UFOVIA - ANO 5 

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 O Cristo

 

 

Jesus, um superstar milenar:

O Cristo e as profecias do antigo Egito

Seria ele o esperado dos sábios egípcios? Teria Jesus profetizado a espiritualidade 2000 anos antes?

Alienígena ou enviado do Deus único, Jesus fez escola com pensamentos além do seu tempo e espaço.

 

Por Fábio Bettinassi*

De Araxá-MG

Para UFOVIA & VF

 

Jesus foi o mais pop, de todos os superestars que passaram pela Terra.

 

AS BASES DA CIÊNCIA CRÍSTICA - De todos os personagens que caminharam por sobre a Terra, Jesus Cristo foi um dos que mais influenciou a sociedade moderna. Seu pensamento amplo e repleto de interpretações multifacetadas contribuiu para a caracterização do panorama político, econômico e social de grande parcela da população atual. Sinteticamente podemos classificar o credo humano em três grupos religiosos: os cristãos, os judeus e os islâmicos, ficando os espiritualistas livres como uma “classe volatilizada” espalhada aleatoriamente com os mais variados nomes.

 

Cristãos, judeus e islâmicos possuem bases filosóficas centradas no capital e no poder. Todas são messiânicas porque crêem em um Messias que se ainda não surgiu e pode aparecer a qualquer momento. Apesar da simplicidade desta interpretação, vale mencionar que, conectando o desejo de capital e propriedade à crença de um ser supremo que vai trazer paz e felicidade duradoura, está criado um simbolismo perigoso que une o senso de patriotismo com a superioridade de crença, pois ao conceber a idéia que o “meu messias” é melhor que o seu, surge a polarização religiosa e por conseqüência, a necessidade de organização em um espaço geograficamente delimitado.

 

Isso elucida sobre o constante guerrear do ser humano, que fez dos últimos dois mil anos, uma epopéia sanguinária em nome de Deus e de Jesus.

 

Jesus como um messias relativamente novo se comparado aos deuses do antigo Egito ou Hicksos, faz parte da linhagem dos “messias falantes”, ou seja: os povos antigos possuíam deuses representados por ícones de forma humana, animal ou mista, eram estáticos e não verbalizavam seus pensamentos, ficando como único canal de inteiração com os fiéis, os olhos e ouvidos das imagens, que segundo eles, “tudo via e ouvia”.

 

A partir do momento que as pessoas notaram que seus deuses-calados pouco os satisfaziam, foram substituídos por deuses humanos, de carne e osso na figura de um profeta ou sacerdote. Jesus foi um dos pioneiros neste campo, pois foi uma pessoa palpável, trouxe ensinamentos, curou e exemplificou, revelando pensamentos elevados e incompreensíveis para aquele tempo, como o perdão, o amor ao próximo e a necessidade da elevação espiritual. Ele foi ator, diretor e produtor da mais bela obra que alguém poderia ter deixado à posteridade e como grand-finale saiu de cena de forma triste, porém, grandiosa.

 

Ao contrário de outros profetas e ideologias que estacionaram no tempo há milênios e ainda pregam a vingança, a mutilação e o “olho por olho e dente por dente”, Jesus com sua amplitude de raciocínio revelou-se um pensador completo, pois ofereceu soluções sensatas capazes de locupletar a lógica filosófica implícita nos dilemas universais, bem como desvendou segredos envolvendo a personalidade e psique humana, sem falar nos inúmeros exemplos sobre o perdão, o amor e bom entrosamento entre os homens.

 

Fez-nos deduzir que os messias, cuja verbalização visaram os interesses mundanos materiais, só trouxeram evolução para seus seguidores por intermédio da força e de riquezas da terra, porque em termos de elevação do ser, pouco foi conseguido. Evidenciou que os conflitos religiosos atuais entre nações nunca serão resolvidos através de políticas econômicas ou acordos diplomáticos, tampouco por guerras, pois é preciso uma reforma íntima da parte de cada pessoa, o que seria no mínimo uma grande utopia.

 

'A adoração a seres metafísicos era tamanha que cada família possuía seu deus doméstico,

representado pela estatueta de um antepassado, cuja conduta de vida exemplar

ou seus poderes paranormais trouxe alguma vantagem para o lar'

 

Foi no Templo de Karnak, através de seus profetas e astrônomos,

que os primeiros sinais da vinda do representante do Deus único foram recebidos.

 

PROFECIAS DOS TEMPLOS DE KARNAK E ABYDOS - Durante o vasto período de tempo que marcou a riqueza do império faraônico sobre as terras de Khemi (nome antigo do Egito), a religião politeísta atribuía um deus para cada necessidade da vida privada e do império, assim encontramos na mitologia egípcia algumas dezenas de seres meio homem, meio animal, responsáveis desde a segurança dos celeiros reais, passando pelo deus dos escultores, até o deus do equilíbrio harmônico.

 

Tal adoração a seres metafísicos era tamanha que cada família possuía seu deus doméstico, representado pela estatueta de um antepassado, cuja conduta de vida exemplar ou seus poderes paranormais trouxe alguma vantagem para o lar. Estas imagens que habitavam os nichos, nas paredes das casas, recebiam oferendas diárias em forma de alimentos, vinho, perfume e flores.

 

Mas o politeísmo fanático dos egípcios, em parte era mantido pelo poder dos sacerdotes dos templos, constituídos por uma casta dominante, tanto política, quanto militar e que além de oferecer serviços espirituais para a população, interferiam diretamente na condução do Estado Maior, chegando a desafiar o faraó em determinados momentos.

 

Os inimigos do Estado, internos ou externos pensavam duas vezes antes de ameaçar a classe sacerdotal, pois estes médiuns contavam com o uso de sortilégios e feitiços terríveis, pois que dominavam as ciências ocultas, coisa que os egípcios comuns também praticavam em escala menor.

 

As técnicas mais populares para minar o adversário consistiam em escrever o nome da pessoa indesejada em jarros de barro e depois despedaçá-los no chão enquanto proferiam pragas maledicentes, outra era fazer o desenho da vítima sobre a sola da sandália ou escrever o nome dela sob a pata de um animal defeituoso.

 

Nos templos centrais localizados nas grandes cidades como Tebas, Menfis e Heliópolis, os sacerdotes da alta hierarquia mesclavam astronomia, magia negra e uma espécie de farmacêutica hermética para prever o futuro, sendo que, para alcançar tal capacidade era necessário - além do dom natural - décadas de disciplina e estilo de vida ascético.

 

Foram obtidas grandes revelações no templo de Karnak, onde viviam os mais poderosos profetas do reino, que captaram os primeiros sinais da futura chegada de um filho do Deus único no futuro. No templo de Abydos existem hieróglifos representando aviões de combate modernos, junto com um helicóptero e submarino, frutos de uma clarividência avançada, que se perdeu nas areias do tempo.

 

Placa no teto do templo de Abydos, mostra possíveis máquinas futuristas como, avião, helicóptero, espaçonave e submarino.

Existe a possibilidade de eles terem vislumbrado o futuro através de transes induzidos por drogas e/ou meditação avançada.

No detalhe ao lado: helicóptero moderno é semelhante às figuras de hieróglifos proféticos.

 

A arquitetura do Templo de Karnak - segundo a lenda - foi projetada diretamente pelo grande espírito Hermes Trimegisto, de forma a otimizar a manipulação da energia primordial do Universo, que a tudo anima. Neste local existia uma espécie de capela, o “Naos” onde residia a estátua de Amon (pai do Universo). Através dela muitos faraós iniciados recebiam a consagração para erguer o cetro do Alto e Baixo Egito em uma cerimônia mística que durava três dias completos, com isso dá pra imaginar o que foi feito entre as colunatas gigantes, durante mais de mil anos.

 

JESUS NA PIRÂMIDE E SEUS PRIMEIROS SINAIS NO POLITEÍSMO EGÍPCIO - Um ramo da egiptologia prega que a grande pirâmide esconde em suas medidas uma espécie de mapa cronológico da humanidade, onde através de estudos das unidades métricas da época como o cúbito real, o caniço e o Inch (a polegada de Enoch, atual polegada) pode ser encontrados acontecimentos marcantes, inerentes à trajetória do mundo, como desvios no tempo para manter o destino dentro do curso traçado por Deus. Essa teoria foi defendida por grandes egiptólogos não científicos como Napoleão, Paul Brunton, Edgar Cayce e até Madame Blavatsky e vem ganhando adeptos nos últimos tempos.

 

 

Pirâmides: medidas precisas para segredos lacrados.

 

Em determinado momento nas medidas da pirâmide, encontra-se registrado o período marcado pelo nascimento, atuação e morte de Jesus. A seção arquitetônica da pirâmide contendo esta medida fica na chamada “grande galeria”, local considerado um dos mais complexos setores da pirâmide, seja pelos detalhes ou pelo gigantismo da construção. Isso leva a pensar que a importância da obra de Jesus seria tão complexa quanto bela.

 

Exemplo do funcionamento do calendário profético da Grande Pirâmide.

 

AKHENATON E A UNIDADE DIVINAL - Estudando também outras fases da história egípcia, chegamos na 18ª dinastia (1539 a 1075 a.C.) marcada pelo governo estranho e incompreensível de Amen-hotep IV (ou Amenófis IV, segundo a vocalização helênica), que trocou seu nome de descendência real pelo apelido de Akhenaton, “aquele quem irradia para Aton”.

 

O faraó, um sujeito de compleição física muito diferente do biótipo padrão foi marido da espiritualizada Nefertiti, a mais bela mulher da historia do Egito, sendo também o primeiro a tentar implantar a cultura do monoteísmo. Segundo ele, “o Universo só poderia ter sido criado por uma única mente superior, digna de todos as homenagens, ao contrário da sociedade viciada em deuses de pedra que em realidade os utilizam como elemento de barganha em seus desejos pessoais e mesquinharias do cotidiano”.

 

Seu ideal na implantação da nova ideologia baniu em toda terra de Khemi, os ídolos de pedra dos templos, exigindo que fossem removidas as representações pictográficas das obras e salões do Estado. Ficou somente a nova representação do deus único “Aton”, criador do Universo, designado graficamente apenas com um círculo perfeito, o círculo solar.

 

Visando ampliar os estudos da energia irradiante de Aton, o faraó construiu o templo de Aton, na cidade de Amarna, local exclusivo para a meditação e celebração das honras em homenagem ao deus único e onde ficaria hospedado um possível enviado de seu reino. Assim como Karnak, o templo foi desenhado seguindo orientações espirituais e geometria sagrada.

 

Akhenaton, o faraó monoteísta que captou a futura chegada de um grande messias.

 

A simplicidade da nova representação a Aton expressava o desejo de Akhenaton em eliminar gradualmente a ostentação religiosa e o vínculo ideológico que a população possuía com a coletânea de rituais e simbologias da religião antiga. Ele queria transcender, deixar as pessoas menos apegadas e, por conseqüência, mais sintonizadas com a energia pura da divindade.

 

Templo de Aton em Amarna, onde seriam estudadas as ciências provindas do Deus único

e local sagrado onde viveria o “Seu enviado”. Reconstituição 3D de Paul Docherty.

 

 

 

Tal pensamento evoluído para a época foi tenazmente combatido, primeiro pela alta casta sacerdotal que temia perder o poder, depois pelo fato de que a fixação religiosa de Akhenaton colocou em segundo lugar a administração das necessidades do Estado, deixando-o susceptível a rebeliões populares em províncias distantes, bem como, abrindo vulnerabilidades perante antigos inimigos de nações vizinhas.

 

Diante de tal reforma religiosa, apesar de serem considerados espiritualizados, os egípcios não se viram prontos para aceitar tamanho conceito inovador. Bastou a morte do Faraó, para que os ídolos de pedra voltassem para dentro das casas e a cidade de Amarna fosse rapidamente destruída.

 

O que poucos sacerdotes tinham ciência é que, Akhenaton não foi o primeiro faraó a conceber a noção de um Universo criado e regido por uma única mente superior. Antes dele uma outra personalidade egípcia, considerada pela história como o primeiro faraó feminino do Egito, esboçou conceitos monoteístas que, de fato, influenciaram diretamente à visão de Akhenaton, que vivia debruçado sobre papiros antigos em busca de inspiração e revelações.

 

Investigando as colunas do templo de Karnak pode-se encontrar um hieróglifo redigido pela rainha Hatasu (Hatshepsut) da 18ª dinastia (anterior a Akhenaton) exibindo mais uma vez a noção monoteísta sobre o deus único: “Eu sou Aton, aquele quem criou todos os seres vivos, aquele que deu força à Terra, o único que terminou a sua criação.” Tal conceito se une a muitos outros, escritos secretamente em tumbas pouco famosas de egípcios que, ao estudarem o ocultismo, tinham consciência do deus único e sabiam que a qualquer momento um grande messias poderia nascer entre a população.

 

Faraó feminino Hatasu, primeira mulher a comandar o Egito.

Estudiosa da crença monoteísta, segundo hieróglifos das colunas do templo de Karnak.

 

O FILHO DO DEUS ÚNICO - Em escrituras antigas podemos ver que muitos profetas da antiguidade, além do Egito, compartilhavam do pensamento da vinda de um grande messias. Entre eles, o sábio rei David e, posteriormente, a rainha Biltis (Rainha de Sabá), tanto que o símbolo adotado como o brasão do império Sabeu foi justamente uma cruz de quatro pontas, o primeiro registro da cruz na história humana como elemento divino que, para eles, significava o renascimento e a renovação. Hoje os hierofantes do Yemen que guardam a cultura do povo Sabeu e mantém preservados os ensinamentos da rainha Biltis, afirmam categoricamente que o messias sinalizado por ela e pelos egípcios foi, sem duvida, Jesus Cristo, ainda que 2000 anos antes de seu nascimento.

 

Segundo eles, tanto Hatasu como Akhenaton e Biltis que possuíam dons mediúnicos, teriam recebido a mensagem que o “enviado do deus único” nasceria no Egito, portanto, a implantação do monoteísmo entre o povo era necessária, para que valores espirituais novos pudessem germinar e assim, perdurar de geração em geração. Infelizmente as “forças do mal”, destruíram tal ambiente e fizeram com que a “encarnação” de Jesus fosse adiada por vários séculos.

  

Templo etíope esculpido no granito por sacerdotes yemenitas descendentes da rainha Biltis.

Foi através dela que a representação da cruz como sinal sagrado foi usada pela primeira vez na história,

como homenagem a um messias que chegaria na terra mais de 2000 anos a frente de seu tempo.

 

É curioso pensar que, se Jesus tivesse nascido entre a esclarecida e espiritualizada população egípcia convertida ao monoteísmo, seus ensinamentos talvez não tivessem perdurado até hoje, pois é muito provável que fossem esquecidos através dos tempos, vez que o desfecho de sua vida teria sido tranqüilo e sua figura definida mais como um grande profeta do que como um mártir missionário que representou em si mesmo, os flagelos da humanidade. Sabemos que grande parte da figura de Jesus implantou-se na historia devido ao seu processo de expiação, ficando seus ensinamentos como um elemento secundário que, lentamente ganhou importância, sendo resultante da curiosidade que ele despertou na população facilmente impressionável.

 

Isso também levanta outra questão: Jesus sabendo do impacto causado pelo desfecho sangrento de sua missão na Terra (em Jerusalém), poderia ter escolhido esta seqüência, que, apesar de ser mais dolorosa, seria com certeza aquela que marcaria o íntimo das pessoas para sempre, imprimindo em cada um de nós uma parcela de culpa pela sua morte, lembrada diariamente e perpetuada através da sensação inconsciente de nossos pecados.

 

Jesus que se distanciava das intrigas humanas, pregava

'que venha o escândalo, porém, não sejamos nós a pedra do escândalo'.

 

SÁBIO ATÉ O FIM - Escrituras antigas e até a Bíblia carregam passagens da vida de Jesus onde ele profetizou, seja no discurso sobre Jerusalém que, “não restará pedra sobre pedra” ou em conversas noturnas com os apóstolos, sobre as belezas dos mundos superiores.

 

Profeta ou mago, Jesus tinha a capacidade de desdobrar o tempo e narrar cenários detalhados de suas visões, mostrando dominar algum tipo de ciência oculta ou mesmo um poder paranormal avançado, o que seria “normal” para um “enviado de deus”.

 

Os mais céticos dizem que Jesus era um gênio político nato, com um discernimento superior para os padrões da época e desta maneira gerava previsões unindo fatos e assim produzindo desdobramentos teóricos analíticos, que nada tinha de sobrenatural. Esta técnica, utilizada atualmente por analistas econômicos e departamentos de inteligência, tem por objetivo construir cenários futuros, envolvendo políticas internacionais, situações de guerra e prognósticos econômicos, baseados na análise múltipla de um grande volume de variáveis sócio-ambientais e estatísticas, gerando cenários suficientemente plausíveis para orientar uma grande transação financeira ou estratégia militar.

 

Recentemente especialistas acadêmicos surgiram mostrando novas interpretações sobre a figura de Jesus. Segundo eles, Jesus nem teria existido, sendo na realidade uma coletânea de ensinamentos acumulados pela necessidade natural que o ser humano tem em criar lideres espirituais. Para outros, Jesus foi um homem comum, longe de ser o “enviado do Deus único” com desejos, vícios e biotipo compatível com os populares das cercanias da Jerusalém de 20 séculos atrás, inclusive, isento de qualquer finalidade doutrinária, mas que deixou alguns ensinamentos de rebeldia às leis antigas, mas longe de ser o líder espiritual magnânimo descrito pela Bíblia.

 

A crença messiânica sempre foi associada a elementos de domínio social e patrimônio, e para muitas seitas milenares, o tal messias era esperado como um déspota, um líder militar, descendente da realeza e sentado sobre um trono de ouro, capaz de libertar o povo oprimido, pelo uso da imposição bélica ou da lábia política.

 

Jesus que se distanciava das intrigas humanas, pregava “que venha o escândalo, porém, não sejamos nós a pedra do escândalo”. A origem desconhecida e sua vida desmaterializada o colocaram como um rei de reinos intangíveis perante alguns, enquanto a grande massa nunca aceitou a possibilidade de ter um líder espiritual pobre na bolsa, mas rico de sabedoria. Afinal, conforme o populismo piegas que domina até as gerações hoje, “belas palavras não colocam pão na boca do faminto”. Contudo, mal sabem que em muitas situações é mais importante ter o pão do conhecimento que mata a fome do espírito e esclarece a mente investigativa, do que ter o pão de trigo, que dá vigor para quem anda sobre a terra, mas não sacia a alma.

 

Era certo que, um homem pobre, defendendo tais convicções há 2000 anos teria um fim trágico, porque, o que diferenciou Jesus foi sua atitude perante o roteiro de sua vida, pois, afinal um poderoso profeta poderia ver seu próprio futuro trágico e assim, tentar evitá-lo, mas somente um verdadeiro sábio teria coragem de aceitá-lo até o fim.

 

Jesus e os profetas: difusão da sabedoria espiritual no arcaico mundo carnal.

 

CRISTO APÓCRIFO Muitas são as passagens registradas nas escrituras, onde são encontradas citações atribuídas a Jesus Cristo, parafraseado as grandezas de planos mais elevados, dispostos ordenadamente no Universo. Deixam a clara a noção da pluralidade dos mundos habitados e principalmente, mostra que tudo isso faz parte de um plano superior e inteligente.

 

Com a revelação dos Evangelhos Apócrifos, encontrados em Nag Hammadi, surgiu um Jesus totalmente diferente do padrão, com pensamentos tão complexos e claros ao mesmo tempo, evidenciando conhecimentos alienígenas para a época, sem falar no clima de estupefação produzido nos observadores durante seus processos de cura, materialização e oratória impressionante.

 

Considerando pelo ponto de vista atual da pesquisa ufológica e dos assuntos “extralógicos”, Jesus reúne características de um ser que não veio deste plano, tanto no aspecto filosófico, quanto pela fenomenologia envolvida em seus feitos. Seja nos padrões de uma sociedade de 20 séculos atrás, quanto nos dias atuais, Jesus deixou conceitos incríveis sobre astronomia, moral, conhecimento e poder de manipulação. Também sobre energias desconhecidas da natureza, revelando deter segredos íntimos da matéria, incomuns para um mero terráqueo.

 

Hoje, encontramos verdadeiros gênios em diversos ramos da sociedade que são ironizados como “lunáticos” ou “alienígenas”, além de diversos ufólogos de todo o mundo são capazes de vestir terno e gravata e ir até a televisão, jurar que existem ETs reptilianos infiltrados na sociedade, disfarçados como políticos e grandes empresários, com o intuito de manipular a humanidade. Assim, não fica estranho insinuar que nestes termos, Jesus foi um alienígena, porque não compartilhava do estereotipo do indivíduo “esculpido” pelos clichês humanos comuns. Jesus parecia ser de outro mundo, porque apresentou uma retórica “extraterrena”, perante o truculento modo de vida partilhado entre as exigências do Sinédrio e o domínio de Roma.

 

Alguns mais exaltados acreditam que Jesus pode ter chegado a terra a bordo de um disco voador pilotado por alienígenas do tipo “nórdico”. No livro Operação Cavalo de Tróia do autor espanhol J.J. Benitez, ele descreve Jesus tendo contato com seres luminosos saídos de dentro de uma grande espaçonave discóide, no dia anterior de sua delação por Judas Iscariotes, momento cuja verdadeira fase de provas seria iniciada.

 

Também há registros históricos em diversas escrituras sobre luzes coloridas no céu, durante o nascimento de Jesus, como o caso da estrela de Belém que conduziu os três reis magos à manjedoura em que nascia o messias.

 

Podemos ver uma interessante citação nos estudos da civilização Inca da já falecida pesquisadora austríaca Roselis Von Sas, que diz: “os sábios Incas junto com o Imperador reuniram-se à noite e através da boca de um profeta, fez-se a voz da natureza, a voz da Lua, indicando que estava próximo o nascimento de um grande enviado de Deus. Dias depois foi com muita surpresa que todos reunidos no alto da montanha sagrada, puderam ver na direção do horizonte, diversas luzes brancas e todos sentiram que naquele momento,  nascia aquele que foi anunciado”.

 

Por outro lado, observando a figura de Jesus como um doutrinador e revelador dos mistérios do Universo, encontramos um legítimo pesquisador interessado em aprender a cada minuto, ao mesmo tempo em que era detentor de conhecimentos incríveis a serem transmitidos.

 

 Jesus dissertou sobre o papel dos astros, exemplificou a atuação de forças naturais consideradas diabólicas pela ignorância popular e derrubou mitos, crenças cegas. Trilhou pelo caminho do esclarecimento e da fé raciocinada, o que acreditamos ser o ponto de apoio para qualquer ufólogo bem intencionado dos dias de hoje. Jesus pode ter sido o primeiro ufólogo do mundo, despertador de um tipo de pensamento investigativo sobre os fenômenos do Universo que, com o tempo, influenciou a forma de pensar de grandes pesquisadores do futuro.

 

Diversos casos relatados atualmente de pessoas que tiveram contatos com seres alienígenas, principalmente os do tipo nórdico, falam sobre mensagens abordando temas como sobrevivência da alma após a morte física, mundos habitados e da existência de um ser supremo presente. Tais conceitos defendidos por supostos seres intergalácticos, encontram paralelo no pensamento de Jesus há dois mil anos.

 

Jan Huss, o pioneiro da espiritualidade na antiga Europa.

  

JESUS PROFETIZA JAN HUSS E A REFORMA RELIGIOSA NA EUROPA - Na literatura espírita, através de célebres médiuns e espíritos autores, consta que durante o cárcere de Jesus em Jerusalém, um centurião romano chamado Cornélius Quirilius invadiu silenciosamente sua cela oferecendo-lhe a liberdade, pois seu plano era se colocar no lugar de Jesus e se responsabilizar pela atitude, que decerto lhe renderia a sentença de morte.

 

Cornélius, dotado de maior sensibilidade e sabedoria, há muito vinha seguindo sorrateiramente os passos de Jesus, responsável pela cura a distância de um soldado subordinado por quem nutria amizade e simpatia. O soldado jovem agonizava moribundo, enquanto Cornélius seguiu de encontro a Jesus solicitando sua ajuda.  Jesus respondeu que, ao retornar, ele encontraria seu amigo restabelecido e foi o que ocorreu. Assim, converteu-se Cornélius, de espião do império em admirador do nazareno.

 

Naquela noite Jesus ao ser interpelado por Cornélius agradeceu e proferiu a seguinte profecia: “Meu irmão centurião, deixe cumprir o destino que foi traçado por meu Pai, sois  o homem de maior fé em toda a Jerusalém, mas fica tranqüilo, pois este não será o momento de seu testemunho, aguarda, pois vejo que em um tempo remoto você irá consagrar-me  através de um batismo de fogo”.

 

Consta que, a profecia que soou enigmática cumpriu-se 1300 anos no futuro, quando Cornélius em uma de suas reencarnações veio à Terra sob a vestimenta carnal do padre tcheco Jan Huss, o primeiro teólogo e pensador abertamente espiritualista que buscou exemplificar um Jesus menos preocupado com as ostentações da Igreja e mais interessado no aprimoramento espiritual de cada um. Na antiga Tchecoslováquia, estava ele, longe de santos, ídolos de pedra e missas em latim. Também defendeu a crença da reencarnação e na sobrevivência da vida espiritual após a morte, caracterizando-se como o primeiro revelador da codificação espírita, muito antes de Allan Kardec.

 

Jan Huss foi considerado herege e por isso, sentenciado a ser queimado vivo na cruz inquisitória em praça pública, transformando-se no maior mártir e exemplo de conduta reta da historia tcheca e até hoje sua morte trágica é lamentada por fiéis na catedral de Praga.

 

Huss foi seguidor do reformista e intelectual inglês John Wycliff, figura central do movimento religioso europeu do século 14 e tradutor da primeira Bíblia para o idioma inglês – que ficou conhecida como Bíblia de Wycliff.  Ele foi apoiado pela nobreza inglesa e em suas teses reformistas, dizia que o homem não precisava de “Roma ou Avignon” para encontrar Jesus, que Este está em toda a parte e não pede o ouro de seus seguidores para se manifestar.

 

Anos depois de sua morte natural, através do Concílio de Constanza, o Papado que não conseguiu eliminá-lo em vida, declarou Wycliff como herético e como vingança pós-morte, mandou queimar todos os seus livros junto com seus leitores. Seu corpo foi exumado e os restos mortais foram incinerados perante maldições dos padres e logo após, lançados no rio Swift.

 

Tanto Huss quanto Wycliff, tiveram a missão de trazer para os homens uma nova interpretação de Jesus, livre das maquinações da Igreja Católica Romana dominada pelo Papa Gregório 12 que, segundo as palavras de Wycliff, “era a encarnação do diabo, o anti Cristo em pessoa”. Assim como Akhenaton, suas idéias estavam muito avançadas para a sua época. Ambos lançaram pensamentos espiritualistas como uma forma de libertar a alma oprimida pelo materialismo sacerdotal.

 

A missão de Jan Huss como revelador do verdadeiro Jesus não acabou com sua morte na cruz e seguiu séculos adiante, até que a França do século 19, quando foi recebida por uma outra  personalidade enigmática.

 

John Wycliff. Assim como Huss, foi contra

a “mercantilização” de Jesus pela Igreja,

 

Segundo o livro Os Luminares Tchecos, psicografado em 1915 pela médium russa Wera Krijanowskaia, recebendo o espírito do escritor inglês John Wilmot Rochester,  Jan Huss que outrora fora o centurião Cornélius, durante todas as suas reencarnações, nunca conseguiu esquecer a imagem gravada no fundo de sua alma, da fatídica noite na prisão em Jerusalém, tamanho o poder magnético de Jesus. 

 

Tal jornada milenar teria resultado em uma reencarnação futura, no século 19, a qual voltou a Terra sob o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail, cientista e educador francês que, após reconhecer a existência de mundos inteligentes paralelos, adotou o pseudônimo de Allan Kardec, consagrando-se como o revelador da doutrina espírita que, segundo ele, veio para iluminar os séculos de trevas, inaugurando uma nova fase no esclarecimento humano.

 

Através das palavras do “espírito da verdade” que se manifestava, a codificação kardesista seria a transcrição que mais próxima retratava as idéias de Jesus, porque era isenta de fanatismos e incentivava a fé raciocinada - livre de imagens e dogmas puramente figurativos.

 

Remetendo-nos para à cela onde se encontravam Jesus e Cornélius, o interessante caso revela não só a sabedoria de Jesus em aceitar seu destino cruel,  mostra também o poder de alcance de sua visão profética capaz de projetar acontecimentos séculos no futuro, dando a entender mais uma vez que seu poder ultrapassava os limites  do convencional.

 

Alienígena ou primeiro ufólogo? Homem ou Deus? Fica para cada um decidir. Fato é que, independente de sua origem, constituição física ou personalidade, Jesus foi um homem além de seu tempo, um ser completo, verdadeiro estudioso, cuja sabedoria parece não ter fim. Foi doutrinador e interessado na verdade, curou a mente e o corpo de muita gente e parece, de certa forma, estar fazendo isso até hoje, pois sua mensagem vive por mais de 2000 anos e, apesar de mal interpretada, indica que vai atravessar muitos séculos pela frente. E, quem sabe, um dia ele, poderá ser compreendido e assim, retornar fisicamente entre nós para uma avaliação de seu legado?

 

Seja a humanidade e o Cosmo um produto do caos regido por acasos, nutrientes galácticos e variáveis matemáticas, ou sejam eles parte de um grande plano criacionista, traçado por uma mente superior, verdade é que na grande novela da humanidade sobre a Terra, Jesus foi e será sempre um magnânimo superstar.

 

* Fábio Bettinassi é publicitário e co-editor do portal UFOVIA (www.viafanzine.jor.br/ufovia).

 

- Imagem da abertura: www.christcenteredmall.com

- Fotos: Arquivo do autor. 

  

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