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Navegação

 

Acidentes navais:

Top 10 dos naufrágios mais famosos

Os leitos oceânicos estão repletos de exemplos do poder da natureza sobre

a pretensão humana, seus erros de cálculos ou da simples má sorte.

 

Por Jeff Danelek*

De Denver/Colorado-EUA

Para Top Tenz.Net

Tradução: Pepe Chaves

15/04/2012

 

O famoso navio italiano Andrea Doria, que naufragou na costa de Massachusetts,

virou nome de uma música da banda brasileira Legião Urbana na década de 80.

 

Enquanto milhões de navios de todas as formas e tamanhos foram construídos ao longo dos séculos, apenas alguns poucos conseguiram obter fama em todo o mundo.

 

A maioria era navios de guerra ou embarcações que apresentaram alto grau de inovação que foram consideradas protótipos na evolução naval.

 

Outros navios, no entanto, alcançaram notoriedade, não por suas realizações ou por causa de suas inovações tecnológicas, mas através de uma falha catastrófica que marcaria definitivamente a sua história.

 

De fato, os leitos oceânicos estão repletos de exemplos do poder da natureza sobre a pretensão humana, seus erros de cálculos ou da simples má sorte. E, claro, apenas alguns navios que tiveram destino trágico são lembrados pela maioria das pessoas hoje, embora as suas razões para fazê-lo são tão variadas quanto os próprios modelos de navios.

 

Alguns se tornaram famosos como navios de guerra, cujo naufrágio desencadeou um conflito ou contribuiu para tal; outros se tornaram famosos porque eles carregavam enormes fortunas em seus porões; outros pela enorme perda de vidas que proporcionaram.

 

Alguns se tornaram famosos porque sua perda foi tão inesperada e misteriosa que se tornou uma lenda. Infelizmente, existem dezenas de naufrágios famosos ao longo da história, o que torna difícil reduzi-los em apenas 10 casos, mas este será o meu esforço.

 

10. USS República, 1865

 

Quando em plena guerra civil o navio roda-vapor USS República afundou durante uma violenta tempestade, em outubro de 1865, no largo da costa da Geórgia, ele levou consigo algo diferente dos bens comuns que a maioria dos navios da época carregava.

 

O República estava carregado com toneladas de prata e ouro no formato de moedas e lingotes. Este material estava sendo transportado da Costa Oeste para ajudar a reconstruir o Sul, devastado pela guerra.

 

O acidente foi uma perda incalculável e um golpe financeiro para o país num momento em que ele ainda estava lutando para recuperar sua economia, após quatro anos de guerra civil.

 

O lado positivo do naufrágio foi que a tripulação e passageiros do navio conseguiram sair em segurança, antes que o navio se afundasse, tornando-se um dos poucos naufrágios famosos que não resultaram em perda de vidas.

 

A localização exata do navio permaneceu desconhecida até 2003, quando ele finalmente foi encontrado, após uma extensa pesquisa em cerca de 100 milhas ao largo da costa da Geórgia, situado a quase 1.700 metros de profundidade.

 

O esforço posterior para recuperação de sua carga não só remontou um dos maiores depósitos de ouro e moedas de prata da história, mas incluiu uma variedade fascinante de bens do século 19, revelando detalhes sobre a vida em meados daquele século.

 

Até o momento a recuperação não foi concluída e mais de 51 mil moedas de ouro e prata foram recuperadas, juntamente com cerca de 14 mil outros artefatos. Este se tornou não só o mais rico tesouro recuperado, mas a sua expedição arqueológica foi também a que empregou a mais alta tecnologia então disponível.

 

De tão bem sucedida e lucrativa essa expedição, de fato, veio definir uma série de quesitos para a exploração e recuperação de outros naufrágios em águas profundas.

 

9. Edmund Fitzgerald, 1975

 

 

Enquanto a maioria das pessoas imagina que os vastos oceanos guardam as águas mais perigosas para navegar, algumas das águas doces estão entre as mais traiçoeiras do mundo. Como por exemplo, os Grandes Lagos da América do Norte, que possuem mais naufrágios por quilômetro quadrado do que qualquer outra área aquática em todo o mundo.

 

E, sem dúvida, o mais famoso desses naufrágios ocorreu em 10 de novembro de 1975, quando o gigantesco transportador de minério, Edmund Fitzgerald, a maior embarcação a navegar sobre os Grandes Lagos e detentor de inúmeros registros de alta tonelagem, foi pego em um círculo vicioso durante um vendaval.

 

Após horas de luta contra os ventos fortes e imensas ondas, o navio desapareceu do radar, sem fazer um único pedido de socorro e levando consigo os seus 29 membros para o fundo do lago.

 

A perda, provavelmente, permaneceria pouco conhecida pela comunidade marítima fora da região dos Grandes Lagos, não fosse o cantor e compositor Gordon Lightfoot que, em 1976, escreveu uma canção popular sobre o acidente, imortalizando o desaparecimento do navio e elegendo-o como o naufrágio mais famoso ocorrido nos Grandes Lagos.

 

Embora a causa exata desse naufrágio nunca tenha sido determinada, pesquisas posteriores revelaram que a embarcação se partiu em dois pedaços e submergiu em poucos minutos.

 

Seja qual for a causa do acidente, o Edmund Fitzgerald permanece fora do limite de acesso para os mergulhadores e, como um verdadeiro túmulo, continua a nos lembrar que, mesmo os maiores navios não são páreos para os Grandes Lagos, pois, como diz a canção, “os vendavais de novembro vêm antes da hora”.

 

8. USS Monitor, 1862

 

 

O USS Monitor era um navio relativamente pequeno, cujo naufrágio durante uma tempestade fora notório no Cabo Hatteras, na Virgínia, numa véspera do ano novo de 1862, quando vitimou os 16 membros de sua tripulação.

 

O episódio foi pouco notado pela imprensa, mas o naufrágio foi descrito como um fim trágico para um dos navios mais revolucionários da sua época.

 

Ele surgiu da ideia de John Ericsson, o Monitor, um engenheiro naval pouco conhecido que propôs a produção de um revolucionário navio de guerra com torres e todo feito em metal. Ele marcou o seu lugar na história, ao se tornar protótipo - um século e meio depois – para o padrão naval de guerra.

 

Pejorativamente chamado de “Queijo sobre uma jangada”, o navio pouco mudou a face da guerra naval quando lutou contra um navio de guerra do Sul, o CSS Virginia, num empate fora de Hampton Roads, Virgínia, em março de 1862.

 

Enquanto essa batalha pouco afetou o resultado da guerra que assinalou o fim de embarcações à vela, de madeira e com canhões fixos, estava sendo iniciada a era do vapores dirigíveis e navios de guerra feitos em aço e com torres giratórias, tornando a batalha e o navio, importantes elementos da história.

 

A localização exata do navio Monitor permaneceu desconhecida por mais de um século, até que foi localizado em 1973, situado há oito quilômetros da costa da Virgínia. O local foi designado marco histórico nacional e se encontra fora dos limites para mergulhadores.

 

Eventualmente, entretanto, o governo concedeu autorização para que partes do navio sejam trazidas à superfície, resultando na recuperação da sua máquina a vapor em massa e, em 2002, de sua revolucionária torre.

 

O sítio está agora sob a supervisão do NOAA e contém muitos artefatos do navio, incluindo o seu revólver, canhão, hélice, âncora, motor e alguns pertences pessoais da tripulação. Todo o material recolhido encontra-se em exposição no Museu dos trabalhadores marítimos de Newport News, Virgínia.

 

7. Andrea Doria, 1956 

 

Apesar de não ser o navio de passageiros mais famoso a afundar para sempre, quando o carro-chefe de luxo da linha italiana colidiu com um navio de Estocolmo em meio à forte neblina na costa de Massachusetts, em julho de 1956, a notícia veio como um choque para o mundo.

 

O que o tornou uma grande surpresa não foi a escala da catástrofe, pois apenas 46 das 1660 pessoas a bordo morreram como resultado da colisão, mas o fato de que esse desastre foi ainda possível em uma época em que o uso do radar e a alta tecnologia naval de comunicações já eram praticados.

 

O Andrea Doria também e ficou famoso por ter sido um dos poucos naufrágios de navios grandes já filmado, dando ao mundo uma visão panorâmica dos momentos finais de um navio que seria cimentando em uma lenda marítima. Andrea Doria também se tornou título de uma canção do álbum “Dois”, da extinta banda brasileira Legião Urbana.

 

Eventualmente, a culpa pela colisão foi colocada em ambos os capitães, sobretudo, por interpretar mal o que o seu homólogo estava fazendo. Poderia ter sido até engraçado se não tivesse terminado na perda de vida e do naufrágio de um dos navios mais caros já construídos.

 

Hoje, o Andrea Doria continua sendo um dos mais populares sítios para mergulho (também referido como o “Monte Everest” do fundo do mar), embora devido à sua profundidade e às condições de rápida deterioração do naufrágio, continua sendo um local traiçoeiro para mergulhar, perigo esse, evidenciado pela morte de meia dúzia de mergulhadores ao longo dos últimos anos.

 

6. Wilhelm Gustloff, 1945 

 

Provavelmente, poucas pessoas já ouviram falar do Wilhelm Gustloff, o torna-se razoável perguntar: por que ele estaria nessa lista top 10 dos naufrágios mais famosos? A razão é porque esta lista não é apenas sobre os mais famosos, mas mostrando os naufrágios mais significativos, caso em que este navio alemão facilmente se encaixa.

 

Por que ele é significativo? Pelo fato de que ele foi responsável pela maior perda de vidas na história marítima. O navio estava sobrecarregado de passageiros e fugia do Exército Vermelho. O Wilhelm Gustloff avançava para o norte da Polônia, durante o inverno, após deixar o porto de Danzig (hoje Gdansk), numa fria tarde de janeiro de 1945.

 

Ele foi afundado por um submarino russo pouco depois de atingir o mar aberto. Não só afundou em questão de minutos, mas com a temperatura da água há apenas um grau ou dois acima de zero. Mesmo aqueles que não se encontravam abaixo do convés tiveram chance mínima de sobrevivência nas águas geladas do mar Báltico.

 

Qual seria o total de mortos a partir deste evento terrível? Ninguém nunca vai saber o número exato de pessoas que morreram quando o Gustloff desceu ao fundo do Báltico, pois o navio não tinha lista de passageiros e, como um navio de refugiados, foi carregado com até três vezes à sua capacidade normal.

 

Entretanto, as estimativas apontam que cerca de 10 mil pessoas ficaram presas a bordo do navio e apenas cerca de 900 conseguiram ser resgatadas das águas geladas. Esta se tornou a maior perda de vidas em um único naufrágio.

 

5. USS Maine, 1898 

 

Navios de guerra são normalmente irrecuperáveis, em alguns casos, os seus naufrágios foram o motivo pelo início de uma guerra. E foi exatamente isso o que aconteceu quando o pequeno, mas poderoso, encouraçado Maine explodiu no porto de Havana, logo após o anoitecer em 15 de fevereiro de 1898.

 

Este acidente matou 261 pessoas de sua tripulação. Embora a causa da explosão continua sendo fonte para debate até hoje, um incêndio no depósito de carvão é considerado a razão mais provável para o acidente.

 

Após algumas semanas, os investigadores do desastre anunciaram que o navio parece ter sido destruído por uma mina anexada ao seu casco. Na época, as relações entre os Estados Unidos e Espanha estavam bastante desgastadas. Por conta da explosão, o governo “mão de ferro” da Espanha remontou esforços para forjar uma grande rebelião em Cuba.

 

A maioria dos americanos chegou rapidamente à conclusão de que o próprio governo espanhol teria destruído o Maine (apesar da falta de lógica em fazê-lo). A pressão pública se estimulou pelo sabor ultranacionalista dado pela imprensa diária e assim, algumas semanas mais tarde, a administração McKinley declarou guerra à Espanha.

 

A decisão resultou em um dos conflitos mais curtos e mais bem sucedidos em prol da América. Felizmente, para os Estados Unidos, a Espanha já estava em declínio como potência mundial e carecia de meios para defender adequadamente suas colônias ultramarinas, forçando-se sua rendição depois de apenas três meses de conflito, cedendo Cuba, Porto Rico e Filipinas aos Estados Unidos.

 

A vitória marcou a entrada dos Estados Unidos para o cenário mundial e a sua ascensão como verdadeira potência colonial. O que aconteceu com o navio de guerra demolido? O resto das ferragens foi retirado da lama do porto de Havana em 1911 e rebocado para o oceano aberto, onde foi novamente naufragado, desta vez, propositalmente e com todas as honras militares.

 

4. Bismark, 1941

 

 

Poucos navios conseguem tanto destaque em sua viagem inaugural e ao mesmo tempo ser um dos mais perigosos a navegar pelos mares e ainda ter uma música dedicada a ele. O maciço alemão Bismark conseguiu essas três coisas.

 

O orgulho da marinha alemã era um navio, descrito certa vez por Winston Churchill, como “uma obra-prima da construção naval”. O navio de guerra fortemente armado confrontou a Royal Navy durante oito dias, em maio de 1941. Período em que se chocou contra o navio britânico Prince of Wales, sofrendo graves avarias, na costa da Islândia, em uma batalha que durou apenas 20 minutos.

 

Finalmente encurralado na costa da França pelos encouraçados britânicos King George V e Rodney, em 27 de maio de 1941, o navio danificado se pôs em luta furiosa contra a força esmagadoramente superior dos britânicos, antes de sucumbir ao ataque e escorregar para o fundo do Atlântico.

 

Junto com o Bismarck, desceram 115 homens de sua tripulação e outros 2.200 passageiros. A localização exata do navio permaneceu em mistério até 1989, quando foi localizado pelo Dr. Robert Ballard (o mesmo que localizou o Titanic) e sua equipe, através de varredura com sonar e uso de submarinos.

 

Notavelmente, por conta de sua pesada carcaça, o navio permanece intacto no fundo do mar, apesar de expor as avarias sofridas durante os ataques. Hoje, o Bismark permanece como uma lembrança silenciosa do alto custo e da futilidade das guerras.

 

3. Lusitania, 1915

 

 

Embora não fosse tão famoso, o Lusitania tinha tamanho similar ao Titanic e, em alguns aspectos, o seu naufrágio foi ainda mais importante em termos de ramificações históricas do que a perda de seu primo famoso.

 

A bordo do Lusitânia, perderam as suas vidas cerca de 200 homens, mulheres e crianças, que se afogaram quando a embarcação foi atacada por um submarino alemão na costa irlandesa, em 07 de maio de 1915.

 

A sua perda serviu como um catalisador para a eventual entrada da América na Primeira Guerra Mundial, o que, provavelmente teria mudado o desfecho daquele conflito e garantiria a vitória de aliados.

 

O naufrágio, assim como outros, era bastante controverso. Especialmente, porque suspeitas foram levantadas sobre a descida rápida do navio ao fundo do mar, uma vez que foi atingido por um único torpedo. Isso levou muitos a suspeitar que o navio civil realizava transporte ilegal de munições a bordo.

 

Embora a acusação fosse severamente negada por autoridades britânicas naquele momento, alguns anos mais tarde, ficou demonstrado que os britânicos estavam, de fato, utilizando navios civis para transportar munições e outros equipamentos de guerra, em clara violação dos tratados internacionais.

 

Isso, evidentemente, não justifica o assassinato de civis inocentes, mas fez o governo britânico se sentir também culpado pela catástrofe, apesar de relutarem admitir até nos dias de hoje.

 

2.  USS Arizona, 1941 

 

O que torna este acidente tão famoso não é apenas porque a sua perda marcou o início da Segunda Guerra Mundial no Pacífico, mas por ser o naufrágio que só se pode visitar sem equipamento de mergulho ou mesmo molhando somente os pés.

 

Afundado nos minutos iniciais do ataque-surpresa japonês a Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941, com a perda de quase dois terços de sua tripulação, o navio serviu como um símbolo da determinação americana que levou o país ao longo dos dias mais sombrios da Segunda Guerra.

 

Hoje, o navio continua a ser o túmulo de guerra mais famoso do mundo, pois é visto por mais de um milhão de visitantes a cada ano, no memorial construído sobre as ruínas enferrujadas do outrora poderoso navio de guerra.

 

Apesar de ter sido imerso em água salgada por cerca de 70 anos, o navio está incrivelmente intacto. Ele também continua sendo um túmulo atípico, já que costuma receber os restos mortais cremados dos seus tripulantes e sobreviventes.

 

1. Titanic, 1912 

 

Selecioná-lo como o naufrágio mais famoso é fácil. Na verdade, as pessoas sempre souberam algo sobre o Titanic e a sua malfadada viagem inaugural, especialmente, após o longametragem homônimo de Cameron James, definindo o seu lugar na história naval.

 

Decerto, todo mundo já sabe o que aconteceu: o navio da White Star, recém-saído do estaleiro, em sua primeira viagem, seguiria da Inglaterra para Nova York, quando atingiu um iceberg no meio do Atlântico. Era pouco antes da meia-noite em 14 de abril de 1912. Foi como abrir uma lata de sardinha e enviá-la para o fundo em apenas algumas horas.

 

Contudo, enquanto afundava havia tempo de sobra para retirar praticamente todas as pessoas a bordo do navio condenado, porém, só estavam disponíveis menos da metade dos botes salvavidas necessários. Essa negligência condenou à morte mais de 1500 homens, mulheres e crianças - das mais de 2200 pessoas que estavam a bordo.

 

Por mais de oito décadas, a localização exata do Titanic permaneceu desconhecida até que o navio foi localizado em 1985, por uma equipe de oceanógrafos liderada pelo famoso explorador marítimo Dr. Robert Ballard. A descoberta abriu as portas a um interesse renovado pelo famoso navio - e, provavelmente, para Cameron produzir o seu filme que inclui imagens originais do naufrágio, tomadas no leito do Oceano Atlântico.

 

A única coisa positiva que veio por conta dessa tragédia foram implementos à segurança e novos procedimentos de comunicação naval que são agora adotados em toda a comunidade marítima. E, provavelmente, graças a tais equipamentos foram salvas inúmeras vidas durante as décadas posteriores ao Titanic.

 

Outros naufrágios notáveis

 

Hunley, 1864: submarino confederado que afundou minutos depois de torpedear o a fragata Housatonic na Carolina do Sul, levando sua tripulação de oito homens para o fundo. O Hunley ganhou fama ao ser explorado e remexido no ano 2000.

 

Sultana, 1865:  pegou fogo no rio Mississippi, deixando 1.800 mortos.

 

General Slocum, 1904: o vapor de pás pegou fogo e se queimou na linha d’água fora de Nova York, matando 1.021 pessoas.

 

Empress of Ireland, 1914: embarcação canadense colidiu com um navio no Saint Lawrence Seaway em meio à forte neblina e afundou em poucos minutos, afogando 1012 pessoas.

 

Eastland, 1915: barco de cruzeiro que tombou num cais de Chicago, afogando 844 passageiros e todos os seus tripulantes.

 

Estônia, 1994: embarcação de ferro maciço que naufragou em mares bravios da costa finlandesa, vitimando mais de 800 pessoas.

 

* Jeff Danelek é autor em assuntos diversos, como história, política, paranormalidade, espiritualidade e religião. Seu website é: www.ourcuriousworld.com.

 

Itália, 2012:

Costa Concordia, a última grande tragédia naval*

Há quase 100 anos do Titanic, naufrágio somou mais de 30 mortos e a tragédia

somente não foi maior porque a embarcação tombou muito próxima do litoral.

 

O navio de Cruzeiro Costa Concordia tombado no litoral toscano.

 

Em meados de janeiro de 2012 – ano que marca o centenário da tragédia do Titanic - uma outra grande embarcação protagonizou um desastre semelhante, mas felizmente, não se encontrava em alto amar. O navio de Cruzeiro Costa Concordia, com mais de 4,2 mil pessoas a bordo tombou na costa da Toscana, na Itália.

 

Segundo testemunhas, a tragédia ocorreu porque o capitão permitiu que o navio se aproximasse demasiadamente do litoral toscano para que os passageiros pudessem observá-lo. No cruzeiro Costa Concordia viajavam 4.229 pessoas, sendo 3.209 passageiros, encalhou na frente da ilha de Giglio, no mar Tirreno, na noite de 13 de janeiro.

 

O naufrágio somou 30 mortos, sendo cinco não identificados e dois ainda desaparecidos. A tragédia somente não foi maior porque a embarcação tombou muito próxima do litoral, o que facilitou a retirada das vítimas do naufrágio. O capitão da embarcação, Francesco Schettino, acusado de negligência e de tentar abandonar o cenário do naufrágio, foi preso. Acusado como o principal responsável pelo acidente, o capitão responderá a uma sindicância jurídica sobre o desastre e permanece em prisão domiciliar até o seu julgamento.

 

Indenizações

 

Duas semanas após o acidente, a companhia Costa Cruzeiros anunciou que pagará 14 mil euros (R$ 32,2 mil) a cada passageiro, incluindo crianças, que viajavam no Costa Concordia, que naufragou dia 13 de janeiro na ilha italiana de Giglio.

 

O pagamento será de 11 mil euros (R$ 25,3 mil) de ressarcimento, mais outros 3 mil euros (R$ 6,9 mil) para cobrir as despesas.

 

Este é o acordo feito pela empresa italiana e o Comitê de Náufragos do Costa Concordia, formado ,entre outros, por várias associações italianas de consumidores, segundo um comunicado conjunto.

 

Para aqueles que sofreram danos físicos ou no caso das vítimas, serão realizadas negociações individuais, diz a nota.

 

O último grande acidente naval vem acirrar ainda mais os critérios de segurança para as embarcações de cruzeiro, algumas das quais, que insistem em navegar demasiadamente próximas aos continentes.

 

O navio Costa Concordia continua encalhado no local e, durante um ano, a companhia marítima deverá retirar os objetos de valor do interior da embarcação.

 

* Da Redação VF, com informações e imagens e imagem das agências.

 

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- Imagens: Arquivo do autor.

 

- Colaborou: Márcio R. Mendes (SP).

 

- Produção: Pepe Chaves.

 

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