UFOVIA - ANO 5 

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Campo Grande-MS:

O dia em que um OVNI viu a bola rolar

Em 1982, a partida entre Operário e Vasco da Gama foi interrompida porque

um disco voador pairou sobre o estádio Morenão, na capital sulmatogrossense.

 

Por Pepe Chaves*

de Contagem-MG

Para UFOVIA

O estádio do Morenão e nos detalhes, o árbitro José Assis de Aragão e os ex-jogadores

Roberto Dinamite e Cocada. Eles presenciaram o OVNI que pairou sobre o Morenão em 1982.

A seleção brasileira encerra vitoriosa campanha nas Eliminatórias na quarta (14/10) neste estádio.

 

OVNI em jogo de futebol

 

Era para ser somente uma partida de futebol no Estado do Mato Grosso do Sul, naquele dia 06 e março de 1982. Disputavam uma partida no estádio “Pedro Pedrossian”, mais conhecido como “Morenão”, na capital Campo Grande, a equipe da casa, o Operário e o Clube de Regatas Vasco da Gama, do Rio de Janeiro. Mas quem pagou o ingresso naquela noite, literalmente iluminada, teve direito a um espetáculo a mais.

 

A partida que era válida pelo Brasileirão de 1982, seria vencida pelo Operário pelo placar de 2 a 0. Mas no  decorrer da peleja, seria registrado um acontecimento ímpar durante um jogo de futebol: logo no início do jogo, um disco voador pairou misteriosamente sobre o estádio. O fato inusitado foi contemplado por todos os perplexos presentes, desde juízes, jogadores e torcedores.

 

Consta, que o objeto foi observado por todos durante alguns segundos. Testemunhas narraram que o OVNI em formato discoidal manobrou sobre estádio, que foi momentaneamente iluminado por potentes holofotes do objeto. Após uma breve manobra o objeto zarpou velozmente, desaparecendo no céu. Algumas das pessoas presentes teriam relatado uma espécie de "chuva de flocos", após a retirada do objeto. Provavelmente, se tratava do chamado "cabelo de anjo", um suposto material sutil originado do efeito de sublimação do combustível de determinadas aeronaves em reação com o ar.

 

No entanto, ao contrário do que ocorreria nos dias atuais, quando reinam os celulares e as câmeras digitais por todas as partes, na época, nenhum dos presentes conseguiu fazer um registro  sequer (seja em foto ou em vídeo) do objeto voador que iluminou o Morenão. Nos dias seguintes, a ocorrência foi destaque em diversos veículos da mídia brasileira, que entrevistou testemunhas, muitas das quais, ainda perplexas com o que presenciaram.

 

Figuras notórias no futebol brasileiro estavam presentes no local, como o conhecido árbitro José de Assis Aragão, que apitava a partida e o atacante Roberto Dinamite (atual presidente do Vasco), que naquela noite - nem tanto "iluminada" para ele em campo -, envergava a camisa cruzmaltina. Entre os vários jogadores que também presenciaram o fato estavam Cocada (Operário) e Pedrinho (Vasco).

 

Revista "Placar" registrou o ocorrido

 

A revista “Placar”, publicação mais popular do esporte nacional na época, registrou o fato, estampando na capa a manchete, “O dia em que um disco voador baixou em campo”.

 

Em reportagem de  Sérgio Ruiz Luz, a "Placar" registrou que, “De repente, um objeto não identificado apareceu no céu de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, durante a partida Operário x Vasco da Gama. Era uma bola de fogo, com um grande facho de luz. Veio, viu e desapareceu misteriosamente. Desde então, a cidade e os jogadores que testemunharam o fenômeno nunca mais foram os mesmos”.

 

A visão, de fato, impressionou a todos, pois a forte luz emanada pelo objeto teria iluminado todo o gramado do estádio. O jogo foi paralisado pelo árbitro e todos ficaram olhando para aquilo (e entre si), sem entender o que se passava.

 

A “Placar” entrevistou o jogador Cocada, então com 34 anos e ídolo do Operário local. Depois do ocorrido, ele passou alguns momentos vasculhando o céu na tentativa de ver novamente o objeto luminoso. “Rapaz, nunca mais vi nada igual”, diz ele, desconsolado. Conforme a reportagem, “A aparição que impressionou tanto durante uma partida contra o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro de 1982, foi mesmo inesquecível. Era uma quarta-feira à noite e o jogo ainda estava no começo quando Cocada olhou para o alto e assombrou-se com aquela visão”. O jogador conta que, “Vi uma roda de fogo com um facho de luz muito forte. De repente, foi embora a uma velocidade incrível”.

 

A reportagem da "Placar" ainda abordou sobre a religião do jogador, que contradizia o fenômeno, “Por causa de sua religião, o meia-direita Cocada, um evangélico fervoroso, procura afastar a tentação de acreditar na existência dos OVNIs. ‘Não combina com os princípios bíblicos', justifica. Mesmo assim, o certo é que a carreira de Cocada deslanchou após aquela visão do objeto luminoso. Ele saiu de Campo Grande e, para quem era visto apenas como o irmão perna-de-pau do atacante Müller, até que se deu bem. Seu melhor momento aconteceu na decisão do Campeonato Carioca de 1988. Reserva de Paulo Roberto, que era o lateral titular do Vasco, Cocada entrou no final da partida contra o Fluminense e marcou o gol do título no último minuto do jogo. Depois de rodar por doze clubes, Cocada resolveu pendurar as chuteiras em 1993”.

 

Ainda conforme a reportagem, “O tempo passou, mas Cocada mantém o habito de vasculhar o céu de Campo Grande. Ele só espera uma explicação para a bola de fogo que viu em 1982”. Finalizando, o atleta declarou à revista que, “Parecia um disco voador, mas só acredito mesmo se eles voltarem, pararem na minha frente e acenarem para mim”.

 

Rangel: 'os locutores devem ter feito

um estardalhaço quando viram o OVNI'.

 

Para Mário Rangel, caso é genuíno

 

O veterano ufólogo e pesquisador paulista Mário Nogueira Rangel, um dos entusiastas dessa ocorrência, acredita que o caso é genuíno. “Dezenas de jogadores, técnicos, bandeirinhas, juiz, locutores, jornalistas, operadores de câmeras, público assistente etc., ainda podem ser ouvidos e desenhar ou descrever o que viram para ser feita uma arte profissional. Conhecemos muitos desses nomes, de pessoas que residem nos estados de Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro”, afirmou Rangel ao portal UFOVIA.

 

Mário Rangel pesquisou esse assunto por vários anos, tentando levantar novos dados ou colher relatos com as testemunhas. Ele tentou contato por e-mail com Roberto Dinamite e o árbitro José de Assis Aragão, mas eles nunca responderam. 

 

No entanto, ele conseguiu reunir algumas raras informações sobre a ocorrência. “Já escrevi a vários jornais e televisões propondo que divulguem o caso, aproveitando a Copa do Mundo, que aumentou o interesse por tudo o que se refere ao futebol. Espero que alguma coisa, mesmo que pouca, seja publicada”, argumentou, sobre a pouca popularidade deste clássico avistamento coletivo.

 

"Exagerados como são, os locutores devem ter feito um estardalhaço quando viram o OVNI e o jogo foi paralisado. Infelizmente, não consegui encontrar nenhuma gravação a respeito", imaginou Rangel.

 

Equipe do Vasco em 1982.

 

Jogo do disco voador

 

Também a home page vascaína de Jamir Rodrigues Nogueira trouxe a notícia do inusitado acontecimento: “No dia 6 de março de 1982, o Vasco jogava em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, contra o Operário local, pelo Campeonato Brasileiro. O jogo era no Estádio Morenão, numa noite estrelada de quarta-feira. Logo no início do jogo, os jogadores, jornalistas e a torcida foram surpreendidos por uma roda de fogo que pairava sobre o estádio, soltando um intenso facho de luz. O objeto voador não-identificado evoluiu no céu, acima do estádio, e desapareceu segundos depois. Embora nenhuma câmera tivesse conseguido registrar a cena, todos os presentes ficaram muito impressionados com o ocorrido e a grande maioria deles acreditou tratar-se um disco voador. O jogo, que terminou com a derrota do Vasco por 2 a 0, ficou conhecido como ‘O Jogo do Disco Voador’. Como na época não havia ‘Arquivo X’, o mistério ficou até hoje sem explicação”.

 

Fato é que algo semelhante jamais voltou a ocorrer no mundo e, além de um dos maiores palcos do futebol no Brasil, depois de 1982, o belo estádio do Morenão se tornou também símbolo de um incrível avistamento coletivo de um OVNI no país do futebol.

 

* Pepe Chaves é editor do jornal digital Via Fanzine.

- Com informações da Revista Placar, Jamir R. Nogueira e Mário N.Rangel.

 

Imagens: Timblidim / Placar / Arquivo M. N. Rangel / UFOVIA.

 

- Colaborou:

Mário Rangel - autor, pesquisador e hipnólogo em Ufologia.

É autor das séries Ufomunumentos & Ufoarquiteturas.

 

- Produção: Pepe Chaves.

   © Copyright, 2004, 2009, Pepe Arte Viva Ltda.

 

 

 

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