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Arbitragem no futebol

Denúncias:

Ex-árbitro volta a atacar Comissão da CBF

Gutemberg volta a atacar presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.*

 

Gutemberg

 

Batendo forte em Sérgio Corrêa, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, o agora ex-árbitro Gutemberg de Paula Fonseca revelou nesta quarta-feira (11/01) os motivos que o levaram a denunciar falta de transparência na escolha dos árbitros para o nível Fifa e a insinuar uma pressão por favorecimento ao Corinthians. Em entrevista ao jornal Lance!, ele disse que suas acusações não são de agora.

 

"Venho desde 2007, quando sofri a primeira perseguição. Tenho um dossiê recheado de documentos e matérias. São 1.100 páginas. Não vou expor a documentação a fundo, porque meu advogado me aconselhou a não fazer isso, pois pode ser uma forma de ajudá-los a prepararem uma defesa em cima do que for apresentado", explicou Fonseca.

 

Sobre suposta corrupção na arbitragem, Fonseca falou sobre outro árbitro para provar seu argumento.

 

"Quando falei sobre corrupção, afirmo que não é só seduzir por dinheiro, mas também por presente. Em 2009, o Sérgio foi acusado de oferecer dinheiro ao Djalma Beltrami. Ele retiraria o escudo da Fifa por um lugar no quadro especial e ficaria apitando até os 46 anos e apitando 'bons jogos'. Beltrami confirmou, mas isso foi esquecido", acusou Fonseca.

 

Salvio Spinola, de 42 anos, foi outro árbitro que deixou o quadro da Fifa. O paulista afirmou que foi lhe proposto um 'regime especial', ideal para um fim de carreira, no qual ele continuaria com a taxa Fifa, 40% maior do que a normal, até os 45 anos, mesmo estando oficialmente fora do quadro. Ele não aceitou o proposto e se aposentou no fim do ano passado. Nos bastidores, o real motivo teria sido a pressão por um árbitro nordestino entre os dez brasileiros do quadro da Fifa. Neste ano, isso se confirmou, com a presença do alagoano Francisco Carlos Nascimento.

 

Gutemberg Fonseca, de 38 anos, reclamou da forma que foi tratado na hora que foi tirado do quadro da Fifa, neste mês.

 

"Não me deram explicação. Fui tratado como um cachorro. A Fifa tem seu regulamento, cumpri com todos e ele me tirou sem satisfação. Fiquei sabendo em 4 de janeiro, pelo site. Foi mais uma coisa que fez com que essa panela de pressão explodisse. No artigo 11 do regulamento da arbitragem diz que o árbitro para ser tirado do quadro da Fifa precisa que um argumento seja apresentado. E até hoje não sei qual foi", afirmou Fonseca.

 

Favorecimento ao Corinthians

 

Na hora de falar novamente sobre sua insinuação de que haveria pressão de Sérgio Corrêa para um favorecimento dos árbitros ao Corinthians, novamente Gutemberg Fonseca não foi tão claro.

 

"Estou na CBF desde 2004, com Armando Marques. Não me lembro de o árbitro ter a obrigatoriedade de ligar para o presidente da Conaf para ouvir 'recomendações'. Não acho certo. Há alguns anos não tinha isso, hoje aparece no rodapé da escala. Não era Fifa em 2010 e, seguindo a orientação, liguei pra ele. Ele disse que eu 'estava no jogo do Timão' contra o Goiás. Aquela ligação não me afetou, porque sou experiente. Mas imagina um árbitro inexperiente. Para que ligar antes do jogo? Isso é uma invenção dele", revelou Fonseca.

 

Esta foi a única vez que o árbitro carioca falou com Sérgio Corrêa antes de um jogo. Segundo Gutemberg Fonseca, sua intenção com o processo judicial é tirar o presidente da comissão nacional de árbitros da CBF do comando.

 

*Informações de Yahoo! Esportes.

  11/01/2012

 

- Tópico associado:

  Denúncia Gutemberg revelou supostos esquemas na CBF

 

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Posicionamento do juiz:

O segredo da diagonal

O posicionamento do árbitro durante a partida e a necessidade de inclusão de árbitros nas linhas de fundo.

 

Por Benjamin Schmal*

De Mairiporã-SP

Para Via Fanzine

 

No ano de 2009, a FIFA autorizou que a UEFA faça teste na Liga Européia, situando dois árbitros atrás das linhas de fundo durante as partidas, com finalidade de diminuir os erros da arbitragem ou dirimir situações como as citadas abaixo.

 

Muitos perguntam: por que quando a bola bate na trave e no chão de dentro da área e sai o árbitro não marca gol, se está posicionado longe da bola? Porque quando a bola foi alçada para a grande área e um pênalti não foi marcado o árbitro estava posicionado próximo ao assistente ou longe da jogada.

 

O árbitro de futebol deve apresentar uma condição física invejável, para que os erros sejam mínimos ou nulos. Muitos árbitros que são tops não possuem essa condição física, basta averiguar no teste de 12 minutos. Nele, um árbitro deve correr durante esse tempo numa pista de atletismo oficial (400m) e atingir um percurso de, no mínimo, 2800m e no máximo 3000m. Deve ser mantida uma média de, no mínimo, 1 minuto e 40 segundos e no máximo, de 1 minuto e 30 segundos por volta percorrida. Muitos sofrem nesse teste por não apresentarem uma boa resistência física.

 

Mas, enfim, porque os árbitros fazem, na maioria das vezes, um posicionamento e deslocamento em diagonal. A questão é que isso é uma das recomendações da FIFA baseada em probabilidades, pois não existe um posicionamento exato com a bola em jogo. Existem recomendações e através delas deve se obter um melhor posicionamento numa partida.

 

Uma delas é procurar se deslocar e posicionar na diagonal e ser flexível nos posicionamentos. Mas aí vem a outra questão: como fazer isso se em certa situação, com o árbitro posicionado próximo ao assistente, a bola é alçada para a área e ocorre a primeira situação citada no começo do texto.

 

Qual a causa de o árbitro estar fazendo isso?

 

Resposta: Em muitas situações o árbitro procura se aproximar do assistente pelo fato de esse não aplicar faltas,  por não conseguir, ou se aproxima para não perder o controle da partida, ou possui certa dificuldade e marca a falta de longe.

 

Um bom árbitro além de saber utilizar o apito nos momentos certos  e sem  a freqüência desnecessária, terá uma condição física de alto nível e invejável para poder se posicionar e se deslocar sempre em diagonal para que situações em que a bola entrou e o gol não foi marcado, não ocorram. Ele saberá marcar as infrações estando posicionado longe da bola e do assistente, ou seja, estando sempre que possível na sua diagonal.

 

E quem sabe, com bom senso, esses que se dizem experts no futebol (dirigentes de clubes)  que alteram as regras básicas do jogo, tenham o mínimo de bom senso para dar mais respaldo e garantia aos árbitros? Assim, não haveria essa idéia maluca de acrescentar mais dois árbitros no futebol, chip na bola e outros recursos “artificiais”.

 

* Benjamin Schmal é formado em Educação Física na UniFMU em 2004. É formado pela escola de árbitros Flávio Iazzetti (FPF) e árbitro profissional pela Federação Paulista e Futebol (FPF).

 

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