Leia também nessa página:

Os discos voadores e o mistério dos mundos subterrâneos

 

 

MISTÉRIOS MILENARES:

O enigma dos mundos subterrâneos 

O enigma dos mundos subterrâneos constitui parte de um segredo muito bem guardado

e tudo aquilo que se sabe sobre o assunto, não passa de apenas uma leve ponta,

do extenso véu que encobre a sua indevassável realidade transcendente.

 

Por J. A. FONSECA*

De Itaúna-MG

Para Via Fanzine

Março/2005

 

Muitos lugares da Terra estão estão por explorar, como os supostos

"continentes perdidos", nos subterrâneos do nosso planeta.

Mostraremos aqui, que vários autores aventaram tais possibilidades.

 Leia também outros trabalhos de J.A. Fonseca:

  Mais um Enigma Brasileiro – Sete Cidades–PI

  A Misteriosa Z e o Coronel Fawcett

  As inexplicáveis 'construções' de Paraúna (GO)

  Seguindo as Alterosas: Andanças por Minas Gerais

  A misteriosa Chapada dos Guimarães (MT)

 

ESTIGMATIZADOS - Como interessado pelo tema e buscador das verdades que foram ocultadas sob o véu inocente da lenda, tenho procurado discernir sobre seus inúmeros disfarces, adotados pelos sábios do passado, para que alguns de seus aspectos pudessem circular livremente sobre a face da Terra. Quando aceitamos conscientemente a possibilidade de existirem mundos no interior de nosso planeta, não o devemos fazer tomados por uma decisão apaixonada   e  inconseqüente, mas sim, suportada por algo de ordem interior. Algo bem mais forte, que não pode ser transferido nem comprovado, diante do pragmatismo do mundo que construímos como ideal de vida. Vivemos iludidos perante nossos arcaicos métodos de existência e um deplorável engano secular que não nos permite perceber outros aspectos da vida na Terra, senão os já estigmatizados como “verdadeiros”. Precisamos nos libertar destas amarras transitórias e aceitar outras possibilidades.

 

Lembremo-nos de que se ousamos lançar naves no espaço à procura de vida inteligente fora da Terra, devemo-nos questionar sobre o que poderíamos encontrar. Estaremos preparados? Eis a grande questão… Precisamos saber que a visão exterior das coisas, a qual atrai o visionário ávido pelas posses temporárias de nosso mundo e do espaço, não é a mesma que parte da consciência daquele que faz com que esta percepção passe também pelo seu interior.

 

Neste novo trabalho sobre os mistérios milenares dos mundos subterrâneos, preferimos desenvolver uma abordagem menos contestadora e mais voltada para os princípios da consciência, ou seja, ao mesmo tempo em que inspira um caráter de pesquisa no mundo exterior, também projeta algo de caráter interior, secreto, íntimo, espiritual. Contaremos neste trabalho, evidentemente, com a ajuda imprescindível de “verdadeiros pilares” do conhecimento humano, como Helena Blavatsky, Saint-Yves, São Paulo, Djwhal Khul, René Guénon, O.B.R. Diamor, E. Bulwer Lytton, Polo Noel Atan e Udo Oscar Luckner, por terem estes burilado suas vidas junto aos mananciais mais sublimes das águas intocáveis do saber oculto. Ousamos também comentar a consistente “aventura” de Dino Kraspedon, rejeitado por muitos, além dos autores de “ficção” como Edgar Allan Poe e Júlio Verne, pois sabemos que suas “histórias” não foram forjadas nos meros laboratórios da imaginação, simplesmente para divertir os homens apressados e cansados deste final de ciclo.

   

Helena Petrovna Blavatsky

 

BLAVATSKY - Queremos iniciar esta nova pesquisa citando a grande Mestra do ocultismo ocidental, Helena Petrovna Blavatsky, que muitos pretendem transformar numa charlatã, talvez por falta de firme sustentação de suas próprias idéias ou por inépcia, acabando estes incautos transgressores do verdadeiro conhecimento baseando suas falsas premissas em elementos absolutamente fragilizados pelo materialismo ou mesmo revestidos por princípios fortemente preconceituosos. Em geral, podemos dizer, o fazem por incapacidade de compreender os meandros que envolveram a vida e a obra de uma pessoa como a insigne ocultista, ou simplesmente por impulsos movidos pela inveja.

 

Para o fim que almejamos, iremos citar ostensivamente excertos de diversos autores que tratam deste assunto nebuloso e ainda mantido sob o rigor da censura oficial, além da não menos severa censura interior, que mantém sob impedimento certas revelações das mentes cristalizadas da maioria dos homens da Terra. Em sua magnífica “enciclopédia” do ocultismo, A Doutrina Secreta, faz a Digna Instrutora HPB menção de outros mundos que existem além na crosta terrestre, abordando o mistério das muitas grutas desconhecidas que rasgam o subsolo de nosso planeta. Não somente fala dos Filhos de Deus e da Ilha Sagrada, mas afirma que esta última, ainda pode ser encontrada sobre a Terra. Diz textualmente: “a ‘ilha’, segundo a crença, existe ainda hoje, como um oásis rodeado pela terrível solidão do grande Deserto de Gobi, cujas areias não há memória humana de que tenham sido pisadas”.

 

No seu livro Ísis sem Véu, a autora fala também desta “ilha” mágica dos deuses: “Diz a tradição, e explicam os registros do Grande Livro, que muito antes da época de Ad-am e de sua curiosa mulher He-va, onde atualmente só se encontram lagos secos e desolados desertos nus, havia um vasto mar interior, que se estendia sobre a Ásia central, ao norte da soberana cordilheira do Himalaia, e de seu prolongamento ocidental. Uma ilha, que por sua inigualável beleza não tinha rival no mundo, era habitada pelos últimos remanescentes da raça que precede a nossa. Essa raça podia viver com igual facilidade na água, no ar ou no fogo, pois possuía um controle ilimitado sobre os elementos. Eram os ‘Filhos de Deus’; não aqueles que viram as filhas dos homens, mas os verdadeiros Elohim, embora na Cabala oriental eles tenham um outro nome. Foram eles que ensinaram aos homens os segredos mais maravilhosos da Natureza, e lhes revelaram a ‘palavra’ inefável e atualmente perdida. Essa palavra, QUE NÃO É UMA PALAVRA, percorreu o globo, e ressoou ainda como um remoto eco no coração de alguns homens privilegiados. Os hierofantes de todos os Colégios Sacerdotais estavam a par da existência dessa ilha, mas a ‘palavra’ era conhecida apenas pelos Yava-Aleim, ou mestres principais de todos os colégios; que a passavam ao seu sucessor apenas no instante da morte. Havia vários de tais colégios e os antigos autores clássicos fazem menção a eles”.

 

E ainda: “Não havia nenhuma comunicação por mar com a bela ilha, mas passagens subterrâneas conhecidas apenas pelos chefes comunicavam-se com ela em todas as direções”.

 

 “Quem poderá dizer que a Atlântida perdida – que é também mencionada no Livro Secreto, mas sob um outro nome pronunciado na língua sagrada – não existia naqueles dias?”.

 

A palavra perdida é um grande mistério que somente pode ser conhecido em seu inteiro significado pelos Iniciados, os quais, sempre mantiveram o mais absoluto segredo sobre este assunto. Pensamos que ela poderia estar relacionada ao mistério das regiões sagradas dos deuses no interior da Terra, sobejamente conhecidas pelos grandes filósofos, santos, iogues, etc., homens livres, cujas mentes jamais se submeteriam aos aspectos da vida puramente materiais. HPB escreve sobre esta possibilidade: “A grandiosa poesia dos quatro Vedas; o Livro de Hermes; o Livro dos números caldeu; o Códex nazareno; a Cabala dos Tanaïm; a Sepher Yetzirah; o Livro da Sabedoria de Shlômôh (Salomão); o tratado secreto sobre Mukta e Baddha, atribuído pelos cabalistas budistas a Kapila, o fundador do sistema Sânkhyâ; os Brâhmanas, o Bstan-hgyur dos tibetanos; todos esses livros têm a mesma base. Variando apenas as alegorias, eles ensinam a mesma doutrina secreta que, uma vez completamente expurgada, provará ser a ÚLTIMA THULE da verdadeira filosofia, e revelará o que é essa PALAVRA PERDIDA”.

 

Sobre os túneis misteriosos que já foram encontrados sob o solo da Índia, HPB faz o seguinte relato: “Conta a tradição – e a Arqueologia aceita a veracidade da lenda – que atualmente há mais de uma cidade florescente na Índia, construída sobre várias outras, constituindo assim uma verdadeira cidade subterrânea com seis ou sete pisos. Delhi é uma delas, Allahabad é outra. Vêem-se exemplos semelhantes na Europa, como Florença, que está edificada sobre diversas cidades mortas, etruscas e outras. Destarte, por que razão Ellora, Elefanta, Karli e Ajunta não podiam ter sido construídas por cima de labirintos e passagens subterrâneas, como se afirma? Claro que não nos referimos às grutas que todos os europeus conhecem de visu ou por ouvir dizer, apesar de sua grande antiguidade, que a Arqueologia moderna também confessa; mas ao fato, conhecido pelos brâmanes iniciados da Índia e especialmente pelos Iogues, de não existir no país um só templo-gruta que não tenha corredores subterrâneos, dispostos em todas as direções, e de possuírem tais grutas e corredores subterrâneos inumeráveis, por sua vez, os seus subterrâneos e corredores”.

 

Ela menciona também as passagens que existem sob o solo das Américas e sobre as bibliotecas e arquivos antigos que se acham encerrados em locais secretos nestas regiões indevassáveis:  “As ruínas que cobrem as duas Américas, e que se encontram em muitas ilhas das Índias Ocidentais, são todas atribuídas aos atlantes submersos. Assim como os hierofantes do mundo antigo, o qual, ao tempo da Atlântida, estava unido ao novo por terra, os mágicos da nação atualmente submersa dispunham de uma rede de passagens subterrâneas que corriam em todas as direções”.

 

E ainda:  “Os membros de várias escolas esotéricas, cujo centro está situado além dos Himalaias e de que se podem encontrar ramificações na China, no Japão, no Tibete e até mesmo na Síria, como também na América do Sul, afirmam que têm em seu poder a soma total das obras sagradas e filosóficas, manuscritas ou impressas, enfim, todas as obras que têm sido escritas, nas diversas línguas ou caracteres, desde os hieróglifos ideográficos até o alfabeto de Cadmo e o Devanagari”.

 

Curiosamente, já que estamos citando aspectos inusitados da vida em nosso globo, desconhecidos para uma grande maioria das pessoas, HPB em seu livro “Al Pais de las Montañas Azules” fala sobre um paradisíaco lugar descoberto por exploradores da Índia, chamado de Montanhas Azuis, que estão coroados pelos soberbos cumes de Nilguiri e Mukkartebet. Trata-se de uma terra incógnita e um mundo encantado, habitado por cinco estranhas tribos de raças distintas, onde coisas estranhas acontecem. Ela fala dos misteriosos “toddes”, uma das tribos que moram nestas lendárias e harmoniosas paragens das enigmáticas e pouco conhecidas Montanhas Azuis. Falando sobre as estranhas práticas destes povos a autora diz que “se nossa orgulhosa ciência, carente de sabedoria, se nega a admitir sua realidade, isto se deve unicamente a que não é capaz de compreendê-las e classificá-las”.  Disse HPB que tudo o que um amigo lhe contara a respeito deles, este havia observado “in loco”, pois vivera durante muito tempo no meio destes estranhos povos, e que seus relatos fantásticos poderiam não somente impressionar a qualquer um que deles tomassem conhecimento, como também encher muitos volumes, caso fossem escritos.

 

SAINT-YVES D’ALVEYDRE - Os adeptos e estudiosos do ocultismo sempre estiveram a par dos grandes mistérios da Terra e do espaço e sempre falaram destes, sem tocar diretamente em sua realidade transcendente, por razões óbvias. Jamais ignoraram os grandes enigmas de nosso planeta e os trataram sob denominações próprias, como o caso dos mundos subterrâneos e dos discos voadores ou vimanas atlantes.

 

Neste momento crucial da vida na Terra, muitos pilares do conhecimento tradicional, orientados por Lei, passaram a falar mais abertamente a respeito destes assuntos, apesar da resistência exercida pelo conhecimento oficial e até mesmo por certas escolas esotéricas.

 

No seguimento das idéias que estamos desenvolvendo sobre tão espinhoso tema, não poderíamos deixar de citar o insigne marquês de Saint-Yves d’Alveydre, estudioso das filosofias comparadas e das línguas mais antigas da humanidade, autor de várias obras de profundo valor iniciático, dentre elas El Arqueômetro.

 

Saint-Yves d’Alveydre

 

Em seu livro La Misión de la India, publicado no início do século XX, fala abertamente dos mundos subterrâneos e cita a misteriosa região de Paradesha e Agartha, para surpresa de muita gente. Assim ele escreveu: “E quanto a mim, depois de ter preparado os judeus-cristãos com todo o significado social de suas tradições, tomo a própria Paradesha como garantia da verdade de meus anteriores testemunhos e desta”.

 

“E se vendo que eu estou bem informado de suas mais secretas artes, de suas ciências e de seus mistérios, estes sábios procurarem o meu nome em seus registros e minha estátua em suas cidades subterrâneas, só encontrarão o meu espírito que apareceu aqui há quase dez anos, com a suficiente claridade para que meu retrato possa ser pintado”.

 

Mais especificamente, fala o inspirado marquês desta cidade misteriosa, alvo de tantas buscas por parte de ardentes pesquisadores e ocultistas, como se ela fosse para ele algo muito confidencial e sagrado, ao mesmo tempo em que amplamente conhecido. Com autoridade ele descreve Agartha, não como alguém que dela ouviu falar, mas que já a incorporara, de há muito, em suas experiências, e de forma que não pudéssemos considerar que tais assertivas se tratassem apenas de frutos de uma hipótese remota ou de fantasias de uma mente doentia. Vejamos: “Na superfície e nas entranhas da Terra a extensão real de Agartha desafia a opressão e a coação da profanação e da violência”.

 

“Se falar das Américas, cujo subsolo ignorado pertenceu à mais longínqua antigüidade, tanto quanto a Ásia, cerca de quinhentos milhões de homens mais ou menos, conhecem sua existência e sua extensão.”

 

Com intimidade fala da organização desta cidade mágica, almejada por todos os adeptos:

 

“O território sagrado de Agartha é independente, organizado sinarquicamente e composto de uma população que se eleva a uma cifra de quase vinte milhões de almas”.

 

“Em Agartha não existe nada parecido com os nossos horríveis sistemas judiciais ou penitenciários: não existem prisões”.

 

“Em suas células subterrâneas a população dos Dwijas se dedica ao estudo de todas as línguas sagradas, e coroa os trabalhos de filosofia mais surpreendentes com os maravilhosos descobrimentos da língua universal da qual vou falar. Esta língua é o Vatan”.

 

“Nenhum iniciado pode copiar de Agartha os textos originais de seus livros de estudo: estão, como já disse, gravados em pedra em caracteres indecifráveis para o vulgo”.

 

“Só a memória pode conservar sua imagem; eis que ousou Platão pronunciar esta afirmação paradoxal: ‘a ciência se perdeu o dia em que se publicou um livro’”.

 

Em relação às “cartas” de Paulo, o próprio Saint-Yves levanta a hipótese de que estas tenham sido trazidas dessas regiões inacessíveis às pessoas comuns. O apóstolo estava cônscio de que não poderia jamais falar abertamente sobre este assunto em suas exortações iniciáticas e procuraria, ao contrário, ocultar através do conteúdo de suas “cartas” os ensinamentos recebidos naquelas regiões. Para o marquês iniciado, os títulos das Epístolas de Paulo não deixam nenhuma dúvida e são prova cabal de tal experiência:

 

“Finalmente, até nas Epístolas, o título do texto hebreu nos mostra escrito com todas as letras o nome de Agartha: Agartha-al-Galatim, Agartha-al-Ephesim, Agartha-al-Romin; de Agartha aos Gálatas, de Agartha aos Efésios, de Agartha aos Romanos”.

 

Já que as cartas de Paulo foram citadas, gostaríamos de destacar suas palavras na Epístola aos Hebreus 5, 11 – 12, quando exorta a todos os buscadores a não arrogar por si mesmos a honra de se investirem da dignidade de sumo-sacerdotes do Altíssimo, à maneira de Melk-Tsedek, ou seja, destas regiões desconhecidas:

 

“Muito teríamos a dizer a este respeito, e nada fácil, de explicar, porque vos tornastes tardos para compreender. Com efeito, enquanto deveríeis já ser mestres, em razão do tempo, tendes ainda necessidade de aprender os primeiros elementos dos oráculos divinos, e vos reduzistes a precisardes de leite e não de alimento sólido”.

 

Ousamos dizer que o alimento sólido referido por ele trata-se precisamente de um simbolismo que oculta os grandes segredos dos mundos por ele visitados no interior da Terra, que exigiria de seu ouvinte muito mais do que um simples embasamento intelectual. Representa a complexidade de compreender tais coisas quando a mente se acha focalizada apenas nos princípios mais densos e não pode alcançar determinadas sublimidades. Daí a alegoria do leite que é dado às crianças recém-nascidas, ou melhor dizendo, aos espíritos impúberes, que não podem perceber muito mais do que existe além de seu próprio nariz.

 

Djwhal Khul

DJWHAL KHUL  - Aprofundando no estudo destes mistérios milenares, não poderíamos deixar de citar o inigualável Mestre Tibetano Djwhal Khul, que segundo uma declaração dele próprio em 1.934, se tratava apenas de um discípulo de certo grau vivendo em corpo físico, como todos nós, na região do Tibete. Sabemos que tal afirmação oculta, de fato, o grande iniciado e emissário dos mundos subterrâneos que é, confirmação que pode ser feita pela leitura dos livros de Alice A. Bailey, em co-autoria com o mesmo. Disse que o conteúdo de seus livros seriam dados sem nenhuma exigência de aceitação e que não deveriam ser aclamados como escrita inspirada. 

 

Apenas queria passar informações para aqueles adeptos que pretendiam dar passos mais largos no caminho da redenção e do conhecimento. Quem já leu alguma destas obras, pode perceber que tal discípulo não se trata de um nome qualquer na vasta bibliografia ocultista. Especialmente, no seu livro Tratado sobre Magia Blanca, ele fala abertamente dos mundos subterrâneos e dos grandes mistérios que seriam revelados para a humanidade neste grande momento de transição planetária.

 

Assim escreveu: “O primeiro posto avançado para a Fraternidade de Shamballa foi o templo original de IBEZ, situado no centro da América do Sul, e um de seus ramos, em um período muito posterior, se encontrava nas antigas instituições maias e na adoração do sol, como fonte de vida nos corações de todos os homens”.

 

“Uma segunda rama se estabeleceu posteriormente, na Ásia, e desta rama os adeptos do Himalaia e do sul da Índia são os representantes, ainda que o trabalho tenha sido transferido materialmente. No futuro far-se-ão descobertas que revelarão a realidade do antigo modelo de trabalho hierárquico; antigos arquivos e monumentos serão revelados, alguns sobre a Terra e muitos em abrigos subterrâneos”.

 

“À medida que se exploram os mistérios da Ásia Central, nas terras que se estendem desde a Caldéia, a Babilônia, através do Turquestão até a Manchúria, incluindo o deserto de Gobi, espera-se revelar grande parte da história primitiva dos trabalhadores de IBEZ”.

 

“Podemos observar que a palavra IBEZ é literalmente uma espécie de sigla que vela o verdadeiro nome do Logos Planetário da Terra, do qual, um dos princípios está se manifestando em Sanat Kumara, convertendo assim em uma encarnação direta do Logos Planetário e em uma expressão de sua Divina Consciência. Estas quatro letras são as iniciais dos verdadeiros nomes dos quatro Avataras dos quatro globos de nossa cadeia terrestre, onde encarnaram quatro dos princípios divinos. As letras IBEZ não são as verdadeiras letras em idioma sensar, se é possível usar expressão tão inexata de um idioma ideográfico, pois que é simplesmente uma deformação europeizada”.

 

Também no livro Iniciação Humana e Solar, Djwhal Khul fala de Shamballa, o ponto sagrado da manifestação planetária, que está localizado na região mais central de nosso planeta físico, a Terra. Segundo ele, “Shamballa é a Cidade dos Deuses, que fica para o Ocidente de algumas nações, ao Oriente de outras, ainda ao Norte ou a Sul de outras. É a Ilha Sagrada no deserto de Gobi. É o lar do misticismo e da Doutrina Secreta”.

 

Henrique José de Souza

 

HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA - No Brasil tivemos a força transformadora do Mestre Henrique José de Souza (JHS), fundador da Sociedade Teosófica Brasileira, atual Sociedade Brasileira de Eubiose, que não deixou de falar claramente sobre os mundos interiores e o mistério dos discos voadores.

 

No seu livro Eubiose a Verdadeira Iniciação fala que o país que Noé se dirigia, segundo a tradição, era um local subterrâneo, cujo nome até mesmo se parecia com o de “barca”, ou seja, Agartha. “Como se vê, ‘arca’ ou ‘barca’ teve um sentido muito mais profundo que a Lei ainda não permitiu totalmente desvendar.”

 

Falando sobre esta região transcendente de Agartha, reforça a tônica dada por outros insignes adeptos da Boa Lei:

“Este país de Agartha é por muitos denominado Shamballa e as escrituras o descrevem como uma ilha imperecível que nenhum cataclismo pode destruir.”

 

“Agartha, Arca ou Barca é o lugar para onde o Manu Noé conduziu seu Povo ou Família, e os casais de animais a que se refere a Bíblia, porém com a interpretação errônea de que o termo ‘família’ fosse apenas dos seus parentes”.

 

 “Agartha é o celeiro das civilizações passadas”.  Sobre os discos voadores, JHS o primeiro a declarar publicamente que parte deles vem do interior da Terra. São suas palavras: “Sim, discos voadores, que tanto preocupam os homens de hoje, a própria televisão, as irradiações de amanhã, que são levadas a efeito sem necessidade de aparelho de rádio, aparecem vindos de Agartha, para depois, os maiores cientistas do mundo as darem como suas”.

 

René Guénon

 

        GUÉNON - O assunto que estamos desenvolvendo nestes artigos exige um longo lapidar de idéias e certas convicções, para que não venhamos nos deixar levar pelo avassalador movimento ególatra que assola o mundo contemporâneo. Se não alimentarmos firme intenção e uma franca percepção das coisas interiores, certamente que seremos envolvidos pelo engolfar da dúvida e teremos nossos objetivos e princípios fortemente abalados e comprometidos.

 

Estamos assim, no tratamento deste assunto, levando aos interessados o maior número possível de informações que tivemos acesso, para que cada um possa escorar-se e dar maior vazão às suas próprias convicções sobre um tema que ainda é  tão controverso.

 

Queremos citar em apoio, o insigne esoterista francês René Guénon, que por suas relevantes pesquisas e aprofundamento no mundo oculto, deveria ter seu nome grafado dentre aqueles que ofereceram à humanidade uma outra opção, não materialista da vida na Terra.  Em seu livro O Rei do Mundo, falando sobre estes mundos excepcionais, e comparando as obras de Ossendovsky e Saint-Yves, escreveu:

 

“De fato, há um grande número dessas passagens que apresenta, até em alguns pormenores, uma semelhança singular e surpreendente. Em primeiro lugar há o que podia parecer o mais inverossímil no próprio Saint-Yves, queremos dizer, a afirmação da existência de um mundo subterrâneo, estendendo suas ramificações por toda parte, sob os continentes e até sob os oceanos, e pelas quais se estabelecem invisíveis comunicações entre todas as regiões da Terra”.

 

 “Além disto, o Paraíso terrestre representa propriamente o Centro do Mundo: e o que diremos mais adiante, acerca do sentido original da palavra Paraíso, poderá fazê-lo compreender ainda melhor” (pag. 56).

 

"É de notar-se que a palavra Salém, contrariamente à opinião vulgar, nunca designou na realidade uma cidade, mas que, se atemos pelo nome simbólico da residência de Melk-Tsedek, pode ser considerado como um equivalente do vocábulo Agartha”.

 

René Guénon diz em seu livro que as tradições que falam dos mundos subterrâneos se acham espalhadas por todo o globo terrestre, em muitas nações e que, paralelamente a estas crenças, surgiu o culto das cavernas, também de natureza velada, que acabaram por traçar estreita relação com uma espécie de lugar secreto, no interior da Terra. Diz Guénon:

 

“Por outro lado, há realmente, tanto na Ásia Central como na América e talvez ainda em outros lugares, cavernas e subterrâneos onde certos centros iniciáticos têm podido manter-se desde há séculos; mas, fora disso, há, em tudo o que é citado acerca deste assunto, uma parte de simbolismo que não é muito difícil de esclarecer; e podemos pensar mesmo que são razões de ordem simbólica que têm determinado a escolha de lugares subterrâneos para estabelecer esses centros de Iniciação, muito mais que motivos de simples prudência”.

 

 “Acrescentamos que foi a partir das informações fragmentárias que Madame Blavatsky pôde recolher acerca desse assunto sem, aliás, compreender o seu verdadeiro significado, que nasceu nela a idéia da Grande Loja Branca, que poderíamos chamar, não já uma imagem, mas muito simplesmente uma caricatura ou uma paródia imaginária de Agartha”.

 

Uma declaração do autor sobre as escolas pseudo-iniciáticas que estavam nascendo no Ocidente, com a qual concordamos plenamente, atinge severamente suas estruturas filosóficas. Disse que estas não poderiam ser levadas a sério, porque provavelmente, nenhuma delas estava relacionada ao mistério dos mundos subterrâneos e nem mesmo sabiam de sua existência ou, na pior das hipóteses, não o aceitavam como princípio iniciático. De fato, pensamos que a ausência destes princípios ocultos - mantidos por milênios pelos Grandes Adeptos da Terra - é uma lástima e não poderiam ser jamais olvidados por aqueles que se propõe iniciar-se e fazer do seleto Conselho de Agartha.

 

Longe de serem rudes silvícolas, os integrantes desta raça eram

altamente desenvolvidos, especialmente no seu aspecto moral.

DIAMOR - Já que temos falado das Américas, voltemos nosso pensamento para o continente sul-americano, que guarda, segundo os cânones universais, profundos mistérios relacionados ao Império Oculto dos Deuses no seio da Terra.

Existe uma obra incomum, intitulada A Clã Perdida dos Incas, assinada por O.B.R. Diamor, que fala admiravelmente da mais antiga tradição destes povos e de suas “lendas” fantásticas, sob o enfoque do próprio “perdedor”, de acordo com os capítulos escritos pela história conhecida dos homens.

 

Através de um misterioso homem moribundo encontrado na floresta amazônica, o manuscrito que contém esta fantástica história é trazido a lume e o autor envereda-se pela vida incrível do povo Inca, que há cinco séculos desapareceu da face da Terra, levando consigo homens, mulheres, crianças e um imenso legado em ouro e conhecimento.

 

Longe de serem rudes silvícolas, os integrantes desta raça eram altamente desenvolvidos, especialmente no seu aspecto moral, fato que veio confrontar-se brutalmente com a barbárie dos gananciosos invasores europeus.

 

Magicamente o livro fala do INTIHSUYO SECRETO, aquela região que ninguém sabe onde fica exatamente, no meio da densa floresta Amazônica. Trata-se de um lugar desconhecido que sugere estar relacionada aos mundos subterrâneos, para onde determinados habitantes deste antigo império teria se recolhido após a invasão. Em sua empolgante narrativa que mistura aventura, realidade e lenda, o autor fala do segredo da floresta encantada, iluminada pelos discos rosados (discos voadores) que se originavam do interior da Terra, quando se abriam certas embocaduras na floresta e o Deus Wiracocha se manifestava.

 

Wiracocha

 

No transcorrer do apaixonante relato um velho Taita (Pai) da nação Inca conta uma história fantástica, na qual, a verdade toma o sentido da lenda para que assim pudesse perdurar e ser preservada no mundo da excessiva materialidade. Conforme o decano “as lendas são verdades envoltas em véus de poesia, já dizia Huyana Tupac”.

 

Segundo ele, esta história lendária mantida pela tradição fala dos povos antigos que partiram da Terra na época do seu último e grande cataclismo.

 

Decorrido um longo período, estes antigos habitantes retornaram com seus discos voadores rosados, assemelhando-se a imensos sóis descendo da abóbada celeste. Era um espetáculo transcendental que os remanescentes dos grandes cataclismos, vivendo em condição primitiva, por terem voltado à barbárie após a terrível hecatombe, não podiam mais compreender.

 

Segundo consta, tal fato teria ocorrido há cerca de 7.000 anos. A visão daqueles grandes sóis que desciam na Terra e de homens iluminados saindo destas “máquinas” desconhecidas, marcou profundamente as mentes conturbadas daqueles homens, que passaram a gravar nos paredões pétreos, os estranhos objetos e as figuras enigmáticas que podem ser vistos em vários países até os dias de hoje. Estes registros continuam impressionando os pesquisadores e os deixam patéticos, sem poder ao menos sustentar uma explicação convincente. Este povo fantástico que havia partido da Terra há milênios, diz a lenda, não poderia jamais ser reconhecido pelo homem primitivo que sobrevivera às grandes transformações, após o grande conflito. Então, para sua salvaguarda, eles instalaram-se no interior de nosso planeta, em grandes bolsões que ali haviam se formado, preservando um mundo indescritível que ainda permanece sob intenso sigilo. Escreveu O. B. R. Diamor:

 

“As pequenas fendas e bolsões, em relação ao volume da Mãe Terra, eram mundos vastos, maravilhosos, quase irreais, por sua beleza exótica. Um poder inacessível parece ter destinado o ventre de Pachamama para abrigo desconhecido e ‘habitat’ natural de uma humanidade superior futura”.

 

“O mundo interior, longe de ter a escuridão dos abismos e o calor dos infernos manipulados à superfície, era iluminado e vitalizado pelas radiações mais íntimas do planeta, tal como em Febea. Sua atmosfera era o néctar da vida, aguçando os sentidos e incentivando as forças mentais”.

 

“E foi assim que, numa segunda investida, por todos os cantos do mundo onde lhes parecia mais provável, os ‘discos’ desceram. Começava para o homem, um segundo período de evolução”.

 

Estava iniciando para o homem da Terra uma nova escalada evolutiva e aquele que no passado ousara voar, estava agora engatinhando com dificuldade na trilha do progresso, humano, recomeçando através de uma vida primitiva e limitada. Se quisermos acreditar nesta história, poderemos pelo menos contar com uma idéia razoavelmente lógica para os mistérios que ainda encobrem nosso passado mais recente, quando o homem das cavernas começa, inexplicavelmente, a construir cidades e templos, como ocorreu no caso da antiga Suméria. Ou então fiquemos com aqueles registros misteriosos, verdadeiros documentos que autenticam uma outra história atravessada na garganta, aguardando um momento de lucidez que possa explicá-los de forma mais compreensível.

 

Voltando a Clã Perdida dos Incas, queremos destacar a forma expressiva com que o autor procurou encerrar sua obra (dizemos nós, de cunho iniciático), misto de lenda e realidade, de alegria e de sofrimento:

 

“Agora que INTIHSUYO não pode mais ser descoberto, eu, um de seus mitimais secretos (enviados), um agente verdadeiro do progresso e da paz para a humanidade (que por circunstâncias especiais se vê perdido na vastidão deste mundo de florestas), deixo aqui romanceada a primeira parte de nossa história”.

 

Segundo o autor, existe uma continuação deste incrível relato que ele decidiu ocultar por não ter chegado ainda o tempo - a que nos referimos acima foi publicada na década de 1.950. Segundo diz, esta outra história é ainda mais fantástica, pois fala de homens avançados vivendo em mundos subterrâneos com sua mais sofisticada tecnologia e espiritualidade. Imaginem o que mais poderia ser desvelado? Se nossa mente já vem rejeitando negligentemente uma perspectiva que se tornou lendária, o que dizer então do que mais além possa ser desvelado? Que segredos mais poderiam estar ocultos em regiões desconhecidas de nosso próprio planeta, a despeito de nossa tecnologia e de nosso pretenso saber?

 

Ray King    

 

RAY KING - Não pretendemos com este trabalho que desvelam certos aspectos dos mundos subterrâneos, apenas inflamar a curiosidade de mentes apressadas, sempre sobrecarregadas de intelectualidade e conceituações variadas.

 

Queremos que elas possam servir como referência  aos novos buscadores que não temem ousar além das fronteiras delimitadoras do conhecimento concreto, que fatalmente tem conduzido o mundo contemporâneo para uma condição de vida profundamente egóica.

 

Continuamos assim, citando autores consagrados e outros menos conhecidos, mas nem por isto menos relevantes no estudo sério deste fenômeno terrestre, que sempre esteve ligado às mais antigas tradições iniciáticas. Godfré Ray King se trata de mais um espiritualista consciente que vamos incluir neste estudo.

 

Fala sobre seus contatos com o Ascensionado Mestre Saint Germain e sobre as visitas que fez, em sua companhia, a determinadas regiões de nosso planeta. No livro Mistérios Desvelados ele fala dos Santuários Subterrâneos, cuja entrada é vedada ao homem não espiritualizado.

 

 

Segundo o autor, na América se encontra um dos mais antigos Centros da Grande Fraternidade Branca, tradicional Retiro dos Mestres Ascensionados, que trabalham para a libertação dos homens e sua espiritualização. Sobre os mundos no interior da Terra, ele escreveu:

 

  “O Santuário Interno é de ouro, com desenhos em púrpura e branco. A cadeira em que a sacerdotisa oficiava era também de ouro.  Aí era focalizado e mantido o Poder Espiritual que se irradiava para o império e para seu povo. Com esta explanação, como prelúdio, entraremos agora no Templo Subterrâneo, onde foi preservada uma sala, entre as ruínas de uma grande e passada glória”.

 

Relata que em uma montanha a sudoeste de Tucson, Arizona, estando em companhia do Mestre, penetrou pelo interior da terra através de um túnel, chegando a uma região paradisíaca:

 

“Continuamos pelo túnel adentro por mais de uma hora e chegamos finalmente a uma porta maciça de metal, que se abriu vagarosamente ao ser tocada pelo meu guia. Este se afastou para o lado e esperou-me passar. Avancei em meio à brilhante luz solar, quase sem respirar, deleitado com a lindeza da cena que se estendia diante de mim: à nossa frente desdobrava-se um vale de insustentável beleza, com cerca de quarenta hectares de extensão”.

 

 

 

“Na cidade subterrânea de IBEZ no Roncador está conservado o resplandecente Homem de Ouro,

que não é outro senão o El Dorado que os conquistadores espanhóis procuram em vão durante anos”

 

PATERSON - Outro que não poderíamos deixar de citar é o eminente pesquisador Timothy Paterson, sobrinho do Cel. Fawcett. É de nacionalidade inglesa, arqueólogo, explorador e esoterista, ex-oficial da infantaria do exército da Rainha da Inglaterra e já esteve por algumas vezes no Brasil. Em 1.980, Paterson publicou um livro na Itália, onde estava residindo, intitulado O Templo de IBEZ (publicado no Brasil em 1.983), onde procurou explicar a origem de IBEZ (já mencionada anteriormente), enigma de caráter universal que oculta o mistério do Rei do Mundo. Também tratou da expedição do Cel. Fawcett (seu tio) sob o enfoque iniciático e de seu desaparecimento na Serra do Roncador, além de tratar especialmente daquela região misteriosa no estado de Mato Grosso. Assim ele escreveu:

 

“A atual cidade de IBEZ no Roncador, da qual o Monastério Teúrgico do Roncador é um prolongamento externo, é presidida pelo Logos Solar dos Mestres Teúrgicos, chefiada por sua vez pelo ‘Quinto Senhor’”.

 

“Na cidade subterrânea de IBEZ as pessoas se movem ainda entre a terceira e a quarta dimensões, onde ainda os ‘deuses caminham entre os homens’, como acontecia sobre a Terra antes de sua Queda, quando, como afirma o Mestre Tibetano (por instruções recebidas dos Mestres de Shamballa), os adeptos de IBEZ começaram a retirar-se dos templos (isto é, debaixo da terra), para tornar os mistérios mais inacessíveis e evitar abusos e distorções”.

 

“Na cidade subterrânea de IBEZ no Roncador está conservado o resplandecente Homem de Ouro, que não é outro senão o El Dorado que os conquistadores espanhóis procuram em vão durante anos”.

 

“A cidade inteira de IBEZ é iluminada por esta mesma luz azulada, gerada pelo que Bulwer Lytton chama de Vril, o chamado ‘elemento universal’, como por outra parte são sobre a terra aquelas torres de pedra e outras construções vistas pelos índios, que através de suas portas e janelas brilha uma luz que ‘jamais se apaga’”.

 

Uma das cidades visitadas por Udo Oscar e que ele deu especial destaque, chamou-a de LETHA,

situando-a nas entranhas da Montanha do Roncador. Segundo ele esta cidade possui

templos esplendorosos, de construções artísticas finamente planejadas e executadas.

 

UDO OSCAR LUCKNER - Sob este aspecto, seria interessante incluir novos comentários sobre a passagem de Udo Oscar Luckner pelo Brasil, até chegar a estas regiões e sua penetração nos mundos subterrâneos. Sua trajetória da Guanabara (RJ) ao Roncador foi permeada de muitos mistérios, coragem e determinação.

Passou pela Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, onde encontrou as primeiras indicações para chegar à cidade subterrânea de Ubiricy. Dirigindo-se para São Tomé das Letras, em Minas Gerais, procurou decifrar o grande enigma do Senhor Arzan, grafado nas “letras” da gruta dos símbolos no centro da cidade.  Dali, Luckner seguiu viagem para o norte de Minas, quase na divisa do estado de Goiás, onde deveria decifrar o mais desafiador dos mistérios, preservado em enigmáticas petrogravuras. 

Após, dirigiu-se para a Pedra Desnuda, no estado de Goiás, onde estava gravada uma mensagem de nossa época. Daí, ele dirigiu-se à Cordilheira dos Andes, onde conheceu seu Mestre que, muito tempo depois, viria a conduzi-lo aos mundos subterrâneos da região inexplorada do Roncador. Assim ele mesmo escreveu sobre esta espantosa experiência:

 

“Iniciamos nossa caminhada, atravessamos o salão, entramos por uma das portas de arcada pálida e descemos dezessete degraus até junto a uma porta bronzeada. Meu cicerone explicou que não era de cobre, mas de uma liga de metais que a tornava imperecível”.

 

“Chegamos a uma plataforma. Eis o que vi: UMA CIDADE! Observei que era construída em círculos e que de seu centro partiam as ruas comerciais, iguais a rodas raiadas. Havia avenidas circulares externas, ornamentadas com plantas”.

 

Uma das cidades visitadas por Udo Oscar e que ele deu especial destaque, chamou-a de LETHA, situando-a nas entranhas da Montanha do Roncador. Segundo ele esta cidade possui templos esplendorosos, de construções artísticas finamente planejadas e executadas. Em seus domínios está localizado o Palácio de Ouro, residência do Quinto Senhor, Aquele que virá para reinar neste Novo Ciclo. Apesar da sua inacessibilidade, LETHA pode ser visitada por homens da face da Terra e é certo, que muitos ali já estiveram, a convite de seus habitantes. Sobre esta magnífica cidade destacamos alguns excertos de seus escritos:

 

“LETHA é uma cidade fabulosamente cheia de riquezas, de alegria, vitalidade e harmonia. Milhões de visitantes do mundo intraterreno e extraterreno enchem suas casas e praças espaçosas”.

 

“Quando sou chamado a LETHA, nunca perco os passeios pelas ruas da cidade, observando as figuras exóticas vestidas com roupagens longas de seda farfalhante, quando estão saindo dos templos, após as cerimônias noturnas”.

 

“LETHA parece uma cidade de contos de fadas, cheia de vitalidade, ensinamentos e pureza”.

 

 

E. Bulwer Lytton

 

LYTTON - Queremos também voltar a citar o insigne escritor ocultista E. Bulwer Lytton, uma vez que em sua obra A Raça Futura ele teria falado também sobre outras regiões que existem no subsolo de nosso planeta:

 

“Nada me causaria maior perplexidade, ao tentar reconciliar minha razão com a existência de regiões abaixo da superfície da Terra e habitáveis por seres que, embora dessemelhantes dos cá de cima eram, em todos os pontos essenciais do organismo, iguais a eles…”.

 

“… E segundo tudo quanto me contaram, havia imensas regiões incomensuravelmente mais profundas, e nas quais se pensaria que só poderiam existir salamandras, eram habitadas por inúmeras raças, organizadas como nós”.

 

 “Seja onde for que o Bem Supremo constrói, pode ter certeza que coloca lá habitantes. Ele não gosta de lugares vazios”.

 

“Nós sempre tivemos contato com esses mundos subterrâneos. Foram eles

os únicos que abriram campo para a nossa permanência nesta crosta.

 

ATAN - Gostaríamos de citar ainda Polo Noel Atan, em sua obra A Cidade dos Sete Planetas, onde escreveu sobre suas experiências nos mundos interiores da região Amazônica. Ao indagar de seu acompanhante, Alídio, sobre quem teria construído a Cidade dos Sete Planetas, que visitara, este lhe teria respondido:

 

“Ela já existia há muito tempo e foi construída pelos Grandes Sacerdotes Atlantes. A fuga dentro das cavernas lhes proporcionou a descoberta de caminhos e passagens abertas, já há muito construídas”.

 

“Nós sempre tivemos contato com esses mundos subterrâneos. Foram eles os únicos que abriram campo para a nossa permanência nesta crosta. Graças à boa vontade dos sacerdotes, meus irmãos interplanetários trouxeram muito material para acabamento e complementação da cidade”.

 

Bem, é nossa pretensão que todos aqueles que tenham acesso a estas informações não as tomem por algo puramente transcendente ou meramente filosófico e procure dentro de si mesmo, os elementos para uma descoberta surpreendente. Perceberá que não somente o nosso planeta, mas todos os demais possuem, certamente, seus mundos subterrâneos e que estes estiveram sempre disponíveis para o desenvolvimento de civilizações e às mais variadas formas de vida. Queremos encerrar esta parte parodiando o Mestre Bulwer Lytton em seus escritos, pois também cremos que onde quer que o Supremo Criador tenha erigido mundos, terá colocado ali habitantes. Seria um desperdício deixar tantos lugares vazios…

 

KRASPESDON - Nesta última parte queremos fazer algumas citações relacionadas ao livro do autor brasileiro Dino Kraspedon e dos autores de “ficção” Edgar Allan Poe e Júlio Verne.

 

A personalidade Dino Kraspedon ou Oswaldo Oliveira Pedrosa, não é bem vista por alguns pesquisadores da Ufologia e não é nossa intenção discutir este ponto. Citamos seu livro neste trabalho pela simples razão de ter o mesmo apresentado, já na década de 1.950, novas perspectivas dentro da pesquisa dos discos voadores, além de sua abordagem científica e filosófica carregada de princípios humanitários. Também sugeriu a existência de civilizações no interior da Terra, desde o início de sua obra, e a provável procedência deste seu contato, quando dedicou ao “comandante do disco” o seu livro:

 

“Ao Comandante do disco, quer ele seja terreno, extraterreno ou subterreno – que importa! – o agradecimento sincero do Autor pela demonstração de confiança e a dedicação com que nos tratou tantas vezes, fazendo caso omisso de nossa desconfiança, fazendo-se desentendido quando não lhe depositávamos inteira boa fé, nunca se furtando a responder nossas perguntas, quando nenhum interesse podia ter no menor dos homens a não ser dar um pouco de si para que nos tornássemos melhores, embora sabendo de antemão a inutilidade dos seus esforços”.

 

No transcorrer de seu relato encontramos certas coerências e na conclusão do livro, sua posição vai se tornando mais enfática em relação à situação da Terra. Pensamos que não podemos mais nos vincular a determinadas condições do raciocínio concreto para enquadramento da verdade, neste ponto de nossas convicções sobre os fenômenos que ocorrem em nosso planeta. O que passa a importar é unicamente a própria mensagem. Costumamos sempre torcer o nariz quando uma entidade qualquer, anjo, deva, mestre, santo, extraterreno ou intraterreno vêm nos falar sobre nossos mal entendidos na Terra e o perigo de um caos iminente. Mas, apesar dos tecnocratas e da tecnologia disponível, nosso planeta continua pedindo socorro. Será que nós que aqui estamos vivendo não o estamos percebendo? Por ventura, gostaríamos que estes seres viessem nos falar da vida em outros mundos, de sua alta tecnologia, de seus computadores e equipamentos sofisticados e ignorassem totalmente algo que nos está conduzindo, inexoravelmente, à auto-destruição? De que nos valeria então esta tal tecnologia?

 

Em verdade, não queremos ver o que está se passando diante de nossos próprios olhos. Preocupamo-nos, ás vezes, com a pessoa e o que ela representa para a opinião geral e deixamos de lado o conteúdo de sua proposta. Em nosso entender importa mais a relação que podemos fazer entre os pontos de vista das mais variadas fontes. Por isto que citamos Dino Kraspedon, pela sua coerência, não para defendê-lo. É de sua autoria o seguinte texto:

 

“Muitos acreditam serem os discos voadores da própria Terra; outros supõem vindos de outro mundo. Há ainda os que afirmam serem oriundos de cidades subterrâneas, de uma civilização que se ocultou sob o solo com a finalidade de se furtar ao contato conosco. Não discutimos a sua origem, porque nada de aproveitável pode sair de uma polêmica. Que interessa ao mundo conhecer a sua procedência?”.

 

E ainda: “Do espaço, da Terra e de sob a terra – não importa – sabemos que o que nos foi revelado é verdadeiro. E para isto temos fundamentadas razões. Se um dia chegássemos à conclusão que esse estranho personagem que entrou em contato conosco foi o demônio materializado, então teríamos razão para afirmar que ao menos uma vez na vida o diabo falou a verdade”.

 

Edgar Allan Poe

  POE - Como já havíamos afirmado, estamos incluindo também os escritores sobejamente conhecidos em muitos países, por suas “histórias de ficção”: Allan Poe e Júlio Verne. Edgar Allan Poe, um dos mais notáveis nomes da literatura universal, ao mesmo tempo detentor de uma biografia controvertida, escreveu contos, poesias e ensaios, sobre as mais estranhas coisas existentes neste mundo e no outro (ou outros).

Abordou também o pólo sul e um estranho vórtice de águas naquela região, algo assustador que ele narrou em Manuscrito encontrado numa garrafa. Esta é uma história bizarra sobre um passageiro que partira de Java e se tornara náufrago, indo para um outro navio tripulado somente por pessoas idosas e misteriosas, que viajavam a toda velocidade em direção ao pólo.

Apesar de se tratar apenas de uma “história” as coincidências são muito grandes e o autor, de alguma forma, deveria saber alguma coisa sobre aquela distante região do pólo. São suas palavras: “É evidente que estamos a precipitar-nos para alguma estonteante descoberta, para algum segredo irrevelável para sempre, cujo alcance significa destruição. Talvez esta corrente nos conduza ao próprio pólo sul. Deve-se confessar que uma suposição aparentemente tão fantástica tem todos as possibilidades a seu favor”.

 

“O gelo se abre de súbito para a direita e para a esquerda e rodamos vertiginosamente em imensos círculos concêntricos, espiralando em volta das margens de um gigantesco anfiteatro cujas paredes perdem o cimo nas trevas e na distância”.

 

Em um outro conto deste mesmo autor, Narrativa de Artur Gordon Pynn, ele faz uma narrativa comovente de uma pessoa, também vítima de um naufrágio na vizinhança do pólo antártico. Era uma região formada por um grupo de ilhas muito grandes, habitada por nativos e que a chamavam de Tsalal. Fugindo do ataque de selvagens, alcançou o alto de uma colina que possuía uma grande fenda que se abria para o seu interior da terra. Explorou estas cavernas e afirmou que seus labirintos possuíam formas estranhas, galerias e corredores, cujos formatos foram desenhados pelo personagem.

 

“Era realmente, um dos lugares de mais singular aparência imagináveis e mal podíamos ser levados a crer que ele fosse inteiramente obra da natureza”. Continuando sua fuga, tomou às pressas uma frágil canoa, juntamente com duas outras pessoas e novamente estavam navegando para o imenso e desértico Oceano Antártico.

 

“Vários fenômenos insólitos indicavam, então, que estávamos penetrando numa região cheia de espantosas novidades”.

 

“A temperatura do mar parecia aumentar a cada instante e havia na sua cor uma alteração bastante perceptível”.

 

“A barreira de vapor para o sul tinha-se elevado prodigiosamente no horizonte e começava a assumir forma mais distinta. Posso compará-la apenas a uma catarata sem limites, rolando, silenciosamente, dentro do mar, de alguma imensa e bem distante muralha no céu. A gigantesca cortina pendia ao longo de toda a extensão do horizonte meridional, mas não emitia som algum”.

 

Ao final, ele e seus companheiros de fuga, um deles nativo daquela região, se depararam com uma “figura humana envolvida por uma mortalha” bem maior do que qualquer habitante da Terra e branca como a neve. E a história é subitamente interrompida.

 

“E agora nós nos precipitávamos para o seio da catarata, onde se escancarava um abismo para receber-nos. Mas, ergueu-se, então, em nosso caminho, uma figura humana amortalhada, bem maior de proporções que qualquer habitante da Terra. E a cor da pele deste vulto tinha a perfeita brancura da neve”.

 

Apesar de ser apenas um “conto”, citamos Edgar Allan Poe pela grande lucidez empregada em suas “histórias” fantásticas que desvelam estranhos segredos, além de certas “coincidências” relatadas, quando comparadas às hipóteses levantadas e constatadas por pesquisadores em relação aos pólos.

 

Júlio Verne

 

VERNE - O outro autor que queremos citar é Júlio Verne, que dispensa comentários, em face das inúmeras obras de sua autoria que anteciparam conquistas importantes da humanidade. Em seu livro Viagem ao Centro da Terra Verne narra uma aventura fantástica ocorrida na Islândia, no norte daquele país, numa montanha vulcânica muito alta, chamada Sneefell, com cerca de 1.650m. de altitude.  Seus personagens são três aventureiros: o Prof. Lidenbrok e seus dois companheiros Axel e Hans, que decidiram descer pela cratera do Sneefell, percorrendo o centro da Terra por vários meses. Assim o autor descreve a descida dos aventureiros: “Não era possível que tivesse servido de passagem às matérias eruptivas vomitadas pelo Sneefell, já que não havia nenhum vestígio delas. Era como se descêssemos pela rosca de um parafuso gigante feito pela mão do homem”.

 

“Quanto à altura, devia ultrapassar vários quilômetros. O olho era incapaz de perceber onde essa abóbada terminava em paredes de granito; mas havia uma nebulosidade suspensa na atmosfera, que estava a acerca de uns quatro mil metros de altura, portanto, mais alta que os vapores terrestres, certamente por causa de ar muito denso”.

 

“É claro que a palavra caverna sempre me vem ao descrever esse ambiente gigantesco. Mas as palavras humanas não são suficientes para aqueles que se aventuraram nos abismos do planeta”.

 

Nesta cavidade gigantesca havia um grande lago que mais se parecia com um mar e suas ondas colossais. Acerca de quinhentos metros deles divisaram uma floresta densa e cerrada, constituída por árvores com formatos estranhos que descobriram depois se tratarem de cogumelos gigantes.

 

“Era composta de árvores de médio porte, talhada como perfeitos guarda-sóis de contornos claros e geométricos; as correntes atmosféricas não pareciam agitar sua folhagem e, em meio aos ventos, permaneciam imóveis como um maciço de cedros petrificados”.

 

 “Mas, a vegetação daquele país subterrâneo não era só de cogumelos. Mais adiante havia inúmeros agrupamentos de outras árvores de folhagem desbotada. Eram fáceis de identificar: arbustos comuns da terra, só que em dimensões fantásticas”.

 

O relato é fantástico e a aventura é emocionante, pois os aventureiros encontraram animais antediluvianos vivos num grande mar subterrâneo dentre eles crocodilos, tartarugas gigantes, golfinhos, lagartos, etc. Ao final da obra os três construíram uma jangada e navegaram por vários dias no interior da terra, em meio a uma espécie de oceano de ondas encapeladas. Depois de muitas dificuldades, saíram por uma abertura e foram projetados para fora através de outra cratera de vulcão. Esta, porém, se localizava muito distante de onde haviam penetrado no interior da terra, meses atrás, nas montanhas da Calábria, próximo ao mar Mediterrâneo.

 

* J.A. Fonseca é economista, aposentado, espiritualista, conferencista, pesquisador e escritor, e tem-se aprofundado no estudo da arqueologia brasileira e  realizado incursões em diversas regiões do Brasil  com o intuito de melhor compreender seus mistérios milenares. É articulista do jornal eletrônico Via Fanzine (www.viafanzine.jor.br) e membro do Conselho Editorial do portal UFOVIA. E-mail: jafonseca1@hotmail.com.

 

- Esta matéria foi composta com exclusividade para UFOVIA ©.

 

- Ilustrações: "Sol Interior", autor desconhecido;  "Fiat Rex" por Nicholas Roerich (El Morya is in the center).

 

- Fotos:

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   © Copyright, Pepe Arte Viva Ltda.

 

 

 

Lenda ou verdade?

Os discos voadores e o mistério dos mundos subterrâneos

Por incrível que possa parecer, o tema relacionado ao mistério dos ‘discos voadores’

continua sendo um verdadeiro tabu diante dos meios de comunicação,

dos setores que cuidam da educação e da pesquisa científica, apesar de se tratar

de algo real, que já marcou definitivamente seu lugar na história da humanidade.

 

Por J. A. FONSECA*

De Itaúna-MG

Para Via Fanzine

Junho/2005

 

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A ACEITAÇÃO - Ao nível pessoal, julgamos que a não aceitação de tal fenômeno decorre muito mais do receio que se tem de perder notoriedade no meio social, que se acha investido de uma certa inteligência racional, se bem que míope, do que em relação ao sentimento real, interno, da própria consciência individual, fundamentada na lógica de que tal possibilidade venha ser perfeitamente admissível.

 

Em face do atual estágio que alcançamos, consideramos que estamos bastante atrasados em relação ao estudo e aceitação do fenômeno dos chamados “discos voadores”, e a um maior envolvimento com o mesmo. Poderíamos, para isto, utilizarmo-nos do avanço tecnológico, de que tanto nos vangloriamos, como um eficiente instrumento para banir fraudes e desmistificar o mito que se construiu em torno deles, ao invés de fazer perdurar a omissão e a ocultação de informações, quando não se tramam tentativas de ridicularizá-los. Precisamos saber que o fenômeno ÓVNI não está relacionado apenas aos interesses de alguns poucos aficionados, como faz parecer os meios de comunicação de massa, nem a “crendices populares”, como supõem outros.

 

Pessoas de renome e de profissões variadas os têm pesquisado com seriedade em todo o mundo. Podemos citar como exemplo Carl Gustav Jung, o pai da psicanálise, que chegou a avaliar os riscos da abordagem deste assunto, mas acabou considerando-o como algo que apresentava natureza ostensiva, estranha e desconhecida, para não dizer contraditória. Apesar de ter procurado tratar do assunto apenas pelo seu lado psicológico, reconheceu que se não pode desvencilhar-se dele de forma tão simplista, apenas ignorando-o, pois tal fenômeno já teria sido fotografado por inúmeras vezes e também registrado por radares.

 

É importante salientar que Jung tratou do assunto dos ÓVNIS com critério e responsabilidade, dando-lhe o respaldo de seriedade que ele merece, chegando até mesmo a escrever um livro intitulado “Um Mito Moderno”, exprimindo sua opinião a respeito. Afirmou: “Como psicólogo, não disponho de recursos que contribuam para a solução do problema sobre a realidade física dos OVNIS. Por isso, posso incumbir-me somente do aspecto psíquico, que sem dúvida existe, dedicando-me a seguir quase que exclusivamente os fenômenos psíquicos concomitantes.”

 

RUPTURA - Quando assistimos a negativa oficial e das próprias pessoas, culturalmente mal direcionadas, que se curvam sem qualquer reação às tentativas vãs de explicar o fenômeno, percebemos que a verdade que se acha oculta num simples avistamento de um ÓVNI exige muito mais do que uma explicação… Exige uma ruptura completa de conceitos, preconceitos e crenças, reunidos durante longas eras e que se tornam obrigados a se curvarem diante de algo novo e desafiador. Resistem desesperadamente, negando, criticando e ridicularizando, porque cristalizaram uma idéia preconcebida de que ESTAS COISAS NÃO PODEM EXISTIR. Mais complicado fica quando o fenômeno começa a tomar proporções gigantescas e inexplicáveis, como acontece nos dias de hoje, fazendo com estes rígidos postulados sejam severamente questionados e percam a sua consistência. Acreditamos que é por isto que a temática sobre os ÓVNIS vem sendo rejeitada, pois faria suscitar questões inusitadas sobre a origem da vida na Terra, sobre as grandes civilizações e construções no passado, e até mesmo sobre os fundamentos das religiões, além do rompimento definitivo da barreira milenar que nos obrigou a acreditar que somos a única forma de vida existente no Universo. Muito mais do que isto, iria ainda exigir que adotássemos uma nova postura ética de ordem planetária, em relação à política, à religião e mesmo à ciência, como se tivéssemos de descartar quase tudo que aprendemos e que aceitamos como verdadeiro. A partir do momento em que uma grande quantidade de pessoas começou a VER ALGO de estranho percorrendo nossos céus, além dos costumeiros aviões de carreira e militares, começou a surgir o grande questionamento que não deixa de gritar em nosso íntimo: - O que são estas coisas? É possível que sejamos os únicos habitantes deste Cosmos infinito?

 

Ao nosso ver, esta é uma condição egoísta e tolamente absurda, não podendo existir nada mais tão destituído de razão.

 

OLHOS DO COSMOS - Mas, as coisas não ficam por aí… No limiar de um Novo Tempo, diante das profundas mudanças comportamentais e tecnológicas que estamos vivendo, sentimos uma necessidade emergente de mudar nosso modo de vida e conter esta corrida louca, conduzida pela insensatez, que caminha para a completa exaustão dos recursos naturais em nosso planeta. Não é de se estranhar, portanto, que “alguém” esteja nos observando de fora e aguardando o desfecho de nossa civilização, já que não temos conseguido, com nossa visão baça do futuro, perceber que caminhamos para o caos iminente. A história revela que sempre fomos observados por olhos inquietos do Cosmos e que, vez por outra, se aproximaram tanto, que foram confundidos com deuses. Alguns deles têm convivido conosco há milênios.

 

Queremos então, levantar uma outra discussão ainda mais acirrada, afirmando que os tripulantes dos tais ÓVNIS, em sua grande maioria, sempre estiveram presentes na Terra, construindo suas fortalezas em seu interior e vivendo em nosso meio. Sabemos que esta afirmativa ainda causa espanto nas fisionomias céticas e preocupadas ou risos de descrédito nas expressões pragmáticas do mundo contemporâneo. Afastamo-nos tanto da espiritualidade e dos princípios que regem a verdadeira inteligência, que sequer pretendemos avaliar tal possibilidade, ocupados que estamos em atender a vida supérflua que elegemos como referência. Apesar disto, podemos dizer, sem medo de errar, que em grandes bolsões no interior da Terra vivem desenvolvidas organizações, sustentadas por uma tecnologia avançadíssima, capaz de fazer inveja ao mais arguto cientista de nosso mundo.

 

      MUNDOS SUBTERRÂNEOS - Se já arrepiamos com a afirmação de que os “discos voadores” se tratam de uma realidade incontestável, sendo apenas evitada, imaginem agora quando sustentamos que o interior da Terra é habitado por inteligências muito mais sofisticadas do que esta que vive na crosta terrestre. Rir-se-ão muitos, como já o têm feito durante muitas décadas. Que se riam à vontade, enquanto coisas importantes vão acontecendo…

 

Sem querer ofender estas mentes aferradas ao pequeno mundo que construíram em torno de si mesmos, por medo de ousar, diremos que, embora não saibam, este tema não é ignorado pelas grandes potências da Terra.

 

Pode ser que estas mentes limitadas pensem tratar-se apenas de produto de insanidade de uma meia dúzia de loucos irrecuperáveis, porém ignoram que este assunto se trata de algo muito bem guardado pela pesquisa oficial, que já vem se interessando por ele há muito tempo.

 

As mentes empedernidas de nossa época se tornaram incapazes de ousar sobre assuntos que não lhe oferecem um retorno lógico imediato e temem pensar, como se isto lhes causasse profundo cansaço e uma falsa noção de perda de tempo, por não lhes oferecerem os ganhos imediatistas e temporários que o sistema coloca à sua disposição.

 

Bem, de qualquer forma, não é para estes que estamos escrevendo, mas para aqueles que, não crendo em tudo o que lêem, analisam e buscam discernir, abalisando-se em informações e pesquisas sérias, apesar da exigüidade de referências, obviamente sonegadas do público. Não podemos simplesmente ignorar o palpitante tema dos mundos subterrâneos e as pesquisas mais recentes, para não falar dos antigos relatos existentes em todas as civilizações, referindo-se a entidades celestes que viviam no centro da Terra e sobrevoavam os céus com seus carros de fogo.

 

Sabemos que a ciência e os demais segmentos de nossa civilização rejeitam publicamente a hipótese de que existam mundos subterrâneos, considerando-a um verdadeiro absurdo. Porém, não podemos nos esquecer de que o Velho Mundo do século XV também ridicularizava e combatia a idéia de que a Terra fosse arredondada e que existissem outras terras além das Colunas de Hércules, os Estreito de Gibraltar. No entanto, o Novo Mundo surgiu desafiadoramente, pouco tempo depois, diante dos olhos atônitos dos “doutores” da época, paralizados por seu próprio pretenso saber e sua própria incapacidade de ousar. A coragem de alguns poucos e pertinazes navegadores, “sonhadores hereges”, provou que o mar não se despencava numa grande cachoeira no espaço infinito e que os dragões e demônios oceânicos se tratavam apenas de contos lendários e crendices refreadoras. Vendo a Nova Terra surgir imponente diante de seus olhos incrédulos, aqueles homens viram desmoronar-se diante deles a velha crença de que não havia mais nada além, enterrando-se para sempre mais um falso postulado científico-religioso que amordaçava todo o Velho Mundo.

 

Na seqüência deste trabalho, iremos apresentar alguns pontos que trazem referência à existência desses mundos no interior da Terra, que já vem de tempos longínquos. Relataremos também alguns aspectos de um contato que tivemos com um Monge na Serra do Roncador (já falecido). Seus livros falam destes mundos e povos desconhecidos e ele próprio nos falou sobre as coisas misteriosas que ainda existem na Terra, destes mundos ignotos e de sua fantástica tecnologia.

 

Registros históricos de moradas subterrâneas

 

 

         FOTOS POLARES - Em 1967 e 1968, os satélites norte-americanos Essa 3 e Essa 7, quando faziam sua órbita em torno da Terra, tiraram inúmeras fotografias de nosso planeta. Segundo informações extra-oficiais, elas mostraram uma grande sombra no Pólo Norte, sugerindo haver ali uma grande abertura, no lugar do tradicional achatamento polar. Como podia se esperar, tais fatos foram ocultados da opinião pública.

 

O certo é que até os dias de hoje, fotografias mostrando a Terra vista dos pólos jamais foram publicadas em nenhum órgão cultural ou jornalístico explicando o incidente. Quando, raramente, algumas fotos são mostradas, os pólos vêm sempre cobertos por densas nuvens, parecendo terem sido retocados. Por quê? 

 

Muitos podem indagar-se sobre a possibilidade de vida no interior da Terra e que estas grandes aberturas nos pólos, caso existissem, já teriam sido descobertas, uma vez que nossos satélites artificiais têm percorrido sua órbita há muitas décadas.

 

Se fossem verdadeiros, tanto os norte-americanos quanto os russos já teriam se inteirado de sua existência e isto não seria mais um mistério, pensam muitos. Pois é, amigos, esta é a grande questão: eles sabem e não têm nenhum interesse de tornar este conhecimento público…

 

TERRA OCA - O que todos precisamos saber é que a teoria de que a Terra seja oca, possuidora de grandes bolsões no seu interior com uma espécie de vida exuberante, não é nova nem fruto de demência de alguns desocupados e aficionados por ‘mistérios’. Vivemos num mundo, apesar da grande discrepância que ainda existe entre ricos e pobres, que pode, tecnologicamente, ser comparado às idéias dos criadores das histórias de ficção científica de alguns anos atrás. Os computadores deram uma nova fisionomia ao comportamento humano, ampliando o relacionamento entre as pessoas e favorecendo o conhecimento e a pesquisa, colocando à disposição de todos a informação, instantaneamente. Neste sentido, o que pode advir em relação ao progresso humano, se torna cada vez mais difícil de prognosticar e não deveríamos, na busca da verdade, desconsiderar qualquer hipótese, mesmo a que trata de outras formas de vida inteligente na Terra. Infelizmente, neste sentido não podemos contar com o apoio oficial, mas nem por isto, devemo-nos quedar céticos e impotentes diante de novas perspectivas que, diga-se de passagem, não são tão novas assim, pois os grandes líderes religiosos do passado mais longínquo já sabiam de muitas coisas e as guardavam como o mais sagrado dos mistérios da Terra.

 

CHOQUE CONTRA O PRAGMATISMO - Sem receio podemos assim abordar livremente certas “revelações” sobre um tema tão obscuro como o que trata dos mundos subterrâneos e dos discos voadores, que já deveria, nos dias de hoje, não mais estar coroado por tantos tabus e descrença. Percebe-se que tal assunto choca-se frontalmente com a “inteligência” pragmática do homem contemporâneo, que se nega mesmo a pensar no assunto, como se tal desafio ao seu intelecto viesse contaminá-lo de algo mortal. Entretanto, muitas referências a respeito de mundos existentes no interior da Terra vem sendo comentadas desde os tempos mais remotos, tanto pelos poetas, romancistas, filósofos quanto por pessoas comuns. Uma destas referências pode-se encontrar na excepcional obra de Dante Alighieri, A Divina Comédia, surgida por volta de 1.317, uma época em que a Inquisição não perdoava os impetuosos. Na primeira parte do poema, o autor descreve o Inferno de forma abismal, circular, que se estreitava de cima para baixo, até o centro da Terra. Localizou-o abaixo de Jerusalém, nos mundos subterrâneos, onde as almas recusadas pelo Alto são encaminhadas para sua punição. Dante, talvez, o tenha feito de forma propositadamente velada, diante dos perigos que a Idade Negra reservava aos pensadores corajosos.

 

ANTEDILUVIANOS - Porém, devemos ressaltar que as antigas tradições da Terra, especialmente as que se originaram da China e da Índia, cultuavam a crença de que sob a Terra havia uma região mágica e inacessível, habitada por homens perfeitos. Na Índia, chamavam esta morada dos grandes Yogues hindus de Sweta-Dvipa, a Ilha Branca, uma região miraculosa, que só poderia ser alcançada por homens santos. Para os povos tibetanos esse local misterioso e proibido tinha o nome de Dejung ou Shamballah. São inúmeras as fontes que trazem referências a estas regiões secretas no interior da Terra. Segundo algumas tradições, uma grande civilização ter-se-ia para elas se dirigido e lá construído um grande e poderoso império. Chiang Sing, em seu livro Mistérios e Magias do Tibete relata que os homens habitantes desses mundos subterrâneos pertenceram a uma raça antediluviana, que habitou a Lemúria e a Atlântida. Naquela época, quando um grande cataclismo varreu todo o planeta, aqueles homens procuraram refúgio em cavernas que davam para o interior da Terra e também através das aberturas polares, por onde entraram com seus “veículos celestes”, movidos por uma energia não conhecida na atualidade. “Desde então, muitos destes carros têm circulado na atmosfera interior da Terra”, comenta a autora. Em conversa com a monja Dolma, Superiora do Templo da Calma Profunda, relata a incrível realidade destes mundos perdidos. Fala-nos da figura incomparável de Melquisedec, rei de Salém e Sacerdote do Altíssimo, uma das entidades mais elevadas da Hierarquia Espiritual. Consta que ele vive na cidade subterrânea de Paradesha, onde habitam outros seres de ilibada moral e invejável saber, e que já não mais precisam encarnar na face da Terra. No futuro, num momento especialmente crítico de nossa história, eles sairão dessas regiões e se tornarão presentes, para a salvação daqueles que se mantiverem fiéis aos propósitos superiores da evolução e da Lei Divina.

 

CIDADES INTRATERRENAS - Para muitos budistas Paradesha é também Agartha, um império maravilhoso com muitas cidades e muitos habitantes. Segundo eles, a capital desse reino é Shambhala, de onde governa o Rei do Mundo, que tem como representante na Terra o Dalai Lama. Através de túneis secretos que ligam esses mundos subterrâneos com o Tibete, suas ordens são transmitidas, passando estas a fazerem parte dos ensinamentos esotéricos que são comunicados aos seus adeptos. Existem muitos túneis semelhantes a esses no país denominado FU SANG (Brasil), que juntamente com o Tibete, compreendem as duas partes do mundo onde os contatos com as regiões de Agartha podem ser feitos com mais facilidade. Segundo lhe foi transmitido, “os reinos subterrâneos ficam no interior oco da Terra. Os pólos não existem. Há aberturas nas extremidades norte e sul. No interior encontram-se vastos continentes, oceanos, montanhas e rios. Existe uma vida vegetal e animal nestes mundos subterrâneos, que são povoados por uma raça desconhecida dos habitantes da superfície.”

 

O escritor soviético Chichikov fala de uma terra maravilhosa situada na Sibéria, denominada Belovodye. Segundo ele, os contos e as canções falando desse país são inúmeros, e caso alguém queira encontrá-lo, deve manter a direção do sol nascente. Se tiver predestinado a encontrá-lo, encontra-lo-á.

 

Ainda na Rússia conta-se a lenda de Chude, o país das maravilhas, para onde ter-se-ia dirigido um grupo de russos injustiçados pelo regime czarista. Segundo consta, estes cidadãos se dirigiram a esta cidade subterrânea, penetrando pelas cavernas nas montanhas, e quando eles atravessaram pelas passagens que conduziam à região no interior da Terra, elas foram obstruídas com pedras.

 

O sábio Apolônio de Tiana, contemporâneo de Jesus, também empreendeu viagens através dos Himalaias em busca da Mansão dos Homens-Deuses. Estranhos acontecimentos envolveram Apolônio e seu discípulo Dâmis, até que recebidos por um jovem em pleno deserto, foram conduzidos ao Santo Mestre. Uma grande e estranha cidade surgiu diante deles, onde permaneceram, como convidados, por vários meses. Presenciaram coisas fantásticas, que eram produzidas por seus habitantes, como por exemplo, o domínio da gravidade terrestre, a utilização da energia solar, a aplicação de “pedras” fosforescentes que iluminavam como se fosse dia, etc. Quando Apolônio retornou da Terra Sagrada, ele estava envolto por uma aura de sabedoria, tornando-se profeta e praticando fabulosos fenômenos por onde quer que passasse. Viveu em Roma e teve inúmeros seguidores, na mesma época em que o Mestre Jesus ensinava na Judéia.

 

As antigas tradições e lendas de outros povos também falam de mundos existentes no interior da Terra e de deuses. O lendário herói Gilgamesh dos antigos sumérios e epopéias babilônicas, teria ido ao encontro de seu antepassado Utnapshtin nas entranhas da Terra.  Gilgamesh era um rei sábio e sacerdote e, como prêmio, foi levado a viver na embocadura de dois rios, num país chamado Dilmun. Depois, ele teria feito uma longa viagem sobre a Terra, alcançando grande sabedoria, após ter se apossado dos grandes mistérios e desvelado as coisas secretas, ocultadas ao vulgo. Também o mitológico Orfeu, poeta e cantor grego, teria descido aos mundos subterrâneos à procura da alma de sua amada Eurídice. Para estes povos, o deus Plutão era o senhor dos reinos subterrâneos, reinando sobre os mortos e sendo assistido por inúmeras outras divindades menores.

 

ENOCH - O livro apócrifo de Enoch, que narra as viagens do profeta pelos sete céus, em visões divinas e secretas, assim se refere a uma destas regiões em que o “espírito” o teria conduzido: “Dirigi-me a seguir para o setentrião, aos confins da Terra. E lá, nos confins do mundo, vi um prodígio grande e magnífico. Vi as portas do céu abertas e eram três distintas entre elas. Por elas escapavam os ventos do norte, pai do frio, da neve, do gelo, do rocio (orvalho) e da chuva.“

 

Os mundos subterrâneos em culturas distintas

 

A própria pesquisa científica já concluiu que existe um mundo paralelo

a partir da evolução da física quântica, algo que não pode ser

testificado por nós, sem a ajuda de equipamentos eletrônico.

 

  OMISSÃO - A simples idéia que levanta a possibilidade de existirem regiões habitadas no interior da Terra, contrapõe acintosamente ao atual avanço tecnológico e ao materialismo feroz, que passaram a dirigir as mentes dos seres humanos em nosso tempo, determinando seus destinos e até mesmo impedindo-os de pensar livremente.

Se reportássemos ao século XV, veríamos coisas semelhantes acontecendo, quando Cristóvão Colombo ousou afirmar que existiam outras terras, muito além, no oceano.

 

É de se surpreender, entretanto, que a percepção geral simplesmente não aceite esta hipótese, pelo simples fato de que a ciência oficial jamais dignou-se a pronunciar a seu respeito.

 

E isto não constitui prova de que tal possibilidade não tenha sido confirmada pelas grandes potências. Neste caso, não nos resta a menor dúvida de que o fato seria mantido ao nível de segredo de estado, como ocorre a outros acontecimentos sonegados ao público.

 

A própria pesquisa científica já concluiu que existe um mundo paralelo a partir da evolução da física quântica, algo que não pode ser testificado por nós, sem a ajuda de equipamentos eletrônicos, mas que é aceito como verdadeiro. Então, porque não poderíamos nos indagar de já não teria sido encontrada também a “prova” definitiva sobre estes mundos no interior da Terra e que tal fato venha sendo mantido sob sigilo absoluto? Não nos esqueçamos de que muitas das conclusões a que se chegaram algumas ousadas pesquisas científicas, jamais serão dadas a conhecer ao público leigo, permanecendo somente veiculadas em círculos muito fechados.

 

OS VÁRIOS NOMES PARA UM MESMO LUGAR - Bem, de qualquer forma continuaremos com nosso trabalho, enfocando o que existe a respeito destes mundos misteriosos no interior de nosso planeta, como referência aos interessados pelos mistérios ainda por desvelar que, ao contrário do que se pensa, estão muito longe de serem totalmente desnudados pela inteligência humana. Muitos autores têm destacado em suas obras alguns aspectos sobre estas “lendas fantásticas” sob condições variadas. Alguns têm se reportado até mesmo às antigas tradições dos povos da Terra e encontrado, invariavelmente, referências sobre uma Terra Sagrada, um Paraíso Terrestre, um País Encantado ou morada dos deuses, onde a perfeita paz e a felicidade são naturalmente vivenciadas por aquela gente. Podemos citar algumas destas regiões mais conhecidas: os edas escandinavos acreditavam numa região sagrada, oculta dos homens comuns, que chamavam de Cidade dos Doze Ases; os povos da Mesopotâmia se referiam ao país subterrâneo de Asar; os antigos egípcios, ao país de Amenti; o Vishnu Purana, à Cidade das Sete Pétalas; os tibetanos e os mongóis falavam de Erdemi; os persas de Alberdi ou Aryana-Vaejo; os hebreus, da terra prometida de Chanaan; os mexicanos, da região de Tula; os astecas, de Aztalan; os maias, de Maya-Pan; os espanhóis, do Eldorado; os celtas, da Terra dos Mistérios; os antigos chineses, da Terra de Chavin; os iluministas cristãos, da Ilha de Avalon, para onde o Rei Arthur foi conduzido após sua morte; os maometanos, do Vale de Allah; e a tradição nórdica da antiga Germânia, do Wahallah, para citar apenas algumas destas lendas.

 

Também a Bíblia sugere a existência de vida nos mundos subterrâneos, quando menciona, em Êxodo, 20, 4:

 

“Não farás para ti escultura, nem imagem alguma daquilo que existe no alto, no céu,  ou aqui embaixo, na terra, ou daquilo que existe debaixo da terra, nas águas.”

 

E ainda, em Apocalipse, 5, 3:

 

“E ninguém era capaz, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra de abrir o rolo nem olhar para ele.”

 

Os antigos rosacruzes e alquimistas utilizavam o VITRIOL (Visita Inferiora Terrae Rectificando Invenies Omnia Lapidem), como uma palavra mágica, segundo a qual se estabelecia que somente através da visita ao interior da terra, a pedra oculta poderia ser descoberta. Este preceito iniciático só viria a ser manipulado pelo adepto, após ter ele mesmo ter realizado sua completa purificação.

 

Para os índios brasileiros, esta Terra Sagrada era chamada  de Paiquerê ou “terras altas”, ou ainda Matatu-Araracanga, a “cabeceira das araras”; que seria uma região mágica, onde os homens e as mulheres não envelheciam nem perdiam a vitalidade, permanecendo sempre jovens.

 

O grande teósofo Mário Roso de Luna, em sua monumental obra, “O livro que mata a morte”, refere-se aos mundos subterrâneos quando fala das bibliotecas fabulosas existentes nestes rincões sagrados, ocultos da face da Terra, onde se encontram os livros que relatam toda a história dos homens, contendo obras em todos os idiomas já falados em todos os tempos. Narra a presença das incomparáveis criaturas “jinas”, oriundas destas regiões, e suas manifestações na Terra, no decorrer da história das raças, desde os tempos mais longínquos. Segundo ele, esses locais ignotos são guardados por galerias infindáveis e suas entradas são devidamente “seladas” contra a curiosidade dos desajustados habitantes da face terrestre.

 

     O REINO DE AGARTHA - Ferdinand Ossendowski fala também do enigma do Rei do Mundo, o Mistério dos Mistérios, em seu livro “Bestas, Homens e Deuses”, no qual narra suas experiências entre os lamas no oriente, sobre a tradição milenar destes povos e do reino de Agartha.

 

Concepção artística de Agartha.

 

O autor teria ouvido do próprio príncipe Chultum Beyli, o relato dos segredos que envolvem esses assuntos. Segundo o príncipe lhe contou, “esse reino de Agartha estende-se por todas as passagens subterrâneas do mundo. Eu ouvi quando o sábio lama chinês disse ao Bogdo Khã, que todas as cavernas subterrâneas da América são habitadas pelo povo antigo que desapareceu embaixo da terra. Estes povos e estes domínios subterrâneos são governados por chefes que reconhecem a sabedoria do Rei do Mundo. Na Mongólia, os anciãos às margens do Amyl, contaram a Ossendowski uma lenda antiga onde “uma tribo mongol, querendo fugir das exigências de Gengis Khan, foi esconder-se num país subterrâneo, sendo-lhe mostrado um grande portal envolvido de fumaça, pelo qual se vai ao reino de Agartha. Por esta porta, penetrou outrora, neste reino desconhecido um caçador, e quando voltou contou tudo o que viu. Os lamas cortaram sua língua para que nunca mais falasse do mistério dos mistérios. Quando ele ficou velho, voltou à entrada da caverna e desapareceu no reino subterrâneo, cuja lembrança tinha tanto alegrado seu coração nômade.”

                     

F. Ossendowski soube de muitas coisas mais a respeito desses mundos lendários. Disse-lhe o Lama Gelong que “o povo subterrâneo alcançou os mais altos degraus da ciência. Agora já é um grande reino que tem milhões de súditos, que são governados pelo Rei do Mundo. Ele conhece todas as forças da natureza, lê em todas as almas humanas e no grande livro do destino. Ele reina invisível e mais de oitocentos milhões de homens estão prontos para executar suas ordens.”

 

O Lama Turgut contou-lhe que “se a nossa humanidade tresloucada quisesse uma guerra contra eles, eles seriam capazes de fazer explodir a superfície de nosso planeta e reduzi-lo a um deserto.”

 

E disse ainda que “sem o nosso conhecimento eles passam em grandes velocidades sobre estranhos carros, pelos estreitos corredores no interior da terra”. E segue-se, “…Aquelas cavernas profundas são iluminadas por uma luz especial que permite o crescimento dos cereais e dos vegetais, e proporciona aos habitantes uma vida longa e sem doenças.”

 

Concepção artística de Atlântida.    

 

ATLÂNTIDA - Segundo consta, a origem da iniciação e dos mundos subterrâneos se deu na época da queda da Atlântida, quando os deuses conviviam com os homens e estes haviam atingido um alto grau de civilização.

 

As lendas grego-romanas também preservaram certos lampejos distantes dessa idade áurea, mas foram deformadas no transcorrer dos séculos pelo distanciamento, cada vez mais crescente de sua verdade essencial.

 

O que se pode afirmar é que, a partir do cataclismo Atlante, os deuses ocultaram-se às vistas dos homens comuns, dando origem ao mito das regiões sagradas habitadas por seres divinos no interior da Terra, à Iniciação e aos seus mistérios que passaram a ser tratados em círculos cada vez menores, transformando-se em lenda.

 

Muitas histórias surgiram então, decorrentes destas crenças dos povos de todas as regiões da Terra.

 

Dentre elas podemos citar a lenda de Preste João, um rei sacerdote que teria vivido para além da Armênia e da Pérsia, no extremo oriente, por volta do ano 1.200 de nossa era. Segundo se conta, pertencia à antiga descendência dos Reis Magos dos Evangelhos, e seu poder e sabedoria eram tão intensos e tão misteriosos, que sua figura se tornou lendária. Seu reino jamais foi encontrado, mas segundo uma carta escrita por ele, localizava-se num mar de areia, que poderia ser o deserto de Gobi. Diante de seu palácio ele possuía um espelho mágico, através do qual poderia observar todos os acontecimentos de sua província e também dos países vizinhos. Consta que as pessoas que viviam neste reino encantado não envelheciam e jamais ficavam doentes.

 

Em 1.177, o Papa Alexandre III enviou uma carta ao lendário monarca através de um emissário, porém nada foi revelado sobre o encontro deste com o rei-sacerdote Preste João. O que se sabe é que seu reino jamais foi encontrado, apesar de que os arquivos do Vaticano ocultam documentos que comprovam sua existência. Não obstante ao descrédito de muitos, certos acontecimentos continuam a desafiar a argúcia de muitos estudiosos, deixando seu rastro indelével de interrogação e jamais se deixando mostrar por inteiro.

 

Algumas obras que citam mundos subterrâneos

 

 

EUBIOSE - A teoria de que os “discos voadores” seriam provenientes do centro da Terra surgiu no Brasil, por volta de 1.959, tendo sido apresentada pela primeira vez pelo Prof. Henrique José de Souza, presidente e fundador da antiga Sociedade Teosófica Brasileira (STB), hoje Sociedade Brasileira de Eubiose (SBE).

 

Afirmou que a Terra é habitada no seu interior por uma raça muito avançada, tanto espiritual quanto tecnologicamente, e é destas regiões que se originam estas “naves arredondadas”, misteriosas, que têm feito evoluções nos céus de todos os países, alarmando seus habitantes.

 

Apesar disto, as referências sobre algo de estranho que vem acontecendo no interior da Terra, não é uma criação dos tempos modernos e, tampouco os relatos que trazem como referência os afamados “discos voadores”.

 

Vários autores os têm mencionado em suas obras.

 

ROERICH - Nicolas Roerich, artista plástico, escritor, filósofo, educador e explorador fez inúmeras viagens pelo Ásia Central e o Tibete. Relata que na Cordilheira dos Himalaias existem muitas grutas, nas quais muitas passagens subterrâneas se encontram interligadas, percorrendo grandes distâncias. “Houve mesmo quem visse a porta de pedra, que nunca foi aberta, porque não chegou ainda o tempo”, comenta o explorador russo. Segundo ele, estas passagens abertas no ventre da Terra conduzem a um vale maravilhoso, jamais sonhado. Roerich era pintor, escritor e pacifista, além de místico e estudioso da sabedoria antiga. Em 1.925, organizou uma expedição através dos Himalaias, partindo de Darjeeling, na Índia, atravessando o Tibete, as montanhas Kun Lun, até alcançar o deserto de Gobi.  Relata que ao se aproximarem das montanhas de Karakoran, em 1.926, viram no céu claro da manhã um disco que cintilava sobre a região desértica. Observaram-no por algum tempo através de binóculos, acompanhando-o em vôo, até que ele mudou de direção de sul para sudoeste e desapareceu sobre os cumes cobertos de neve da Cordilheira de Humbolt. Segundo Roerich, naquela época, nenhum avião ou balão poderia ter sobrevoado aquela isolada região da China Ocidental, além de que, tal engenho teria desenvolvido manobras difíceis de serem realizadas por aviões comuns. Alguns lamas que participavam da expedição, ao verem o estranho objeto voador, exclamaram: “Está presente o sinal de Shambhala!”.

 

No período de 1.924 a 1.928, quando Roerich viajava com sua expedição através da Índia, do Tibete, do Turquestão e da Sibéria, ouviu muitas histórias sobre os mundos subterrâneos. Na Ásia Central ouviu relatos sobre Agharti, o povo subterrâneo, que era constituído de pessoas honestas que outrora habitaram a face da Terra e, cansados de tantas lutas, buscaram uma vida mais tranqüila nas regiões ocultas de seu interior. Nas montanhas de Altai, no vale de Uimon, encontrou-se com um crente de nome Starover que lhe disse que nas cavernas daquela região havia muitos tesouros escondidos. Nelas também vive uma tribo maravilhosa que abomina os pecados cometidos na Terra. Conta Roerich que quando se aproximavam de Khotan, os cascos dos cavalos passaram a soar estranho, como se estivessem cavalgando sobre cavernas.

 

UTOPIA - Sir Thomas More (Inglaterra, século XVI) em seu livro “A Utopia”, faz menção a uma região desconhecida dos povos daquela época, altamente organizada, onde as instituições e as leis eram sábias e justas. O pragmatismo de sua vida, seus estudos, seu trabalho e sua engenharia ultrapassavam em muito o das cidades de seu tempo. A esta ilha misteriosa ele deu o nome de Utopia, por causa do Rei Utopos que dela se apoderou, transformando seu povo rude e selvagem numa civilização perfeita, diferente das que são conhecidas na face da Terra. No passado ela foi chamada de Abraxas e seus habitantes eram pródigos, desenvolvendo a música, a lógica, a matemática, a geometria, a ciência, etc., dedicando-se à agricultura como uma arte que aprendiam na escola, juntamente com outros ofícios.

 

CIDADE DO SOL - Também o filósofo italiano Tommaso Campanella (1.568-1.639) escreveu um livro curioso, cuja temática se assemelha ao da Utopia de Thomas More, intitulado “A Cidade do Sol”. Nesta obra ele narra um diálogo havido entre o Grão Mestre dos Hospitalários (Ordem religiosa baseada no serviço hospitalar) e um almirante genovês, seu hóspede, sobre uma viagem a uma região distante, localizada sob a linha do Equador. Segundo descreveu o Almirante “a maior parte da cidade está situada sobre uma alta colina que se elevava no meio de uma vasta planície”. Falando de suas portentosas construções e de sua organização excepcional, disse que eles “escarnecem de nós por nos esforçarmos pelo melhoramento das raças de cães e dos cavalos, e nos descuidamos totalmente da dos homens. Ao seu governo está submetida a educação das crianças, a arte da farmácia, como também a semeadura e a colheita dos cereais e das frutas, a agricultura, a pecuária e a preparação das mesas e dos alimentos”. Consideram a soberba o mais execrando dos vícios, de forma que ela é punida com as mais terríveis humilhações. Pode-se notar que esta filosofia e método de vida, em nada se assemelham aos que conhecemos na face da Terra.

 

TRÊS MUNDOS - O esoterismo trata dos mundos subterrâneos de forma velada e começou a falar desta realidade oculta, recentemente, de forma gradativa. Compreende-os sob variadas dimensões e classifica-os em três mundos distintos: Duat, Agartha e Shambhala.

 

O primeiro mundo, o de Duat, é o que se encontra mais próximo de nós. Nele estão localizadas as bibliotecas fabulosas que foram preservadas desde há milênios para a humanidade futura, contendo o verdadeiro tesouro iniciático e a história desconhecida dos homens e das raças. No interior de suas sete galerias subterrâneas, interligadas a uma oitava, encontra-se erigido o templo dedicado ao Oitavo Princípio, que além de preservar a integridade de nosso passado, projeta sobre a face da Terra o Sol Espiritual àqueles que procuram manter-se unificados ao Atmâ Universal, que habita em cada ser humano em evolução.

 

O segundo mundo, o de Agartha, se acha um pouco abaixo do primeiro e é dele que partem todas as centelhas de vida que deverão incorporar-se aos ramos raciais e às novas civilizações em cada ciclo. Possui sete cidades esplendorosas, todas ligadas a uma oitava, central, com seu inextinguível Templo de Luz Eterna, de onde emanam os raios de sabedoria às raças que percorrem o itinerário encarnatório sobre a Terra. Foi destas regiões que o apóstolo Paulo trouxe as suas “cartas mensagens” aos povos da superfície, e para onde Noé, o condutor de raças, transportou sua “família” no tempo do dilúvio.

 

O terceiro mundo, o de Shambhala, é onde se localiza o Grande Centro Espiritual da Terra. É a Morada dos Deuses das antigas tradições, uma região inexplorada e jamais alcançada pela dimensão física terrestre. Assemelha-se a um estado de trevas eternas para a nossa concepção atual das coisas e capacidade de discernimento. Em Shambhala “repousam” em sono Paranishpânico as Hierarquias Criadoras, que atraem para si toda a responsabilidade em relação às raças que estão em evolução na Terra. Tudo o que existe na face do orbe terrestre tem sua origem em Shambhala.

 

Os inexplicáveis fenômenos polares

 

 

 

 

    SEGREDOS VELADOS - Os mistérios dos mundos subterrâneos constituem parte dos grandes segredos que seriam revelados neste final do ciclo de Peixes, com entrada em Aquário, e se encontram vinculados a todas as civilizações e aos seus mitos milenares. Curiosamente, neste século de tantas descobertas, invenções e progressos científicos, como também carreado de grandes conflitos, é que estão vindo à luz certas revelações e conhecimentos novos, muitos deles estranhos e incompatíveis com o nosso atual estágio de desenvolvimento mental, que acabou polarizando uma espécie de materialismo exacerbado. Paralelamente, ao progresso material as línguas silenciosas começaram a manifestar-se mais expressivamente, desvelando seus inquietantes segredos, que maravilham alguns e divertem muitos outros.

 

 Entretanto, conduzem em seu âmago a velha ânsia de liberdade,  temida por muitos, pois arranca do espírito humano seus derradeiros elos conceituais e passa a outorgar-lhe o direito de pensar a seu modo, sem que tenha que estar concordando com padrões comportamentais predeterminados.

 

Com sua ousadia, procuram suplantar antigos conceitos e métodos ultrapassados de vida na Terra, arraigados nos hábitos milenares de seus habitantes. Surpreendem-se alguns diante desta real possibilidade e descrêem uma grande maioria, imaginando talvez que tal posicionamento possa livrá-los das inexoráveis transformações cíclicas pelas quais estamos passando, exigindo mudanças em nosso modus vivendi  e em relação ao nosso convívio com a própria Natureza.

 

ADAPTAÇÃO DA VIDA - A possibilidade de vida no interior da Terra, assim como em outras partes do Universo, não destoa da própria especulação científica, ao afirmar que a vida, apesar de poder ser facilmente destruída, possui uma incrível capacidade de conservação e adaptação, conseguindo superar circunstâncias as mais variadas. A exemplo do que se pode observar na face de nosso próprio planeta, tanto nas regiões mais desérticas, no alto das montanhas geladas, nos pólos e nas profundezas dos mares, às mais baixas e às mais altas temperaturas, a vida se adaptou e desenvolveu formas específicas, com inigualável esplendor.

 

Assim, com a devida cautela, pensamos que seria de bom alvitre que abríssemos espaço em nossas mentes para outras perspectivas de vida em nosso mundo, que longe de estar totalmente conhecido, como pensam alguns, possui ainda muitos mistérios para serem desvelados. A possibilidade que trata dos mundos subterrâneos e de outras formas de vida em nosso orbe farão parte dos assuntos que a cada dia, mais serão trazidos à luz do conhecimento exigido pelas mentes ágeis do novo ciclo planetário, para o deleite dos pensadores livres que não se inclinam diante das peias inquisitoriais e dos preconceitos milenares, e o desespero daqueles que insistem em dar às suas mentes intelectualizadas o alimento fétido dos “produtos” elaborados pelo “sistema de coisas vigente”, avesso a democratização das idéias.

 

POUCA DISCUSSÃO - Assim como a fenomenologia dos inquietantes “discos voadores” ou ÓVNIS, apesar de sua extravagante e extensa casuística em todos os países, também estão sendo ocultados pelos governos mundiais, as idéias e descobertas que apóiam a existência dos mundos subterrâneos. Temos visto nesse presente trabalho de pesquisa, muitas citações relacionadas a estes mistérios, em épocas variadas e por autores de vários países, mostrando que o assunto é de caráter universal e já conhecido por muitas tradições da Terra. Queremos mostrar também que já foram feitas algumas pesquisas neste sentido, embora os seus resultado não tenham sido trazidos a lume para que se fizesse uma franca discussão e maior difusão do conhecimento daquilo que tem sido descoberto. Continuemos então nossa abordagem sobre tão complexo assunto, não nos importando com os descontentes e propaladores ferozes do materialismo dialético, que temem aprofundar-se em temas de conteúdo desafiador.

 

MAHARISHI - Ramana Maharishi foi um dos maiores mestres espirituais da Índia moderna e teria vivido no início do século XX. Uma vez lhe perguntaram se havia grutas no interior da colina de Arunachala e ele respondeu: “Em visões vi grutas, cidades inteiras, com ruas e toda uma multidão.” Arunachala é uma colina solitária no sul da Índia, que é considerada como um local sagrado, pois faz parte das antigas histórias lendárias daquele país.

 

APINAYÉS - Existem lendas entre os povos indígenas brasileiros que também falam de mundos no interior da Terra. O livro Antologia de Lendas do Índio Brasileiro de Alberto da Costa e Silva relata uma destas inúmeras histórias colhidas entre os povos Apinayés, que fala de um outro mundo bem abaixo do nosso. Segundo seu relato, esta região subterrânea é muito grande e possui grande beleza, com muitas palmeiras de buriti, muitos campos, pessoas morando lá e muita caça. Dizem que os porcos selvagens do mato provém deste mundo desconhecido. Uma destas lendas indígenas conta que “um dia, um índio estava cavando a terra em busca de um tatu. Ele cavava cada vez mais profundamente o chão atrás de sua presa. Seu companheiro lhe pediu em vão que abandonasse aquilo e subisse. Afinal, ele traspassou a terra e saiu no mundo subterrâneo, sobre o topo copado de uma palmeira de buriti. Seu companheiro voltou para a aldeia, chorando, e contou o que havia ocorrido. Então o feiticeiro se ofereceu para trazer o homem perdido de volta ao mundo superior. Após quatro dias ele o conseguiu, guiando-o ao longo do caminho dos porcos selvagens”.

 

 

ESTADOS UNIDOS - As primeiras idéias a respeito da existência de um grande vácuo no interior da Terra surgiram nos Estados Unidos, exatamente no dia 15/04/1.818, quando um antigo capitão da infantaria de Ohio, Senhor Cleves Symmes, enviou uma carta aos membros do Congresso daquele país e a alguns cientistas, na qual afirmada textualmente:

 

Ao mundo inteiro, declaro que a Terra é oca e habitável interiormente. Ela contém diversas esferas sólidas, concêntricas, colocadas uma dentro da outra, e é aberta no pólo de 12 a 16 graus. Comprometo-me a demonstrar a realidade do que afirmo e estou pronto a explorar o interior da Terra se o mundo aceitar auxiliar-me no meu empreendimento”.

 

Em 1.870, outro norte-americano chamado Cyrus Read Teed, também afirmou que a Terra é oca e segundo se sabe, Teed possuía uma grande erudição nos segredos da alquimia.

 

RAÇA FUTURA - Antes do domínio de Hitler na Alemanha, uma entidade mística que era chamada de Sociedade do Vril, misturava lendas com as teses apresentadas pelo autor inglês Bulwer Lytton, em seu livro A Raça Futura. Segundo os membros desta Sociedade a Terra seria habitada no seu interior, em grandes cavernas subterrâneas, por uma raça psiquicamente superior à nossa, de onde sairiam um dia para nos governar.

 

JESUS, O CRISTO - Surpreendentemente, em 1.894 o Mestre Philipe de Lion fez a seguinte revelação aos seus discípulos: “Sabem o que fez Jesus Cristo dos 13 aos 30 anos? Suas pistas foram perdidas. Neste período, ele se enfiou nas entranhas da terra (onde há todo um mundo que vocês não conhecem, e que lhes será dado conhecer um dia, assim como um ar que não é o mesmo que o que vocês respiram), onde teve uma rude tarefa, sendo-lhe necessário recorrer ao seu talento para trazer para sua religião a maior parte dos seres, quando havia os que não o compreendiam”.

 

NANSEN - Também em 1.894, o Dr. Fridtjor Nansen, um explorador ártico fez surpreendentes declarações em sua viagem pelo continente gelado. Ficou surpreso ao alcançar o norte mais distante do ártico e ali ter encontrado um clima quente no lugar do eterno gelo e frio insuportável. Quanto mais para longe caminhava, mais quente o clima se tornava e até mesmo sua bússola parou de funcionar. Encontrou ali pegadas de uma raposa e foi através delas que encontrou o caminho de volta, segundo relatou.

 

O FANTASMA DOS PÓLOS - Em 1.906 surgiu um livro que chamou a atenção de muitas pessoas nos Estados Unidos, afirmando que a Terra é oca e que existem aberturas nos pólos. Seu título é The Phantom of the Poles (O Fantasma dos Pólos), cujo autor foi o pesquisador William Reed que o escreveu baseando-se em vasta bibliografia e relatórios de exploradores dos árticos. Nele, abriu importantes questões sobre a possibilidade de que a Terra seja realmente oca, apresentando uma lista de problemas para serem explicados, caso alguém negue tal possibilidade. Dentre estas questões, destacamos:

 

·  Por que a Terra é achatada nos pólos? 

·  O que ocasiona a aurora boreal?

·  Onde são formados os icebergs e como?

·  Por que há neve colorida na região ártica?

·  Por que é mais quente perto dos pólos do que distante deles?

·  Por que no Oceano Ártico são freqüentemente encontrados rochas, saibro e areia?

·  Por que a bússola não funciona nos pólos?

 

    REALIDADE POLAR - Em 1.920, outro pesquisador norte-americano, Marshall B. Gardner, escreveu um volumoso livro de 450 páginas sobre esta mesma teoria da “Terra Oca”, intitulado A Journey to the Earth’s Interior (Uma Jornada no Interior da Terra) ou Have the Poles Really been Discovered? (Há uma realidade para se descobrir nos pólos?). Também pesquisou vasta bibliografia e muitos relatórios de exploradores dos árticos, chegando a afirmar que a Terra é oca e que tem um pequeno sol em seu interior. Segundo ele, a espessura da crosta terrestre é de 1.290 km. e a abertura polar alcança 2.250km. de diâmetro. Da mesma forma que William Reed, Gardner questiona várias coisas que acontecem nos pólos e que nunca foram bem explicadas. Acrescentou um estudo astronômico sobre as galáxias e os planetas, afirmando que estes são ocos. Apesar de já haver a confirmação de que os pólos já teriam sido alcançados, primeiramente pelo Dr. Frederick A. Cook, em 21/04/1908 e logo após pelo Contra-almirante Robert E. Pearry, em 06/04/1909, Gardner afirma que eles certamente chegaram à margem magnética da depressão ou abertura polar, onde a bússola aponta diretamente para baixo. O pólo ficaria no centro desta abertura, sendo então impossível de ser alcançado.

 

     ALMIRANTE BYRD - Em 1.926 o Almirante Richard E. Byrd foi o primeiro piloto a sobrevoar o Pólo Norte. Certamente, após ter tomado conhecimento destes livros surpreendentes e desafiadores sobre as aberturas nos pólos e pesquisado os relatórios de exploradores árticos, o Almirante Byrd fez outra viagem ao Pólo Norte, em 1.947. Voou 2.730 km e pensa-se que ele tenha penetrado pela abertura polar, pois chegou a uma região de clima quente, com rios e lagos, vegetação abundante e animais variados. Em 1.956 empreendeu outra viagem, desta vez ao sul e voou 3.690 km. Ao retornar comentou: “A atual expedição descobriu uma vasta terra nova”. Em 1.957, antes de sua morte, o Almirante Byrd se referiu àquelas regiões desconhecidas do Pólo Sul que havia conhecido em sua viagem como “aquele continente encantado no céu, terra de mistério eterno”. O que ele quis dizer com isto?

 

 A ÚLTIMA THULE - Existe uma lenda de origem escandinava, que fala de uma terra paradisíaca localizada no norte mais longínquo, que era chamada de Última Thule. O escritor Ray Palmer, citando esta lenda diz que ela passa a ter uma significação especial quando percebemos que possui muita semelhança com as terras avistadas pelo Almirante Richard E. Byrd.

O escritor norte-americano Theodore Fich também se refere a uma terra maravilhosa no interior oco de nosso planeta em seu livro “Paraíso no Interior da Terra". Dirigindo-se àqueles que não acreditam que haja aberturas nos pólos para o interior, este autor solicita que sejam respondidas as seguintes perguntas, dentre outras que formulou:

 

·  Provar que algum explorador já tenha alcançado os pólos;

·  Por que o vento norte, no Ártico, fica mais quente à medida em que se caminha para o norte?

·  Por que existem ventos quentes no norte e mar aberto por centenas de quilômetros?

·  Por que ao alcançar a latitude de 82º a agulha da bússola fica sempre agitada e errática?

·  Por que os icebergs são constituídos de água doce?

·  Por que são encontradas sementes tropicais, plantas e árvores nos icebergs?

·  Por que é encontrado pólen (amarelo, vermelho, azul, etc.) colorindo os icebergs e a neve por milhares de quilômetros?

 

    OBSERVAÇÃO - Queremos frisar que tantas referências não poderiam estar ligadas apenas à criatividade humana, mas que levantam uma suspeita de que existe algo sendo ocultado do público. Quero também alertar que esta abordagem não tem por finalidade servir de instrumento de convencimento a quem quer que seja, mas apenas apresentar elementos para que os interessados possam ampliar seu leque de especulação a respeito e pensar em mais esta magnífica possibilidade em nosso planeta. Precisamos ousar para sair da camisa de força que a intelectualidade pura e simples vem nos obrigando vestir, sem nada explicar favoravelmente. Vamos então acrescentar novas informações ao que já vimos sobre estes mundos misteriosos que podem existir no centro da Terra.

 

Outros nomes e outros lugares

 

Polo Norte.

 

    REGIÃO ÁRTICA - No final do século XIX, o Tenente Greely confirmou em seu livro Three Years of Artics Service (Três anos de Serviços no Ártico) as observações de Hayes, pesquisador dos pólos.

 

Consta que em seu diário, Hayes fala das maravilhas da região ártica e que estas são tão significativas, que poderiam ser consideradas exageradas pelos que delas tomassem conhecimento.

 

          O Tenente Greely afirma que esta região, ao contrário do que se fala, é tão cheia de vida e de estranhas evidências, que um pesquisador pode até mesmo ser desacreditado, se vier a descrevê-las por completo.

 

         Em suas pesquisas escreveu que, ao contrário do que nos dizem os manuais de Geografia sobre seu gelo eterno e frio insuportável, tudo é completamente diferente e não aproxima em nada ao que possamos imaginar sobre esta região.

    

VIAGEM AO NORTE - São muitas as histórias falando a respeito de um mundo no interior da Terra e as entradas que se abrem nos pólos. O Dr. Nephi Cotton, de Los Angeles, contou que um paciente seu, de origem nórdica, revelou-lhe que quando vivia na Noruega, perto do círculo polar ártico, resolveu com um amigo, fazer uma viagem de barco tão distante quanto pudessem, em direção ao norte. Armazenaram provisões e partiram. Depois de muitos dias, chegaram a uma região quente, com rios, montanhas e vegetação abundante. Perplexos, depararam com uma cidade desconhecida, que era habitada por uma raça de gigantes. Estes o receberam e ao seu amigo amistosamente, ficando ambos hospedados em suas casas por cerca de um ano. Ficaram assombrados com o seu progresso científico e suas invenções, sua forma de vida pacífica e sua organização. Depois deste tempo junto deles, retornaram para sua terra ajudados pelos próprios gigantes.

 

JANSEN - Willis George Emerson, um escritor norte-americano, narrou uma história semelhante em seu livro The Smoky God (O Deus Enfumaçado) em 1.908. Segundo este autor, um certo norueguês chamado Olaf Jansen, narrou-lhe uma estranha história de aventura, pouco tempo antes de sua morte. Disse-lhe que na companhia de seu pai visitaram o interior oco da Terra, onde se depararam com uma vida plena de variedades e pessoas civilizadas morando lá. Segundo ele, viajaram para o norte e chegaram a uma região quente e muito verdejante. Para sua surpresa, encontraram-se com uma civilização de gigantes, com cerca de 3,5 metros de altura. Disse que eram muito avançados cientificamente e podiam viver entre 400 e 800 anos, e que são eles que constróem os “discos voadores”, que funcionam através de uma energia superior, extraída do eletromagnetismo da estratosfera. Depois de algum tempo retornaram à Noruega. Na volta, um acidente com um iceberg matou seu pai, mas Jansen foi salvo. Porém, ao contar a estranha de suas viagens  pelo norte do planeta e suas terras longínquas e verdejantes, acabou sendo preso e passou muitos anos numa casa de loucos.

 

HORIZONTE PERDIDO - Também o escritor norte-americano James Hilton em seu romance Lost Horizon (Horizonte Perdido), que acabou virando filme de grande sucesso, relata uma aventura sem par, onde um grupo de pessoas é levado a um mundo desconhecido, escondido nas altas montanhas do Himalaia. O nome desta região inacessível é Shangri-La, onde a vida é vivida com harmonia, saúde, sem conflitos de qualquer natureza e onde as pessoas não envelhecem.

 

São muitas as referências tratando de um mundo desconhecido onde as pessoas vivem felizes. Além de não serem novidade, pois estão ligadas às crenças de todos os povos da Terra, não se tratam de casos isolados, um ou outro apenas, mas se avolumam se quisermos aprofundar neles, especialmente em se tratando das tradições e mitos do Oriente. Como estamos vendo, também no Ocidente estes casos não são raros.

 

MATO GROSSO - Em seu livro The Earth’s Empty (A Terra Oca), publicado nos Estados Unidos em 1.969 e editado no Brasil somente em 1.978, Raymond Bernard fala sobre a descoberta de um mundo oculto no centro de nosso planeta.

 

 Serra do Roncador. 

 

Além das aberturas nos pólos que levam a estes mundos subterrâneos, ele fala dos túneis que estão a eles ligados e, que por sua vez, se ligam às inúmeras cavernas que existem em toda a face da Terra.

 

Assim ele escreveu:

 

      “Estes túneis misteriosos, um enigma para os arqueólogos, existem em grande número sob o Brasil, onde se abrem na superfície em vários lugares. O mais famoso está nas Montanhas do Roncador, no nordeste do Mato Grosso, para onde o Cel. Fawcett estava se dirigindo quando visto pela última vez. É dito que a cidade atlante, pela qual procurava não era a ruína de uma cidade morta na superfície, mas sim uma cidade subterrânea com atlantes ainda vivos como seus habitantes e que ele e seu filho Jack alcançaram esta cidade e estão ainda vivendo por lá. Assim afirma o Prof. Henrique José de Souza”.

 

        RONCADOR - Carl Huni, outro escritor norte-americano, que viveu alguns anos no Mato Grosso, também fala sobre os mundos subterrâneos:

 

 “A entrada das cavernas é guardada pelos índios Morcegos que são de pele escura e de pequeno porte, mas de grande força física. Seu sentido de olfato é mais desenvolvido do que o dos melhores cães de caça. Mesmo que eles aprovem e lhes deixem entrar nas cavernas, receio que está perdido para o mundo presente, porque guardam o segredo muito cuidadosamente e não podem permitir que aqueles que entram possam sair”.

 

Ainda falando da região central do Brasil, Carl Huni diz: “Quando estive no Brasil ouvi falar sobre as cavernas sob a Terra e cidades subterrâneas. Elas estão, todavia, muito longe de Cuiabá, no sopé de uma cadeia de montanhas tremendamente comprida chamada Roncador. Desisti de fazer outras investigações porque ouvi dizer que os índios Morcegos guardam zelosamente a entrada dos túneis contra as pessoas que não estejam, suficientemente desenvolvidas, a fim de evitar aborrecimentos. Em primeiro lugar não querem ninguém que esteja ainda enredada em comércio e que queiram ganhar dinheiro”.

 

LEI DO SILÊNCIO - Seria de se esperar que diante de tantos “boatos”, histórias e lendas sobre os mundos subterrâneos, enfaticamente veiculados em toda a face terrestre, além de algumas especulações e estudos sobre os pólos e seus exploradores, os governos se propusessem a uma união com a finalidade de explorar estas regiões pacificamente. É estranho que após tanto progresso tecnológico e avanços em todas as áreas do conhecimento humano, ainda exista certos temas que continuam sendo tratados com a maior das indiferenças e nunca se queiram  falar sobre os mesmos. Parece-nos que tal comportamento muito se assemelha a uma espécie de mordaça inquisitorial, muito utilizada na Idade Média, quando as pessoas ousadas eram lançadas em prisões infectas, torturadas e assassinadas com a desculpa de que estavam endemoninhadas. Hoje, a tática usada é a do silêncio em torno do assunto e a tentativa de desmoralização contra aqueles que ousam “pensar” além daquilo que o “sistema” permite e oferece como pronto e acabado. Não é mais possível fechar os olhos para tantas evidências. Concordamos com Raymond Bernard, quando em seu livro acima citado, escreveu: “É de se esperar que uma expedição séria seja enviada a este Novo Mundo, além dos pólos, por uma nação neutra e amante da paz, como o Brasil, para estabelecer contato com a avançada civilização que lá existe, cujos discos voadores são uma evidência de sua superioridade sobre nós, em desenvolvimento científico. Talvez esta raça mais velha e mais sábia possa nos salvar da destruição, evitando uma futura guerra nuclear e nos habilitando a estabelecer uma Idade Nova na Terra, uma idade de paz permanente, com todas as armas nucleares foras da lei, destruídas por um governo mundial que represente todos os povos da Terra”.

 

Onde a realidade e a ficção se encontram

 

 

IN LOCO - Alguns autores contemporâneos ousaram revelar suas investidas por estes mundos desconhecidos no interior da Terra e descreveram com riqueza de detalhes seu inacreditável encontro.

 

Dentre as obras que os têm mencionado com riqueza de detalhes, podemos citar Os Mistérios do Roncador, de Udo Oscar Luckner (Hierofante do Roncador), que será tratada no final desta matéria, A Raça Futura, do escritor rosacruz E. Bulwer Lytton e “A Cidade dos Sete Planetas”, de Polo Noel Atan, fundador da Ordem dos 49.

 

Por se tratarem de relatos de caráter específico e precisos, gostaríamos de apresentá-los mais detalhadamente. Neste número apresentaremos dois deles e no próximo trataremos dos mistérios subterrâneos da Serra do Roncador.

 

O VALE DE LYTTON - Edward George Earle Bulwer Lytton, iniciado na Ordem Rosacruz da Sociedade de Thule, escreveu, além da novela iniciática Zanoni, o livro A Raça Futura (VRIL-The power of the coming race), onde descreve o contato com uma fantástica civilização no interior da Terra. Penetrando por uma mina sob exploração, não identificada por ele, é conduzido por um engenheiro através de uma abertura, que teria sido descoberta, a qual dava para um mundo desconhecido bem abaixo de seus pés, porém de grande beleza. Maravilhado, assim o autor descreve o esplêndido vale: “Muito abaixo, à esquerda, estendia-se um imenso vale que apresentava aos meus olhos perplexos sinais inequívocos de arte e cultura. Havia campos cobertos de estranha vegetação, diferente de todas quanto vira à superfície da Terra. Em vez de verde, era de um tom chumbo baço ou de um vermelho-dourado”.

 

E prossegue: “(…) Havia lagos e regatos que pareciam arquear-se em margens artificiais, uns de água pura e outros brilhando como poças de nafta. À minha direita, abriam-se nas rochas ravinas e desfiladeiros, tendo a ligá-los passagens que eram, sem dúvida, obras de engenho e bordejados por árvores que na sua maioria, pareciam fetos gigantescos, com exóticas variedades de folhagem plumosa e troncos como os das palmeiras. Por cima de mim não havia céu e sim, apenas, uma espécie de telhado cavernoso. Esse telhado tornava-se cada vez mais alto, nas paisagens que ficavam longe, até se tornar imperceptível, oculto por um manto de neblina que se formava debaixo dele”.

 

Segundo o que relata, atônito, percorreu aquelas regiões jamais sonhadas, até que divisou a forma de um edifício, que comparou imediatamente, à arquitetura das pirâmides egípcias. Aproximando-se percebeu a presença de uma criatura humana. Assim ele a descreve: “A cor era peculiar, mais semelhante à de pele vermelha do que a qualquer outra raça de nossa espécie, mas, todavia diferente, de uma tonalidade mais rica e mais suave. (…) Era alta, sem ser gigantesca e pareceu-me que sua principal cobertura constava de grandes asas dobradas no peito e descendo até os joelhos. O restante do vestuário compunha-se de uma túnica interior e de perneiras de um tecido fino e fibroso. Usava, na cabeça, uma espécie de tiara com pedras refulgentes e segurava na mão direita um bastão delgado, de metal brilhante como o aço polido”.

 

ASAS DE ANJO - Seu contato com esta inusitada criatura foi agradável, assim como também com outras na comunidade intraterrena. Usavam asas mecânicas, que mais pareciam naturais, dobradas à frente como um manto, à moda dos anjos do Antigo Testamento Bíblico.

 

Curiosamente, o profeta Ezequiel assim narra suas visões divinas às margens do Rio Quebar, cap.1, 11:  “E suas asas separavam-se para cima. Cada uma tinha duas unidas entre si e duas cobrindo o seu corpo”.

 

Eles utilizavam-se de uma energia que denominavam VRIL e explicaram ser ela uma forma de eletricidade, que podia ser usada livremente e assemelhava-se a esta força conhecida em nosso meio como magnetismo.

 

Afirmavam que operando a força VRIL, poderiam exercer influências sobre o tempo, sobre as mentes das pessoas, dos animais e das plantas.

 

Segundo suas tradições, seus remotos antepassados viveram na face da Terra, que ao começar a sofrer com os cataclismos e inundações, decidiram procurar abrigo nas cavernas, acabando por se perderem pelas diversas galerias e estabelecer residência definitiva naquele lugar.

 

VEÍCULOS VOADORES - O autor manifestou interesse em conhecer seus veículos voadores e eles o levaram para vê-los de perto. Segundo os descreveu, “Eram de substâncias leves, nada parecido com os nossos balões e lembrando muito nossos barcos, grandes asas em vez de rodas e uma máquina central acionada por VRIL”. É bom anotar que, à época desta narrativa, o avião não tinha ainda sido inventado, e, certamente, por isto, o autor comparou estas máquinas voadoras a balões e barcos.

 

Lytton escreve abundantemente sobre sua estadia no meio daquele povo, próspero e feliz, convivendo com eles durante algum tempo. Como numa história de ficção científica, ele é finalmente trazido de volta ao local por onde entrara. Cuidadosamente, tomaram a precaução de fechar a passagem com uma grande pedra, impedindo que a ardente curiosidade dos habitantes da face terrestre importunasse seu pacato modo de vida e perturbasse a boa marcha de sua civilização.

 

ATAN E A CIDADE DOS SETE PLANETAS - O outro caso citado ocorreu em 1.977, quando após fazer contatos com seres que chamou de “espaciais” no Alto Amazonas, Polo Noel Atan fundou a Ordem dos 49, uma entidade de caráter cultural e humanístico, de ação mental interplanetária e estudiosa dos assuntos relacionados com a vida nos mundos interiores e com a Grande Fraternidade Branca. Em seu contato no norte do Brasil, segundo relata, foi levado até os Andes Peruanos e dali conduzido até a Cidade Subterrânea dos Sete Planetas, onde descobriu uma insólita civilização de homens sábios.

 

“(…) dirigimo-nos para um dos salões das grutas onde, pela primeira vez, vi reunidos sete esquadrões com 48 homens interplanetários. Parei e fiquei olhando para todos eles, um por um. Pela primeira vez senti uma vontade imensa de não estar só, de estar acompanhado por mais pessoas da Terra. Queria que muitos dos meus irmãos terrestres também pudessem vê-los e sentir como são reais, como são homens iguais a nós” – narra Atan.

 

Durante sua permanência no meio daqueles homens superiores, pôde contatar com os representantes da Cidade dos Sete Planetas, e cada um deles falou-lhe de um dos conhecimentos relacionados à vida na Terra e no Universo, à ciência, à religião e à própria experiência do homem diante da Natureza e das energias que o cerca. Cada um daqueles sete líderes esclareceu-lhe sobre assuntos desconhecidos e alguns destes, desaparecidos por terem sido esquecidos no decorrer dos milênios pela raça da superfície terrestre.

 

VIBRAÇÃO - Zelfos, um deles, falou-lhe sobre a vibração e que o homem deveria reconhecê-la cientificamente e adaptar-se a ela, pois se conseguir aperfeiçoar a matéria e conhecê-la em todas as suas variáveis, poderá evitar os abalos sísmicos que ocorrem na face da Terra. Não deve esquecer-se de que ela é composta de dois corpos, sendo um de natureza ativa e outro de natureza passiva. Arzon tratou do espírito humano e da necessidade de cada ser vivente sintonizar-se com a vida em seu mundo, conscientizando-se de que ele não é constituído apenas de matéria, mas também de energia que se transforma e evolui. Como ser binário tem sua parte externa que capta as energias do espaço e da terra, mas as energias verdadeiras provêm dos mundos interiores. Étrio ensinou-lhe sobre a mente, como uma razão sintonizada com o Universo. Somente com a mente consciente poderá o ser humano libertar-se e trilhar os caminhos rumo ao espaço infinito, ao próprio Universo, que é consciência de Deus. Plasman orientou-o sobre a utilização dos metais da Terra, purificando-os para que possam oferecer melhores condições de uso e em circunstâncias específicas. A matéria quando vivificada capta energias, podendo ela própria desenvolver seu campo energético. Elicron falou-lhe da importância da comunicação como difusora do conhecimento, condenando, porém, a intelectualização pura e simples, que pode levar ao fanatismo. Ensinou que a cultura abre muitos campos de conhecimento, mas é necessário que se detenha no aprendizado sem pressa, pois a sede excessiva de saber pode causar imensos desequilíbrios. Anfer comunicou-lhe sobre a geologia da Terra e de suas pesquisas neste campo, no sentido de poder oferecer mais segurança ao ser humano. Sabe-se que a terra é formada de camadas minerais, mas informou que existe um componente a mais que denominou “zen”  e que tem a propriedade de tornar líquida quase toda a matéria terrestre, ocasionando grandes perturbações. Garion falou-lhe sobre a luz e que o homem é uma razão dentro desta luz, como uma chama que alimenta a origem do ser. Na sua condição de luz, precisará sintonizar seu caminho na direção do esplendor da beleza humana, afastando-se da ignorância, dos preconceitos e da separatividade selvagem que o torna infeliz e o afasta de Deus. Exortou-lhe a orientar o ser humano a projetar sua mente dentro de si mesmo, e como homem-templo dentro do Universo, deixar-se banhar na sua imperecível luminosidade. Disse Garion: “O Cosmos tem que deixar de ser um campo de pesquisas da astronomia, para ser o campo da ciência do homem”.

 

No seu contato com Alídio, Polo indagou sobre quem teria construído a Cidade dos Sete Planetas, ao que ele respondeu: “Ela já existia há muito tempo e foi construída pelos Grandes Sacerdotes Atlantes. A fuga dentro das cavernas lhes proporcionou a descoberta de caminhos e passagens abertas, já há muito construídas”.

 

NARRATIVAS ‘FANTÁSTICAS’ - Muito mais do que possamos imaginar, as narrativas e lendas sobre os mundos subterrâneos têm sido algo que se encontra, cada vez mais, próximo do domínio público, e apesar do descrédito de muitos, sua simbologia tem aguçado extraordinariamente as mentes dos homens em todos os tempos. Ordinariamente, são atribuídas à exagerada crendice do ser humano e relegadas como temas sem importância e até mesmo perigosos para a ética deste mundo materialista. Entretanto, sua presença vem, gradativamente, tomando corpo neste final de século, arrojando-se poderosamente sobre as mentes perplexas como um potente fantasma apocalíptico, que quisesse arrancar, de seu ceticismo e desdém, a sua crua realidade, desnudada das imposições materialistas e do medo de encarar sua própria impotência diante da iminência dos acontecimentos que apontam para um novo tempo.

 

Revelações do Roncador

 

 

 

Detalhe de uma formação rochosa na Serra do Roncador.

 

       BARRA DO GARÇAS - Já visitei algumas regiões no interior do Brasil, principalmente no estado do Mato Grosso, onde já estive por diversas vezes, e pude perceber que determinados relatos contados por sua gente não podem ser tratados somente como invencionices ou crendices de povos ignorantes ou excessivamente crentes, como é comum, injustamente, julgar-se.

 

Existe algo ali para ser conhecido, além de matas, cachoeiras, cavernas e pedras com formatos estranhos e inscrições misteriosas. Várias entidades esotéricas em Barra do Garças afirmam  existir vida inteligente  no interior da Terra e algumas dizem fazer contato com seus habitantes. Uma destas entidades espiritualistas, à qual encontro-me ligado desde 1.981, tem muitas coisas a dizer a respeito destes mundos ignotos e de acontecimentos estranhos naquela região. Seu líder e fundador foi Udo Oscar Luckner, a quem tive a honra de conhecer pessoalmente e receber dele próprio, instruções e relatos sobre os inacreditáveis mistérios do Roncador. De nacionalidade sueca, veio para o Brasil após peregrinar por diversas instituições iniciáticas na Europa e na Ásia, que lhe indicaram o caminho para os mundos interiores existentes nestas regiões selváticas do Mato Grosso.

 

Em seu livro Mistérios do Roncador, ele descreve sua busca desde o Rio de Janeiro, passando pelo interior de Minas Gerais e estado de Goiás, até  que  os  enigmáticos  caracteres encontrados e desvendados por ele nestas regiões o direcionaram, inicialmente, para os Andes Peruanos. Ali, após permanecer durante cerca de 18 anos junto de seu mestre espiritual inca, Jeth, retornou ao Brasil e se instalou na região da Serra do Roncador, tendo a partir de então, estado em permanente contato com os mundos subterrâneos e seus habitantes.

 

      REVELAÇÕES - Em sua trajetória em busca destes mundos, seguiu a trilha deixada pelo Cel. Fawcett, que desapareceu no Mato Grosso, enquanto procurava a cidade perdida da Atlântida. Muitos acontecimentos misteriosos cercaram esta sua caminhada e muitos dos locais encontrados por ele possuíam caráter muito diverso daqueles que podem ser vistos no meio das civilizações. Encontrou em plena selva brasileira, imensos paredões oriundos de velhas culturas que aqui tinham vivido e marcas indeléveis de um passado não conhecido pela história dos homens. Em uma de suas “descidas” num desses locais misteriosos falou sobre uma escadaria, construída em rocha viva, muito desgastada pelo tempo, onde encontrou a entrada de uma caverna. Conta que quanto mais descia mais se alargava a grande fenda no ventre da terra e uma luz suave, sem brilho, foi se tornando mais intensa. Chegou a uma pequena “sala” e encontrou um regato de águas cristalinas e ladeada por colunas simétricas onde, com surpresa, deparou-se com seu velho amigo, com o qual estagiara nos altiplanos peruanos. Este então passou a conduzi-lo por aqueles túneis que conduziam a muitas direções. Desceram por uma pequena escadaria e chegaram a uma sala, cujas paredes eram cobertas por uma espécie de material prateado. Através de uma porta de bronze chegaram a uma outra sala que possuía outras quatro portas semelhantes. Suas paredes estavam cobertas de desenhos mostrando seres de aparências magníficas, uma arte que jamais tinha visto até então. Segundo seu mestre foram estes seres que construíram aqueles espaços dentro da Terra, utilizando-se da força universal VRIL, desconhecida dos homens. Com esta força, afirmava seu acompanhante, podiam construir muitas coisas inadmissíveis para o homem moderno. Continuando sua trajetória, desceram por uma escada de dezessete degraus e chegaram a uma outra sala onde deveria deixar seu saco de viagem numa prateleira. Foi então que viu mais quatro mochilas e dois sacos de dormir ali guardados e pensou: “Temos outros visitantes humanos aqui”.

 

Aprontaram e fizeram uma breve refeição, embarcando a seguir num veículo dirigível. Viajaram por duas horas através de um túnel, até que chegaram a uma plataforma de onde podiam ver uma cidade com ruas, avenidas, casas, praças e pessoas por toda parte. Segundo Udo Oscar, estas cidades subterrâneas e seus habitantes, criaturas de elevado grau espiritual e também tecnológico, eram capazes de causar inveja a qualquer de nossos cientistas e administradores, como também a qualquer de nossos sábios. Em contato com um daqueles homens, ouviu de sua boca, com tristeza,  o seguinte: “Quando a Terra estava em pleno estado de progresso, costumávamos visitar os terrícolas da crosta, ajudando-os em suas dificuldades. Porém, sua devassidão tornou, pouco a pouco, seus hábitos de vida desregrados, afastando então o interesse de visitarmos nossos irmãos menos favorecidos. Agora, estão sob domínio da Lei Inexorável do Equilíbrio e da Pureza, que esmagará a discórdia, a luxúria, para que a NOVA ERA se inicie.”

 

    De outra feita, após a refeição natural, Udo Oscar e seu acompanhante se dirigiram ao patamar onde pairavam os “aparelhos dirigíveis”. Tomaram um deles e partiram a alta velocidade. Dentro de alguns minutos já se aproximavam do cume de uma montanha na região do Araés, em Mato Grosso, onde os minaretes de um Grande Castelo ainda permaneciam imponentes. Ao descerem sobre a montanha escarpada, comentou: “Quando descemos da nave notamos o ar aquecido e confortável, característico do outono mato-grossense”.

 

    Certa vez, em que se achava trabalhando em sua propriedade em Barra do Garças, reconheceu mentalmente a voz de seu Mestre, dizendo-lhe que se preparasse porque partiriam às oito horas da noite. Na hora aprazada estavam embarcando numa nave reluzente. Desta vez trajava um macacão de tecido lustroso, como prata polida. Deu-lhe uma veste semelhante e disse-lhe: “Para onde vamos, temos de usar esta roupagem para a finalidade, dando ao tecido que nos apresenta na rouparia, a qualidade do que temos em mente”.

 

Mostrando o painel da nave a sua frente disse-lhe: “Vamos entrar pelo espinhaço daquela cordilheira e nos embrenharemos pelo longo canal do norte, que nos permitirá irmos até o reino maravilhoso – o País do Grande Sol Central”.

 

Udo Oscar Lucker examinando antigas inscrições

num solo rochoso na região do Roncador.

 

EXTRAVAGANTE - Os relatos de Udo Oscar sobre suas visitas a estes mundos no interior da Terra são, de fato, muito extravagantes para o nível intelectual do mundo contemporâneo, pois que se acha perdido diante de sua incredulidade e de seus valores acentuadamente materialistas. Porém, eles não carregam a pretensão de convencer a ninguém, mas deixar pistas para que os buscadores de uma nova realidade, aqueles que se cansaram desta corrida vã pelas posses terrenas, tenham uma referência para que possam penetrar em si mesmos.

 

 Assim, poderão descobrir suas reais potencialidades divinas e receber a permissão de conectar-se com esses mundos ignotos. Apesar do ceticismo de nossos tempos, pode-se perceber que a existência dos mundos subterrâneos tem aguçado com grande veemência a curiosidade do homem, mesmo daqueles que não acreditam em tal possibilidade.

 

Quanto mais, quando se diz que alguém teria sido conduzido em aeronaves voando sob túneis construídos embaixo da superfície terrestre, visitando cidades organizadas e contatando com seres avançados, semi-divinos.

 

É provável que muitas surpresas venham a ocorrer até que tais informações sejam trazidas ao conhecimento público pelas autoridades que insistem em ocultar fatos relevantes à comunidade terrestre.

 

      Os mistérios do Roncador são parte deles e desafiam a perspicácia de experimentados cientistas e técnicos de todos os segmentos. Entretanto, o relato a respeito de mundos situados no interior da Terra não param por aqui. Lidando ainda com a experiência fantástica  do adepto Udo Oscar, soubemos que ele teria visitado cidades populosas, teria se entrevistado com seus habitantes e ouvido dos Anciães dos Tempos histórias inacreditáveis, algumas difíceis de serem compreendidas.

 

     Ouviu destes, a triste história dos homens desde a formação da Terra até os dias atuais e compreendeu o porque das diferenças raciais, o  porquê das línguas variadas e das diferenças existentes entre os homens. Viu a evolução das raças, através de um sistema de imagens projetadas como se fosse a própria cena viva em movimento e compreendeu o significado dos momentos cíclicos, concluindo que a raça presente está vivendo seus últimos instantes, uma vez que se acha envelhecida e desgastada por seus métodos de vida desiguais e desregrados.

 

Numa destas incursões subterrâneas em uma nave de formato esferoidal, achatada e de material semelhante a uma espécie de vidro rosado, foi orientado pelo seu cicerone sobre a utilização dos materiais e da energia: “Tudo é feito de substância precipitada. O ambiente é mantido na mesma temperatura para o inteiro conforto dos passageiros. Para a limpeza, é usada a mesma energia que para vós gera luz e calor. Suas emanações consomem imediatamente todas as partículas de poeira, deixando este ar saudável em contínua circulação”.

 

Assim o próprio Udo Oscar relata sua estada naquelas cidades: “Avançamos resolutos pela calçada iluminada pelas suas próprias pedras furta-cores. As árvores dos jardins possuíam cascas veludosas; suas flores tinham a forma de conchas cheias de longos pistilos. Suas folhas eram de um branco—cinza”.

 

  Lucker

 

MENSAGENS DE PAZ - Tudo isto parece mesmo fruto de uma mente extremamente criativa e quase impossível de ser aceito, se não fossem as inúmeras outras referências sobre estas regiões misteriosas tratadas neste artigo. Para o sábio do Roncador, sua mais árdua missão ao retornar à face da Terra seria apresentar aos homens incrédulos de nosso tempo a realidade destes mundos subterrâneos e a possibilidade de reatarmos os laços com esta portentosa civilização.

 

    Freqüentemente, ao ser conduzido a estas regiões miraculosas, trazia sempre em sua bagagem muito mais do que poderia  dar, pois seu conteúdo soaria estranho para estes viventes atarefados e de estranhos hábitos na face terrestre. Entretanto, evocava uma mensagem de vida e de paz, de harmonia e felicidade, que se acham tão distantes da percepção humana quanto difíceis de serem aceitas pela mente concreta, protelando uma vez mais a possibilidade de se construir uma vida melhor para todos os seres.

 

     Esperamos não ter sido excessivamente fantasiosos nesta matéria que abordou o mistério dos discos voadores e dos mundos subterrâneos, permitindo  que  cada um possa retirar dela algo mais do que uma simples satisfação a uma curiosidade passageira, e venha despertar um certo questionamento interior sobre o quanto poderemos estar sendo  enganados pela desinformação propositalmente orquestrada pelos governos da Terra.

 

* J.A. Fonseca é economista, aposentado, espiritualista, conferencista, pesquisador e escritor, e tem-se aprofundado no estudo da arqueologia brasileira e  realizado incursões em diversas regiões do Brasil  com o intuito de melhor compreender seus mistérios milenares. É articulista do jornal eletrônico Via Fanzine (www.viafanzine.jor.br) e membro do Conselho Editorial do portal UFOVIA. E-mail: jafonseca1@hotmail.com.

 

- Esta matéria foi composta com exclusividade para UFOVIA ©.

   

- Ilustrações:

- "Atlântida", "Agartha", "Abismo", "Aurora Boereal" e "Anjo", autores desconhecidos/Arquivo Via Fanzine.

- "UFO e buraco" e fotomontagens "Encontro no Roncador"  e  "UFO em Utopia", por Pepe Chaves.

- "Caverna" e "Cidade Perdida", autores desconhecidos. Arquivo J. A. Fonseca.

 

Fotos:

- Fotos e mapas do Pólo Norte: Arquivo Via Fanzine.

- Fotos do Roncador: J.A. Fonseca.

- Fotos de Udo Oscar Luckner: Arquivo J.A. Fonseca.

 

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- Visite também: ARQUEOLOvia

 

- Produção: Pepe Chaves.

   © Copyright, Pepe Arte Viva Ltda.

 

 

 

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