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 Obituário

 

Rio de Janeiro:

Morre o escritor Millôr Fernandes*

Autor morreu em casa, em Ipanema, na Zona Sul do Rio.

Ele teve falência múltipla dos órgãos, segundo filho.

 

Millôr Fernandes

 

O escritor carioca Millôr Fernandes morreu, às 21h desta terça-feira (27), em casa, no bairro de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo Ivan Fernandes, filho do escritor, ele teve falência múltipla dos órgãos e parada cardíaca. Millôr tinha dois filhos, Ivan e Paula, e um neto, Gabriel. Ele foi casado com Wanda Rubino Fernandes. De acordo com sua certidão, Millôr nasceu no dia 27 de maio de 1924, embora ele dissesse que a data correta era 16 de agosto do ano anterior.

 

De acordo com a família, o velório está marcado para esta quinta-feira (29), das 10h às 15h, no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária do Rio. Em seguida, o corpo será cremado numa cerimônia só para a família.

 

Em 2011, o escritor chegou a ser internado duas vezes na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul. Na época, a assessoria do hospital não detalhou o motivo da internação a pedido da família.

 

Nascido no bairro do Méier, Millôr sempre fez piada em relação ao seu registro de nascimento. Costumava brincar que percebeu somente aos 17 anos que o seu nome havia sido escrito errado na certidão: onde deveria estar Milton, leu “Millôr” (o corte da letra “t” confundia-se com um acento circunflexo, e o “n” com um “r”). Seja como for, gostou do novo nome e o adotaria a partir de então. “Milton nunca foi uma boa escolha”, comentaria anos mais tarde, durante uma entrevista. A data de nascimento também não estaria correta: em vez de 27 de maio de 1924, ele teria nascido em 16 de agosto do ano anterior.

 

Desenhista, tradutor, jornalista, roteirista de cinema e dramaturgo, Millôr foi um raro artista que obteve grande sucesso, de crítica e público, em todas as áreas em que se atreveu trabalhar. Ele, que se autodefinia um “escritor sem estilo”, começou no jornalismo em 1938, aos 15 anos, como contínuo e repaginador de “O Cruzeiro”, então uma pequena revista. Ele retornou à publicação em 1943 ao lado de Frederico Chateaubriand e a tornou um sucesso comercial. Lá, criou a famosa coluna “Pif-Paf”, que também teria desenhos seus.

 

Em 1948, viajou para os Estados Unidos e conheceu Walt Disney. “Nessa época eu ainda acreditava que Disney sabia desenhar. Só mais tarde, lendo sua biografia, aprendi que até aquela assinatura bacana com que ele autentica os desenhos é criação da equipe”, provoca, na autobiografia que escreveu em seu site. No ano seguinte, Millôr assinou seu primeiro roteiro cinematográfico, “Modelo 19", e já foi logo agraciado com o Prêmio Governador do Estado de São Paulo, criado na década seguinte.

 

O início dos anos 50 seria importante na vida do autor, tanto pessoal quanto profissionalmente. Na companhia do também escritor Fernando Sabino, fez uma viagem de carro pelo Brasil, com duração de 45 dias. Em 1952, seria a vez da Europa, por onde permaneceria quatro meses. Um ano depois, veria a estreia de sua primeira peça de teatro, "Uma mulher em três atos", no Teatro Brasileiro de Comédia, em São Paulo.

 

E foi no teatro, como dramaturgo, que Millôr mais colecionou prêmios. Como em ”Um elefante no caos”, em 1960. Anos depois, diria em seu site: “Foi transformada num excelente espetáculo pela genial direção de João Bittencourt. Uma das poucas vezes que um diretor melhorou um trabalho meu”.

 

Também no teatro foi um tradutor prolífico e importante. Clássicos como “Rei Lear”, de William Shakespeare, a moderna “As lágrimasaAmargas de Petra von Kant”, de Fassbinder, ou o musical Chorus Line, de James Kirkwood e Nicholas Dante, chegaram aos palcos brasileiros através de suas mãos. "Ao traduzir é preciso ter todo o rigor e nenhum respeito pelo original”, diria em uma entrevista.

 

Roteirista

 

Como roteirista, escreveu mais de uma dezena de textos, dentre eles o longa “Terra estrangeira”, e “Memórias de um sargento de milícias”, adaptação da obra de José Manuel de Macedo produzida pela Rede Globo de Televisão. Também roterizou espetáculos musicais, como o musical “Liberdade liberdade”, escrito em parceria com Flávio Rangel, e “Do fundo do azul do mundo”, ao lado de Elizeth Cardoso e do Zimbo Trio.

 

Recebeu uma homenagem durante o carnaval carioca de 1983, quando foi samba-enredo da Escola de Samba Acadêmicos do Sossego, de Niterói (RJ). Millôr, inclusive, compareceu ao desfile.

 

Dentre os veículos de imprensa, colaborou ainda com artigos e crônicas nos jornais “O Correio Brasiliense”, “Jornal do Brasil”, “O Estado de São Paulo”, “O Diário Popular”, “Correio da Manhã”, “O Dia”, “Folha da Manhã” e “Diário da Noite”. Para internet, criou o site “Millôr Online”, sobre o qual diria posteriormente: “Se eu soubesse o que atrai tanta gente, nunca mais faria de novo”.

 

E, como bom roteirista, ainda escreveria sobre a própria vida: "Meu destino não passa pelo poder, pela religião, por qualquer dessas entidades idiotas. Meu script é original, fui eu quem fez. Por isso não morro no fim".

 

Seu perfil no Twitter já contava com mais de 285 mil seguidores.

 

* Informações do G1 (Rio).

   28/03/2012

 

- Foto: Estadão.

 

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Rio de Janeiro:

Morre aos 88 anos, ator Sérgio Britto*

O ator foi diretor e ator do Grande Teatro Tupi e

morreu aos 88 anos por problemas respiratórios.

 

Sérgio Britto

 

Morreu nesta sábado (17), no Rio de Janeiro, o ator e diretor Sérgio Britto aos 88 anos. Ele estava internado há um mês no Hospital Copa D'Or por causa de problemas cardiorrespiratórios. Brito foi uma das personalidades mais importantes na história do teatro brasileiro. Atualmente, apresentava na TV Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o programa Arte com Sérgio Britto.

 

Sérgio Britto foi o criador, diretor e ator do Grande Teatro Tupi, que foi ao ar por mais de dez anos na extinta TV Tupi. O ator e diretor foi responsável pela direção de Ilusões Perdidas, primeira telenovela produzida e exibida pela TV Globo. Mas a grande consagração foi com o teatro, onde recebeu diversos prêmios. Em 2010, lançou a autobiografia O Teatro e Eu. O velório do corpo de Sérgio Britto será realizado neste sábado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

 

* Informações do jornal O Tempo, com Agência Brasil.

   17/12/2011

 

- Foto: Divulgação/Tve.

 

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São Paulo:

Falece o doutor do futebol

Ex-jogador Sócrates morre em São Paulo aos 57 anos.*

 

Sócrates Brasileiro Sampaio de Sousa Vieira de Oliveira

 

Internado desde a noite da última quinta-feira, em razão de uma infecção intestinal causada por bactéria, o ex-jogador Sócrates, de 57 anos, morreu às 4h30 desta manhã de domingo. Ele havia apresentado uma leve melhora ontem. O quadro clínico do ex-atleta, que estava na UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, encontrava-se estável, mas, segundo os médicos, ainda era considerado grave.

 

Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do hospital, Sócrates Brasileiro Sampaio de Sousa Vieira de Oliveira faleceu em consequência a um choque séptico. Ele estava sedado e respirava por aparelhos. Os rins de Sócrates passaram por um processo de diálise para ajudar a filtrar as impurezas do sangue - apesar disso, os rins não estariam prejudicados. Segundo nota anterior do hospital, o ídolo da fiel torcida corintiana iria ficar em observação, na UTI, por mais 72 horas.

 

Esta terceira internação do ex-jogador nos últimos quatro meses teria sido causada por um estrogonofe. Sócrates, sua mulher e um amigo teriam passado mal após o almoço na quinta-feira, no restaurante de um hotel em São Paulo.

 

Ele foi internado pela primeira vez em 19 de agosto, com uma hemorragia digestiva causada pelo consumo prolongado de álcool. Foram nove dias hospitalizado. Em 5 de setembro, o ex-jogador voltou a ser internado - desta vez, por mais 17 dias. Com o fígado comprometido por uma cirrose hepática, o ex-atleta - uma das estrelas da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1982 - precisava de um transplante para voltar a ter vida normal. Sócrates deixa seis filhos.

 

Corinthians e atitude política

 

Extremamente habilidoso, Sócrates mostrava a mesma agudez de pensamento fora de campo e talvez tenha sido o atleta de futebol brasileiro com maior influência na vida pública nacional. Natural de Belém e médico de formação, o Doutor (como era chamado) se notabilizou por suas opiniões políticas e por ser o mentor e personagem principal do movimento conhecido como Democracia Corintiana que, entre outras coisas, dava liberdade aos atletas e o mesmo poder de decisão a cartolas, jogadores e dirigentes em plena Ditadura Militar.

 

Além do aspecto político, a Democracia Corintiana teve bom desempenho dentro de campo com a conquista do bicampeonato paulista de 1982/83 (já conquistara o estadual em 1979). Por conta dos títulos e por sua postura dentro e fora de campo, Sócrates é um dos maiores ídolos da história do Corinthians, clube ao qual sempre declarou seu amor eterno.

 

“Quando cheguei ao Parque São Jorge eu disse, com absoluta frieza, que não era corinthiano, que era até anticorintiano. Hoje, com a carreira encerrada, digo com a mesma tranquilidade que sou corintiano até morrer. Eu, que sempre digo que não mudaria nada em minha carreira, se pudesse começar tudo outra vez, talvez, na verdade, mudasse uma coisa, algo totalmente inviável, mas enfim: se pudesse, eu gostaria de ter nascido no Parque São Jorge. Porque a torcida faz isso com você. Já vi moleque mudar de time só com a visão do que a torcida corintiana é capaz de fazer num estádio.” (Sócrates, em entrevista a Juca Kfouri no livro Corinthians Paixão e Glória)

 

Sócrates deixou o Corinthians em 1984, quando se transferiu para o Fiorentina, da Itália. Entre 1985 e 1987 ele ainda defendeu o Flamengo e encerrou a carreira após uma rápida passagem pelo Santos, em 1989. Pela Seleção Brasileira, atuou nas Copas de 1982 e 1986. Sócrates é irmão do também ex-jogador Raí (ídolo do São Paulo).

 

* Informações da Agência Estado (SP).

   04/11/2011

 

- Foto: GazetaPress.

 

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Política:

Morre o ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza*

Ele sofreu um infarto fulminante, segundo assessoria do governo de SP.

 

Ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza

 

O ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza, 65 anos, morreu na noite deste sábado (25/06) após sofrer um infarto fulminante na cidade de São Roque, interior de São Paulo, onde passava o feriado de Corpus Christi em um hotel da cidade.

 

Segundo informações da assessoria do governo do Estado de São Paulo, Paulo Renato chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O velório será realizado neste domingo (26) na Assembleia Legislativa de São Paulo, a partir das 10h.

 

No Twitter, o ex-governador de São Paulo José Serra lamentou a morte de Paulo Renato. "Foi-se Paulo Renato, meu querido amigo, um dos maiores homens públicos do Brasil. Foi um grande secretário e um grande ministro da Educação", escreveu Serra.

 

Por meio de sua assessoria, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que Paulo Renato sempre priorizou a educação. "Lamento profundamente o falecimento do amigo Paulo Renato, que sempre colocou os interesses da educação acima de quaisquer outros. Fará falta ao Brasil."

 

Outros políticos lamentaram a morte do ex-ministro. "Grande perda para o Brasil e para os amigos o falecimento do Paulo Renato de Souza", escreveu o secretário estadual da Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo.

 

"Estou chocado com a perda do amigo Paulo Renato Souza, o melhor chefe que tive em toda minha vida! Ministro da Educação de FHC", escreveu o coordenador de Comunicação da Secretaria de Transportes Metropolitanos, Raul Christiano.

 

Em nota, Dilma lamenta falecimento do ex-ministro Paulo Renato Souza.

 

Paulo Renato Souza

 

Nascido em Porto Alegre, Paulo Renato era formado em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

 

Um dos fundadores do PSDB, foi Ministro da Educação no governo Fernando Henrique Cardoso (entre 1995 e 2002) e Secretário de Educação do Estado de São Paulo no governo José Serra (entre 2009 e 2010) e no governo Franco Montoro (entre 1984 e 1986).

 

Dentre as suas maiores realizações à frente do ministério da Educação estão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

 

Na década de 80, foi reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Na década de 70, Paulo Renato foi especialista das Nações Unidas em questões de empregos e salários. Ele também foi vice-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em Washington.

 

Atualmente, o ex-ministro não ocupava nenhum cargo público e atuava como consultor, principalmente em projetos ligados à educação, em empresas da iniciativa privada.

 

* Informações do G1 (Rio).

 

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Rio:

Morre Neuzinha, filha do ex-governador Brizola*

Neuzinha Brizola tinha 56 anos e sofria de complicações pulmonares.

 

Neuzinha Brizola

 

A cantora Neuzinha Brizola, filha do ex-governador do Rio Leonel Brizola, morreu nesta quarta-feira na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio. Ela tinha 56 anos. Neusa Maria Goulart Brizola estava internada desde domingo, com complicações pulmonares em consequêcia de hepatite. Ela era a caçula dos três filhos do ex-governador.

 

Sempre polêmica, Neuzinha foi chamada por muitos de problemática. Ela chegou a ser presa por envolvimento com drogas, mas, recentemente, afirmava estar há mais de 10 anos longe dos entorpecentes.

 

Em 1983, ela posou nua para a Playboy, o que levou seu pai a suspender a distribuição da revista. Como cantora, Neuzinha teve um grande hit: “Mintchura” (Neuzinha Brizola/Joe Atanásio), há cerca de 20 anos.

 

Neusa tinha dois filhos: Laila e Paulo Cesar. Ela será sepultada no mausoléu da família em São Borja, no Rio Grande do Sul.

 

* Informações do jornal O Dia (RJ).

- Foto:  IstoÉ.

 

- Extra: Neuzinha canta ‘Mintchura’

 

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São Paulo:

José Alencar morre aos 79 anos em São Paulo*

Lula e Dilma retornam de Portugal para o enterro do ex-vice-presidente.

 

José Alencar faleceu em São Paulo no dia 29/03/2011.

Leia também: Enterro de Alencar será em Belo Horizonte

 

O ex-vice-presidente da República José Alencar morreu às 14h41 desta terça-feira, aos 79 anos, no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, vítima de câncer. Ele foi internado ontem com quadro de suboclusão intestinal.

 

Segundo nota do hospital, Alencar teve falência múltipla de órgãos, em decorrência de um câncer na região abdominal. Ele enfrentava a doença havia mais de 15 anos, passou por 17 cirurgias e várias internações.

 

No aniversário da cidade de São Paulo, em 25 de janeiro, ele foi homenageado em cerimônia na Prefeitura de São Paulo, com presença da presidente Dilma Rousseff, do ex-presidente Lula, do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

 

Em novembro, após sofrer um infarto agudo do miocárdio, Alencar chegou a interromper o tratamento contra o câncer por alguns dias. De lá para cá, o sarcoma teve "progressão clara", segundo o oncologista Paulo Hoff, da equipe médica responsável pelo ex-vice.

 

COTEMINAS

 

O ex-vice entrou na política graças a sua atuação empresarial bem sucedida. O sucesso frente à Coteminas, uma das maiores indústrias de tecido do Brasil, o levou para instituições que o colocaram em contato direto com a sociedade civil.

 

Alencar passou pelas associações comerciais de Caratinga e de Ubá, pela Associação Comercial de Minas e pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte. Essa trajetória culminou com sua eleição para presidente da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), que o projetou nacionalmente.

 

Os recursos do Sesi e do Senai --ligados à FIEMG-- o colocou em contato com setores ligado à educação, cultura, saúde, esporte e lazer.

 

POLÍTICA

 

A visibilidade em Minas impeliu Alencar a entrar para a política, e em 1993 ele se filiou ao PMDB. No ano seguinte, ele se lançou candidato ao Governo de Minas, quando ficou em terceiro lugar. Em 1998, ele tentou uma vaga no Senado Federal por seu Estado: acabou eleito com quase 3 milhões de votos.

 

No Senado, foi presidente da Comissão Permanente de Serviço de Infraestrutura, membro da Comissão Permanente de Assuntos Econômicos e membro da Comissão Permanente de Assuntos Sociais.

 

PLANALTO

 

O passo mais importante na política, no entanto, aconteceu na eleição presidencial de 2002, quando, já pelo PL, ele foi o vice na chapa vencedora encabeçada pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva.

 

No início, Alencar foi um vice polêmico. Ele se notabilizou como um dos principais críticos da política econômica do governo. Suas farpas miravam principalmente a política de juros altos do governo, que tentava, com isso, conter a inflação.

 

As críticas renderam reclamações da equipe econômica e conversas reservadas com o presidente. Mas foi a pedido de Lula que a partir de 2004 ele passou a acumular os cargos de vice-presidente e de ministro da Defesa. Ele comandou o ministério até março de 2006.

 

Foi também naquele ano que a dupla Lula-Alencar disputou e venceu a reeleição presidencial, o que permitiu sua permanência no poder até o final do mandato.

 

Alencar, casado com Mariza Campos Gomes da Silva, deixa três filhos (Maria da Graça, Patrícia e Josué) e cinco netos: Ricardo, Geovana, Barbará, Josué e Davi.

 

PATERNIDADE

 

Em julho do ano passado, o ex-vice foi declarado oficialmente pai de Rosemary, depois do julgamento de uma ação de reconhecimento de paternidade ajuizada por ela em 2001. Na ocasião, o juiz José Antonio de Oliveira Cordeiro, da comarca de Caratinga, determinou que ela passasse a usar o mesmo sobrenome dele.

 

A professora alega ser fruto de um romance entre Alencar e a enfermeira Francisca Nicolina de Morais, em 1954, quando ambos moravam em Caratinga.

 

Na ocasião, Alencar negou ser pai de Rosemary e chegou a insinuar que a mãe dela era prostituta, alegando que "são milhões de casos de pessoas que foram à zona".

 

Em setembro, conseguiu uma liminar impedindo que ela alterasse a certidão de nascimento para incluir o sobrenome de Alencar.

 

Dilma e Lula voltam para enterro de Alencar

 

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveram antecipar a volta de Portugal ao Brasil para acompanhar o enterro do ex-vice-presidente José Alencar, que morreu nesta terça-feira.

 

Dilma conversou com o presidente em exercício, Michel Temer, tão logo recebeu a informação da morte de Alencar. Decidiu, então, antecipar a volta de Portugal, onde Lula recebeu um prêmio do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa e receberá na quarta de manhã o título de doutor honoris causa da Universidade de Coimbra.

 

Na conversa com Temer, Dilma discutiu detalhes do funeral de Alencar, que será realizado com honras de chefe de Estado. A cerimônia ocorrerá no Palácio do Planalto.

 

Lula e Dilma embarcam juntos na manhã de quarta, depois da entrega da comenda em Coimbra, direto para o funeral de Alencar. O almoço comemorativo foi cancelado.

 

* Informações e imagem da Folha.Com (SP).

 

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   Infográfico: Confira o infográfico da história de José Alencar (do portal Uai-EM).

 

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Los Angeles:

Morre a atriz Elizabeth Taylor

Atriz tinha 79 anos e enfrentava problemas cardíacos.*

 

Elizabeth Taylor em 1950 e em 1981.

 

Morreu nesta quarta-feira (23/03), aos 79 anos, a atriz Elizabeth Taylor. As informações são das TVs americanas NBC e ABC.

 

Em 2009, Taylor foi submetida a uma cirurgia para substituir uma válvula defeituosa no coração. Ela usa uma cadeira de rodas há mais de cinco anos para lidar com sua dor crônica.

 

A atriz se tornou uma estrela de Hollywood depois de aparecer no filme 'A Mocidade é Assim Mesmo', aos 12 anos, e venceu dois Oscars por seu trabalho em 'Quem tem Medo de Virgina Woolf' e 'Disque Butterfield 8'.

 

Trajetória

 

Filha dos estadunidenses, Francis Leen Taylor (1897–1968) e Sara Viola Warmbrodt (1895–1994), mudaram-se para os Estados Unidos em 1939. Começou a carreira cinematográfica ainda criança, quando foi descoberta aos dez anos. Contratada pela Universal Pictures, filmou There's One Born Every Minute, mas não teve o contrato renovado. Assim como o amigo pessoal Mickey Rooney, revelou talento participando de filmes infanto-juvenis, como na estréia em 1943 num pequeno papel da série Lassie. A partir de então, apaixonou-se pela profissão e permanecer no estúdio tornou-se o maior sonho.

 

Evoluindo como atriz talentosa e respeitada pela crítica, nos anos 50 filmaria dramas, como Um lugar ao Sol, com o ator Montgomery Clift; Assim Caminha a Humanidade, com Rock Hudson, ambos atores homossexuais e dos quais se tornou grande amiga. Nessa década faria ainda A Última Vez Que Vi Paris, ao lado de Van Johnson e Donna Reed.

 

Liz, como foi mais conhecida, foi reverenciada como uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos; a marca registrada são os traços delicados e olhos de cor azul-violeta, emoldurados por sobrancelhas espessas de cor negra. Celebridade cercada por intenso glamour e diva eterna dos anos de ouro do cinema norte-americano, é uma compulsiva colecionadora de jóias. Certa vez, o amigo, mágico David Copperfield, convidou-a para uma das apresentações e fez sumir das mãos um dos anéis favoritos. Liz, simpaticamente, e aos gritos, divertiu a platéia manifestando um momento de desespero ao ver o anel sumir.

 

Ficou famosa também pelos inúmeros casamentos (oito ao todo), sendo o mais rumoroso o com o ator britânico Richard Burton, notório pelo alcoolismo, com quem se casou duas vezes e fez duplas em vários filmes nos anos 60, como o antológico Cleópatra, o dramático Quem tem medo de Virgínia Woolf?, em que ela ganhou o segundo Oscar, Os Farsantes e A Megera Domada. Vencedora duas vezes do Oscar da Academia para Melhor Atriz (principal), o primeiro em 1960 pelo papel da call-girl de Disque Butterfield 8 (pt: O Número do Amor). Nessa década, com o reconhecimento do prêmio máximo do cinema mundial, consagrou-se como a mais bem paga atriz do mundo.

 

Foi amiga do Rei do Pop Michael Jackson, que dedicou-lhe vários de seus trabalhos, inclusive a canção "Liberian Girl".

 

Em 1997, a atriz passou por uma delicada cirurgia para remover um tumor do cérebro. No passado, a estrela também já teve problemas com o vício em álcool e drogas.

 

Foi pioneira no desenvolvimento de ações filantrópicas, levantando fundos para as campanhas contra a AIDS a partir dos anos 80, logo após a morte de Rock Hudson. A despeito de ter nascido fora dos EUA, em 2001 recebeu do presidente Bill Clinton a segunda mais importante medalha de reconhecimento a um cidadão norte-americano: a Presidential Citizens Medal, oferecida pelos seus vários trabalhos filantrópicos. Nessa época se agravaram os problemas de saúde, ganhando peso e sendo levada a internações recorrentes em hospitais.

 

Problemas de saúde e morte

 

Taylor tratou vários problemas de saúde ao longo dos anos, incluindo as questões relativas à insuficiência cardíaca crônica. Em 2009, foi submetida a uma cirurgia para substituir uma válvula defeituosa no coração. Ela usava uma cadeira de rodas havia mais de cinco anos para lidar com sua dor crônica.

 

Em fevereiro de 2011, apareceram novos sintomas relacionados à sua insuficiência cardíaca, o que a levou a ser internada no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles para tratamento, onde morreu na manhã do dia 23 de março após uma cirurgia, aos 79 anos de idade.

 

A informação foi confirmada pelo agente da atriz e por um familiar.

 

* Informações de G1/Wikipedia.

- Fotos: Wilipedia.

Post.: 23/03/2011

 

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São Paulo:

Morre aos 69 anos o jornalista Mauro Chaves*

Chaves era formado em direito pela PUC de São Paulo e tinha pós-graduação

em administração de empresa pela FGV e em comunicação pela USP.

 

Mauro Chaves

 

Morreu, na noite dessa quinta-feira (10), o jornalista Mauro Chaves, no Hospital Bandeirantes, em São Paulo. Mauro tinha 69 anos e estava internado devido a complicações renais e respiratórias.

 

Além de comentarista do Jornal da Gazeta, Mauro Chaves era articulista e editorialista do jornal O Estado de S.Paulo. O local e horário do sepultamento ainda não foram informados pela família.

 

Chaves era formado em direito pela PUC de São Paulo e tinha pós-graduação em administração de empresa pela FGV e em comunicação pela USP. Antes de seus 30 anos lançou seu primeiro livro, Três Contos Artificiais, e desde então se dedicou à criação de peças teatrais, livros, produção de roteiros para o cinema e críticas política e social.

 

Aos 32 anos, em 1974, recebeu um prêmio especial do Serviço Nacional de Teatro pela peça Os Executivos, encenada por Beatriz Segall e Ariclê Perez, com direção de Silnei Siqueira. No final dos anos 70, com o diretor Carlos Reichenbach e os atores Luiz Gustavo e Sandra Bréa, produziu Capuzes Negros.

 

Em Cabeça e Corpo, em 1983, Chaves abordou os conflitos e as ironias da vida conjugal. É autor, também, de O Dólar Azul, O Virulêncio e do ensaio A Evolução das Ideias no Brasil, que teve como supervisor Azis AbSáber.

 

*Informações e imagem do Portal Terra.

 

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Rio de Janeiro:

Morre o jornalista Armando Nogueira

O peta da bola sai de cena, mas continuará na história.

 

Da Redação*

Via Fanzine

 

Armando Nogueira

 

Armando Nogueira faleceu no dia 29/03/2010, mas sempre será um ícone do jornalismo brasileiro. Além de jornalista, foi poeta, músico e cronista esportivo. Amante do futebol, ele foi um dos autores da “mesa redonda”, encontros para discutir o futebol nos meios de comunicação.

 

Armando Nogueira lutava contra o câncer havia dois anos. Ele foi diretor de jornalismo da Rede Globo entre 1996 e 1990. Ajudou a criar o Jornal Nacional e o Globo Repórter. Mas sua grande paixão sempre foi o futebol. Armando cunhou frases que entraram para a história do jornalismo esportivo.

 

Com palavras, soube transformar o futebol em poesia, como fazia o amigo - e grande influência - Nelson Rodrigues.

 

No Twitter, William Bonner se referiu a Armando como "mestre" e, lembrando seu gosto por voar de ultraleves, escreveu: "Que este seu primeiro voo por novas rotas lhe seja sereno e aprazível".

 

Armando Nogueira nasceu em Xapuri (Acre), em14 de janeiro de 1927 e faleceu no Rio de Janeiro, em 29 de março de 201. Foi um jornalista e cronista esportivo. Pioneiro do telejornalismo foi responsável pela implantação do jornalismo na Rede Globo.

 

Filho de cearenses que emigraram para o Acre, nascido na mesma cidade onde também nasceu o seringueiro e líder sindical Chico Mendes, mudou-se para o Rio de Janeiro com apenas 17 anos de idade. Entrou para a Faculdade de Direito e conseguiu um emprego de ensacador, mas desde então pensava em ser jornalista.

 

Em 1950, foi trabalhar na seção de esportes no Diário Carioca. Esse jornal reunia, na época, os mais expressivos jornalistas do Rio de Janeiro como Prudente de Moraes Neto, Carlos Castello Branco, Otto Lara Resende, Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Pompeu de Souza, e foi uma verdadeira escola de jornalismo para Armando, que lá permaneceu por 13 anos.

 

Foi testemunha ocular do atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, na Rua Toneleros, em Copacabana. Ao escrever sobre o espisódio, fez história no jornalismo brasileiro: pela primeira vez numa reportagem um fato era narrado na primeira pessoa.

 

Além do Diário Carioca, passou a colaborar também com o Diário da Noite. Depois de uma passagem pela revista Manchete, em 1957, foi para a revista O Cruzeiro, dos Diários Associados, propriedade de Assis Chateaubriand e, em 1959, para o Jornal do Brasil.

 

Armando foi pioneiro na televisão brasileira, ao trabalhar, a partir de 1959, na primeira produtora independente do país, dirigida por Fernando Barbosa Lima, onde escrevia textos para os locutores Cid Moreira e Heron Domingues lerem na antiga TV-Rio.

 

Convidado por Walter Clark, foi para a Rede Globo em 1966 onde implantou, com Alice Maria, o telejornalismo da emissora. Graças ao trabalho de Armando e Alice Maria, o telejornalismo, que antes era visto como uma coisa menor, passou a atrair o interesse dos profissionais e do público.

 

Nos 25 anos que passou na Globo foi responsável ainda pela implantação do jornalismo em rede nacional e pela criação dos noticiosos Jornal Nacional e Globo Repórter.

 

Mas sua paixão sempre foi o esporte, em especial o futebol. A partir de 1954, esteve presente na cobertura todas as Copas do Mundo e, desde 1980, de todos os Jogos Olímpicos.

 

Mesmo com todos esses serviços prestados, envolveu-se em uma rumorosa polêmica em 1989, dentro da própria Globo. No segundo turno das eleições presidenciais daquele ano, a emissora promoveu um debate entre os candidatos Fernando Collor de Melo e Luiz Inácio Lula da Silva. No compacto do evento, que foi exibido no dia seguinte de sua transmissão no Jornal Nacional, houve uma edição que favoreceu claramente o candidato Collor, que desde o início foi apoiado - direta ou indiretamente - pelas empresas de Roberto Marinho. Na qualidade de diretor de jornalismo, Armando foi pessoalmente a Roberto e fez duras críticas à sua postura e a dos funcionários que realizaram aquela edição, dizendo que não compactuava com aquilo. Por causa disso, acabou aposentado pela alta cúpula e desligou-se da emissora definitivamente no ano seguinte. Passou, então, a se dedicar integralmente ao jornalismo esportivo.

 

No início de 1990, Nogueira deixou a TV Globo para se dedicar ao jornalismo esportivo. Foi comentarista do programa Cartão Verde, da TV Cultura, entre 1992 e 1993; e da TV Bandeirantes, de 1994 a 1999. No SporTV, canal da Globosat, participou em programas de 1995 a 2007. Mantinha uma coluna reproduzida em 62 jornais brasileiros, um programa no canal por assinaturaSporTV, um programa de rádio e um sítio na Internet. Era também proprietário da Xapuri Produções, que faz vídeos institucionais para empresas, para as quais também profere palestras motivacionais. Escreveu dez livros, todos sobre esportes.

 

Foi praticante de vôos em ultraleves, tendo sido fundador do clube carioca da modalidade. No futebol, foi torcedor apaixonado do Botafogo.

 

Em consequência de um câncer Armando Nogueira, então com 83 anos, faleceu no dia 29 de março de 2010 em sua casa no Rio de Janeiro

 

Algumas das melhores frases de Armando sobre o futebol:

 

"No futebol, matar a bola é um ato de amor";

"Se Pelé não tivesse nascido homem, teria nascido bola";

"O futebol não aprimora os caracteres do homem, mas sim os revela";

"Para Garrincha, a superfície de um lenço era um latifundio";

"A bola em si, ela é um elemento fascinante, é um brinquedo sedutor, é um brinquedo mágico, que adiciona poesia e lirismo na sua relação com o homem";

"Ademir da Guia, tens o nome, o sobrenome e a bola do craque";

"Arthur Friedenreich jogava Futebol com o coração no peito do pé. Foi ele quem ensinou o caminho do gol à bola brasileira";

"Até a bola do jogo pedia autógrafo a Pelé";

"O suor na pele do atleta são lágrimas que o corpo chora na alegria do esforço";

"Os momentos de violência, os momentos de brutalidade, são invariavelmente superados pelo gosto artístico de uma linda jogada";

Sobre a conquista do tricampeonato mundial em 1970, no México, Armando escreveu: "Choremos a alegria de uma campanha admirável em que o Brasil fez futebol de fantasia, fazendo amigos. Fazendo irmãos em todos os continentes".

 

O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes declararam luto oficial de três dias no estado e na cidade do Rio de Janeiro, respectivamente, assim como o Botafogo, clube do coração de Armando.

  

* Com informações da Wikipedia e Redação Yahoo! Brasil.

- Foto: divulgação.

 

*  *  *

 

São Paulo:

Morre a atriz Leila Lopes

Atriz é encontrada morta dentro de casa.*

 

Leila Lopes (1959/2009).

 

A atriz Leila Lopes, de 50 anos, foi encontrada morta nesta madrugada dentro de sua residência em São Paulo. PMs do 16º Batalhão foram acionados via 190 por uma suposta testemunha e, ao chegarem no local, encontraram a atriz já morta.

 

Uma equipe dos bombeiros também foi acionada até a residência e constatou parada cardiorrespiratória seguida de morte.

 

O delegado plantonista do 89º Distrito Policial, do Portal do Morumbi, está no imóvel e já acionou a perícia. Segundo a polícia, nenhuma marca de violência física teria sido encontrada no corpo de Leila.

 

Entre seus trabalhos na TV estão as novelas "Pantanal", em 1990, quando interpretou Lúcia; "O Rei do Gado", em 1996, fazendo o papel de Suzane e "Renascer", em 1993, no papel da professorinha Lu.

 

A atriz, que nasceu em 19 de novembro de 1959, na cidade de São Leopoldo (RS), também fez um ensaio fotográfico para a edição de março de 1997 da Revista Playboy e entrou para o elenco da produtora de filmes pornográficos Brasileirinhas, com o filme "Pecados e Tentações".

 

* Informações da Agência Estado.

- Foto: Divulgação.

 

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