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 Espaço do leitor

 

Cartas publicadas neste espaço foram enviadas pelos respectivos autores.

Leitores que desejam se manifestar em Via Fanzine, podem enviar seus textos assinados para:

pepechaves@yahoo.com.br , com o título "PARA PUBLICAR".

 

Os textos devem conter assinatura do autor, no máximo uma lauda.

O conteúdo é de inteira responsabilidade dos autores.

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A Carminha na política

 

É o fim da picada, um deputado federal do Partido Verde por São Paulo, desconhecer a política da cidade do porte de Bauru, com mais de 200 mil eleitores e acercar-se, pela foto publicada na edição de domingo (09/09), do candidato a vereador pelo PSDB Arildo  Lima Júnior, adversário dos candidatos do seu partido aqui na terrinha.

 

É incrível e deveria ser inaceitável para os candidatos em geral e do Partido Verde de Bauru em particular esse comportamento do deputado Roberto de Lucena, que detém a condição de vice-líder do PV na Câmara dos Deputados, de vir a Bauru dar apoio a candidato tucano olvidando os da sua grei. Falta de compostura política inacreditável! Vem a nossa cidade onde existem candidatos do seu Partido aos cargos de prefeito municipal e vereador e ignora-os, como fez.

 

Dá uma de “joão sem braço” quando afirma que sua vinda tem como um dos objetivos a “defesa (de) uma participação mais ativa da sociedade nas discussões envolvendo o projeto de reforma do Código Penal”, ora em tramitação no Congresso. Cara de pau! Em bom português o deputado federal do PV chamou-nos de um bando de néscios.

 

Alto lá deputado “de Lucena”! Não é por que você está num partido, ou melhor, numa “grife”, que até hoje não disse a que veio, pois é governo em Brasília com o PT, em São Paulo com o PSDB, em outros estados com outros partidos e assim por diante, que se imagina “dono do pedaço”, “rei da cocada preta”,  para vir até nós para humilhar os candidatos do teu Partido de quem, diga-se, não tenho autorização para este libelo que, porém, o faço em nome de um ”tostão” de decência política.

 

Também, nada contra o candidato tucano mesmo porque ele já foi vereador e na última eleição foi derrotado e nada impede que ele seja um daqueles que sonham em voltar ao Poder Legislativo. Talvez o deputado “de Lucena” não conheça Marina, sua historia de vida, sua trajetória política, suas determinações e perseveranças na defesa da sua verdade. Você “de Lucena” deveria procurar saber porque esse Ícone político de luz própria desistiu do “seu” PV. 

 

Sabe “de Lucena”, Marina jamais, repito, jamais cometeria a deselegância sabuja que cometestes nestas plagas. Acho desnecessário perguntar-lhe se saberia dizer quantos votos Marina teve quando disputou pelo PV a presidência da República pois, depois dessa sua demonstração em Bauru duvido que saiba alguma coisa da história recente do PV a nível nacional.

 

Enfim, resta mais um lamento que vai para a autora da reportagem que, sabendo que o deputado “de Lucena” é vice-líder do Partido Verde na Câmara e estando em Bauru e mais, em visita ao Jornal da cidade a tiracolo com o candidato a vereador pelo PSDB e não se sabe por que deixou de questioná-lo sobre esse comportamento traiçoeiro digno da Carminha de Avenida Brasil, da novela da Globo. Quem sabe faltou faro jornalístico ou perspicácia, ou melhor talvez lhe tenha faltado aquilo que só a vida proporciona e a faculdade não:  e x p e r i ê n c i a. Só por isso está desculpada!

 

Nicanor Amaro da Silva Neto 

Bauru-SP

23/09/2012

 

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Delúbio e seu mantra

 

Estou mesmo quase chegando a crer no que algumas pessoas de Brasília comentam: que Dirceu e asseclas estão nervosíssimos com a aproximação do julgamento do mensalão.

 

E minha certeza vem das manifestações feitas pelo próprio Dirceu e por Delúbio, não só nos jornais, mas também através da internet, como se ao repetirem incessantemente o mantra "o mensalão nunca existiu" eles conseguissem romper a sólida rocha da verdade.

 

Afinal, é o que sobra para eles diante das provas robustas contidas nos processos e da memória da gente que não esquece dos fatos ocorridos: por em prática o ditado - água mole em pedra dura tanto bate até que fura . Espero que os juízes do Supremo Tribunal Federal sejam mais fortes que colunas de estagmites, e à prova de mantras. E que as ameaças feitas por Dirceu e por sindicalistas  de levar multidões às ruas a exigir julgamento "justo", nos estimulem a também ocuparmos espaço nas avenidas das cidades brasileiras, mas para festejar a justiça sendo feita, afinal!

 

Mara Montezuma Assaf

São Paulo-SP

17/07/2012

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Ameaça à democracia

 

Disse o candidato a prefeito de São Paulo pelo (PT), fernando Addad, que o seu adversário, José Serra (PSDB), também candidato ao mesmo cargo, está assustando os eleitores paulistanos que se o Addad vencer esta elição, colocaria a democracia brasileira em risco...

 

Ora sr Addad! Invente outras lorotas mais aceitáveis para um eleitorado que não é mantido por bolsas compra de votos. Risco a democracia existe sim constantemente praticado pelo seu partido que não vem respeitando a Constituição Federal. Não há como respeitar a democracia sem cumprir a constituição.

 

Benone Augusto de Paiva

São Paulo-SP

08/07/2012

 

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Asfalto de BH

 

O ambiente eleitoral começa a ser delineado e com ele a cidade recebe a maquilagem comum em vésperas de eleição. Em algumas ruas o asfalto está lisinho, o que é muito bom, pois não tem quem não goste de transitar em ruas bem pavimentadas e com sinalização brilhando. Dá a sensação de que estamos em um país civilizado... Contudo, é possível notar que está havendo falta de critério para aplicação do betume.

 

Algumas ruas estão recebendo asfalto novo por cima de piso em bom estado de conservação e outras, que estão com o pavimento destruído, são preteridas sem muita ou nenhuma explicação por parte da SUDECAP. A propósito, alguém conhece os homens que escolhem onde será aplicado o asfalto novo e que critérios eles usam? O Ministério Publico e o Legislativo Municipal precisam acordar e acompanhar esse trabalho urgentemente, pois estamos falando de algo caríssimo, escasso e que é necessário na cidade inteira.

 

O bom senso, se ainda tem algum valor neste país, sugere que as ruas com maior fluxo de veículos e com piso em pior estado de conservação devem ser prioritárias e não aquelas cujo os moradores tem alguma influencia na "côrte" municipal. O que se vê é desperdício do dinheiro publico de forma explicita e irrefutável. Quem quiser ver, que fique um pouco mais atento e não terá dificuldades para constatar a falta de critério.

 

O correto seria, se o tempo do verbo nos permite, que o Prefeito enxergasse, mas ele está ocupado com coisa mais importante: A sucessão que vem sendo alinhavada e possivelmente definida antes mesmo das eleições, ficando para o povo apenas o endosso do que foi combinado nos bastidores dos partidos. Vale tudo quando o assunto é a política. Estamos no Brasil.

 

José Aparecido Ribeiro

Belo Horizonte-MG

23/06/2012

 

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Ratinho e ratões ou Ratinho, Lula e Haddad

 

Espero que - até por prática isonômica - o apresentador Carlos Massa, o popular Ratinho, dê em seu programa o mesmo espaço para políticos tucanos que deu a Lula e Haddad, para também poderem dizer em alto e bom som através do SBT que eles tudo farão para, através de uma eleição democrática, impedir que petistas continuem a ocupar a presidência da república.

 

O que Lula fez foi propaganda antecipada para 2014, deveria receber multa do TSE, apesar de quê a sua multa anterior de R$ 900 mil pelo mesmo ilícito foi rebaixada há poucos dias para meros R$20 mil. Por que este agrado?

 

Ninguém explica, nem Freud, aquele segurança de Celso Daniel e amigo de Lula... ou será o contrário? Lula foi ao programa do Ratinho com Haddad roer o queijo dos tucanos... Ratinho tem obrigação moral de fazer a mesma gentileza com os que foram vítimas dos ataques de Lula, até para terem o direito de resposta.

 

Mara Montezuma Assaf

São Paulo-SP

1º/06/2012

 

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Usuário se queixa de provedor de acesso em BH

 

Prezado Senhor Pepe,

  

Residi durante muitos anos em Lagoa Santa (grande BH). Naquela altura o único provedor de acesso à internet na cidade era a “Uai” que pertence aos Diários Associados.

 

Vim para IGARASSU/PE, 38 Km ao norte do Recife, instalar uma indústria e, mantive a assinatura com a Uai (no caso especifico, a chamada “UAIVIP” que se auto-proclama “Professional.) a mudança para um outro provedor acarretaria, para mim sérios problemas, uma vez que uso a internet profissionalmente e não teria condições de informar todos aqueles que dispõem do meu endereço de e-mail. Além disso teria de fazer a mudança no Skype, Msn, etc.

 

Deve ser esclarecido que a Uaivip (www.cobox.com.br) se diz Professional e, por isso, apesar de ter uma capacidade bastante inferior a qualquer provedor gratuito e, não dar sequer acesso ao “Estado de Minas”, é mais cara do que a concorrência (R$ 24,90 /mensais, cobrados por débito em conta corrente).

 

Ocorre que, desde há três semanas, a Uaivip foi bloqueada pela Hotmail de modo que, todas as mensagens enviadas para endereço da Hotmail são devolvidas com a notificação que me permito anexar.

 

Face aos graves danos que me estão sendo causados não me tenho cansado de reclamar junto do Suporte da Uai através do ‘chat on line” e e-mail. Inicialmente atendiam e informavam que estavam cientes, os analistas tinham tomado as providências pertinentes e esperavam que fosse restabelecido em breve. Depois deixaram simplesmente de responder. No Site da UAI (assinantes) oferecem o serviço de “suporte on line”. Quando se clica, abre-se uma janela onde se solicita o e-mail, cidade e telefone. Tudo devidamente preenchido, em vez de estabelecerem a conexão oferecem uma caixa onde se poderá fazer as reclamação e informam que retornariam (nunca o fizeram). Informam o horário de expediente, dentro do mesmo, como se o cliente estivesse acessando fora dele.

 

Perdurando a situação, recorri à divulgação junto de alguns jornais (cópia anexa). Para minha surpresa, recebi do “Diário do Leitor” / S. Paulo, a notificação de que, a mensagem não poderia ser entregue por o meu provedor SMTP (UAIVIP) ter uma má reputação. Dispensa qualquer comentário.

 

Ora, é uma situação de extrema gravidade. A Uai vende e cobra por um serviço que está impedida de prestar devido à sua má reputação. Ignora totalmente o cliente negando-lhe qualquer esclarecimento.

 

Face a esta triste situação, ficar-lhe-ía muito grato se, me pudesse conceder a gentileza de dar divulgação ao caso. “Vergonha na cara” o “grande jornal dos mineiros” parece não ter.

 

Com os melhores cumprimentos,

 

Aníbal Matos

Igaraçu-PE

30/04/2012

 

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Absurdos que só acontecem na Política de Minas Gerais

 

É inacreditável assistir o desenrolar das composições políticas em Belo Horizonte. Pasmem, mas o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, cujo foro eleitoral é São Paulo, aportou aqui nesta sexta feira, como se fosse um "Deus", com a missão de definir os rumos da política na capital de Minas Gerais.

 

O nobre parlamentar paulista certamente não conhece o túnel do Ponteio, fechado há cinco meses e sem data para ser reaberto. Não deve conhecer também o caos nas avenidas Cristiano Machado, Sra. do Carmo, Amazonas, Antonio Carlos e tantas outras. Nunca deve ter circulado pelo Anel Rodoviário de BH, nem tampouco faz ideia do que seja o dia a dia do trânsito e da segurança da nossa Capital.

 

Fico imaginando se um parlamentar de Minas chegasse na Capital Paulista e quisesse cantar de galo sem conhecer os problemas daquela metrópole. Não tenha dúvidas de que seria escorraçado antes mesmo de desembarcar.

 

O mineiro tem o péssimo hábito de achar que o estrangeiro é sempre o portador da verdade, mesmo que ela não se confirme.

 

Chega a ser patético ver nossas "lideranças" assistirem a isso de 'bico calado' e passivamente. Se a política belohorizontina precisa disso para traçar seu futuro, o conceito de democracia necessita ser revisto urgentemente.

 

Com efeito, quem define o que BH precisa é o povo e suas lideranças, mesmo que elas sejam capengas...

 

Cabe ainda uma pergunta para o Sr. Rui Falcão: Por acaso o nobre Presidente do PT paga IPTU ou ISS em BH? Contribui com algum Asilo ou qualquer instituição filantrópica como Hospital da Baleia, Santa Casa de Misericórdia e Instituto Mario Pena?

 

Se a resposta é não, o nobre Parlamentar deveria retornar correndo para o seu Curral, pois aqui ainda existem mulheres e homens livres, capazes de traçar seus destinos, sem dependerem de lideranças estrangeiras palpitando no nosso quintal.

O mundo está acabando!

 

José Aparecido Ribeiro

Belo Horizonte-MG

13/04/2012

 

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Emergência necessária?

 

A imprensa anuncia que a Prefeitura receberá verba de emergência. È mais uma falácia deste governo que não se intimida com nada porque, ninguém fiscaliza e de mamando muito a caducando quando lhes interessa, quem paga é a miserabilidade do povo. São todos farinha do mesmo saco a começar por alguns secretários que são comparsas de longo tempo.

 

A emergência necessária é um basta ao que está claro aos olhos da população: administração pífia, incompetência fiscalizadora da Câmara Municipal e dinheiro jogado no ralo com obras desnecessárias e prolongadas como a da praça. Quanto a Situação de Emergência, denunciei em Brasília em vários órgãos, Câmara, Senado, Ministérios, Casa Civil e a Presidenta Dilma, tudo via e-mail. Portanto o Governo tem conhecimento que não houve calamidade em Itaúna e, se estão enviando verbas, são conscientes que querem ajudar o Partido nas próximas eleições, ou seja, não há como se fazer nada, porque todos comem na mesma panela. Quem assistiu ao fantástico de domingo passado, viu como a corrupção tomou conta do país.

 

Eu já falei sobre o assunto na imprensa, na Câmara Municipal e sabia como era feito tais esquemas, porque quem atuou em diretoria de grandes empresas que tenha empreiteira no grupo sabe como é, vi no norte de Minas uma quadra de futebol gastar cimento que faria dez. O que não dá para aceitar é porque a Câmara Municipal não enfrenta o problema e fiscaliza, será que os interesses eleitoreiros são tão maiores que a função de proteger a população? Porque a rede globo descobre constantemente as vergonhas nacionais e os Tribunais de Contas, fazem de conta e não fazem nada, será que são coniventes por serem nomeados por políticos?

 

Quando recebi varias denuncias e entreguei à Câmara, nada fizeram, era um dossiê. Quando falei no rádio e publiquei na imprensa, jogaram bombas em minha casa. Agora como estou mais prevenido e há suspeitos e investigação, jogam ovos podres de uma posição que a câmera não pega, estou mudando de lugar. Senhores Vereadores, Senhor Presidente, porque não fizeram uma denúncia que Itauna não teve calamidade e que este dinheiro será destinado para politicagem de ultima hora, haja vista que gastaram o que não podiam sem planejamento e o caixa esvaziou. Será que os Senhores também irão se beneficiar dos possíveis servicinhos desta verba para se projetarem para as próximas reeleições? Quanto a fiscalizar gastos de viagem, fiz a denuncia há mais de seis anos e porque só agora o assunto vem à tona?

 

Pedi para fiscalizar gastos em geral, como combustíveis, alugueis etc. Será que os Edis daquela época perderam favores executivos e mudaram de lado, voltando para o lado de antes? Denunciei os graves problemas com o canil municipal ao MP, porque ali acontecia só em cidade sem administração acontece. Providencias foram tomadas e espero que a Administração tenha punição exemplar, até porque os funcionários do canil não tinham o que fazer e lá estão como castigo.

 

O canil precisa funcionar novamente dentro das exigências mínimas necessárias e não ficar fechado, assim é um premio para a Administração. Imaginem quanto roubo há nas milhares de Prefeituras, órgãos públicos, Brasília, não só nas licitações, mas nos esquemas existentes. Volto a dizer, faltam homens neste país em todas as instituições que tenham competência, coragem, vergonha na cara e digam: vamos dar um basta, porque lamentavelmente pelo voto será muito difícil porque se elegem quem é cara de pau, venal, mentiroso desonesto, salvo exceções que há em todos os setores. Ser honesto e correto neste país é ser idiota?

 

Autoridades competentes assumam suas responsabilidades, diminuam o corporativismo, pense que todos os senhores têm parentes em dificuldades, sem saúde, educação, segurança e, porque vivem bem não podem ser coniventes com esta vergonha nacional.

 

Odair de Assis Rodrigues

Itauna-MG

18/03/2012

 

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Opiniões

 

A presidenta não gostou  das manifestações dos clubes militares da reserva e ordenou aos da ativa que as retirassem. Parece-me que as opiniões são livre nas democracias e só são proibidas nas ditaduras.

 

A Presidenta deveria se ocupar em administrar o País com competência, demitir os Ministros dos malfeitos e os incompetentes  e não nomear novos incompetentes para as funções, como um pastor evangélico para o Ministério da Pesca, para influenciar na eleição paulistana.

 

Quem age dessa maneira não tem moral para criticar opiniões. Para terminar, jornais informam que "a base se rebela e a Dilma vai correndo se aconselhar com Lula", revelando incompetência e submissão, inaceitáveis para o cargo.

 

Mário A. Dente

São Paulo-SP

02/03/2012

 

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Este é o nosso Poder Judiciário

 

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, propôs uma "compensação" para corrigir os pagamentos privilegiados que alguns desembargadores da corte receberam.

 

Segundo Sartori, a proposta feita por ele foi aprovada pelo Conselho Superior da Magistratura e será avaliada pelo Órgão Especial do TJ. Se passar, atingirá a princípio cinco desembargadores. Eles não terão necessariamente que devolver recursos. Provavelmente apenas deixarão de receber novas parcelas de atrasados -como férias e licença-prêmio- até igualar o antecipado. Como é bom fazer justiça em causa própria!

 

Não sou eu quem diz, os fatos públicos desde o STF até o mais humilde  funcionário do nosso Poder Judiciário mostra que estamos vivendo um caos na administração judiciária. Para o cidadão comum, o trabalhador sem o amparo político dos influentes na Justiça, nem sentença proferida em último recurso é exigido seu cumprimento. Isto ocorreu comigo. O exemplo, obrigatoriamente tem que partir do corpo judiciário e assim ser seguido pelos demais brasileiros.

 

Notamos que quando aparece uma pessoa firme no cumprimento do dever, como Eliana Calmon, que não aceita compactuar com o errado, esta é ferozmente combatida pelos amigos do errado, ignorando até o cumprimento dos deveres constitucionais. Assim está a Justiça brasileira.

 

Benone Augusto de Paiva

São Paulo-SP

14/01/2012

 

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Aviso antecipado

 

Como o  Supremo Tribunal Federal enfrentará em 2012 o desafio de julgar os petistas do caso do mensalão do PT, ou o tema da descriminalização das drogas ou ainda -  como vai resolver o imbróglio com o  CNJ -  se o maior problema que enfrenta esta instituição é a crise interna resultante da prioridade pela partidarização política em detrimento do eminente saber jurídico quando da indicação de seus membros pelos chefes do Executivo? 

 

Isso abalou a confiabilidade e o respeito de que antes gozava o STF diante da falta de isenção de seus polêmicos últimos julgamentos e do anúncio antecipado de Lewandosviski de uma provável prescrição de alguns crimes imputados a réus do mensalão... Como a preparar nossos espíritos para uma decisão vergonhosa. Portanto, já no primeiro dia do ano, antecipadamente também me manifesto: não aceitarei tal veredicto de forma passiva. E muitos também não aceitarão. Bom 2012 para todos os brasileiros!

 

Mara Montezuma Assaf

São Paulo-SP

1º/01/2012

 

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Futebol, patrocínio e marmelada

 

É lamentável o fato dos interesses de patrocinadores, "supostamente" intercederem nos resultados das partidas de futebol. Quando um grande patrocinador de um evento ou de mesmos clubes começa a ter seus interesses ceifados, uma série de “magias” pode entrar em cena.

 

Quando o presidente de uma grande empresa patrocinadora passa a mandar mais que o presidente de um clube, o futebol vira marmelada. O que vimos em Minas Gerais na última rodada do campeonato brasileiro foi o exagero do exagero, o qual, nem o mais otimista cruzeirense sonharia um dia.

 

Quando um time é ordenado a “tirar o pé” para privilegiar o adversário, este deverá depois suportar a ira de sua torcida, o estádio vazio e fatura com o preço do quanto valeu a bola rolar somente no seu campo de defesa.

 

A goleada de 6 a 1 do Cruzeiro sobre o Atlético foi vergonhosa, pois nessa partida, jogadores que nada fizeram para justificar seus altos salários durante toda a temporada saíram de campo aplaudidos, idolatrados e transformados em “craques” da noite para o dia, num teatro “pra otário ver” de extremo mau gosto.

 

Aquele foi um Atlético patético jamais reconhecido por sua torcida, que não merece ser objeto de jogatina do interesse de nenhum patrocinador, por mais influente ou poderoso que este seja. A vergonha não é perder de 6 a 1 para o arquirrival, pois este, no frigir dos ovos, ainda ficou dois pontos atrás na tabela, mas vergonha é tomar a maior goleada do ano na última partida – registre-se ainda - de uma equipe desfalcada pelos seus dois principais atletas.

 

Esse tipo de desrespeito, com um doce gosto de marmelada, vem mostrar o quanto o futebol é maleável, de acordo com os interesses do mesmo dinheiro que o move em grande parte. É assim que funciona.

 

Lembrou aquele triste final da Copa da França. Mas o que vimos em Minas foi o contrário: um time se safando de ser rebaixado, supostamente, graças à influência de seu maior patrocinador que, por sinal é também o maior patrocinador do rival e não deseja ter seus patrocinados rebaixados à segunda classe.

 

É verdade, poderia ser o contrário. Por que não? Tenho pena é das torcidas enganadas. Sim, pena da torcida do Cruzeiro, iludida com este time de baixo nível, que se “safou” com uma “goleada”, mesmo sendo tecnicamente muito inferior a outros que foram rebaixados, na bola!

 

Mas o que importa agora é comemorar, o título que não se teve, o futebol que não se jogou e o não rebaixamento. Comemorar os gols que faltaram no campeonato inteiro, mas sobram na última partida. Comemorar o alívio da desgraça, por merecimento ou não, e o que isso importa agora?

 

Foi um trem descarado!

 

E o Alexandre Kalil poderia poupar os menos otários do segundo ato desse teatro de mau gosto e guardar suas falastrices para quando elas surtirem algum efeito prático na dura realidade atleticana.

 

Mas se o senador "cinco estrelas" Zezé Perrella (que descartou o "Oliveira" e pegou esse sobrenome emprestado de um frigorífico de BH) não precisará mudar seu nome de novo, parabéns para ele. Claro, sabia o que estava fazendo quando lançou tal desafio! Pois, ele sabe melhor que nós, futebol não se ganha só na bola. Afinal, nessa história, ele apenas cumpriu o seu papel de cartola, assim como os torcedores dessas agremiações mineiras cumprem o de palhaços.

 

Mauro César Fernandes

Belo Horizonte-MG

05/12/2011

 

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Vergonha nacional! Neider Moreira traiu os educadores mineiros

 

Recebi e-mails de vários profissionais da Educação com 25, 30 anos, ou até mais tempo de serviço prestado à Educação pública em Minas, todos eles manifestando o seu desespero ante à nova realidade implantada em Minas Gerais com o sistema de subsídio, que cassou todos os direitos adquiridos por estes profissionais. Não adianta o governo mentir para a popular e dizer que os valores nominais estão mantidos ou foram até aumentados. Ninguém é idiota a ponto de não perceber o que o governo fez com os educadores: aplicou um violento confisco salarial (mais um), presente e futuro.

 

Ao exterminar o sistema de vencimento básico, o governo desvinculou o salário dos educadores do piso salarial nacional. O resultado disso é que, em janeiro próximo, o reajuste do piso nacional, que deve girar entre 16,69% e 22%, não será aplicado ao subsídio imposto pelo governo. Ao contrário, os educadores receberão um pífio reajuste de 5% somente em abril de 2012. E nos próximos anos será a mesma coisa: enquanto o piso nacional oferecerá reajustes bem acima da inflação - duas ou três vezes mais do que a inflação - a política de choque de reajuste salarial em Minas pode representar zero de reajuste, ou no máximo 5% ao ano, muito abaixo, portanto, da inflação e do piso nacional.

 

O mesmo se pode dizer em relação ao resultado do rebaixamento que o governo aplicou aos níveis e graus nas tabelas salariais, respectivamente para 10% e 2,5%. Isso rep resenta mais um novo confisco sobre a remuneração dos educadores, de todas as realidades. Tenham os educadores 5 anos de casa ou 30 anos, todos, sem exceção, estão perdendo dinheiro mensalmente com o sistema de subsídio, que foi criado para burlar a Lei do Piso, e com isso manter os educadores de Minas em situação de total penúria. As perdas variam de R$ 200,00 mensais para os novatos a R$ 2.000,00 mensais para os mais antigos.

 

A situação pode ser considerada um tanto quanto mais grave se considerarmos que, com o piso salarial, criou-se no Brasil um sistema nacional voltado para a valorização dos educadores. O piso tem um fundo próprio - o FUNDEB - que receberá, inclusive no caso de Minas Gerais, uma complementação de cerca de R$ 1,2 bilhão de reais em 2012. Isto significa que o governo de Minas, além de contar com a ajuda federal e com os recursos do FUNDEB do estado, poderia, caso comprovasse não ter dinheiro em caixa para pagar o piso, recorrer ao governo federal para receber novo aporte de recursos, pois, em se tratando de Educação pública, Minas está entre os 10 estados mais pobres da União a poder recorrer a tal ajuda. Se não o faz, é porque não se dispõe a abrir as suas contas e provar que usa corretamente as verbas da Educação - e esta é a única condição para solicitar a ajuda federal.

 

Ao invés de pagar o piso na carreira como manda a lei federal, o governo de Minas aplicou o choque de subsídio e pretende convencer a população de que já paga até mais do que o piso - o que provou ser falso, já que, se assim fosse, bastaria pagar somente o piso na carreira e economizaria dinheiro. Logo, o piso do governo é fictício - como a tabela salarial que ele disse que criou -, baseado na negação da lei do piso, pois ele contraria a decisão do STF de que o piso é vencimento básico e não remuneração total, como é o caso do subsídio, criado compulsoriamente pelo governo.

 

 

Teoricamente, o governo pode mexer no sistema remuneratório; mas se ficar comprovado que esta mexida teve o claro objetivo de burlar uma lei federal - a lei do piso -, e com isso cassar direitos adquiridos pelos educadores, causando enormes prejuízos financeiros presentes e futuros a estes profissionais, é claro que esta lei deve e será questionada na Justiça.

 

Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!

 

Thiago Joel Damázio

Itaúna-MG

27/11/2011

 

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