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 Imprensa

 

Tevê em Minas:

Justiça eficiente no ‘Palavra Cruzada’*

De setembro de 2008 a dezembro de 2009, a metade dos mais de quatro

 milhões de processos foi julgada nas comarcas do estado.

 

Uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas aponta que 88% dos brasileiros acreditam que a justiça é lenta. Em uma avaliação, Minas Gerais aparece em terceiro lugar com o maior número de aprovações do judiciário entre os seis estados avaliados e o Distrito Federal.

 

De setembro de 2008 a dezembro de 2009, a metade dos mais de quatro milhões de processos foi julgada nas comarcas do estado. No Palavra Cruzada você vai saber como funciona a justiça e as ações que podem ser adotadas para tornar o judiciário mais eficiente.

 

Para falar sobre o assunto, a jornalista Maria Amélia Ávila recebe o desembargador superintendente de Tecnologia da Informação do Tribunal do Justiça, Fernando Caldeira Brant. Também participam do programa o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, em Minas, Luís Cláudio Chaves, e os jornalistas Joubert Oliveira, da assessoria de Imprensa Fórum Lafayette, e Rodrigo Freitas, do jornal O Tempo.

 

O Palavra Cruzada vai ao ar, ao vivo, nesta quarta, dia 10/11, às 22h, pela Rede Minas.

 

* Informações da Equipe Palavra Cruzada.

 

*  *  *

 

Rio de Janeiro:

Jornal do Brasil extingue versão impressa

Após quase 12º anos de circulação, diário carioca migra definitivamente para o formato digital.

 

Da Redação *

Via Fanzine

 

Edição do JB, durante o governo JK.

 

Em nome da Monarquia

 

O Jornal do Brasil (JB) com sede na cidade do Rio de Janeiro deixou de circular sua versão impressa a partir da terça-feira, 31/08. De acordo com informações da Rede Bandeirantes, o JB tem uma dívida de R$ 800 milhões e esta teria sido a principal razão para que se tornasse totalmente digital.

 

O JB foi fundado em 1891 por Rodolfo Epifânio de Sousa Dantas para combater o então recém-instaurado regime republicano, quando contava com a colaboração de José Veríssimo, Joaquim Nabuco, Aristides Spínola, Ulisses Viana, o Barão do Rio Branco e outros como Oliveira Lima, então apenas um jovem historiador. As afinidades da maioria desses elementos com o regime deposto foram sintetizadas por Nabuco como a melhor República possível.

 

Na época, o periódico inovou por sua estrutura empresarial, parque gráfico, pela distribuição em carroças e a participação de correspondentes estrangeiros, como Eça de Queirós. O seu primeiro número veio a público em abril daquele ano. De orientação conservadora, defendia a monarquia recém-derrubada, até que Rui Barbosa (1849-1923) assumiu a função de redator-chefe (1893). Nesta fase inicial, o Barão do Rio Branco (1845-1912) colaborou, em suas páginas, com as célebres colunas Efemérides e Cartas de França.

 

A redação do jornal foi atacada (empastelada, como se dizia na época) em 16 de dezembro de 1891, dias após a morte de Pedro II do Brasil. Por ter sido o único periódico da então Capital a publicar o manifesto do Contra-Almirante Custódio de Melo quando da eclosão da Segunda Revolta da Armada (6 de setembro de 1893), o presidente da República, Floriano Peixoto (1891-1894), determinou o fechamento do jornal e mandou caçar Rui Barbosa, vivo ou morto. O jornal, fechado, assim permaneceu por um ano e quarenta e cinco dias.

 

A partir de 15 de novembro de 1894 voltou a circular, sob a direção da família Mendes de Almeida. A opção pela data assinalava o apoio à República, e a sua nova proposta editorial voltava-se para as reivindicações populares. Foi propriedade do Conde e da Condessa Pereira Carneiro e depois de seu genro, Manuel Francisco do Nascimento Brito.

 

Apoio ao Golpe Militar de 64

 

O jornal apoiou o golpe militar de 1964. Publicou, no dia 1º de abril daquele ano, editorial defendendo a deposição do presidente João Goulart: “Desde ontem se instalou no país a verdadeira legalidade... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”, grafou à época.

 

Citando Pontes de Miranda, o jornal alegou que as "Forças Armadas violaram a Constituição para poder salvá-la". Posteriormente, o jornal se submeteu à auto-censura, em conformidade com as instruções do governo vigente, situação que perdurou até 1972.

 

Seguiria, entretanto, apoiando o regime militar. Em 31 de março de 1973, o jornal publicou em editorial: “Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se. Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o país, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”.       

 

Nos anos de 2000

 

Em 2001, a família Nascimento Brito arrendou o título do jornal para o empresário Nelson Tanure por 60 anos, renováveis por mais 30. A intenção do empresário, conhecido por comprar empresas pré-falimentares, saneá-las e depois revendê-las, era recuperar o prestígio do jornal. Naquele ano, as vendas do jornal eram de 70 mil em média durante a semana e 105 mil aos domingos.

 

Recuperou-se a partir de 2003, atingindo 100 mil exemplares em 2007 - quando então as vendas novamente começaram a cair, chegando a 20.941 em março de 2010.

 

Em 2005, o JB instalou-se na Casa do Bispo, imóvel histórico e representativo do colonial luso-brasileiro, datado do início do século XVII, que já serviu de sede à Fundação Roberto Marinho.

 

A partir de 16 de abril de 2006 começou a circular nas bancas no chamado "formato europeu", um formato maior que o tabloide e menor que o convencional, seguido por diversos jornais daquele continente.

 

Em 2008 o Jornal do Brasil realizou uma parceria de digitalização com o buscador Google que resultou no livre acesso em texto completo das edições digitalizadas das décadas de 30 a 90, que podem ser acessadas pelo link Acervo histórico digitalizado do Jornal do Brasil.

 

Em julho de 2010, foi anunciado o fim da versão impressa do jornal que, a partir de 1º de setembro do mesmo ano, passou para a versão online, restrita a assinantes.

 

Durante sua história o JB teve em seus quadros de colaboradores, nomes imortais da literatura brasileira, entre eles, o modernista Mário de Andrade e poetisa Clarice Lispector.

 

Nova fase em 2010

 

Em seu site, o JB anunciou sobre a nova fase que se inicia em 1º/09. De acordo com o jornal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta data um artigo de destaque na nova fase do JB.

 

Ainda de acordo com a publicação digital, na semana passada, os jornalistas do JB  Leandro Mazzini, Luiz Orlando Carneiro e José Aparecido Miguel, acompanhados de Alessandro Pessanha, da área de tecnologia, apresentaram ao ministro de Comunicação Social, Franklin Martins, em Brasília, o projeto de migração do jornal impresso para a ferramenta digital.

 

O jornalista Franklin Martins considerou a nova fase com naturalidade, mostrando-se simpático à adoção de novas tecnologias por veículos de comunicação, “Há alguns anos, pensava diferentemente. Não sabemos exatamente o futuro, mas acredito que, em 25 anos, por aí, todos os jornais deixarão o papel, transferindo-se para o meio digital”, afirmou Martins.

 

O ministro da Comunicação Social lembrou ainda que a nova fase do Jornal do Brasil é um desafio para outros grandes jornais brasileiros, para se saber se vão migrar ou não para o digital, e em quanto tempo.

 

De acordo com a nota, nessa nova fase, o Jornal do Brasil  continuará ágil, moderno e influente, seguindo seu caminho de pioneirismo. Foi, já em 1995, o primeiro jornal brasileiro na internet.

 

“A nova fase é feita em sintonia com os assinantes e leitores do JB. Nesta era de leitores digitais e internet, acrescida pela problemática ecológica, a ampla consulta que realizamos sobre o futuro confirmou que a maioria quer modernidade”, informou.

 

* Com informações do JB Online, Rede Bandeirantes e Wikipedia.

- Imagem: Arquivo JB.

 

- Leia no JB Online: A nova fase digital do Jornal do Brasil.

 

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