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Cybele Fiorotti

 

 

Cybele Fiorotti nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Mudou-se para São Paulo onde mora até hoje. Formada em Comunicação Social, atua como Assessora e Consultora em Comunicação e Negócio. Realiza trabalhos em diversas mídias - revista, jornal, tevê, rádio e mídia digital - gerando conteúdo para publicação. Administra os blogs "Aroma Essencial" sobre Marketing Olfativo/Identidade Olfativa, e "Experiência Compartilhada" sobre Educação Holística e Educação Espacial. Recebeu o prêmio "Baleia Azul" pelo projeto "Mãe Terra" junto ao meio ambiente. É autora da trilogia "Senhores dos Céus", sua primeira experiência literária na área de ficção.

 

 

 

 

ENTREVISTA DE CYBELE FIOROTTI

AO PORTAL UFOVIA

 

 

 

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Buscando a fonte

A partir das pesquisas fui tomando ciência de outros trabalhos relevantes que agora também estou lendo para buscar mais referências para signos, ideogramas – símbolos gráficos, grupos de línguas e dialetos, línguas ocultas ou mortas, entre outras buscas para agregar mais valor à pesquisa.

 

Por Cybele Fiorotti

Para Via Fanzine

04/09/2018

 

Como diz Blavasky “A verdade é mais estranha que a ficção.”, e talvez mais simples. Por que precisamos de altas resoluções ou esquemas complexos para explicar algo que pode estar mais perto da simplicidade?

Leia também:

Entrevista com Cybele Fiorotti

 

Este texto procura ser a continuidade dos anteriores: Comunicação, linguagem e língua; Pensando fora da caixa: De xenolinguística a cefalópodes; Reconstruindo sobre as ruínas de ontem;  lembrando a vocês que é totalmente intuitivo, pois minha área é comunicação, não sou arqueóloga, paleontóloga ou linguista. Minha matéria preferida na universidade sempre foi semiologia e daí vem este meu interesse pelo questionamento sobre outras formas de linguagem e seus significados. Por este motivo as pesquisas realizadas ao longo destas últimas décadas, e as descobertas que profissionais e cientistas fizeram são parte importante e constante nestes textos.

 

Quando comecei a pesquisa que foi orientada a partir da experiência de Maria, codinome do personagem real que narra sua experiência no vol. 1 da trilogia “Senhores dos Céus, por Irenia, com a qual mantenho contato, o mote foi buscar um entendimento para o quê significaria ou qual a motivação para um código que ela escrevia e falava, mas não sabia o significado. Interessante, não é mesmo? Parrilha, que é outro codinome do personagem que nos ajuda nestes primeiros passos, e não está mais entre nós - um golpe duro em uma pesquisa que já poderia ter avançado muito mais - nos deu a motivação para continuar e não desanimar. Portanto, o tema não esgota e a jornada não parece ser curta. Inclusive, abrimos aqui a possibilidade para quem quiser participar com seus conhecimentos, interagir com material, nós acrescentaremos ao estudo com todos os créditos. Fica a dica para quem quiser caminhar conosco nesta jornada.

 

Com isto, e respeitando o anonimato dos que querem preservar suas identidades, seguimos em frente buscando chegar cada vez mais perto de destravar este espaço entre os lados – quem contata e quem é contatado. Sempre levando em conta os espaços não preenchidos da história humana e que cada vez mais vem passando por avaliações através de novas descobertas.

 

 

O texto Maia pictográfico, de quase 1000 anos,  foi anunciado recentemente como autêntico, de acordo com os cientistas do Instituto Nacional de História e Antropologia do México. O valioso documento que foi vendido por saqueadores 54 anos atrás, contém uma série de observações e previsões relacionadas ao movimento astral de Vênus. Textos maias são escritos em uma série de glifos silábico, em que uma figura estilizada pintada muitas vezes representa uma sílaba.

 

A partir das pesquisas fui tomando ciência de outros trabalhos relevantes que agora também estou lendo para buscar mais referências para signos, ideogramas – símbolos gráficos, grupos de línguas e dialetos, línguas ocultas ou mortas, entre outras buscas para agregar mais valor à pesquisa. Uma delas, e foi uma grata surpresa, encontrei na página de J. A. Fonseca que pesquisa sobre arqueologia e simbologia. Uma menção que não pode passar em branco refere-se ao  trabalho maravilhoso e incansável de nossa arqueóloga Niède Guidon que lutou pela criação do Parque Nacional Serra da Capivara e da Fundação Museu do Homem Americano.

  

Pintura rupestre encontrada na Parque Nacional Serra da Capivara.

 

Dito isso voltemos à nossa jornada.

 

Quando lemos sobre a Torre de Babel na Bíblia Sagrada, uma lenda sobre um tempo em que os homens falavam uma só língua, e que pela sua soberba em querer chegar até Deus construíram a torre que foi destruída e os homens espalhados pelo planeta falando idiomas diferentes isto poderia nos remeter à ideia de uma língua universal como querem alguns estudiosos?  Quando tomamos conhecimento das Pirâmides da Bósnia que nos apontamentos do arqueólogo Semir Osmanagich contam em torno de 35.000 a.C. isto nos dá uma dimensão de culturas anteriores às egípcias e sumérias com ciência e tecnologias tão antigas quanto os textos bíblicos de diversas culturas?

 

Artefatos encontrados na Pirâmide contêm a escrita do povo Szekler, etnia de origem húngara – se bem que controversa entre historiadores - que viveu século VIII, isso podendo significar que os antecedentes para a maioria das línguas é a escrita húngara-suméria, mas aqui também existem divergências entre os estudiosos sobre este fato. Este é possivelmente o pré ou paleo-sânscrito que Kurt Schildmann falou sobre a ligação da cultura mundial a uma língua universal.

 

Outro ponto interessante e convergente entre os achados arqueológicos pelo planeta são evidências de que os megalíticos estariam relacionados aos construtores que governaram sobre a humanidade por um longo período e foram denominados “os povos do crânio alongados” encontrados ao longo de quase todas as civilizações em torno do planeta.

 

A ideia de povos isolados por continentes, sem comunicação e "primitivos" que registram construções similares e têm comportamentos também similares, não condiz com uma época onde a comunicação seria deficiente, ou inexistente. Hoje, o avanço das novas tecnologias, inclusive forenses, além de scanner a laser que varrem o fundo do mar e outras superfícies, torna a pesquisa cada vez mais perto de bases mais sólidas para este tipo de descoberta.

 

O que não podemos é desinformar e criar barreiras para o que não sabemos e não conhecemos, ou encontramos similar no que conhecemos até os dias de hoje. Se a equipe de historiadores e arqueólogos conseguir provas às suas teorias sobre a escrita chinesa ser a mais antiga da humanidade, superando a grafia cuneiforme, que surgiu há 5.200 anos, na Mesopotâmia teremos um novo patamar para discussão.

 

Portanto nós temos quatro povos: brancos, amarelos, vermelhos e negros, que utilizam símbolos e signos semelhantes; que construíram estruturas megalíticas e cidades semelhantes; que contam histórias de um tempo perdido semelhantes. Mesmo sendo a escrita chinesa e japonesa baseadas em ideogramas encontraremos alguns traços com espelhamento em outras escritas antigas. Como imaginar uma desconexão, ou desconhecimento entre elas? Qual seria o ponto comum, o gestor que une e converge o conhecimento entre elas?

 

Algumas pesquisas têm se apegado a dados comparativos sem similaridade ao que é conhecido ao longo dos anos e décadas, buscando comparações que fogem ao que damos como possível, não abrindo espaço para outras perspectivas. A abertura de arquivos governamentais nos tem mostrado uma fração dessa realidade. O homem tem um tempo para assimilar o que foge de sua compreensão, mas estamos vivendo um tempo totalmente diferente onde o que era impossível passou a ser realidade. Fechar os olhos não é mais um recurso ao qual possamos recorrer.

 

O que queremos nesta busca pela linguagem é encontrar um fio condutor que dê o pontapé inicial para a transdução do que é humano para o que é anterior à escrita humana que conhecemos, neste caso a linguagem Suméria, a primeira escrita conhecida, as primeiras memórias gráficas de 3200a.C – retomando o que já mencionamos, se as teorias sobre a escrita chinesa não forem comprovadas.

 

Voltamos à linguagem do Prof. Kurt, que nos remonta a não somente registros de ideogramas, mas de uma forma de contar fatos que provavelmente continuam a surpreender quem dedica estudos a eles como por exemplo figuras de naves, constelações estelares, figuras humanoides, animais que não correspondem à época do registro, mapas,  como ilustrado na figura abaixo (1) que está exposta no Museu Britânico.

 

Estaria especulando ao levantar a teoria de que estas narrativas, como a Torre de Babel venha de outro tempo e planeta que não o nosso? Uma história que atravessou pela tradição oral alguns eons de tempos e firmou na memória coletiva um registro para não esquecer a origem dos que registraram o evento? Que se perdeu nas diversas tradições e culturas, cada uma registrando a seu modo e entendimento durantes gerações o episódio? Ou, as raças que aqui chegaram e trouxeram uma nova realidade ao ser humano terrestre tenha provocado uma mudança nos códigos de linguagem?

 

O entendimento das linguagens que se perderam no tempo, algumas ainda indecifráveis, podem resgatar o tema, nos dar uma origem dos seres que a compuseram e mesmo seu tempo, e como espalhou suas raízes sendo absorvidas pelas diversas formas de linguagem no planeta. A perspectiva de uma linguagem única pode estar relacionada às similaridades entre culturas antigas que mantiveram registros históricos idênticos, como também passaram a utilizar identidades semelhantes aos que seriam os antepassados – como é o caso dos crânios alongados que citamos. 

 

Este sistema numérico antigo é tão simplista como raízes digitais, quadratura, e cubo que mostram a repetição de números que reduzem a 3, 6 e 9.

 

Estes povos trouxeram uma linguagem baseada na matemática e na geometria do espaço-tempo descrita por James Churchward como a língua mais antiga. Esta língua antiga também é descrita por Kurt Schildmann, uma língua chamada pré-sânscrito ou proto-sânscrito, a única língua que faz a ponte porque é encontrado em todo o mundo. Esta linguagem geométrica também está presente nas estruturas antigas, tais como os megalíticos e as pirâmides que ressoam com os eventos astronômicos e climáticos do planeta de forma harmônica e perfeita.

 

O código de Carl Munck descreve as chaves harmônicas encontrados na divisão do círculo com o número racional PI, que os antigos traduziam o código de como a realidade se manifesta em geometria/ângulos/graus. O código harmônico de Bruce Cathie mostra uma outra grade baseada em harmônicos e recíprocos, que a colocação de estruturas antigas está na convergência de pontos do tempo-espaço diretamente na ressonância com geometria/matemática.

 

Todos estes sistemas não estão apenas presentes em línguas antigas, sistemas numéricos, e medição do tempo, mas também modernas "redescobertas" de tecnologia, como feito por Tesla e a matemática vortex. Este sistema numérico antigo é tão simplista como raízes digitais, quadratura, e cubo que mostram a repetição de números que reduzem a 3, 6 e 9. Afinal, Einstein disse que o número se manifesta na geometria do espaço e do tempo, a energia é igual a massa vezes a velocidade da luz ' ao quadrado '. Dos harmônicos da precessão do equinócio ao ritmo médio do homem, uma milha, 1000 passos. Estes harmônicos espaço-tempo codificam espaço-tempo-volume-área em perfeitas proporções, graus e ângulos em ressonância com PI e Phi.

 

Barbaridade, e para que estamos indo tão longe? Bom, se não pensarmos fora da caixa e buscarmos entender como seres conseguem vencer tempo/espaço através do entendimento da linguagem universal, dificilmente chegaremos a entende-los ou ao que ficou aqui como registro através dos tempos. Acredito que Nicola Tesla teve este insight de forma tão perturbadora que não conseguiu manter sua parte humana desperta para ver que estava muito à frente do seu tempo, e o que seria um salto quântico para a humanidade acabou sendo a sua sina, e a sua morte.

 

Bom, mas não vamos para o lado da tragédia, ele nos deixou um legado que somente tende a avançar através de mentes brilhantes que estão chegando para dar a este planeta um novo salto. Quando do experimento do suposto Projeto Serpo – aqui a palavra “suposto” vem da incerteza mantida pelo governo americano sobre o assunto, mesmo com as provas e testemunhos sobre o caso - o humanoide que conseguiu sobreviver ao acidente em Roswell em julho 1947 foi transferido para o campo de Kirtland em setembro de 1947, e isolado em uma unidade médica. Trabalhou com os principais linguistas militares, e conseguiu se comunicar criando símbolos para definir palavras.

 

Em 1950 foi transferido para um laboratório em Los Álamos. Por não ter cordas vocais a comunicação ficou prejudicada, mas segundo relatos os cientistas desenvolveram um aparelho que facilitou a comunicação falada em inglês – o pouco que dizem ele aprendeu. Ele morreu em 1952. O Projeto Serpo foi um experimento onde 11 humanos ficaram por 13 anos no planeta de origem do humanoide. No site é possível ler muita informação sobre o evento, pois o que interessa neste espaço é a comunicação que foi realizada através de imagens cuja associação com a proximidade do que o humanoide conseguia traduzir para o entendimento de ambos foi o meio deste diálogo. O texto diz que não foi possível entender o idioma que ficou registrado. Pelo que está no site, a comunicação continua e sendo aperfeiçoada, não o projeto em si – Projeto Serpo - que parece ter sido prejudicado com o vazamento de algumas informações, sendo congelado indefinidamente.

 

Portanto, deixando quaisquer interferências sobre o fato da veracidade ou não do acontecimento vamos nos ater à questão da comunicação, e temos aqui duas barreiras: som e código. Os primeiros registros mostram que a comunicação humana escrita foi através de símbolos e códigos de linguagem. Será este o desafio na comunicação que está porvir? Levando em consideração que algumas raças estão no planeta esta talvez seja uma suposição na qual alguns pensariam não ter fundamento, mas não arriscaria dizer o contrário. Eles sabem nossos códigos, mas nós sabemos os deles? Afinal, a troca entre culturas é via de mão dupla, e entendemos o outro quando sabemos nos comunicar.

 

Se entre nós, humanos, quando viajamos e não conhecemos o idioma local existe uma barreira que nem sempre é transponível, o que dizer de uma linguagem extraterrestre ou intraterrestre não humana, ou de um grupo antigo de humanidade? Podemos também supor que a comunicação pode vir de feixes a laser, ou sons, ou unidades métricas ou geométricas, além daquelas que usam ondas cerebrais. Outros projetos são citados no site, mas não encontrei nenhuma referência, a mais simples que fosse sobre qualquer dado registrado.

 

O site da CIA na seção que libera documentos tem registros bem interessantes levando em conta que a “liberdade de informação” é restrita ao interesse da organização e do atual governo. Se a partir dos anos 1950, mais precisamente 54/56, deu-se início ao desenvolvimento de aeronaves com características bem avançadas poderíamos supor que uma fonte alimentadora altamente eficaz abriu a porta para a era espacial, e os protocolos de contato.

 

Suposta escrita do Eben no Projeto Serpo. Se observarmos os símbolos eles parecem bem familiar com outras formas de linguagem estudadas.

 

Se pensarmos na humanidade com a sequência de evolução histórica que aprendemos passaremos por grandes surpresas como as imagens que estão no Musée de l'Homme de figuras humanas  denominada pelos arqueólogos de “grafitos de Lussac-le-Château, descoberto em 1937, pelo cientista francês Léon Pencard são rostos entalhados no chão da caverna de La Marche, na região francesa de Lussac-les-Chateaux. São imagens de leões, ursos, antílopes, cavalos e 155 figuras humanas – rostos masculinos e femininos, pessoas usando roupas, chapéus e botas, que podem ter até 15 mil anos. Tal foi a surpresa à época da descoberta que sua autenticidade foi questionada, vindo a ser dada como autêntica em 2002. Clicando sobre o nome do cientista francês você vai encontrar uma raridade, graças à internet, um artigo sobre o livro editado em 1940: Iconographie humaine et animale du Magdalénien III Grotte de La Marche. Commune de Lussac-les-Châteaux (Vienne) [article]. Portanto, não é possível fechar questão sobre que humanidade viveu aqui e quais interações tiveram com seres de outros orbes, ou mesmo civilizações que aqui estão há milhares de anos.

 

Parafraseando o biólogo Loren Eiseley, antropologista, escritor científico, ecologista e poeta, escritor deThe immense journey”, que indagou: “Chegamos das estrelas e estamos voltando a elas graças às nossas realizações?”  Boa pergunta, e talvez aí esteja uma forma mais simples de chegarmos a entender o porque a história humana é tão cheia de vazios e repleta de sustos recorrentes quando algo não bate com o estabelecido.

 

Como diz Blavasky A verdade é mais estranha que a ficção.”, e talvez mais simples. Por que precisamos de altas resoluções ou esquemas complexos para explicar algo que pode estar mais perto da simplicidade? Simplicidade neste caso vem de encontro a seguir uma intuição, abrir a mente para situações ou descobertas que não encaixam na grade acadêmica da ciência, mas não dispensar o pensamento cientifico. Aquele que nos faz buscar as variáveis e nos coloca nos mais diversos dilemas até encontrarmos um conjunto comum de dados.

 

Neste ponto faço uma crítica, que espero seja lida como construtiva, aos meios de pesquisa sobre exobiologia. Hoje, temos vários depoimentos de pessoas dos mais variados níveis de conhecimento, patentes, como também pessoas comuns, leigas. Julgar que qualquer declaração é “viagem” ou loucura nos torna cerceadores de informação. A realidade é que não sabemos nada sobre e por que cada contato, cada interação entre humanos e não humanos é feita desta ou daquela forma. Da mesma maneira que entre nações nunca sabemos realmente o grau de interesses e oportunidades que são aceitos por ambos os lados na questão. Cada pesquisador deve avaliar qualquer questão quando tiver na sua experiência, no conjunto de pesquisas, dados que possam ou não corroborar com o fato, mas nunca deletar ou destruir o que não entende, ou julga absurdo.

 

Não conhecemos o Universo, estamos engatinhando nesta jornada, e podemos supor - como na ficção – muitas coisas, e como acontece em muitos casos esta ficção acaba virando realidade. Muitos filmes de ficção foram alimentados com informação de interesses de anônimos, nem por esta razão foram deixadas de lado. Portanto, continuamos nessa busca, sem receio e sem frear a informação.

 

- Contato com a autora: zericks@terra.com.br.

 

- Imagens: Arquivos da autora/Divulgação.

 

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Aprendizado:

Reconstruindo sobre as ruínas de ontem

Como entender o que hoje, supostamente, é recebido como mensagem de raças alienígenas? Este interesse que o assunto alçou com mais ênfase desde a década de 1960 nos dá um vislumbre de sua importância.

 

Por Cybele Fiorotti

Para Via Fanzine

03/08/2018

 

Mapa de 2700 anos.

Leia também:

Entrevista com Cybele Fiorotti

 

Como entender o que hoje, supostamente, é recebido como mensagem de raças alienígenas?

 

Este foi o questionamento pendente na primeira parte dessa jornada “De Xenolinguística a cefalópodes”. Octaviano Gaiarsa, em seu Atlas de Epigrafia, 1998, sinaliza: “Quem escreve um livro versando sobre um assunto especializado age com determinado propósito”. Assim buscamos entender a trajetória de homens e mulheres que dedicam seu tempo em busca de respostas para assuntos considerados controversos, mesmo que este espaço seja uma matéria, e não um livro. O respeito na busca pelo conhecimento é o mesmo.  

 

Em tese de mestrado defendida por Eduardo Dornelles Barcelos, apresentada à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, em 1991, sob o título “História da pesquisa de vida e inteligência Extraterrestre”, ele cita sobre os estudos exobiológicos: “Em função do já exposto, parece-nos plausível a afirmação de que esta se constitui numa disciplina científica em formação... O que explicaria esse olhar dirigido às estrelas, em busca de nossos pares? Necessidade de confirmação a apoio exógenos, portanto pretensamente neutros ideologicamente, a nossa existência e expansão como civilização técnica?  Logo, busca de outra materialização do “progresso”, reforçando a nossa moderna de uma evolução das sociedades passando por certos estágios? Sendo verdadeiras tais suposições compreenderíamos a seguinte convergência ideológica: a defesa comum, de escritores soviéticos e cientistas ocidentais, de um progresso /evolução social voltado, em certo estágio, ao desenvolvimento tecnológico acelerado. A SETI não abrigaria, também, um exercício prospectivo, à procura de um conhecimento prévio sobre a expansão cósmica de espécies tecnológicas, e, portanto, sobre nosso futuro? Ou então não esconderia o desejo secreto, quase religioso, de arrebatar o saber de civilizações técnicas e cientificamente superiores (superiores no sentido de controle da natureza), como sugere, como uma ponta de malícia, Thomas R. McDonough (The search for extraterrestrial intelligence -1987)? No momento, parece-nos que a melhor conclusão que pode ser extraída coloca-se nas palavras de D.G.Stephenson: “Contudo, a história da ciência tem revelado que um paradoxo é frequentemente o resultado da inadequação de suposições básicas inquestionadas para descrever novos fenômenos em exame sobre o Universo” (Models of Interstellar Exploration-1982).

 

Este interesse que o assunto alçou com mais ênfase desde a década de 1960 nos dá um vislumbre de sua importância. Temos neste período, em 1961, a Conferência sobre Vida Inteligente Extraterrestre, sediada no NRAO, organizada pelo Conselho de Ciências Espacial da Academia Nacional de Ciências dos EUA; em 1964 temos a Primeira Conferência sobre Civilizações Extraterrestres e Comunicação Interestelar, sediada em Byurakan, Armênia, URSS, organizada pela Academia de Ciências da URSS; e a Primeira Conferência Soviético-Americana sobre Comunicação com Inteligências Extraterrestres (CETI), sediada em Byurakan, URSS, organizada pela Academia Nacional de Ciências dos EUA e Academia de Ciências da URSS, em 1971. Os primeiros encontros sobre exobiologia com participação do SETI e CETI foram realizados entre 1959 e 1971.

 

O Projeto Disclosure, entre os eventos publicamente divulgados, talvez tenha sido o mais impactante por colocar o tema publicamente buscando resultados mais concretos sobre a motivação para o contato, e seus resultados. Recentemente, em 2014, a NASA lançou o manual Arqueologia, Antropologia e Comunicação interestelar, que citamos em matéria anterior “Comunicação, Linguagem e Língua” elevando a um patamar superior a motivação e a importância que o tema merece. Está disponível para quem gosta de pesquisa sobre estes temas, uma extensa bibliografia no site The SAO/NASA Astrophysics Data System.  Outra referência importante vem pela contribuição do Profº. Kurt Schildmann (1909-2005), entre os linguistas proeminentes e epigrafista do século XX, foi um pensador singular que nunca se impressionou particularmente pelas convenções e paradigmas da ciência convencional. Foi chamado de a “criança terrível” pelos desafios que propôs, sendo continuamente confrontado com declarações profundamente perturbadoras entre eles os textos do arquivo das Cavernas de Illinois, em paleo-sânscrito, que repetidamente se referiu a esses fenômenos estranhos e prevalentes envolvendo espaçonaves circulares não identificadas, abdução alienígena, mutilação de gado e bases subterrâneas profundas com profundo rigor.

 

Isto sempre me causou perplexidade, não pelo evento em si, mas pelo fato de governos desmentirem sistematicamente sobre não haver vida extraterrestre, descaracterizando provas e subjugando civis, pesquisadores, militares e cientistas às mais diversas situações.

 

Antes de buscarmos entender mensagens alienígenas temos que voltar nossos olhos para os primórdios dos tempos, pelo menos aquele que conhecemos. Ivar Lissner, um jornalista, historiador e escritor alemão, escreveu em seu livro “Assim viviam nossos antepassados”: Que aconteceria se pudéssemos olhar para trás e ver com nossos próprios olhos todos os sofrimentos e lutas que o homem suportou durante suas centenas de milhares de anos como ser humano? Lissner foi espião duplo, alemão e russo, durante a Segunda Guerra Mundial. A intensa busca pelos alemães por mitologia talvez tenha sido - estou supondo – o interesse de Lissner pela busca de mitos antigos.

 

Voltando à pergunta acima como seria se conseguíssemos descobrir como o Oriente e Ocidente trocavam ideias culturais há 3500 anos AC, e conhecer o homem que 400 A.C discutiu com o filósofo Sócrates sobre compostos de números e átomos – Demócrito. Hoje, arqueologia, antropologia e paleontologia estão avançadas com o advento das novas tecnologias. Surgiram também outras ciências como astrofísica, astrobiologia, arqueoastronomia, entre as que ainda estão caminhando para uma classificação como a xenolinguística.  Tirando o caráter especulativo e a necessidade de deter o título de “pai da descoberta do contato”, muito poderíamos caminhar inclusive em benefício deste planeta se buscássemos respostas para os nossos próprios problemas enquanto humanidade, pois sendo os novos extraterrestres colonizando outros orbes não levaríamos o espirito predador com o qual temos consumido nosso próprio planeta, levando-o ao limite.

 

Certamente, descobertas como as pedras maias pelo INAH – Instituto de Antropologia e História, México, trouxeram à tona vários questionamentos sobre vida extraterrestre – uma história que envolve o governo mexicano o guardião de documentos e imagens de objetos encontrado no sitio arqueológico de Calakmul. O site do Instituto aparece como inexistente, mas outros links dão acesso a endereço e pesquisa. No entanto, continuamos com aquela sensação de que este assunto – extraterrestre – tornou-se um filão para manter governos disputando quem será o pai da criança, ou somente para deter informação.

 

 

É interessante ver estas peças na imagem acima, e perguntar-se como um povo que em tese não detinha tecnologia podia ser tão criativo e visionário sobre voos espaciais. Da mesma forma que a magia, a mitologia, os deuses, os reinos subterrâneos, os reinos como Asgard, dragões, entre outros mitos e lendas fizeram de épocas inteiras um guardião de histórias contadas através da tradição oral, e mantidas com respeito por culturas durante séculos, ainda possam nos causar perplexidade diante de inúmeras sincronicidades com descobertas atuais.

 

Pesquisadores independentes, e persistentes, fazem um papel tão importante quanto os academicos, pois estão mais livres para pensar fora da caixa e colocar à disposição da ciência , e acadêmicos, fatos que possam ser reportados dentro do que a epistemologia cientifica traz como campo do conhecimento. Rex Gilroy é um desses pesquisadores independentes, que além de seu museu histórico, dirige o Centro de Investigação de OVNIS das Montanhas Azuis e o Centro de Pesquisa sobre o Yowie Australiano – uma versão do pé grande. Em seu site ele cita “No curso de minhas pesquisas ao longo de muitos anos, observei que os antigos mitos e lendas de nosso povo aborígine falam de uma raça de "heróis da cultura" que habitavam a terra no "Dreamtime" longínquo e que haviam passado adiante muito de sua cultura para os aborígines. Esses 'heróis da cultura' são descritos de várias maneiras como sendo pálidos ou de pele branca; que eles moldaram muitas características geológicas naturais e ergueram muitas formações rochosas muitas vezes verdadeiramente monolíticas, e adoraram o Sol, a Lua e as Estrelas. Eles deram as leis aos aborígines e transmitiram elementos de sua religião, como a adoração do Sol, da Mãe-Terra e do Pai Celeste, e ensinaram aos guerreiros aborígines a fabricação do bumerangue e o uso do woomera – lança aborígene - em arremesso de lança. Essas tradições me convenceram, há mais de trinta anos, que um povo megalítico avançado de construção de monumentos havia habitado a Austrália”.

 

 

Este é outro ponto interessante – megalíticos – construções de pedras estão pelo mundo todo, em todas as culturas, em todos os continentes. São estruturas gigantescas, toneladas de pedras dispostas em consonância com determinadas épocas do ano como solstícios, e que são traduzidas como monumentos religiosos, ou para ritos funerários.  Será só isso? Por qual razão povos considerados ainda em fase primitiva saberiam sobre ângulo solar, constelações, planetas, etc.?  Por que será que estão dispostas de forma interligadas a vários outros monumentos pelo planeta? Teoria como a concepção das Linhas de Ley, pelo arqueólogo amador Alfred Watkins, trouxeram mais perguntas que respostas, pois são tratadas – Linhas de Ley - como “supostos alinhamentos” que estariam em sintonia com o campo eletromagnético do planeta e construções antigas tanto construídas pelo homem quanto os megalíticos,  pelas inúmeras teorias que surgiram através de grupos paracientíficos e exotéricos.  Na realidade Watkins acreditava que elas serviam como meio de rota para migração de povos.

 

No Brasil existem vários sítios megalíticos, alguns como a Pedra do Ingá - esculpida em um único bloco de pedra de 23 metros de comprimento e 3,8 metros de altura, em Ingá, na Paraíba - nos deixa abertos a inúmeros questionamentos sobre os povos que por aqui passaram, e outros que não saberíamos dizer como, nem quando estiveram por aqui. É considerada por muitos arqueólogos único no mundo por suas inscrições e tamanho.  Como esta “pisada” fossilizada que para quem olha de perto tem a nítida impressão de ser uma bota de astronauta incrustada na pedra, com uma profundidade significativa como se fosse um terreno após uma erupção vulcânica que resfriando deixou a marca no solo? E como a pedra do Ingá foi talhada com tanta precisão sendo que os habitantes nesta época não conheciam os metais? A linguagem rupestre entalhada na pedra ainda é desconhecida, e nela constam figuras humanas, de animais e a constelação de Orion, entre outros signos.  Em 1970, o engenheiro José Benício de Medeiro apresentou um estudo sobre as gravações feitas na Pedra do Ingá, um trabalho valioso e pouco conhecido. Neste trabalho José Benício relacionou o monumento arqueológico com dados astronômicos. O Brasil tem vários sítios megalíticos espalhados pelos estados brasileiros, e mesmo que outros usos para tais locais sejam conhecidos como ritos religiosos, ou câmeras funerárias, o conhecimento astronômico encontrado nestes registros mostra que alguma fonte mais conhecedora da carta celeste incutiu o conhecimento nestes povos. Interessante também nos perguntarmos o porquê povos tão distantes e com culturas tão diversas tinham o solstício como tradição comum. Por que a carta celeste faz parte dessa memória coletiva?

 

 

Não podemos esquecer de Paraúna, onde figuras antropomórficas e zoomórficas compõem um cenário extraordinário. Como cita o boletim do IBGE, nº 211 de 1969: “Tudo como se vê, embora em mau estado, comprova plenamente a presença de uma civilização superior à dos nossos índios, mas inferior à dos incas.”. Daniel Ruzo, “explorador e filósofo peruano, parte em 1952 para estudar a planura desértica de Marcahuasi, a 3800 metros de altitude, a oeste da cordilheira dos Andes. Essa planura sem vida, que só pode ser atingida a cavalo numa mula, mede três quilómetros quadrados. Ruzo descobre animais e rostos humanos esculpidos na rocha, e somente visíveis no solstício de Verão, por meio do jogo das luzes e das sombras. Ali encontra estátuas de animais da época secundária, como o estegossauro; leões, tartarugas, camelos, desconhecidos na América do Sul. Uma colina esculpida representa uma cabeça de velho (Civilizações desaparecidas–CapituloIV).

 

 

Nesta parte da reflexão ponderamos sobre civilizações esquecidas, perdidas no tempo e nos registros históricos. Incrível ver como passamos incólumes aos dados que poderiam nos trazer alguma evidencia de civilizações avançadas que por aqui viveram.  Uma delas, Tartesso, considerada a quinta essência de uma civilização, que alguns datam como aproximadamente 1000 A.C – apesar da citação não se sabe exatamente o período - e seu povo foi detentora de grande sabedoria e segredos. Desapareceu, aproximadamente, em 500 A.C não se sabe como e por quê. Os registros mais recentes mostram civilizações inteiras ruindo em função de destruição iminentes, poder e guerra. Portanto, temos a possibilidades de que algumas delas possam ter optado por não perecer migrando para outras terras mais altas, lugares inacessíveis, recomeçando uma nova etapa. Algumas lendas falam de povos intraterrenos, e mesmo subaquáticos, ou mesmo em cavernas profundas – nesta última citação tem casos interessantes entre remanescentes de tribos indígenas na Paraíba.

 

Cada povo tem sua noção de civilização avançada baseando-se no seu tempo, e tudo o que é passado torna-se primitivo. Talvez devêssemos rever nossas noções de conhecimento civilizatório antes de perdermos por completo a história humana. Para quem interessar ir mais para a arqueologia pública, existem vários estudos mais recentes sobre Tartesso. Outro ponto que podemos levar em consideração sobre os avanços de povos exploradores é o fato de que dificilmente seria aceitável que o colonizador descobrisse ser os colonizados mais civilizados que eles. Portanto, minar em todas as bases um povo lhes dariam poder e condições de reescrever a história.

 

Por que paramos de perguntar sobre como tanta informação ficou pela metade? Talvez, não responder alimentaria as diversas teorias de conspiração que perpetua dúvida, sem gerar questionamentos. Qual seria a diferença? A dúvida vem da desconfiança e do medo que a resposta pode nos dar, será mesmo que queremos saber? O questionamento nos obriga a pesquisar, ir atrás de mais perguntas, e por fim ter a certeza se queremos ou não tal resposta, desta vez consciente das inúmeras implicações que isso traz. Afinal, muitos bons pesquisadores foram desmoralizados e prejudicados quando suas buscas resultaram em dados que não eram interessantes para grupos de influência, ou em razão das “provas” não serem suficientes para os protocolos científicos. A dicotomia aqui é saber se pesquisamos porque queremos respostas às nossas buscas individuais, ou queremos respostas para alimentar o coletivo. Lembrando que a massa é oscilante e manipulável, moldada de acordo com as imposições e interesses de uma época. Ela – a massa - não procura a verdade, ela aceita o que é imposto, basta vermos o ambiente atual de desinformação que gira nos meios digitais e como são replicadas mensagens sem nenhuma pesquisa sobre a origem ou fonte, e credibilidade do fato.

 

Portanto, voltando a pergunta inicial, como entender o que hoje é convencionado como “mensagem alienígena”? O está provocando esta busca tão intensa por vida extraterrestre nos dias atuais?

 

Nestes anos de pesquisa, questionamentos e experiências, a oportunidade de estar com pessoas muito especiais abriu espaço para que este tipo de questão pudesse se tornar mais abrangente. Quando você lida com um assunto que foge do seu dia a dia, às convenções, e do possível, sua mente precisa de um espaço fora do tempo, uma área intocável para que o propósito possa ser atingido: uma análise desapaixonada e livre de pré-conceitos, livre de julgamentos e suposições. Apenas ouvir e reunir dados. Neste caso, estamos falando sobre contatos com seres vivos, físicos que por algum motivo dispuseram tempo e disposição para contatar pessoas que se prestaram a tal evento. Fazendo uma comparação com as expedições indianistas que buscavam entender tribos indígenas desconhecidas e isoladas, que entre resistência e curiosidade se dispunham a conhecer os “estrangeiros” poderíamos ter uma leve noção dessa troca. Neste caso, a diferença está em humanos contando humanos, enquanto que na razão inversa desta busca estamos falando de humanos lidando com seres não humanos. Pelo menos é como classificamos.

 

A pergunta é: - São humanos de civilizações anteriores à nossa que estiveram ausentes e, de alguma forma, não quiseram perder o vínculo com seus descendentes? Seriam povos colonizadores, de outros orbes, que aqui ficaram e continuam nos observando? Seriam povos que veem através de expedições para acompanhar o que seus objetos de estudos andam fazendo, para finalmente criar um laço cultural visando futuro intercâmbio mais amplo? Qualquer uma das três seriam plausíveis, visto que, como já citado, somos os próximos colonizadores de planeta neste quadrante estelar começando uma nova história, e reescrevendo a antiga.

 

O que chama a atenção de quem pesquisa o campo da xenolinguística – na realidade ela ainda não existe oficialmente como ciência, mas é pesquisada por linguistas, antropólogos e arqueólogos que vão além do acadêmico – é o conteúdo da mensagem. O aspecto místico-religioso aparece em grande parte delas, e poucas trazem um discurso voltado para o campo da ciência em si. Temos dois pontos para considerar dentro do pouco – apesar de mais de duas décadas nesta jornada, e do muito, mas muito que ainda temos que aprender – que pudemos apreender:

 

1 - Por que algumas mensagens têm caráter místico? Estamos buscando heróis, novos ídolos, uma válvula de escape?

 

2 - Por que alguém viria de algum lugar fora do nosso tempo e espaço, ou neste mesmo tempo/espaço, para discutir problemas pessoais do contatado?

 

3 - Por que empregaria seu tempo para trazer confusão e desalento?

 

4 - Qual o propósito de mensagens individuais?

 

Esta primeira parte está questionando somente mensagens de indivíduos que pregam quase um novo messianismo coletivo, e vários resultados desastrosos surgiram de pessoas que interpretaram ser um “mensageiro cósmico” levando centenas para lugar nenhum. Este é um dos aspectos que podem anular a probabilidade de que realmente exista neste contexto um contato real tirando a credibilidade do que é reportado, pois a interpretação irá de encontro aos códigos de linguagem, cultura e tradição de quem o está recebendo. É interessante observar que muitos desse “contatados” tem certeza absoluta de estar recebendo mensagens de um ser cósmico mítico. Portanto, quem ou o que manipula a mente dessas pessoas? Quem faria tal coisa? Quem daria à suscetibilidade da psique humana tal informação? Este tipo de episódio está descrito em várias fases da história humana, incluindo livros sagrados de várias culturas. Com as pesquisas desenvolvidas ao longo das décadas por vários governos sobre visão remota e a psique humana poderiam cientistas com este objetivo estar testando humanos? Absurdo? Não, não é um absurdo, mas tudo cai na teoria da conspiração e serão sempre negadas quaisquer noticias a este respeito. Com a abertura de arquivos “quase” confidenciais, e liberados somente de acordo com interesse de organizações como a CIA , parte desse tema foi pinçado de alguns arquivos. Outra questão seria:

 

1 - Como interpretar mensagens codificadas, ou com temas científicos avançados, por pessoas com pouca instrução escolar, e nenhuma base cientifica?

 

2 - Como interpretar as narrativas de viajantes humanos, alguns com pouca ou nenhuma instrução, em naves espaciais para locais com descrições de um mundo de ficção digno de Spielberg?

 

3 - Como interpretar experiências físicas e mentais pelas quais estes contatados voltam contando?

 

Aqui, nos deparamos com um aspecto mais curioso nas mensagens, pois quando interrogados os contatados conseguem manter a seriedade do relato, ou da experiência intacta por anos, sem se contradizerem, despertando o interesse de governos que muitas vezes os mantem por tempo indeterminado para avaliação e pesquisa. Podemos destacar também as mensagens de cunho místico/cientifico onde linguagem codificadas se unem a astronomia, astrofísica, exobiologia, bioenergética humana.  Uma terceira vertente está relacionada aos depoimentos dados nas últimas décadas, transcritas e documentadas através de vídeos e conferências, de militares, cientistas, agentes de diversos governos e funcionários de bases militares, além de ministros. Esbarramos no que poderíamos chamar de fato incontestável, mas que continua sendo desmentido, ou deixado à especulação pela mídia e governos para gerar a dúvida.

 

Negar que passamos por um período extremamente singular, como diria o senhor Spock é ilógico. A comunicação com seres extraterrestre é uma realidade na qual somente poderemos afirmar como Contato quando governos apresentarem suas conferências com os estrangeiros. Isto em caráter oficial. Por enquanto, ficamos com as experiências individuais, ou em grupos, significativas, com base em resultados que nos permitam identificar – aliás sendo físicos e vivos têm nome e endereço, motivação e planejamento para a troca de informação e cultura – o status deste intercâmbio e trazer à tona o diálogo.

 

A conclusão para este artigo extenso, e aqui reafirmo que é uma conclusão pessoal, eu digo que sim, a comunicação entre culturas não humanas terrestres tem ocorrido, é real, documentada e está em pleno processo de decodificação por mentes humanas em todo o planeta. O grau de avanço não sabemos, pois como toda pesquisa com vários graus de interesses a informação é controlada. No entanto, temos os casos particulares, aqueles que chegam até pesquisadores independentes e que podem ser estudados sem as barreiras peculiares. A tarefa é árdua e implica em um estudo interdisciplinar que envolvam pessoas comprometidas apenas com o resultado e sua finalidade, e não em caráter pessoal e para notoriedade. Muitos desses contatados querem estar incógnitos, e isto é compreensível. Aqui o respeito à privacidade dos colaboradores é fundamental em função de suas vidas ficarem expostas a um nível de interferência insuportável. O tempo chegará em que poderão estar disponíveis sem invasão à sua vida e de familiares. Estaremos disponibilizando em outra oportunidade análise de comunicação extraterrestres que por enquanto estão em fase de estudos mais detalhados. Espero que este artigo incentive e leve muitos de vocês ao interesse pelo tema, e pela busca de resultados concretos.

 

- Imagens: Arquivos da autora/Divulgação.

 

*  *  *

 

Pensando fora da caixa:

De Xenolinguística a cefalópodes

A Xenolinguística, que trata do estudo de língua extraterrestre  - xeno  prefixo de origem  grega e quer dizer estranho – tem sido razão de estudos na Universidade do Texas, Campus Austin, no departamento SETI e METI.

 

Por Cybele Fiorotti

Para Via Fanzine

28/07/2018

 

A descoberta de novos padrões culturais, formas de pensamento, idiomas – em formas que não podemos ainda traçar, nos colocaria em um novo padrão enquanto sociedade.

Leia também:

Entrevista com Cybele Fiorotti

 

Em matéria anterior “Comunicação, linguagem e língua” iniciamos uma discussão sobre como seria a interpretação dos códigos de linguagem com a descoberta ou contato com uma cultura extraterrestre. O assunto é vasto, e pode ser cansativo, não nego. No entanto, como pensar em contato sem discutir sobre parâmetros que nos dariam os mecanismos para chegar ao resultado que pretendemos – troca entre culturas.  O mais interessante é que quando começamos a focar em um tema ele começa a aparecer de forma sincrônica, como se o seu foco o colocasse em evidência. Ele te persegue, portanto não está concluído. Este é o motivo para voltar ao tema e tentar não ser repetitiva, pois o tema é interessante e está sendo estudado por cientistas em todo o mundo – mesmo que extraterrestre exista somente na ficção (?).

 

Resolvendo um problema

 

Vamos falar em recursão e dêixis. O primeiro é “método de resolução de problemas que envolve quebrar um problema em subproblema menor até chegar a um problema pequeno o suficiente para que ele possa ser resolvido.” O filme “Perdido em Marte” nos deu uma amostra quando Mark, deixado no planeta vermelho, tem que repensar sobre sua sobrevivência conhecendo a realidade na qual se encontrava, e transformando um grande problema em problemas menores, resolvendo um de cada vez.  Dêixis são elementos linguísticos que indicam o lugar (aqui) ou o tempo(agora) em que um enunciado é produzido, e também indicam os participantes de uma situação do enunciado (eu/tu). (Prof. Glória Galli). Mas, o que isso tem a ver com o que estamos falando? Bom, se a recursão – usado em linguagem algorítmica – trata de quebrar um problema em subproblemas, e dêixis é igual a “apontar para”, estamos nos colocando entre questionamentos para resolvermos questões básicas: nossa capacidade para “pensar” soluções para eventos extraordinários.

 

A Xenolinguística, que trata do estudo de língua extraterrestre  - xeno  prefixo de origem  grega e quer dizer estranho – tem sido razão de estudos na Universidade do Texas, Campus Austin, no departamento SETI e METI. O título acima “De Xenolinguística a cefalópoles”, inclusive, parou insistentemente em minhas páginas de busca o que me levou a pensar duas vezes antes de descartar o fato de que iria reprisar o tema.

 

Hoje, se você colocar no Google “mensagens extraterrestres” irão surgir milhares de páginas de pessoas que dizem manter contato e receber mensagens. Aqui não estou fazendo juízo de valor, nem questionando a palavra de cada detentor da mensagem. O que está em pauta é pensar fora da caixa, se permitir ir além diante de tanta insistência nesta afirmação, e isolar mentalismos. O ser humano tem um ponto positivo nesta jornada, sua curiosidade e esperança em soluções para o que não encontra resposta. A partir daí, podemos fazer várias perguntas dentro desse mote como:

 

1 - Qual o contexto existencial que estes seres podem compartilhar conosco? Levando em consideração que estamos falando de seres como nós, vivos e físicos.

 

2 - Podemos chegar a uma gramática universal, ou seja, criar um campo comum onde a percepção  dos interlocutores fizessem a intersecção da troca de informação?

 

3 - O que aconteceria se os extraterrestres tiverem sua própria linguagem, sem um campo comum a ambos os interlocutores?

 

4 - Haveria um campo interdisciplinar envolvendo vários estudos?

 

5- Atingiríamos este nível de generosidade, paciência e imaginação exigidos?

 

Semiosphere

 

A ideia predominante de que os encontros entre culturas são explosivos, dialógicos e geradores de sistemas de signos novos foi a principal responsável pelo questionamento que levou o semioticista russo Yuri Lotman a investigar as relações entre sistemas de signos no interior da ”semiosphere”. Aqui, levo em conta que esta visão se baseia na história humana que há milênios traz na sua trajetória um contexto histórico de múltiplas e diferentes culturas. Portanto, podemos imaginar o que seria sob a perspectiva de um contato com outras humanidades ou humanoides, e traçar este contexto de informação.

 

1 - O que acontece no encontro entre culturas?

 

2 - Que tipo de diálogo eles travam entre si?

 

3 - Que tipo de experiência criam capaz de reconfigurar o campo de forças culturais?

 

4 - Qual seria o papel de cada um – quem recebe e quem chega?

  

Martin Holdraad, antropólogo, cita: “Quando encontramos diferenças profundas, os conceitos que já temos pode não ser suficiente para descrever os dados, muito menos interpretar ou explicar o que estamos encontrando”.

 

Neste ponto chegamos a outro aspecto interessante. Nosso tempo espacial amplia ou contrapõe a capacidade desta interação entre civilizações humana e não humana? A noção de tempo/espaço para o homem nestas últimas décadas sofreu alteração, no meu ponto de vista. Com a chegada da era digital esta noção tornou-se ambígua diante do “tempo real”. Hoje estamos conectados dia e noite com todos os povos com acesso às novas tecnologias, falamos instantaneamente uns com os outros, e acompanhamos astronautas em tempo real no espaço. Temos hoje a noção de um tempo/espaço mais curto, como se o dia não mais tivesse suas 24h. Como entenderíamos a questão tempo/espaço contatando civilizações com outra perspectiva? O antropólogo Massimo Canavacci trouxe o termo “ubiquitempo”  em sua palestra na  Intercontinental Academia (ICA):  “Para o antropólogo, os indivíduos ubíquos podem transitar entre diversas identidades, espaços e tempos, dando origem ao multivíduo. Trata-se, afirmou, da multiplicação de subjetividades para além das identidades fixas: "A ubiquidade desafia a identidade, que se torna mais flexível. O sujeito ubíquo da experiência etnográfica é multidividual". Aqui, repito, a discussão está em relação ao ser humano. Tento transportar para fora deste contexto e buscar outra perspectiva.

 

A descoberta de novos padrões culturais, formas de pensamento, idiomas – em formas que não podemos ainda traçar, nos colocaria em um novo padrão enquanto sociedade. Podemos medir esta expectativa quando conhecemos os “conlanger” ou criadores de idiomas. É uma etnografia especulativa criando ou inventando línguas estrangeiras, como por exemplo Klingon,que inclusive tem uma rádio e uma universidade;  a língua Dothraki em Games of Trones; Quenya e Sindarin em Hobbit e Senhor dos Anéis, inclusive com um curso publicado em livro; Na’vi em Avatar, o que nos dá uma percepção das expectativas que o contato gera. O ponto positivo nesta curiosidade, se podemos chamar assim, é o fato de que estes esforços expandem nossa capacidade de imaginar possibilidades.

 

 

Também temos uma linguagem  artificial, esta real, desenvolvida para enviar mensagens para extraterrestre, na década de 1960, pelo matemático holandês Hans Freudenthal - Lincos “projeto de uma linguagem para diálogo cósmico, com o objetivo de projetar uma língua que possa ser compreendida por uma pessoa que não tenha conhecimento de nenhuma de nossas linguagens naturais, ou mesmo de suas estruturas sintáticas. As mensagens comunicadas através dessa linguagem contêm não apenas matemática, mas em princípio (levam) todo o estofo do nosso conhecimento” – trecho publicado Open Culture. Lincos, língua falada tecnológica, “feita de ondas de rádio não-moduladas, de duração e comprimentos variáveis, codificada com um conjunto de símbolos emprestados da matemática, da ciência, da lógica simbólica e do latim”.

 

 

Entramos agora em um campo desconsiderado pelo ser humano apesar de sua interação com animais domesticados. Como vamos conseguir nos comunicar com criaturas extraterrestres, das quais nenhuma informação especifica foi registrada – aqui estou supondo que a massa humana vai realmente ter certeza de algo quando for indicado pelos meios científicos – se não o conseguimos com outras criaturas aqui mesmo no planeta Terra, que são inteligentes, demonstram isto nas pesquisas recentes como por exemplos de insetos a cetáceos e cefalópodes, primatas, entre outras descobertas fantásticas que estão sendo realizadas.

 

Como entender o que hoje, supostamente é recebido como mensagem de raças alienígenas?

 

Mas isto é para uma outra conversa...

 

- Imagens: divulgação.

 

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Nossos rumos:

Rito de passagem

Prestando atenção em todos os povos e suas diferentes etnias, formas de linguagem, e concepção de vida, a teoria de que este planeta já foi um porto para muitas raças alienígenas pode fazer sentido.

 

Por Cybele Fiorotti

Para Via Fanzine

04/07/2018

 

Nosso rito de passagem, antes de alçar voos intergalácticos, está em superar nossas limitações aqui.

Leia também:

Entrevista com Cybele Fiorotti

 

Povos no mundo todo têm seus ritos de passagem. Não precisa ser necessariamente o ritual tribal onde o menino passa por uma série de desafios para ser considerado um membro valioso para sua comunidade, ou uma mulher que atravessa a fase menina para mulher, ou rituais religiosos e ligados às tradições.  Pode ser uma passagem de fase escolar, por exemplo, algo que faça sentido para um indivíduo ou coletividade.

 

Muitos desses ritos de passagem estão disseminados em todas as culturas como uma tradição, o que poderia nos levar a crer que existe um fator comum que liga todos estes conceitos de “passagem”, de fase criança para o adulto, ou do adulto para sua próxima jornada. Por exemplo, os aborígenes australianos da tribo Mardudjara, em seu rito de passagem, levam garotos para o corte do prepúcio – depois disso o garoto passa por outros ritos. Mas, como povos tão diferentes, e distantes, têm conceitos iguais para o que significa esta transposição de fase entre a infância e o ser adulto?

 

Prestando atenção em todos os povos e suas diferentes etnias, formas de linguagem, e concepção de vida, a teoria de que este planeta já foi um porto para muitas raças alienígenas pode fazer sentido. Levando em consideração que absorvemos muito da cultura uns dos outros aqui no planeta, não seria surpreendente que entre civilizações que aqui chegassem seja como baldeação para outras paradas, ou como rota de comércio, este mesmo sentido de importância à tradição e cultura de outros povos também pudessem ser assimilados. Como seres humanos, muitos destes costumes e tradições podem ter sido absorvidos, e não podemos negar a aculturação entre nós mesmos quando povos inteiros são forçados a agregar em suas vidas os ritos do novo colonizador.

 

Em uma reunião recente, um amigo me disse que é difícil “soltar o osso” quando estamos convictos de alguma coisa. Pensei muito sobre isso, e sobre como preferimos a zona de conforto ao desafio. No entanto, o desafio está em ir ao centro desse osso onde o tutano está, uma matéria rica em nutrientes e que nos faz entender um pouco do que somos feitos, uma matéria essencial: medula – no sentido figurado o âmago, a parte mais sutil de nós, o que nos faz ter força, coragem, nos faz ser capaz de realizar algo. Para chegar lá é preciso sair da zona de conforto e olhar para dentro do que nos faz crescer sem medo, sem barreiras.

 

Aqui chegamos ao rito de passagem que vou chamar de desafio cósmico na intenção de propor uma reflexão sobre esta celebração, a interpretação e os mecanismos que, possivelmente, nos depararemos durante esta jornada. O que vamos encontrar em nossa incursão pelo Universo? Queremos dar este salto? Passar por um teste que a milênios estamos sendo catequizados para entender que estamos e sempre estivemos sozinhos neste quadrante? Quais seriam os testes pelos quais teríamos que passar para chegar a sermos considerados “adultos” e aptos a participar da comunidade cósmica?

 

Talvez ficar por meia hora ou mais sentado no meio de uma mata, sozinho, só observando ao seu redor, se concentrando, e vendo onde sua mente o leva poderia nos dar uma ínfima ideia do desafio.  Para quem já passou por este teste de autocontrole sabe que a mente voa alto, e onde existe somente um galho seco ele se transforma no nosso pior pesadelo. E, se nesta incursão encontrarmos outra civilização, ou descobrirmos que não precisaríamos ir tão longe, pois estão aqui no nosso quintal? Mesmo que tenhamos o conhecimento de que a busca por outros planetas que sustentam vida não está somente neste olhar, mas na colonização, isto não deixa de continuar um desafio.

 

Como acreditar que outras civilizações possam

nos aceitar com espírito fraterno

se aqui não conseguimos este feito?

Aí está o desafio do nosso rito de passagem.

 

Os ritos de passagem na minha concepção sugerem que existe a fase da inocência, da descoberta, da experiência e da serenidade. Acredito que, como seres humanos, estamos na fase da descoberta. Estamos saindo de uma fase onde a aceitação do que era imposto e subjugado está em sua fase final. Passamos lentamente para a descoberta, e a passos largos descobrindo que havia mais naquela frase “"O que está em cima é como o que está embaixo. O que está dentro é como o que está fora." –  A Lei da Correspondência - o segundo princípio da Filosofia Hermética – do que uma interpretação rasa. Vivemos olhando apenas para nosso umbigo, o umbigo do mundo. No entanto, a realidade é macro e não microcósmica. Fomos literalmente expurgados de qualquer ideia sobre outras civilizações, seja fora ou no próprio planeta, e esta ideia não é bem-vinda ainda hoje, pois coloca instituições de poder em xeque.

 

Como acreditar que outras civilizações possam nos aceitar com espírito fraterno se aqui não conseguimos este feito? Aí está o desafio do nosso rito de passagem. Precisamos atingir um grau de experiência e serenidade que nos faça dar o salto quântico em equilíbrio com o ritmo que estamos empregando nesta jornada. Para isso precisamos nos entender enquanto humanidade, respeitar o planeta e sua diversidade de Vida. Em pleno século XXI, o futuro parece longe de ser alcançado. Guerras, violência, doenças e pobreza ainda assolam o planeta, algo inimaginável nos livros de ficção a partir do século XIX. Nesta altura vem o questionamento: - Ok, mas e estes “estrangeiros” que estão aqui? Por que não aparecem e fazem alguma coisa?  A resposta pode não ser simples, talvez nem seja esta, mas poderíamos supor que pelo mesmo motivo que um estranho – pessoa comum -  não sai do seu país e tenta resolver, ou solidarizar com um povo sofrido que perde seu país, sua casa, família, amigos, passa fome, frio e está doente de corpo e alma, sendo ele um completo estranho àquela cultura e suas leis. Poderíamos também questionar que sim, existem pessoas que fazem este tipo de incursão. No entanto, temos que lembrar que elas estão envolvidas em organizações voltadas para este fim.

 

É muito raro um indivíduo sozinho ter essa iniciativa, não impossível, somente raro. Normalmente as pessoas ficam indignadas dizendo que isso não é humano ou fraterno. No entanto, fazemos isso entre nós, seja com um pedinte, esfomeados, órfãos, pessoas que sofrem violência, etc. Isto sem citar animais ditos de estimação, e ao extermínio de fauna e flora.

 

Nosso rito de passagem, antes de alçar voos intergalácticos, está em superar nossas limitações aqui. Os observadores – aqueles que estão nos estudando a tempos incontáveis - sabem que uma parcela ainda que pequena, mas representativa em ações de mudança estão fazendo sua parte. O resultado é lento, mas constante, mesmo que não apareça.

 

Portanto, ainda estamos em pleno rito de passagem esperando que a experiência através de tantos dados registrados na história humana nos permita não retroceder, mas crescer, amadurecer, nos aceitarmos enquanto uma só humanidade para chegarmos a fazer parte de um círculo maior de contato, onde começará o novo desafio e um novo rito de passagem.

 

- Imagem: Pixabay/divulgação.

 

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Por que acreditamos?

Crenças e Mentalidade

A informação sempre esteve disponível, o medo, a perseguição, entre outras formas de intimidações fizeram muitos pararem no meio do caminho. A busca por cidades e eventos registrados ao longo da história e consideradas mito, ou lendas, estão caindo por terra.

 

Por Cybele Fiorotti

Para Via Fanzine

20/06/2018

 

É bom refletir sobre mudanças, elas são benéficas e sempre bem-vindas. No entanto, mudar por fora o que continuamos a alimentar por dentro não muda nada, somente posterga.

Leia também:

Entrevista com Cybele Fiorotti

 

Temos conversado nestes primeiros blocos de matéria sobre um tema que, em princípio, sempre acreditamos que todos sabem do que falamos, ou do que pretendemos levar como conteúdo. Mas será mesmo? Afinal, um leitor pode entrar em um site apenas por ter lido uma chamada que despertou sua curiosidade e se deparar com temas que não fazem parte de sua leitura habitual, ou perguntar sobre quem é esta pessoa que escreve sobre o tema, ou se ela prioriza a relação que passa a surgir entre quem lê e quem escreve. Qual a fonte de informação? Por que a insistência neste tema?

 

Bom, talvez você já tenha lido a bio que consta na página do Via Fanzine, ou na página do autor na Amazon, nela trago um resumo de quem sou e escrever e falar para mim sempre foi um forte impulso, uma necessidade. Minha trajetória profissional sempre me direcionou de uma forma ou de outra, ao encontro do tema exobiologia e arqueologia, sem que eu fosse busca-los. Isso despertava minha atenção, mas não dava o crédito constante. Minha primeira opção no vestibular foi Arqueologia, pela qual sou apaixonada e não perdi o entusiasmo, acabei optando por Comunicação por intuição – já escrevia muito nesta fase. Foi uma escolha difícil, e no decorrer dos anos fiz um curso livre de Arqueologia na USP.

 

O assunto extraterrestre não fazia parte das buscas, mas insistentemente veio permeando minha trajetória mesmo que eu não tivesse ainda consciência disso. Desde a infância o fator era recorrente, mas sem que eu desse atenção aos acontecimentos ao meu redor. Você toma consciência de que alguma coisa muito insistente precisa de atenção quando passa a buscar informação entrando em cada porta onde o assunto é ventilado. Uma hora você para, pois o excesso não ajuda, a euforia demasiada sem uma base sólida também não ajuda. Até que você encontra pessoas com os pés no chão, centradas, observadoras e analíticas. Esta fase impede que você viaje pelas nuvens aceitando qualquer coisa que é dito, ou apresentada como fato.

 

Não podemos esquecer que crescemos em meio a crenças enraizadas, uma educação calcada em ensinamentos que foram registrados a partir de ideologias e interesses em cada época da história humana conhecida.  Moldaram nossas mentes para que tudo fosse absorvido e entendido sem questionar os fatos, e os registros verdadeiros mantidos a sete chaves. Culturalmente muitos povos foram afetados, suas memórias ancestrais sufocadas por imposição de crenças e ideologias vigentes, mas o mundo foi ficando menor, as fronteiras mais próximas, as novas tecnologias nos dando mais possibilidade de encontrar meios de vasculhar o passado remoto.

 

Hoje, de fato, está mais fácil lidar com informações que a poucos séculos era tratado como contramão dos fatos. Muitos que se aventuraram em compartilhar suas descobertas morreram, ou foram isolados em função disso, mesmo em pleno século XX e XXI. Portanto, temos o privilégio de poder pelo menos falar quase abertamente e buscar fontes confiáveis. Digo “quase” porque o nível de desinformação cresceu na mesma proporção, e este é um mecanismo eficaz para distanciar a notícia do noticioso, para gerar dúvida e descrédito nas pessoas. Hoje em dia a desinformação é mais eficiente do que outras formas de intimidação, ou limitação. Hoje, também, podemos manter a mente aberta para novos questionamentos, pois a ciência tem sido revirada ao avesso e tendo de reconhecer que teorias consideradas inaceitáveis estão possibilitando novos estudos e evidências.

 

Portanto, a informação sempre esteve disponível, o medo, a perseguição, entre outras formas de intimidações fizeram muitos pararem no meio do caminho. A busca por cidades e eventos registrados ao longo da história e consideradas mito, ou lendas, estão caindo por terra como a descoberta da Cidade de Troia, pelo alemão Heinrich Schliemann; Zealândia, o continente submerso ao sudeste do Pacífico; o esqueleto de uma mulher adulta de 1 metro de altura encontrado na Indonésia apelidado de Hobbit e que agitou a sociedade paleoantropológica – somente citando algumas curiosidades que são consideradas lendas ou mitos – e que são divulgadas nos meios acadêmicos, ou de forma tímida pela mídia.

 

O assunto exobiologia -  busca por vida fora da Terra, ou mesmo pelos que já estão entre nós -, não é mais um tema surreal, místico, ou mítico levado ao nível de desocupados e alucinados. Cientistas já sabem sobre vida extraterrestre estudando meteoros e suas colônias “vivas” que carregam pelo espaço, e que continuam vivas mesmo atravessando a atmosfera do planeta; ou mesmo através de um balão aerostático utilizado para coleta de substâncias espaciais durante uma chuva de meteoros. Atualmente, vários desses cientistas declaram sua certeza sobre a vida alienígena contando suas experiências e não tendo receio da vigília que a comunidade cientifica faz sobre aqueles que passam do aceitável.

 

Todos estes fatos estão ao alcance de quem quiser saber mais sobre o assunto, basta acessar a internet e buscar nas redes sociais como Youtube, ou em sites voltados para o tema para ter acesso aos depoimentos e entrevistas. O mais recente, a declaração do ex-ministro de defesa do Canadá que atestou existir extraterrestre entre nós, causou euforia entre os pesquisadores.

 

Outros ministros, membros da marinha, exército e aeronáutica pelo mundo também deram depoimentos. Aqui no Brasil o mais notável foi General Uchôa e Coronel Uyrangê Hollanda.

        

A partir daí como podemos nos colocar em relação ao assunto sendo ele comum no nosso entendimento, ou incrédulo para outros? A pergunta é: - O que nos torna reféns do medo da mudança? O que tememos sobre a história que nos foi contada? Estaríamos colocando em xeque nossas crenças?

 

Diz um provérbio chinês: “Antes de começar o trabalho de modificar o mundo, dê três voltas dentro da sua casa.”

 

É bom refletir sobre mudanças, elas são benéficas e sempre bem-vindas. No entanto, mudar por fora o que continuamos a alimentar por dentro não muda nada, somente posterga. Quando lidamos com o desconhecido é preciso um momento de pausa para rever nossos conceitos e rever nossa mentalidade sobre aquilo que estamos prestes a conhecer. A confiança em nosso potencial e no processo de mudança é fundamental, pois nossa inteligência emocional será ativada podendo resultar em um estado de descontrole ou foco. A respiração sempre ajuda a acalmar nossa mente e estabelecer o próximo passo, e nosso corpo é a bateria que vai dar o start entre permanecer no foco e entender o que está acontecendo, ou sair em disparada e largar para traz um momento singular e único. A prudência é importante também, mas não o medo, pois ele bloqueia nossa capacidade de raciocínio e de buscar respostas.

 

Estamos diante de muitas novidades científicas, de pessoas de várias nacionalidades, profissões e instrução dizendo a mesma coisa sobre contato com seres alienígenas. Desde o mais simples ao mais letrado. Lembrando sempre que alienígena é aquele que desconhecemos, que vem de fora ou mesmo que já está aqui, como dissemos, mas que pertence a outra civilização não terrestre. No entanto, isto apenas nos traz os fatos, pois a aquisição do conhecimento se dá quando a experiência é individual, ou em grupo, mas existe o registro consciente de que a vida não se resume a este quadrante e você tem esse registro. Como o contato vai ser declarado de fato para os seres humanos eu não faço ideia, afinal são muitos os interesses envolvidos. No entanto, ele acontece em todo o planeta e não importa se estão contatando a tribo x ou a pessoa y, cada um registra seu histórico e mantém o fato fora da ficção.

 

O homem está se preparando para ser o próximo extraterrestre. Quer colonizar outros orbes. Como vai trabalhar essa informação? Ficará fora do alcance de prováveis civilizações que encontrarem? Terá a mesma conduta pela qual passamos hoje em relação aos estrangeiros que estão por aqui, ou em bases próximas do planeta? Está é uma boa pergunta. Pelo menos a NASA elaborou o código de comunicação para um eventual contato, isto porque alienígenas não existem...

 

O caminho para as mudanças que virão é a nossa perspectiva em um futuro melhor que começa hoje. É buscar formas de entendermos o que aprendemos e como mudar crenças e mentalidade de forma lúcida, sem atropelos. Sem nos agredirmos e tão pouco agredirmos o outro.

 

“O amor é uma vibração universal: o amor pode ser comunicado a todas as espécies, funciona em todos os níveis e expressa a nossa verdadeira natureza. É a base de toda a cura e a essência central da força-vital”. (Os princípios do Toque quântico)

 

Para fazermos parte da família cósmica precisamos primeiro dar três voltas em nossa própria casa – individual e coletiva -, para termos a possibilidade de entender o que será este outro lado do conviver em uma sociedade não terrestre que mal começamos a vislumbrar. Respondendo à pergunta do inicio dessa matéria, sim, eu priorizo a relação entre nós – quem lê e quem escreve. Ter responsabilidade sobre o que você transmite é um primeiro passo, e como me disse um amigo: “O que você pensa eu respiro”. Então vamos em frente.

 

- Imagem: Divulgação.

 

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Diversidade:

Comunicação, linguagem e língua

Como seria a interpretação dos códigos de linguagem na descoberta de uma nova cultura?

 

Por Cybele Fiorotti

Para Via Fanzine

1º/06/2018

 

A diversidade existente no planeta poderia nos dar um senso de realidade sobre o que ou como poderia, ou imaginaríamos ser, a comunicação em outros orbes ou entre aqueles que estão vivendo aqui no planeta Terra.

Leia também:

Entrevista com Cybele Fiorotti

 

Um assunto que permeia a malha dos contatos com civilizações não terrestre tem relação com linguagem e comunicação. O que é a comunicação entre culturas alienígenas e nós? Afinal somos alienígenas para eles também. Pensando em termos de vida no planeta Terra temos uma gama de formas de comunicação extraordinárias.

 

A diversidade existente no planeta poderia nos dar um senso de realidade sobre o que ou como poderia, ou imaginaríamos ser, a comunicação em outros orbes ou entre aqueles que estão vivendo aqui no planeta Terra. O que temos como registro de contato atualmente são contatos telepáticos e, na área de escrita, alguns ideogramas registrados ao longo dos casos registrados.

 

No entanto, poderíamos ser surpreendidos com uma forma de comunicação completamente adversa dos modelos que supomos devam ser os mais usuais como formas geométricas, linguagem binária, sons, luz, etc. Não podemos descartar que o universo não é um lugar insípido, sem cheiros, cores e sons, que poderiam muito bem ser uma forma de comunicação que usamos como sentidos. Outra forma sugerida são os sonhos que podem trazer signos ou formas que conhecemos como instrumentos de significados, e que foram assinalados como uma forma de comunicação com o nosso subconsciente.

 

Podemos fazer uma diferenciação para entendermos melhor os termos: Comunicação – “troca de informação, independente do emissor, do receptor, do código e do meio utilizado”; Linguagem – “qualquer meio sistemático de comunicar ideias ou sentimentos através de signos convencionais, sonoros, gráficos, gestuais.”; Língua -estruturas variadas das formas de linguagem.

 

Na trilogia “Senhores dos Céus, por Irenia” menciono Parrilha. Este personagem realmente existiu e através dos seus inúmeros contatos com outras civilizações escreveu um dicionário idiomático contendo vários tipos de expressão linguística. Apesar de não estar disponível continua sendo um valioso material para um futuro próximo onde o estudo das várias formas de comunicação se fará necessária.

 

O filme “A Chegada” mostra a limitação em decifrarmos códigos que não se assemelham aos nossos, e como perdemos um tempo precioso não buscando entender os diferentes códigos de linguagem aqui mesmo em nosso planeta advindos dos diferentes reinos da natureza. Nosso egocentrismo e orgulho como seres únicos e inteligentes não somente no planeta como em todo o universo, mostra a dificuldade em deixar publico um material tão rico como o que Parrilha reuniu.  Não por egoísmo, mas por uma total imaturidade do ser humano, além de que com toda certeza estaria sendo absorvido e recolhido por organizações sem interesse que o material fosse estudado, divulgado, muito menos ensinado. Nenhum exagero nesta afirmação, isto já acontece com pesquisas que poderiam dar ao ser humano mais qualidade de vida, além de conhecimento.

 

Apesar de estar nestes últimos anos longe do universo semiótico compartilho com todos um fragmento da visão sobre o tema que levei a discussão na década de 90, e que nos faz repensar, diante das novas tecnologias, em como o comunicar está passando por grandes transformações, bem como se isto facilitará ou dificultará a interação com outras culturas não humanas.

 

Semiologia

 

“Amigos, procurei dentro de um tema acadêmico ser o mais objetiva possível por ser a Semiologia uma ciência relativamente nova, e ainda voltada para pequenos círculos de estudiosos. Para desenvolver este trabalho procurei por estas pessoas, para que todos nós saíssemos daqui com uma visão básica do assunto.

 

Quando falamos de Comunicação, falamos de um processo. O objetivo central desse processo é a Informação transmitida por um comunicador a um receptor, utilizando um canal e um sistema de códigos específicos e, posteriormente, recuperada para a transmissão de novas informações. A Semiologia ou semiótica é a ciência que estuda justamente estes sistemas de signos no seio da vida social, e obriga-nos a voltar a função primordial das linguagens: “Agir sobre outrem”. Comunicar-se, portanto, é transmitir uma mensagem. Etimologicamente, a palavra comunicação deriva do latim “comunicare” cujo significado seria “tornar comum”, partilhar, trocar opinião, conferências. De fato, comunicar tem o sentido de participação.

 

Foi o matemático Claude Elwood Shannon (30 de abril de 1916 — 24 de fevereiro de 2001) em coautoria com Warren Weaver (1894-1978) que buscou durante a Segunda Guerra mundial um método para simplificar os sistemas de comunicação. Segundo ele, a teoria da informação se interessa quase exclusivamente dentro dos três níveis de comunicação:

 

1-Técnico - com quanta precisão podem ser transmitidos os símbolos?

 

2-Semântico - com quanta precisão os símbolos transmitidos transmitem o significado pretendido?

 

3-Eficácia - com quanta eficácia o significado recebido influi na conduta da maneira desejada?

 

O ideal é a interatividade dos três aspectos, pois na comunicação humana se registra um sem número de malogros não porque o emissor é incapaz de expressar o que tem por dizer, ou porque o receptor é incapaz de interpretar a mensagem como se pretendia que ela fosse interpretada. As razões desses insucessos têm frequentemente um sabor semântico, mas, muitas vezes as suas causas residem na constituição e na situação psicológicas de uma das partes ou de ambas, mas não devemos denotar a linguagem todos os deméritos, outros ruídos podem interferir nesta sintonia sendo uma delas a tradução de conceitos que podem ser confusos de uma língua para outra. No total são sete as barreiras à comunicação humana convencionadas.

 

Demais, as pessoas não se comunicam pura e simplesmente para influir na conduta umas das outras; as suas intenções têm, com frequência, um alcance muito mais do que o sugerido. A educação, por exemplo, o mais extenso de todos os processos de comunicação destina-se em sua essência muito mais a produzir uma atitude informada da mente do que provocar alterações específicas de comportamento.

 

Podemos lembrar também o feito extraordinário do matemático britânico Alan Turing, pioneiro da computação e considerado o pai da ciência computacional e da inteligência artificial, com a criação do que é considerado o primeiro computador, e que decifrou o código alemão “Enigma”, acelerando o termino da Segunda Guerra Mundial. O filme “O jogo da imitação” mostra o processo de entendimento das codificações e a solução encontrada. Abaixo teses interessantes sobre o assunto.

 

(Um estudo da máquina Enigma).

 

Comunicação com outras culturas não humanas

 

As comunicações recebidas através de contato com outras culturas não humanas podem ter resultados falhos não somente no que se refere a interpretação do conteúdo da mensagem, como também das implicâncias e intenções. Isto é, o processo de comunicação humano já é extraordinariamente complexo, havendo muitas interferências e erros de interpretação que pode levar a um entendimento ineficiente, falho.

 

O relacionamento entre o emissor e o receptor pode interferir e gerar preconceitos existentes, como erros ou dificuldades na utilização de códigos de comunicação que envolvem não somente a expressão verbal, ou não verbal, ou um símbolo qualquer; mas também conteúdos, conotações. Lembrando que não somente um conceito, uma palavra, - aliás uma palavra pode ser empregada como símbolo, signo, ou elemento de referência - mas tudo que implica a decodificação do conteúdo registrado pode acarretar numa não compreensão do entendimento daquilo que se quer dizer, transmitir.

 

Dentro da comunicação com os extraterrestres, o conteúdo, as implicâncias dentro de cada frase, elemento, palavra ali empregada, implicam num contexto mais abrangente do que aquele que todos nós detemos. Na análise de uma frase, de todo um parágrafo, pode estar ali um conteúdo, informações muito mais simples que, talvez, com toda nossa capacidade não consigamos interpretar muito em função de influências e carga cultural que trazemos conosco. Por isso, a necessidade de apreender códigos de linguagem trazidas por estas culturas para chegarmos ao entendimento conceitual do que é transmitido. Este processo nos ajuda a traçar um elemento comum dos símbolos empregados. Seja o canal verbal, não verbal, telepático, etc., terá que utilizar um código de comunicação de relacionamento comum, caso contrário, não decodificaremos as mensagens.

 

É fato que todos nós identificando e percebendo necessidades passamos para a ação, implicando numa relação com o meio, gerando um comportamento. Através desta interatividade se chega a aprendizagem. Como aprendemos, e se aprendemos, é crucial para o desenvolvimento futuro tanto da nossa raça, nossa adaptação ao meio ambiente, e com realidades diferentes da nossa. “

 

O contato é uma experiência ainda tratada como parte de uma histeria coletiva. Nem mesmo esta razão foi suficiente para que governos do mundo todo deixassem de criar centros de estudos na remota perspectiva deste evento se tornar realidade. Não é preciso ir muito longe neste raciocínio, pois estamos prestes a colonizar outros planetas o que implicaria ter mecanismos de comunicação que facilitasse o suposto contato com novas culturas.

 

NASA: Archaeology, Anthropology, and Interstellar Communication

 

Aqui fica uma pergunta para reflexão. Se entre nós humanos ainda não foi possível estabelecer a livre convivência, estabelecer valores humanos que nos direcionem para um crescimento e evolução enquanto raça condigna, diminuir os impactos truncados da comunicação global, como queremos não somente colonizar, mas entender outras culturas que podem ser radicalmente – em todos os aspectos – diferentes de nós?

 

Se entendermos a comunicação como uma relação social, onde emissor e receptor procuram estabelecer uma linha estreita de compreensão para que o ruído seja eliminado estamos retrocedendo dentro do que denominamos “contato”. As bases para qualquer contato é confiança, respeito pelo outro e adaptação mútua aos costumes e tradições. Somente nos entendendo como humanidade estaremos aptos a fazer esta troca de intenções. Neste ponto nenhuma referência a aspectos místicos, ou de conotação limitantes. Testemunhos de contatados inclusive ligados aos governos falam de raças que são dominantes, com interesses aos quais vinculam governos da Terra interessados no que pode ser oferecido. No entanto, existem outras raças que buscam o contato pela troca de conhecimento, uma via de mão dupla, e neste caso o processo de aprendizagem cresce exponencialmente, sob este aspecto só temos pontos positivos.

 

Outros estratagemas que os sábios usam para determinar o caráter de uma escrita desconhecida é por elementar que pareça, contar os símbolos. A lógica que está no fundo disto é bastante simples: uma escrita desconhecida contendo menos de trinta sinais diferentes, não pode, possivelmente, ser uma escrita silábica, pois trinta silabas não bastam para reproduzir a língua. Tal escrita teria que ser uma escrita alfabética. Por outro lado, se tiver cerca de cem sinais, pode-se admitir imediatamente que a escrita é silábica. Se houver ainda mais sinais a escrita deve ser ideográfica: sinais separados para cada palavra ou ideia.” (Reprodução parcial de uma página da obra “O segredo dos Hititas, de C.W. Ceram. Ed.1964 – Editora Itatiaia Ltda. Pg.101).

 

- Imagem: Divulgação.

 

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O que nos espera?

Uma experiência intrigante

Discutir sobre assuntos antes considerados estranhos, supersticiosos, ou de quem estava possuído por algum mal não definido levava inúmeras pessoas ao isolamento, prisão ou morte.

 

Por Cybele Fiorotti

Para Via Fanzine

11/05/2018

 

Qual é o nosso maior desafio hoje diante de todo este volume de informação?

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Entrevista com Cybele Fiorotti

 

Experiências podem ser instigantes, desafiadoras, perigosas ou inócuas. Buscar aleatoriamente por algo que não é parte do nosso dia a dia enquanto cidadãos comuns passa a ser uma advertência para nos ocuparmos mais da prudência, muito mais que do medo do desconhecido. No entanto, parece ser uma característica nossa não nos contentarmos em descobrir o que mal conhecemos do nosso próprio planeta. Precisamos ir além, muito além. Quem sabe esta busca pode ter raízes em algum gene ou lembrança escondida em nossos registros de memória celular!

 

Parece conversa de doido, não é mesmo? Mas, se pudermos abrir mais nossa mente e tentar entender as leis que regem nosso sistema planetário, o nosso próprio planeta, a ideia de que existe algo mais que ainda não aceitamos como fato possamos nos dar este impulso para o instinto de investigação.

 

Vivemos um tempo estranhamente incomum, onde discutir sobre assuntos antes considerados estranhos, supersticiosos, ou de quem estava possuído por algum mal não definido levava inúmeras pessoas ao isolamento, prisão ou morte. A era digital quebrou barreiras antes insondáveis, trouxe para o dia a dia a informação, como também a desinformação, um ponto importante que não podemos esquecer. Se nos séculos XV, XVI e XVII, e até mesmo no final do século XVIII a informação levava um tempo considerável para chegar ao destinatário, hoje temos este privilégio em segundos. O que acontece do outro lado do planeta, independente do fuso horário, nos é informado. Um tempo, também, onde as mazelas humanas estão mais afloradas.

 

Qual é o nosso maior desafio hoje diante de todo este volume de informação?  Primeiro, entender que estamos mais sujeitos a sermos enganados do que em outras fases da história humana. O espirito aventureiro e desbravador, característica de nossos antepassados, está dormindo nos tempos de novas tecnologias. Não mais nos aventuramos em descobertas que preenchiam a imaginação criativa de homens e mulheres. Segundo, para chegarmos aos fatos temos muito mais dificuldade a partir de fontes não identificáveis, e da facilidade em criar falsos registros através do ambiente web. A pergunta é: quem é o responsável pela informação?

 

Navegamos nesta era digital como os primeiros desbravadores que iam a cada fase vencida de sua jornada traçando um mapa do caminho para que os próximos aventureiros pudessem chegar ao destino com uma margem de erro mínima. O lado negativo dessa navegação é permanecer atados ao digital e poucos irem a campo comprovar a veracidade dos fatos. Portanto, a dependência de recebermos algo factoide ou verdadeiro depende de um toque na tela, e na idoneidade do pesquisador.

 

A possibilidade, hoje, de estarmos próximo a um contato com humanidades não terrestres, estabelecidas no planeta, ao redor dele, ou mesmo de outros sistemas vem recheando redes sociais, blogs e veículos de comunicação com todo tipo de especulação. Precisamos estar atentos à nossa história que está repleta de mitos, deuses, escolas secretas que em nada contribuíram para esclarecer a pergunta que não cala: - Estamos ou não sozinhos neste sistema?

 

Buscando um raciocínio neutro e nos perguntando como pode em um meio totalmente adverso à vida ser encontrada Vida, como negar que esta pode ser a realidade em outros orbes, tanto neste nosso sistema planetário, como em outros milhões pela galáxia? Não é mais ficção a busca por vida extraterrestre. Várias instituições publicas e privadas desenvolvem projetos com este fim. Pequenos plânctons e organismos microscópios tem sido descoberto fora de naves espaciais, como no caso da ISS (Estação Espacial Internacional). O deserto de Atacama, considerado um dos lugares mais inóspitos do planeta, mostrou que guarda vida em estado de hibernação. São somente dois exemplos dos vários já publicados por Universidades e revistas científicas sobre descobertas que nem seriam consideradas a alguns séculos por nossos cientistas.

 

Nos conscientizarmos que estamos compartilhando um vasto mapa cósmico com outras raças não é mais conversa de alucinado, mas de quem respeita a Vida em toda a sua diversidade e com a qual terá que lidar em um momento qualquer. Estamos próximo do contato? Não, não estamos, porque ele acontece há tempos incontáveis. Os contadores de história universal nos negaram esta parte da narrativa pelos mesmos motivos que hoje lutam por poder, ideologias, e a ganância incessante por controle de massa, sistema financeiro, ou controle de informação. Nada de novo. É aguardar os próximos capítulos dessa que pode ser o próximo salto na integração do homem às diversas civilizações que estão de olho nos avanços que o homem está prestes a fazer colonizando outros planetas.

 

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Agradecimento especial

 

Naquele ano de 1996, encontrar Irenia em um parque de São Paulo foi gratificante. Escutar sua história e tentar trazer para o papel aquela narrativa intensa foi desafiador. Quando nos conhecemos, quase que por acaso no metrô, não supúnhamos que um simples tédio pelo atraso dos trens renderia tanto assunto. Também não entendemos como fomos parar no assunto extraterrestre e até hoje rimos muito disso. O fato é que esta mulher teve a coragem de abrir seu coração, talvez acumulado por tanta informação, e naqueles vinte minutos contar uma verdadeira ficção. Nos encontramos durante seis meses e a cada encontro uma surpresa atrás da outra me dizia que algo silencioso, e incrível, estava acontecendo debaixo das barbas de todo mundo, mas ninguém era informado. Ela pediu sigilo sobre algumas passagens que eu respeitei, mas autorizou quase na integra que tudo fosse levado ao conhecimento das pessoas. Ela dizia que ninguém mais deveria ficar ausente do assunto. Era questão de tempo para que tudo viesse à tona. Não a vejo desde então.

 

A decisão de transformar em livro veio após uma conversa sobre a possibilidade de levar toda aquela narrativa como ficção para as pessoas em geral, ligadas ou não no tema. Ela dizia que já era alucinante não ter como dar um parâmetro para os acontecimentos, quanto mais aumentar esta dose com fatos imaginários. Ela deu carta branca para que eu criasse personagens e situações paralelas aos eventos, mas pediu para ler antes de qualquer decisão que eu tomasse. Era o mínimo que poderia fazer diante de tanta disponibilidade, e lógico que assenti sem nenhuma ressalva. Lendo e relendo várias vezes o material eu já não sabia o que era ficção e o que era real, diante do inusitado de alguns dos fatos narrados. O pensamento de Helena Blavatsky “A verdade é mais estranha que a ficção” foi citado por ela várias vezes, e por isto não poderia ficar fora do livro. Irenia me indagava sobre o que as pessoas pensariam sobre tudo isso, e minha resposta sempre foi a mesma: não importa é somente ficção para a maioria, divertimento, ou simplesmente uma leitura curiosa. O mais importante fora sua disponibilidade para entregar a um estranho , confiando cegamente em seu discernimento, algo muito especial. Isto sim foi mais corajoso.

 

Aguardo sempre um contato para continuarmos o assunto. Em alguns desses encontros ela foi acompanhada de amigos que nunca soube se eram humanos ou não. Apenas um me chamou a atenção, mas ela não confirmava minhas suspeitas, somente sorria, às vezes dava gargalhadas altas e seus olhos brilhavam diante de minha curiosidade. Fica aqui meu agradecimento a esta mulher incrível que me deu um novo parâmetro para a definição de impossível.

 

Cybele Fiorotti

abril/2018

 

 

 

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