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Paris:
AF
147: a verdade, custe o que custar
França promete acompanhar investigação
sobre acidente com avião da Air France.*
Um ano depois do acidente, o Governo francês prometeu hoje
acompanhar as investigações para esclarecer as causas da queda de um
avião da Air France que cobria a rota entre Rio de Janeiro e Paris.
"Custe o que custar" é preciso buscar a verdade, afirmou o
secretário de Estado de Transportes francês, Dominique Bussereau, na
cerimônia em homenagem às 228 vítimas do acidente aéreo.
As três fases de buscas realizadas até agora pela entidade
encarregada do caso, o Escritório de Investigação e Análise (BEA, na
sigla em francês), não deram resultado, mas o secretário declarou poder
"garantir" que a entidade não abandonará as investigações.
O BEA manterá as investigações destinadas a recuperar os
"elementos-chave" para compreender as causa do acidente, como restos do
avião e as caixas-pretas.
Além do secretário de Estado e de representantes da BEA e
da companhia aérea Air France, assistiram à cerimônia, no Parque Floral
de Paris, muitos parentes e amigos das vítimas, procedentes de
diferentes lugares de Brasil, França e Alemanha.
O acidente aconteceu há exatamente um ano, quando um Airbus
A330 da Air France, que saiu do Rio de Janeiro rumo a Paris, caiu no mar
perto do arquipélago de Fernando de Noronha, a 1.296 quilômetros de
Recife.
Todos os tripulantes e passageiros, de 32 nacionalidades,
morreram.
*
Informações da EFE.
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Europa:
Cinzas de vulcão suspende centenas de voos*
O vulcão, que fica sob o glaciar
Eyjafjallajokull, na Islândia, entrou em erupção na noite de
quarta-feira.
Uma nuvem de cinzas gerada pela erupção de um vulcão na
Islândia suspendeu voos em aeroportos no Reino Unido.
Nuvens de cinza emitidas por um vulcão na Islândia
provocaram, nesta quinta-feira, a interrupção do tráfego em aeroportos
de pelo menos cinco países próximos. O espaço aéreo foi fechado no Reino
Unido, na Irlanda, na Holanda, na Finlândia e na Dinamarca. Centenas de
voos foram cancelados.
O vulcão, que fica sob o glaciar Eyjafjallajokull, entrou
em erupção na noite de quarta-feira. Na Islândia, centenas de pessoas
deixaram suas comunidades pelo crescimento do nível dos rios em até três
metros. Foi a segunda erupção em menos de um mês.
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Informações de O Globo.
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Caças franceses:
Rafale brouhaha:
depois do vendaval
Quando uma
"gracinha" perde a graça.
- Brouhaha: ruído
confuso proveniente da multidão reunida.
Por Alberto F. do
Carmo
De Brasília-DF
Para
Via Fanzine.
Lula, cuja rusticidade verbal, lhe dá um bom charme, e até
tiradas inteligentes e antológicas, de vez em quando escorrega, “quem
fala demais dá bom dia a cavalo”.
E daí que “é o Rafale, é o Rafale”, eu achei que a política
vencera a razão, até que não seria tão mau, mas a nota do Ministro Jobim
veio como balde de água quase congelada. Talvez acabe mesmo no Rafale,
mas o Hornet (marimbondo, vespão, em inglês) continua zumbindo...
Como vocês sabem, em nosso artigo "Os
finalistas e as pistas", tentando adivinhar o escolhido, o Rafale aparecia em primeiro lugar, por razões
políticas, econômicas e laços de amizade. Mas apontamos a falta de
compradores e mão na roda que seria vendê-lo a alguém fora da França. O
Hornet vinha em segundo lugar e tinha a seu favor o fato de não ter asa
em delta e ser extremamente ágil, mas de design um pouco antigo. O Saab
Gripen seria a única carta fora do baralho ou zebra total, se escolhido.
Mas a sombra do Hornet pairava sobre o Rafale.
Tivemos hoje algumas informações significativas de uma
fonte segura do meio aeronáutico. Segundo a fonte, a divulgação
precipitada da compra lhe pareceu “Uma gentileza, uma gracinha do
Lula, entusiasmado com o Sarkozy vir ao desfile, badalação coisa e tal.
Mas, típico de brasileiros, excesso de rapapés com visitas estrangeiras”.
E com ironia observou: “Se fosse o Obama que fizesse a mesma visita,
ele talvez diria que a solução era FA-18...”.
Prosseguindo, a fonte também observou: “Isto me lembra
Santos Dumont, coitado, deslumbrado com a Europa. Distribuiu metade de
seu prêmio (Henri Deutsch) entre seus operários franceses, quando
poderia ter destinado isto a carentes do Brasil ou montado um escritório
de estudos aqui. Agora, iríamos, da mesma forma, dar empregos a
desempregados franceses”. O valor total do prêmio era de 125.000
francos. Então, com a metade disto, já que não fazia empenho do dinheiro
do prêmio, ele poderia ter feito alguma coisa aqui mesmo. Mas, descanse
em paz, pobre herói brasileiro! Nós lhe compreendemos.
Mas, atirando mais, a fonte finaliza, “A melhor solução
seria sem dúvida projetar um caça inteiramente brasileiro, pois já temos
condições”. Ao lembrar-lhe as dificuldades da Índia para pôr seu
LCA
Tejas, em produção, ele lembrou que, se por um lado a Índia é um
celeiro de cérebros científicos, no campo de planejamento e produção,
os indianos nunca foram lá muito bem sucedidos. De fato, a indústria aeronáutica
indiana, sediada em Bangalore, já produziu todos os tipos de aviões
modernos e de países diferentes, como o "Jaguar" franco-britânico, o "MIG-21",
motores sob licença etc. Mas para produzir projetos seus, a coisa costuma
emperrar e está emperrando. O HAL-HF-24 "Marut", anos 60, chegou a 147
exemplares. Razoável. Porém, projetado pelo alemão Kurt Tank, depois da aventura
argentina do Pulqui II.
Aproveitando o gancho, também o Egito, com
ajuda do alemão Willi Messershmidt,
desenvolveu o HA-200 e até o motor, entre 1962 e 1967, mas não
passou daí.
Durante este tempo todo, o Brasil “patinou” na indústria
aeronáutica. Mas quando tomou jeito, tomou jeito mesmo. Possível causa
da “virada”: não obcecado com projetos militares, como Índia, Egito,
Índia, Paquistão, China, Argentina e outros menos votados, o Brasil viu
nos aviões civis, o “ovo de Colombo” para firmar seu conceito, ganhar
autoconfiança, mas, sobretudo, vender um bocado.
Por trás de tudo o senso prático de Ozires Silva. Lembro-me
bem, quando ao entrevistá-lo em 1966/1967, ele com aquele jeito simples
e olhar vivo, me disse: “Não vamos fazer nada de complicado. Vamos fazer
um avião como qualquer outro. Com fuselagem, asas, estabilizadores.
Simples”.
E quando lhe falei da eterna paranóia da pressão do
imperialismo industrial, ele serenamente levantou os olhos e disse:
“Não. Nesta indústria eles não põem a mão!”.
E o Bandeirante foi isto, e para variar, rejeitado aqui
pelo complexo de inferioridade brasileiro. Mas vendeu bastante para um
primeiro projeto sustentável. Deus o conserve e preserve sua obstinação
e multiplique sua sagacidade. Mas cremos que deixou herdeiros. Só do
modelo ERJ-145, com seus 1.100 exemplares e outros.
Portanto, com auto confiança, capital de giro e
experiência, a melhor escolha, ainda que durasse anos, seria mesmo um FX-2
brasileiro. Já podemos nos dar ao luxo de nós mesmos fazermos o que
precisamos, usar quando o quisermos, sem dar satisfação a fornecedores
estrangeiros. A maior parte com o feio hábito de tentar ensinar
padre-nosso ao vigário, em termos de prática da paz. Somos de paz, mas
temos de fazer valer, o que nos diz nosso próprio Hino Nacional. O mais
bonito do mundo, na opinião de um locutor britânico, na última Copa do
Mundo. De repente prestou atenção e se encantou, com o que nem sabemos
cantar direito.
Para variar é preciso que alguém de fora nos enalteça para
nos darmos valor. Xô, complexo de vira-latas.
*
Alberto Francisco do Carmo é licenciado em
Física, Técnico em Assuntos Educacionais, ex-jornalista colaborador do
jornal Estado de Minas (BH), ex-correspondente brasileiro da
revista Aviation Magazine (França) e colaborador do jornal
Via Fanzine.
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recebe últimas ofertas
Os finalistas e as pistas –
artigo de Alberto F. do Carmo
Assista vídeo demonstrativo do Rafale
- Mais Aviação & Aeronáutica:
www.viafanzine.jor.br/aerovia.htm
- Produção: Pepe Chaves
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