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Dante Villarruel

 

 

Dante Villarruel nasceu em Florianópolis-SC, Brasil. Escreveu artigos para jornais e é autor de alguns livros. Administra o Oráculo, uma plataforma para publicação de informações exclusivas sobre diversos temas. Também participa da TV DTV uma emissora que transmite músicas do estilo flash backs e conteúdos exclusivos de muito sucesso via Smart TV (celular e computadores). Administra a página “Isto É incrível”, proprietária de mais de 10 grupos para a abordagem de variados assuntos. Seu trabalho de comunicador integra uma rede social de contatos em todo o mundo para o compartilhamento de conteúdos jornalísticos.

 

 

 

 

 

Em busca de  respostas:

Do quê é feito a realidade e a consciência?

Será que, assim como os objetos quânticos podem aparentemente estar em dois lugares ao mesmo tempo, um cérebro quântico pode manter duas ideias mutuamente exclusivas ao mesmo tempo?

 

Por Dante Villarruel

Para Via Fanzine

04/08/2018

 

A consciência manipula à realidade igual ao mouse e desenha uma vida, uma realidade com tempo e espaço, universo e etc. Inclusive, o nascimento, e a morte.

 

Ninguém entende a Consciência e Como ela funciona. Ninguém entende a Física quântica e como Ela funciona. Coincidência ou uma coisa tem a ver com a outra? Você usa seu computador e celular, mexe em um aplicativo ou navega em um site. Eles foram criados com um programador ou designer colocando códigos.

 

Basicamente nada mais são que desenhos feitos em uma tela de computador! Fazendo os pixels que são aqueles pontinhos minúsculos que formam a imagem na tela sejam manipulados pelo mouse e formando o desenho e dando instruções para que eles sejam dessa ou daquela forma ou façam isso ou aquilo. Por exemplo, num aplicativo de comunicação, os pixels ao desenhá-lo só vão funcionar, só vão desenhar, se o computador que está fazendo aquele desenho ligar para alguém via internet.

 

Daí estas informações pixadas são salvas em um HD - ou seja, ali ficam paradas no tempo e no espaço. São copiadas as instruções passadas pelo computador do desenho e de pra que funciona o aplicativo. E  daí, são depois transmitidos para um site e você o baixa. Na verdade,  são copiadas as instruções no site e depois no seu dispositivo quando você o baixa.

 

Tudo isso pode ser explicado de uma forma mais básica e simples. A mesma coisa um site e assim por diante. Ou seja, o programador ao manipular os pixels está fazendo desenhos na realidade. Explicando melhor: os pixels  da tela do computador é basicamente a energia elétrica que vem da tomada vira luz ou imagem quando a energia é refletida em uma tela. E o mouse manipula essa energia! Ou seja, faz desenhos e instruções com ela. Imagine essa energia em duas linhas. Uma vindo da usina e passando pelo computador e voltando em outra linha para a usina.

 

Assim fica mais fácil de entender como é fácil manipular o universo e criar uma realidade e é por aí que vem a crença de uma Matrix. Discutida até por cientistas sérios. Nossa consciência é o que existe de verdade e está fora de tempo e espaço, pois ela é única e o tempo e espaço são criações da consciência. A consciência manipula à realidade igual ao mouse e desenha uma vida, uma realidade com tempo e espaço, universo e etc. Inclusive, o nascimento, e a morte.

 

A mecânica quântica é a melhor teoria que temos para descrever o mundo ao nível dos átomos e das partículas subatômicas.

 

Vendo a vida por essa perspectiva a gente entende muito mais a nós mesmos e à realidade, a vida e a morte. Nessa realidade desenhada, a morte é uma falsa realidade. Ela, a vida renasce em outra realidade criada pela consciência! Que pode ser em outro universo paralelo. Com pessoas que nessa realidade já se foram. A consciência não está nem dentro da gente, pois nós mesmos somos e fazemos parte dessa realidade-ilusão. A consciência em sua mais fina e profunda essência é o que existe e cria várias realidades infinitas. Inclusive, a de que somos únicos! A consciência geral é uma só apenas, em um grau mais profundo e direto. Ela em algum grau diferente cria a ilusão de que são várias e em outra a ilusão de realidades!  Com seus multiversos e “gatos” vivos e mortos, a mecânica quântica é certamente estranha. Mas alguns físicos propuseram que a realidade seja ainda mais estranha: o universo só se torna real quando olhamos para ele.

 

Essa versão do princípio antrópico - conhecido como o universo participativo - foi primeiramente apresentada por John Archibald Wheeler, um grande nome da física do século XX. Ele comparou o que chamamos de realidade a uma elaborada construção de papel marche sustentada por alguns postes de ferro. Quando fazemos uma medição quântica, martelamos um desses postes no chão. Tudo o resto é imaginação e teoria.

 

Para Wheeler, no entanto, fazer uma medição quântica não apenas nos dá uma solução objetiva para as coisas, mas também muda o curso do universo forçando um único resultado dentre os possíveis. A mecânica quântica é a melhor teoria que temos para descrever o mundo ao nível dos átomos e das partículas subatômicas. Talvez o mais renomado de seus mistérios seja o fato de que o resultado de um experimento quântico pode mudar dependendo se escolhemos ou não medir alguma propriedade das partículas envolvidas.

 

Quando esse "efeito observador" foi notado pela primeira vez pelos pioneiros da teoria quântica, eles ficaram profundamente perturbados. Isso parecia minar a suposição básica por trás de toda a ciência: que existe um mundo objetivo por aí, independentemente de nós. Se a maneira como o mundo se comporta depende de como - ou se - nós olhamos para ele, o que a "realidade" realmente pode significar? Alguns desses pesquisadores se sentiram forçados a concluir que a objetividade era uma ilusão, e que a consciência deve ter um papel ativo na teoria quântica. Hoje alguns físicos suspeitam que, quer a consciência influencie ou não a mecânica quântica, ela pode, de fato, surgir por causa dela. Eles acham que a teoria quântica pode ser necessária para entender completamente como o cérebro funciona.

 

Será que, assim como os objetos quânticos podem aparentemente estar em dois lugares ao mesmo tempo, um cérebro quântico pode manter duas ideias mutuamente exclusivas ao mesmo tempo? Uma multiconsciência criadora de tudo multidivindo-se! Se as coisas são assim, então outras pessoas são uma ilusão para a sua consciência. E para a outra pessoa você que é a ilusão da realidade dela. Como a multiconsciência, no fundo é uma só e ela se multiplica em várias, assim se explica como o outro sendo ilusão para a gente e a gente ilusão para o outro, o outro existe de fato. Pois a consciência de cada um existe além do tempo e do espaço, uma vez que estes são uma ilusão dela e o outro passa a ser uma probabilidade dentre tantas e infinitas e, em algum momento, vai existir da mesma maneira que a gente, um para o outro!

 

É complicado raciocinar assim, mas quem disse que a física quântica é fácil? Essa imagem da consciência defendida por Robert Lanza e muitos outros pesquisadores atuais da consciência é uma das que mais faz sentido e que está se sobressaindo.

 

- Imagens: Divulgação.

 

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Doença de Morgellons:

Surgem novas pistas da misteriosa 'Doença Alien'

Alguns médicos reconhecem a doença como uma infestação ilusória e tratam-na com terapia cognitivo-comportamental. Outros acham que os sintomas estão relacionados a um processo infeccioso nas células da pele. Mais estudos são necessários.

 

Por Dante Villarruel

Para Via Fanzine

25/07/2018

 

Doença de Morgellons: uma doença alien introduzida ou síndrome humana natural?

 

Segundo o site da avançada Clínica Mayo ''A doença de Morgellons é uma condição incomum, mal compreendida, caracterizada por pequenas fibras ou outras partículas que emergem das feridas da pele. As pessoas com esta condição relatam frequentemente sentirem-se como se algo estivesse a rastejar ou a picar a pele.

 

Alguns médicos reconhecem a doença como uma infestação ilusória e tratam-na com terapia cognitivo-comportamental, com antidepressivos, antipsicóticos e aconselhamentos. Outros acham que os sintomas estão relacionados a um processo infeccioso nas células da pele. Mais estudos são necessários. A pesquisa sobre Morgellons por vários grupos ao longo de décadas produziu resultados conflitantes. Vários estudos relatam uma possível ligação entre Morgellons e infecção com espiroquetas Borrelia.

 

Estes resultados contradizem um estudo anterior dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que concluiu que a condição não é causada por uma infecção ou parasitas. O estudo do CDC de 115 pessoas com Morgellons, ao qual o CDC se refere como uma dermatopatia inexplicada, mostrou que a maioria das fibras nas feridas da pele era algodão. O relatório do CDC observou que a condição é mais frequentemente vista em mulheres brancas de meia-idade, e seus sintomas são muito semelhantes aos de uma doença mental envolvendo falsas crenças sobre a infestação por parasitas (infestação delirante).

 

Pequenos estudos de pesquisa tentaram determinar a causa e o tratamento efetivo da doença de Morgellons. Mas ainda não há orientação comprovada sobre diagnóstico e tratamento. Mais pesquisas são necessárias. Algumas pessoas que suspeitam que têm a doença de Morgellons alegam que foram ignoradas ou descartadas como falsas. Em contraste, alguns médicos dizem que as pessoas que relatam sinais e sintomas da doença de Morgellons geralmente resistem a outras explicações para sua condição''.

 

Os sintomas dessa bizarra e estranha doença incluem Erupções cutâneas ou feridas que podem causar coceira intensa. Sensações de rastreamento sobre e sob a pele, muitas vezes em comparação com insetos se movendo, picadas ou mordidas. Fibras, fios ou material fibroso preto na pele. Fadiga. Dificuldade de concentração. Perda de memória de curto prazo. Humor deprimido.

 

Mas o que afinal causa mesmo essa estranha condição. Existe até uma fundação Morgellons Research Foundation que apoia pesquisas para a Margellons.

 

A Morgellons Research Foundation (MRF) é uma organização sem fins lucrativos criada em 2002 em homenagem a uma criança de dois anos de idade com uma doença desconhecida, que sua mãe rotulou de "doença de Morgellons", cujos pacientes são chamados de Morgies.

 

A MRF dedica-se a aumentar a conscientização e o financiamento de pesquisas para essa doença mal compreendida, que pode ser desfigurante e incapacitante, e afeta pessoas de todas as faixas etárias, incluindo um número crescente de crianças, diz a fundação em seu site. Seria a doença causada por bioterrorismo? Seria algo que tem origem em outro mundo? Afinal até coisas estranhíssimas como bolas de algodão podem aparecer no corpo sem nenhuma explicação razoável. Logo surgem erupções cutâneas, juntamente com lesões que não cicatrizam.

 

Muitos pacientes  relatam fibras semelhantes a cordões de cores variadas surgindo através das lesões da pele. Essas fibras podem ser pretas, brancas, vermelhas ou até iridescentes. Outros relatam manchas negras caindo de seus corpos, que sujam seus lençóis e banheiros. Eventualmente, uma variedade de insetos e vermes começa a sair do corpo através das lesões.

 

Outros sintomas acompanhantes incluem perda de cabelo, fadiga debilitante e crônica, nódulos duros sob a pele e dor nas articulações... À medida que o Morgellon avança e os sintomas neurológicos se tornam mais evidentes, os pacientes podem se tornar difíceis de cuidar e lidar. Isolados apenas com a internet, tornam-se menos capazes de cuidar efetivamente de si mesmos.

 

As fibras de Morgellons, quando examinadas de perto, consistentemente aparecem como autoflorescentes, significando que elas exibem um brilho sob luz ultravioleta.

 

Alguns pacientes de Morgellon cometeram suicídio. Uma das poucas pessoas a levar a doença a sério foi Randy Wymore, neurocientista do Centro de Ciências da Saúde do Oklahoma State University. Ele recebeu amostras de uma série de pessoas que alegaram que as fibras tinham vindo através de sua pele. Embora as amostras se parecessem umas com as outras, para ele não pareciam nenhuma outra fibra sintética ou natural com a qual ele as comparasse. Ele finalmente pediu à equipe forense do departamento de polícia de Tulsa para examiná-los.

 

A equipe identificou as estruturas químicas das fibras e comparou-as com o banco de dados de 800 fibras. Eles não encontraram correspondência, então usaram cromatografia gasosa para comparar as fibras com seus dados em 90.000 compostos orgânicos. As fibras não combinavam com nenhuma delas. Eles concluíram que as fibras eram desconhecidas, e não os contaminantes das roupas grudavam nas lesões, como se pensava daqueles que estavam prontos para dispensar o que seus pacientes diziam. Wymore e a equipe forense concluíram que a doença que produz essas fibras era muito real e muito assustadora.

 

Em abril de 2006, o CDC recomendou uma investigação epidemiológica sobre o que eles estavam se referindo como saúde pública. Em janeiro de 2008, eles anunciaram uma doação para a gigante de saúde Kaiser Permanente para testar e entrevistar 150 a 500 pacientes que sofrem de Morgellons. O estudo está sendo feito na Bay Area, no norte da Califórnia, onde vivem muitos pacientes Morgellons. Os médicos do Kaiser Permanente estão entre os mais preparados para classificar os Morgellons como parasitoses delirantes.

 

A coisa começa a ficar cada vez mais estranha e amedrontadora. Para variar, existe até um site intitulado morgellonswatch.com “dedicado a examinar as alegações feitas sobre o que é denominado 'Doença de Morgellons'” e a impedir que “as pessoas doentes pensem que podem ter uma doença terrível”. Estranhamente, não há indivíduo formal ou nomes de patrocinadores institucionais identificados neste site. O estanho site que não diz a que veio e pra quem serve, destaca que:

 

1. As fibras são ambientais e não estão relacionadas com qualquer doença;

 

2. Morgellons não é uma doença distinta;

 

3. As pessoas que pensam que têm "Morgellons" provavelmente têm uma variedade mista de doenças físicas e/ou mentais. ''E o mais estranho é que o bizarro site não diz nada mesmo sobre quem são. Apesar de bem completo, o site além de não permitir comentários escreve na primeira pessoa. Como se alguém escrevesse sozinho. Na seção ''Sobre'' diz que: “Este site é dedicado a examinar as alegações feitas sobre o que é denominado ‘Morgellons Disease’ (também conhecido como ‘The Fiber Disease’)”. O site existe desde abril de 2006 e contém mais de 120 artigos e mais de 14.000 comentários.

 

Acredito que grande parte da recente cobertura da mídia sobre Morgellons foi imprecisa e sensacionalista. Isso engana as pessoas doentes ao pensarem que podem ter uma doença terrível, quando as evidências não indicam que tal doença realmente existe. As pessoas têm sintomas físicos muito reais, mas esses sintomas têm muitas causas possíveis, que têm tratamentos muito reais.

 

Desorientar as pessoas para uma perseguição selvagem, depois de uma doença para a qual não há provas, é prejudicial à sua saúde.

 

Este site existe em parte para ajudar as pessoas a tomar decisões informadas sobre seus cuidados de saúde.

 

Congratulo-me com o feedback no site: “Se você vir alguma coisa aqui que você acha que está incorreta, por favor, deixe-me saber, seja deixando um comentário, ou enviando um e-mail para mim''. E segue um endereço de  e-mail. O autor do site diz se chamar Michael e ao clicar e seu nome aparece o nome dele e esta foto abaixo. A foto de Charles Darwin numa nota de 10 libras. Seria qual a mensagem que está se querendo passar?

 

Charles Darwin na nota de dez libras.

 

Voltando a condição médica: As fibras de Morgellons, quando examinadas de perto, consistentemente aparecem como autoflorescentes, significando que elas exibem um brilho sob luz ultravioleta. Certos organismos marinhos, como tipos particulares de água-viva, também possuem propriedades autofluorescentes. Uma proteína fluorescente, conhecida como “proteína verde fluorescente”, tem sido extensivamente estudada nos últimos anos como um marcador no estudo da expressão gênica. Ele foi introduzido com sucesso em muitas bactérias e fungos, bem como em peixes, plantas, insetos e até em células humanas. Marcadores fluorescentes, na forma de modificações genéticas ou corantes, também são frequentemente usados ​​para rastrear a presença de micróbios no meio ambiente.

 

Um estudo financiado pelo governo privado conduzido pelo Dr. Hildegarde Staninger, toxicólogo industrial e doutor em Medicina Integrativa, revelou que as fibras são capazes de resistir a temperaturas de até 927ºC antes de queimar, e que não derreteram. Seus resultados indicaram que o revestimento externo da fibra parece consistir de fibra de polietileno de alta densidade, um material industrial comumente usado na produção de cabos de fibra ótica. Curiosamente, este material também é usado no campo emergente da bionanotecnologia como um composto para encapsular um envelope de proteína viral.

 

O doutor Staninger que estuda a doença - pasmem - relatou encontrar fibras azuis que exibiam uma ponta dourada; ele acredita que isso seja uma forma de nano-maquinário, capaz de ser programado para executar funções específicas.

 

Outra cientista que estuda a doença seriamente é Susan Lindquist, diretora do Instituto Whitehead de Pesquisa Biomédica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Usando um tipo de proteína chamada prião, desencadeou uma reação em cadeia na qual os príons de levedura se transformam em fibras longas e duráveis, informa Lindquist. Então projetou geneticamente esses príons fibrosos para que eles pudessem se ligar a nanopartículas de ouro e prata. Como ela relatou, o resultado foram fibras de prião revestidas de metais preciosos - fios condutores ultrafinos que poderiam algum dia transportar elétrons em torno de circuitos nanométricos”. Tudo isso envolvendo cientistas sérios leva a uma pergunta. Seria o Morgellons algo fabricado por uma inteligência avançada?

 

A cientista Susan Lindquist projetou geneticamente príons fibrosos para que eles pudessem se ligar a nanopartículas de ouro e prata.

 

Nos últimos anos, tem havido relatos consistentes e confiáveis ​​de que o centro de pesquisa de guerra biológica do Exército dos Estados Unidos em Fort Detrick, Frederick, Maryland, experimentou uma doença criada em laboratório, muito semelhante à Morgellons. Segundo um ex-microbiologista da Detrick, o Centro Nacional de Análise e Contramedidas de Biodefesa dos EUA, “Eu me lembro de uma pesquisa sobre algo similar - não me lembro especificamente do nome - começou pouco depois das Dotações de Defesa para 1970 (...). Havia todos os tipos de coisas em estudo então. Foi difícil acompanhar tudo isso”. Esta observação sobre as Dotações para a Defesa de 1970 é significativa à luz de que, mais ou menos na mesma época, o Departamento de Defesa dos EUA fez um pedido surpreendente de orçamento ao Congresso dos EUA.

 

Em 1º de julho de 1969, um oficial de alto escalão da guerra biológica do Pentágono, Dr. Donald MacArthur, compareceu perante a Subcomissão de Dotações do Departamento de Defesa da Câmara dos Deputados dos EUA. O Dr. MacArthur disse às autoridades eleitas reunidas que “progressos dramáticos sendo feitos no campo da biologia molecular [por pesquisadores do Exército em Fort Detrick e em outros lugares] levaram [o Exército] a investigar a relevância deste campo da ciência para a guerra biológica”.

 

MacArthur também disse, “Um pequeno grupo de especialistas considerou este assunto e forneceu as seguintes observações:

 

(1) Todos os agentes biológicos até o presente momento são representativos de doenças que ocorrem naturalmente e, portanto, conhecidos por cientistas em todo o mundo. Eles estão facilmente disponíveis para cientistas qualificados para pesquisa, seja para fins ofensivos ou defensivos;

 

(2) nos próximos 5 a 10 anos; provavelmente seria possível fazer um novo microrganismo infeccioso, que pudesse diferir, em certos aspectos importantes, de qualquer organismo causador de doenças. O mais importante deles é que pode ser refratário aos processos imunológicos e terapêuticos, quando dependemos de manter nossa relativa liberdade de doenças infecciosas”.

 

O depoimento do Dr. MacArthur continuou, e ele informou ao subcomitê que um programa de pesquisa para explorar a viabilidade de desenvolver tal doença, "um agente biológico sintético, um agente que não existe naturalmente e para o qual nenhuma imunidade natural poderia ser adquirida" levaria apenas cerca de 5 anos para ser concluído e custaria US$ 10 milhões. Muito compreensivelmente, desde que MacArthur fez suas observações memoráveis, especulações têm sido desenfreadas sobre exatamente de que doença ele estava falando.

 

Alguns relatos do Exército, desclassificados, dessa mesma época são bastante interessantes, pois muitos documentos tornam prontamente aparente que alguns dos experimentos mais secretos do Exército com doenças manipuladas em laboratório foram conduzidos nos mesmos estados onde Morgellons é mais prevalente: Texas, Flórida, e na Califórnia.

 

O Dr. MacArthur informou ao Congresso, que: “[O estabelecimento de novas armas biológicas] é uma questão altamente controversa, e há muitos que acreditam que tal pesquisa não deva ser realizada para não levar a outro método de assassinato em massa de grandes populações. Por outro lado, sem a certeza científica de que tal arma é possível, e uma compreensão das maneiras pelas quais isso poderia ser feito, há pouco que possa ser feito para elaborar medidas defensivas. Se um inimigo o desenvolver, há pouca dúvida de que essa é uma área importante de potencial inferioridade tecnológica militar, na qual não há um programa de pesquisa adequado”.

 

Outra coisa curiosa e envolvendo portadores da Doença é que um número preocupante de incidentes estranhos teria ocorrido envolvendo vítimas de Morgellons. Muitas pessoas infectadas recebem advertências “para não falar” com a mídia ou para “manter sua boca fechada sobre essa doença”. Esses avisos vêm de pessoas que afirmam representar ou trabalhar para “inteligência” ou “aplicação da lei”. Vários dos indivíduos advertidos haviam relatado anteriormente ter visto materiais estranhos parecidos com tecidos e com aparência de teia de ar caindo do céu antes de contraírem a doença.

 

Caroline Carter, 50 anos, uma terapeuta de saúde alternativa que pratica em Chipre, um país-ilha perto da  Grécia, contraiu a doença de Morgellons em agosto de 2007, depois de descobrir seu jardim na Inglaterra "coberto por uma substância muito estranha" que  também cobria outros jardins e sebes nas proximidades. Em cerca de um dia, toda a folhagem tocada pela substância começou a murchar e a morrer. Carter começou a coletar um pouco da substância semelhante a uma teia e esfregou um pouco no braço esquerdo. Ela lembrou: “Era um beliscão agudo, mas não havia nenhuma marca visível”. No final do dia, o braço   estava “realmente me irritando, não importando o que eu fizesse, não consegui parar uma coceira persistente que começara logo depois”. Daquele dia em diante a coceira nunca saiu de Carter.

 

Em 2008, Caroline Carter mudou-se para o Chipre. Cerca de um ano depois, ela foi diagnosticada com crescimento excessivo de fungos intestinais e deficiência de vitamina B12. A erupção de Carter também piorou, apesar dos esforços concentrados no tratamento. A erupção produziu queimação e coceiras severas, e continuou a se espalhar por todo o corpo. Na época, Carter não considerou que “Morgellons fosse a causa da minha dor, já que muitas lesões apareceram sobre o meu corpo”. Enquanto ela pesquisava sobre a doença, tudo o que tinha visto a informava de que as lesões de Morgellons "não cicatrizam ou se curam."  Depois de colocar um pedaço de sua pele sob um microscópio, Carter sabia que o problema era Morgellons. "Eu me senti mal do estômago... Com certeza enredado através da minha amostra de pele eram brilhantes fibras vermelhas, azuis e pretas". Continuou Carter, "peguei outra amostra de pele e encontrei as mesmas fibras, desta vez eu coloquei a amostra de pele em uma solução de H202 [peróxido de hidrogênio]. Deixei a amostra de molho por 12 horas antes de colocá-la de volta sob o escopo. As fibras não perderam a cor.

 

Nas semanas seguintes, a erupção de Carter se intensificou e ela estava com muita dor. “Minha pele formava  bolhas que iriam estourar e depois renascer, parecia que vidros quebrados e cigarros acesos atacavam minha pele por dentro”, ela disse.

 

As semanas seguintes foram de pura agonia para Carter. Ela relata: “A única medicação que ajudou foram os opiáceos - os opiáceos são substâncias derivadas do ópio e, portanto, estão incluídos na classe dos opioides - grupo de fármacos que atuam nos receptores opioides neuronais. Eles produzem ações de insensibilidade à dor (analgesia) e são usados principalmente na terapia da dor crônica e da dor aguda de alta intensidade tanto orais quanto intravenosos. Eventualmente, Carter diz: “Eu decidi tentar a cura por frequência [cura alternativa baseada em ondas eletromagnéticas] e eu realmente melhorei”. Ela diz: “A mudança foi imediata. Em um sábado eu visitei um terapeuta que descobriu que meu hemisfério esquerdo e direito do cérebro tinha mudado, tudo que deveria ser positivo era negativo e vice-versa. Eu também estava emitindo radiação da área do timo por aproximadamente dois metros. Meu timo se sentiu permanentemente em chamas e pude sentir pequenas partículas de metal sob a pele”.

 

Não muito depois de Carter ter retomado sua rotina normal de trabalho, ela reuniu um pacote espesso de informações sobre a doença de Morgellons, incluindo um CD contendo fotos e vídeos de fibras, algumas em processo de mudança, que ela passou para um  político local, certa de que ele pudesse ajudá-la em sua investigação agora intensiva da doença. Desde que retomou sua prática, ficou alarmada ao descobrir que alguns de seus clientes, inclusive crianças, também estavam passando por problemas de saúde que pareciam ser os resultados da doença de Morgellons.

 

Cerca de uma semana depois, um homem que disse ser do Serviço de Inteligência do Chipre entrou em contato com ela. Carter diz: “Ele me disse que eu deveria ficar longe dos políticos, pois eles não fariam nada com minhas informações, ele disse que havia algo acontecendo em Chipre e que eles estavam cientes disso. Ele queria minha ajuda. Ele me disse que um cientista quebrou as fileiras e deu informações sobre uma estranha substância coletada no sistema de verificação de filtros de ar da União Europeia”.

 

O homem pediu a Carter "que ficasse quieta sobre minhas descobertas por enquanto, pois poderia causar problemas". Antes de partir, o homem disse a Carter que seu telefone e e-mail estavam sendo monitorados de perto.

 

Carter explica, “Acho que o problema se deve ao fato de eu ter descoberto quantas pessoas têm esse problema, além de ter crescido uma dessas fibras. Tem que ser 'vida artificial' do jeito que cresceu. Eu digo crescido porque foi isso que aconteceu. Eu coloquei um pedaço da minha pele, que eu tinha mantido desde a minha fuga em um slide com uma pequena gota de H202 ligeiramente diluída. Dentro de 9 minutos, um tipo de incubadora de bactérias gerou fibras longas. Foi como assistir a algo do filme 'Alien'”.

 

Desse modo, com todos este fatos aqui descritos já fazemos uma ideia que seja algum agente biológico criado em laboratório pelo governo americano que fugiu ao controle ou  que foi liberado ou é liberado propositadamente. E, a outra hipótese? E, se for uma doença ou pesquisa de cunho alienígena? Caroline Carter  faleceu em junho de 2018 vítima da Doença de Lyme, doença  infecciosa causada por bactérias do gênero Borrelia transmitidas por carraças, um tipo de ácaro.

 

Ela estava há anos diagnosticada com a doença que causa uma mancha vermelha e saliente no local da mordedura, denominada eritema migratório. A mancha aparece uma semana após a infeção e expande-se lentamente, muitas vezes com uma zona clara ao centro formando vários anéis concêntricos. Geralmente o eritema é indolor, não causa comichão e desaparece ao fim de 3 a 4 semanas. Cerca de 25 a 50% das pessoas não desenvolvem eritema. Entre outros sintomas iniciais estão febre, dor de cabeça e fadiga. Quando não é tratada no estágio inicial, os sintomas dos estágios posteriores incluem paralisia de um ou de ambos os lados da face, dor nas articulações, dores de cabeça intensa com rigidez no pescoço ou palpitações cardíacas. Nos meses ou anos seguintes podem ocorrer episódios recorrentes de dor e inchaço nas articulações. Em alguns casos as pessoas manifestam dor intensa ou formigueiro nos braços e pernas. Mesmo com tratamento, entre 10 e 20% das pessoas desenvolvem dor nas articulações, problemas de memória e fadiga que podem perdurar ao longo da vida.

 

Caroline Carter, terapeuta de saúde alternativa que pesquisou a doença e faleceu em junho de 2018.

 

Os pacientes de Morgellon são céticos de que os alienígenas são a causa de sua doença, mas não descartaram completamente a possibilidade. Muitos sites hospedam "provas" de que as fibras e grânulos encontrados nas lesões e erupções cutâneas são na verdade uma tentativa bem sucedida de invasão alienígena. Os assinantes desta teoria, teorizam que as fibras são um meio de comunicação ou uma tentativa de posicionamento global para alienígenas.

  

A evidência está começando a se ligar. Ligando Morgellons à doença de Lyme, Ginger Savely, uma médica em Austin, Texas, diz que está vendo cada vez mais pacientes em sua clínica com os sintomas. Citado em um jornal local, ela disse, "Falar sobre isso parece loucura, mas há muitas coisas que saem de sua pele".

 

Savely é especialista em doença de Lyme e acredita que pode haver um link. Ela diz que cerca de 10% de seus pacientes com doença de Lyme crônica têm sintomas de Morgellons. Ela teoriza  que as pessoas com a doença de Lyme transmitida por carrapatos têm sistemas imunológicos mais fracos e podem ser mais vulneráveis ​​à infecção por Morgellons.

 

A Morgellons Research Foundation diz que 44 pessoas com Morgellons deram positivo para Borrelia burgdorferi (Bb), a bactéria que causa a doença de Lyme. Eles acreditam que uma infecção por Borrelia burgdorferi (Bb) pode alterar o sistema imunológico do indivíduo e permitir que este organismo desconhecido se torne uma coinfecção oportunista.

 

Assim, parece haver, de fato, um bug real, ou mesmo uma "coalizão voluntária" de insetos em geral nos Estados Unidos, atacando cidadãos inocentes, apesar das negações oficiais.

 

* Em Memória de Caroline Carter.

 

- Fotos: Divulgação.

 

*  *  *

 

Enfim a Resposta?

Luz misteriosa matou montanhistas no Passo Dyatlov

Após mais de cinco décadas, o indecifrável caso ocorrido na Rússia ainda mexe com as pessoas. Uma história incrível envolve uma lanterna, encontrada no teto da tenda. Quando o membro da equipe de buscas Boris Slobtsov ligou essa lanterna, a lâmpada pegou fogo. Isso está registrado no caso criminal.

 

Por Dante Villarruel

Para Via Fanzine

18/07/2018

 

Montanhistas russos partiram de caminhão para nunca mais voltarem.

 

No inverno de 1959 um grupo de 10 jovens turistas morreu no norte dos Urais. O grupo era composto de 8 rapazes e 2 moças sendo que um dos rapazes voltou para a civilização pois se sentiu mal no meio da expedição e sobreviveu.

 

Algo fez com que cortassem a barraca no meio da noite e corressem para a floresta antes que pudessem se vestir e calçar os sapatos. Algum tempo depois os socorristas encontraram seus corpos já sem vida em diferentes lugares. O que levou os jovens estudantes e esportistas para fora da tenda para o frio e a morte, até hoje é envolto em mistério.

 

Vadim Brusnitsyn fez parte da equipe de buscas aos jovens turistas praticantes do Turismo Esportivo, esporte muito popular no gigantesco território russo. O site russo KP conversou alguns anos atrás com ele. Ele explicou como desmantelou a tenda.

 

- Primeiro limpamos a tenda da neve, tiramos com cuidado. A roupa exterior dos turistas estava amassada e congelada. E no extremo norte da tenda, encontramos algo estranho - em cima das roupas havia um bastão de esqui de tamanho médio. Então percebemos que o cavalo do norte tinha caído, porque o pau que segurava, alguém decolou e começou a cortar. Eu até me lembro das marcas do corte. Ele imediatamente se deitou.

 

- O pau era de bambu?

 

- Eu não me lembro exatamente, mas acho que é bétula. Varas de bambu naquela época estavam em grande déficit. Nesse grupo, na minha opinião, apenas Dyatlov tinha bastões de bambu.

 

- Como foi cortado o pau?

 

- Perpendicular ao eixo. Precisamente em um círculo. E então em um corte foi quebrado.

 

- Você se lembra do fogão?

 

- Claro. Havia lenha seca nele. Mas esse pau me intrigou então. E não só eu. Todos nos perguntamos por que foi cortado. Afinal de contas, essa ação era extremamente irracional. Acontece que, igual aos  pica-paus eles cortaram o ramo em que se sentavam, derrubando assim uma das extremidades da tenda...

 

Vadim acredita que antes da morte algo muito estranho ocorreu que os deixasse fora de si.

 

Não menos interessante é a pergunta: por que os corpos encontrados sob um cedro que existe no local até hoje de Yuri Krivonischenko e Yuri Doroshenko estavam apenas ligeiramente cobertos de neve, como se esses corpos estivessem ali apenas alguns dias. Já que após a morte do grupo e até o momento em que a foto foi tirada sob o cedro, levou 27 dias.

 

À esquerda dos corpos dos turistas há uma faixa quase imperceptível.

 

Uma história incrível envolve uma lanterna, encontrada no teto da tenda. Quando o membro da equipe de buscas Boris Slobtsov ligou essa lanterna, a lâmpada pegou fogo. Isso está registrado no caso criminal. Como em uma geada severa por tantos dias, ela não tinha uma bateria - um grande mistério. Ou alguém esqueceu aquela lanterna no telhado da tenda alguns dias atrás?

 

A equipe morta de 1973.

 

Algo parecido aconteceu na Rússia alguns anos depois, em 1973. Em 25 de janeiro de 1973, dez estudantes do Instituto de Aviação Kuybyshev (KuAI), iniciaram a rota ao longo da tundra Lovozero (a "tundra" são as montanhas da Península de Kola). Naquele dia, uma viagem teve início   e na fronteira da floresta no vale de Elmraiyok eles partiram para a noite.   em um dia gelado (-24 ° C) eles passaram pelo lago Seydozero, subiram o rio Chivruay e armaram uma tenda na mata com um jantar quente. A julgar pelo filme mais tarde encontrado, estava nevando.

 

Apesar da luz fraca do curto dia de janeiro, todos começaram a escalar o planalto. Nos diários não há registros com motivação para tal decisão. Não há razões para este passo apressado: foi o início da rota, eles tinham disposições suficientes. Eles escalaram o platô no caminho do norte. O vento era desagradável, mas soprava nas costas. Segundo os moradores das aldeias de Ilma e Puncha, a velocidade do vento chegou a 50m/s. A temperatura caiu drasticamente. Atravessaram o planalto na escuridão e pararam no precipício perto do rio Kitkuay.

 

Em 27 de fevereiro no vale do rio Kitkuay na saída do desfiladeiro ha 2 km de distância foram   encontrados dois corpos, 10 m um do outro. O relógio deles parou por volta das 5:00. Somente algum tempo depois o último membro, Altshuller, foi encontrado na encosta direita do desfiladeiro a 400 m do local onde os dois últimos encontrados morreram. Ele estava bem vestido, mas sem luvas. Seu relógio parou às 4:33. O escurecimento da pele daqueles que morreram nos Urais do Norte é idêntico àqueles que morreram na tragédia de Chivruay. Em 27 de janeiro de 1973, não houve testes nucleares assim como em 1959 nos Urais.

 

Havia semelhança no fato de que a busca pelos caminhantes foi realizada pelos serviços militares de Kirovsk, e as autoridades expressaram suas condolências aos pais do falecido, e também que os pais de Mihail Kuznetsov e Sasha Novoselov não foram autorizados a conduzir uma investigação privada.

 

Em 7 de fevereiro de 2013, em um quinta-feira, no auditório Valeriy Grushin em Molodogvardeyskaya, 151, turistas e parentes das vítimas se reuniram. Muito tem sido dito sobre os estudantes, sobre a amizade deles, sobre a juventude deles.

 

Também em 2013 morreu um dos membros da equipe de turistas falecidos na tragédia misteriosa em Daytlov em 1959; Yuri Yúdin faleceu. O único sobrevivente. Ele que deixou o grupo no início da caminhada pois estava com fortes dores nas costas. Em vida chegou a ser engenheiro, trabalhou toda a sua vida na fábrica da cidade de Solikamsk, onde na década de 1990 foi vice-prefeito para a economia e a previsão até se aposentar.

 

Ele não abandonou o turismo esportivo, foi presidente do clube turístico Polo (“Полюс”), em Solikamsk, inclinando muitos jovens para o caminho de turismo.Em 1963, Yúdin, junto com os turistas do UPI, instalou uma placa memorial com inscrição em um dos ostântsy (termo russo para formações rochosas isoladas e íngremes, mais comumente conhecidas como “buttes”), perto do qual estava instalada a tenda dos seus companheiros falecidos.

 

Placa memorial.

 

“ELES ERAM NOVE. Sob este passo, numa noite de nevasca, em 2 de fevereiro de 1959 faleceram os turistas do UPI: Dyátlov Í., Kolmogórova Z., Doroshênko Yu., Slobodín R. Krivoníschenko G., Kolevátov A., Dubínina L., Thibeaux-Brignoles N., Zolotaryov S. Em memória dos que se foram e não voltaram, temos chamado este passo com o nome do grupo de Dyatlov ”, diz o monumento colocado no local por Valeriy.

 

Existem muitos e muitos boatos, histórias, teorias, teses, teorias da conspiração e etc.  sobre o caso Dyatlov. Mas nenhum depois de tanta investigação parece ser mais claro que a luz misteriosa ser a culpada. A luz que acompanhou o grupo e pode ser vista em uma foto aparentemente seguindo-os sem que percebessem. Por isso a radiação nos corpos e marcas de queimado no local. A Luz estranha foi fotografada antes da tragédia que começou por volta das cinco horas da tarde e terminou por volta das oito e meia da noite. Parece que essa luz era dotada de inteligência própria. Esqueça a teoria do Yeti ou homem das neves. Isso é coisa de americano em seus filmes e documentários sobre o caso. Na Rússia o povo em grande parte está consciente disso. O povo Mansi que são indígenas russos que são donos da terra onde a misteriosa tragédia ocorreu pediu para que eles não fossem pra lá. Não é atoa que o local se chama 'Não vá até la' (Ortoten) em idioma Mansi e a montanha  onde armaram a barraca se chama Montanha dos Mortos.

 

Mas quem poderia imaginar ser isso verdade? Ainda mais um grupo que contava com jovens cientistas lógicos. Mas o mundo é na verdade bem mais do que imagina nossa limitada mente humana. Parece que criamos limites nas coisas para não ficarmos com forte ansiedade sobre a dúvida e simplesmente por motivos egoístas dissemos, ''Tal coisa não existe, ou existe mas tem uma lógica definida'' para não enlouquecermos. MAS NO FUNDO SABEMOS QUE NÃO É BEM ASSIM E MUITAS VEZES ACABAMOS POR COLOCAR ATÉ NOSSA PRÓPRIA VIDA EM RISCO!

 

As luzes foram incrivelmente fotografadas por, presumivelmente, Rustem Slobodín, que chamou os amigos para ver aquilo. Semyon Zolotaryov que tirou a foto do assassino morreu de terríveis lesões e de frio se agarrando a uma câmera na floresta noturna, mas, quem agiria assim se nessa câmera não houvesse algo extremamente importante? Mas, infelizmente, não existem tais imagens e, no inquérito, há menção de um filme fotográfico de 12 quadros, “muito danificado”. Talvez, seja o mesmo que permaneceu três meses no riacho, sobre o cadáver de Zolotaryov. Mas o que já existe fornece valiosas pistas.

 

O cedro utilizado por Doroshenko e Krivoníshenko em 1959 para vigiar a criatura enquanto três amigos voltaram a barraca para pegar suas coisas e foram abatidos pela criatura e o mesmo cedro, em 2011.

 

O retrato do assassino. Este é o 34º quadro, o último batido, do filme fotográfico de Krivoníschenko. O filme fotográfico tem mais de 50 anos e na imagem são notáveis as danificações em forma de cortes e arranhões.

 

A luz é vista nesta de uma série de fotos tirada pelo grupo sem que eles percebessem.

 

A luz ampliada.

 

Outro fato curioso é que várias aves foram encontradas mortas no local devido com certeza a radiação daquela luz. Inclusive as aves aparecem nas fotos dos socorristas. Por vários locais da Rússia até hoje e inclusive nos Urais onde aconteceu o fato seguem sendo vistas estas misteriosas bolas de fogo. E não só na Rússia. No mundo todo. Inclusive no Brasil em várias partes e om nomes diferentes. No sul por exemplo é chamada de boitatá. Segundo dizem as lendas sulistas se você não mostra os olhos e as unhas nada acontece com você ao ficar perto dessa luz. E curiosamente na Rússia um homem sentiu que isso é verdade na pele. No ano de 2002. Só escapou com vida porque percebeu que quando não olhava para a misteriosa luz ela não atacava!! Só coincidência? Bem difícil! Apesar de ser visto pela ciência como um doso boitatá como o responsável pelo fenômeno fogo-fátuo que é uma luz azulada que pode ser avistada em pântanos, brejos etc.

 

A última fotografia do filme pertencente, presumivelmente, a Rustem Slobodín.

 

Na ciência moderna, é geralmente aceito que a maioria dos ignis fatuus são causados pela oxidação de fosfina (PH3), difosfano (P2H4) e metano (CH4) junto a ionização de suas moléculas, formando o plasma. Esses compostos, produzidos pela decomposição orgânica, podem causar emissões de fótons. Uma vez que as misturas de fosfina e difosfano inflamam-se espontaneamente em contato com o oxigênio no ar, seriam necessárias apenas pequenas quantidades para inflamar o metano, muito mais abundante, para criar incêndios efêmeros.

 

Além disso, a fosfina produz pentóxido de fósforo como um subproduto, que forma ácido fosfórico em contato com vapor de água. Assim só o fogo-fátuo não explica nem a metade da metade desses fenômenos vistos no Brasil, na Rússia e em todo o mundo. Até por que dificilmente é pequeno e azulado. E é sempre grande de cor ou branca ou amarela ou vermelha e parece possuir uma inteligência. No sul do Brasil é visto como que caminhado ou em movimento por estradas em montanhas e pelo mato e voando os céus. Seria uma forma de vida desconhecida pela ciência e pelo ser humano em geral?

 

Não vamos esquecer da lenda dos dragões na antiguidade e que existem na natureza seres luminescentes como o vagalume.  Seria algum tipo de pássaro que justamente por chegar a noite é visto e durante o dia não pode ser visto e se camufla na vegetação? Não vamos esquecer ainda que na Rússia no incidente do Passo de Daytlov também foi numa floresta o fato. E será que por evolução este ser desenvolveu algum tipo de luz por todo o corpo e por esses fatores não é estudado e visto mais como um fenômeno ufológico ou paranormal? Os vagalumes pertencem às famílias Elateridae, Phengodidae e Lampyridae.

 

Os elaterídeos referem-se a besouros conhecidos como salta-martins e apresentam o tom marrom escuro ou marrom avermelhado. Este inseto se destaca pelos brilhantes “olhos verdes”, enquanto outros chamam atenção pelo cintilante no abdômen.

 

A luz emitida pelos vagalumes é o resultado de uma reação química que ocorre entre duas substâncias presentes no corpo do inseto: a luciferina e o oxigênio. Este fenômeno é conhecido como bioluminescência. Uma curiosidade é que esses flashes de luzes emitidos são usados para atrair presas, espantar predadores e também para chamar parceiros para a reprodução.

 

As cores emitidas pelos vagalumes podem variar do vermelho ao verde. A coloração está associada à família a que o inseto pertence e também à reação causada pela bioluminescência.

 

Os besouros elaterídeos vivem cerca de dois anos. Quando se reproduz a fêmea faz a postura dos ovos em madeiras semi-apodrecidas no interior das matas. As larvas nascem e posteriormente se transformam em pupas que por fim atingem a fase adulta e tornam-se  besouros.

 

O cedro utilizado por Doroshenko e Krivoníshenko em 1959 para vigiar a criatura enquanto três amigos voltaram a barraca para pegar suas coisas e foram abatidos pela criatura e o mesmo cedro, em 2011.É BOM LERMOS DE NOVO! A luz emitida pelos vagalumes é o resultado de uma reação química que ocorre entre duas substâncias presentes no corpo do inseto: a luciferina e o oxigênio. Este fenômeno é conhecido como bioluminescência. Uma curiosidade é que esses flashes de luzes emitidos são usados para atrair presas, espantar predadores e também para chamar parceiros para a reprodução.

 

ESPANTAR PREDADORES? Seria isso que a Luz do Passo Daytlov viu nos montanhistas? E, o fato deles olharem pra ela os espantou pois é assim que ela ataca. O próprio povo mansi tem a história de 9 pessoas que na antiguidade foram fulminadas por essa luz. Eles até já se acostumaram com essas luzes na sua região e mantém muito respeito e cuidado por elas. Não devemos esquecer que o povo mansi teria alertado aos montanhistas para não irem lá na Montanha dos Mortos. A Luciferina (do latim lucifer, "que ilumina") é uma classe de pigmentos responsável pela bioluminescência em alguns animais, fungos e algas, como por exemplo os vaga-lumes. O termo luciferina é usado para referenciar-se a qualquer molécula emissora de luz usada por uma luciferase ou fotoproteína.

 

Os socorristas, 1959. O homem no centro leva dois lagópodes brancos.

 

As luciferinas são substratos de enzimas denominadas luciferases, que efetuam a descarboxilação oxidativa das luciferinas (sob a forma de adenilato de luciferina, obtido através da ativação de luciferina por ATP) as oxiluciferinas usando oxigénio (O2) e produzindo energia luminosa nessa reação. As oxiluciferinas podem ser regeneradas posteriormente COMO Luciferinas. Algo que explica como um ser vivo pode produzir luz e assim um animal como uma ave gigante e por emitir luz somente a noite e durante o dia não e se camufla poderia explicar finalmente algo tão misterioso como a luz de Dyatlov e em vários locais da Rússia e do Mundo. Vamos entender melhor os casos recentes de dois russos e de seus encontros individuais com possivelmente a mesma luz e entender como tudo se encaixa. O olhar para a luz é mesmo o que mata. Um bicho que se vê ameaçado e ATACA! (possivelmente) Em 11 de setembro de 2002 o mestre mineiro Yuri Yakímov trabalhou naquela área ali próximo de Dyatlov   na pedreira para extração de bauxita. Em 11 de setembro de 2002 ele estava de plantão à noite. Além dele, não havia ninguém na pedreira no momento.

 

Às 23 horas ele teve que acender as poderosas lâmpadas elétricas que iluminavam a parte sul da pedreira, para inspecionar os equipamentos. Na escuridão, ele viu que a 200 metros dele, o declive da camada de minério estava iluminado com alguma espécie de luz branca oscilante. Como se um carro com os faróis de halogênio acesos estivesse oscilando verticalmente e com rapidez, iluminando o declive com essa luz. Tal luz vinha da floresta, de leste para oeste. Não se ouvia nenhum som vindo daquela direção.

 

De repente, a partir da fonte desconhecida, a luz começou a virar através da floresta na direção de Yakímov, iluminando-o. Ele correu para o transformador e rapidamente acendeu a iluminação da pedreira. Mas, ainda estava se dirigindo para o seu lado uma ampla faixa de luz néon lívida e proveniente de uma fonte desconhecida. Toda a floresta ao redor estava iluminada com uma brilhante luz branca. Estava mais claro do que no dia, mas não havia sombras das árvores.

 

Yakímov ficou por trás da cabina transformadora por cerca de três minutos; a luz, como que a contragosto, começou a girar em outra direção. Mas bastava dar apenas uma olhada para a fonte da estranha luz para ver como estava e ela voltava imediatamente na direção de Yakímov. Além disso, começaram a se separar da fonte algumas espécies de “lanternas oscilantes”, que começaram a se mover na direção do homem. Quanto mais tempo Yakímov estava olhando para elas, maior tornava-se o número dessas “lanternas”. Mas, bastava-lhe virar para outro lado, as luzes paravam. Apenas depois de algum tempo, o mestre mineiro percebeu que estavam reagindo à sua vista. Isso foi inexplicável, causando ansiedade e medo.

 

Yuri Yakímov, na conferência anual em memória do grupo de Dyátlov, realizada nos dias 1º e 02 de fevereiro de 2013 (imagem de frame do vídeo).      

 

Escondendo-se atrás da cabina de transformação, Yakímov começou a gritar, “Quem causa esse alvoroço?”, e até mesmo a ralhar em voz alta. O objeto não reagiu aos seus sons. Logo veio o barulho de um caminhão de muitas toneladas de peso, que estava se aproximando; o objeto nem mesmo reagiu a esse som, mas Yakímov sentiu um alívio. Ele olhou novamente para o objeto, e em seguida, o raio se virou em sua direção. “Decidi não olhar mais o destino e fui-me embora”, lembra Yakímov. Á 01:00, quando os operários do turno noturno se reuniram no refeitório, ele contou aos companheiros sobre o que viu, mas ninguém acreditou nele.

 

De manhã, ele visitou a pedreira, mas não encontrou qualquer rastro do objeto. Duas semanas mais tarde, quando o episódio começou a ser esquecido aos poucos, Yakímov leu em um pequeno jornal local, na seção de ecologia, que um dos inspetores da reserva Dênezshkin Kâmen, chamado Valentín Rudkovsky, encontrou-se com um semelhante fenômeno inexplicável no território daquela reserva. Tratava-se do mesmo “aparelho luminoso” (termo dado por Yakímov) e as mesmas “lanternas” multiplicáveis.

 

Ficando pasmado com aquilo, Yakímov decidiu se encontrar com Rudkovsky. No mapa, determinou a distância da pedreira de bauxita até a reserva, onde trabalhou o inspetor e calculou que seriam 40 quilômetros.Era preciso entrar em contato com Rudkovsky, especificando a data do incidente. Infelizmente, várias tentativas para se encontrar com o inspetor não tinham levado a nada; depois, o interesse de Yakímov pelo assunto começou a se desvanecer, estourando novamente apenas três anos depois.

 

Serviu-lhe como impulso para isso, a história do trágico perecimento do grupo de Dyátlov, conhecida por Yakímov através de um programa da tevê russa. E, desta vez, o mestre mineiro finalmente encontrou-se com o inspetor Rudkovsky. O inspetor contou a Yakímov o episódio inteiro do seu encontro com o misterioso “aparelho luminoso”, ocorrido em 29 de agosto de 2002. Yakímov anotou o seu relato, após ter verificado todos os dados pelos diários de trabalho de Rudkovsky.

 

Normalmente, os inspetores de uma reserva trabalham juntos, mas naquela noite Valentín Rudkovsky estava sozinho. Às 22 horas armou uma fogueira, fez o chá, mas não teve tempo para comer, pois viu um facho de alguma luz forte. A luz era como a de néon ou de halogênio, brilhava como um holofote e iluminava a floresta a aproximadamente um quilômetro de distância. A fonte de luz estava a uma altura incerta a partir do solo, encontrando-se a distância de 150 a 200 metros de Rudkovsky. A luz estava vindo do oeste para o leste.

 

Interessado no fenômeno, o inspetor começou a olhar fixamente para o raio de luz e, em seguida, do outro lado, apareceram duas “lanternas”, oscilando.

  

“(...) Sempre que eu olhava para essas lanternas, era como se as pessoas que estavam com elas viessem em minha direção, aproximando-se extremamente rápido. Pensei que alguém queria pregar uma peça ou assustar-me, acercando-se daquela maneira da minha fogueira. Vestindo-me rapidamente, decidi assustá-los. Pus-me as botas, peguei a espingarda e sai para encontrá-los. Passei uns 20 metros, escondi-me atrás de uma kolódina [tronco de árvore caído] e comecei a olhar na direção das lanternas. Estas começaram a se aproximar de mim demasiadamente rápido e mais precisamente quando eu estava olhando para elas”.

 

Estava quieto ao redor, não havia nenhum som estranho. Rudkovsky solevantou-se de trás do tronco caído e as “lanternas” estavam a aproximadamente uns 50 a 70 metros dele. Entretanto, já não era só duas, mas umas sete ou oito.

 

“Elas estavam me cegando. Imediatamente deitei-me sobre o chão, atrás da kolódina, virando-me ao contrário das lanternas. Mas, bastava-me levantar a cabeça e olhar para elas que, novamente, elas se aproximavam, voltando a me iluminar e a cegar”.

 

O inspetor passou uma hora e meia deitado atrás da árvore caída. Não estava olhando para a fonte de luz. Depois, viu que as “lanternas” oscilantes deslocaram-se, brilhando já não mais a partir do leste, mas a partir do norte, já a uma distância de 50 a 70 metros dele.

 

“Durante esse tempo, eu percebi que me deparei com algo incomum, pois não eram humanos, mas alguma outra coisa, algo inexplicável... Percebi que essas lanternas reagem unicamente ao meu olhar e decidi verificá-lo. Acendi um fósforo, comecei a fumar - nenhuma reação”.

 

As “lanternas” situavam-se perifericamente a cerca de 100 metros de distância da fonte de luz principal. O inspetor aproximou-se da fogueira, tentando não olhar para o “aparelho”, nem para as “lanternas”. A fogueira já estava consumida, assim que ele abasteceu-a novamente, aqueceu a comida e jantou.

 

“E então, eu vi que a partir da fonte principal, o raio estava brilhando não apenas do oeste para o leste, mas também do norte para o sul, ou seja, a partir da mesma fonte estava irradiando uma forte luminescência, tipo holofotes, em duas direções.

 

Sob essa luz, podia ser vista cada folha de grama, mas as árvores não emitiam sombras. Eu não olhei para a luz, comecei a fumar e sentei-me para descansar perto de um cedro. Durante todo o tempo que permaneceu essa luz, eu não emiti qualquer som da minha voz, nem atirei. Às 2:30 ouvi uma crepitação muito alta, como a de uma forte descarga elétrica, e toda a luz desapareceu. Depois disso, surgiu um forte vento, que durou de dois a três minutos. Então, novamente houve silêncio. Após isso, eu descansei perto da fogueira pelo resto da noite. Na manhã, revistei a área onde se encontrava a fonte dessa luz e as lanternas, mas não descobri nada suspeitoso ou incomum”.

 

Há de se acrescentar que, após esse episódio, Rudkovsky adoeceu por um longo período. Em janeiro de 2016 equipes de resgate   encontraram na taiga, no norte da região de Sverdlovsk, na área do desfiladeiro de Djatlov, o corpo morto de um homem a uma distância de pouco mais de 70 quilômetros da base de Ilyich", na área do rio Sulpa, além da passagem de Djatlov.

 

O turista teve um grave congelamento de membros.

 

Ainda ocorrem encontros com o desconhecido no Passo Dyátlov. Esta imagem, por exemplo, foi feita por uma expedição no local do perecimento do grupo, em agosto de 2012 (por Aleksandr Kóshki).

 

O povo mansi chama a essa luz de Sorni Nai e ela fica com seus ''ajudantes'' brilhantes buscando a próxima presa! No sul do Brasil essa luz é vista vagando na floresta a noite e é recomendado que não se mostre os olhos e as unhas para ela como um sinal de desafio e ataque que ela não faz nada. A Sorni Nai ou que nome se dê é vista igualmente com várias luzes em volta e como em um esquema matemático curioso ela se divide em várias e vai se multiplicando muitas vezes. Seria caçando? E seus ''ajudantes'' seriam filhos que ela leva junto e que ajuda a protegê-la? Parece que estamos mais perto de desvendar esse mistério...

 

- Ilustrações: Fontes livres da Internet.

 

- Referência bibliográfica: Natália P. Dyakonova - "Não vá lá': o misterioso perecimento do grupo de Ígor Dyátlov".

  

*  *  *

 

Cérebro e ciência:

Poder da mente existe mesmo,

apontam estudos

Se a ciência ortodoxa aceitar que um único fenômeno não materialista existe de fato, isso solapa uma suposição fundamental do que chamamos de realidade.

 

Por Dante Villarruel

Para Via Fanzine

07/07/2018

 

Uma das ideias de Tiller sobre experimentos com matéria demonstrou com sucesso foi que a intenção fez com que as moscas das frutas crescessem 15% mais rápido que o normal.

 

Usamos apenas 10% de nossos cérebros

 

Este parece tão convincente - um número preciso, repetido na cultura pop durante um século, implicando que temos enormes reservas de poderes mentais inexplorados. Mas o 90% supostamente não utilizado do cérebro não é um apêndice vestigial. Os cérebros são caros - é preciso muita energia para construir cérebros durante o desenvolvimento fetal e infantil e mantê-los em adultos. Evolutivamente, não faria sentido transportar tecido cerebral excedente. Experimentos usando PET ou ressonância magnética mostram que grande parte do cérebro está envolvida mesmo durante tarefas simples, e até mesmo um pequeno pedaço do cérebro pode ter consequências profundas para a linguagem, a percepção sensorial, o movimento ou a emoção.

 

É verdade que temos algumas reservas cerebrais. Estudos de autópsia mostram que muitas pessoas têm sinais físicos da doença de Alzheimer (como placas amiloides entre os neurônios) em seus cérebros, mesmo que eles não tenham sido prejudicados. Aparentemente, podemos perder algum tecido cerebral e ainda funcionar muito bem. E as pessoas obtêm pontuações mais altas nos testes de QI se estiverem altamente motivadas, sugerindo que nem sempre exercemos nossa mente com 100% de capacidade em um nível mais profundo, se a ciência ortodoxa aceitar que um único fenômeno não materialista existe de fato, isso solapa uma suposição fundamental do que chamamos de realidade. Além disso, há uma hostilidade profunda e persistente contra qualquer coisa fora dos limites da convenção.

 

“Nos últimos quatrocentos anos, uma suposição não declarada da ciência é que a intenção humana não pode afetar o que chamamos de 'realidade física'. Nossa pesquisa experimental da década passada mostra que, sob as condições certas, essa suposição não é mais correta. Nós, seres humanos, somos muito mais do que pensamos que somos, e a Ciência Psicoenergética continua expandindo a prova disso”.

 

William A. Tiller, Ph.D. Evidências de que a mente afeta a matéria

 

Aqui está uma breve visão geral de algumas das pesquisas mais interessantes que nos ajudam a vislumbrar a natureza oculta da consciência.

 

O Dr. Tiller, é professor emérito em ciência e engenharia de materiais na Universidade de Stanford, que estudou a mente sobre os fenômenos da matéria. Ele foi o presidente do departamento de 1964 a 1998. Enquanto estava no topo de seu campo, ele decidiu explorar se a consciência e o poder da mente poderiam afetar a matéria. Ele também é o autor de ''Ciência e Transformação Humana'' (em inglês).

 

Suas experiências mostraram repetidamente que o poder da mente humana pode ter um impacto direto na matéria física. Trabalhando com meditadores experientes que eram, como ele os descreveu, “pessoas altamente voltadas para o interior”, Tiller pediu que se concentrassem em “imprimir” intenções específicas em dispositivos elétricos.

 

Por exemplo, em um experimento mental sobre matéria conduzido por Tiller, um grupo de indivíduos colocou sua consciência em um circuito elétrico que continha um cristal. Eles então implantaram uma intenção de que o pH da água subisse ou descesse. Os circuitos foram embrulhados em papel alumínio e enviados durante a noite para um laboratório em todo o país, ligados e colocados ao lado de uma amostra de água.

 

A sala estava isolada para que as pessoas não entrassem, e todos os fatores ambientais da sala foram cuidadosamente monitorados. Apesar das precauções, as amostras de água responderam exatamente ao poder da mente como os meditadores pretendiam. O PH subiu ou desceu de acordo com as intenções de um pH 1,5. As chances de que isso aconteça por acaso são de um milhão para um.

 

O Dr. Tiller também descobriu que, com o tempo, seus experimentos afetaram a sala onde o experimento foi conduzido, demonstrando ainda mais o poder da mente sobre a matéria. O objeto estava transmitindo suas qualidades para a sala, de modo que a água colocada na sala após a remoção do dispositivo ainda afetava seu PH. Ele afirma que a intenção pode "mudar de espaço" para que os quartos possam se tornar "condicionados".

 

Uma das ideias de Tiller sobre experimentos com matéria demonstrou com sucesso foi que a intenção fez com que as moscas das frutas crescessem 15% mais rápido que o normal. Ele explica que a consciência e os fenômenos que ele observou não são limitados pela distância ou pelo tempo. Bill Tiller reconheceu que a teoria da relatividade e a mecânica quântica são categoricamente incapazes de considerar qualquer coisa relacionada à consciência ou ao poder da mente. No entanto, a maioria dos cientistas não está disposta a lidar com suas descobertas. Eles reviram os olhos e ignoram seu trabalho.

 

 

 

O experimento da dupla fenda revisitado

 

Muitas pessoas com pouco ou nenhum interesse em física quântica podem ter ouvido a frase “o observador afeta o observado”. Essa é uma referência ao avô dos experimentos modernos de física, que fala sobre o efeito da mente sobre a matéria; o experimento da dupla fenda.

 

Em resumo, o experimento da dupla fenda funciona assim: se um elétron ou um fóton é disparado através de uma única fenda, ele aparecerá como um ponto no filme. Você poderia pensar nisso como uma bala passando por uma porta estreita e deixando um buraco na parede oposta.

 

No entanto, se você tem duas fendas, a partícula faz algo estranho e de alguma forma um padrão de onda em vez de um ponto. Se o caminho do fóton é cognoscível, eles respondem como partículas. Quando não conhecemos o caminho, eles respondem como ondas.

 

O fóton está passando por uma fenda ou pelas duas fendas ao mesmo tempo? Está se colidindo do outro lado, ou alguma outra coisa está acontecendo? A questão não pode ser respondida porque no momento em que os cientistas instalam um detector para ver o que está acontecendo, você não vê mais o padrão de onda, e ele só registra como uma partícula. Esse fenômeno é conhecido como "colapso da onda". O resultado é que, quando não há detector, você vê um padrão de onda e, quando há um detector, observa partículas. Isso foi chamado de “efeito observador”. De alguma forma, o processo de registrar as observações com um detector muda consistentemente o resultado desse experimento.

 

A cultura popular, muitas vezes, interpretou isso como significando que a qualquer momento há um observador, você mudou o resultado em um nível de realidade quântica / subatômica. A maioria dos cientistas discorda veementemente dessa interpretação e diz que não se trata de uma pessoa fazer uma observação pessoal, onde a ideia da mente sobre a matéria está presente, mas sim sobre a presença de um detector para observar o evento.

 

Digite Dean Radin, cientista-chefe do IONS (Instituto de Noetic Science, fundado pelo astronauta Edgar Mitchell), e membro adjunto do corpo docente do Departamento de Psicologia da Sonoma State University. Radin publicou recentemente um estudo inovador que reexamina o experimento da dupla fenda e explora ainda mais a possibilidade da mente sobre a matéria e o poder da mente. O “observador” é meramente uma máquina que detecta fótons, ou pode também significar um ser humano capaz de colapsar a onda?

 

O Dr. Radin fez uma pergunta fundamental sobre o que tem sido chamado de “Problema de Medição Quântica”. Se você alterar a forma como observa as coisas, você muda as coisas que observa? A consciência humana concentrada tem impacto na realidade exterior? Meditadores habilidosos podem afetar o experimento da dupla fenda apenas com o poder da mente? As implicações disso podem ser monumentais para a discussão da mente sobre a matéria.

 

Radin montou um experimento de dupla fenda em uma sala protegida de sinais eletromagnéticos e vibrações físicas. Meditadores e não-meditadores imaginaram que eles colocaram sua mente dentro da caixa e estavam assistindo os fótons passarem pelas fendas. O resultado foi que os meditadores foram capazes de causar uma mudança significativa em relação ao padrão de onda esperado e muitas partículas foram observadas quando deveria haver apenas ondas registradas. Acontece também que os meditadores experientes foram mais capazes de causar a mudança do que os não-meditadores, que falam sobre o considerável poder da mente que pode ser desenvolvido através da meditação! Após 50 sessões com 50 meditadores, eles pré-selecionaram pessoas que alcançaram os melhores resultados. Também foram realizados experimentos pela internet. Os humanos fizeram 5.000 sessões, e um computador funcionando como controle registrou outras 7.000 sessões. As sessões realizadas pelo computador não tiveram efeito algum, mas os meditadores estavam causando um colapso significativo do padrão de ondas, presumivelmente através do poder da mente.

 

Radin foi mais longe para ligar os meditadores com EEG e ver quando eles estavam obtendo os melhores resultados com o experimento de dupla fenda. Os testes de EEG forneceram evidências de que, quando as pessoas se concentravam mais efetivamente, sua capacidade de afetar o experimento da dupla fenda aumentava e, quando pararam de se concentrar, o efeito diminuiu. A forte atividade do lobo temporal direito foi vista como causa dos melhores resultados e influência da mente sobre a matéria.

 

Dr. Radin continua repetindo esse experimento com controles mais rígidos para elucidar o poder da mente.

 

As Experiências de Intenção

 

Muitos outros estudos servem como evidência do poder da mente. Lynn McTaggart, uma jornalista, autora e editora americana, conduziu experimentos com milhares de pessoas de 80 países. Cerca de 10.000 pessoas participaram de um único experimento de intenção, baseado no conceito de mente sobre matéria. Ela começou com a ideia de mostrar que a intenção humana afetava a matéria. O primeiro alvo era uma folha e havia outra folha como controle. A intenção do experimento era ver se as pessoas poderiam fazer a folha brilhar. O grupo escolheu em qual folha trabalhar com o lançamento de uma moeda.

 

Todas as coisas vivas emitem fótons e com uma câmera sensível o suficiente, você pode realmente ver qualquer matéria viva brilhar enquanto emite biofótons. O Dr. Gary Schwartz, da Universidade do Arizona, realizou este experimento. O resultado foi que a folha que recebeu a intenção das pessoas brilhou muito mais forte do que a folha que não recebeu a intenção. Este teste de mente sobre a matéria foi repetido com sucesso muitas vezes.

 

Outra experiência foi ver se a intenção poderia fazer uma planta crescer mais rapidamente. Um grande número de pessoas na Austrália enviou energia para sementes. As sementes carregadas de fato cresceram mais rápido. Em mais um teste do poder da mente, havia um grupo experimental e três grupos de controle de plantas. Todos os quatro conjuntos foram plantados. Eles descobriram que as sementes que tiveram a intenção brotaram mais cedo e cresceram mais rapidamente. Isto foi repetido com muitos grandes grupos em todo o mundo, todos demonstrando a possibilidade da mente sobre a matéria. Em um experimento, as sementes cresceram duas vezes mais altas que os controles.

 

O Projeto de Coerência Global

 

Quando as pessoas ao redor do mundo estão pensando e sentindo as mesmas coisas, existe uma maneira de isso ser observado ou testado? Este experimento, chamado Global Coherence Project, está em execução há quase 20 anos. Geradores de Números Aleatórios (RNGs) criam sequências de valores e zeros imprevisíveis. Atualmente existem RNGs em 70 localidades ao redor do mundo.

 

Quando grandes eventos ocorrem, como o 11 de setembro ou a morte da princesa Diana, os números param de aparecer de forma tão aleatória. Nestes momentos altamente cheios de acontecimentos e emocionais, os números se alinham incrivelmente bem, quebrando as chances de um trilhão para um contra o que acontece por acaso. Eles sugerem que existe uma “noosfera” que responde às emoções das pessoas em todo o mundo como resultado de uma consciência de grupo.

 

Embora não seja necessariamente um estudo da mente sobre a matéria, essa experiência revela uma maneira muito rudimentar de perceber que a consciência humana e o poder da mente podem ter algum impacto no mundo físico. “A única maneira de descobrir os limites do possível é ir além deles até o impossível”.

 

 

Arthur C.  Clarke - Entendendo o Projeto de Coerência Global

 

Segundo o site do projeto: ''A Iniciativa de Coerência Global é um esforço internacional que procura ajudar a ativar o coração da humanidade e promover a paz, harmonia e uma mudança na consciência global. O GCI conduz pesquisas inovadoras sobre a interconexão entre a humanidade e os campos magnéticos e sistemas energéticos da Terra.'' Eles ainda dizem que ''As pessoas estão experimentando crescente inquietação, esgotamento de energia e sobrecarga. Agora os cientistas estão estudando como as frequências ressonantes no campo magnético da Terra influenciam a saúde e o comportamento humanos, analisando dados da rede global de magnetômetros da GCI.

 

Os cientistas sabem que as frequências ressonantes da Terra se aproximam das do cérebro, coração e sistema nervoso autônomo, e estudos mostram relações surpreendentes entre saúde e comportamento e atividade solar e geomagnética. Os resultados confirmam a hipótese do GCI de que o campo magnético da Terra contém importantes informações biológicas que ligam os sistemas vivos.

 

O GCI está ajudando as pessoas a perceberem a inter-relação dessas forças e a ressonância e nutrição cada vez mais profundas do espírito precipitadas por conexões humanas coerentes baseadas no coração. O GCI procura demonstrar que o aumento das conexões cardíacas levará a soluções intuitivas para os desafios globais e para a transformação de nosso mundo e consciência.'' Será isso verdade? Bom, já se sabe mesmo que coisas como o aumento da mancha solar em determinadas épocas coincide com o aumento de pessoas com problemas mentais e que são internadas.

 

E ainda que, por exemplo, o aumento na agitação social, revoluções, insurreições e revoltas ocorrem durante. O exemplo mais proeminente é a Primavera Árabe, que teve início em dezembro de 2010. Até dezembro de 2013, os governantes tinham sido forçados a deixar o poder na Tunísia, Egito, Líbia e Iêmen. Levantes civis irromperam no Bahrein e na Síria, e houve grandes protestos na Argélia, Iraque, Jordânia, Kuwait, Marrocos e Sudão.

 

A NASA especulou que o sol alcançou seu pico por volta do final de 2013 e da desaceleração do ciclo está em andamento. Como observado pelo cientista russo Alexander Chizhevsky, também conhecida como AL Tchijevsky, a maioria dos efeitos de um ciclo solar sobre a saúde e o comportamento humano ocorre dentro de cerca de cinco anos de pico do ciclo. Sua observação parece ser consistente com alguns acontecimentos atuais do mundo.

 

Dentre estes são os recentes acontecimentos na Ucrânia e Venezuela: Tensões entre a Ucrânia e a Rússia transbordou em novembro de 2013, culminando com violentos confrontos nas ruas, destituição do presidente e, finalmente, a anexação russa da Crimeia. Na Venezuela, violentas manifestações começaram e balançou Venezuela por semanas.

 

Outras indicações da turbulência que pode ocorrer em torno de pico de um ciclo solar podem ser eventos climáticos extremos de 2013 e início de 2014: a seca intensa persistiu na Califórnia e outros estados dos EUA, enquanto registro de neve foi registrado na central e Estados do Nordeste; houve recordes na Austrália, seca extrema na Nova Zelândia e chuva excepcional na Espanha e na China, estudos científicos recentes envolvendo DNA, a água, o ambiente e os campos magnéticos, dão suporte à hipótese de que os campos magnéticos podem levar biologicamente relevante informações. Os autores de um estudo de 2011 conduzido pelo Prêmio Nobel Luc Montagnier et al., dizem que o DNA em seus experimentos é teletransportado para células distantes através de sinais eletromagnéticos. Além disso, indicou que esta informação poderia instruir a recriação de DNA quando os constituintes básicos de DNA estão presentes e, juntamente com os campos eletromagnéticos de frequências extremamente baixas.

 

Tais campos de baixa frequência eletromagnética, aqueles que são capazes de estimular a transferência de informação do DNA, poderia vir a partir de fontes tais como ressonâncias Schuman, que ocorrem naturalmente no espectro do campo eletromagnético da Terra, a partir de 7,83 hertz. Assim, alguns cientistas supõem, a atividade solar e geomagnética poderia afetar a saúde e o comportamento humano - ao nível do DNA, se a sinalização de DNA pode ser estimulada pelas ressonâncias Schuman e cérebro e frequências cardíacas coincidem com essas frequências, levanta questões interessantes sobre como todos nós estamos interligados entre si através de frequências solares e geomagnéticas.

 

Outra pesquisa científica tem explorado a natureza e a interação de ecossistemas, as moléculas de água e campos eletromagnéticos. Ora, estando todos interconectados interconectados através de frequências solares e magnéticas impulsionar uma comunicação mental através de telepatia ou outros meios fazendo uma comunicação interligada poderia ser uma das chaves para provar que é possível mesmo uma comunicação com a matéria e com acontecimentos. Interferir para melhorar a realidade em nossa volta. E não podemos esquecer que outras pesquisas sérias da física quântica mostram que o todo não passa de... NADA. Criamos o mundo em volta. Se não observarmos algo esse algo não existe. A realidade só existe perante um observador. Como diz Robert Lanza considerado um dos maiores cientistas da atualidade e que com seu novo Biocentrismo está trazendo alento a pessoas ao redor do mundo ao indicar a existência da consciência desde sempre e que assim segue mesmo após a morte de nosso corpo indo para outra realidade história para outros universos em que cópias nossas existem seguimos com outras realidades e vivos com nossos entes. A vida a consciência tem que existir pois ela a única coisa que existe de fato por ser algo único existe e a partir daí cria o mundo em volta. Assim sendo se cria o mundo em volta fica fácil influir na falsa realidade.

 

- Fotos: Divulgação.

 

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Abdução e Espionagem:

Travis Walton versus Philip J. Klass

O caso Walton ganhou notoriedade popular  e continua sendo um dos exemplos mais famosos de supostos sequestros por alienígenas.

 

Por Dante Villarruel

Para Via Fanzine

25/06/2018

 

Travis Walton é um madeireiro americano que supostamente foi sequestrado por um OVNI em 5 de novembro de 1975, enquanto trabalhava com uma equipe madeireira no Arizona.

 

Uma das histórias de abdução mais conhecidas é a de Travis Walton, quando em 5 de novembro de 1975,  quando ele e seis outros estavam retornando de um dia de trabalho cortando troncos na Floresta Nacional de Sitgreaves, no Arizona, quando foi atingido por um feixe de luz do OVNI e levado a bordo por cinco dias. Sua história ganhou US$ 5.000 como o Melhor Caso UFO para 1975 do National Enquirer, tem sido o tema de vários livros, bem como o filme de Hollywood Fogo no Céu (1993).


Travis Walton (nascido em 10 de fevereiro de 1953) é um madeireiro americano que supostamente foi sequestrado por um OVNI em 5 de novembro de 1975, enquanto trabalhava com uma equipe madeireira na Floresta Nacional Apache-Sitgreaves, no Arizona. Walton não pôde ser encontrado, mas reapareceu após uma busca de cinco dias.

 
O caso Walton ganhou notoriedade popular  e continua sendo um dos exemplos mais famosos de supostos sequestros por alienígenas. O historiador UFO Jerome Clark escreve que "Poucos relatórios de abdução geraram tanta controvérsia" quanto o caso 


Os pesquisadores de OVNIs Jenny Randles e Peter Houghe escrevem que “Nem antes nem depois uma história de abdução começou da maneira relatada por Walton e seus colegas de trabalho. Além disso, o caso Walton é singular porque a vítima desapareceu dias a fio com esquadrões de polícia a sua procura. É um 'Encontro Imediato atípico: Quarto Tipo' (CE4), que sustenta a tendência tanto que preocupa alguns investigadores, outros a defendem com firmeza” (Randles e Hough, 186).


Descoberta na floresta


O caso começou na quarta-feira, 5 de novembro de 1975. na época com 22 anos, Walton foi contratado por Mike Rogers, que por nove anos contratou o Serviço Florestal dos Estados Unidos para várias tarefas. Rogers e Walton eram melhores amigos; Walton namorou a irmã de Rogers, Dana, com quem ele se casou mais tarde. Outros membros da equipe eram Ken Peterson, John Goulette, Steve Pierce, Allen Dallis e Dwayne Smith. Todos moravam na cidade de Snowflake, Arizona.


Rogers foi contratado para desbastar arbustos e vegetação rasteira de uma grande área (mais de 1.200 acres) perto de Turkey Springs, Arizona. O trabalho era o contrato mais lucrativo que Rogers recebera do Serviço Florestal, mas o trabalho estava atrasado. Como resultado, eles trabalharam para cumprir o contrato, normalmente das 6h da manhã até o pôr do sol.


Logo depois das seis da tarde de 5 de novembro, Rogers e sua equipe terminaram o trabalho do dia e entraram na caminhonete de Rogers para o caminho de volta para Snowflake. A tripulação informou que logo após o início da viagem para casa, eles viram uma luz brilhante atrás de uma colina. Eles se aproximaram e disseram que viram um grande disco prateado pairando acima de uma clareira e brilhando intensamente. Tinha cerca de 2,4 m de altura e 6,1 m de diâmetro.


Rogers parou o caminhão e Walton saltou e correu em direção ao disco. Os outros disseram que eles gritaram com Walton para voltar, mas ele continuou em direção ao disco. Os homens no caminhão relataram que Walton estava quase abaixo do objeto quando o disco começou a fazer ruídos semelhantes a uma turbina barulhenta. O disco começou então a balançar de um lado para o outro, e Walton começou a sair cautelosamente do objeto.


Jerome Clark escreveu que, logo após Walton se afastar do disco, os outros insistiram que viram um feixe de luz azul-esverdeada vindo do disco e "atacar" Walton. Clark escreveu que Walton "levantou um pé no ar, com os braços e as pernas estendidos, e atirou para trás rigidamente cerca de 10 pés (3,0 m), ao mesmo tempo preso no brilho da luz. Seu ombro direito atingiu a terra e seu corpo estendido no chão" (Clark, 628-629).

 

Travis Walton e uma ilustração da reconstituição de seu caso.


Por volta das 19h30, Peterson ligou para a polícia de Heber, Arizona, perto de Snowflake. O xerife-adjunto Chuck Ellison atendeu ao telefone; Peterson inicialmente relatou apenas que uma das tripulações madeireiras estava desaparecida. Ellison então conheceu a equipe em um shopping center. Eles relataram a história a ele - todos os homens desolados, dois deles chorando - e, embora ele fosse um pouco cético em relação ao relato fantástico, Ellison mais tarde refletiria "que, se estivessem fingindo, eles seriam muito bons nisso"(Clark, 629).


Ellison notificou seu superior - o xerife Marlin Gillespie - que disse a Ellison para manter a equipe em Heber até que ele pudesse chegar com o oficial Ken Coplan para entrevistar os homens. Em menos de uma hora, Gillespie e Coplan chegaram e ouviram a história da tripulação. Rogers insistiu em retornar imediatamente ao local para procurar por Walton, com cães rastreadores, se possível. Nenhum cão estava disponível, mas a polícia e alguns membros da tripulação voltaram ao local. Os membros da tripulação, Smith, Pierce e Goulette ficaram muito chateados pois seriam de grande ajuda em uma busca, então eles decidiram voltar para Snowflake e relatar as más notícias para amigos e familiares.

 

No local, os agentes da lei suspeitaram da história relatada pelos rapazes, principalmente porque não havia nada em termos de evidências físicas para respaldar a história. Embora mais policiais e voluntários tenham chegado para vasculhar a área, não encontraram nenhum traço de Walton. As noites de inverno podiam ser muito frias nas montanhas, e Walton usava apenas calça jeans, uma jaqueta jeans e uma camisa; A polícia estava preocupada que Walton pudesse ser vítima de hipotermia se estivesse perdido.


Rogers e o xerife Coplan foram contar a notícia à mãe de Walton, Mary Walton Kellett, que morava em uma pequena fazenda em Bear Creek, a uns 16 quilômetros de Snowflake. Rogers contou a ela o que havia acontecido e ela pediu que ele repetisse a história. Ela então perguntou calmamente se alguém além da polícia e das testemunhas oculares ouvira a história. Coplan achou que sua resposta reservada era estranha. Esse fator contribuiu para a crescente suspeita entre os policiais de que algo diferente de um OVNI era responsável pela ausência de Walton. Por outro lado, Clark notou que Kellett era conhecida por ser geralmente uma pessoa calma e fria, e além disso criou seis filhos em grande parte sozinha em circunstâncias difíceis, que "há muito a ensinavam a não se despedaçar diante de crises e tragédias". No entanto, nos dias que se seguiram os acontecimentos passaram a deixar abalada.


Por volta das 3 da manhã, Kellett telefonou para Duane Walton, seu segundo filho mais velho. Ele deixou sua casa em Glendale, Arizona, e dirigiu até Snowflake.


Na manhã de 6 de novembro, oficiais e voluntários haviam vasculhado a área em torno do local onde Walton desapareceu. Nenhum vestígio dele foi descoberto, e suspeitas da polícia estavam crescendo de que o conto de OVNI foi inventado para encobrir um acidente ou homicídio. Na manhã de sábado, Rogers e Duane Walton chegaram ao escritório do xerife Gillespie "explosivamente irritados" porque haviam retornado ao local e não encontraram policiais lá. Naquela tarde, a polícia estava procurando por Walton com helicópteros, oficiais montados em cavalos e jipes (Clark, 361).


No sábado, a notícia do desaparecimento de Walton se espalhou internacionalmente. Repórteres, ufólogos e curiosos começaram a viajar para a cidade. Entre os visitantes estava Fred Sylvanus, um investigador de OVNIs de Phoenix, que entrevistou Rogers e Duane Walton no sábado, 8 de novembro. Enquanto repetidamente expressavam preocupação pelo bem-estar de Walton (e criticando o que viam como um esforço de busca da polícia), ambos os homens fariam declarações que retornariam para assombrá-los, quando aproveitadas pelos críticos.


Nas gravações feitas por Sylvanus, Rogers notou que, por causa do desaparecimento de Walton e da busca subsequente, ele seria incapaz de concluir seu contrato com o Serviço Florestal, e esperava que a busca por seu amigo desaparecido mitigasse a situação. Duane Walton relatou que ele e Walton estavam bastante interessados
​​em OVNIs, e que cerca de doze anos antes, Duane havia testemunhado um OVNI semelhante ao testemunhado pela tripulação madeireira. Duane relatou que ele e Walton decidiram que, se tivessem uma chance, chegariam o mais perto possível de qualquer OVNI que pudessem ver. Duane também sugeriu que Walton não seria ferido pelos alienígenas, porque "eles não prejudicam as pessoas" (Clark, 631).

 

Sem pretender fazê-lo, Rogers e Duane Walton lançaram "as bases para uma interpretação alternativa do caso". com suas declarações. (Clark, 632) Walton mais tarde relataria que ele nunca teve um interesse "agudo" em OVNIs, mesmo depois de seu suposto sequestro, mas a declaração gravada de seu irmão Duane, enquanto Walton ainda estava desaparecido, é contrário às declarações de Walton.

Pouco depois da entrevista de Sylvanus, o marechal da cidade de Snowflake, Sanford Flake, anunciou que todo o caso era uma brincadeira planejada por Duane e Travis. Eles haviam enganado os amigos enchendo um balão e "liberando-o no momento apropriado". A esposa de Flake discordou, sugerindo que a história de seu marido era "tão improvável quanto a de Duane Walton" (Clark, 632).


Enquanto isso, policiais estavam fazendo visitas repetidas à casa de Kellett; Duane uma vez voltou para encontrá-la em lágrimas enquanto ela estava sendo questionada em sua sala de estar. Duane disse à polícia para sair a menos que eles tivessem algo novo para se relacionar ou perguntar. Duane sugeriu que a mãe falasse com a polícia apenas na varanda da frente, o que permitiria que ela terminasse a entrevista sempre que escolhesse entrar. Ela fez exatamente isso depois que o marechal Flake chegou para relatar uma mensagem, que Clark observa, contribuindo para o sentimento entre os céticos de que Kellett estava "escondendo algo. Ou alguém" (Clark, 632).


Duane também falou com William H. Spaulding da Ground Saucer Watch, uma organização que investigava casos ufológicos  e contava com a participação de cientistas, engenheiros, profissionais e leigos educados interessados
​​em tomar medidas científicas para resolver os elementos controversos em relatórios UFO. Spaulding sugeriu que, se Walton voltasse, a organização poderia fornecer um médico para examiná-lo em sigilo. Spaulding também sugeriu que se Walton retornasse, ele deveria salvar sua primeira micção depois de retornar para que pudesse ser testado.


Na segunda-feira, 10 de novembro, toda a equipe restante de Rogers fez exames de polígrafo administrados por Cy Gilson, um funcionário do Departamento de Segurança Pública do Arizona. Suas perguntas   se algum dos homens causou danos a Walton (ou se sabiam quem causou danos a Walton), se eles sabiam onde o corpo de Walton estava enterrado, e se eles contavam a verdade sobre ver um OVNI. Todos os homens negaram ter machucado Walton (ou sabendo quem o havia machucado), negaram saber onde estava seu corpo e insistiram que eles realmente tinham visto um OVNI.


Com exceção de Dallis (que não havia concluído o exame, tornando-o inválido), Gilson concluiu que todos os homens eram verdadeiros e os resultados do exame eram conclusivos. Clark cita o relatório oficial de Gilson: "Esses exames de polígrafo provam que esses cinco homens viram algum objeto que acreditavam ser um OVNI, e que Travis Walton não foi ferido ou assassinado por nenhum desses homens naquela quarta-feira". Se o OVNI era falso, pensou Gilson, "cinco desses homens não tinham conhecimento prévio" (Clark, 633).


Após os testes do polígrafo, o xerife Gillespie anunciou que aceitou a história do OVNI, dizendo "Não há dúvida de que eles estão dizendo a verdade" (Clark, 633).


Em 2009, Walton participou do game show The Moment of Truth, (A Hora da Verdade) no Brasil apresentado por Silvio Santos. Quando perguntado se ele foi abduzido por um OVNI em 1975, ele respondeu "Sim", uma resposta que o examinador do polígrafo determinou ser enganoso antes de gravar. Walton, em resposta a este resultado, disse que os polígrafos são 97% precisos, mesmo no melhor dos casos.


O exame "médico". Duane lembrou-se da promessa de Spaulding de um exame médico confidencial. Sem ter notificado as autoridades do retorno de Walton, Duane o levou para Phoenix, Arizona, na manhã de terça-feira, onde eles se encontrariam com o Dr. Lester Steward.


Os Waltons relataram que ficaram desapontados ao saber que Steward não era médico, como Spaulding havia prometido, mas sim um hipnoterapeuta. Spaulding e Steward mais tarde relataram que os Waltons permaneceram com eles por mais de duas horas, enquanto os Waltons insistiram que estavam no escritório de Steward por no máximo 45 minutos, a maioria dos quais estava ocupada tentando determinar a natureza das qualificações de Steward. O tempo exato gasto com Steward mais tarde se tornaria um problema no caso.
 

Na tarde de terça-feira, a notícia do retorno de Walton vazou para o público. Duane recebeu um telefonema de Spaulding e disse a Spaulding para não incomodar a família novamente. Clark escreve que após este telefonema, "Spaulding se tornou um inimigo jurado no caso" (Clark 363).


Entre as outras ligações telefônicas, depois da notícia do retorno de Walton, havia uma de Coral Lorenzen, do APRO, um grupo civil de pesquisa ufológica. Eles prometeram a Duane que ela poderia organizar um exame para Walton por dois médicos - o clínico geral Joseph Saults e o pediatra Howard Kandell - na casa de Duane. Então, Duane concordou, e o exame começou às 15h30 da terça-feira.


Clark escreve que "entre o chamado de Lorenzen e o exame dos médicos, outra parte entraria e complicaria enormemente a história". (Clark, 636) Lorenzen recebeu um  telefonema de   um funcionário do National Enquirer , um jornal de tabloide americano conhecido por seu tom sensacionalista. O jornalista da  Enquirer   prometeu financiar a investigação da APRO, em troca da "cooperação e acesso aos Waltons" da APRO. Como os recursos financeiros do Enquirer eram muito superiores aos do APRO, Lorenzen concordou com o acordo (Clark, 363).


O exame médico revelou que Walton estava em boa saúde, mas eles notaram duas características incomuns:


Uma pequena mancha vermelha na dobra do cotovelo direito de Walton, que era consistente com uma injeção hipodérmica, mas os médicos também notaram que o local não estava perto de uma veia. Análise da urina de Walton revelou uma falta de cetonas. Isso era incomum, uma vez que se Walton de fato tivesse ficado fora por cinco dias com pouca ou nenhuma comida enquanto insistia (e como sua perda de peso sugeria), seu corpo deveria ter começado a quebrar as gorduras para sobreviver, e isso deveria ter levado a níveis muito altos de cetona na urina. Os críticos argumentariam que essa inconsistência é uma evidência contra a história de Walton.


Walton mais tarde especularia que ele havia conseguido a marca em seu cotovelo no curso de seu trabalho de extração de madeira. Os críticos especulam que a marca mostrava onde Walton (ou outra pessoa) havia injetado drogas em seu sistema. Clark descarta a possibilidade de uso de drogas como muito improvável, dado que os médicos não encontraram nenhum sinal disso, mas ele também observa que talvez "mais difícil de explicar é a ausência de hematomas, o que se poderia esperar na esteira do suposto feixe de Walton, colisão dirigida com o solo" (Clark 637).


Walton relatou que depois de se aproximar do OVNI perto do local de trabalho, a última coisa de que ele se lembrava era o estar sendo atingido pelo raio de luz. Quando ele acordou dentro da nave, Walton disse que estava em uma cama reclinada. Uma luz brilhante brilhava acima dele e o ar estava pesado e úmido. Ele estava com dor e tinha alguns problemas para respirar, mas seu primeiro pensamento foi que ele estava em um hospital normal.


Quando suas faculdades voltaram, Walton disse que percebeu que estava cercado por três figuras, cada uma usando uma espécie de macacão laranja. As figuras não eram humanas. Walton descreveu os seres como típicos dos chamados Grays, que aparecem em alguns relatos de abdução: "menores que um metro e meio, e tinham cabeças calvas, sem cabelo. Suas cabeças eram abauladas, muito grandes. Pareciam fetos... Eles tinham olhos grandes - olhos enormes - quase todos marrons, sem muito branco neles. A coisa mais assustadora sobre eles eram aqueles olhos... Eles simplesmente olhavam através de mim. " Seus ouvidos, narizes e bocas "pareciam muito pequenos, talvez porque seus olhos eram tão grandes" (Clark, 646).


Walton relatou que ele temia por sua segurança e ficou de pé, e gritou para as criaturas ficarem longe. Ele pegou um cilindro semelhante a vidro de uma prateleira próxima e tentou quebrar a ponta para criar uma faca improvisada, mas achou o objeto inquebrável, então, em vez disso, acenou para as criaturas como uma arma. O trio de criaturas o deixou na sala.


Matheson considera essa parte da narrativa conturbada e inconsistente, observando que "apesar de sua condição 'enfraquecida', 'corpo dolorido' e 'dor dividida por seu crânio', enfermidades [sic] para as quais nenhuma causa é sugerida, ele não tem problema em pular de sua mesa de operações, agarrando uma haste semelhante a vidro convenientemente colocada e, assumindo uma "postura de luta" de karatê, assustou-os com essa demonstração de agressividade máscula, o suficiente para fazê-los fugir.

Em seguida, Walton deixou a "sala de exames" por um corredor, que levava a uma sala esférica com apenas uma cadeira de Presidente alta e colocada no centro da sala. Embora ele estivesse com medo de que houvesse alguém sentado na cadeira, Walton diz que ele andou em direção a ela. Quando ele fez, luzes começaram a aparecer na sala. A cadeira estava vazia, então Walton diz que se sentou nela. Quando o fez, a sala estava cheia de luzes, semelhantes a estrelas projetadas em um teto planetário redondo.


A cadeira estava equipada no braço esquerdo com uma única alavanca curta e espessa, com um cabo moldado de forma estranha sobre um material marrom escuro. No braço direito, havia uma tela verde-limão iluminada de cerca de cinco polegadas quadradas com linhas pretas interceptadas em todos os ângulos.


Quando Walton empurrou a alavanca, ele relatou que as estrelas giravam em torno dele lentamente. Quando ele soltou a alavanca, as estrelas permaneceram em sua nova posição. Ele decidiu parar de manipular a alavanca, já que não tinha ideia do que poderia fazer.


Ele deixou a cadeira e as estrelas desapareceram. Walton pensou ter visto um contorno retangular na parede arredondada - talvez uma porta - e foi procurá-la.


Nesse momento, Walton ouviu um som atrás dele. Ele se virou, esperando mais das criaturas de olhos grandes e curtos, mas ficou agradavelmente surpreso ao ver uma figura humana alta usando macacão azul com um capacete vítreo. Na época, Walton disse, ele não percebeu o quão estranho os olhos do homem eram: maior do que o normal, e uma cor dourada brilhante.

 

Em um fórum no Reddit um usuário disse que encontrou semelhanças físicas  nas descrições humanóides do encontro de Travis Walton e um obscuro avistamento de uma mulher inglesa em 1954 .

 

Walton diz que ele fez várias perguntas ao homem, mas o homem apenas sorriu e fez sinal para Walton segui-lo. Walton também disse que por causa do capacete do homem ele poderia ter sido incapaz de ouvi-lo, então ele seguiu o homem por um corredor que levava a uma porta e uma rampa íngreme até uma grande sala descrita por Walton como similar a um hangar de aeronaves. Walton diz que percebeu que havia acabado de deixar uma nave em forma de disco semelhante à que ele havia visto na floresta pouco antes de ter sido atingido pela luz azulada, mas a nave talvez fosse duas vezes maior.


Na sala do hangar, Walton relatou ter visto outras naves em forma de disco. O homem levou-o para outra sala, contendo mais três humanos - uma mulher e dois homens - parecendo o homem de capacete. Essas pessoas não usavam capacetes, então Walton diz que começou a fazer perguntas a eles. Eles responderam com o mesmo sorriso surdo e levaram-no pelo braço até uma pequena mesa.


Uma vez que ele estava sentado na mesa, Walton diz que percebeu que a mulher segurava um dispositivo como uma máscara de oxigênio, que ela colocou em seu rosto. Antes que ele pudesse revidar, Walton disse que ele desmaiou.

 

Travis Walton

 

Quando acordou novamente, Walton disse que estava do lado de fora do posto de gasolina em Heber, Arizona. Uma das naves em forma de disco pairava logo acima da estrada. Depois de um momento, a nave disparou e Walton tropeçou nos telefones e ligou para seu cunhado, Grant Neff. Ele pensou que apenas algumas horas haviam passado.


Depois de ouvir a história de Walton, Gillespie especulou que Walton pode ter sido atingido na cabeça e drogado, então levado para um hospital normal, onde ele confundiu os detalhes de um exame de rotina com algo mais espetacular. Walton descartou isso, observando que o exame médico não encontrou traços de traumatismo craniano ou drogas em seu sistema. Walton disse ao xerife Gillespie que ele estava disposto a fazer um polígrafo, um soro da verdade, ou submeter-se à hipnose para apoiar sua história. Gillespie disse que um polígrafo seria suficiente, e ele prometeu arranjar um em segredo para evitar o crescente circo da mídia.


Duane e Travis foram para Scottsdale, Arizona, onde uma reunião com o consultor da APRO, James A. Harder, foi organizada. Hardy hipnotizou Walton, na esperança de descobrir mais detalhes dos cinco dias que faltavam. Clark escreve que "Ao contrário de muitos outros abduzidos, a lembrança consciente de Walton e a 'memória' inconsciente eram os mesmos, e ele poderia responder por apenas duas horas, e talvez menos, dos cinco dias que faltavam. Curiosamente ... Walton encontrou um bloqueio mental impenetrável e expressou a opinião de que ele "morreria" se a regressão continuasse" (Clark, 637).


Nesse meio tempo, Spaulding havia anunciado à imprensa Dr." Steward interrogou Walton por duas horas e descobriu inconsistências no relato de Walton que "Explodiria essa história". (Clark, 637) A Phoenix Gazette publicou uma história sobre Steward, que relatou suas alegações de que os "Waltons temem a exposição" de uma mentira cuidadosamente elaborada (Clark, 638).


O xerife Gillespie providenciou um polígrafo, mas quando a notícia do exame vazou para a imprensa, Duane cancelou, pensando que Gillespie havia quebrado sua promessa de manter o teste em segredo. Gillespie mais tarde insistiria que ele não vazara palavra sobre o polígrafo e que o caso se tornara sensacionalista demais para manter em segredo qualquer coisa por muito tempo.


O National Enquirer Queria que Walton se submetesse a  um polígrafo o mais rápido possível e organizasse um, depois que Duane insistisse que ele e Walton tinham o poder de vetar qualquer divulgação pública dos resultados dos testes. Harder achava que Walton estava muito perturbado para fazer um polígrafo, mas o examinador - John J. McCarthy, do Laboratório do Polígrafo do Arizona - disse que poderia levar em consideração o estado nervoso de Walton.


Ao entrevistar Walton antes do exame começar, McCarthy extraiu duas admissões dele: primeiro, que ele fumara maconha algumas vezes, mas nunca usou a droga regularmente, e segundo, que ele e o irmão mais novo de Mike Rogers haviam cometido fraude de cheque. alguns anos antes, alterando as verificações da folha de pagamento. Foi a única coisa séria que ele fez com a lei - Walton completou dois anos de liberdade condicional sem mais incidentes - mas Walton permaneceu profundamente envergonhado com o episódio da fraude de cheques. (Incidentalmente, Philip J. Klass observa que Walton uma vez afirmou ter sido preso por este crime, embora ele realmente tenha recebido dois anos de liberdade condicional como um criminoso pela primeira vez).


McCarthy então administrou o polígrafo, que permanece em polêmica. Walton afirma que McCarthy se comportou de forma não profissional, enquanto McCarthy insiste que Walton falhou no polígrafo e tentou trapacear. Em um ponto, diz Walton, McCarthy perguntou se Walton havia "conspirado" com qualquer pessoa para perpetrar uma farsa. Walton disse que não estava familiarizado com a palavra, e Walton relatou que McCarthy respondeu, de maneira agressiva, que o conluio estava planejando ou conspirando com outro, assim como Walton tinha conspirado para roubar e forjar verificações de folha de pagamento.


Depois de concluir o exame, McCarthy determinou que Walton estava mentindo. Clark cita o relatório oficial de McCarthy: "Baseado em sua reação em todas as paradas, é a opinião deste examinador que Walton, em conjunto com outros, está tentando perpetrar uma fraude UFO, e que ele não esteve em nenhuma espaçonave". (Clark, 640) Mais tarde, McCarthy afirmou que "às vezes Travis prendia a respiração, em um esforço para" bater a máquina".


Os Waltons,  a APRO e o National Enquirer concordaram em manter os resultados desse polígrafo em segredo, devido, em grande parte, às dúvidas sobre os métodos e a objetividade de McCarthy. Oito meses depois, quando a notícia dessa decisão foi tornada pública, houve mais acusações de engano e encobrimento. Posteriormente, Walton   passaria em mais dois exames de polígrafo, embora os resultados suprimidos do primeiro exame pudessem obscurecê-lo e ganhar menção em quase todas as discussões do caso até o presente.

Uma vez que a palavra do polígrafo suprimido foi tornada pública por Klass, muitos que pensaram que Walton tinha relatado uma história verdadeira (ou pelo menos o que ele pensava ser uma história verdadeira) reconsiderou o caso com um olhar mais cético. Walton, Duane e membros da APRO argumentaram que McCarthy era tendencioso, e pediram a Walton perguntas irrelevantes, em um esforço para criar condições turbulentas com maior probabilidade de produzir um resultado negativo. Segundo Clark, as opiniões de especialistas reconhecidos em polígrafos foram divididas sobre a propriedade do exame de McCarthy: Harry Reed apoiou a validade do exame de McCarthy, enquanto o psicólogo David Raskin, da Universidade de Utah, afirmou que o método de McCarthy estava "mais de 30 anos desatualizado".


Depois que o furor inicial diminuiu, Walton permaneceu em sua cidade e acabou se tornando o capataz de uma serraria; ele se casou com Dana Rogers e eles tiveram vários filhos. Além do filme baseado em seu encontro, Walton ocasionalmente apareceu em convenções sobre OVNIs ou em especiais de televisão.


Fogo no Céu Em 1993, o livro de Walton foi adaptado para um filme, Fogo no Céu, dirigido por Robert Lieberman e estrelado por DB Sweeney como Travis Walton, Robert Patrick como Mike Rogers e Scott MacDonald como o irmão de Walton, Dan Walton. Clark escreve que o filme encontrou "criticas de sucesso moderado, críticas mistas e ufologistas sobre suas imprecisões e exageros". (Clark, 650) Especialmente imprecisa era a parte do filme detalhando seu tempo no OVNI; quase não tem semelhança com a narrativa original. A roteirista Tracy Tormé chegou a enviar cartas a muitos ufólogos, alegando que as mudanças foram solicitadas por funcionários do estúdio e se desculpando por fazer alterações tão substanciais na narrativa de Walton (Randles e Hough, 188).


Walton e Mike Rogers fizeram algumas aparições promocionais para apoiar o filme; eles debateram com Klass no Larry King Live. Em determinado momento, Klass perdeu a paciência e chamou Rogers de "maldito mentiroso". (Clark, 650) Em seu livro, Clark não oferece nenhum contexto para explicar o comentário de Klass sobre o Larry King Live.


Na renovada publicidade gerada pelo filme, Walton, Mike Rogers e Allen Dallis concordaram em fazer exames de polígrafo a pedido de "um ufólogo cético, Jerry Black". (Clark, 650) Mais uma vez, os testes foram conduzidos por Cy Gilson, e os homens afirmaram que os eventos que eles relataram eram verdadeiros. Gilson concluiu que os três homens eram sinceros em relação às suas respostas sobre os eventos de 5 de novembro de 1975.


O céptico mais conhecido e mais influente das histórias de OVNIs foi Philip J. Klass (1919-2005), antigo editor de Avionics Senior da Aviation Week and Space Technology.revista em Washington, DC, Klass escreveu muitas cartas e fez muitos telefonemas para as pessoas envolvidas na história, incluindo a família de Travis, o escritório local do xerife, os examinadores de polígrafos, etc. Ele passou a vida a rotular toda a história como uma farsa.  Além de ridicularizar a história. E que Travis teria forjado a história da abdução e desaparecimento para se livrar de uma dívida com o serviço florestal. mesmo sendo negado por Travis e os envolvidos às acusações que Klass fazia.

 

E  o mais incrível vem agora! Philip J. Klass morreu em 2005 e após a morte dele foi investigado a vida pessoal através da Lei de  Acesso a Informação e acredite no que se descobriu! Klass trabalhava para o SERVIÇO SECRETO AMERICANO e parece que o SERVIÇO SECRETO AMERICANO financiava Klass. Pois uma vez Klass tentou comprar uma das testemunhas. Um dos lenhadores. Klass pediu a ele  que se mudasse  a história este daria 10 mil dólares. nos valores atuais algo em torno de 38 mil reais atuais. O lenhador não aceitou. Fortes suspeitas então surgiram de que o dinheiro era de alguma agência secreta que financiava Klass para este desmentir até o fim e esculachar histórias reais de OVNIS.

 

Conforme relatado no documentário premiado ''A Verdadeira história de Travis Walton''. Vários sites na época da morte louvaram Klass e sem querer revelaram ter este contato com o mundo secreto. Como neste do Aviaton Week que curiosamente diz: "Cobrindo a corrida armamentista das superpotências, ele (Klass) revelou as capacidades dos então satélites espiões americanos e soviéticos e tornou-se um dos melhores repórteres do mundo sobre esse mundo 'negro'. Phil chegou a cunhar o nome de 'Big Bird' para a enorme nave espacial KH-9, que carregava várias cápsulas recuperáveis ​​de reconhecimento, e o nome ficou entre os agentes da inteligência. Em mais de uma ocasião, foi dito a Phil que aparecesse em um determinado quarto de hotel em Washington, onde uma batida na porta seria seguida pela entrada do vice-diretor da Agência Central de Inteligência ou pelo diretor da Agência de Segurança Nacional. Mas não se engane - ele guardou mais segredos de segurança nacional do que revelou, e sua cobertura muitas vezes omitiu detalhes dos sistemas americanos muito sensíveis para publicação na época. Após sua aposentadoria em 1986, Phil continuou a escrever para a revista como editor colaborador. Todo o tempo, ele foi implacável em sua unidade para servir aqueles que confiaram na Aviation Week como uma fonte vital de informações exclusivas.'' 

 

Ou seja, Klass conhecia o mundo secreto dos satélites espiões , aeronaves e etc e pode ter passado a assim ter contato com as agências e a fazer parte delas ou trabalhar para estas quando em algum momento deve ter se visto na encruzilhada se as combatia de graça e aguentava as consequências ou se ganhasse dinheiro acobertando. O próprio site diz como vimos: ''Em mais de uma ocasião, foi dito a Phil que aparecesse em um determinado quarto de hotel em Washington, onde uma batida na porta seria seguida pela entrada do vice-diretor da Agência Central de Inteligência ou pelo diretor da Agência de Segurança Nacional. Mas não se engane - ele guardou mais segredos de segurança nacional do que revelou, e sua cobertura muitas vezes omitiu detalhes dos sistemas americanos muito sensíveis para publicação na época.'' 

 

Klass começou a investigar avistamentos  OVNIS em 1966 após abordar a questão num evento. Daí então publicou seu primeiro livro do assunto que era céptico.


Em 1976, Phil, o astrônomo Carl Sagan, o escritor de ficção científica Isaac Asimov e outros  fundaram o Comit
ê para a Investigação Científica de Alegações do Paranormal. Ao todo, Phil escreveu seis livros  atacando acidentes OVNIS  e publicava a The Skeptics UFO Newsletter em seu tempo livre. Antes de falecer ele doou todos os seus trabalhos sobre OVNIs à American Philosophical Society, na Filadélfia, da qual era membro. Phillip Klass poderia ter sido um agente de desinformação pois várias agências governamentais -principalmente as mais secretas podem querer abafar os avistamentos e abduções e outros tipos de contatos de variados graus com extraterrestres para ter controle sobre tecnologia e a ciência de outros mundos e assim ter mais poder bem como  não deixar estes conhecimentos e tecnologias nas mãos de outros países. Exemplo: Estados Unidos X Rússia, só para ilustrar situação mais específica. Sem esquecermos outros controles que existem de um país com respeito a outro em tecnologia, ciência, informação e afins como Estados Unidos x China, Inglaterra x França e etc.

 

- Ilustrações: Open Minds/Divulgação.

 

 

 

Física quântica:

Estar em dois locais ao mesmo tempo

A Ciência já aceita que isso é possível. O problema é como falamos sobre a teoria quântica. Continuamos insistindo que é estranho: ondas se tornando partículas, coisas estando em dois locais ao mesmo tempo, ação fantasmagórica à distância

 

Por Dante Villarruel

Para Via Fanzine

16/06/2018

 

Esse animalzinho incrível, o tardígrado será o primeiro ser a estar em dois locais ao mesmo tempo?

 

É hora de pensarmos novamente sobre a teoria quântica. Não há nada realmente errado com a teoria  quântica em si - funciona fantasticamente bem para entender como os átomos e as partículas subatômicas se comportam.

 

O problema é como falamos sobre a teoria quântica. Continuamos insistindo que é estranho: ondas se tornando partículas, coisas estando em dois locais ao mesmo tempo, ação fantasmagórica à distância, esse tipo de coisa.

 

Parte da questão é que os objetos do cotidiano são discretos, localizados e não ambíguos e, portanto, muito diferentes dos objetos quânticos. Mas por que esse é assim? Por que nosso mundo cotidiano é sempre “isto ou aquilo” e nunca “isto e aquilo”? Por que, à medida que as coisas aumentam, a física quântica se transforma em física clássica, governada por leis como as que Isaac Newton escreveu há mais de três séculos?

 

Essa mudança é chamada de transição clássica-quântica, e intrigou os cientistas por muitas décadas. Nós ainda não entendemos completamente isso. Mas nas últimas duas décadas, novas técnicas experimentais levaram a transição a tamanhos cada vez maiores. A maioria dos cientistas concorda que as dificuldades técnicas nos impedirão de colocar uma bola de basquete, ou até mesmo um humano, em dois lugares ao mesmo tempo. Mas uma compreensão emergente da transição quântica clássica também sugere que não há nada em princípio que a proíba - nenhuma censura cósmica separa nosso mundo “normal” do mundo “estranho” que se esconde embaixo dele.

 

Em outras palavras, o mundo quântico pode não ser tão estranho, afinal. Pense da seguinte maneira: você observa o sol no céu. Uma bola de fogo que está há anos-luz daqui. Se você caminha o Sol aparenta caminhar com você. parece ir até você. Se você muda de local o sol parece seguir você. Já o mundo em volta (dentro do veículo em movimento) passa em volta de você mas está grande enquanto o sol está pequeno lá em cima.

 

Ou seja: A partir do momento que a distância fica longe elas passam a se comportarem mais de acordo com sua observação. enquanto que as coisas a sua volta -por perto, ficam passando. Sua posição parada faz o mundo em perto de você fica imprevisível perto de você e previsível longe de você. Assim vai facilmente se comportar conforme sua observação. As coisas vão ficar diminutas na verdade por causa da distância. Mas na prática tem tamanho grande. A distância em relação a você diminui as coisas. se são pequenas fica mais fácil manipulá-las. Assim, enganar o espaço fazendo algo grande parecer estar longe quando na verdade está perto é uma das chaves para estar em dois locais ao mesmo tempo! Assim fica mais fácil entender. Laser poderia fazer o serviço!

 

Os tardígrados sobrevivem do lado de fora da espaçonave e, portanto, podem suportar os rigores de uma experiência de alto vácuo.

 

Imagine uma máquina de lavar quebrada que cospe pares de meias incomparáveis. Eles vêm em contrastes complementares: se um pé é vermelho, o outro é verde. Ou, se um é branco, o outro é preto e assim por diante. Não sabemos qual destas opções nós vamos chegar até nós olhamos, mas nós não sabemos que se encontrar um é vermelho, podemos ter a certeza o outro é verde. Quaisquer que sejam as cores reais, elas estão correlacionadas entre si.

 

Agora imagine a versão mecânica quântica dessa mesma máquina. De acordo com a interpretação de Copenhague da mecânica quântica desenvolvida em meados da década de 1920 por Niels Bohr, Werner Heisenberg e colaboradores, as meias quânticas em um estado correlacionado (onde a cor de uma está ligada à cor da outra) não têm realmente qualquer cor fixa até olharmos. O próprio ato de olhar para uma meia quântica determina a cor da outra. Se olharmos de uma maneira, a primeira meia pode para  outra, a primeira é branca (e o outra preta).

 

Em grosso  modo, você poderia dizer que nesses pares correlacionados as cores das meias são características que se estendem muito além das próprias meias. A cor de uma determinada meia não é local, isto é, não está contida nas propriedades de apenas uma meia. Dizem que as duas cores estão emaranhadas umas nas outras.

 

A decoerência sangra a discórdia. Os fenômenos quânticos são convertidos  naqueles que obedecem às regras clássicas.

 

O físico Erwin Schrödinger descreveu o entrelaçamento como a chave do comportamento quântico e usou-o para construir um famoso paradoxo. Começa com um gato desafortunado que Schrödinger imaginou preso dentro de uma caixa, na qual um veneno letal foi liberado pelo resultado de algum evento quântico. Como o evento era quântico, poderia ser o que os físicos chamam de estado de superposição: ambos provocam a liberação de veneno e não o acionam.

 

Essas superposições não são incomuns para objetos minúsculos (longe), pois visto assim o espaço nada mais é que o Horizonte se curvando em infinitas curvas que criam átomos que nada mais são que o espaço vazio  em infinitas dobras. Mas, como Schrödinger envolveu o evento com um gato grande, o resultado é a conclusão paradoxal de que o gato é morto e não morto.

 

A resolução convencional para o paradoxo era afirmar que fazer uma medição em um estado de superposição, como o gato morto-vivo, força uma escolha, de modo que a superposição colapsa o gato - de fato, todo o universo - em um estado ou outro. O gato está morto ou vivo, mas não os dois. Nessa visão, nunca podemos ver o gato morto-vivo.

 

Mas qual era o estado do gato antes de olharmos? De acordo com a interpretação de Copenhague, a questão não tem significado. Realidade, já dizia ele, é o que podemos observar e medir -pois estão inseridas na nossa ilusão de realidade, e não faz sentido a se perguntar sobre o que as coisas são realmente como antes de fazer essas observações pois o antes é também uma ilusão.

 

Albert Einstein, não  conseguia aceitar isso. Ele  se apegava à visão clássica “realista”, que diz que tudo tem propriedades particulares e objetivas, quer vejamos ou não. Einstein e dois jovens colegas, Boris Podolsky e Nathan Rosen, propuseram uma versão do experimento mental "máquina de lavar  quântica" para tentar demonstrar como a teoria quântica levou a um paradoxo, no qual uma medida em um lugar afetava instantaneamente um objeto em outro lugar. Mas nos anos 80, as medições de fótons de laser mostraram que o emaranhamento realmente funciona dessa maneira - não por causa da comunicação "mais rápida que a luz", mas porque as propriedades quânticas podem ser genuinamente não-locais, espalhadas por mais de uma partícula (mais de um horizonte, mais de uma dobra do espaço que cria a ilusão do átomo, por assim dizer.)

 

Desde então, os experimentalistas têm trabalhado na construção de objetos quânticos cada vez maiores, que são grandes em comparação com os átomos, mas pequenos em comparação com os gatos reais. Eles são frequentemente chamados de “gatinhos de Schrödinger” e estão crescendo rapidamente.

 

Uma das  chaves para esses gatinhos se tornarem gatos tem aprendido como manter a coerência quântica, ou mais ou menos, a capacidade dos picos e vales de partículas quânticas parecidas com ondas permanecerem sincronizados. À medida que um estado quântico evolui, ele fica emaranhado com seu ambiente, e a coerência quântica pode vazar para o ambiente. Alguém pode muito cruamente imaginar que é um pouco como a forma como o calor em um corpo quente é dissipado em um ambiente mais frio ao redor.

 

Outra maneira de pensar nisso é dizer que a informação fica cada vez mais local. O ponto sobre os sistemas quânticos é que as correlações não locais significam que você não pode saber tudo sobre alguma parte dela, fazendo medições apenas nessa parte. Há sempre alguma ignorância residual. Em contraste, uma vez que tenhamos estabelecido que uma meia é vermelha ou verde, não há mais nada a ser conhecido sobre qual cor ela é. Wojciech Zurek, do Laboratório Nacional de Los Alamos, no Novo México, formulou uma expressão para a ignorância que permanece uma vez que o estado do aparato de medição tenha sido determinado, o que ele chama de discórdia quântica. Para um sistema clássico, a discórdia é zero. Se for maior que zero, o sistema possui alguma quantidade de quantum.

 

A decoerência sangra a discórdia. Os fenômenos quânticos são convertidos  naqueles que obedecem a regras clássicas: sem superposições, sem enredamento, sem não-localidade, e um tempo e um lugar para tudo.

 

Quão grande, então, os sistemas quânticos podem obter antes que a decoerência comece a destruir sua quantumidade? Sabemos que partículas muito pequenas, como os elétrons, podem se comportar como ondas quânticas coerentes desde a observação inovadora da interferência eletrônica no final da década de 1920. Logo depois, as propriedades ondulatórias de átomos inteiros foram demonstradas. Mas foi somente na década de 1990, quando se tornou possível criar “ondas de matéria” coerentes, que a interferência da onda quântica foi observada para átomos e moléculas.

 

A decoerência e a granulação grosseira das medições oferecem duas rotas complementares ao mundo clássico.

 

Até que ponto esses pedaços de matéria podem ficar grandes enquanto ainda sofrem interferência? Em 1999, uma equipe da Universidade de Viena, liderada por Anton Zeilinger e Markus Arndt, formou moléculas de carbono de 60 átomos chamados fulerenos (C 60) em um feixe, passou por uma grade de fendas espaçadas de 100 nanômetros e feita de nitrato de silício cerâmico, e detectou um padrão de interferência no lado mais distante. Arndt e seus colaboradores agora demonstraram que essa ondulação quântica persiste para moléculas orgânicas sob medida, contendo 430 átomos e até 6 nanômetros de diâmetro: facilmente grandes o suficiente para serem vistas em um microscópio eletrônico e comparáveis ​​ao tamanho de pequenas proteínas. Os padrões de interferência podem ser eliminados pela decoerência: eles desaparecem quando os pesquisadores admitem gás no aparelho, aumentando as interações das moléculas com o ambiente.

 

Como essa interferência depende das moléculas estarem em estados de superposição - com efeito, cada uma passa por mais de uma fenda de cada vez -, as moléculas podem ser vistas como gatinhos moleculares de Schrödinger. Eles ainda são muito pequenos, e obviamente não estão vivos. Seria possível elevar a escala de tamanho àquela em que a vida se torna possível - por exemplo, procurar interferências nos “vírus de Schrödinger”?

 

Essa ideia foi proposta por Ignacio Cirac e Oriol Romero-Isart no Instituto Max Planck de Óptica Quântica em Garching, Alemanha. Eles delinearam um método experimental para preparar estados de superposição não apenas para vírus (com tamanhos de cerca de 100 nanômetros ou mais), mas também para criaturas microscópicas extremamente resistentes chamadas tardígrados ou ursos aquáticos (que têm até 1 milímetro de tamanho). Esses objetos seriam levitados em uma armadilha óptica feita de intensos campos de luz a laser e, em seguida, levados a uma sobreposição de seus estados vibracionais dentro do campo de força de aprisionamento (como bolas rolando para trás e para a frente no fundo de uma tigela).

 

Demonstrou-se que os tardígrados sobrevivem do lado de fora da espaçonave e, portanto, podem suportar os rigores de uma experiência de alto vácuo como essa. É o caminho para conseguir assim estar em dois estados ou locais ao mesmo tempo, Por exemplo, Já sabemos, que objetos grandes o suficiente para enxergar a olho nu podem ser colocados em estágios emaranhados. Uma equipe liderada por Ian Walmsley, um físico da Universidade de Oxford, conseguiu isso em 2011 usando pulsos de laser para excitar as vibrações quânticas emaranhadas (fonons) em dois cristais de diamante com 3 milímetros de largura e 15 centímetros de distância.

 

Cada fónon envolve a vibração coerente de cerca de 10 16átomos, correspondendo a uma região do cristal que mede cerca de 0,05 por 0,25 milímetros. Para criar a superposição, os pesquisadores primeiramente colocaram um fóton de laser em um estado emaranhado usando um divisor de feixe para enviá-lo em direção a qualquer diamante com igual probabilidade. Enquanto não detectarem esse caminho, o fóton cria uma vibração entrelaçada em ambos os cristais. Quando um fônon é excitado, ele emite um fóton secundário, que os pesquisadores podem detectar sem descobrir de qual cristal ele vem. Nesse caso, o fônon deve ser considerado não local, em certo sentido abrangendo ambos os diamantes.  Outra maneira de analisar os efeitos quânticos em sistemas relativamente grandes é estudar as vibrações de estruturas elásticas muito pequenas, como balanços em escala nanométrica e outros “ressonadores nanomecânicos”. Na escala de moléculas, as vibrações são quantizadas: elas só podem ocorrer em frequências definidas, ou em superposições mistas desses estados quânticos permitidos. Os ressonadores nanomecânicos também são pequenos e leves o suficiente para ter, teoricamente, estados de vibração quantificados distintos.

 

Uma maneira ideal de ler o estado vibracional do elemento ressonante é acoplar seu movimento mecânico à luz, uma abordagem chamada optomecânica. Em sua forma mais simples, isso pode envolver a criação de uma câmara na qual a luz pode saltar para frente e para trás entre os espelhos, com um dos espelhos preso a uma mola para que ela possa oscilar.  Vários grupos já demonstraram o comportamento quântico em tais sistemas optomecânicos em nanoescala. John Teufel e seus colaboradores do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia em Boulder, Colorado, por exemplo, usaram uma membrana de alumínio com 100 nanômetros de espessura e 15 micrômetros (μm) de largura como o ressonador, acoplada a uma cavidade de frequência de micro-ondas. Oskar Painter e colegas do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, usaram um fino feixe de silício de 15 micrômetros de comprimento, com uma seção transversal de 600 por 100 nanômetros, fixado em ambas as extremidades. Você precisa de um microscópio para ver esses objetos, mas eles são imensos em comparação com as moléculas. Para garantir que seus osciladores permanecessem em um único estado vibratório de menor energia, ambas as equipes refrigeraram seus dispositivos perto do zero absoluto usando criogenia.

 

Se você quiser gerar efeitos quânticos como superposições e emaranhamento nesses ressonadores, você precisa ser capaz de controlar seu comportamento quântico. Uma maneira de fazer isso é juntar os ressonadores a um objeto quântico cujo estado pode ser alternado à vontade, como um "bit quântico" de dois estados do tipo usado para construir computadores quânticos. Andrew Cleland, da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, e seus colegas de trabalho conseguiram isso para uma folha microscópica de nitrato de alumínio. Outros estão esperando preparar os osciladores em estados de superposição e então observar como eles se desintegram quando se envolvem com o ambiente. O gênio Roger Penrose considerado o maior físico da atualidade e um dos homens mais importantes do mundo  criou: a interpretação de Penrose. Que é uma previsão feita por Sir Roger Penrose   sobre a relação entre a mecânica quântica e a relatividade geral. Penrose propõe que um estado quântico permaneça em superposição até que a diferença de curvatura espaço-temporal atinja um nível significativo A ideia de Penrose é inspirada na gravidade quântica, porque usa tanto as constantes físicas h E G. É uma alternativa à interpretação de Copenhague, que postula que a superposição falha quando uma observação é feita (mas é de natureza não objetiva), e a interpretação de muitos mundos, que afirma que os resultados alternativos de uma superposição são igualmente "reais". Enquanto a sua decoerência mútua impede interações observáveis ​​subsequentes.

 

A ideia de Penrose é um tipo de teoria do colapso objetivo. Para essas teorias, a função de onda é uma onda física, que experimenta o colapso da função de onda como um processo físico, com os observadores não tendo nenhum papel especial. Penrose teoriza que a função de onda não pode ser sustentada na superposição além de uma certa diferença de energia entre os estados quânticos. Ele dá um valor aproximado para essa diferença: uma massa de Planck no valor da matéria, que ele chama de "nível de 'um gráviton'". 

 

Ele então hipotetiza que essa diferença de energia faz com que a função de onda colapse para um único estado, com uma probabilidade baseada em sua amplitude na função de onda original, um procedimento derivado de uma mecânica quântica. O critério "nível de um-gráviton" de Penrose forma a base de sua previsão, fornecendo um critério objetivo para o colapso da função de onda.  Apesar das   dificuldades de especificar isso de forma rigorosa, ele propõe que os estados básicos nos quais o colapso ocorre são matematicamente descritos pelas soluções estacionárias da equação de Schrödinger-Newton.  

 

Trabalhos recentes indicam uma inter-relação cada vez mais profunda entre a mecânica quântica e a gravitação. Aceitando que as funções de onda são fisicamente reais, Penrose acredita que a matéria pode existir em mais de um lugar ao mesmo tempo. Em sua opinião, um sistema macroscópico, como um ser humano, não pode existir em mais de um lugar por um tempo mensurável, pois a diferença de energia correspondente é muito grande. Um sistema microscópico, como um elétron, pode existir em mais de um local por um tempo significativamente maior (milhares de anos), até que sua separação de curvatura espaço-temporal atinja o limite de colapso. Penrose especula que a transição entre os estados macroscópico e quântico começa na escala das partículas de poeira (cuja massa está próxima de uma massa de Planck).

 

Ele propôs um experimento para testar essa teoria, chamado FELIX (experiência em órbita livre com raios-X de interferometria a laser), em que um raio X no espaço é direcionado para um pequeno espelho e fissionado por um divisor de feixe.de dezenas de milhares de quilômetros de distância, com os quais os fótons são direcionados para outros espelhos e refletidos de volta. Um fóton atingirá o minúsculo espelho movendo-se em direção a outro espelho e moverá o minúsculo espelho para trás, e, de acordo com as teorias quânticas convencionais, o pequeno espelho pode existir em superposição por um período significativo de tempo. Isso impediria que qualquer fóton atingisse o detector. Se a hipótese de Penrose estiver correta, a superposição do espelho entrará em colapso em um local em cerca de um segundo, permitindo que metade dos fótons alcance o detector.

 

No entanto, como esse experimento seria difícil de organizar, uma versão de topo de tabela que usa cavidades ópticas para prender os fótons por tempo suficiente para alcançar o atraso desejado foi proposta.

 

- Fotos: Divulgação.

 

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Novos Tempos:

 A Ciência acredita que a Alma tem que existir

A reencarnação existe, a consciência está contida no universo após a morte, é o que dizem cientistas especializados nessa questão.

 

Por Dante Villarruel*

Para Via Fanzine

08/06/2018

 

A teoria é baseada na famosa citação de Einstein, quando ele disse: "A energia não pode ser criada ou destruída, só pode ser mudada de uma forma para outra".

 

De acordo com os pesquisadores, a reencarnação EXISTE, e a consciência é apenas uma forma de energia que está contida em nossos corpos e é LIBERADA ao universo após a morte até que um novo hóspede seja encontrado.

 

Um novo livro intitulado ''Vida após a vida: uma investigação científica de memórias infantis de vidas anteriores'' - em inglês, escrito pelo Dr. Jim Tuccker indica que a reencarnação é real, graças à consciência ser energia no nível quântico, subatômico que está contido em nossos corpos durante a vida, e não faz parte deles.

 

O Dr. Tucker entrevistou 2.500 jovens que mostram sinais de que eles foram reencarnados - tais como ter memórias que eles nunca tinham experimentado ou ter cicatrizes ou marcas de nascença idênticas à pessoa que supostamente reencarnou.

 

Durante décadas, os cientistas lutaram para entender a consciência, permanecendo incapazes de identificar exatamente o que é.

 

Nos últimos dois anos, numerosos cientistas de renome mundial afirmaram que a mecânica quântica permite que a "consciência" viva depois da "morte".

 

Por exemplo, o Dr. Robert Lanza, médico americano e cientista, atualmente chefe da Astellas Global Regenerative Medicine, e diretor científico do Instituto Astellas de Medicina Regenerativa e Adjunto, cunhou a expressão "biocentrismo", que pressupõe que a consciência é lançado no universo através de partículas subatômicas após a morte.

 

O Dr. Tucker desenvolveu ainda mais essa teoria dizendo que essa corrente de energia pode encontrar um novo hospedeiro.

 

Em uma entrevista com o TNP, o Dr. Tucker disse: "Alguns cientistas importantes no passado, como Max Planck, que é o pai da teoria quântica, disseram que ele via a consciência como fundamental e que a matéria era derivada dela".

 

“Então, nesse caso, isso significaria que a consciência não seria necessariamente dependente de um cérebro físico para sobreviver, e poderia continuar após o cérebro físico e depois que o corpo morre.”

 

Evidência de que a consciência pode ser TRANSFERIDA?

 

Uma das pessoas que o Dr. Tucker entrevistou foi um garoto chamado James Leninger, que tinha dois anos de idade na época da entrevista. O menino estava obcecado com aviões e começou a ter pesadelos, onde ele estava em um acidente de avião.

 

O Dr. Tucker explicou: "Durante o dia, ele falou sobre esse acidente de avião e disse que ele tinha sido piloto e que ele tinha voado de um barco.". “E o pai dele perguntou-lhe o nome e disse Natoma. E ele disse que foi abatido pelos japoneses; que ele havia sido morto em Iwo Jima; e que ele tinha um amigo no barco chamado Jack Larsen. “Bem, acontece que havia um porta-aviões chamado USS Natoma Bay, que estava estacionado no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. Na verdade, estava envolvido em Iwo Jima. E perdeu um piloto lá, um jovem chamado James Huston. O avião de James Huston bateu exatamente do jeito que James Leininger havia descrito - bateu no motor, explodindo em chamas, colidindo com a água e afundando rapidamente.

 

O Dr. Tucker concluiu: “Como na maioria desses casos, ele desapareceu quando tinha 5 ou 6 ou 7 anos, o que é típico. Mas certamente estava lá, bastante forte, por algum tempo. A consciência é criada em escala sub-atômica quântica através da energia que está constantemente contida no universo.

 

A teoria é baseada na famosa citação de Einstein, quando ele disse: "A energia não pode ser criada ou destruída, só pode ser mudada de uma forma para outra".

 

O Dr. David Hamilton disse que toda a consciência está e sempre esteve no universo através de partículas quânticas e, quando você nasce, é canalizada para um ser físico.Escrevendo para o site Heal Your Life, o Dr. Hamilton disse: "Acredito que cada um de nós existe antes de nascermos na Terra". Ele acrescentou: “Cada um de nós é consciência pura, atualmente focada em uma dimensão física.

 

“Acredito que o cérebro apenas afeta a consciência, da mesma forma que a qualidade da fiação na TV afeta o processamento do sinal e, portanto, a qualidade da imagem que você obtém.

 

“A TV não cria o programa e nem o cérebro cria a consciência. "Consciência é algo fundamental para a natureza - é costurado no próprio tecido da realidade.".A consciência transcende o tempo e o espaço, ele disse.  Ele acrescentou: “Se você começar com a suposição de que você existe como consciência pura, então você deve ter existido antes de você nascer. "Realmente, você está em todos os lugares e em todos os tempos!" O Dr. Robert Lanza compartilha uma teoria similar. Ele acredita que nossas mentes existem através da energia que está contida em nossos corpos e é liberada quando nossos seres físicos cessam em um processo que ele chama de "biocentrismo".

 

Como tal, quando nossos corpos físicos morrem, a energia de nossa consciência pode continuar em um nível quântico. O Dr. Lanza diz que “há um número infinito de universos e tudo o que poderia acontecer ocorre em algum universo”. Como resultado, ele teoriza que a consciência continua a existir em um universo paralelo.

 

O Dr. Lanza aponta para o princípio da incerteza - uma teoria de 1927 do físico alemão Werner Heisenberg, que diz que a velocidade e a posição de um objeto podem ser medidas ao mesmo tempo.

 

O cientista afirmou em um artigo que escreveu para o Huffington Post: “Considere o princípio da incerteza, um dos aspectos mais famosos e importantes da mecânica quântica. As experiências confirmam que ele está embutido no tecido da realidade, mas só faz sentido a partir de uma perspectiva biocêntrica”. Stuart Hameroff é uma figura mal-humorada - curta, redonda, com cabelos grisalhos e um rosto largo e gnômico. Sua voz é baixa - profunda e granular, retumbando com o peso de seus 70 anos. Por mais de duas décadas, ele dirige uma conferência científica sobre pesquisa da consciência. Ele aparece todos os dias usando jeans amarrotados e camisas de manga curta. O efeito é casual, beirando o desleixado. Mas de perto, ele está no comando, e para seus críticos, ele sai como combativo.

 

Hameroff é mais conhecido por servir como uma espécie de inseto nas áreas de neurociência e filosofia. Ele surgiu em 1994 das entranhas sem janelas do hospital do Arizona, onde ainda trabalha como anestesista para apresentar o que parecia - na época - algumas das ideias mais estranhas sobre o cérebro humano.

 

A maioria dos neurocientistas diz que os pensamentos nascem de células cerebrais chamadas neurônios. Hameroff sugere que a ação mais significativa acontece no incrivelmente pequeno nível quântico, onde partículas subatômicas como fótons e elétrons exibem um comportamento bizarro. A física quântica estimula a consciência, acredita ele.

 

Se Hameroff propusesse essas ideias, ele poderia ter sido ignorado, mas seu co-teórico era Sir Roger Penrose, uma figura estimada em física e matemática. Sua teoria, apelidada de "redução objetiva orquestrada", ou Orch-OR, sugere que estruturas chamadas microtúbulos, que transportam material dentro das células, fundamentam nosso pensamento consciente.

 

Mas o modelo de Penrose-Hameroff do que você chamaria de consciência quântica era um fator científico não-inicial. Os principais especialistas descartaram o novo modelo de imediato. Os efeitos quânticos, segundo as críticas, são notoriamente difíceis de serem mantidos em laboratório, exigindo temperaturas e blindagem ultrafinas para proteger contra a mais leve interferência. Os críticos dizem que os seres vivos são simplesmente “quentes, úmidos e barulhentos” para permitir que efeitos quânticos significativos persistam. Além do mais, argumentavam os neurocientistas, o modelo de Penrose-Hameroff não oferecia hipóteses testáveis.

 

A dupla discordou inequivocamente, produzindo mais artigos ao longo dos anos. Mas, embora a reputação de Penrose seja muito grande para destruir, Hameroff parecia encontrar o pé mais firme na cultura pop. Ele abraçou o apoio de Deepak Chopra, um autor e guru da Nova Era das teorias da consciência quântica. Ele também foi destaque em What the Bleep Do We Know?, um filme que irritou os cientistas por empurrar um misticismo quântico que sustenta a nossa existência de porcas e parafusos.

 

Ao longo do caminho, em 2006, Hameroff deu uma palestra que resumia sua relação com a comunidade científica. Em uma conferência chamada "Beyond Belief", que estava repleta de importantes luminares de várias disciplinas, ele apresentou suas teorias sobre tudo, desde a consciência até uma "espiritualidade" baseada na mecânica quântica. No final, o proeminente físico Lawrence Krauss falou em seu lugar no público. "Do ponto de vista da física", ele disse, "tudo o que você disse é um absurdo".

 

Muitos consideraram Hameroff absurdo. Mas apenas quatro anos depois, uma mudança estava em andamento. Em 2010, Hameroff foi convidado para falar em uma reunião menos pública, no campus do Google em Mountain View, na Califórnia. Sua apresentação sugeriu que ele poderia ter uma visão mais firme da realidade do que alguns podem ter pensado.

 

Hameroff e vários outros cientistas foram convidados por Hartmut Neven, pesquisador do Google em tecnologias de busca visual. Até então, os cientistas já estavam tentando explorar as leis da física quântica para construir computadores menores e mais inteligentes. E os biólogos começaram a suspeitar que a física quântica poderia ser importante para processos como a fotossíntese e a migração usando o campo magnético da Terra. Neven diz que estava interessado na pesquisa de Hameroff porque entender as eficiências do cérebro poderia trazer enormes economias para o Google.

 

"Eu acho que é bastante notável que o cérebro humano é capaz de realizar seus feitos incríveis em apenas uma colher de açúcar por dia", diz Neven.

 

Uma coisa curiosa aconteceu na viagem de Hameroff através dos campos cobertos de escárnio científico: os dados apareceram!

 

Os dados não são suficientes para confirmar a Orch-OR, mas as novas descobertas sugerem que algumas das afirmações de Hameroff são mais plausíveis do que se supunha anteriormente. Além disso, o microtúbulo - as estruturas minúsculas que Hameroff pensa que fazem as operações quânticas no cérebro - são subitamente um assunto quente. E dois pesquisadores estão descobrindo que o velho anestesista pode estar certo: a física quântica pode ser vital para a nossa consciência, cognição e a memória.

 

Apesar da posição controversa de Hameroff na comunidade científica, as conferências que ele organiza continuam a ser uma boa aposta para pesquisadores e filósofos da neurociência. Em sua primeira conferência de conscientização em Tucson, Arizona, em 1994, um jovem filósofo chamado David Chalmers - um australiano com jaqueta de couro, depois penteado por um longo e peludo fã de heavy metal - fez ondas com uma nova interpretação de uma antiga questão.

 

Chalmers argumentou que alguns problemas associados aos estudos cognitivos são relativamente “fáceis” de resolver. A maior parte do processamento de informações, como dirigir um carro, é mera computação. E para isso, os neurônios de disparo são suficientes. O "problema difícil", diz ele, é a existência da própria consciência. A mesma fiação em nosso cérebro nos permite desfrutar de comer uma maçã e também nos permite imaginar comer uma quando não há nenhuma maçã real por perto. A ciência não pode explicar precisamente como. Teorias já abundavam, e pesquisadores como o neurocientista Christof Koch - em parceria com Francis Crick, o co-descobridor da molécula de DNA - procuraram o que ele chamou de correlatos neurais da consciência.

 

Mas onde a maioria se apegou a entendimentos ortodoxos da física e da neurociência, Hameroff veio divulgando suas idéias mais extrovertidas.

 

Durante a Conferência da Ciência da Consciência de Tucson, em 2016, Hameroff foi tratado com o respeito de um organizador da conferência e também fez piadas ocasionais. Gorgos audíveis podiam ser ouvidos na plateia, por exemplo, quando Hameroff pegou o microfone e relatou o que acabara de ser apresentado à sua própria teoria.

 

Mas durante o almoço, em um dia particularmente quente no meio da conferência, Hameroff procurou um lugar à sombra e argumentou que ele simplesmente dá o melhor que consegue: seus críticos podem criticar suas sutilezas acadêmicas, diz ele, mas essencialmente eles Estão dizendo que ele perdeu sua carreira em uma tentativa errada de conduzir a neurociência a pura especulação e quantum.

 

"Roger ainda está a bordo", diz ele sobre Penrose. "Para ser honesto, nós nos sentimos como se estivéssemos andando bem alto."

 

Roger Penrose continua comprometido com o que a dupla co-publicou ao longo dos anos - a ciência teórica. Eles diferem da página. Penrose tem sido principalmente mãe sobre as implicações filosóficas de sua teoria. Hameroff especulou livremente sobre o que isso significa. Por exemplo, ele postulou que as experiências de quase morte podem refletir algo real: uma pós-vida quântica potencialmente de curta duração.

 

Quando chegou a hora de buscar uma educação superior, Hameroff já estava profundamente interessado no “problema mente-corpo” - em essência, o “problema difícil” de Chalmers antes de cunhar o termo.

 

Hameroff escolheu a escola de medicina, mas encontrar uma especialidade lhe escapou. Neurologia? Psiquiatria? Durante um estágio no Tucson Medical Center, o presidente do departamento de anestesiologia lhe disse que a anestesiologia era a chave para entender a consciência. Então Hameroff investigou, e sua carreira em anestesiologia rapidamente tomou forma.

 

Hameroff diz que um paciente sob anestesia exibe uma função cerebral relativamente normal, exceto uma coisa: a consciência. Os neurônios continuam disparando e até os sinais de dor percorrem suas rotas normais. Mas essa dor nunca é sentida, nunca experimentada. A ciência da anestesia está bem no cerne do problema difícil - permitindo que processos computacionais “fáceis” continuem enquanto elimina seletivamente a experiência subjetiva. Mas ninguém sabe bem como.

 

Logo no início de sua carreira, Hameroff suspeitava que os microtúbulos poderiam fornecer uma resposta. Os microtúbulos foram descobertos por acidente na década de 1960. Nas décadas seguintes, eles provaram estar entre as estruturas biológicas mais versáteis da natureza. A tubulina, uma proteína flexível, é montada em uma cadeia longa para criar microtúbulos. Esses tubos de 25 nanômetros de largura - milhares de vezes menores que um glóbulo vermelho - são encontrados em todas as células de plantas e animais.

 

Essas estruturas cilíndricas são compostas de dois tipos de proteína tubulina - apelidada de alfa e beta - que se ligam em uma única unidade. Essas unidades se montam em correntes, formando o microtúbulo. Encontrados em todas as células vegetais e animais, os microtúbulos servem a uma variedade de propósitos, desde estruturas de suporte até correias transportadoras, e talvez até mesmo a sede da consciência.

 

Os microtúbulos atuam como o citoesqueleto crucial, apoiando a estrutura das células vivas; como correias transportadoras, movendo componentes químicos de uma célula para outra; e como motores, assumindo diferentes formações e dividindo cromossomos. Durante a divisão celular, os microtúbulos movimentam os cromossomos de uma extremidade da célula para a outra e, então, posicionam os cromossomos nas novas células filhas. Os microtúbulos também entram em ação do lado de fora das células, formando cílios e flagelos que permitem o movimento das células. Isso faz com que essas estruturas sejam algo como os Transformers da biologia.

 

Hameroff chegou a acreditar que o microtúbulo desempenha um papel determinante nos efeitos da anestesia - na consciência. Ele aponta para o paramécio unicelular como prova. "O paramécio não tem sistema nervoso central", diz ele. “Sem cérebro, sem neurônios, mas nada ao redor, encontra comida, encontra um parceiro e evita o perigo. Parece fazer escolhas e definitivamente parece processar informações”.

 

Organismos unicelulares como este paramécio parecem processar informação mesmo sem cérebro ou neurônios. Hameroff acha que os microtúbulos podem explicar como.

 

Como? Ou mais para o ponto de Hameroff, onde? Em que parte do paramécio esse tipo rudimentar de cognição ocorre? Hameroff acreditava que poderia encontrar as respostas na única estrutura interna do paramécio: os microtúbulos, o citoesqueleto do paramécio. E como essas são estruturas em nanoescala, ele também começou a pensar que a física quântica poderia ter um papel importante. Mas durante toda a década de 1980, sua pesquisa não chegou a lugar algum em termos de reconhecimento público. Então, numa noite de 1990, ele se sentou para ler o livro de Penrose, The Emperor's New Mind, um surpreendente best-seller que percorre a física, cosmologia, matemática e filosofia antes de marcar uma parada final na consciência.

 

Em suas páginas finais, Penrose se pergunta como os neurônios de disparo geram experiência. Ele opina que a física quântica pode ser necessária para entender a consciência.

 

Mas onde no corpo - um lugar inóspito para perturbações quânticas delicadas - tais acontecimentos poderiam acontecer? Hameroff sentiu uma conexão imediata com Penrose. E, claro, ele achava que os microtúbulos continham a resposta.

 

De longe, os dois pareciam um par estranho: Penrose é um dos cientistas mais respeitados do último meio século, e seu trabalho em cosmologia e relatividade geral lhe rendeu grandes honrarias. Hameroff era relativamente desconhecido, gritando sobre uma estrutura biológica obscura. Mas dentro de alguns anos, eles foram coautores de artigos juntos, e atraindo o desprezo de uma geração de colegas cientistas. Em suma, A Teoria Orch-OR propõe que a consciência se origine de microtúbulos e ações dentro dos neurônios, ao invés das conexões entre os neurônios. Bata uma bola de tênis com uma raquete, e depois você pode usar a física tradicional para prever onde ela está em qualquer ponto específico. Mas no reino quântico, tais expectativas não funcionam assim. Os movimentos são desconhecidos até serem observados, de acordo com a interpretação tradicional da mecânica quântica. Físicos referem-se a esta observação final, que determina o que aconteceu, como uma onda "entrando em colapso" em um único estado.

 

Em sistemas quânticos dentro do neurônio, Hameroff e Penrose argumentam que é cada colapso da função de onda que produz um momento consciente.

 

HAMEROFF ROGER PENROSE E HARMUT NEVEN DO GOOGLE

 

Hameroff e Penrose foram culpados de invocar um mistério para resolver outro: não entendemos a consciência, e não entendemos a física quântica, então talvez eles se explicam mutuamente?

 

Então a Orch-OR foi e permanece vulnerável ao ataque - e muitos o fazem com tremendo entusiasmo. Duas décadas atrás, a neuro-filósofa Patricia Churchland e o físico Max Tegmark estavam entre os que lançaram amplas franquias. Hameroff e Penrose responderam, e Hameroff publicou uma lista de 20 previsões testáveis produzidas pela Orch-OR.

 

No entanto, a teoria maior serve como uma distração de algumas das idéias de Hameroff: que a física quântica pode desempenhar um papel não trivial na cognição e na consciência humana e que os microtúbulos - atividade dentro do neurônio - poderiam abrigar esses acontecimentos quânticos.

 

"Se você tivesse especulado nessa direção, digamos, 10 anos atrás, você teria sido rotulado como um maluco", diz Neven, do Google.

 

Essas estruturas cilíndricas são compostas de dois tipos de proteína tubulina - apelidada de alfa e beta - que se ligam em uma única unidade. Essas unidades se montam em correntes, formando o microtúbulo. Encontrados em todas as células vegetais e animais, os microtúbulos servem a uma variedade de propósitos, desde estruturas de suporte até correias transportadoras, e talvez até mesmo a sede da consciência.

 

Mas pesquisadores descobriram recentemente que efeitos quânticos são importantes para certos processos biológicos, como a fotossíntese. Quando um fóton atinge um elétron em uma folha, o elétron o entrega a outra molécula apelidada de centro de reação, que converte essa luz em energia química para alimentar a planta. Os cientistas sempre pensaram que o processo parecia quase eficiente demais, porque muito pouco excesso de energia é perdido no processo.

 

Então, em 2007, os pesquisadores começaram a suspeitar que a física quântica estivesse por trás dessa eficiência. O elétron poderia usar o efeito quântico da superposição, onde uma partícula pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, para testar várias rotas até o centro de reação onde ocorre a fotossíntese, e tomar a mais eficiente. O conceito ainda não está provado, mas ganhou força. Neven diz que os cientistas agora são cuidadosos para não descartar tais idéias de imediato.

 

Teoria Orch-OR - Redução objetiva orquestrada"

 

Essa teoria da consciência quântica desenvolvida por Stuart Hameroff e Sir Roger Penrose sugere que pequenas estruturas celulares chamadas microtúbulos fundamentam o pensamento consciente.

 

O cérebro humano está repleto de células chamadas neurônios que se conectam através de redes de axônios e dendritos. Estes passam sinais através de pequenos espaços chamados lacunas sinápticas. A visão clássica diz que o pensamento nasce dessas conexões entre os neurônios.

 

Orch-OR, por outro lado, sugere que a consciência se origina de interações quânticas nos microtúbulos dentro de cada célula.

 

Então, o que é redução objetiva? A mecânica quântica tradicional diz que um sistema físico não tem propriedades definidas até que seja observado - um ato conhecido como o colapso de uma função de onda. Por exemplo, no clássico experimento mental de Erwin Schrödinger, um gato em uma caixa está morto e vivo - conhecido como superposição - até ser observado como um ou outro. Então, uma observação, ou a própria consciência, faz com que a onda entre em colapso. OR propõe o oposto: o colapso dá origem à consciência.

 

Uma partícula existe em vários lugares ao mesmo tempo - superposição - até que seja observada.

 

Por exemplo, em um artigo recente da Nature Physics, o físico Neill Lambert, do Instituto de Ciência Avançada do Japão, destacou que a nova pesquisa de fotossíntese é notável apenas por sugerir que efeitos quânticos podem ocorrer em sistemas biológicos à temperatura ambiente.

 

E, mais recentemente, Rod Eckenhoff, pesquisador da Universidade da Pensilvânia e crítico de Hameroff, deu aos girinos anestésicos para descobrir a que moléculas eles se ligam. Sua equipe descobriu que as proteínas tubulinas estavam entre elas, e então descobriu que se um tipo de agente reverso fosse administrado - um medicamento estabilizador de microtúbulos - os efeitos anestésicos também o eram. Ele continua sendo um crítico das teorias "especulativas" de Hameroff, mas diz que sua pesquisa sugere que os microtúbulos podem desempenhar "algum papel" na consciência.

 

No entanto, Hameroff permanece controverso. Koch, o pesquisador do cérebro e especialista em consciência, se recusou a comentar, dizendo que ele não quer ser o "crítico eterno" a quem todo mundo vai para as quedas da teoria de Hameroff-Penrose. Mas alguns estão chegando por aí.

 

"Eu sempre fui bastante cético em relação às afirmações de Stuart sobre os microtúbulos", diz Anthony Hudetz, neurocientista do departamento de anestesiologia da Universidade de Michigan. “Mas agora há dados. E tenho que dizer que acho que Stuart tem algum impulso agora.

 

Hudetz vê os microtúbulos como um bom mecanismo potencial para explicar a anestesia. "Tenho a sensação de que toda essa teoria dos microtúbulos amadureceu muito bem", diz ele. Para Hudetz, a chave daqui para frente é testar se os eventos moleculares dentro dos microtúbulos realmente se relacionam com os eventos quânticos, como propõe Hameroff.

 

E agora, dois cientistas trabalhando independentemente um do outro, mas ambos abertamente inspirados por Hameroff, estão levando a pesquisa sobre microtúbulos a um nível totalmente novo.

 

Anirban Bandyopadhyay

 

Anirban Bandyopadhyay, um físico que estuda cérebros artificiais e naturais, aplica correntes a microtúbulos para ver como reagem.

 

Anirban Bandyopadhyay resumiu sua pesquisa em uma palestra na conferência Science of Consciousness de 2016 de Hameroff. Com um metro e oitenta de altura, cabelos negros e escuros e um sorriso largo e alegre, Bandyopadhyay gosa de um bom emprego para um cientista de 40 e poucos anos, liderando seu próprio grupo de pesquisa no Instituto Nacional de Ciência dos Materiais (NIMS) no Japão. Como físico, estudou o funcionamento interno de cérebros naturais e artificiais. Para entender a função cerebral, Bandyopadhyay acredita que os cientistas devem entender o funcionamento dentro do neurônio, incluindo o microtúbulo.

 

A visão convencional é que os neurônios disparam quando um canal dentro da membrana celular se abre, inundando o neurônio com íons carregados positivamente. Uma vez que um limiar específico é atingido, um sinal elétrico percorre o axônio - as fibras nervosas dentro do neurônio - e o neurônio dispara. Os axônios são longos fios que conectam os neurônios a outras células. E dentro de cada axônio há um feixe de nanofios, incluindo o microtúbulo.

 

Bandyopadhyay descobriu que ele poderia aplicar uma dessas cargas específicas ao microtúbulo, fazendo com que a atividade se acumulasse no neurônio. Permitindo que a corrente continue, ele pode fazer o neurônio disparar ou - cortando o sinal - parar de disparar completamente.

 

Ele diz que esse feixe de nanofios ressoa como uma corda de violão, disparando milhares de vezes mais rápido que a atividade normal em um neurônio. O neurônio, ele pensou, ao contrário de todo entendimento científico atual, não era a causa essencial, ou primeira, do processo de pensamento humano.

 

"Os neurocientistas precisam ir mais fundo - no microtúbulo", diz ele.

 

Para Bandyopadhyay, a ênfase da moderna ciência do cérebro no neurônio é equivocada. Às vezes, ele se refere à neurociência como algo semelhante à dermatologia.

 

"O neurônio é a pele", diz ele. "É importante, sim, mas não tudo". O trabalho de Bandyopadhyay em 2013 sobre o microtúbulo exigiu a montagem de um microscópio especial e a contratação de uma empresa externa para criar uma agulha com um ponto de 1 por 1 nanômetro - o menor já construído, diz Bandyopadhyay. Sua equipe usou para espiar dentro do microtúbulo com precisão incrível.

 

E Bandyopadhyay inseriu a agulha em um neurônio de rato para visualizar o microtúbulo. Enquanto o fazia, monitores em uma das paredes da sala exibiam imagens do menor nível de biologia animal. O próximo conjunto de experimentos foi aplicar várias cargas elétricas e observar a "pele" do neurônio, assim como o interior do microtúbulo. No começo, nada aconteceu. Mas quando ele começou a aplicar cargas específicas de energia ao microtúbulo, ele respondeu, vibrando e conduzindo a eletricidade. Isso era curioso e excitante.

 

Um microtúbulo é composto de muitas subunidades individuais. Se eles operassem de uma maneira puramente clássica, como isoladores - como madeira, vidro e outros materiais comuns que impedem a corrente elétrica de fluir livremente - a quantidade de resistência através do microtúbulo deveria aumentar. Mas Bandyopadhyay encontrou algo muito diferente quando aplicou acusações específicas de corrente alternada. Os níveis de resistência aumentaram em um fator de 1 bilhão. O microtúbulo estava agindo como um semicondutor, um dos desenvolvimentos mais importantes em eletrônica. Ele ficou parado maravilhado com seus próprios resultados.

 

“Quando você obtém resultados como esse,” ele diz, “você está com medo. Estou errado de alguma forma?

 

Mas ele verificou, mesmo tendo colegas do lado de fora de seu laboratório no NIMS, examinando seus resultados. Em experimentos subsequentes, ele viu que essa atividade de condução no microtúbulo precedia o disparo neuronal, ou no nível da membrana. Sua pesquisa em microtúbulos apareceu na revista Biosensors and Bioelectronics. E ele tem outro estudo ainda sob revisão por pares.

 

As descobertas ainda precisam ser replicadas por outros cientistas. Mas aqueles que divulgam as descobertas de Bandyopadhyay são filosóficos sobre sua posição.

 

"Se você está procurando uma ciência de ponta, precisa ir ao limite do que é conhecido", diz David Sonntag, um toxicologista que trabalhou anteriormente em Tóquio para a ala de pesquisa e desenvolvimento da Força Aérea dos EUA e ajudou a financiar algumas das pesquisas de Bandyopadhyay.

 

“Se você tomar um rumo errado”, ele diz, “você encontrará seu vizinho louco do lado de fora, a ciência marginal. A questão é entender quando você está no ponto de bifurcação. Quando a franja se torna a fronteira?

 

Por enquanto, Bandyopadhyay permanece claramente à margem. Mas ele trouxe algo novo para o debate: um experimento que pode ser replicado, ou não, e uma perspectiva diferente sobre Hameroff.

 

Ele tem o cuidado de se distanciar da maior teoria da consciência de Hameroff. "Isso não é problema meu", diz ele. Ainda assim, ele descreve Hameroff como pai de sua própria pesquisa. "Esse homem estava falando sobre microtúbulos em 1982", diz ele. “Só de pensar neles, incapaz de estudá-los como eu, ele sabia e tão à frente de todos os outros. Eu me perguntei: "Que tipo de cérebro ele tem?".

 

Há também outro cientista muito mais experiente trabalhando na mesma linha de pesquisa e vendo resultados dramáticos em relação ao microtúbulo.

 

Jack Tuszynski, biofísico da Universidade de Alberta, é um colaborador de longa data da Hameroff que cria remédios contra o câncer. Suas últimas descobertas sugerem que os microtúbulos têm propriedades condutivas interessantes, mas indicam que eles também poderiam ser chamados de “memristores”. O memristor é o muito procurado quarto elemento em um circuito elétrico, teorizado pela primeira vez por Leon Chua, engenheiro elétrico da Universidade. da Califórnia, Berkeley.

 

Chua viu algo óbvio. Os três elementos de circuito existentes - resistor, capacitor e indutor - dependem das relações entre pares que controlam como a eletricidade flui, como ela é armazenada e como ela se modifica ao passar por um circuito:

• resistor (tensão + corrente)

• capacitor (tensão + carga)

• indutor (fluxo magnético + corrente)

 

Ao estudar os pares, Chua teorizou que deveria haver um quarto elemento de circuito governando a relação entre o par "ausente" - carga e fluxo. Chua cunhou o termo memristor, reproduzindo as palavras memória e resistor, e daí seu trabalho era estritamente matemático. Se tal elemento de circuito existisse, o que faria? As equações de Chua sugeriam que a resistência elétrica de um memristor, ou condutividade, não seria constante, como uma lâmpada, mas dinâmica, e determinada pela história da corrente que fluía através do dispositivo.

 

Qual é o grande problema? Nos transistores, qualquer interrupção no fluxo de elétrons resulta em perda de dados. Memristors, no entanto, incorporam tanto o fluxo de elétrons e íons - átomos carregados eletricamente.

 

Por se lembrarem da cobrança que anteriormente passava pelo material, as informações poderiam ser mantidas mesmo quando desligadas. Nos computadores, a inovação significa não mais reinicializar. Os computadores se ligariam como lâmpadas, e os discos rígidos se tornariam coisa do passado.

 

Os circuitos elétricos usam quatro variáveis fundamentais - corrente, tensão, carga e ligação de fluxo magnético. Relacionamentos entre essas variáveis levaram aos componentes clássicos de um circuito - resistor, capacitor, indutor - com exceção de um pareamento: carga + fluxo. O memristor preenche esse buraco, criando um quarto elemento de circuito que funcionaria como um resistor com memória.

 

A corrida está em andamento para construir chips memristor a um custo escalável para computadores de consumo, e por uma boa razão: Memristors exigem talvez 1 por cento da energia de um chip padrão. E enquanto os chips de computador padrão são limitados ao código binário de 0s e 1s, os memristores lidam com unidades fracionais de informação - um desenvolvimento considerado fundamental na construção de computadores que se comportam como o cérebro humano.

 

Tuszynski não estava familiarizado com memristors até que conheceu Chua em uma conferência de 2015 na Índia. "Acho que os microtúbulos são memristores", disse Chua, revelando um interesse de longa data no trabalho de Hameroff. Chua ficou particularmente impressionado, diz ele, quando certa vez ouviu Hameroff apontar que os microtúbulos são onipresentes por natureza, enquanto os neurônios não são. Esse insight - realmente, uma simples declaração de fato - pareceu fundamental para Chua. "Todos esses sistemas biológicos envolvem-se em um tipo de processamento de informações", diz ele. "Então, como eles fazem isso?". Ele achava que Hameroff encontrara a resposta em microtúbulos.

 

Tuszynski é muito diferente de Hameroff, seu antigo colaborador de pesquisa. Stolid e prático, ele publicou mais de 400 artigos em publicações peer-reviewed, labutando nos campos da terra da medicina de precisão e biologia computacional. "Stuart, eu acho, é muito propenso a especulação", diz ele. “Em muitos aspectos, ele é seu pior inimigo e seria melhor se ele se limitasse um pouco. Mas Stuart é um gênio. Seu trabalho em microtúbulos, antes mesmo de se envolver com Penrose, é brilhante, e é a razão pela qual eu trabalho em microtúbulos hoje”.

 

Para testar a teoria dos memristores, a equipe de Tuszynski encheu um prato com microtúbulos, proteínas tubulinas e uma solução tampão, depois adicionou eletricidade. Ao longo de muitas semanas, ele encontrou um resultado fascinante. Quanto mais ele substituiu a solução-tampão por mais microtúbulos, melhor foi a condutância.

 

"A condutância aumentou em duas ou três vezes com o aumento da presença de microtúbulos", diz Tuszynski, sugerindo que os microtúbulos eram melhores em conduzir energia do que a solução tampão.

 

Além disso, ele encontrou o efeito memristor da assinatura: Quando ele inverteu o fluxo de eletricidade, como em uma corrente alternada, a eficiência da condutância aumentou, como se o microtúbulo tivesse se lembrado da corrente que anteriormente passou por ele.

 

O laboratório de Tuszynski publicou um artigo no ano passado sobre as propriedades condutoras dos microtúbulos na Nature Scientific Reports, e está preparando um trabalho sobre microtúbulos como memristores. Se esses resultados se mantiverem, ele poderá apoiar o caso de Hameroff.

 

O REINO QUÂNTICO

 

Na última manhã da conferência em Tucson, Hameroff lentamente arruma uma mala para o saguão e se acomoda em uma espreguiçadeira para cuidar de mais alguns deveres administrativos.

 

"Acho que correu bem", diz ele. “As pessoas estão me dizendo que gostaram''. Sendo esta uma produção de Hameroff, houve uma quantidade razoável de combate. Chalmers acusou Hameroff de levar a conferência longe demais para o reino quântico. Hameroff tem uma resposta pronta. Ele foi capaz de incluir tantas sessões de conferência orientadas para o quantum, diz ele, porque a biologia quântica é um campo em crescimento.

 

Claro, nada disso é para dizer que Hameroff ganha esse debate. Ele ainda tem que reformular a franja como fronteira, e ele pode . Mas neste momento, com o sucesso científico sendo em parte uma simples função de matemática - é uma idéia ganhando ou perdendo adeptos? - ele está claramente subindo, e talvez isso nunca seja tão aparente como quando ele se levanta para sair.

 

Com uma mão no cabo da bagagem, ele é imediatamente parado. Hudetz, o anestesiologista que uma vez desprezou Hameroff, vai dizer oi. Ele diz a seu anfitrião, com aparente seriedade: “Foi uma conferência muito boa, Stuart. Eu tive um grande momento."

 

Hameroff agradece a ele. Eles brincam um pouco, e Hudetz se vira para ir embora. "Você sabe", diz Hameroff, parando-o, "você deveria fazer algumas pesquisas sobre microtúbulos".

 

"É engraçado você dizer isso", Hudetz responde. “Porque estamos falando sobre isso no meu laboratório. Há algum interesse. Nós podemos apenas fazer isso".

 

* Com informações da Discover Magazine.

 

- Ilustrações: Divulgação.

 

 

 

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