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Opinião:

São Tomé das Letras e a covid-19

Com a Crise do Coronavírus, as pedreiras pararam de produzir, assim como o setor turístico foi completamente desativado. Com os dois motores da economia local desligados, muitos habitantes passam por imprevistos períodos de dificuldades.

 

Por Pepe Chaves*

De São Tomé das Letras

Para Via Fanzine

15/04/2020

 

A vigilância também está atenta, com fiscalização da Prefeitura na ativa em duas entradas da cidade e uma na entrada do distrito de Sobradinho de Minas.

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A cidade de São Tomé das Letras continua fechada contra a covid-19. Este pequeno município de apenas oito mil habitantes está encravada numa das montanhas mais altas do Estado, próxima da Serra da Mantiqueira. A cidade explorada por pedreiras se tornou famosa antes mesmo de o turismo crescer em seu território. Pois de lá vem a Pedra São Tomé, vendida a todo o país e muito usada em bordas de piscinas e fachadas de casas. Apesar do crescimento do turismo nos últimos anos, as pedreiras da cidade são responsáveis por pouco mais de 60% do volume econômico local.

 

Com a Crise do Coronavírus, as pedreiras pararam de produzir, assim como o setor turístico foi completamente desativado. Com os dois motores da economia local desligados, muitos habitantes passam por imprevistos períodos de dificuldades. Pousadas, campings e restaurantes de todos os portes estão  fechados. A venda do artesanato através de hippies e ambulantes também foi cancelada. Da noite para o dia a cidade foi retirada de sua realidade econômica.

 

Diante às novas dificuldades surgidas para muitos, pessoas se juntaram para se ajudar das mais diferentes maneiras. Uma onda de gentileza e solidariedade baixou entre muitos cidadãos que se interagiram e solidarizaram-se. Na cidade semi-deserta poucos moradores circulam, em contrastante com tempos onde as mesmas ruas estavam entupidas por milhares de pessoas.

 

Na cidade, bares e lanchonetes continuam impedidos de trabalhar, alguns entregam delivery, mas estão sempre de portas fechadas. Embora enfrentem dificuldades econômicas por conta destas drásticas mudanças, a população é quase unânime em continuar praticando o isolamento social. Num esforço geral, as pessoas têm se esforçado para se manterem em suas residências, saindo somente para ações de extrema precisão.

 

A vigilância também está atenta, com fiscalização da Prefeitura na ativa em duas entradas da cidade e uma na entrada do distrito de Sobradinho de Minas. Vários moradores estão denunciando pessoas e locais que estejam transgredindo o decreto municipal, e permitindo a entrada e hospedagem de turistas.

 

O prefeito Tomé Alvarenga (MDB) que estava sendo elogiado pela maioria dos moradores por apoiar a medidas de isolamento, acabou recebendo críticas na última semana, após assinar um decreto que permite a volta ao trabalho nas pedreiras locais, ainda que de maneira restrita. De acordo com o decreto, somente os trabalhadores de pedreiras residentes na cidade poderão retomar ao trabalho, pois a entrada de pessoas de fora continua impedida. O decreto estabelece exigências de segurança para o retorno aos trabalhos de mineração em São Tomé das Letras. Para acessar a íntegra do documento, clique aqui.

 

Mesmo assim, dezenas ou centenas de moradores reclamaram na rede social, cobrando igualdade, uma vez que outros empresários de ramos diversos continuam sem poder trabalhar. Somente uma pequena parcela de pessoas apoiou a decisão do prefeito. Perto de completar 30 dias do decreto que desativou praticamente todas as atividades trabalhísticas na cidade, parte da cidade se vê entre o dilema de voltar ou não ao trabalho. Mas, a maioria resiste e ainda insiste em ficar em casa e continuar promovendo o isolamento social.

 

Enquanto o país espera ainda o pico da doença, pouco se sabe o que ainda virá. Até o momento não foi registrado nenhum caso da covid-19 em São Tomé das Letras.

 

*  Pepe Chaves é jornalista e editor do diário digital Jornal São Tomé Online e da ZINESFERA.

 

- Com informações de Prefeitura de São Tomé das Letras.

 

- Imagem: reprodução.

 

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