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Viviane Nogueira - Poemas

 

 

Viviane Nogueira é poetisa.

 

"Agradeço primeiramente a Deus por me dar sabedoria. Apaixonada por literatura, teatro, cinema e arte. Inspirada pelo escritor Sergio Souza".

 

 

 

 

O Caos

 

 

O planeta está doente, o mundo todo sente.

Contaminam as águas, constroem represas.

Destroem matas, acabam com a natureza.

 

Fazem experiências, não somam as consequências.

Corona vírus, bactérias, ebola, gripe espanhola.

Contaminam tanta gente!

 

Perdem empregos, aulas, a paz e não se consolam.

Os abraços, a convivência de quem se ama

Não se arrependem, não sentem a dor do próximo

Que agora já ausente.

 

Humanidade, que triste ser humana!

Propaga a guerra, o desamor e deixam tanta dor

Mascarados hoje estão, não podem sorrir,

Mal podem respirar para não se contaminar.

 

Mas não aprendem a lição, olhar perdido

Vivendo o inserto a desilusão,

Não sabem o que fazem nem pra onde irão.

Enclausurados, prisioneiros de sua própria ambição.

 

Mesmo assim encontramos pessoas que dão a vida pelo irmão

Nos hospitais uma guerra, sofrimento e morte, quase sem solução

Não há leito nem respeito para a população.

 

Acreditamos temos fé, que haverá uma vacina

A cura virá, que tudo isso seja um aprendizado

Para um mundo humanizado

Sem tanta judiação.

 

- Viviane Nogueira - 20/09/2020

- Imagem: Divulgação.

 

*  *  *

 

A vendedora

 

 

Ao levantar do sol começava a me vestir.

 

Calça preta, sapato preto, pasta do lado tudo arrumado,

Notebook na mão para começar a apresentação.

 

Coroa em forma de coração, caixões modernos, rústicos para a triste ocasião. 

 

Vender planos funerários era a minha missão. 

 

Mesmo sabendo que era difícil, porque em cada esquina. 

Que eu virava já ouvia alguém dizer:

 

Já vem a menina da morte, que má sorte vai trazer. 

 

Bati na porta de D. Conceição, veio ela com um porrete na mão. Cruz credo vou fazer uma benzeção.

 

Que labuta desse dia tão difícil de esquecer, pensei comigo:

 

Ela não vai morrer?  Até os santos eles enterram debaixo da terra aonde todos vão padecer.

 

Com boa intenção fazer esse povo entender, se para o céu vão subir, 

Tem que ser carregado nas alças de um caixão.  

 

Para subir lá para cima não tem outro jeito, não. 

 

Pode colocar vassoura atrás da porta, guiné, arruda, espada de São Jorge, mas da morte ninguém foge, não é o fim de nossa história, 

É apenas a continuação...

 

- Viviane Nogueira - 15/09/2020

- Imagem: Divulgação.

 

*  *  *

 

Margarida

  

 

Caiu a semente, terra fofa, aconchego quente!  Que germinou nas noites de luar

Brotou a flor, valeu a semente... 

 

Nasceu margarida, branca, meiga, inocente. 

Vagou sem rumo... 

O vento leva, acaricia 

À noite a fadiga, de vagar sozinha. 

 

Noites que não acolhem a gente! 

Sem aconchego, a dor que sente. 

O orvalho cai sobre suas pétalas; 

Escorrem em seu rosto. 

 

As lágrimas da solidão 

No chão uma inocente. 

Valeu a semente... 

 

Adormece Margarida, o que sonhas? 

Com um jardineiro que venha te cuidar. 

Dando um aconchego, de um doce lar.  

 

Valeu a semente... 

Valeu a vida 

Da nossa Margarida. 

 

- Viviane Nogueira - 07/09/2020

- Imagem: Divulgação.

 

*  *  *

 

Eu Queria

 

 

Eu queria voar

Atravessar nuvens

Me deram asas

Decolei e caí

Eu queria desbravar matas

Nadar nos rios, encontrar vales

Mas nos bosques me perdi

Eu queria ser poeta

Correr nos campos floridos

Sentir o aroma das flores

E desisti...

Eu queria entrar no túnel

Enfrentar o escuro

Ver sua luz, lá no fundo

Meus olhos se cansaram, adormeci

Eu queria?

Nada queria

Ou apenas quisesse

Ser feliz

 

- Viviane Nogueira - 1º/09/2020

- Imagem: Divulgação.

 

 

 

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