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Lisboa:
Mário Soares é vítima de encefalite*
O ex-presidente da República portuguesa
esteve internado aos
Cuidados Intensivos do Hospital da Luz
até quinta-feira.

Mário Soares
O vírus da gripe que afetava Mário Soares teria origem da
infecção aguda no cérebro. Quando foi internado no sábado, o fundador do
PS já apresentava "um estado confuso", que levou os médicos a suspeitar
de que estavam perante um quadro clínico mais complicado.
A situação do antigo Presidente da República foi
considerada "complicada", mas não teria justificado o internamento nos
Cuidados Intensivos. Mário Soares teria ficado nos Cuidados Intermédios
não fossem os seus 88 anos e por ser um ex-Presidente e necessitar de
isolamento.
A família impôs que os comunicados sobre o seu estado de
saúde fossem lacônicos.
Mário Soares deverá ter alta na próxima semana, segundo uma
informação do hospital divulgada ontem.
*
Informações de Vera Lúcia Arreigoso, com João Garcia e Ricardo
Costa/Expresso (Portugal).
19/01/2013
- Foto: Jorge Simão.
* * *
Imposto aquático:
Portugal discute
privatização das águas
Paulo Morais
defende referendo sobre privatização das águas*

Vice-presidente da Associação
Transparência e Integridade diz que a eventual privatização do setor das
águas
conduzirá a entrega de um bem público aos
"empreiteiros do regime". Paulo Morais sublinha que um referendo
realizado
na Itália 'chumbou' a pretensão do
Governo de Sílvio Berlusconi de privatizar a gestão da água.
O vice-presidente da Associação Transparência e
Integridade, Paulo Morais, defende a necessidade de realização de um
referendo nacional caso avance a privatização do setor das águas, por se
tratar de um bem público.
"Se houver, da parte deste Governo ou do que esteja em
função, vontade, como parece que vem aí, de privatizar a água, pela
minha parte, e outras pessoas, tudo faremos para que isso se evite. Se
necessário for, promovendo um referendo nacional nesse sentido", afirmou
à agência Lusa Paulo Morais.
Acrescentou que "nenhum programa eleitoral" sufragado nas
últimas eleições legislativas previa a privatização das águas "como um
todo" e por isso, "se essa for a opção do Governo e da Assembleia da
República", a população "terá de ser chamada a pronunciar-se".
"Que ninguém tenha a veleidade de querer, a pretexto de uma
crise financeira, privatizar um bem público. Se houver essa vontade
política, que a população se levante e exprima a sua vontade", disse.
Sublinhou, a propósito, o referendo realizado na Itália que
"chumbou" a pretensão do Governo liderado por Sílvio Berlusconi de
privatizar a gestão da água.
Entrega do negócio "aos empreiteiros do regime"
"A água não é um bem privado, é um bem público que pertence
a todos. A sua distribuição tem naturalmente custos e por isso deve ser
onerada aos utentes, mas o bem, enquanto tal, é público", reforçou.
Paulo Morais falava à margem de uma conferência realizada
esta terça-feira à noite, em Viana do Castelo, sobre o futuro da
distribuição de água, organizada pela Associação Portuguesa do Direito
do Consumo.
Afirmou ainda que a eventual privatização da distribuição
de água, por ser uma tarefa atualmente a cargo dos municípios,
"conduzirá" à entrega do negócio aos "empreiteiros do regime" de cada
Câmara.
A concretizar-se, assegura Paulo Morais, essa privatização
vai representar "rendas elevadas para as concessionárias, durante muitos
anos" e "prejuízos para o erário público", além de colocar as entidades
públicas "em permanente chantagem".
Empresa com resultados positivos
"Porque em situação de ruptura será sempre o dinheiro
público a responder ao risco sistêmico", sustentou, acrescentando que
esse negócio vai "aumentar a promiscuidade entre promotores
imobiliários, empreiteiros, políticos e prefeitos" "Sempre no prejuízo
do erário público ou dos utentes", rematou.
Durante esta conferência, em que participou também o
presidente da Associação Portuguesa do Direito do Consumo, Mário Frota,
foram revelados alguns números sobre a atividade da Águas de Portugal,
empresa pública que serve oito milhões de clientes e que no exercício de
2011 registrou um resultado líquido positivo de 89,6 milhões de euros.
Além disso, conta com um volume de negócios de 834,2
milhões de euros mas soma uma dívida à banca que ronda os 3000 milhões
de euros, para um passivo total de 6500 milhões e ativos que rondam os
7500 milhões.
Até 2009, a empresa já tinha investido na rede 7027 milhões
de euros, financiados pelo Estado, fundos comunitários e banca, mas
ainda prevê a necessidade de 2.500 milhões de euros novos investimentos.
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Informações de Lucília Monteiro/Visão, Via Expresso (Portugal).
19/12/2012
* * *
Imigração:
Triplica o número de brasileiros em
Portugal
Em 10 anos, número de imigrantes
brasileiros em Portugal triplica.*
Os brasileiros já são a comunidade imigrante mais numerosa
em Portugal, ao crescer em uma década de 31.869 em 2001 para 109.787 em
2011, informou nesta terça-feira (20) o Instituto Nacional de
Estatística (INE) português, informa o Terra.
Os residentes brasileiros em Portugal, que representam
cerca de 25% dos estrangeiros no país, superaram na última década a
comunidade procedente de Cabo verde, atualmente de quase 40 mil, e de
Angola (cerca de 27 mil).
Entre os outros países, sobressai o crescimento dos
imigrantes ucranianos (triplicaram em uma década para 33 mil), romenos
(passaram de 2.600 para 24 mil) e britânicos, que duplicaram para 15
mil.
De acordo com o site, em relatório, o INE revelou que a
população total de Portugal em 2011 era de 10,5 milhões pessoas, cerca
de 100 mil menos que em 2010.
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Informações de Terra/Bahia Notícias.
20/11/2012
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Economia:
Portugal é obrigado a devolver 88,9
milhões a Bruxelas*
Comissão Europeia critica falhas no
controle da distribuição das ajudas europeias,
mas reduz penalização inicial de 121
milhões.
Portugal vai ter que devolver a Bruxelas quase 89 milhões
de euros de dinheiro destinado à agricultura devido a uma série de
falhas e erros graves no controlo nacional do pagamento das chamadas
ajudas diretas, em 2007 e 2008.
A decisão será formalizada esta sexta-feira pela Comissão
Europeia e representa o fim de um processo que decorreu, sobretudo
durante os governos de José Sócrates, quando a pasta da agricultura
estava sob a tutela de Jaime Silva e depois de António Serrano, mas
cujos efeitos orçamentais se começarão a sentir este ano.
Inicialmente Bruxelas tencionava impor uma multa de 121
milhões de euros, tal como o Expresso noticiou em Fevereiro de 2011, mas
na sequência das diligências levadas a cabo pelo governo português,
sobretudo durante o breve mandato do último ministro socialista, a
Comissão aceitou rever este valor em baixa e fixá-lo em 88.901.560,00
euros.
O dinheiro das ajudas diretas é pago aos agricultores pelo
governo dos Estados-Membros no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC) e
posteriormente reembolsado por Bruxelas. É dinheiro que não envolve
comparticipação do orçamento nacional e que é atribuído em função da
área das propriedades e não da sua produção. A verba correspondente a
esta "correção", a expressão utilizada pelo executivo comunitário, será
deduzida das próximas transferências comunitárias para os cofres
nacionais.
O principal problema detectado pelos controles levados a
cabo pela Comissão sobre a forma como funciona o sistema de controlo
português foi o de as superfícies declaradas por Portugal como elegíveis
para receberem este dinheiro serem frequentemente exageradas. Isto
porque o sistema nacional recorre a imagens aéreas antigas e o controlo
no terreno foi feito com atrasos e de forma incompleta.
Muitas vezes os dados dos posteriores controles in loco
foram integrados no sistema com dois anos de atraso e foram detectados
casos em que caminhos, vedações e zonas de arbustos foram contabilizadas
como superfície agrícola susceptível de usufruir deste dinheiro.
Frequentemente foram efetuados pagamentos aos agricultores antes de os
controles estarem concluídos.
Estas irregularidades começaram a verificar-se com
particular acuidade a partir de 2005 e 2006, anos em que a Comissão
impôs a Portugal "correções" correspondentes a 5% das ajudas diretas (em
relação a 2006 a penalização ascendeu aos 45 milhões de euros).
O fato de, aos olhos da Comissão, Portugal não ter agido de
forma suficientemente eficaz para resolver o problema e o caráter
recorrente de algumas falhas constituiu uma circunstância agravantes,
que levou à duplicação da referida multa, para 10% do total das ajudas
diretas dos anos em causa (61,4 milhões de euros em 2007 e 59,5 milhões
em 2008, perfazendo um total superior 121 milhões de euros).
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Informações de Daniel do Rosário / Expresso (Portugal).
07/09/2012
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Lisboa:
Milhares protestam contra austeridade*
Chamando à
mobilização "contra a exploração e o empobrecimento",
a CGTP se opõe em
particular à reforma do código trabalhista
adotada em maio
pelo Parlamento.
Milhares de pessoas protestaram neste sábado nas ruas de
Lisboa, convocadas pela CGTP, principal confederação sindical
portuguesa, para protestar contra a política de austeridade do governo
de centro-direita e imposta pela UE e pelo FMI.
Os sindicatos esperavam uma participação mais importante
que a da manifestação de sábado passado em Porto, a grande cidade do
norte do país que reuniu cerca de 30.000 pessoas.
"Se o governo continuar por essa via, Portugal vai
afundar", afirmou à AFP João Cruz, operário ferroviário de 43 anos que
este ano perdeu dois meses de seu salário de 1.000 euros devido às
medidas de retificação orçamentária.
"Esta crise na Europa apenas favorece a Alemanha, enquanto
países como o nosso são abandonados à sua sorte", indignou-se Susana
Leal, uma trabalhadora têxtil que chegou do interior do país.
Chamando à mobilização "contra a exploração e o
empobrecimento", a CGTP se opõe em particular à reforma do código
trabalhista adotada em maio pelo Parlamento, que facilita a demissão dos
trabalhadores, reduz garantias quanto aos honorários e suprime férias e
feriados.
A reforma está contida no plano de rigor e de reformas
exigido a Portugal pela União Europeia e pelo Fundo Monetário
Internacional, em troca de um empréstimo de 78 bilhões de euros fechado
em maio de 2011.
Esta reforma foi aprovada pela UGT, a segunda maior central
sindical do país, criada em 1978 por militantes socialistas, provocando
a divisão do movimento sindical português.
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Informações da AFP.
16/06/2012
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Aeroportos:
Greve cancela e
atrasa dezenas de voos
Mais de 20 voos
cancelados e 100 atrasados devido a greve da NAV.*
Pelo menos 21 voos de e para aeroportos portugueses foram
cancelados e mais de 100 sofreram atrasos devido à greve de hoje dos
trabalhadores do sector da aviação e aeroportos, indica o site da ANA -
Aeroportos de Portugal.
A greve afetou sobretudo os voos do aeroporto da Portela,
em Lisboa, sendo que, até às 7h50, tinham sido cancelados 10 voos de
partida, sete dos quais da TAP, e 11 de chegada, sendo que quatro eram
TAP e cinco da easyJet.
Mesmo nos voos mantidos, os atrasos foram uma constante,
sendo que àquela hora registravam-se problemas em 40 voos de partida (24
de Lisboa, 10 do Porto e 6 de Faro) e em 66 voos de chegada (50 a
Lisboa, 10 ao Porto e 6 ao Algarve).
A paralisação abrange todos os estabelecimentos da NAV
Portugal, o grupo ANA, a ANAM - Aeroporto da Madeira, a Portway, o grupo
TAP, as lojas francas, a UCS - Cuidados Integrados de Saúde, a PGA, a
Megassis (empresa de engenharia informática do grupo TAP), a SATA
Açores, a SATA Internacional e a SATA
Gestão de Aeródromos.
Groundforce de fora
Os trabalhadores da empresa de assistência em terra (handling)
Groundforce não foram abrangidos pelo pré-aviso de greve, porque os
sindicatos e a empresa assinaram um acordo sobre o Acordo de Empresa,
que está a ser cumprido.
Os trabalhadores da NAV - empresa responsável pela gestão
do espaço aéreo português - estão parados hoje, entre as 7h e as 9h e as
14h e as 16h.
O SITAVA avançou para a greve "contra o não cumprimento dos
Acordos de Empresa e o esbulho dos rendimentos, designadamente os
subsídios de férias e de Natal, o trabalho suplementar, as anuidades/
diuturnidades".
O sindicato contesta as privatizações da TAP e da ANA,
afirmando que, caso sejam concretizadas, terão como consequência "a
perda direta de receitas para os cofres do Estado e o risco de extinção
de centenas ou mesmo milhares de postos de trabalho".
Os pilotos da SATA Air Açores desconvocaram quarta-feira o
segundo período de greve, entre 17 e 20 de maio, e os da SATA
Internacional desconvocaram o terceiro e último período de protesto, de
18 a 20 de maio.
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Informações de Expresso (Portugal)
17/05/2012
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Ilha da Madeira:
GNR interroga servidor do secretariado
regional
Ex-chefe de gabinete de secretário
regional do Equipamento interrogado no Funchal.*
Continuam a ser ouvidos na GNR, a pedido
do Departamento Central de Investigação Penal, pressumíveis
envolvidos no caso da omissão
dívida da Madeira. Neste momento, é interrogado Ricardo Reis,
ex-chefe de gabinete do ex-secretário
regional do Equipamento Social.
Uma notícia de última hora do "Diário de Notícias da
Madeira" dá conta que Ricardo Reis, antigo chefe de gabinete do
ex-secretário regional do Equipamento Social Luís Santos Costa, se
encontra desde as 13h (horário local) nas instalações do comando
regional da GNR (Polícia Federal portuguesa).
Os antigos e atuais quadros do Governo Regional da Madeira
estão a ser ouvidos no edifício do Comando territorial da GNR por dois
procuradores do Departamento Central de Investigação Penal de Lisboa (DIAP)
que, para o efeito, se deslocaram propositadamente ao Funchal,
prosseguindo as investigações sobre a omissão da dívida do arquipélago.
Esta manhã, já depois das 11h, foi interrogado o
ex-responsável pelos fundos estruturais na Madeira e atual diretor
regional de Estatística, Carlos Estudante.
Segundo o "Diário de Notícias da Madeira" Carlos Estudante
é um dos pilares desta investigação estará relacionada justamente com
eventuais ausências de reporte de dados estatísticos da Madeira para o
Serviço Nacional de Estatística, conforme denunciou o ministro das
Finanças, Vítor Gaspar.
Hoje, foi também ouvido pela manhã, noticiou o "Diário de
Notícias da Madeira", o empresário Avelino Farinha, sócio da 'Avelino
Farinha & Agrela', uma das principais empresas de construção civil com
obras públicas no arquipélago.
Ontem, passaram pelo edifício do Comando Terriotrial da GNR
na Madeira, José Manuel Ferreira, engenheiro, ex-presidente das Estradas
da Madeira e consultor da ex-secretaria Regional do Equipamento Social,
assim como Rui Gonçalves, diretor regional de Finanças da Madeira, e
Paulo Sousa, diretor regional de Edifícios Públicos e ex-presidente do
conselho de administração da Sociedade de Desenvolvimento Ponta do
Oeste.
As convocatórias de eventuais envolvidos no caso da omissão
da dívida são resultado das buscas efetuadas segunda-feira pela GNR, a
pedido do DIAP, no âmbito do inquérito-crime sobre a dívida do
arquipélago.
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Informações de Anabela Natário/Espresso (Portugal).
27/04/2012
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Tópico associado:
‘Contas da Madeira’ provocam buscas policiais
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Comboio de alta velocidade:
Governo abandona TGV em definitivo*
Ministério da Economia fez o anúncio
depois do chumbo do Tribunal de Contas ao troço Poceirão-Caia.
O Governo anunciou hoje que o projeto do TGV (comboio de
alta velocidade) será "definitivamente abandonado", depois do chumbo do
Tribunal de Contas ao contrato do troço Poceirão-Caia.
O anúncio foi feito em comunicado divulgado pelo Ministério
da Economia, tutelado por Álvaro Santos Pereira.
A nota adianta que o Governo vai analisar "com pormenor" os
termos do acórdão do Tribunal de Contas, hoje conhecido, "de modo a
defender o interesse público e os contribuintes portugueses".
O comunicado refere que a decisão do Tribunal de Contas
"vem, na perspectivas do Governo, encerrar a polêmica em torno do
projeto do TGV, que será, assim, definitivamente abandonado".
Ainda de acordo com a nota, o Governo reafirma que, em
termos de redes ferroviárias transeuropeias, a sua prioridade está nas
ligações de transporte de mercadorias a partir de Sines e Aveiro,
visando "reforçar as condições para o aumento da competitividade das
exportações portuguesas".
Para o Executivo de Pedro Passos Coelho, perante "a
possibilidade de, no futuro, explorar estas ligações, que dispensam a
alta velocidade, a Espanha e a França continuarão a merecer o trabalho
do Governo português junto destes países e das instâncias europeias".
O acórdão do Tribunal de Contas assinala que foram
detectadas violações ao caderno de encargos do concurso.
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Informações de Manuel de Almeida/Lusa, via Expresso.
23/03/2012
* * *
Economia:
Taxa de desemprego dispara para os 14%*
A taxa de desemprego disparou no quarto
trimestre de 2011 face aos 12,4% observados no
trimestre anterior, com o número de
desempregados a ultrapassar os 770 mil, divulgou hoje o INE.
A taxa de desemprego disparou no quarto trimestre para os
14 por cento, face aos 12,4 por cento observados no trimestre anterior,
com o número de desempregados a ultrapassar os 770 mil, divulgou hoje o
INE.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a taxa
de desemprego aumentou assim, em termos trimestrais, 1,6 pontos
percentuais, ficando acima das estimativas dos economistas contactados
pela agência Lusa que apontavam para que situasse entre os 13 e os 13,5
por cento.
A taxa de desemprego média anual situou-se nos 12,7 por
cento, acima da estimativa do Governo inscrita no relatório do Orçamento
do Estado para 2012 e da estimativa da 'troika' (de 12,5 e 12,4 por
cento, respetivamente).
Entre setembro e dezembro, o INE contabilizou 771 mil
desempregados, o que representa um acréscimo trimestral de 2,4 por cento
(mais 81,4 mil pessoas).
Os números do INE não comparam períodos homólogos, uma vez
que a metodologia utilizada para o cálculo da taxa de desemprego foi
recentemente alterada pelo INE.
No entanto, no quarto trimestre de 2010, a taxa de
desemprego fixou-se nos 11,4 por cento, tendo a média anual para o
conjunto do ano chegado aos 10,8 por cento.
Os números observados no final do ano passado atingem
níveis absolutamente históricos, num contexto de subidas da taxa de
desemprego em Portugal desde 2008, altura em que se situava nos 7,3 por
cento, o equivalente a 409,9 mil desempregados.
Segundo o INE, para a variação da população desempregada no
quarto trimestre contribuiu nomeadamente o aumento do número de homens
desempregados (50,7 mil) que explicou 62,3 por cento da variação
ocorrida no desemprego total.
O número de mulheres desempregadas aumentou menos (30,6
mil). O número de desempregados dos 25 aos 34 anos e do desemprego jovem
(15 a 24 anos) contribuiu também para a subida da taxa de desemprego,
num total de 54,1 mil pessoas.
O número de desempregados à procura de novo emprego
registou um aumento (76,8 mil), explicando 94,3 por cento da variação
ocorrida no desemprego total, tendo origem essencialmente no setor dos
serviços (44,1 mil).
O aumento do número de desempregados à procura de novo
emprego há mais de 12 meses, que abrangeu 49,1 mil pessoas, explicou por
sua vez 60,3 por cento da variação ocorrida no desemprego total.
De acordo com os dados do INE, a população empregada no
final de 2011 era de 4,7 milhões de pessoas, com um decréscimo
trimestral de 2,4 por cento (menos 118,3 mil pessoas).
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Informações de Expresso-Aeiou (Portugal).
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