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Tecnologia

 

 

Ablação por Ressonância Dielétrica:

Inventor mineiro cria patente contra o câncer

Humberto Campos criou uma máquina que combate tumores cancerígenos através do uso de frequência eletrônica e agora busca apoio para colocar sua invenção em fase de testes.

 

Por Pepe Chaves*

Para Via Fanzine

11/05/2026

 

Com formação em Eletrônica, o pesquisador Humberto Campos mostra o equipamento desenvolvido por ele, que promete remover células cancerígenas em tumores.

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Inovação a favor da cura

 

A cura do câncer é um sonho antigo da humanidade. Mas todo sonho passa a ser realidade, somente quando ele se transforma em um plano. E assim, muitas tentativas puderam ser efetivadas mundo afora, algumas trazendo progressos enormes ao bem estar dos enfermos. São louváveis propostas inovadoras, focando, especialmente, em novas substâncias e equipamentos voltados aos tratamentos cancerígenos.

 

E uma destas propostas surgiu recentemente na cidade de Itaúna, no centro-oeste mineiro. A iniciativa partiu de Humberto de Sousa Campos, um inventor com décadas de experiência e propriedade sobre nove patentes, agraciado também com dois prêmios internacionais em eletromedicina.

 

Campos tem formação em Eletrônica, já trabalhou e contribuiu para projetos com tecnologia de ponta a nível global, aplicados em distintas áreas.  Como pesquisador, atualmente, desenvolve um sistema que identifica e ataca alvos biológicos por frequência. Agora, ele busca apoio junto a instituições públicas e privadas para continuar desenvolvendo o projeto e entrar na fase de testes.

 

Do drama pessoal à busca por solução

 

Após enfrentar um diagnóstico de câncer ósseo, Humberto Campos desenvolveu e requereu a patente de um conceito de tecnologia própria para tratar tumores cancerígenos. Assim, ele transformou sua experiência pessoal num motor para essa inovação. Ele acaba de depositar no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) a patente de um novo conceito em eletromedicina: um sistema que promete localizar tecidos específicos por meio de sua “assinatura de frequência”, com aplicação de energia de forma seletiva.

 

Campos, que já acumula pelos seus 40 anos de trabalho, nove patentes concedidas e dois prêmios internacionais na área, explica que essa tecnologia ainda está em fase conceitual e laboratorial.

 

O equipamento foi desenvolvido para atacar células cancerígenas.

 

Ablação por Ressonância Dielétrica

 

Falando conosco, ele afirma, “A ideia é usar a física a nosso favor. Todo material tem uma frequência, onde ele vibra mais. Se encontrarmos a frequência exata do alvo, conseguiremos depositar energia ali, poupando o tecido sadio ao redor”, detalha.

 

O sistema, batizado por ele de “Ablação por Ressonância Dielétrica” (ARD), varre frequências entre 100 kHz e 500 kHz para identificar o ponto de menor resistência do alvo e, então, o sinal pode ser intensificado. Testes iniciais em fantoma (um modelo que simula tecido) mostraram aquecimento cinco vezes maior na região-alvo.

 

O projeto, em andamento, ainda não foi testado em humanos e não possui aprovação da Anvisa. O próximo passo, segundo o inventor, é construir o protótipo funcional e iniciar testes pré-clínicos. Para isso, Campos busca parcerias com universidades e fundos de fomento à pesquisa.

 

“A patente garante que a ideia é nossa, da cidade de Itaúna. Agora precisamos de estrutura para validar em laboratório e, no futuro, quem sabe, chegar aos pacientes. É um caminho longo, mas todo tratamento começa assim, com uma ideia”, disse Campos.

 

O pedido de patente foi depositado este mês. O inventor disponibilizou o resumo técnico dessa tecnologia para instituições de pesquisa interessadas, recebido também por este jornal.

 

Humberto de Sousa Campos é técnico em Eletrônica e pesquisador independente. Ele é autor de nove patentes concedidas pelo INPI em áreas de bioeletrônica e sensores. Recebeu dois prêmios internacionais em feiras de inventores nos EUA. Reside em Itaúna há 20 anos e tem formação pela Escola Técnica de Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí-MG.

 

Finalizando sua fala a este jornal, nos afirma Humberto Campos, “Minha luta virou pesquisa. Se der certo, não vai ser só minha vitória. Vai ser da ciência brasileira”.

 

- Contato para mais informações e contribuições:

  Pelo e-mail: sos@centraldopanico.com.br

 

* Pepe Chaves é editor de Via Fanzine e da Rede ZINESFERA de Portais Integrados.

 

- Imagens: Arquivos Humberto Campos.

 

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- Produção: Pepe Chaves

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