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Anatomia: Os grays e os oceanos Reflexões e análises anatômicas dos supostos seres cinzentos e suas possíveis relações com o ambiente aquático. Por Rafael Sampaio* De Teresópolis-RJ Para UFOVIA
Conforme descrito na literatura especializada, os seres do tipo gray (cinzas) teriam domínio sobre a mente e o ambiente humano.
Você acredita em abdução por extraterrestres? Apesar dos muitos casos de charlatanismo, alguns pesquisadores parecem não ter dúvida quanto à ocorrência de tal fenômeno. Outros, porém, atribuem as experiências a manifestações psicológicas.
O fato é que muitas pessoas acreditam terem sido capturadas por seres inteligentes não humanos, e tais descrições muitas vezes convergem para a forma atualmente mais conhecida: baixa estatura (entre 1 e 1,20 metros), de cor cinza ou esverdeado, com cabeça e olhos pretos grandes, duas narinas e boca pequenas, braços compridos e dedos longos. Além disso, ufólogos experientes afirmam ter entrevistado militares ligados a incidentes envolvendo UFOs nos EUA, e estes têm fornecido descrições semelhantes a respeito de supostos tripulantes humanóides de naves que caíram em território norte-americano.
Verdade ou mito, aqui vamos tentar analisar brevemente, sob a luz de informações disponíveis a respeito, algumas das características destas supostas criaturas, que alguns curiosamente chegam a definir como "robôs biológicos", talvez pela suposta ausência de órgãos sexuais e presença de algumas estruturas metálicas pelo corpo.
Descrição
Os olhos são grandes e pretos, o que nos chama a atenção para a grande superfície de contato com a luminosidade, indicando provavelmente a capacidade de enxergar onde haja pouca luz. Porém alguns relatos descrevem a presença de íris e pupilas. Pode ser que eles apresentem membranas especiais (nictantes) que inibam a captação da luz pelos fotorreceptores em conformidade com um determinado ambiente para a qual se desloquem.
Magros e baixos, de cabeça grande, com membros finos e braços longos. Aparentemente demonstram certa fragilidade física (se não levarmos em consideração as possibilidades nas quais podem se encaixar a estrutura e a composição muscular), possivelmente compensada pelo crânio grande que comporta um cérebro super desenvolvido com uma capacidade que deve superar bastante a nossa (imaginemos as capacidades mais desenvolvidas de vários autistas reunidas numa só mente).
Três ou quatro dedos finos e longos (incluindo um polegar), com membrana interdigital e pés pequenos com dedos colados. Podemos sugerir maior aptidão para o trabalho mais delicado e técnico do que para o mais bruto.
Boca pequena e sem lábios, duas pequenas narinas e ouvidos sem orelhas. A ausência destas reduz teoricamente a capacidade auditiva, e a boca pequena pode indicar uma alimentação extremamente seletiva. A comunicação, segundo os relatos, se dá, geralmente, por via telepática. A ausência de um nariz pode se dar pelo fato de tais seres habitarem onde não haja poeira nem a necessidade de umidade no ar, como o ambiente aquático.
O paraense Pinon contou de sua experiência em torno de seres semelhantes aos grays.
Em sua entrevista exclusiva ao pesquisador carioca Vitório Peret para UFOVIA, em Belém-PA no ano de 2005, Ubiratan Pinon, piloto e ex-integrante da Operação Prato, narrou um de seus inusitados encontros com criaturas estranhas no Pará. O caso em questão, cujo fragmento é reproduzido por nós, vem de encontro ao biótipo levantado neste estudo, como também ilustra uma situação real vivida por uma testemunha, mostrando seu seu comportamento e senso de observação junto a seres de natureza não humana: “Esses, eram de cabeça grande, olhão esbugalhado, corpo compridão. Observei que tinham quatro dedos só. Eles chegaram a ponto de se encostarem no meu carro. Eu estava no meu carro, eles me olhavam e um deles fazia assim (acenava, fazendo um sinal para passar pela frente do carro) ele passava, vinha o outro... O ser que fazia o gesto apresentava-se quase normal a nós, era quase normal... Ele parecia que fazia gestos com as mãos para os outros irem embora. Pra você ter uma idéia, eu me vi nos olhos deles, de tão perto que estava! Aquele olhão, negro! Eu me espelhava no olho dele... Agora, eu estava com uma espécie de... sei lá... pode-se dizer assim, meio dopado...(...) Eu queria reagir e não conseguia... Eles eram cinco. Os detalhes das mãos deles, eu observei, porque quase todos encostaram a mão no meu carro assim, e eu via que eram quatro dedos, era compridão, braços longos, magrelos, tudo escuro. (...) Não podia ser máscara, não. Aquilo era olho (...) Eles eram todos iguais. Um deles era quase parecido conosco. Mas não era ainda o formato total nosso. Parecia mais conosco, a vestimenta de todos era a mesma, era roupa escura, comprida.”.
Relações anatômicas com o ambiente marinho
Tendo em vista os inúmeros casos de avistamento de OSNIs (Objetos Subaquáticos Não Identificados) e certas similaridades com os cetáceos, descritas por alguns autores, vamos sugerir a possibilidade de que estes seres tenham comportamento anfíbio (podendo ter algum tipo de parentesco ou raiz genética a partir de golfinhos, por exemplo) e, pelo menos, no caso de não serem oriundos deste mesmo ambiente, bases habitacionais construídas nas profundezas marítimas. O tamanho avantajado dos olhos, sugerindo sua natureza de pouca luz, favoreceria então a visão diante da baixa luminosidade e as membranas nictantes (encontradas em muitos animais como uma terceira pálpebra), artificiais ou não, auxiliariam a visão onde houvesse a necessidade de maior luminosidade; a cor da pele seria favorável à camuflagem em ambientes marinhos, a exemplo dos tubarões e golfinhos; e a presença de membranas interdigitais favoreceria a locomoção aquática, assim como a ausência de pelos pelo corpo e a extensão alongada dos braços. Alguns relatos descrevem um dorso mais escuro e é possível que os mesmos possam oferecer indícios da profundidade em que estes seres nadam.
Refletindo sobre a possível origem
Apresenta-se ainda a hipótese de que eles tenham construído bases também no subsolo terrestre; na maioria dos casos, no interior de montanhas, o que pode ter se dado a partir do desenvolvimento tecnológico, favorecido pela abundância de água em tais localizações e a possibilidade de figurem como uma civilização mais antiga e desenvolvida que a humana. Surge então, mais uma questão: como tal desenvolvimento tecnológico poderia se dar no ambiente marinho? Isto pode nos levar a especulações ainda mais fantásticas, como a possibilidade de que, tal evento, tenha se dado em um outro planeta que apresente condições de vida aquática, mas que possibilite um desenvolvimento tecnológico sem o poder corrosivo que encontramos em nossos mares e ao mesmo tempo, propicie uma capacidade de ventilação líquida (respiração) adequada. Talvez um oceano de oxigênio, perfluorocarbono e um ou mais elementos que prolongue a atividade deste último. Este tipo de raciocínio nos remete a outras possibilidades para o nosso suposto convívio com estes seres.
Conclusão
Talvez estas superficiais considerações tenham o mesmo valor de uma breve análise do comportamento de um personagem de desenho animado e quem sabe, chegue no máximo a ter alguma utilidade para o campo da psicologia e psiquiatria. Mas por outro lado, se ainda não há evidências que assegurem a veracidade dessas “vivências” dentro do nosso campo de realidade, tampouco há indícios de que tais experiências sejam exclusivamente frutos de mentiras, induções hipnóticas, paralisia do sono, traumas como o abuso sexual na infância ou qualquer outra manifestação do inconsciente. Muitos dos casos e até os relatos mencionados neste estudo, apontam para um mesmo biótipo físico manifestado, o que nos permite prosseguir desenvolvendo nossas investigações e conjecturas no sentido aqui exposto, tendo em vista também, as dificuldades em se obter informações mais concretas acerca desse ainda pouco estudado tema.
* Rafael Sampaio é biólogo, pesquisador em ufologia e espiritualidade e consultor de UFOVIA.
- Fotos: Ilustração de Fábio Vieira para UFOVIA / Arquivo UFOVIA.
- Produção: Pepe Chaves. © Copyright, Pepe Arte Viva Ltda.
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A 'Luz Chupa': As similaridades com os raios laser Os diversos sintomas envolvendo lesões cutâneas sofridas por algumas populações do Norte e Nordeste do Brasil na década de 70, podem estar associados aos efeitos dos raios laser.
Por Fábio BETTINASSI*
A luz azulada do Chupa-chupa pode estar associada ao laser azul, descoberto mais recentemente, porém os casos do Chupa se deram na década de 1970.
RAIOS QUE ATACAM - Entre a vasta gama de fenômenos inusitados que envolvem a casuística do Norte e as pesquisas desenvolvidas pela Operação Prato, sem dúvida um dos mais interessantes é o raio de luz misterioso que originou o termo popular que o designa como “Chupa-chupa” ou “Luz Chupa”, que seria de fato uma luz projetada em forma de raio concentrado por um objeto voador desconhecido. A luz, geralmente dirigida ao tórax da vítima, causava-lhe 3 pequenos furos cutâneos e uma queimadura na área afetada.
As pessoas que receberam o raio desconhecido apresentaram em 24 horas, sintomas de anemia profunda e fraqueza, tão acentuada, que muitos não tinham força para levantar do leito. O ataque dessa “luz inteligente” consistia em arremessar sobre as vítimas, um filamento luminoso, geralmente de cor azulada, pelo o qual ela “picava” a pele da pessoa, deixando três pequenos furos, supondo que por seu “canudo luminoso”, o Chupa sugava amostras do sangue das vítimas – sendo que, cerca de 80% das ocorrências se davam mulheres, geralmente jovens. Quanto a questão da sucção de sangue através da luz nada foi comprovado, a teoria baseia-se em suposição e não em comprovação.
'É fato que, na tecnologia terrestre, existem basicamente 3 tipos de raios laser, o primeiro e mais difundido comercialmente é o laser vermelho; o segundo é o verde e o terceiro e mais poderoso é o laser azul'
PARTICULARIDADES - De acordo com relatos da Dra. Wellaide Cecim de Carvalho (concedidos ao jornal O Liberal/PA), médica responsável pelo atendimento a estas vítimas, “Apesar de na época ser jovem e de ser extremamente cética, comecei a perceber alterações inexplicáveis para a Medicina. As queimaduras na pele das vítimas eram geralmente no pescoço e no hemitórax, acompanhadas de dois pequenos furos paralelos, como se fossem mordidinhas, mas que na realidade não eram, qualquer pessoa, e não precisa ser médico para saber que uma queimadura só apresenta necrose da pele após 96 horas. Só que as queimaduras das vítimas das luzes apresentavam necrose da pele imediata, cinco minutos após o acontecido”.
Seu superior imediato era o médico Dr. Luiz Flávio Figueiredo de Lima que, segundo a médica, foi quem lhe proibiu de comentar ou tornar públicas as ocorrências envolvendo os casos por ela medicados, tudo indicando que esta censura se devesse a pressões efetuadas por órgãos militares que por questões de segurança não desejavam revelar detalhes que pudessem comprometer a investigação dos fatos.
Através da Operação Trilha - da qual somos coordenadores - temos o objetivo de tentar explicar os fatos utilizando hipóteses plausíveis de Teorias Terrestres (TT) e Teorias Extraterrestre (TET). Entendemos que a Luz Chupa (LC) pode se tratar de um feixe de raios laser de diferentes composições com utilidades variadas, operando em sincronismo e orientado a um único alvo, tal conclusão pode ser observada através do estudo da física dos raios lasers e suas aplicações científico-industriais que mais parecem roteiros de ficção científica, apesar de não ser.
É fato que, na tecnologia terrestre, existem basicamente 3 tipos de raios laser, o primeiro e mais difundido comercialmente é o laser vermelho, usado na leitura de dados, transmissão de informação, corte de chapas metálicas, tratamentos medicinais de pele e de diversas doenças; o segundo é o verde usado em aplicações medicinais e o terceiro e mais poderoso é o laser azul. Para maiores informações sobre esta interessante tecnologia e como ela se assemelha à atuação da Luz Chupa é necessário ler com atenção o texto no final deste artigo: Raios Laser - origem e uso.
RAIO LASER MOVIMENTA MATÉRIA A DISTÂNCIA - No Laboratório de Fotônica da Unicamp, comprovou-se: luz carrega quantidade de movimento e move matéria - mais precisamente, pequenas partículas e microorganismos da ordem de mícrons (um mícron é igual a um milímetro dividido por mil). A técnica, desenvolvida pelo cientista norte-americano Arthur Ashkin, recebeu o nome de Pinça Óptica e veio parar na Unicamp, por intermédio do Professor Carlos Lenz Cesar, físico formado pela Universidade Federal do Ceará, doutor pela Unicamp com pós-doutorado pela AT&T Bell Laboratories, nos Estados Unidos.
O Professor Lenz contou como é o princípio da pinça óptica. Uma das descobertas de Einstein (a que lhe rendeu o Prêmio Nobel em 1905), foi de que a luz se comporta como uma partícula. Conforme detectou o cientista, a luz carrega quantidade de movimento, uma força bastante pequena que pode ser sentida apenas por micropartículas. Arthur Ashkin, cientista do Bell Labs, de posse do conhecimento gerado por Einsten - e por outros cientistas que investigavam um meio de controlar feixes de luz -, conseguiu, em 1986, fazer com que um laser pudesse prender e puxar micropartículas.
Os experimentos são realizados da seguinte maneira: coloca-se a partícula que se queira aprisionar na lâmina de um microscópio e direciona-se o feixe de luz que sai do aparelho de laser para a objetiva deste microscópio. Ao atravessar a objetiva, o feixe de laser forma - devido à lei óptica da refração - um cone de luz, que funciona como uma "armadilha óptica".
'Normalmente, o laser usado na captura é infravermelho, pois esse é pouco ou nada absorvido por amostras biológicas não causando danos as mesmas e possibilitando o estudo de células e microorganismos vivos'
ARMADILHA - Para entender como a armadilha se forma, pense em dois raios, um de cada lado do feixe de laser cônico que saiu da objetiva. Estes dois raios, irão se encontrar no foco do laser, justamente onde está a partícula que se deseja aprisionar. Ao terem suas trajetórias desviadas por esta partícula, os raios exercem nela uma força que a aprisiona. Isto acontece porque a luz, como constatou Einstein, se comporta como uma partícula e transfere quantidade de movimento sempre que é desviada pela amostra. Os dois feixes de luz funcionam então como as pontas de uma pinça comum. Transmitem força para partícula que acaba retida entre eles. Esta força é a responsável pela armadilha óptica. Normalmente, o laser usado na captura é infravermelho, pois esse é pouco ou nada absorvido por amostras biológicas não causando danos as mesmas e possibilitando o estudo de células e microorganismos vivos.
Uma pinça de luz arrasta uma hemácea com a força cinética dos fótons.
As imagens da hemácia [acima] mostram exatamente o momento em que foi agarrada pela pinça óptica. Esta experiência foi realizada pela equipe do Professor Lenz em parceria com a equipe da médica Sara Saad, do Hemocentro da Unicamp. As hemácias, também chamadas de glóbulos vermelhos, são células que transportam oxigênio para os tecidos do corpo humano passando por pequenos vasos sanguíneos, muitas vezes, menores do que elas próprias. Por isso, precisam de muita elasticidade. Algumas doenças, como a anemia falciforme hereditária, resultam justamente da falta de deformabilidade destas células. A pinça óptica ajudou os pesquisadores do Hemocentro a medir a elasticidade de milhares de hemácias - sadias e patológicas - de diferentes pacientes e a saberem mais sobre as doenças hereditárias dos glóbulos vermelhos.
Medir a elasticidade das hemácias é apenas uma das diversas aplicações da pinça óptica. Uma outra é transportar organelas celulares de uma célula para outra com ajuda do bisturi óptico, uma outra ferramenta capaz de produzir pequenos e controlados cortes nas paredes de membranas celulares. Demonstrar o potencial destas microferramentas na biotecnologia é uma das tarefas do Professor Lenz e de sua orientada Adriana Fontes.
'Acoplando a Pinça Óptica ao Bisturi Óptico fizemos manipulações biológicas tais como cortes em paredes vegetais e transporte de organelas entre células' [Dr. Carlos Lens]
RAIOS LASERES DISTINTOS CORTAM E TRANSPORTAM CÉLULAS - É interessante citar que a tecnologia atual está utilizando não apenas um raio laser para se conseguir resultados, mas sim 2 ou até 3 raios diferentes ao mesmo tempo, tendo em comum o local do alvo, ou seja, emitem-se dois raios projetados separadamente por fontes distintas, sendo que estes raios se unem à distância que seria exatamente no ponto de contato ou alvo a ser manipulado. Uma situação análoga nos remonta a atuação dos raios da Luz-Chupa que, ao serem emitidos pela aeronave misteriosa, se une no tórax das vítimas indefesas.
De acordo com pesquisa da Unicamp feita em 1999 pelos cientistas Adriana Fontes e Carlos Lenz “usamos uma Pinça Óptica para quantificar propriedades essenciais responsáveis pelo bom desempenho da hemácia na corrente sangüínea. A Pinça Óptica consiste basicamente de um laser infravermelho que, quando focado no interior de uma partícula biológica de índice de refração maior do que o do meio onde está, é capaz de capturá-la e movimentá-la sem lhe causar danos. Usamos também essa microferramenta para medir forças da ordem de piconewtons em microesferas em função de seu deslocamento e dessa forma realizar uma calibração de um medidor de forças da ordem de piconewtons. Essas aplicações são feitas obrigando hemácias ou microesferas a se movimentarem em um fluido apropriado com velocidades controladas pelo computador”.
E conclui: “Finalmente apresentamos uma outra microferramenta chamada Bisturi Óptico. Ela é composta de um laser pulsado operando no laser verde com o qual podemos produzir cortes em paredes e membranas celulares por absorção de luz transformada em calor. Acoplando a Pinça Óptica ao Bisturi Óptico fizemos manipulações biológicas tais como cortes em paredes vegetais e transporte de organelas entre células”.
Fica claro na descrição acima que, dois tipos de laser diferentes foram usados de forma a produzir um único resultado, desta vez os laser não apenas fizeram medições e leituras da citologia estudada, mas provocaram intervenções, em forma de cortes e no transporte de material orgânico, mostrando que – com o devido respeito aos trabalhos dos pesquisadores da Unicamp - esta tecnologia já poderia estar utilizada aqui no Brasil nos idos da década de 70, pela Luz Chupa, possivelmente com a finalidade de manipular células das vítimas das mais variadas formas.
'É provável que em 1977 em função do panorama tecnológico da época, esta aplicação do raio laser ainda era desconhecida pela população civil, mas podemos insinuar que militarmente falando, verdadeiros prodígios da física ótica eram desenvolvidos nos laboratórios secretos das super-potências mundiais'
LASER ACELERA NECROSE DO TECIDO - Através da verificação dos pacientes executada com maestria pela Dra. Wellaide Cecim de Carvalho, foi constatado que na região orgânica afetada pela Luz Chupa, o tecido cutâneo apresentou necrose imediata, num processo ao contrário do natural, que começa a apresentar sinais de necrose 96 horas após a queimadura. Na época dos casos examinados pela médica, em Colares/PA, no ano de 1977, concluiu-se que nenhuma tecnologia conhecida poderia necrosar o local de forma imediata, mas hoje sabemos que determinadas aplicações de raios laser, com freqüências e intensidades controladas podem acelerar a velocidade deste processo, em até centenas de vezes.
É provável que em 1977 em função do panorama tecnológico da época, esta aplicação do raio laser ainda era desconhecida pela população civil, mas podemos insinuar que militarmente falando, verdadeiros prodígios da física ótica eram desenvolvidos nos laboratórios secretos das super-potências mundiais, haja vista que o raio Laser foi criado em 1960 nos Estados Unidos e em 1970, pesquisadores incorporavam o laser no programa espacial na Nasa para aplicações de telemetria e no final da década de 80 o Brasil criou nas instalações da FAB em São José dos Campos, uma técnica eficaz e inovadora de enriquecer o urânio através de raios laser, mostrando mais uma vez que é plausível a hipótese de que a Luz Chupa, independente de ser de natureza terrestre ou extraterrestre, poderia ter empregado lasers para investigação ou manipulação celular das vítimas da região do Pará.
De acordo com estudos executados pelos cientistas Daniela de Fátima Teixeira da Silva, Martha Simões Ribeiro, Wagner de Rossi, Denise Maria Zezell do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares “(...) constatou-se que, de acordo com a teoria das propriedades ópticas de superfícies, utilizando as equações de Maxwell macroscópicas, a e ciência na deposição inomogênea de energia que ocorre numa interface microscopicamente rugosa, como é a membrana celular, irradiada com luz laser, vai depender do tipo de polarização do campo elétrico. Estudos realizados em nosso laboratório mostraram que a cicatrização de lesões irradiadas por laser de He-Ne depende da direção de polarização”.
“Entretanto, quando um laser de AsGaAl foi utilizado, a polarização da luz não foi relevante para o processo de reparação de lesões de pele. O propósito deste trabalho foi investigar, experimentalmente, a influência da radiação laser de Nd:YAG polarizada, emitindo em baixa intensidade no processo de cicatrização de lesões de pele, através de análise macroscópica das feridas, devido a bons resultados obtidos com estes tipos de laser no tratamento de herpes simplex”.
“Foram criadas 3 lesões de 6mm no dorso de cada animal com nitrogênio líquido. A lesão 1 foi irradiada com a polarização alinhada paralelamente a coluna vertebral do animal; a lesão 2 foi irradiada com a polarização alinhada a direção perpendicular relativa e a lesão 3 não foi irradiada (lesão controle). O laser de Nd:YAG foi operado em regime pulsado com comprimento de onda = 1064nm e seu feixe 99;9% polarizado e foi ajustado a uma energia por pulso de 1,3mJ/cm2”.
“A taxa de repetição foi 7 Hz, a largura temporal 300s e o tempo de exposição, 2 minutos. A densidade de energia utilizada foi 1J/cm2. A análise macroscópica mostrou que o processo de cicatrização tecidual muda entre as lesões. Dezessete dias após a criação das feridas, a lesão 1 era completamente cicatrizada quando comparada as outras, que mostraram um pobre grau de cicatrização”.
Podemos concluir através deste experimento de cientistas brasileiros do IPEN, que de acordo com a polarização e intensidade do laser utilizado podemos acelerar o processo de cicatrização de uma lesão, mostrando mais uma vez que o fato da necrose imediata provocada pela aplicação da Luz Chupa pode se tratar de um fenômeno físico presente na natureza do raio laser, de forma a ser reproduzido e investigado em laboratórios especializados aqui mesmo na Terra, sem a necessidade de se transferir para outros planetas ou galáxias distantes para se encontrar esta tecnologia.
Em alguns casos, os sintomas manifestados pelas vítimas do Chupa-chupa se mostram de forma idêntica às reações fisiológicas causadas pela ação dos raios laser.
PROVÁVEL ANEMIA PROVOCADA PELA LUZ CHUPA - Outro fato curioso envolvendo a aplicação da Luz Chupa pode ser encontrado novamente nos relatos da Dra. Wellaide Cecim de Carvalho, através do fato de que as vítimas apresentaram fortes sintomas de anemia após o contato com a misteriosa Luz Chupa. Sabemos que pessoas expostas a fortes índices de Raio X ou radiotividade manifestam anemia e leucemia, rapidamente após o contato com tais fontes.
Em determinado ponto dos relatos das vítimas sobre a incidência dos 3 raios de luz simultâneos, consideramos que a nave misteriosa pode ter empregado Raio X concentrado em forma de laser com finalidade investigativa do organismo da vítima. Apesar desta tecnologia ter sido escondida e classificada como “utópica”, a aplicação do Raio X concentrado é realidade em alguns laboratórios de pesquisa.
'A cor da luz é determinada pelo comprimento de onda - o tamanho de um ciclo da onda eletromagnética que forma a luz'
Raios-X concentrados emitidos como se fossem laser - Radiologistas e biólogos têm um sonho - cultivado desde a descoberta dos raios laser: construir uma fonte compacta de raios-X capaz de emitir sua radiação de forma totalmente direcional e concentrada, como se fosse um feixe de raios laser. Um gerador de raios-X assim poderia permitir que as imagens de radiografias fossem gravadas com uma resolução imensamente superior às atuais, e utilizando apenas uma fração da dose de radiação hoje utilizada. O resultado seria, além da diminuição do risco para os pacientes, o diagnóstico de doenças como o câncer em estágios muito preliminares da doença.
Microscópios equipados com essa fonte de raios-X concentrada seriam capazes de acompanhar biomoléculas nanométricas em seu ambiente natural, ao vivo e em tempo real, na medida em que reagem ou atuam sobre as células. Os cientistas da Universidade de Tecnologia de Viena, Áustria, e das universidades de Würzburg e Munique, e do Instituto Max Planck, todos na Alemanha, apresentaram a primeira fonte de raios-x do tipo laser, operando a um comprimento de onda de um nanômetro. Tudo embutido em um equipamento compacto, que poderia ser colocado em qualquer laboratório.
A cor da luz é determinada pelo comprimento de onda - o tamanho de um ciclo da onda eletromagnética que forma a luz. A luz vermelha tem um comprimento de onda de cerca de 700 nanômetros; o olho humano é capaz de enxergar até a luz violeta, com um comprimento de onda de 400 nanômetros. A luz feita por ondas com comprimentos menores são invisíveis aos nossos olhos - é o que acontece, por exemplo, com a luz ultravioleta. Quando a onda se torna ainda menor, atingindo apenas um nanômetro de comprimento, entra-se então no campo dos conhecidos raios-X.
Em seu novo equipamento, os cientistas focaram uma seqüência de pulsos rápidos e intensos de luz vermelha em átomos de hélio, o que converteu a luz do laser (com comprimento de onda de 700 nanômetros) em raios-X (com comprimento de onda de 1 nanômetro). Os raios-X foram emitidos pelos átomos de hélio excitados pelo laser.
O intenso campo do laser faz com que a nuvem de elétrons negativamente carregada sofra gigantescas oscilações ao redor do núcleo atômico positivamente carregado. É como se os átomos se transformassem em antenas: devido à larga amplitude de suas oscilações, eles irradiam ondas não apenas no comprimento da onda do laser que os excita, mas também em comprimentos de onda muito menores. Embora essas minúsculas ondas atômicas sejam extraordinariamente fracas, como elas oscilam no tempo (estão em fase no tempo), elas geram uma onda de raios-X de intensidade significativa, que sai como um feixe altamente direcional, paralelo ao raio laser incidente.
Esse fenômeno em si não é nenhuma novidade. Ele consiste em uma técnica padrão para a produção de radiação EUV (Extreme UltraViolet) em comprimentos de onda abaixo dos 10 nanômetros. Mas levar adiante a fronteira dessa tecnologia, alcançando comprimentos de onda ainda menores, tem sido um desafio, já que isso exige a exposição dos átomos a feixes de laser de intensidade cada vez mais alta, o que acaba por destruí-los. Além disso, os elétrons liberados pela ação do laser impedem a formação de uma onda intensa a partir das diminutas ondas atômicas.
Os cientistas resolveram esse problema irradiando os átomos com pulsos de laser de curtíssima duração, na verdade os menores já conseguidos, durando apenas 5 milionésimos de bilionésimo de segundo, ou 5 femtosegundos. Esses pulsos atingem os átomos de forma tão abrupta que eles não têm tempo para se desintegrar antes de emitir o raio-X. Graças a esse diminuto tempo de interação, os pesquisadores não apenas conseguiram quebrar a barreira do nanômetro, mas também criaram uma fonte de pulsos de raios-X que, pela primeira vez, são mais breves do que 0,1 femtosegundo (ou 100 attosegundos).
Atualmente, o feixe de raios-X liberado pelo equipamento é muito fraco para qualquer aplicação prática, mas os cientistas estão confiantes que poderão aperfeiçoar a técnica, ampliando a potência do feixe em várias ordens de grandeza. Quando eles conseguirem isso, terão criado uma ferramenta que abrirá possibilidades de pesquisas inteiramente novas em áreas da Física, Biologia, Ciência dos Materiais e outras.
SÍNTESE - Podemos lançar algumas hipóteses referentes ao objetivo da Luz Chupa sobre suas vítimas:
- O feixe de luz que deixou três furos nas vítimas pode ser a aplicação de 3 raios laser operando em conjunto, com finalidades diferentes, mas unidos no alvo.
- Raio Laser aplicado sobre a pele humana, em determinadas freqüências e intensidades, pode acelerar a necrose da queimadura em centenas de vezes em relação ao processo natural.
- Raios laser operando em conjunto podem efetuar manipulações em tecidos, como cortes, remoções e transferência de células - tanto a nível celular quanto genético.
- A queda de hemáceas provocada nas vítimas pode ser causada pela concentração de Raio X em forma de laser aplicada na região com a finalidade de desinfetar o ferimento, produzir leitura e análise da morfologia da região afetada, alterar gens e cromossomos para eventuais estudos e escanear o indivíduo.
De uma forma geral, a aplicação da Luz Chupa pode ter as finalidades de: manipular genes, induzir estados metabólicos alterados, projetar radiação infra-vermelho, fazer leituras e análises de tecidos e órgãos, produzir intervenções cirúrgicas para implantar ou remover substâncias ou células manipuladas externamente, escanear a vítima ou captar leituras de índices e fatores médicos.
- Produção: Pepe Chaves. © Copyright, Pepe Arte Viva Ltda.
Parte II - O laser na vida das pessoas: Raios Laser - Origem e Uso As mais diversas técnicas de utilização dos raios laser.
Por Fábio BETTINASSI*
Os diversos lasers e suas combinações têm trazido constantes progressos às ciências humanas.
O físico americano Theodore Maiman desenvolveu o primeiro trabalho com Laser em 1960. Desde então o laser vem sendo utilizado em várias aplicações, incluindo ferramentas cirúrgicas, leitores de compact disc players, sistema de miras para armamento e espectroscópios (instrumentos destinados a formar espectros de radiação eletromagnética, baseado na dispersão desta por um prisma ou por uma rede de difração).
O Laser produz vários feixes de luz ao mesmo tempo, com o mesmo comprimento de onda, vibrando na mesma velocidade e viajando na mesma direção, a este tipo de luz nomeamos LUZ COERENTE. Este feixe de luz é produzido por um processo conhecido como estimulação da emissão de radiação, a palavra ‘laser’ é um acrônimo da frase “Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation” (Amplificação da Luz Estimulada pela Emissão de Radiação).
Utilização militar
O Que É Uma Mira Laser? - Mira laser (Laser Sight) ou apontador laser, trata-se de um sistema de mira que emite um feixe de luz (laser) sobre determinado alvo, definindo para o atirador, através de um ponto luminoso, o local a ser atingido. Deve-se observar que diferente das miras ópticas, que captam a luz emitida pelo alvo, a mira laser fixa um ponto luminoso no alvo, ou seja, ela emite um feixe de luz, que sendo apontado para os olhos de alguma pessoa, pode causar cegueira. Esta observação geralmente se apresenta no corpo ou embalagem deste acessório. O mercado tem disponível miras para pistolas, revólveres e armas longas de uso civil com alcance de 300 metros, para o uso militar temos miras para todo tipo de armamento, metralhadoras, lança-foguetes e etc, com alcance médio de 1000 metros.
Aplicações militares gerais - Nas aplicações militares de alto custo utiliza-se o laser denominado: laser neodímio ou laser dióxido de carbono. São utilizados para localizar alvos a longa distância, tais como satélites espiões e orientar mísseis balísticos de defesa, em virtude do seu alto poder de emissão de feixes.
Nas aplicações de baixo custo temos a mira laser de emprego individual que utiliza um laser de baixo custo, utilizadas em armas de pequeno calibre (geralmente as portáteis ou de porte), que recebe a denominação de diodo laser, ou seja, um semicondutor alimentado por uma fonte de energia que produz pelo menos 100 mW. Exemplo disto seria uma pequena bateria de relógio de pulso.
Dentre os laseres já construídos, aqueles que utilizam o gás carbônico como material emissor, apresentam maior potência e emissão contínua. Quando concentrado por meio de lentes, o feixe de radiação infravermelha produz altíssimas temperaturas, e, por isso, pode ser utilizado no corte ou na soldagem de metais. Além disso, pode servir como arma de longo alcance – o “Raio da Morte” – que durante tanto tempo foi apenas tema de ficção científica.
Os laseres de gás dinâmico possibilitam o alcance de alvos aéreos a uma distância de até três quilômetros. Mas as aplicações militares são limitadas, pois os feixes de alta potência são desfocalizados ao atravessar o ar.
Utilização medicinal
O laser na Medicina em geral - Antes de começarmos a falar do raio laser na medicina, temos que ressaltar o bisturi-laser, que é a ferramenta de maior importância no uso do laser na medicina.
Existem algumas vantagens em se utilizar bisturis a laser. Uma delas é que, com seu calor, cauteriza imediatamente o corte, resolvendo assim os problemas da hemorragia e da infecção. Mas não existem aparelhos laser tão reduzidos que possam ser dirigidos manualmente com facilidade.
Devido a isso, constrói-se o bisturi adaptando-se a um laser fixo um dispositivo que dirige seu feixe luminoso para a região desejada. O raio é introduzido em um braço provido de vários dobramentos que permitem rodá-los em vários sentidos diferentes. O conjunto pode, por isso, ser esticado ou dirigido à vontade, apesar de ser composto por partes rígidas. O aparelho assim comprido tem certa semelhança com os braços dos motores usados por dentistas.
Em cada dobra existe um prisma P, que efetua o desvio do feixe, para conduzi-lo na direção correta. Ele chega, assim, a uma espécie de empunhadura, que está na mão do cirurgião. Nela existe um sistema óptico que concentra o raio laser de modo a aumentar sua intensidade e possibilitar finos cortes. A seguir veremos as principais utilizações do laser na medicina.
Oftalmologia - Foi a partir da década de 50 que o laser começou a ser utilizado pela medicina. Sua primeira aplicação ocorreu na área de oftalmologia. Nos anos 60, a empresa Zeiss Optical Company construiu o primeiro laser fotocoagulador de Xenônio, que emitia luz branca. Utiliza-se, nesse caso, basicamente 6 tipos de laser, que são: Rubi, Argônio, Xenônio, Criptônio, Nd/YAG e Excimer. Eles liberaram uma certa potência durante curtos espaços de tempo e exibem um ponto de luz entre 50 e 2000mm.
Otorrinolaringologia - Segundo MATZNER, "Os tipos mais aplicados em otorrinolaringologia, em geral, são os de Argônio, CO2 e Nd/YAG. Como o comprimento de onda do CO2 é bem absorvido pela água, esse laser encontra grande aplicação em tecido biológicos contendo cerca de 85% de água. O de Argônio é melhor absorvido por um meio vermelho, como a hemoglobina e a melanina, pois possui comprimento de onda verde (0,515 m m) e azul (0,488 m m). O laser de Nd/YAG emite na região do infravermelho (1,06 m m), como o de CO2 (10,6 m m)." (MATZNER, 1983, p. 30). Devido a essas características, o laser de CO2 é usado na vaporização de tecidos; o de Argônio é utilizado como fotocoagulador; o de Nd/YAG é sintonizável em diversas freqüências, podendo ser utilizado em várias aplicações diferentes.
Cardiologia - O Excimer laser ajuda também a tratar a angioplastia, onde uma ou mais artérias estão bloqueadas pelo estreitamento localizado, resultado do acúmulo de colesterol no sangue - chamada placa aterosclerótica -, onde o fluxo de sangue e oxigênio é diminuído. O mecanismo de ação desse laser sobre a placa aterosclerótica é a vaporização, que induz intenso aquecimento localizado tecidual (injúria térmica). "… A energia é conduzida por catéter construído de múltiplas fibras ópticas (de 12 a 300), que é conectado a um gerador de laser. Existem algumas limitações desta nova tecnologia, entre as quais, destacam-se o seu elevado custo e as possíveis complicações (perfuração e dissecação da artéria)". Segundo GaveaCath (www.lasertogo.com.br/gaveacath/gcath29.htm). Está sendo empregado também na desobstrução de vasos sangüíneos, no interior do próprio coração, através de fibras ópticas; nesse caso, a fibra é acoplada a um monitor de TV, a fim de que possa ser visualizado o local da aplicação.
Neurologia - Na neurocirurgia, o laser está sendo muito empregado, devido às suas qualidades de remoção dos tecidos sem sangramento e sem contato físico algum.
Ginecologia - Em ginecologia, usa-se o laser para vaporizar carcinomas - tumor maligno, câncer -, condilomas - saliência de aspectos verrucosos no ânus ou nos órgãos genitais -, vírus de herpes; cicatrizar hemorragias e úlceras; desobstruir canais de fibras ópticas, entre outras aplicações.
Urologia - Em urologia, ele permite realizar algumas operações através de fibras ópticas, como, por exemplo, vaporização de pedras nos rins, desde que essas se encontrem numa posição favorável. Hemorróidas são vaporizadas rapidamente, apenas com anestesia local e sem muita dor.
Dermatologia e Cirurgia Plástica - Na área de dermatologia e Cirurgia Plástica, o laser é ativamente aplicado na eliminação das manchas de pele, verrugas, tumores benignos, tatuagens, rejuvenescimento cutâneo, tratamento de cicatrizes de acne, varizes, estrias, quelóides, implante capilar, cirurgia de pálpebras, depilação definitiva e outros. Além disso, permite fazer vários tipos de operações plásticas.
Laser Ultra-Pulse - Criado em 1990, o Laser Ultra-Pulse Coherent de CO2 emite um feixe de luz finíssimo de 3 milímetros de diâmetro com a altíssima energia (500 milijoules), pulsando em cada milissegundo. Essas pulsações chegam a uma profundidade de 0,02 milímetros, ou melhor, o diâmetro de 3 células sangüíneas. Esse laser trabalha por vaporização. Ele reage com a água da epiderme, vaporizando-a e liberando fragmentos brancos, que são removidos com gaze embainhada em soro fisiológico.
Skin Resurfacing - Essa técnica consiste em vaporizar a parte mais superficial da pele retirando as rugas e as manchas. Com isso, ocorre a substituição da pele envelhecida por outra mais jovem e natural. A técnica também é utilizada no tratamento de cicatriz de acne, promovendo a retirada dela sem o risco de causar danos ou irregularidades na pele.
Manchas Senis e Tatuagens - Alguns equipamentos a laser são capazes de retirar as pintas e manchas senis, sem lesar a pele normal, ou seja, sem deixar cicatriz. O aparelho também é utilizado para retirar tatuagens, mas é necessário para isso, se fazer várias aplicações. A vantagem do laser sobre os outros métodos é de que a pele não sofre danos.
Varizes e Hemangiomas - Existem lasers que têm a propriedade de emitir raios que coagulam os vasos sangüíneos, promovendo sua reabsorção. Tais lasers podem ser usados no tratamento de varizes, hemangiomas, vasos em face, etc., com a grande vantagem de não prejudicar a pele.
Estrias, Quelóides e Tumores Benignos - Hoje em dia, é o laser Ultra-Pulse que vem apresentando os melhores resultados em tratamentos de estrias, quelóides e tumores benignos. Devido ao seu fácil manuseio e sua propriedade de realizar uma incisão programada, permite um maior controle sobre a pele do que outras técnicas conhecidas, sem riscos para o paciente.
Implante Capilar - O implante capilar, através da cirurgia a laser, ficou mais simples e não causa sofrimento ao paciente, pois o laser faz os orifícios onde são implantados as raízes do cabelo, tendo uma recuperação muito mais rápida.
Cirurgia das Pálpebras - Pode ser feita tanto na pálpebra superior como inferior. O laser corta e coagula ao mesmo tempo, sucedendo assim, uma melhora rápida ao paciente. Essa cirurgia pode ser feita por dentro da conjuntiva (membrana mucosa que forra a parte anterior do globo ocular e a parte interna das pálpebras), para esconder a cicatriz.
Depilação Definitiva - Sua maior aplicação é nos casos de áreas localizadas, como axilas, rosto, mamas, abdômen e nas virilhas. É aconselhável para uma eliminação definitiva dos pêlos 9 aplicações (3 por ano).
Terapias e Regeneração - Além de diversas aplicações cirúrgicas e outras, o laser também tem aplicações em terapias. No tratamento do câncer, o laser tem sido utilizado na técnica "Photofrin". Essa técnica funciona da seguinte maneira: uma substância química é injetada no paciente, espalhando-se rapidamente por todo seu corpo. Essas substâncias são normalmente excretadas pelas células em um certo tempo. Mas as células cancerígenas retêm essas substâncias por um tempo maior, sendo que em 24 horas, todas as outras células já liberaram tais substâncias químicas. Após esse período de tempo, as regiões cancerígenas são iluminadas com laser, desta forma, excitam as substâncias químicas que passam a absorver rapidamente o oxigênio das células doentes, matando-as por asfixia e assim, eliminando os tecidos doentes. Devido ao fator do raio laser cauterizar o corte, diminuindo o tempo de cicatrização, ele é aplicado em operações no fígado, onde suas células se regeneram mais rapidamente, reduzindo as possibilidades de infecções e hemorragias. Isto foi observado em testes realizados com ratos em laboratório.
Odontologia - Desenvolvido no Ipen, o laser de hólmio foi capaz de fazer perfurações no dente sem carbonizar ou trincar a dentina, camada situada logo abaixo do esmalte. Segundo SIQUEIRA, "As perfurações feitas no dente pelo raio desse laser, que tem como meio ativo um cristal de fluoreto de ítrio lítio, combinado com a terra rara hólmio, têm diâmetro de 230 mícrons (o mícron é a milésima parte de 1 milímetro ), e alcançam 3 milímetros de profundidade." (SIQUEIRA, 1994, p. 34). O laser entrou nas clínicas odontológicas apenas em 1990. O tipo mais usado nos tratamentos clínicos é o laser de baixa potência, pois tem ação analgésica, antiinflamatória e bioestimulante, contribuindo para a regeneração dos tecidos. Nessa área é aplicado no tratamento de aftas e herpes labiais, incisões ou remoções de tumores e lesões, vaporização de tecidos em operações plásticas e tratamentos gengivais e como adjuvantes de outros procedimentos clínicos, como tratamento de canal.
Na indústria - Industrialmente, os laseres de impulsos são também utilizados na produção de pequenos orifícios em materiais muito duros ou de elevado ponto de fusão, como o aço e os diamantes. O processo é muito rápido, e não altera o material em torno do orifício.
Outras aplicações - Outro campo promissor de emprego do laser é o da fusão termonuclear, que consiste na união de núcleos atômicos leves para produzir um núcleo mais pesado. Neste processo pode haver um grande desprendimento de energia. A fusão termonuclear é empregada nas bombas nucleares de hidrogênio.
Procura-se atualmente, desenvolver um método de fusão controlado, não explosivo, para ser utilizado em reatores. O processo pode ser iniciado fazendo incidir um intenso pulso de laser sobre uma pequena gota de deutério líquido, elevando-lhe a temperatura a mais de 10.000.000ºC. Essa temperatura pode então atirar os átomos uns contra os outros com velocidade suficiente para que ocorra a fusão de seus núcleos.
Existem também aplicações do laser, que, ao invés de utilizar sua potência e intensidade, valem-se de suas propriedades de coerência luminosa. Um exemplo, ainda apenas ao nível de projeto, é seu emprego nas telecomunicações. Por sua natureza coerente e por possuir um único comprimento de onda, a radiação do laser se assemelha a se transmissor de rádio. Se forem desenvolvidas técnicas eficientes de superposição de sinais aos feixes de laser, a luz poderá ser utilizada para o envio de mensagens a grandes distâncias. As vantagens principais em relação às microondas seriam: grande dirigibilidade, que permitiria gastar menos potência; alta freqüência que possibilitaria o envio simultâneo de maior número de dados. Mas há dificuldades graves que impedem, atualmente, o emprego do laser nas telecomunicações: sua baixa confiabilidade, e a influência sob condições atmosféricas que perturbariam o feixe luminoso. Um dos projetos realizados no sentido de evitar essas dificuldades prevê o envio do feixe através de longos tubos ou fibras de vidro muito finas.
Uma outra técnica que utiliza a coerência e a monocromaticidade do feixe laser é a holografia. Trata-se de uma técnica fotográfica que permite produzir imagens com aparência tridimensional. Também é possível, por meio da holografia, armazenar um único pedaço de filme fotográfico a uma vasta quantidade de informações, que podem ser recuperadas pela iluminação do filme com a luz do laser. Essa técnica poderia substituir o arquivamento de informações em microfilmes, permitindo maior aproveitamento do material fotográfico. O processo holográfico de armazenamento de informações poderia ser aplicado às memórias de computadores; mas, em virtude de outros desenvolvimentos, a idéia foi provisoriamente abandonada.
* Fábio Bettinassi é publicitário e ufologista em Araxá/MG. É articulista de Via Fanzine e co-editor de UFOVIA. É idealizador e coordenador da Operação Trilha.
Imagens:
- Pinça fotônica - http://www.inovacao.unicamp.br/veja/veja-pinca.shtml. - Laser - http://sprott.physics.wisc.edu/fractals/collect/1995/LASER.GIF. - Ilustrações eletrônicas e fotomontagens: Pepe Chaves.
Referências bibliográficas:
- Inovação Unicamp - http://www.inovacao.unicamp.br/veja/veja-pinca.shtml - Pinça fotônica.
- Raios laser focados no mesmo alvo - Uso de lasers para manipulação e medida de células vivas. Dissertação de Mestrado de Adriana Fontes Orientada por Carlos Lenz. Publicada em 1999, Unicamp, Campinas/SP, Brasil.
- Raio laser acelera em centenas de vezes a necrose do tecido – Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares. http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/enfmc/xxiii/programa/res0633.pdf.
- Raios-x concentrados são emitidos como se fossem laser - inovação Tecnológica, publicado em 03/05/2005 extraído do trabalho intitulado "Source of coherent kiloelectronvolt X-rays", foi publicado pela revista Nature (433, 596). Tradução do autor.
- Jornal 'O Liberal'- Entrevista da Doutora Wellaide Cecim de Carvalho ao jornal O Liberal, de Belém/PA, Brasil.
- Assombrações luminosas na selva – parte II – Matéria de Pepe Chaves, abordando a Operação Prato; portal UFOVIA 2005/Itaúna-MG, Brasil - http://www.viafanzine.jor.br/op.htm.
- Produção: Pepe Chaves. © Copyright, Pepe Arte Viva Ltda.
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