não parece estar muito
interessada em acatar qualquer tribunal internacional".
O jornal aprofunda ressaltando o quanto prejudicial para a
Argentina resultaria a desapropriação da YPF da multinacional espanhola
Repsol, já que esse comportamento vai "encorajar a fuga de capital".
A decisão da presidente "não faz sentido para a Argentina,
levando em conta sua necessidade de capital estrangeiro para desenvolver
reservas de petróleo e de gás são muito extensas".
A senhora de Kirchner está tentando salvar sua Presidência
enquanto o modelo econômico que herdou de seu marido, o falecido Néstor
Kirchner, perde fôlego.
O jornal lembra que ao assumir o cargo em 2003, após o
fracasso da paridade entre o peso e o dólar, "Kirchner impôs controles
sobre os preços, revogou contratos, renunciou o pagamento de dívidas,
expropriou bens e afugentou os investidores estrangeiros".
Na recuperação econômica que se obteve depois, "o
crescimento partiu de uma base reduzida e foi alimentado por uma taxa de
câmbio para o peso que era artificialmente baixa e do maior
protecionismo, dirigido a gerar demanda interna".
Ao mesmo tempo, a Argentina foi beneficiária das baixas
taxas de juros ditadas pelo Federal Reserve (Fed, banco central
americano), que deram lugar a um "boom nos preços das matérias-primas
que representam grande parte do Produto Interno Bruto da Argentina".
"Agora - adverte o "Wall Street Journal" - o crash parece
inevitável; a economia desacelera e as reservas internacionais fogem".
"Ao roubar a Repsol - argumenta - a senhora de Kirchner
pretende aproveitar-se dos sentimentos nacionalistas" para apoderar-se
das provisões de petróleo e os meios para alimentar "a máquina do
clientelismo político".
No entanto, - sustenta o editorial - o que ela está fazendo
é impulsionar a fuga de capital.
*
Informações da EFE.
20/04/2012
- Tópicos associados:
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se isola com decisão de Cristina
Repsol quer
indenização de 8 bilhões de euros
Cristina Kirchner quer expropriar espanhola YPF
* * *
Espanha:
Repsol quer
indenização de 8 bilhões de euros
Repsol exigirá compensação de pelo menos
8 bilhões por expropriação da YPF.*

Antonio Brufau: 'ato absolutamente ilegítimo e injustificável'.
A Repsol prepara-se para uma batalha jurídica com a
Argentina devido à expropriação de 51% dos 57,43% que detém na sua
filial naquele país, a YPF.
Antonio Brufau presidente da Repsol, anunciou hoje (17/04)
em conferência de imprensa que apresentará queixa contra a Argentina
junto do órgão de arbitragem do Banco Mundial, o Centro Internacional
para Resolução de Disputas sobre Investimentos (ICSID, na sigla em
inglês).
Será junto do ICSID que a empresa espanhola reclamará uma
indenização para compensar o valor das ações expropriadas, sublinhou
Brufau, citado pelo “Expansión”.
A expropriação anunciada ontem é “um ato absolutamente
ilegítimo e injustificável do ponto de vista jurídico”, criticou Brufau,
que destacou o fato de o projeto de lei apresentado ao Parlamento pelo
governo de Cristina Kirchner dizer apenas respeito à YPF e não a outras
empresas argentinas do sector dos hidrocarbonetos. Além disso, referiu,
só a posição acionista da Repsol é que é nacionalizada.
Recorde-se que a presidente da Argentina declarou como
sendo de utilidade pública - e sujeita a expropriação – 51% do
patrimônio da petrolífera YPF, que a espanhola Repsol controla a 57,4%.
O restante está nas mãos do grupo argentino Petersen, da família
Eskenazi, que detém 25,46%, e de outros investidores (o capital disperso
em bolsa é de 17,09%).
Nos termos do projeto de lei ontem apresentado, os 51% da
YPF que serão nacionalizados provirão na totalidade da participação
atual de 57,43% da Repsol. Essas ações, segundo especifica o projeto de
lei, serão repartidas entre o Estado Nacional e as províncias que
integram a Organização Federal de Províncias Produtoras de
Hidrocarbonetos (OFEPHI) da seguinte forma: o governo ficará com 26,01%
do total e as províncias petrolíferas com 24,99% (o que corresponde,
respectivamente, a 51% e a 49% dos 51% que serão expropriados).
A Repsol passará assim a deter 6,43% da YPF.
O projeto de lei será votado no Congresso dentro de algumas
semanas. Será o Tribunal de Tasación (de avaliação) argentino que
decidirá quanto há a pagar pela companhia. Mas esse tribunal será
assessorado pelo próprio governo argentino, sublinha o “Expansión”.
“O governo argentino que controlar a YPF sem lançar uma OPA
sobre 100%, conforme estaria obrigado pela lei e pelos próprios
estatutos da YPF”, explicou Brufau na conferência de hoje, dizendo que
exigirá o lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição.
O presidente da empresa espanhola referiu também que o
acordo de compra da YPF em 1999 (por 20 bilhões de euros) estipulava a
avaliação de 100% do capital da YPF – no caso de o governo argentino
pretender voltar a ter o controlo – em 18.300 bilhões de dólares, pelo
que os 57,43% que estão nas mãos da Repsol valeriam 10.5 bilhões de
dólares (cerca de 8 bilhões de euros), à razão de 46,55 dólares por
título. “Vamos pedir esse dinheiro e muito mais, se puder ser”,
salientou Brufau, citado pelo “Expansión”.
Segundo realça o "Cinco Dias", o valor patrimonial dos
57,43% da Repsol na YPF era de 4.122 bilhões de euros a 31 de Dezembro
de 2011.
Apesar deste revés da nacionalização da YPF, a Repsol
assegurou que isso não afetará os seus planos de desenvolvimento, que se
mantêm inalterados, nem a política de dividendos que já foi anunciada.
*
Informações de Carla Pedro/Negócios Online (Portugal).
17/04/2012
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* * *
Havana:
Fidel Castro faz três perguntas ao Papa*
Fidel Castro disse que acompanhou toda a
vista pontifical a Cuba pela televisão.

Fidel e Bento
O pai da revolução cubana, Fidel Castro, teve uma "conversa
muito animada" nesta quarta-feira, em Havana, com o Papa Bento XVI, a
quem fez algumas perguntas, entre elas sobre o sentido das mudanças
litúrgicas nas missas, relatou o porta-voz da Santa Sé, Federico
Lombardi.
"Soube pelo próprio Papa como se desenvolveu o encontro.
Segundo Bento XVI foi uma conversa muito animada, com muitas trocas de
argumentos", disse o padre Lombardi aos jornalistas, sobre o encontro de
30 minutos entre os dois líderes, na sede da Nunciatura Apostólica.
"O diálogo foi intenso e cordial", comentou.
"Fidel queria conhecer o pensamento do Papa sobre diversos
temas", disse Lombardi, destacando que o "Comandante", ex-aluno dos
jesuítas, leva "uma existência dedicada à reflexão sobre a cultura e o
mundo de hoje".
"Ele (Castro) perguntou ao Papa, em primeiro lugar, sobre
as mudanças litúrgicas na celebração da missa, ouvindo de Bento XVI as
explicações sobre o sentido dessa renovação", segundo o padre Lombardi.
"Depois, Fidel Castro quis saber sobre o trabalho
apostólico de um Papa, sua missão e tarefa.
"Ao final, indagou sobre as dificuldades vividas pela
Igreja nos tempos de hoje". O Santo Padre mencionou a complexidade das
religiões em responder aos "desafios" da modernidade.
Disse também que as dificuldades enfrentadas pela
humanidade são causadas pela ausência de Deus. E expôs seus temas de
reflexão: as relações entre a fé e a razão, entre a liberdade e a
responsabilidade", acrescentou o porta-voz.
Fidel Castro disse que acompanhou toda a vista pontifical a
Cuba pela televisão. Os dois puseram em destaque suas idades avançadas
(Castro tem 85 anos e o Papa, 84) e Bento XVI disse a Castro: "já estou
velho, mas de qualquer forma, ainda posso cumprir com os meus deveres".
O Vaticano sabia há algum tempo do "grande desejo de Fidel
Castro de se encontrar com o Papa", acrescentou o porta-voz.
*
Informações e imagem da AFP.
28/03/2012
- Tópico associado:
A visita do papa à pátria comunista americana
* * *
Economia:
Queda drástica no crescimento do G20 em
2011
As vinte maiores economias mundiais
cresceram 2,8% no ano passado.
É quase metade dos 5% registrados em
2010.

O conjunto das vinte maiores economias mundiais (G20)
cresceu 2,8% no ano passado, segundo dados do FMI e OCDE hoje
divulgados. É uma travagem brusca no crescimento face aos 5% registrados
em 2010. Para esta desaceleração contribuiu a forte travagem em algumas
economias avançadas - como os EUA (3% para 1,7%) e Japão (4,4% para
-0,7%) - e também, ainda que de forma mais suave, na União Europeia (2%
para 1,5%). Algumas economias emergentes também ajudaram, em particular
o Brasil (7,5% para 2,7%) e a Índia (10,3% para 7,3%). A China também
perdeu ritmo no ano passado, ao crescer 9,2%, menos 1,2 pontos que em
2010.
Apenas dois países do G20 conseguiram acelerar no ano
passado: África do Sul e Arábia Saudita. Este ano, de acordo com
diversas previsões, tudo aponta para que a situação se agrave já que, na
Europa, vários países vão estar em recessão e mesmo aqueles que escapam
terão fortes travagens. A União Europeia é o principal parceiro
comercial de muitos países e a sua situação econômica vai contagiar
rapidamente as restantes economias.
* Informações de Expresso-Aeiou (Portugal).
15/03/2012
* * *
Moscou:
Afastado cenário de fraude eleitoral na
Rússia*
Oposição fala em milhares de queixas de fraudes e
falsificações, mas a Comissão Eleitoral da Rússia nega:
"Em 96 mil mesas de voto, a quantidade de infrações é
pequena, cerca de 300".

Vladimir Churov, presidente da Comissão Eleitoral, exibe
um mapa estatístico
durante o anúncio dos resultados das eleições
presidenciais na Rússia.
O presidente da Comissão Eleitoral da Rússia, Vladimir Tchurov,
considera infundadas as acusações de fraudes e falsificações em massa
durante as eleições presidenciais. "A maioria das notícias sobre as
infrações não têm fundamento, porque se trata, na realidade, de alegadas
infrações. Informação mais precisa sobre infrações será publicada no
nosso "Livro Verde", declarou o responsável.
Vladimir Tchurov frisou que não comenta diferentes boatos sobre alegadas
falsificações. "Quanto a diferentes boatos, não gostaria de comentar o
que escrevem nas paredes", acrescentou.
A oposição fala em vários milhares de queixas de fraudes e
falsificações, mas Tchurov tem números diferentes: "Em 96 mil mesas de
voto, a quantidade de infrações é pequena, cerca de 300".
Segundo dados oficiais, Vladimir Putin venceu as eleições presidenciais
à primeira volta com 63,65% depois de contados 99,8% dos votos.
Porém, em Moscovo, Putin venceu mas sem a maioria absoluta: 47,11%,
sendo o 2.º lugar ocupado pelo liberal Mikhail Prokhorov, com 20,29%. O
dirigente comunista Guennadi Ziuganov ficou em 3.º lugar, com 19,17% dos
votos.
Críticas aos observadores internacionais
Por outro lado, Vladimir Tchurov disse hoje também que alguns
observadores internacionais passaram a interessar-se não tanto pelas
eleições na Rússia mas por estruturas militares existentes no território
do país.
"De facto, o estatuto de observador internacional, para algumas
organizações, transformou-se numa recolha de informação política e, por
vezes, político-militar", afirmou o presidente da Comissão Eleitoral da
Rússia em conferência de imprensa.
Segundo Tchurov, nos últimos tempos observou-se um aumento da quantidade
das tentativas dos observadores entrar no território de quartéis,
institutos fechados, nas zonas fronteiriças.
"Os observadores sentem cada vez mais um desejo insuperável de entrar
nos quartéis dos guardas fronteiriços, centros nucleares fechados, bases
de mísseis, etc. O número de desejosos aumenta", concluiu.
Mais de 600 observadores estrangeiros acompanharam o escrutínio de
domingo.
* Informações de Expresso-Aeiou (Portugal).
- Foto: Thomas Peter/Reuters.
- Tópico relacionado:
Putin chora e celebra vitória que 'afastou
inimigos' do poder
* * *
Cairo:
Manifesto contra violência em estádio
Depois de batalha campal, manifestantes
cortam trânsito no centro do Cairo.*

Atrito de torcedores matam 74 e ferem
mais de mil pessoas no Egito.
Manifestantes interromperam nesta quinta-feira o trânsito
de veículos na Praça Tahrir do Cairo e os acessos à sede da "Egyptian
Radio and Television Union (ERTU)" em protesto pela tragédia de
quarta-feira à noite no jogo de futebol na cidade mediterrânea de Port
Said, com saldo de 74 mortos.
Um policial disse à Agência Efe que os manifestantes
impediram o acesso de carros à Tahrir, onde há centenas de pessoas
acampadas desde o 25 de janeiro pedindo a renúncia da Junta Militar que
governa o país.
Dezenas de manifestantes se concentraram ainda na Praça de
Talaat Harb, muito próxima da Tahrir, para protestarem contra o
massacre, constatou a Efe.
Por causa dos últimos acontecimentos, as autoridades
reforçaram a segurança no entorno do prédio do Ministério do Interior. O
temor é que os torcedores do clube cairota Al Ahly, um dos envolvidos na
batalha campal de ontem, e seus eternos rivais do estádio do Zamalek, o
Al-Masry, se dirijam para este local.
O selvagem confronto entre os torcedores do Al-Masry, de
Port Said, e do Al Ahly explodiu logo após o juiz dar o apito final do
jogo, que acabou com a vitória de 3 a 1 para o time da casa.
Chefe de segurança é demitido após mortes
em estádio**
O governo do Egito demitiu o chefe de
segurança da cidade de Port Said, no norte do Egito, após uma explosão
de violência em um estádio de futebol deixar 74 mortos, informou a
imprensa estatal nesta quinta-feira. O ministro do Interior, Mohammed
Ibrahim, demitiu o chefe de segurança municipal Essam Samak por causa da
violência ocorrida no fim da quarta-feira, segundos após o final da
partida entre duas equipes rivais, informou a agência Mena.
A violência foi um dos mais mortíferos
incidentes na história de futebol. Centenas de torcedores do time de
Port Said, o Al-Masri, invadiram o gramado para atacar os fãs do Al-Ahly,
do Cairo, usando também garrafas e pedras. A televisão estatal mostrou
imagens de membros da polícia antidistúrbio parados, enquanto a confusão
ocorria perto deles.
Ibrahim disse que a maioria das mortes foi
causada pelo corre-corre. Médicos, porém, disseram que algumas pessoas
foram esfaqueadas. Centenas de pessoas ficaram feridas. Segundo a
polícia, 47 pessoas foram presas por causa da violência. Um policial
estava entre os mortos. O governo suspendeu todos os jogos do campeonato
egípcio por um período indefinido.
A falta de segurança tem sido uma
preocupação dos egípcios, desde a revolução que derrubou o presidente
Hosni Mubarak, no ano passado. Há violentos protestos e confrontos
sectários, e também muitos crimes, levando muitos egípcios a acreditar
que a vida piorou desde a queda do ditador, há um ano. As mortes podem
ainda fortalecer os pedidos pelo retorno de leis duras para impor a
ordem, leis essas que eram criticadas pelos manifestantes contrários ao
regime de Mubarak. As informações são da Dow Jones.
Entenda a
selvageria***
Um verdadeiro massacre foi proporcionado estádio do Zamalek,
durante uma partida entre Al-Masrye Al Ahly. Torcedores do Al-Masry
invadiram o campo e entraram em confronto contra atletas e torcedores
adversários.
A ação matou 74 pessoas, que foram pisoteadas ou agredidas
até a morte. Mais de mil ficaram feridos, após a vitória de 3 a 1. Após
a violência, cogita-se que as partidas de futebol devem ser suspensas
por tempo indeterminados no país.
*
Informações da EFE.
**
Da Agência Estado.
***Da
Redação Via Fanzine, com agências.
* * *
Incertezas iranianas:
Pressionado, Irã ameaça fechar estreito de
Ormuz
Parece que até o momento, as grandes
agências e veículos de notícias estão se
limitando a informar a verdadeira
extensão das mobilizações internacionais em torno do Irã.
Da Redação
Via
Fanzine
BH-28/12/2011

Ahmadinejad
Um cerco silencioso parece estar sendo armado contra o
governo do Irã. Após a caçada a Hussein, Laden e Kadafi, as forças do
Ocidente (OTAN) já anunciaram que possivelmente deverão aplicar sanções
às exportações de petróleo do Irã e esse país já demonstra uma possível
retaliação ao ato.
Há quem aposte que Ahmadinejad será o
próximo a ser deposto pelas forças da coalizão internacional, ainda que
seu país não ofereça perigo a nível global já que, assim como o Iraque
de Hussein, nega que esteja desenvolvendo armas com tecnologia nuclear.
Mohammad Reza Rahimi, primeiro vice-presidente iraniano
declarou que o estreito de Ormuz, por onde passa 40% do trânsito
marítimo petrolífero mundial, será fechado, caso o Ocidente aplique
sanções às exportações petrolíferas do Irã.
De acordo com informações da agência oficial iraniana Irna
(via Lusa),
Reza Rahimi
afirmou que, “Se forem adotadas sanções contra as exportações de
petróleo iraniano, nem uma gota de petróleo passará pelo estreito de
Ormuz”. Ele também acrescentou que, “Não desejamos hostilidade nem
violência (...) mas os inimigos só abandonarão as suas conspirações
quando os colocarmos no seu lugar”.
Um cerco parece estar sendo montado em torno do Irã, com
deslocamento de frotas militares internacionais para a região, enquanto
em seu território, militares executam o que parece ser exercícios de
preparação para um confronto armado.
Parece que, até o momento, os grandes veículos e
agências
de notícias estão se limitando a informar sobre a
verdadeira extensão das mobilizações internacionais em torno do Irã.
*
Com informações das agências Lusa (Portugal) e Irna (Irã).
* * *
Líbia:
TV mostra ‘funeral’ de Kadafi
Imagens mostrando o suposto funeral de
Kadafi e outros dois corpos
foram divulgadas como sendo autênticas
pela TV Al Alaan de Dubai.
Da Redação
Via
Fanzine
BH-27/10/2011

Imagens exibidas pela tevê árabe Al
Alaan mostra pessoas em torno de três caixões postados no chão.
Clique aqui
para assistir o vídeo da TV Al Alaan
Imagens mostrando o que seriam os caixões de Kadafi, seu
filho Mutassim e seu ministro da Defesa Abu Bakr Yunis antes de seguirem
para o enterro foram exibidas pela
Al Alaan, emissora de tevê árabe.
As imagens mostram três caixões simples de
madeira, colocados no chão e contendo corpos enrolados por tecidos
brancos. Em torno deles estão pessoas que, supostamente, seriam parentes
dos mortos participando de uma espécie de funeral de despedida.
Com sede em Dubai a emissora
de tevê Al Alaan
exibiu essas imagens amadoras através da internet afirmando
se tratarem dos corpos de Kadafi, Mutassim e Yunis, antes de seguirem
para o sepultamento no deserto do Saara.
De acordo com o novo governo da Líbia, Kadafi, Mutassim e
Yunis foram enterrados em local secreto naquele extenso deserto, para se
evitar qualquer tentativa de martirizarão em torno dos seus restos
mortais.
Rendidos pelas forças
da OTAN e dissidentes internos, os três foram linchados, execrados, abusados e torturados, antes
de serem executados com perfurações de balas, conforme mostram inúmeras
imagens disponíveis na internet.
Antes de seguirem para o sepultamento, seus corpos
permaneceram – dantescamente - exibidos como troféus pelo governo
provisório patrocinado pela OTAN, durante quatro dias, exalando um forte
odor e com acesso livre aos populares que desejassem fotografá-los.
*
Com informações da TV Al Alaan, The Telegraph e agências.
- Imagens:
TV
Al Alaan-The Telegraph/reprodução.
- Colaborou: Vitório Peret (RJ).
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Sepultamento foi em
local secreto, segundo fonte militar
- Extra:
Clique aqui
para assistir o vídeo da TV Al Alaan
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