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Audiovisual

 

 

Mares Siderais: 

Pepe Chaves fala da trilogia Mares Siderais

Em Mares Siderais, Jos, um astronauta da Agência Espacial Brasileira (AEB) parte para uma solitária missão espacial em uma região pouco conhecida da Via Láctea. No espaço profundo, sua história se funde com a de Lumiara, a sereia cósmica, e ambos partem em busca da paz tão desejada. Autor fala da experiência dessa criação.

 

Por Pepe Chaves

Via Fanzine

13/10/2026

 

 

Projeto Girasonho, coordenado por Pepe Chaves, produz obras audiovisuais sob temas musicais de rock progressivo e MPB, sob temáticas espaciais, esotéricas e folclóricas.

Clique aqui para assistir ao episódio I – A Sereia e o Astronauta

Clique aqui para assistir ao episódio II – O Amor não tem Limites

Clique aqui para assistir ao videoclipe MS “Sem olhar pra trás”

Assista ao trailer de Mares Siderais II

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Nesses Mares Siderais...

 

Passar três meses imerso no mundo dos Mares Siderais, para mim, foi uma espécie de saída da realidade, pois foi preciso encarnar mesmo aquela realidade deles lá em seu mundo. Foi preciso estar bem junto a Jos e Lumiara e depois da Família Sideral, para poder transmiti-los nesses vídeos. É tentar trazer a quem assiste toda essa sensação de um outro mundo dentro da nossa própria galáxia, mostrando o quanto ela é grande e cheia de possibilidades, ainda que algumas possam parecer aberrações. Mas ainda assim, algumas podem fazer com que que histórias contadas aqui na Terra como ficção sejam, sim – por que não? -, realidades em outros mundos, e talvez, até mais, vamos dizer assim, absurdas do que as criadas em nossas ficções terrestres.

 

Então, tudo isso foi maravilhoso para mim. E poder entrar e sentir aquelas paisagens siderais, criar a fauna e flora lá do planeta Aquácticus, que é o planeta natal da Lumiara nos Mares Siderais... Foi um privilégio criar paisagens siderais, aqueles animais e a flora que mostramos. Além de toda aquela trama de Lumiara ser deixada lá durante quase cinco anos até Jos poder voltar para resgatá-la, colhendo também uma grande surpresa.

 

E mais tarde, quando eles estão voltando à Terra, acontece o que aconteceu: uma catástrofe cósmica fazendo-os tomar seu novo rumo espacial. E assim, eles partiram de volta aos Mares Siderais, buscando o seu lugar ao sol, ou melhor, seu lugar "a um sol" naquela região da galáxia, ou seja, um planeta onde possam viver em paz com seus filhos. Buscam aquela mesma paz que eles perderam lá no primeiro episódio, quando Jos tem que voltar para a Terra sem Lumiara. Seu regresso se deu quase cinco anos após sua volta. Foi preciso "envelhecê-los" cinco anos; depois mais dois.

 

Sereias que flutuam fora d'água

 

Quero destacar sobre algumas cenas em que Lumiara e Lumilua aparecem flutuando no ar. Em meu conto original "Nesses Mares Siderais", explico que as sereias dos planetas dos Mares Siderais detêm a capacidade de "flutuar" em qualquer ambiente atmosférico. Seus corpos exercem pleno domínio da gravidade desses ambientes, assim, elas se movimentam flutuando livremente, como se caminhassem. Além de Lumiara e sua filha Lumilua, outras sereias são vistas flutuando no terceiro episódio. A relação entre sereias e humanos em Cânticus e outros mundos dos Mares Siderais é vista como algo comum e natural.

 

A espaçonave Beija-Flor 1

 

Quero destacar também a criação da espaçonave Beija-Flor 1, que leva o nome de um dos pássaros mais tradicionais da fauna brasileira. Essa nave multidesign (pode mudar de forma conforme a situação externa) foi projetada e fabricada pela empresa aérea brasileira Embraer, no ano de 2090. Ela possui, além do cockpit principal, módulos dormitórios, alimentação, higiene, estar e observação.

 

Essa nave é uma verdadeira "casa espacial cigana", autônoma em recursos por mais de 100 anos. Movida a antimatéria e autosuficiente, tem autonomia para voar por dezenas de anos no espaço galáctico. Com equipamentos de ponta para a época, como mapas holográficos em 3D e avançados equipamentos de navegação como o "Interceptor", um instrumento de comunicação quântica em tempo real - também fabricado pela Embraer para a AEB - que permitiu Jos se comunicar com Katzu, que lhe enviou as suas coordenadas no Templo D'Ouro, onde se encontraram em Cânticus.

 

Quiçá, seja de se esperar que a empresa brasileira Embraer, uma gigante da aviação mundial, no ano de 2090, possa criar uma espaçonave para viagens interestelares a serviço da Agência Espacial Brasileira (AEB), instituição nacional governamental também citada nessa obra de ficção. Para mim foi um grande prazer animar a Beija-Flor 1, desenvolvendo as manobras do Jos por distintas situações e paragens espaciais. Ter "pilotado" a Beija-Flor 1 dessa maneira foi algo sensacional para mim.

 

O anel da Terra e a Pérola da coleção

 

Há passagens de meu conto, que são explicadas nos vídeos. Como no episódio I, Jos presenteia Lumiara com uma anel que tem como brilhante uma miniatura do planeta Terra, que pode se abaixar e se levantar e girar no mesmo sentido em que a Terra gira. Retribuindo, ela o presenteou com a mais rara pérola de sua coleção. No entanto, o anel e a pérola são objetos de comunicação quântica, associando a tecnologia terrestre da época com tecnologia deixada pelo evoluído povo de Lumiara.

 

Assim, através destes objetos, abria-se uma janela durante uma hora por dia, quando eles podiam se comunicar telepaticamente através dos objetos. Por isso, no início do episódio II, aparecem os dois se comunicando por pensamentos, através do anel e da pérola. Naquele instante, ele avisa a ela que está indo ao seu encontro. Sim, Lumiara poderia avisar Jos que estava grávida, mas não o fez na certeza que que ele voltaria para vir com seus próprios olhos.

 

 

Influências e experimentalismos

 

Enfim, estas histórias, juntamente com estas canções e todo este universo cósmico que engloba Mares Siderais vieram da verdadeira paixão que sempre tive por temas expostos neste audiovisual, dentre elas: astronomia, astronáutica, ufologia, rock progressivo, ficção científica, cinema, direção de arte, teorias físicas e quânticas, noções espaciais; e principalmente: os desafios de manter a qualidade em uma produção complicada e sem orçamento, além de novas possibilidades para experimentalismos e inovações.

 

Tudo isso é resultado de uma antiga cultura própria desse autor, onde as influências de bandas progressivas nacionais e internacionais podem aparecer, misturadas aos contos fantásticos de grandes escritores clássicos da ficção científica de todo o mundo. Mas tudo feito dentro de todo o cuidado com a originalidade e genuinidade desse material. Porque o que já foi feito, já foi muito bem feito. Agora, devemos buscar por novidades.

 

Tudo feito com créditos gratuitos de IA

 

E tudo isso foi construído com créditos gratuitos cedidos por empresas geradoras de IA. O que torna esse projeto em algo inédito no país, talvez no mundo: trazer uma produção independente em altas qualidades de temas inéditos em áudio e vídeo. Na ficha técnica da produção citamos e agradecemos às empresas que colaboraram involuntariamente com este projeto. Por isso, optamos por manter as marcas d'água de algumas destas empresas colaboradoras em alguns frames de Mares Siderais.

 

Josol, Lumilua e Serpa no módulo de estar BF1, da nave Beija-flor 1.

 

Navegando pelos mundos siderais

 

Então, ter estado lá com eles, dentro e fora da nave, foi gratificante para mim. Neste tempo de produção, eu estive mais presente com eles do que com pessoas reais próximas de mim, gente da minha convivência normal. Foram madrugadas de muito trabalho de estúdio, sozinho, mexendo com criação, áudio, vídeo, imagens, montagens, conversões, textos, prompts e por aí vai... São coisas de naturezas diferentes dentro de uma produção audiovisual.

 

Mas posso dizer que a presença de Jos e Lumiara me inspirou muito, eles são... personagens incríveis. Quase que ia dizer “pessoas” (risos), mas são personagens que se fundamentaram e criaram por si o seu espaço na obra; eles se autocriaram dentro de meu universo particular. Se fizeram por si, dentro das demandas deste trabalho, sobretudo, pela natureza simples, honesta e descomplicada de seus corações. Pude fazê-los assumir isso. E por fim, não fui eu que os adotei, mas eles que me adotaram por três meses, porque eu estive mais presente no mundo deles do que no meu.

 

E agora eu os deixo, com pesar, mas feliz por ter concluído essa obra de três episódios com final feliz para os protagonistas - mas, infelizmente, não para o nosso planeta. Nem sempre haverá um herói para nos salvar, ao contrário de como mostra a maioria dos longas-metragens ou seriados que aborda tais temas. Nessa história, este não foi o caso. Nem poderia ser.

 

Mas espero que a Família Sideral volte um dia às nossas telas... Quem sabe em um filme baseado em outros contos de meu romance "Nesses Mares Siderais" ou mesmo em um seriado no futuro, mas isso depende de muitas coisas e nenhuma delas depende de mim agora.

 

A Família Sideral curtindo uma praia em Cânticus, enquanto os planetas irmãos, Acordhys e Sinphonius pairam ao fundo.

 

Um enredo que buscou inovações (contém spoiler)


Mares Siderais é uma obra de ficção científica que se inicia no ano de 2092 e termina no ano de 2099, apresentando algumas inovações, principalmente no tocante para que o tema não lembrasse nada que já existisse. Então, para começar, onde já se viu um astronauta se apaixonar por uma sereia cósmica? E como se isso não bastasse, ele, natural
do interior mineiro, criasse uma família com uma criatura extraterreste e não humana em um outro mundo. Então, felizmente a ficção nos permite criar e até brincar com possibilidades assim, absurdas aos olhos da nossa crua realidade.

 
E além disso, mostra também cenas de uma sereia grávida, coisa que não lembro de ter visto em lugar nenhum. E essa sereia dá à luz duas criaturas, uma a cópia dela e outra a cópia do pai astronauta.


A história se passa também em mundos parecidos com a Terra, planetas com atmosferas e gravidades parecidas com a nossa, como é o planeta da sereia Lumiara, o Aquácticus, cuja evoluída população foi extinta por um evento cósmico. E também o planeta que eles se dirigem depois, que é o Cânticus. São planetas parecidos com a Terra, ainda que Aquácticus seja um planeta praticamente oceânico. Já Cânticus, já tem mais a ver com a Terra. Possui oceanos, mas tem grandes faixas territoriais também.

 

As crianças Lumilua e Josol, brincando com sua serpente marinha de estimação, Serpa, a mutante.


Então, mostramos ainda uma possibilidade que poucas produções do cinema ou do vídeo mostraram até hoje, que é a destruição total do planeta Terra, a olhos vistos. Em Mares Siderais III ocorre uma catástrofe provocada pelo próprio homem, onde a Terra acaba implodida. E isso acontece minutos antes de a nave estar buscando aterrissar com a família sideral, em mais um regresso de Jos à Terra. Então essa imagem da Terra sendo partida, depois mostrada dividida, com seu núcleo exposto, gotejando magma, é muito forte e simbólica a meu ver. É uma cena icônica dessa obra, pois não é sempre que vemos nosso planeta dilacerado no espaço, dividido em duas partes que se põem em órbita do seu núcleo, com tudo girando no sentido anti-horário, o mesmo que o planeta gira hoje.

 

Ao perder seu mundo e se desligar de suas amarras militares, Jos deixou o cabelo crescer, depois a barba e foi buscar a felicidade em um mundo alheio, em que ele foi muito bem aceito como indivíduo.


As cenas mostradas quando aparecem os créditos da produção - com trilha sonora, com a canção "Sem Olhar pra trás", composição também de Pepe Chaves e Beto Campos, vêm como um capítulo à parte para reflexões - expõem exatamente o que sobrou da Terra ou em que a Terra se transformou devido à ganância; devido à luta pelo poder político no planeta por ganância e disputas. Devido à bomba. E assim, o próprio homem acabou destruindo o seu planeta. Mas não quer dizer que por isso, o único sobrevivente da espécie humana não tenha direito a ter a paz em um outro mundo, não é? Se a Terra se autodestruiu porque não conseguiu manter a paz, certamente haverá na própria e imensa galáxia, mundos onde povos se respeitam e onde a paz prevaleça como lei e seja desfrutada por todos.

 

Desembarque da Família Sideral no planeta Cânticus, ao fundo a nave Beija-Flor 1, fabricada pela Embraer em 2090.

 

Cânticus: o novo lar da Família Sideral

 

O planeta Cânticus, pertence ao sistema Estrela d’Ouro, onde essa estrela mantém um sistema com três planetas "irmãos" que compartilham exatamente a mesma órbita, dividindo harmonicamente a zona habitável da estrela.

 

Esses três planetas são, Cânticus, que é um planeta muito parecido com a Terra; o planeta desértico Sinphonius e o planeta de natureza verdejante Acordhys. Todos com nomes que lembram música e todos habitados, cada um à sua forma. O mais evoluído tecnologicamente é Cânticus, onde reúne-se criaturas de todas as raças e espécies cósmicas, vindas de vários planetas e áreas distintas da nossa galáxia.

 

Ali, este “caldeirão de espécies” convive em constante paz com suas diferenças, detendo altas tecnologias usufruídas por todos. Ali também está presente a figura viva da Senhora da Paz Galáctica, na forma da semideusa Miha. Uma linda mulher com três metros e meio de altura. Essa inusitada figura feminina cósmica se traveste da própria paz e se mantém onipresente em toda a galáxia, estando seu corpo físico no Templo D'Ouro em Cânticus, de onde emana sua presença pacífica a todos os cantos da Via Láctea. Em torno dela estão os quatro guardiões das quatro direções da galáxia: Tiagadasha, Katzu, Shanti e Backit, figuras que zelam pela paz galáctica, impedindo que mundos que detenham algum tipo de poder cósmico pratiquem abusos. E cabe dizer que não há religiosidade entre eles, apenas bom senso e naturalidade.

 

Por fim, nesse mundo canticoniano, por vontade de Miha, nosso Jos acaba por se transformar no comandante da Frota Pacífica Galáctica. Justo ele, o único terrestre sobrevivente de uma história de guerra, que culminou na extinção de seu próprio mundo. Mas, o valor de cada homem está em seu coração e não pode ser julgado pelos corações de outros. E quem vê tal valor, sabe disso.

 

E assim, ele, Jos, piloto e astronauta nascido em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Brasil, formado pela Escola Estadual de Itaúna, UFMG e ITA, foi o único a levar o DNA humano para um outro mundo habitado e por lá perpetuar a continuidade da nossa ínfima espécie cósmica.

 

A Cidade de Todos os Povos, em Cânticus, novo lar da Família Sideral.

 

Falta de recursos: desdobrar para poder criar


Produzir a trilogia Mares Siderais me proporcionou exercitar vários lados meus com relação às artes visuais, música, à produção em si, que há muito eu não reunia em uma única empreitada. Acho que desde que produzi o documentário com trilha sonora original “Coração Guarani” (TV Fanzine, You Tube) em 2012 eu não exercitava estas funções.

 

A começar com o lado compositor, sendo coautor de todas as músicas da trilogia, autor de praticamente todas as letras e do tema principal. Neste trabalho, pude exercitar meus conhecimentos de direção fotográfica e artística, de roteirista e vocalista, que está presente nas três canções. Em Mares Siderais I e II eu canto com a Luana Faddlei e em Mares Gerais III eu canto sozinho, faço dueto comigo mesmo, utilizando também um coro com algumas vozes minhas em determinadas partes da canção.

 

Porém, o roteiro e a direção artística, a meu ver, são os fatores mais importantes numa produção de ficção como essa. Especialmente, na questão da direção artística, ao impingir aos personagens, ações e reações próprias e características, isso soa como dirigir um ator de carne e osso. O mesmo se dá com as nuances diferenciadas do roteiro, que variam muito em cada situação.

 

As tomadas de câmera; fixas, ou em movimento, de baixo para cima e vice versa, o zoom, o reverso... Tudo o que a câmera mostra é da maior responsabilidade do diretor, por isso se torna um trabalho muito esmerado e bem calculado. A câmera é o olho do diretor. E para isso ficar bom, é preciso ter uma certa visão cinematográfica para executar certas angulações, articulações e distanciamento, além de noções espaciais. E exercitar tudo isso, foi para mim um grande prazer. Eu jamais teria condições de pagar alguém para fazer isso para mim. Então, eu mesmo fiz, bem ou mal. O que cada um que assistir irá decidir.

 

Jos pilota uma nave modelo esportivo sobre a Cidade de Todos os Povos.

 

Uma entrega do início ao fim

 

Essa produção em si me ensinou muito. Foi uma entrega total durante três meses, uma dedicação muito grande para poder criar os personagens, trazê-los à tona com vida e respectivas personalidades. São personagens saídos de um conto meu que se chama “Nesses Mares Siderais” - que reúne outros contos siderais, e em breve pretendo lançar em formato de livro impresso e e-book.

 

E poder trazê-los à tona se movimentando vivamente, foi um desafio muito grande, assim como manter as características e personalidades de cada um. Mesmo em um trabalho tão curto, todos têm uma personalidade própria: o Jos, a Lumiara, depois o Josol, a Lumilua e também a Serpente Serpa, a serpente marinha mutante que era amiga de Josol e seguiu com a família nas viagens siderais com nave Beija-Flor 1.


Cada segundo desse trabalho tem muitas horas de afinco e dedicação da minha parte. Como cada minuto tem dias... E foi muito bom ter produzido essa pequena série e agora iremos juntar os três episódios no formato de um filme. Mares Siderais se transformou numa ópera rock com três canções distintas, onde conta-se uma só história ao longo de 25 minutos de duração delas.

 

Então, digo que estou muito feliz com o resultado final de tudo isso e que esta produção foi uma escola para mim, um aprendizado muito grande em muitos aspectos. Esse foi o meu primeiro trabalho unindo vídeo e música com utilização de ferramentas de Inteligência Artificial (IA). Há vários outros, digitais e até analógicos, mas utilizando IA este é o primeiro. Pretendo sim, continuar criando outros trabalhos nessa mesma linha, dentro e fora do Projeto Girasonho e, certamente, também fora da ficção.

 

De todo o exposto, o mais incrível para mim, além de criar todo esse distinto universo sideral, foi criar a face de pessoas que não existem em nossa realidade. Vendo dessa maneira, podemos dizer que, dentro da não realidade deles, eu fui deus para eles... Risos... Além disso, criar seus hábitos, costumes e personalidades foi significativo. Realmente a IA nos proporciona experiências incríveis, cujos resultados finais, em termos de qualidade e - sim! - de autenticidade e genuinidade, são incríveis! E mesmo não sendo reais, são rostos que agora fazem parte a minha história e estarão gravados para sempre na minha memória. Estes personagens não existem no nosso mundo tridimensional, é verdade, mas podem estar bem vivos, em algum lugar desse "Universo Infinito". Ou na cabeça de quem conhecê-los um dia. Penso.

 

Sim, Jos é meu alter ego. Eu seria exatamente ele se estivesse lá, metido naquelas situações absurdas... Assim como teria suas origens e ações ao longo da trama. E ele seria eu, se estivesse aqui! Risos... Na verdade, o nome Jos consiste nas três primeiras letras do meu nome, José.


Então é isso, vamos continuar produzindo dentro do possível, vamos continuar trabalhando a nossa música autoral e ideias visuais dentro dessa proposta do Projeto Girasonho, que é de apresentar músicas mineiras de qualidade, produzidas dentro de um estilo mais voltado ao rock progressivo e à MPB. E sempre trazendo músicos parceiros e convidados em cada edição. E dentro das possibilidades surgidas, continuaremos mostrando ao público essas novas propostas da já universal música mineira.

 

A paz e a felicidade podem estar em vários locais do Universo, mas é preciso estar, antes, nos corações das pessoas.

 

Agradecimentos essenciais

 

Então, eu só tenho a agradecer a todas as pessoas que apoiam meu trabalho na música e no vídeo. Especialmente às pessoas que participaram diretamente da produção desse Projeto Mares Siderais – a trilogia musical – song story 2026. Expresso meus sinceros agradecimentos aos músicos compositores, executores e técnicos da trilogia Mares Siderais: Fernando Chaves (em memória), Beto Campos, Luana Faddlei, Noca Tourino, Ícaro Chaves e Duh Roots. Também acompanharam de perto, meu irmão Joel, minha cunhada Josiane, a querida amiga Helaine Maria, José Ildefonso, Márcio Mendes, J.A. Fonseca, entre tantos outros que estiveram conosco nesta viagem aos Mares Siderais.

 

Agradeço a todas e todos demais  que acompanharam esta produção desde as primeiras mostras da feitura do primeiro episódio, alguns a quem considero que foram nossos “consultores informais”, na medida em que a produção amadurecia e eu ia mostrando-a a eles. Alguns criticando, outros sugerindo e outros aplaudindo. É muito bom ouvir opiniões alheias, este é um ato democrático e sempre fará parte do meu trabalho. Adoro ouvir às pessoas! Meu agradecimento está expresso a todos que nos acompanham de perto nessa viagem, na ficha técnica, colocada no final do vídeo (créditos) de Mares Siderais III. Tudo isso foi muito salutar, poder levar estas pessoas conosco por esta viagem aos mundos siderais da minha imaginação.

 

Também necessário agradecer aos diretores e produtores de tevê, João Gonçallves, da AMZEN de São Paulo-SP e Dante Villarruel da DTV de Florianópolis (SC), nossos essenciais apoiadores, que abraçaram de pronto esse projeto e fecharam acordo para divulgação da trilogia durante um ano em suas tevês streamings. As primeiras a transmitir Mares Siderais. Obrigado aos senhores, espero que novas parcerias venham para nós em breve.

 

Jos e Lumiara: um sonho realizado no profundo espaço sideral.


Assista: Mares Siderais III - Na Rota da Luz

 

O terceiro episódio de Mares Siderais, fechando a trilogia, apresenta a música "Pela Rota da Luz", autoria de Pepe Chaves e Beto Campos. Esse episódio com 10 minutos de duração estará no ar pela TV Fanzine no YouTube, a partir do dia 17 de outubro de 2026. Os episódios I e II já estão disponíveis no mesmo canal e com acesso livre. Se você assistir e gostar, compartilhe por favor.

 

Obrigado e abraços siderais.

 

PC

 

ASSISTA MARES SIDERAIS - a trilogia musical

 

Assista ao episódio I – A Sereia e o Astronauta

Assista ao episódio II – O Amor não tem Limites

Assista ao episódio III - Pela Rota da Luz

Assista ao videoclipe MS I - “Sem olhar pra trás”

Assista ao trailer de Mares Siderais II

 

- Leia também:

 

Mares Siderais - Ópera Rock mineira nasce como produção pioneira

Entrevista: Pepe Chaves – autor, diretor e produtor da série Mares Siderais

 

- Obra baseada no romance "Nesses Mares Siderais", de Pepe Chaves.

 

- Exibição: TV FANZINE e tevês streamings associadas.

 

- Contato para apoiadores, tevês e imprensa:

   pepechaves@gmail.com.

 

- Imagens: Mares Siderais/Produção.

 

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