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Segurança:
Propriedades no Alentejo 'estão a saque'*
Os agricultores e criadores de gado
alentejanos sentem-se impotentes perante
o furto organizado de tudo o que possa
ser transformado em sucata para exportação.
O presidente da Associação de Criadores de Ovinos da Região
de Estremoz (ACORE), João Tavares, alertou hoje que as propriedades
agrícolas do Alentejo "estão a saque", sendo alvo de "frequentes furtos"
de gado e de materiais em cobre.
"Com esta situação, não é possível ser agricultor",
lamentou o responsável em declarações à Agência Lusa.
Os cabos elétricos que alimentam pivôs de rega são de
cobre, explicou João Tavares, indicando que "os assaltantes para
ganharem algum dinheiro com o cobre danificam máquinas que são muito
caras".
João Tavares enumerou ainda outros artigos que são alvo de
furto, como cabos de alumínio e de ferro e gamelões para o gado.
Em suma, disse, "tudo o que possa ser transformado em
sucata para ser exportado".
"Há grupos preparados para este tipo de furtos, que
derretem os metais para os canalizarem para o estrangeiro", salientou.
Segundo o responsável, os furtos de gado e de materiais nas
propriedades agrícolas e nos montes alentejanos "estão a afetar muito os
agricultores".
Contactado pela Lusa, o oficial de relações públicas do
Comando de Évora da GNR, major Paulo Pereira, garantiu que "a GNR está
atenta a este fenômeno e a reforçar o patrulhamento".
*
Informações do Expresso- (Portugal).
04/05/2012
* * *
Litoral:
Bandeira Azul hasteada em quase 300 praias*
São 275 as praias que vão ostentar este
ano a Bandeira Azul.
Duzentas e setenta e cinco é o número de praias que este
ano vão içar a Bandeira Azul durante a época balnear. São mais quatro do
que no ano passado. Com a distinção atribuída pela Associação Bandeira
Azul da Europa, as praias fluviais (passaram de seis para 14) são agora
mais do dobro do que em 2012, o que revela a aposta dos municípios do
interior em valorizar as zonas balneares em rios e albufeiras.
No total, há apenas mais quatro, uma vez que entraram 15
novas, mas saíram 19 por não cumprirem os critérios exigidos ou porque
não se candidataram devido a condicionalismos económicos. Certo é que
nos últimos 20 anos, triplicaram as zonas balneares com Bandeira Azul
(em 2001 eram 96).
*
Informações de Carla Tomás e Carlos Esteves/Expresso-Aeiou (Portugal).
04/05/2012
* * *
Lisboa:
'O PSD não pode
andar com o PS ao colo'
O vice-presidente
do PSD disse que o Governo não pode obrigar o PS a ser um "partido
responsável",
mas espera que o
partido possa "abandonar a retórica um pouco radical, que iniciou há
duas ou três semanas".
O vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva avisou hoje
que os sociais-democratas não têm "o papel de 'baby-sitter'" do PS nem
podem obrigá-lo "a ser um partido responsável" acusando os socialistas
de uma "retórica radical".
"O PSD não pode andar com o PS ao colo. Não temos o papel
de 'baby-sitter' do PS. Não se deve pedir ao PSD ou ao Governo que
obrigue o PS a ser um partido responsável", afirmou Jorge Moreira da
Silva aos jornalistas em Beja, durante uma visita à 29.ª Ovibeja.
Segundo Jorge Moreira da Silva, que reagia a declarações do
secretário-geral e do líder parlamentar do PS, respetivamente António
José Seguro Carlos Zorrinho, "o PS segue o seu caminho", mas "em todo o
caso", o PSD espera que "o PS possa abandonar esta retórica um pouco
radical, que iniciou há duas ou três semanas".
"Não porque isso seja fundamental para o Governo ou para o
PSD", já que "o PSD lidera um governo de coligação", que "está a fazer o
seu caminho e a ter resultados e, portanto, não há nenhum sinal de
radicalismo da parte do PS que prejudique o dia-a-dia da governação",
mas porque "prejudica o sinal que é dado para o exterior", explicou.
"Executivo ficará isolado", diz PS
Na sexta-feira, no debate quinzenal com o Governo no
Parlamento, António José Seguro, após acusar o primeiro-ministro de
preparar a aprovação do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) nas
costas do Parlamento, avisou que os socialistas não assinarão de cruz e
que o executivo ficará isolado.
Na quarta-feira, durante a sessão solene comemorativa do 25
de abril no Parlamento, Carlos Zorrinho acusou o Governo de "proceder à
maior inversão de rumo da História democrática" e disse que os
socialistas irão fazer "uma rutura democrática" com quem "ousar tentar
destruir numa legislatura o que levou décadas a construir".
Jorge Moreira da Silva disse que espera que "o PS tenha
noção de que tudo o que é dito e escrito em Portugal, no quadro em que
vivemos de Memorando de Entendimento, é analisado por parte das
organizações internacionais e dos mercados com um escrutínio muito
apertado".
"Não quero com isto condicionar a liberdade do PS", que "é
um partido da oposição e é normal que sinta necessidade de se opor ao
Governo, isso é legítimo", mas "preferiria sempre que o fizesse em torno
de alternativas, propostas concretas, e não de uma certa
instrumentalização de fatores que nos são externos para radicalizar
posições em Portugal", afirmou.
PSD acusa Seguro de "instrumentalização"
Portugal "não precisa, não tem de apresentar e não
apresentará um PEC", disse, acusando António José Seguro de
"instrumentalização" e de "tentar encontrar um qualquer argumento para
uma radicalização de posições que não serve de nada".
"Os países que estão sob ajuda externa, no quadro de um
Memorando de Entendimento, não têm que apresentar um PEC", mas sim "um
Documento e Estratégia Orçamental", que o Governo "submeterá e será
discutido e votado no Parlamento", explicou.
Por isso, "não há nenhuma razão para que se procure
encontrar aqui um pretexto qualquer para exibir uma ruptura
democrática", disse, confessando "uma certa perplexidade com a linguagem
radical que o PS iniciou de alguns dias a esta parte".
*
Informações de Expresso-Aeiou (Portugal).
28/04/2012
* * *
Veículos:
Mercado automóvel cai 49,2% em março*
Março acentua a queda de vendas de automóveis ligeiros de
passageiros no mercado nacional,
piorando a situação das empresas do sector. Preveem-se
milhares de falências até ao fim do ano.
Perante a acentuada quebra no mercado automóvel, a associação do sector
estima que até ao fim do ano 2600 empresas vão encerrar as portas, o que
significa acabar com 21 mil postos de trabalho
Só foram vendidos 9622 automóveis ligeiros de passageiros em Março, o
que corresponde a uma quebra de 49,2% relativamente a igual mês de 2011.
Mas nos veículos comerciais ligeiros, o problema é ainda maior porque as
vendas caíram 66% em termos homólogos.
A associação do setor - a ACAP - estima que até ao fim do ano 2600
empresas vão encerrar as portas, o que significa acabar com 21 mil
postos de trabalho.
Feitas as contas às vendas de veículos ligeiros de passageiros efetuadas
durante o primeiro trimestre de 2012, houve uma quebra de 48,4% em
comparação com o trimestre homólogo de 2011, totalizando este ano 23.511
veículos.
Isto quer dizer que se as vendas do primeiro trimestre forem
anualizadas, serão vendidos em Portugal, durante todo o ano de 2012,
menos de 100 mil veículos, um nível que faz recuar o mercado nacional
para os volumes vendidos em 1985.
Quanto aos veículos comerciais ligeiros, em Março, registrou-se uma
quebra de 66,1% em termos homólogos. Ao todo, no mês passado foram
vendidos em Portugal 1133 veículos comerciais ligeiros.
Também o somatório das vendas de comerciais ligeiros efetuadas nos
primeiros três meses do ano revela uma quebra maior que a do segmento de
ligeiros de passageiros. Em termos trimestrais, o mercado de comerciais
ligeiros caiu 52,6% comparando com igual período de 2011.
* Informações de J. F. Palma-Ferreira (www.expresso.pt),
ACAP.
* * *
Despesas:
Dez mil portugueses aflitos*
A linha SOS da DECO soma mais de 200 mil
visitas desde a sua criação há três anos.
Nos primeiros dois meses deste ano, já
atendeu a milhares de dúvidas.
Mais de dez mil consumidores já recorreram este ano à linha
de apoio da DECO SOS Poupar com o objetivo de controlar as despesas,
sendo os impostos, a alimentação e a habitação os temas mais
pesquisados, revelou a DECO.
A procura daquela linha, criada faz hoje três anos, a 11 de
março de 2009, tem "aumentado significativamente" em relação aos anos
anteriores, afirmou à Lusa Rita Rodrigues, da DECO/Proteste, e neste
momento já soma mais de 200 mil visitas desde a sua criação.
Só este ano, até 7 de março, a linha já recebeu 10386
visitas, mais do que o registrado no ano passado no mesmo período. Nos
primeiros sete dias deste mês recorreram àquele serviço quase 900
pessoas, enquanto em todo o mês de março do ano passado recorreram um
total de quase cinco mil.
"A procura está a aumentar este ano e nota-se uma
consistência no elevado número de consumidores que está este ano a
procurar a linha SOS, o que indicia que as pessoas têm necessidade de
mudar comportamentos", comentou Rita Rodrigues.
Agravamento da situação financeira
No primeiro de existência da Linha SOS, a maioria dos
consumidores mostrava-se preocupado com um agravamento da situação
financeira no futuro, mas em 2010, e em especial em 2011, começaram a
procurar aquela linha de apoio já numa situação de não conseguir
suportar mensalmente as despesas.
"Já não é pensar o que pode fazer para evitar um
agravamento da situação, é passar à ação e começar a poupar já hoje",
contou aquela responsável, adiantando que se sente que "o aperto é cada
vez maior".
Outra diferença dos últimos meses em relação ao início da
criação da linha é a preocupação que cada vez mais consumidores têm com
as despesas relacionadas com os serviços públicos essenciais, como água
ou eletricidade, e com os créditos.
Evitar incumprimento
Na internet, os simuladores da linha SOS mais visitados são
o do imposto extraordinário (subsídio de Natal), em primeiro lugar,
seguido dos supermercados mais baratos - há aqui uma clara tendência
para mudar comportamentos - e em terceiro lugar o simulador do crédito à
habitação para saber qual é o melhor banco. "Atualmente todas as
questões fiscais têm uma maior procura, o que se justifica face às
alterações de conjuntura do país. Os simuladores dos supermercados são
sempre muito procurados, mas não desta forma, com quase 96 mil visitas
só no ano passado", acrescentou Rita Rodrigues.
A linha SOS Poupar destina-se a todos os consumidores,
associados ou não da DECO, que se interesse, por prevenir eventuais
situações generalizadas de incumprimento: "mas se já existe esta
situação de incumprimento, é melhor procurar o Gabinete de Apoio ao
Sobre-endividamento (GAS) da DECO para promover a renegociação das
dívidas.
*
Informações de Expresso-Aeiou (Portugal).
11/03/2012
* * *
Economia:
Situação agrava-se: risco e juros sobem*
O risco subiu de 60,47% no fecho de
terça-feira para 62,94% no encerramento hoje.
A probabilidade de incumprimento da dívida portuguesa subiu
hoje 2,5 pontos percentuais e os juros das obrigações do Tesouro a dez
anos fecharam em 13,75%. Prémio de risco em relação à dívida alemã está
quase em 12 pontos percentuais.
Os mercados dos derivados sobre a dívida soberana
penalizaram hoje Portugal, Irlanda e Espanha. O fecho dos mercados da
dívida foi particularmente negativo para Portugal que, depois de uma
trajetória de descida, ao longo de fevereiro, dos máximos históricos de
30 de janeiro, viu a tendência inverter-se no último dia do mês.
No caso português, a probabilidade de incumprimento num
horizonte de cinco anos agravou-se hoje 2,5 pontos percentuais, segundo
dados da CMA DataVision. O risco subiu de 60,47% no fecho de terça-feira
para 62,94% no encerramento hoje. Refira-se que Portugal continua a
estar em 2º lugar, depois da Grécia, no TOP 10 dos países com mais alto
risco de bancarrota.
Também o indicador dos "pontos à cabeça" (points upfront)
relativos ao estabelecimento de contratos de credit default swaps
(seguros contra o risco de incumprimento) subiu de 33 pontos ontem para
34,5 pontos, segundo dados da Markit. A escala destes pontos vai de 1 a
100 e só é usada para dívidas soberanas que já têm um nível de risco
muito elevado, como são os casos da Grécia (onde os "pontos à cabeça"
subiram para 73,5) e de Portugal.
Também na frente das yields (juros) das obrigações do
Tesouro (OT) no mercado secundário se assistiu a uma subida nos prazos a
três, a cinco, a seis e a dez anos, segundo dados da Bloomberg. As
variações diárias nos prazos a cinco e a dez anos foram superiores a 5%.
Os juros das OT a três, cinco e a seis anos fecharam em valores acima de
16%, e os juros das OT a dez anos encerraram em 13,75%.
O prêmio de risco da dívida portuguesa em relação à dívida
alemã subiu para 11,93 pontos percentuais.
A Irlanda viu o seu risco de incumprimento agravar-se mais
de 1,5 pontos percentuais e os juros dos títulos irlandeses a nove anos
(os a dez anos não estão a negociar-se) estão acima do patamar dos 7%. O
agravamento da percepção da situação da dívida do ex-Tigre Celta advém
do anúncio ontem pelo primeiro-ministro de um referendo sobre as
decisões da última cimeira europeia relativas ao "compacto orçamental".
Finalmente, o risco de incumprimento da dívida espanhola subiu hoje, em
face da discussão sobre a possibilidade ou não de concretizar as metas
de redução de um déficit orçamental de 8,5% em 2011 para 4,4% no final
de 2012, o que o novo governo, em Madrid, chefiado por Mariano Rajoy já
considerou irrealista.
*
Informações de Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt).
1º/03/2012
* * *
Economia:
Investidores 'preocupados com Portugal'
Mercados financeiros estão "preocupados com Portugal" e
investidores acreditam que a dívida portuguesa
será reestruturada como a da Grécia, escreve o "The New
York Times" num artigo publicado online na quarta-feira.
Os mercados financeiros estão "preocupados com Portugal", e os
investidores acreditam que a dívida portuguesa será reestruturada como a
da Grécia, escreve o "The New York Times" num artigo publicado 'online'
na quarta-feira.
O artigo, escrito pelo correspondente do diário nova-iorquino para a
Península Ibérica, descreve as expetativas dos investidores para a
evolução da crise da dívida soberana em Portugal.
Segundo o "The New York Times", quando a Grécia concluir um acordo para
a reestruturação da sua dívida, é provável que Portugal "venha a
seguir". O Governo grego está atualmente a negociar com os credores a
dimensão e formato do haircut (redução) da dívida. O economista Edward
Hugh, citado pelo "The New York Times", afirma que "o mais provável é
que Portugal diga que também quer um acordo desses", até porque
"literalmente já não tem nada a perder".
O artigo nota que o Governo português tem reiterado a sua intenção de
cumprir o acordo de assistência financeira assinado com a União Europeia
e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), e que até agora não
contemplou a hipótese de reestruturação.
O "The New York Times" cita ainda Albert Jaeger, chefe da delegação do
FMI em Lisboa, segundo o qual "a vantagem mais importante que Portugal
tem [sobre a Grécia] é provavelmente o seu consenso político e social
interno".
* Informações de Expresso-Aeiou (Portugal).
02/02/2012
* * *
Crise econômica:
Passos: 'Não pediremos mais tempo nem
dinheiro'
Primeiro-ministro garantiu que Portugal "não pedirá a
renegociação do programa
que está a executar" no âmbito do acordo com a União
Europeia e com o FMI.

"O nosso programa não pode falhar por razões internas",
disse Passos
O
primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que "Portugal não
pedirá mais tempo nem mais dinheiro" para concretizar o Programa de
Assistência Econômica e Financeira acordado com a União Europeia e com o
Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em
resposta a uma questão da comunicação social, na residência oficial de
São Bento, em Lisboa, Passos Coelho afirmou que "Portugal não pedirá a
renegociação do programa que está a executar" no âmbito do acordo com a
União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional.
"Disse-o com clareza no Parlamento e volto a reafirmá-lo: Não pediremos
mais tempo nem mais dinheiro para concretizar o programa", acrescentou
Passos Coelho, que falava numa conferência de imprensa conjunta com o
presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, com quem esteve reunido.
O primeiro-ministro reforçou que o Governo PSD/CDS-PP "está muito
empenhado em que este programa seja executado de forma exemplar",
cumprindo as metas estabelecidas nos prazos fixados.
Razões internas não podem ser obstáculo
"O
nosso programa não pode falhar por razões internas. E é isso que me
interessa enquanto chefe do Governo. Não pode ser Portugal a falhar o
seu programa, e não falhará. E quem quer cumprir não começa a dizer que
quer renegociar, e que quer mais dinheiro, e que quer mais tempo. Quem
quer cumprir, cumpre", considerou.
Segundo Passos Coelho, se Portugal cumprir as metas do seu programa,
conseguirá recuperar a confiança externa e regressar aos mercados "em
condições de confiança".
No
entanto, o primeiro-ministro fez questão de referir que "a União
Europeia e o Fundo Monetário Internacional disseram com toda a clareza"
que "não deixariam de prestar todo o auxílio que fosse necessário" aos
países submetidos a programas de assistência econômica e financeira
como Portugal e a Irlanda se estes "cumprirem de forma bem sucedida as
metas contidas nos seus programas", mas não conseguirem regressar aos
mercados.
"Enfatizo isso, porque isso é muito importante e creio que é uma
condição de confiança muito relevante para o mercado: se, por razões
externas que não tenham que ver com o cumprimento do programa, Portugal
ou a Irlanda, não estiverem em condições de regressar ao mercado na
data que está fixada, o Fundo Monetário Internacional e a União
Europeia manterão a ajuda a estes dois países", assinalou.
* Informações de Expresso-Aeiou (Portugal).
- Foto: Mário Cruz/Lusa
* * *
Economia:
Portugal continua em recessão*
O Eurostat confirma que Portugal continua
em recessão técnica,
com o PIB em queda há já quatro
trimestres consecutivos.
As segundas estimativas do Eurostat referentes ao
crescimento do Produto Interno Bruto no terceiro trimestre de 2011,
divulgadas hoje, confirmam que Portugal continua em recessão técnica,
com o PIB em queda há já quatro trimestres consecutivos.
As estimativas atualizadas hoje publicadas em Bruxelas pelo
gabinete oficial de estatísticas da União Europeia são em quase tudo
idênticas às primeiras, divulgadas a 15 de novembro, embora o Eurostat
tenha revisto em ligeira alta o crescimento do PIB na UE a 27 no
terceiro trimestre do ano em comparação com o segundo (0,3%, contra uma
subida de 0,2 antecipada há três semanas), mantendo aquele para a zona
euro (0,2%).
Os dados, que não incluem a Grécia, em virtude de não
estarem disponíveis estatísticas sobre a evolução trimestral do PIB
deste país ao longo de 2011, confirmam a queda de 0,4% do PIB português
no terceiro trimestre do ano comparativamente ao segundo, o que coloca
Portugal em recessão técnica, já que há um ano que o país regista quedas
consecutivas do PIB (-0,5% no último trimestre de 2010 e -0,6 e -0,1 nos
primeiros dois trimestres de 2011).
Um país encontra-se em recessão técnica a partir do momento
em que regista uma variação negativa do PIB em dois trimestres
consecutivos.
Na comparação homóloga - com idêntico trimestre do ano
anterior -, Portugal registou no terceiro trimestre de 2011 uma das
quedas mais significativas da UE, com uma descida de 1,7% do PIB
comparativamente ao terceiro trimestre de 2010, em contraste com a
subida verificada tanto na média da zona euro como do conjunto da União,
onde o Produto Interno Bruto subiu 1,4%, em ambos os casos, os valores
já estimados no mês passado.
*
Informações de Aeiou-Expresso (Portugal).
06/12/2011
* * *
Greve geral:
TAP cancela 121 dos 140 voos previstos*
A paralisação está a afetar todos os voos
previstos para hoje.
Os impactos da greve geral sentem-se em
vários setores.

Quase totalidade dos voos da TAP não
saiu do chão.
A greve geral de hoje (24/11) levou a TAP a cancelar 121
dos 140 voos programados, disse à Lusa fonte da companhia aérea,
indicando que 17 voos foram reprogramados e dois foram definidos como
serviços mínimos.
"Devido à greve geral e tendo em conta que o controlo de
tráfego aéreo apenas assegura a realização dos voos definidos nos
serviços mínimos, a TAP vai, nesse âmbito, operar dois voos", afirmou a
mesma fonte.
Assim, realizar-se-ão os voos TP1639/1664
Lisboa-Funchal-Lisboa (partida de Lisboa às 18:05 e do Funchal às 19:50)
e o TP1821/1822 Lisboa-Terceira-Lisboa (partida de Lisboa às 08:00 e da
Terceira 10:25).
Clientes avisados
Da restante operação prevista, 17 voos foram reprogramados,
através da antecipação ou do adiamento para horários fora do período de
greve.
A mesma fonte da TAP disse ainda que "cerca de 80 por cento
dos clientes" da companhia aérea que tinham reservas válidas para os
voos a realizar hoje foram atempadamente contactados e acordaram em
realizar as suas viagens noutras datas.
Os impactos da greve geral de hoje, convocada pelas
centrais sindicais CGTP e UGT, deverão sentir-se em vários setores,
entre os quais os transportes.
No que respeita aos aeroportos, aderem à paralisação o
Sindicato dos
Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), que representa
os trabalhadores de assistência em terra nos aeroportos, o Sindicato
Nacional do Pessoal de Voo e da Aviação Civil (SNPVAC), que representa
os tripulantes de cabine, e a Comissão de Trabalhadores da NAV, empresa
de controlo aéreo.
Forte adesão na recolha do lixo
O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL)
registou esta madrugada adesões maioritariamente de 100 por cento nos
Serviços de Recolha de Lixo em 28 municípios do país e das ilhas, indica
uma nota daquela estrutura.
De acordo com os dados disponíveis, apenas na Câmara de
Oeiras com a recolha do lixo paralisada em 80 por cento, em Gondomar,
com uma paralisação de 65 por cento e em Olhão (Ambiolhão) com uma
adesão de 75 por cento não foram registadas paralisações totais.
O STAL, afeto à CGTP, efetuou contagens nos distritos de
Braga, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa, Portalegre, Porto, Setúbal, Viana
do Castelo e em Ponta Delgada e sustenta numa nota que a paralisação da
recolha do lixo "marca a adesão dos trabalhadores da Administração Local
à greve geral".
Populares cortaram circulação de comboios
A Guarda Nacional Republicana teve que intervir em dois
casos de pessoas que cortaram a circulação dos comboios, em Torres Novas
e Sintra, em protesto pelo facto de circular em dia de greve geral,
disse hoje à agência Lusa fonte policial.
Os cortes de linha aconteceram ao início da manhã de hoje,
com "populares a colocarem-se na linha de comboio e a impedirem que as
composições ferroviárias circulassem", relatou a mesma fonte.
"Os incidentes ocorreram em Lamarosa, na região de Torres
Novas, e na linha de Sintra", acrescentou.
CP não cumpriu serviços mínimos
A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações
adianta, à TSF, que os serviços mínimos da CP não estão a ser cumpridos.
A empresa informa que, até às seis da manhã, cinco dos 19
comboios de serviços mínimos previstos não se realizaram, tendo quatro
deles ficado parados por intervenção do piquete de greve.
O sindicato diz também que há uma paralisação total na
Soflusa, Transtejo, na STCP e no metro de Lisboa. No início da manhã,
apenas circularam três autocarros da Carris.
Transportes do Porto parados
Os trabalhadores da Sociedade de Transportes Coletivos do
Porto (STCP) não estão a cumprir os serviços mínimos e a adesão dos
motoristas à greve geral é de 90 por cento, disse fonte da CT da
empresa.
De acordo com a fonte, o tribunal arbitral decretou que
deveriam circular 50 por cento dos autocarros em 23 linhas, o que foi já
contestado pelos sindicatos que consideram ser "ilegal".
"Ou seja, deveriam circular metade dos autocarros
previstos, o que não faz qualquer sentido", disse a mesma fonte,
referindo que dos 300 autocarros previstos, estão a circular cerca de
35. Até cerca das 08:15, "a adesão foi total", acrescentou.
Maioria dos tribunais encerrados
O presidente dos Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ)
congratulou-se hoje com o encerramento da maioria dos tribunais devido à
adesão dos seus associados à greve geral, disse hoje o presidente
sindical Carlos Almeida.
O dirigente referiu que se "assiste a um encerramento, na
grande generalidade, dos tribunais em Portugal", o que demonstra que a
classe "está contra as políticas de austeridade que este Governo
lançou".
Carlos Almeida defendeu que "as políticas seguidas pelo
Governo só vão criar mais recessão, desemprego e uma conflitualidade
social, que obviamente vai atingir os tribunais".
Greve Geral em Portugal**
A maior greve de Portugal em 30 anos teve
início hoje em todo o país. A greve atinge praticamente todos os setores
da sociedade portuguesa. Muitos cruzaram os braços a partir de hoje, mas
grande parte das pessoas teme que a adesão ao movimento possa causar a
perda do emprego nestes tempos de crise.
A greve geral em Portugal é uma
manifestação contra os cortes do Governo, sobretudo, para os
aposentados, na educação e saúde.
*
Informações de Expresso-Aeiou (Portugal).
** Informações da Redação VF, com
agências.
24/11/2011
* * *
Economia:
Bolsa de Lisboa lidera quedas na Europa*
PSI 20 fechou a
descer 4,19% para os 5.795,05 pontos, em mínimos de setembro de 2009.
A bolsa de Lisboa encerrou hoje em queda, com o PSI 20 a
descer 4,19 por cento para os 5.795,05 pontos, em mínimos de setembro de
2009 e a liderar as quedas entre as principais praças europeias.
Todos os 20 títulos que compõem o principal índice da bolsa
portuguesa fecharam em queda, tendo dois registrado perdas superiores a
sete por cento (BES e Altri), dois superiores a seis por cento (Sonae e
Mota-Engil) e três superiores a cinco por cento (Brisa, Zon e Jerónimo
Martins).
BES à frente nas quedas
A liderar as quedas esteve o BES, cujos títulos cederam
7,73 por cento para 1,90 euros.
Entre as restantes cotadas do setor financeiro, o dia
também foi de perdas: o BCP e o BPI caíram ambos 3,85 por cento para
0,20 euros e 0,68 euros, respectivamente, e o Banif cedeu 2,91 por cento
para 0,40 euros.
Na energia, a EDP caiu 4,60 por cento para 2,18 euros, a
Galp cedeu 2,88 por cento para 13,33 euros, a REN deslizou 1,35 por
cento para 2,05 euros e a EDP Renováveis perdeu 0,44 por cento para 4,10
euros.
O peso pesado PT caiu 3,18 por cento para 5,53 euros. No
restante setor, a Zon deslizou 5,17 por cento para 2,49 euros e a
Sonaecom cedeu 2,52 por cento para 1,20 euros.
Dia de perdas também na Europa
Na Europa, o dia foi de perdas: Paris cedeu 4,03 por cento,
Madrid perdeu 3,41 por cento, Frankfurt caiu 2,27 por cento e Londres
recuou 1,63 por cento.
A penalizar os mercados voltaram a estar os receios sobre a
situação econômica grega, no dia em que foi antecipado que a Alemanha
terá decidido 'deixar cair' a Grécia.
Também hoje, o vice-ministro das Finanças da Grécia,
Filippos Sachinidis, afirmou que a Grécia só consegue assegurar os seus
compromissos financeiros até outubro.
Esta será mais uma semana decisiva para a Grécia, que
enfrenta a desconfiança dos credores internacionais relativamente à
redução da despesa pública e à tomada de decisões para controlar o
déficit das contas públicas.
Na quarta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI)
reúne-se para debater a transferência de mais 8 mil milhões e, no dia
seguinte, a reunião dos ministros das Finanças da zona euro promete
girar essencialmente à volta da possibilidade cada vez mais real da
Grécia entrar em incumprimento e poder sair da zona euro.
*
Informações de Lusa-Expresso/Portugal.
13/09/2011
* * *
Executivo:
Formação do Governo não para no
fim-de-semana*
Equipes do PSD e do
CDS que estão a preparar o programa e a constituição do próximo
Executivo trabalham
este fim-de-semana, com vista a ter tudo concluído em 13 de junho.

Cavaco Silva participou da Festa da
Cereja em Alcongosta, no Fundão.
As equipas do PSD e CDS que estão a trabalhar no programa e
na orgânica do próximo Governo de Portugal não vão parar durante este
fim de semana. A intenção é ter tudo fechado no Dia de Santo Antônio,
segunda-feira, 13/06.
Os convites para o cargo de ministro começarão a ser feito
por Passos Coelho a partir de amanhã, noticia hoje o Expresso na sua
edição em papel. Deverão estar terminados na próxima semana.
Cavaco admite
posse antes de dia 23
A posse do novo Governo "pode ter lugar antes do dia 23",
caso não surja "algo de confuso ou difícil na contagem de votos da
emigração", revelou no sábado 11/06, o Presidente da República, Cavaco
Silva.
"Os contatos por mim estabelecidos, tal como o presidente
da Assembleia da República, há uma indicação que se não surgir algo
confuso, difícil na contagem de votos dos círculos da emigração, essa
posse pode ter lugar antes do dia 23, mas nos termos da lei depende se
surgirem ou não recursos nas contagens dos votos da emigração", afirmou
o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva.
Cavaco Silva, que falou aos jornalistas durante uma visita
à Festa da Cereja 2011 em Alcongosta, no Fundão, lembrou ainda que
enquanto não forem publicados os resultados legais das eleições
legislativas de 5 de junho, está legalmente impedido de dar posse ao
novo executivo.
*
Informações da Lusa/Expresso (Portugal).
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Imagem: SIC/Reprodução.
* * *
Economia:
Lavagem de dinheiro em Portugal é
preocupante, dizem EUA*
Relatório do
Departamento de Estado norte-americano considera Portugal
como um país
preocupante ao nível do crime de "lavagem de dinheiro".

Portugal está entre os
lavadores de dinheiro.
Portugal integra o grupo de países com 2º grau de
preocupação de lavagem de dinheiro. Portugal está entre os 70 países com
grau "preocupante" de ameaça de lavagem de dinheiro, avança o "Diário de
Notícias", que cita um relatório elaborado pelo Gabinete para o Controlo
Internacional de Narcóticos.
De acordo com o documento, concluído em março, o crime da
lavagem de dinheiro está ligado ao tráfico de droga e ao terrorismo,
sendo a inflexibilidade do sigilo bancário, a existência de offshores e
a falta de legislação eficaz os principais responsáveis pelo crime
nestes países.
Além de Portugal, integra o grupo de países com nível
"preocupante" deste crime a Bélgica, a Bulgária, a Irlanda ou a
República Checa.
Entre as nações com nível máximo de preocupação estão o
Afeganistão, a Alemanha, a Áustria, a Colômbia, a Espanha, os EUA, a
França, a Grécia, Guiné-Bissau, a Holanda, a Inglaterra, o Iraque, o
Japão, o Liechenstein e o Luxemburgo.
O Governo dos EUA aconselha que os países mais vulneráveis
a este crime devem criar sistemas de combate à lavagem de capitais, de
acordo com as leis internacionais.
*
Informações de Nuno Botelho/Expresso (Portugal).
* * *
Resgate de Portugal:
Alemães sugerem venda de reservas de ouro*
Dois políticos alemães de quadrantes
diferentes exigiram que no programa de resgate a Portugal se incluísse
a venda das reservas de ouro do Banco de
Portugal. As opiniões dividem-se entre economistas portugueses.
A questão da venda das reservas de ouro do Banco de
Portugal (BdP), herdadas do anterior regime, surge ciclicamente. Na
semana passada, o jornal londrino "The Times" noticiava que duas
personalidades políticas alemãs em posições importantes no Bundestag
(parlamento alemão) colocavam a exigência de que, no quadro do resgate a
Portugal, se deveria incluir não só a privatização de ativos como a
questão da venda das reservas de ouro detidas pelo BdP.
As duas vozes parlamentares têm peso na Alemanha para não
poderem ser ignoradas: Norbert Barthle é o porta-voz parlamentar para os
assuntos orçamentais da CDU (cristãos-democratas que lideram o governo
atual) e Carsten Schneider é o "sombra" no Partido Social Democrata (SPD).
As contas feitas em cima da mesa eram simples: o valor
atual das 382,5 toneladas de ouro contabilizadas no BdP seria de cerca
de €13 mil milhões, uma gota no oceano da dívida soberana portuguesa (em
dezembro de 2010 era de €396,5 mil milhões) e que nem serviria para
tapar todo o défice orçamental de 2010, mas o suficiente, alegavam os
proponentes alemães, para aliviar 20% do resgate previsto pela troika.
Para situar a discussão, refira-se que Portugal é o 14º
detentor mundial de reservas oficialmente declaradas, apesar de elas
serem hoje, apenas, 45% das mais de 865 toneladas herdadas do anterior
regime.
Incluir as reservas nos resgates
Os alemães acrescentavam que o tema das reservas de ouro
deveria ser incluído na questão da falência do processo de resgate à
Grécia (que é o 30º país em reservas com 111,5 toneladas) e mesmo na
discussão sobre a Espanha (que é o 19º detentor com 281,6 toneladas),
caso ocorra. Como nota, sublinhe-se que a Alemanha é o segundo maior
detentor de reservas de ouro depois dos Estados Unidos.
Os dois políticos alemães não especificaram quem deveria
comprar tais reservas, mas, segundo o GATA (Gold Anti-Trust Action
Committee), "o Bundesbank (banco central alemão) e o Banco Central
Europeu seriam compradores". A situação de forçar países em situação de
bancarrota a vender reservas de ouro ou colaterizar esses ativos não é
nova na história, recorda o GATA.
Nuno Fernandes, professor no IMD na Suíça, advoga que
"Portugal deve vender todas as reservas de ouro". E justifica: "Estamos
numa situação de bolha neste mercado, e é presumível que venha a ser um
dos ativos com menor rentabilidade nos próximos 5 a 10 anos. Logo, a meu
ver, não faz qualquer sentido mantê-las. Numa gestão de ativos-passivos
faz, também, sentido a venda". Parcialmente no mesmo sentido se
pronuncia Pedro Martins, da School of Business and Management Queen
Mary, da Universidade de Londres: "Parece-me apropriado vender parte do
ouro, não só por causa da situação financeira do país, mas também pelo
elevado preço do ouro nos mercados atualmente".
Restrições à venda
No entanto, o BdP está vinculado a um acordo de venda
denominado de Central Bank Gold Sales Agreement (CBGSA), assinado por 19
bancos centrais europeus incluindo o Banco Central Europeu, cujo mandato
renovado em agosto de 2009 se estenderá até agosto de 2014. Nos bancos
centrais estão incluídos todos os da zona euro, na altura, mais a Suíça
e a Suécia. Nesse âmbito, o conjunto desses signatários só poderão
vender 400 toneladas por ano até um limite de 2.000 no quinquénio. Este
acordo não foi assinado pelo Fundo Monetário Internacional que
manifestou, então, a intenção de vender 403 das suas 3.217 toneladas
existentes em agosto de 2009, objetivo que já concretizou. Os
signatários do acordo venderam 3.867 toneladas de ouro desde o primeiro
acordo em setembro de 1999.
Além disso, no atual quadro legal da União Monetária
Europeia, os governos não podem dispor livremente das reservas de ouro
que são geridas pelos bancos centrais e as vendas efetuadas ficam
retidas nos cofres desses bancos e não podem servir para amortizar
dívida. Os bancos centrais estão proibidos de financiar diretamente os
estados.
Pelo que, como nos refere Daniel Dias, da Universidade de
Illinois, "a proposta dos alemães é feita sem o mínimo de conhecimento
de causa". Mas admite que "até possa fazer sentido quando Portugal
voltar aos mercados financeiros e precisar de se financiar a curto
prazo, pois, então, as reservas de ouro poderão ajudar a baixar os juros
e com isso diminuir os custos - diretos - da emissão de dívida
soberana".
Ricardo Cabral, da Universidade da Madeira, por seu lado, é
frontalmente contra. Defende que essas reservas devem ser preservadas, e
inclusive critica as vendas realizadas entre 2002 e 2006. "O ouro é uma
proteção contra o risco. O seu valor inclusive em relação ao dólar ainda
poderá multiplicar-se, dada a atual instabilidade dos mercados", diz.
Mas acrescenta, ainda, um outro argumento que considera estratégico:
"Perante acontecimentos inesperados, como por exemplo saída atribulada
do euro, rotura de pagamentos ou crises graves geopolíticas, é
fundamental que o país detenha um ativo de reserva, capaz de ser líquido
nos mercados internacionais, e que possa ser utilizado para importações
prioritárias. As reservas atuais - de ouro e divisas - dariam, em caso
de emergência, para satisfazer as importações líquidas do país durante
cerca de 15 meses, o que é um horizonte temporal razoável". Alega,
ainda, que, em caso de reestruturação da dívida soberana, "as reservas
poderiam desempenhar um papel fundamental".
Valorização discutível
No caso do Banco de Portugal poder ir ao mercado vender uma
parte significativa de reservas, no âmbito do acordo a que está sujeito,
um tal movimento poderia provocar uma imediata quebra do preço do dólar
e o valor obtido na venda seria muito inferior ao previsto, pois uma
situação de pânico se poderia gerar, alerta o GATA.
Há, ainda, um problema adicional, sublinha Ricardo Cabral.
Segundo o relatório do BdP de 2009 verifica-se que só 45% das reservas
de ouro se encontram nos cofres do banco central; o remanescente - 210
toneladas - encontra-se depositado à ordem, sem serem dados detalhes.
Uns alienaram, outros reforçaram as reservas de ouro
A última venda de ouro realizada pelo BdP foi em setembro
de 2006 num montante de 19,9 toneladas, ao abrigo do acordo referido.
Entre 2002 e 2006, o BdP vendeu 224,1 toneladas, quando o ouro se cotava
a valores em muitos casos 1/3 abaixo do atual. "Se o BdP não o tivesse
feito, diz Ricardo Cabral, as reservas estariam hoje em mais de 600
toneladas, valendo mais 4,8 mil milhões do que actualmente".
Enquanto uns alienaram reservas de ouro, outros
reforçaram-nas sistematicamente. A China informou em 2009 ter reforçado
em 454 toneladas, e a partir dessa altura passou à 6ª posição no ranking
mundial. A Índia reforçou, no mesmo ano, em 200 toneladas, e subiu para
o 11º lugar. A Arábia Saudita aumentou 180 toneladas e passou a 16º.
Finalmente, a Rússia de 2009 a 2011 reforçou em 231 toneladas subindo ao
8º lugar. Segundo o Financial Times, o México, já em fevereiro e março
do corrente ano, adquiriu 93,3 toneladas, subindo de 69º para 33º na
lista.
Os comentários ao Financial Times por parte do presidente
do Banco Mundial, Robert Zoellick, no sentido de que o ouro poderia vir
a ser integrado num cabaz de referência do sistema monetário
internacional juntamente com divisas, vieram ao encontro desta
estratégia de reforço de reservas por parte das economias emergentes.
Lista das 15 entidades e países com maiores reservas de
ouro, segundo os dados oficiais em abril de 2011, de acordo com o World
Gold Council: Estados Unidos; Alemanha; Fundo Monetário Internacional;
Itália; França; China; Suíça; Rússia; Japão; Holanda; Índia; Banco
Central Europeu; Taiwan; Portugal; e Venezuela.
* Informações de
Jorge Nascimento Rodrigues para o Expresso -
www.expresso.pt (Portugal).
-
Optamos por preservar a gramática portuguesa local.
* * *
Crise econômica:
Um resgate antidemocrático, diz 'The New
York Times'*
O jornal nova-iorquino juntou-se às vozes que sugerem um
"empréstimo intercalar" a Portugal,
criticando o curso do atual resgate que esvazia as
próximas eleições de 5 de junho de qualquer papel relevante.
O influente diário norte-americano "The New
York Times" (NYT) resolveu, esta semana, "intervir" no curso do resgate
português pela troika Bruxelas/BCE/FMI. Considerou, preto no branco, em
editorial de 14 de abril, que faltará "legitimidade" democrática ao
pedido de apoio financeiro e às negociações por parte de um governo de
gestão. Além do mais, junto dos mercados, este resgate terá um problema:
"Faltar-lhe-á credibilidade junto dos investidores, que suspeitarão que
o próximo governo [que sair das eleições de 5 de junho] poderá não estar
à altura" para aplicar um pacote que será muito doloroso.
Barroso responde à letra
O NYT propunha, por isso, "um empréstimo
intercalar" de curto prazo por parte da União Europeia e do Fundo
Monetário Internacional (FMI). O Presidente da Comissão Europeia, Durão
Barroso, veio, logo, esclarecer que essa possibilidade está fora de
jogo, procurando colocar um ponto final na questão.
Com o compasso de espera - através do
empréstimo intercalar para as necessidades de financiamento e
refinanciamento até final de junho, incluindo o vencimento de dívida a
15 de junho -, o NYT alega que os eleitores poderiam através do voto
expressar a sua opinião sobre as propostas de cada partido para o
período de emergência. Caberia ao futuro governo, saído dessas eleições,
negociar, depois, o pacote. Só, assim, poderá resultar um acordo com a
troika "que o novo governo e os eleitores possam apoiar - e em que os
credores acreditem".
A polêmica sobre a reestruturação da dívida grega
O "The New York Times" levanta, ainda, outra
crítica à atual orientação de Bruxelas e de Frankfurt (onde está sediado
o Banco Central Europeu) que tem imposto nos pacotes de resgate
políticas que não deixam margem para o crescimento econômico.
Além do mais, apesar da dureza da austeridade,
a política dos resgates não tem acalmado os mercados financeiros onde
corre cada vez com mais força a ideia de que, a começar pela Grécia,
terá de se proceder a reestruturações das dívidas soberanas.
Esta semana multiplicaram-se as vozes por e
contra a probabilidade de uma re-estruturação da dívida grega com um
impacto muito negativo no mercado financeiro.
O risco de bancarrota da Grécia subiu para
níveis jamais atingidos, na casa dos 63%, e os juros, já altos,
dispararam. Uma sondagem da Reuters junto de analistas dava a
reestruturação da dívida helênica como certa para 60% dos respondentes.
A hipótese de o mesmo acontecer na Irlanda recolhia 40% das opiniões e
de vir a ocorrer em Portugal teve o voto de 30%.
* Informações de Jorge Nascimento Rodrigues/Expresso (www.expresso.pt).
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Economistas alemães são contra 'resgate' a Portugal
‘Um Compromisso Nacional’: o resgate de Portugal
Bancarrota: Portugal ultrapassa a Irlanda
* * *
Lisboa:
A
modelo
Jeniffer
Viturino teria sido assassinada?**
Lesões no corpo levam Polícia Judiciária
a suspeitar de homicídio.

Cadáver de Jeniffer Viturino, 17 anos,
tinha marcas de agressões.
MODELO BRASILEIRA MORRE EM PORTUGAL*
A modelo brasileira Jeniffer Viturino, de 17 anos, morreu
ontem em Lisboa, capital portuguesa. Segundo o jornal Correio da Manhã,
a modelo caiu do 15º andar do prédio em que vivia seu namorado, o
empresário Miguel Alves da Silva, em um bairro de classe média alta da
cidade.
O corpo dela foi encontrado por volta de 7h30 da manhã de
ontem (horário local)pelos seguranças do prédio. A Polícia Científica
fez perícia no local e a Polícia Judiciária investiga a morte da modelo.
Segundo o Correio da Manhã, Jeniffer teria deixado um bilhete para
família em que afirmava querer colocar fim a vida por não aguentar mais
a violência do namorado.
HEMATOMAS E ARRANHÕES**
O sofrimento de Jeniffer Viturino, uma jovem modelo de 17
anos, ficou marcado no corpo. E na carta de despedida que deixou. A
jovem brasileira escreveu aos amigos e familiares assegurando querer pôr
termo à vida por já não aguentar mais a violência conjugal de que era
alvo. Na manhã do sábado, 09/04, a manequim caiu do 15º andar de uma das
torres do Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa. Apresentava vários
hematomas e arranhões espalhados pelo corpo, cuja origem a seção de
homicídios da Polícia Judiciária de Lisboa investiga agora.
Jeniffer residia em Portugal há vários anos, com a família
e irmãos menores. Bonita, com 1,81 metros de altura, começou cedo a
trabalhar na área da moda. Há um ano, iniciou um namoro com Miguel Alves
da Silva., um rico playboy de Lisboa, herdeiro de uma fortuna ligada ao
negócio da aviação. Reside num apartamento de luxo no 15º andar da Torre
de São Rafael, no Parque das Nações. Fontes no local disseram ao nosso
jornal ser frequente a presença de "mulheres bonitas" no apartamento. Ao
que apuramos, a PJ já efetuou buscas neste prédio, tendo constituído
dois arguidos por lenocínio. Contatado telefonicamente pelo CM, Miguel
Alves da Silva confirmou "ter namorado" com Jeniffer, mas "já há muito
tempo que isso não acontecia ".
No entanto, foi da casa do empresário que a jovem caiu pela
janela, pelas 07h30 de ontem. Ao CM, Miguel reagiu com um "não faço
comentários", seguido de uma interrupção abrupta da conversa. O cadáver
de Jeniffer Viturino foi encontrado numa poça de sangue.
Uma brigada do Laboratório de Polícia Científica recolheu
vestígios no local onde o corpo caiu e dentro do apartamento de Miguel
Alves da Silva, onde só o empresário foi encontrado pela PJ.
O médico legista descobriu vastos hematomas no corpo da
jovem, bem como arranhões no peito. Miguel Alves da Silva prestou
declarações à PJ, mas não foi constituído arguido. O cadáver foi
retirado pelas 15h00 e será agora autopsiado.
CHEGOU A SER CAPA DE REVISTA
A carreira de manequim de Jeniffer Viturino estava em
ascensão. Além de concursos de beleza, a jovem manequim brasileira
começava a surgir em revistas como protagonista de produções
fotográficas. Foi mesmo capa da revista ‘J’, suplemento do diário ‘O
Jogo’.
EMPRESÁRIO DESCRITO COMO MULHERENGO E AGRESSIVO
De acordo com um amigo de Miguel Alves da Silva, o
empresário "é um pouco intempestivo e nós [amigos] temos conhecimento de
várias cenas de violência dele para com as namoradas. Aliás, o que
sabemos é que a Fátima [Preto] acabou tudo com ele depois de uma
discussão bastante agressiva", relata um amigo do empresário.
O CM sabe ainda que os namoros do empresário nunca foram
pacíficos, já que Miguel "mantinha vários relacionamentos paralelos".
"Sempre teve várias mulheres ao mesmo tempo e, ainda agora, o que
sabíamos é que ele namorava com uma jovem chamada Micaela", relatou a
mesma fonte. O CM contatoU por telefone Micaela Castro, a referida
namorada. "Este é um assunto muito delicado e não quero falar sobre
isso", disse a jovem.
Já a relações-públicas Helga Barroso adiantou que conheceu
Jeniffer em 2009, num concurso que realizou para o extinto jornal ‘24
Horas’. Depois, chegou a contratar a brasileira para trabalhar como
hospedeira nas festas que organizava. "A última vez que a contratei foi
no ano passado, num evento no Alcântara Café.
NAMORO COM FÁTIMA PRETO
Miguel Alves da Silva tornou-se conhecido pelo namoro com a
modelo Fátima Preto, que durou cerca de três anos e terá terminado de
forma conturbada, com cenas de violência à mistura. Contatada pelo CM,
Fátima Preto mostrou-se chocada pelo sucedido e preferiu não prestar
quaisquer comentários.
BONITA, DIVERTIDA E COM HUMOR
Ainda em estado de choque com o alegado suicídio de
Jeniffer Viturino, a empresária Helga Barroso recorda uma "jovem muito
bonita, divertida e com excelente sentido de humor", mas deixa a
questão: "O que terá levado uma miúda como ela a suicidar-se?".
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Informações da *Agência Estado (SP) e **Lusa (Portugal).
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Foto: divulgação.
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