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Mais um 'louco' na CBF:
Teixeira quer convocar o Corinthians
inteiro
A
minha impressão é que a seleção brasileira está tragando o Sport Club
Corinthians
Paulista para dentro de si. Ou estarei
enganado e ocorre justamente o oposto?
Por
Enrico P. Nuñez*
De
Brasília-DF
Para
Via Fanzine
26/11/2011

Ricardão, o Cartola, finalmente tira o "coringão" debaixo das
mangas. Agora só falta chamar o Neto.
Eu tento ficar quieto no meu canto, mas alguma coisa sempre
me desassossega. Daí que me navalham aqui e eu navalho acolá! Mas, a bola - fora de campo
- da vez é a recente “convocação” do presidente do Corinthians, Andrés
Sanchez para ocupar cargo de diretoria na CBF.
Depois do técnico do "Timão", agora é a vez do presidente.
Deixo claro que nada tenho contra este ou qualquer outro presidente,
técnico ou atleta de clube que descole uma boquinha desse calibre.
Entretanto, tudo se torna um embolado de interesses que vai se tornando
um quebra-cabeça gigante, a formar uma imensa bola de neve rolando a
serra.
Por “vontades” de Ricardo Teixeira a abertura da Copa 2014
no Brasil será num campo que, atualmente, só existe no papel.
Justamente, o Itaquerão, em São Paulo, futuro campo do Corinthians,
clube este capitaneado fora das quatro linhas por seu atual
diretor,
Andrés Sanchez e quem mais batalhou para que a abertura do evento
ocorresse no até então "estádio invisível".
Depois de a CBF “convocar” o técnico corintiano Mano
Menezes, além de vários atletas do "Timão", valorizando-os, chega a hora de
valorizar o próprio presidente do clube, que tira a camisa alvinegra
para vestir a amarelinha - pelo menos, teoricamente. Agora ele vai ceder seus talentos
profissionais a essa renomada confederação esportiva que atualmente
organiza o maior evento do futebol mundial.
Sanchez deverá
exercer uma função estratégica nestas vésperas de uma Copa, o que deverá torná-lo um expressivo “relações públicas” no mundo do futebol
mundial. Quem sabe, futuramente, até convocado por Blatter para compor a
Fifa ou até mesmo, vir a substituir Teixeira, claro, caso este não tenha
parentes habilitados para substituí-lo! É, na vida tudo é negociável e
no mundo do futebol tudo é possível, tanto para as "cabeças grandes",
passando pelas declaradas "cabecinhas" e até para as
camufladas laranjas mecânicas tupiniquins.
Competência profissional à parte, a minha impressão é que a
Seleção Brasileira está tragando aos poucos, todo o Sport Club Corinthians Paulista para
dentro de si. Ou estarei redondamente enganado e ocorre é justamente o
oposto?
Vá saber e me conta...
* Argentino, profissional
liberal, cronista desportivo e antiesportivo para
Via Fanzine.
- Foto: CBF (RJ)..
* * *
Rebaixamento:
River
de lágrimas na Argentina
Rebaixamento do
River Plate leva nação alvirrubra às lagrimas.
Por
Enrico P. Nuñez*
De
Brasília-DF
Para
Via Fanzine
26/06/2011

Envergonhados, atletas deixam o
Monumental.
Nem ouro, nem prata
E quem diria que isso
um dia viria a ocorrer? No dia mais triste de sua história, o
tradicionalíssimo River Plate empatou em 1 a 1 com o Belgrano e foi
rebaixado à série B argentina, pela primeira vez em seus 110 anos de
fundação.
Foi uma partida
histórica no estádio Monumental de Núñez, na qual o River saiu na
frente, depois cedeu o empate e ainda teve um pênalti a seu favor, que
foi desperdiçado na metade da segunda etapa.
Emocionada, a torcida
chorou muito e também houve confusão com a polícia, além de quebradeira
no estádio. A tristeza foi geral, praticamente todos os atletas do River
Plate deixaram o gramado sob lágrimas.
Além da perda de um
pênalti, entre os
“crucificados” está o arqueiro Juan Carlos Olave, que falhou no gol
sofrido, qual culminou num empate, enquanto somente a vitória
interessava ao clube. O sentimento dos torcedores é de luto, mas nenhum
mal é fatal e o trabalho sério é capaz de superar as piores fases.
Rebaixamento faz
parte do futebol. E acontece nas melhores famílias. Bons exemplos nós
temos aqui no Brasil, quando clubes tradicionais do futebol nacional
também foram rebaixados à série B, causando sentimentos de tristeza
incomensuráveis aos seus simpatizantes, para depois se superar e seguir
seu destino de elite. Entre eles, está o Palmeiras, Botafogo,
Corinthians, Fluminense, Vasco, Coritiba, Bahia, Atlético-PR,
Atlético-MG, entre tantos outros.
Portanto, arriba,
alvirrubro, outras batalhas te aguardam!
* Argentino, profissional
liberal, cronista desportivo e antiesportivo para
Via Fanzine.
- Foto: Clarín
(Argentina).
* * *
Fora das quatro linhas:
Marmelada suíça para inglês ver
Se o nosso mundo é uma bola, este é o
mundo da bola! Que agora tem o prazer de convidar a todos a comer
uma docíssima marmelada suíça, com um
toque bem brasileiro, para inglês ver. E sem direito a queijo dos Alpes!
Por
Enrico P. Nuñez*
De
Brasília-DF
Para
Via Fanzine
1º/06/2011

Blatter: afoito
para devorar a docíssima marmelada suíça - sem queijo alpino!
A recondução de Joseph Blatter à presidente da Fifa
estarreceu grande parte dos desportistas de todos os continentes. Em
meio a uma série de denúncias, o suíço Joseph Blatter conseguiu impugnar
o seu único concorrente e se reeleger, mais uma vez, ao cargo máximo do
futebol mundial. Ele foi reeleito nesta quarta-feira, 1º/06, derrotando
por 174 a 17 (com 17 abstenções), a intenção de Inglaterra e Escócia em cancelar a atual eleição.
O pouco que vazou à mídia, acerca de denúncias envolvendo
propinas milionárias é somente uma pequena fatia do bolo futebolístico mundial, que desemboca na Fifa. Um esporte que cresce acentuadamente a
nível global, até mesmo em regiões onde não possui raízes ou tradições,
o futebol tem enriquecido cartolas, onde quer que seja promovido.
Entretanto, o espetáculo da bola tem perdido seu brilho,
sempre que esbarra em propostas indecorosas, denúncias absurdas, compra
de árbitros e manipulação de resultados. Até mesmo “marmelada” em final
de Copa do Mundo envolvendo o Brasil já foi aventada por muitos. À
medida que o público lota os estádios, as federações e confederações
também fortalecem seus cofres.
Apenas, com um esforço mínimo para organizar eventos e
oficializar atletas, as federações e confederações apresentam
milionárias receitas crescentes a cada temporada. Nada disso é revertido
para o futebol ou a quem pega para ver futebol. Bons exemplos são a CBF
no Brasil e a AFA na Argentina. O que estas entidades reverteram ao
público, dos milhões que perceberam nos últimos anos apenas para
organizar e oficializar certames e atletas? Sequer auxiliam nas
conservações dos estádios, mas EXIGEM que os mesmos estejam dentro dos
seus padrões estabelecidos - entre tantas outras exigências.
Muitos clubes pequenos no Brasil e também na Argentina
foram e irão à falência, ao transferirem uma considerável percentagem
de suas parcas rendas - que deveriam servir ao custeio básico dessas
entidades - às suas
respectivas federações, em troca de nada!
No Brasil, a CBF sequer possui eleições claras, onde
presidentes de clubes e outros pudessem participar e assim, exercitar a
democracia TAMBÉM no futebol brasileiro. Ao contrário, o que se vê é a
CBF promover pleitos para reeleger "infinitamente" um mesmo presidente, que vira e mexe se
envolve com denúncias graves e que não prestou o menor serviço (além
daquilo a que recebe muito bem para fazer) de relevância à comunidade
futebolística. Não há sequer um ato de desprendimento do senhor Ricardo
Teixeira ou da CBF ao público brasileiro que, trocando em miúdos, é quem
mantém a instituição, seu cargo e seu status.
A CBF não promove programas de inclusão esportiva para
menores carentes, investe zero em educação física e esportiva no país.
Não possui nenhuma política que a aproxime da sociedade brasileira, se
fecha com seus milhões e sabe Deus onde tantos recursos são gastos.
Mesmo não contribuindo com a teia estrutural do futebol, senão somente
com a organizacional, a CBF capta para si, grande parte do total de
recursos gerado por este esporte em todo o território nacional.
Os exemplos vêm de dentro para fora: tudo começa numa
modesta liga de futebol lá do interior e desemboca nos mais caros
jantares promovidos pela federação máxima do futebol internacional, na
Europa. Sendo assim, se o nosso mundo é uma bola, este é o mundo da
bola! Que agora tem o prazer de convidar a todos a comer uma docíssima
marmelada suíça, com um toque bem brasileiro, para inglês ver. E sem
direito a queijo dos Alpes! Na Fifa não tem Romeu & Julieta... Só Joseph Blatter!
* Argentino, profissional
liberal, cronista desportivo e antiesportivo para
Via Fanzine.
- Foto: EPA/Fotomontagem
VF.
* * *
Futebol, uma caixa de surpresas:
'Bola na trave não altera o placar'
Favoristismo não
garante vitória, o que todos querem é o velho e bom gol.
Por
Enrico P. Nuñez*
De
Brasília-DF
Para
Via Fanzine
25/05/2011

Todos querem ver gol.
A rodada inicial do Campeonato Brasileiro de 2011 serviu
para mostrar o quanto o futebol é imprevisível. Atendo somente nos
clubes de Minas, vimos o favorito Cruzeiro ser derrotado pelo Figuerense,
que retornava à elite. Por outro lado o Atlético goleou o seu xará do
Paraná por 3 a 0 e o América venceu por 2 a 1, de virada o Bahia, que
também retorna à elite.
No caso do Cruzeiro (16º colocado na 1ª rodada) mesmo tendo
uma equipe infinitamente superior ao Figueirense em termos técnicos,
acabou produzindo um gol contra (o que o Figueirense não fez) e foi
derrotado por si mesmo. Já o Atlético (2º colocado na 1ª rodada),
teoricamente desacreditado pela perda do campeonato mineiro para o
Cruzeiro, surpreendeu ao aplicar três gols e não sofrer nenhum. Por sua
vez, o América também surpreendeu ao sair derrotado e dar a volta por
cima.
Realmente os mineiros do Skank tem razão quando afirma que
“bola na trave não altera o placar”. O que vale mesmo é o velho e
aliviante gol!
Andrés Sanchez não cabe em si mesmo
O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez segue
protagonizando uma triste gestão como presidente de um dos mais
expressivos clubes do mundo. Após afirmar que a Globo era “Gangster”,
ele ainda acusou agressivamente o presidente do São Paulo, Juvenal
Juvêncio, de ter vazado o vídeo que o mostra falando a besteira. Ele
agiu como se outra pessoa fosse responsável pelo o que ele fala
publicamente, mostrando total despreparo no quesito “relações públicas”.
Como se não bastasse, teve que engolir o que falou, ao
afirmar com antecedência que ontem (terça, 24/05),
seriam iniciadas as obras do famigerado Itaquerão (o sonhado estádio
corinthiano para abertura da Copa de 2014). Em nota, Sanchez afirmou que
as obras foram adiadas, extravasando o já extravasado programa para a
construção do estádio. Mas isso não há de ser nada para quem se diz
amigo de “gangsters”...
Maradona e os estimulantes
Diego Armando Maradona, atual técnico do Al Wasl (Emirados
Árabes), se envolveu uma nova polêmica. O ex-jogador disse recentemente,
durante entrevista ao programa "El show del fútbol", da emissora América
TV, que a seleção argentina atuou sob efeito de estimulantes durante
jogo das Eliminatórias da Copa do Mundo de 1994.
O caso, segundo o ex-jogador, ocorreu na repescagem, que
valia a última vaga no Mundial dos Estados Unidos. Depois de ser goleado
pela Colômbia por 5 a 0 no Monumental de Nuñez, a Argentina foi obrigada
a enfrentar a Austrália, vencedora do grupo da Oceania, em jogos de ida
e volta. Segundo Maradona, os jogadores argentinos teriam tomado um café
com estimulantes proibidos. A irregularidade não foi descoberta por não
terem sido realizados exames antidoping na época. El Pibe garantiu que o
presidente da Associação Argentina de Futebol, Julio Grondona, tinha
conhecimento do fato. No confronto, os argentinos garantiram a vaga no
Mundial de 94 ao empatar com os australianos em 1 a 1 em Sidney e vencer
por 1 a 0 em Buenos Aires.
Em 2008, em outra polêmica, El Pibe disse que um massagista
argentino havia dado água com tranquilizante ao lateral brasileiro
Branco durante a partida entre os dois países pelas oitavas de final da
Copa do Mundo de 90. Essas informações são da Sport TV.
* Argentino, profissional
liberal, cronista desportivo e antiesportivo para
Via Fanzine.
- Foto: divulgação.
* * *
'Gosto de levar
vantagem em tudo, certo?'
Ricardo Teixeira e a ‘Lei de Gérson’
Dirigente do futebol inglês acusa o presidente da
CBF, Ricardo Teixeira,
de tentar corrompê-lo em troca de voto
para sede da Copa do Mundo.
Por
Enrico P. Nuñez*
De
Brasília-DF
Para
Via Fanzine
11/05/2011

Ricardo Teixeira, o
verdadeiro Rei do futebol brasileiro,
nega
que tenha 'pisado na bola' com discípulo da Rainha.
O
que vou ganhar com isso?
Eu sou argentino e tenho orgulho disso. Mas assim como o
Fininho e outros meus patrícios, me encontrei foi cá no Brasil. Mas isso não
significa que por amar esse país, tenho que aceitar e me conter de
criticar situações esdrúxulas protagonizadas por alguns brasileiros de
vida pública.
É o caso do Ricardo Teixeira, presidente da Confederação
Brasileira de Futebol (CBF),
que reina como uma espécie de versão masculina da Rainha
Elizabeth II no futebol brasileiro. Muitos dizem que Pelé é o Rei do futebol, mas tenho
minhas dúvidas (e olhe que não sou da igreja maradonista).
Tão eterno na presidência da entidade quanto o meu amor ao Brasil e à Argentina, este
notável cartola, apadrinhado no cargo máximo por um sogro renomado e quase perpétuo no
mundo do futebol (ou no futebol do mundo), por décadas, detém as rédeas da
bola brasileira junto à Fifa.
Duro nas quedas - assim como a rainha britânica -, nessa última semana, Teixeira se tornou notícia em todo o
mundo. Não porque sua federação tem superado as expectativas da
Fifa nos trabalhos de
produção da Copa 2014 no Brasil, tampouco, porque promoveu alguma ação beneficente
a nível global.
Ricardo Teixeira foi acusado
(junto com outros três dirigentes da Fifa)
pelo ex-presidente da
federação inglesa de futebol, David Triesman, de pedir propina em troca de
seu apoio à candidatura da Inglaterra
para sediar a Copa do Mundo de 2018, antes de a Rússia ser a eleita
sede.
David Triesman afirma que o brasileiro teria dito o
seguinte,
"Venha e me diga o que você tem [a oferecer] para mim". O inglês disse
que não "embarcou" no pedido de Teixeira. A Inglaterra foi derrotada em sua
pretensão de
sediar o evento, pois a Rússia levou a Copa de 2018.
Nega
e processa súdito da Rainha
Por sua vez, Ricardo Teixeira negou as acusações e afirmou
que processará o inglês. Em nota, o cartola-mor do país do futebol, afirma nem ter
se reunido com Triesman e que sempre deixou claro que votaria na
candidatura de Portugal/Espanha, e não na dos inventores do futebol.
Porém, se proceder a denúncia de Triesman, fica evidente que Teixeira teria
tentado adotar
a chamada “Lei de Gérson” - conhecida por estabelecer que o sujeito tire
vantagem em tudo o que puder. A frase “o que você tem a oferecer pra mim” ou “o que
você pode fazer por mim” se tornou um jargão político já "naturalizado" no país.
Aliás, deve ser essa uma das frases mais desgastadas por políticos de
todas as esferas nesse
país.
A mentalidade de alguém – seja quem for – que se senta
atrás de uma cadeira administrativa no Brasil, parece ser mesmo de tirar
vantagem a mais em tudo o que puder. Além, é claro, de um gordo
salário
(tão gordo, que todos engordam rapidamente)
para ocupar o posto.
Vale lembrar que esta não é a primeira vez que o presidente da CBF tem
seu nome envolvido em escândalo de corrupção no futebol. Além disso, há
também boatos que correm o mundo e falam de uma final de Copa que
supostamente
teria sido entregue pelo Brasil ao seu adversário, em troca
de sediar o mundial de 2014. Mas estas, são outras histórias,
"bilionárias"...
Quem se lembra da Lei de Gérson?
Como sou nascido na década de 50,
esclareço aos mais jovens que, Gérson
foi o legendário ponta esquerda brasileiro tricampeão mundial no México pela
Seleção Brasileira em 1970, que defendeu o Fluminense e depois o São
Paulo, entre outros. O "Canhotinha de Ouro" ficou famoso por sempre "levar vantagem
em tudo", seja dentro ou fora de campo.
Uma frase sua ficou estigmatizada pela publicidade brasileira da
década de 1970, quando o jogador (fumante declarado) protagonizou anúncio de
uma companhia de cigarros, na qual afirmava, "Gosto de levar vantagem em
tudo, certo?".
A partir daí, a situação de levar vantagem
em tudo passou a ser reconhecida nacionalmente como a "Lei de Gérson"
e tratada como típica do povo brasileiro. Tornou-se algo quase cultural,
ainda que completamente despido de ética. E, daí o fato de muita gente
não ter estranhado a denúncia contra Teixeira e entendê-la como "quase"
natural - evidentemente, caso tenha mesmo ocorrido tal assédio, conforme
acusou o discípulo da verdadeira Elizabeth II.
Lembrando que, tragar fumaça e bater bola já foram coisas
bastante associadas, não faz muitos anos. Nas duas últimas décadas, no
Brasil, o cigarro foi desassociado do esporte. Não sem antes a droga estampar
anúncios em capas de publicações esportivas, quando era moda associar as
tragadas cancerígenas ao futebol e esportes radicais.
* Argentino, profissional
liberal, cronista desportivo e antiesportivo para
Via Fanzine.
- Foto: divulgação.
* * *
Copa
2014:
O
discutido estádio imaginário
Na retórica da brasa e
a sardinha: enquanto discutem onde será
a abertura da Copa, o
tempo passa e as decisões continuam no papel.
Por
Enrico P. Nuñez*
De
Brasília-DF
Para
Via Fanzine
07/05/2011

A bola que rola fora do
campo sempre bate na minha trave. E numa dessas, eu vejo a paulistada
forçando a barra pra fazer a abertura da Copa num campo que nem existe.
Isso é o que eu chamo de “contar com a bola dentro da galinha dos ovos
de ouro”.
O projeto é muito
bonito [veja acima], mas está somente no papel. E fazer
planos com o que não existe é muito arriscado, gente! Esperamos que a
mania de grandiosidade de alguns não venha fazer mais politicagem (do
que a que já existe) neste evento do futebol mundial aqui no Brasil.
Cada vez que o tempo
passa, este assunto de estádio do Corinthians para a abertura da Copa
vai parecendo mais uma piada de mau gosto. Percebam isso. Cada vez mais,
transparece a impressão de uma diretoria incapaz de conquistar títulos e
agora busca se projetar no campo, digamos... Arquitetônico!
Mas se der tudo errado
essa Copa de 2014 -- o que parece ser o mais evidente -–, certo é que
seus promotores e parceiros vão ter que ouvir o nosso ilustre senador
Álvaro Dias reafirmar, “assim não pode, assim dá”.
Sufrágio brasileiro
na Libertadores
Já que as navalhadas
voltaram, é impossível não comentar a chuva brasileira na Libertadores.
E quando já tinha gente falando em final tupiniquim em 2011, eis que
isso se torna impossível! Somente o Santos segue na competição, após as
vergonhosas eliminações de Internacional, Grêmio, Cruzeiro e Fluminense.
E curioso é que foi
tudo numa noite só. Com a exceção dos gaúchos, foi uma noite para
torcedores adversários tirar a “mó onda”. Será que pesou o psicológico?
Com exceção do Grêmio, todos os demais clubes jogavam com vantagens. Mas
isso não foi o suficiente na hora do “vamo vê”. Que sirva de
experiência.
Fui sentir o frio de Buenos Aires, mas já
voltei para a poluição do Eixão! Agora "guenta"!
* Argentino, profissional
liberal, cronista desportivo e antiesportivo para
Via Fanzine.
- Foto: divulgação.
Clique aqui para ler
crônicas do arquivo
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