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Saneamento

 

Drenagem pluvial:

Solução para as enchentes em São Paulo

Engenheiro apresenta um ousado projeto de sifonamento

para solucionar o drama das águas pluviais em São Paulo.

 

Por Pepe Chaves*

Para Via Fanzine

BH-06/11/2011

 

Região de maior confluência das águas pluviais.

 

Por intermédio de nosso amigo e correspondente em São Paulo-SP, Benone Augusto de Paiva, Via Fanzine teve acesso a um revolucionário projeto que propõe solução definitiva para a antiga problemática das inundações na região metropolitana de São Paulo e passa a divulgá-lo a partir dessa data.

 

O referido projeto tem autoria intelectual do engenheiro holandês radicado no Brasil, Geert Prange, com colaboração de seu colega, engenheiro J. Carlos Riva. Este projeto que foi registrado no CREA/PR, prevê uma solução definitiva para as enchentes no entorno da capital paulista,

 

Conforme já fora proposto pelo professor J. Carlos Riva, a ideia é que as águas pluviais possam ser drenadas por processo de sifonamento (sucção),  sendo despejadas, inicialmente, na Represa Billings, para depois drená-las gradativamente para a baixada santista. Todo o processo de condução pluvial é descrito tecnicamente pelo engenheiro em seu projeto – cujas explicações podem ser acessadas em duas partes, abaixo.

 

Atualmente residindo em Paranaguá-PR, Geert Prange é Engenheiro Naval (EPUSP-1965), Consultor de Dragagem; Perito Naval credenciado por Sociedades Classificadoras de Navios e Administrações Marítimas de Bandeira; Membro da SOBENA – Sociedade Brasileira de Engenharia Naval; Membro do SNAME – Society of Naval Architects and Marine Engineers (EE.UU); Membro Afiliado da IMarEST – Institute of Marine Engineers, Science & Technology (Reino Unido); Presidente da SOAMAR/PR – Sociedade Amigos da Marinha do Paraná. Cavaleiro da Ordem do Mérito Naval.

 

Prange foi muito gentil ao retornar nosso contato e nos colocar diretamente sobre o seu projeto que, acreditamos, se receber a devida atenção das autoridades responsáveis, poderá, de forma criativa e engenhosa, banir os paulistanos do incômodo contato com a água excedente dos temporais. Além disso, a proposta aqui aventada pelo engenheiro holandês poderá também ser estendida a outras localidades do país ou do exterior, de acordo com suas respectivas características.

 

Esperando que seu projeto receba a devida atenção das autoridades - também de outras localidades - o Dr. Geert se coloca ao dispor para esclarecer sobre outros detalhes técnicos ou mais informações acerca desse projeto.

 

Publicamos a seguir, missiva que recebemos com alguns comentários e explicações do Dr. Prange e, no final, os links de acesso para mais informações específicas sobre o referido projeto, incluindo também, uma nota técnica do autor com ilustrações, em arquivo PDF.

 

Prezado Sr. Pepe Chaves

 

Agradeço seu interesse pelo assunto que vem fustigando meu intelecto e minha paciência, já que morei em São Paulo durante 10 anos até me formar na Escola Politécnica da USP, em 1965.

 

Como durante muitos anos lidei com dragagens, tanto na construção de dragas na Holanda (sou holandês) como em obras de dragagem  no Brasil, nunca entendi como as autoridades paulistanas e paulistas não conseguem controlar as enchentes que, periodicamente, assolam a região metropolitana de São Paulo.

 

Assim, ao longo de vários anos, tentei sensibilizar os órgãos (in)competentes com um projeto que deriva de minha experiência prática em dragagem e na construção da UHE de Itaipu. Verifiquei muito depois, que o mesmo processo foi utilizado com sucesso para drenar a Cidade do México.

 

Em suma, se o Sr. um dia teve que drenar gasolina do tanque de um carro para abastecer um outro, usando uma mangueirinha e chupando-a até conseguir o intento, fica bem claro o processo de sifonamento das águas pluviais do planalto paulista para a baixada santista, embora em escala muitíssimo maior.

 

Isso tudo porque, conforme facilmente poderá achar em qualquer site do assunto, o rio Tietê NÃO COMPORTA uma vazão maior do que aprox. 700m3/s, já que vazões maiores encontram obstáculos que determinam o alagamento das áreas de influência desse rio à montante do Cebolão na cidade de São Paulo. Não adianta alargar o leito do rio, nem aprofundá-lo, como também já frisou em detalhes o Prof. Dr. Júlio Cerqueira Cesar, catedrático aposentado de hidráulica da mesma Escola Politécnica.  As águas pluviais, especialmente durante chuvas fortes, devem ter outro destino que não seja o rio Tietê.  Por falta de opção, resta a baixada santista, de onde as águas podem ser drenadas para o mar. Alternativamente, conforme proposta em paralelo do meu colega de universidade, Prof. Dr. J. Carlos Riva, as águas pluviais podem ser drenadas, pelo mesmo processo, inicialmente para a Represa Billings (a Leste de São Paulo e no alto da Serra do Mar), para depois drená-las gradativamente para a baixada santista. A Represa Billings funcionaria como "pulmão", ou, caso goste do termo, como "piscinãozão".

 

Geert J. Prange

Paranaguá-PR

06/12/2011

 

- Contato com o autor: prange@sul.com.br

- Apresentação do projeto:

   “Inundações da área metropolitana de São Paulo e sua solução”.

 

- Acesse: Alternativa de Drenagem da Região Metropolitana de São Paulo/Nota Técnica.

                   (explicações & ilustrações em PDF)

 

- Tópico associado:

   Saneamento: contrastes no Estado de São Paulo

 

- Colaborou: Benone A. de Paiva (SP).

 

Produção:
 

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