UFOVIA - ANO 5 

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 Clássicos

 

 

Austrália:

O estranho sumiço de Valentich

Em 1978 um piloto privado teria se encontrado com um OVNI no espaço aéreo

australiano e desde então, não se teve mais notícias dele e da aeronave Cessna que pilotava.

 

Por Pepe Chaves*

Para UFOVIA

 

Frederick Valentich.

 

Um enigma aéreo

 

Passadas mais de três décadas, o caso do jovem piloto australiano Frederick Valentich, então com 20 anos, continua sem uma solução plausível. Valentich desapareceu em pleno voo de rotina no espaço aéreo da Austrália, na noite de 21 de outubro de 1978. Desde então, ninguém mais soube informar sobre o paradeiro do piloto particular e de sua aeronave, um pequeno Cessna 182L, com a designação “Delta Sierra Juliet” (DSJ).

 

O desaparecimento de Valentich jamais foi esclarecido pelas autoridades australianas e se deu em circunstâncias inexplicáveis, enquanto pilotava o Cessna sobre uma área marítima no Estreito de Bass, ao se dirigir para a ilha King Island. O piloto decolou do Melbourne Moorabbin Aeroporto, em King Island, no largo da costa de Vitória.

 

Antes de romper o contato que manteve por cerca de seis minutos com o Melbourne Flight Service, Valentich relatou via rádio que visualizava uma aeronave não identificada nas proximidades de seu voo. De acordo com ele, a nave desconhecida voava em alta velocidade e perigosamente próxima de seu Cessna. Ele também relatou que não se tratava de um avião comum, pois o objeto voador não identificado pairou sobre a aeronave. O caso chamou a atenção da imprensa em diversos países e passou a figurar entre os “clássicos” da ufologia mundial. Posteriormente, as autoridades aéreas da Austrália, liberaram o áudio do derradeiro diálogo entre o Cessna e o controle em Melbourne.

 

Caso sem conclusão, mas similar

 

Muitas teorias surgiriam para justificar o estranho desaparecimento de Valentich, entre elas, a que o piloto teria se suicidado. No entanto, nenhuma teoria apresentada - envolvendo ou não a presença de OVNIs - foi capaz de desvendar este estranho enigma aéreo.

 

Após varrições em radares e buscas aéreas, nenhuma pista sobre o paradeiro de Valentich ou sua aeronave foi encontrada. Por fim, a investigação do Departamento de Transporte da Austrália concluiu que a razão para o desaparecimento não podia ser determinada.

 

O encontro de Frederick Valentich com o desconhecido se tornou um incidente que pode ser comparado com vários outros semelhantes, envolvendo OVNIs que, ao surgirem, revelam características particulares. Entre elas, efeitos eletromagnéticos, falhas de ignição em automóveis ou aeronaves, falhas de comunicação, entre outras. Pouco antes de romper contato com o controle, Valentich chegou a narrar que detectou falhas no seu Cessna, justamente, nos momentos de aproximação do estranho objeto.

 

Uma possível influência eletromagnética causada pelo furtivo OVNI pode ter neutralizado o motor do Cessna (já que Valentich relatou que o mesmo estava “áspero em marcha lenta” e que “tossia”), o que pode tê-lo levado a colidir com o oceano.

 

Também foi ouvido um som não identificado no término da transmissão de rádio e alguns acreditam que seria o barulho de sua aeronave nos primeiros estágios de desintegração. Outra possibilidade apontada é que a sua frequência de rádio possa ter sido bloqueado deliberadamente.

 

Placa em memória do piloto Frederick Valentich.

 

Região possui históricos

 

Frederick Valentich não foi a única pessoa que relatou o estranho voo de um objeto desconhecido sobre ou nas regiões do Estreito de Bass e da King Island. Posteriormente ao ocorrido, investigadores australianos colheram mais de 50 relatos de observações naquela área, os quais teriam ocorrido antes, durante e depois do fatídico desaparecimento de Valentich. A maioria dessas informações foi levantada pelos pesquisadores do Victorian UFO Research Society, com sede em Moorabbin, cidade situada próxima ao local do misterioso desaparecimento. De acordo com os pesquisadores, cerca de dois meses antes do desaparecimento do piloto, foram muitos os relatos de avistamentos de OVNIs naquela região, descritos por populares à Polícia australiana.

 

Ainda de acordo com estes pesquisadores, naquela mesma noite do desaparecimento, algo estranho estava acontecendo nos céus de Melbourne, bem como, sobre o Estreito de Bass. Foram elaboradas diversas entrevistas documentadas com pessoas de posições independentes e residentes até 300 quilômetros de distância do local. As testemunhas contaram histórias de objetos voadores redondos, “peixes em forma de estrela” e objetos prateados em formato de charuto, além de OVNIs movendo-se lentamente no céu, aparentemente, sem nenhum meio visível de propulsão, pois não possuíam asas e nem emitiam sons.

 

Caso semelhante nos EUA

 

Os pesquisadores do Victorian UFO Research Society também apontam que o encontro Valentich foi quase uma cópia da experiência de uma equipe formada por quatro militares que se encontravam a bordo de um helicóptero do Exército dos Estados Unidos, num estranho evento ocorrido naquele país em 18 de outubro de 1973, quase cinco anos antes do desaparecimento Valentich.

 

No helicóptero estava o capitão Lawrence Coyne voando nas proximidades de Mansfield, Ohio, a 2500 pés. Um membro da tripulação notificou o capitão que um objeto estava se aproximando em rota de colisão. Coyne, em seguida, iniciou uma descida de controle para 1700 pés. O OVNI então assumiu uma posição à frente do helicóptero que voava a 100 nós. O piloto foi surpreendido, pois seu helicóptero estava subindo, enquanto os controles foram acionados para uma descida daquela posição. Tudo indica que o objeto estranho capturou o helicóptero de alguma maneira, pois ele foi elevado até os 3500 metros, o dobro de sua latitude inicial. Naquele momento, segundo os militares, houve um baque, quando o helicóptero teria se soltado do objeto e voltou a voar sem suas influências.

 

Durante este período Coyne tentou contato com aeroportos nas proximidades, mas ambas as frequências em UHF e VHF falharam. Coyne também informou que a bússola estava girando lentamente. O formato desse objeto foi descrito por eles como semelhante a “charuto” ou “alongado” e suas manobras eram idênticas às relatadas por Valentich. Os instrumentos voltaram a funcionar posteriormente e sua tripulação, ao contrário de Valentich, pôde retornar para contar a história.

 

Cabeçalho do relatório do Departamento de Transporte da Austrália,

que investigou o desaparecimento do piloto e seu Cessna.

 

Valentich e o controle em Melbourne

 

A seguir, reproduzimos em português a transmissão real dos diálogos entre o Delta Sierra Juliet de Valentich e controlador de tráfego em Melbourne.

 

A transcrição da comunicação entre Frederick Valentich e o Flight Service Melbourne, conforme divulgado em relatório pelo Departamento Australiano de Transporte, foi feita da seguinte forma:

 

FS =  Flight Service (Controle em Melbourne).

DSJ = Delta Serra Juliet (Aeronave de Frederick Valentich).

O tempo real decorrido está grafado em vermelho.

 

19.06:14

DSJ: Melbourne, aqui é o Delta Sierra Juliet. Existe algum tráfego abaixo de cinco mil?

FS: Delta Sierra Juliet, não há tráfego conhecido.

DSJ: Sou eu, parece haver uma grande aeronave abaixo de cinco mil.

 

19.06:44

FS: Delta Sierra Juliet, que tipo de aeronave é essa?

DSJ:  Eu não posso afirmar, tem quatro faróis brilhantes, parecidos com luzes de pouso.

 

19.07

 FS Delta Sierra Juliet...

 

19.07:31

DSJ: Melbourne, a aeronave acaba de passar por cima de mim, pelo menos, mil pés acima.

FS: Delta Sierra Juliet, “roger”, é uma grande aeronave?

DSJ: Sim, desconhecida, devido à velocidade que está viajando. Existe alguma aeronave da Força Aérea nas vizinhanças?

FS: Delta Sierra Juliet, não temos nenhuma aeronave conhecida na vizinhança.

 

19.08:18

DSJ: Melbourne, ela está se aproximando agora, vindo do leste na minha direção.

FS: Delta Sierra Juliet...

 

19.08:41

DSJ: (microfone permanece aberto por dois segundos).

 

19.08:48

DSJ: Parece-me que ela está fazendo algum tipo de jogo, está voando duas ou três vezes a minha velocidade e eu não consegui identificá-la.

 

19.09

FSDelta Sierra Juliet, “roger”, qual é o seu nível atual?

DSJ: Meu nível é de quatro mil e quinhentos: quatro, cinco, zero, zero.

FS: E você confirma que não pode identificar a aeronave?

DSJ: Afirmativo.

FS: Delta Sierra Juliet, “roger”, stand by.

 

19.09:27

DSJ: Melbourne, não é uma aeronave, é...

(microfone permanece aberto por dois segundos).

 

19.09:42

FS: Delta Sierra Juliet, você pode descrever a aeronave?

DSJ: É como voar passado, ela tem uma forma alongada...

(microfone permanece aberto por três segundos).

...não é possível identificar mais, por causa da sua velocidade.

(microfone aberto por três segundos).

Ela está na minha frente agora, Melbourne.

 

19.10

FS: Delta Sierra Juliet, “roger”, qual seria o tamanho desse objeto?

 

19.10:19

DSJ: Melbourne, parece que está parada. O que eu estou fazendo agora é orbitá-la... E a coisa está orbitando sobre mim também. Ela tem uma luz verde e um tipo de superfície metálica, pois toda ela brilha por fora.

FS: Delta Sierra Juliet...

 

19.10:46

DSJ: (microfone permanece aberto por três segundos).

Ela simplesmente desapareceu.

FS: Delta Sierra Juliet...

 

19.11

DSJ: Melbourne, você saberia que tipo de aeronave eu tenho aqui? É um avião militar?

FS: Delta Sierra Juliet, confirme se a aeronave desapareceu.

DSJ: Diga novamente...

FS: Delta Sierra Juliet, a aeronave ainda está aí com você?

DSJ: Sim...

(microfone permanece aberto por dois segundos)

E agora está se aproximando a sul-oeste.

FS: Delta Sierra Juliet...

 

19.11:50

DSJ: Meu motor está áspero em marcha lenta. Eu tenho que definir em 2003, 24... E agora ele está tossindo.

FS: Delta Sierra Juliet, “roger”, quais são suas intenções?

DSJ: Minha intenção é me dirigir para a King Island... Ah, Melbourne. Que estranha aeronave... Ela está sobrevoando em cima de mim de novo...

(microfone permanece aberto por dois segundos).

Ela paira e não é um avião...

 

FS: Delta Sierra Juliet...

 

19.12:28

DSJ: Melbourne... (microfone permanece aberto por mais 17 segundos).

 

-- FIM DA TRANSMISSÃO --

 

* Pepe Chaves é editor do diário digital Via Fanzine e do portal UFOVIA.

- Com tradução do autor.

- Colaborou: J. Ildefonso P. de Souza (SP).

 

- Fotos:

  Victorian UFO Research Society.

  Australia Department of Transport/reprodução.

  Arquivo Via Fanzine.

 

- Referências:

  Victorian UFO Research Society

  Ghostthory.com

  Wikisource

 

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