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COMUNIDADE

 

 

Ensino Público:

Sobradinho é contra municipalização de sua Escola Estadual

A AMAS (Associação dos Moradores e Amigos de Sobradinho de Minas) divulgou uma circular na rede social, se posicionando contrária, citando os seus motivos e também solicitando esclarecimentos ao prefeito Tomé Alvarenga sobre a municipalização. Até o momento, o prefeito não se manifestou sobre o assunto.

 

Da Redação*

Jornal São Tomé Online

Para Via Fanzine

14/05/2021

 

"Nos posicionamos contrários a municipalização por entender seus impactos negativos tanto na economia, na educação e formação das gerações futuras quanto para os trabalhadores da educação", diz a AMAS.

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A comunidade de Sobradinho de Minas, em São Tomé das Letras, se manifestou contra o desejo do Governo do Estado de Minas Gerais em municipalizar a Escola Estadual do Sobradinho.

 

A AMAS (Associação dos Moradores e Amigos de Sobradinho de Minas) divulgou uma circular na rede social, se posicionando contrária, citando os seus motivos e também solicitando esclarecimentos ao prefeito Tomé Alvarenga sobre a municipalização da escola estadual.

 

De acordo com a AMAS, “A municipalização pode parecer atrativa em um primeiro momento devido à transferência de recursos do FUNDEB, mas a distribuição de recursos não será proporcional ao aumento do número de estudantes”.

 

A Associação faz uma série de questionamentos e esclarece, “Vale ressaltar que o quadro da educação em Minas Gerais é gravíssimo: o governador Zema não cumpriu o dispositivo constitucional de investimento mínimo de 25% da receita própria do Estado, deixando de investir 5 bilhões na educação. Outro dado alarmante é a evasão de mais de 180 mil estudantes nos últimos dois anos”.

 

Segundo informações recebidas pelo Jornal São Tomé Online por parte de um dos membros da AMAS, a circular publicada por este jornal (abaixo) foi “misteriosamente” deletada, juntamente com a página da Associação na rede social Facebook.

 

Até o momento, o prefeito não se manifestou sobre o assunto.

 

Publicamos o Manifesto da AMAS na íntegra, a seguir.

 

Manifesto Contra a Municipalização da Escola Estadual do Sobradinho

 

Está em curso uma política do Governo Estadual para municipalizar as séries do Ensino Fundamental que hoje são de competência do Estado. Os municípios tem que avaliar sua aderência ou não ao projeto. Nós da AMAS viemos pedir esclarecimento ao Prefeito Alvarenga sobre seu posicionamento diante dessa questão. De antemão declaramos que somos contra essa medida pois a entendemos como um retrocesso na educação que impactará a formação de nossas crianças e jovens.

 

A municipalização pode parecer atrativa em um primeiro momento devido à transferência de recursos do FUNDEB, mas a distribuição de recursos não será proporcional ao aumento do número de estudantes. Por isso perguntamos, caso a prefeitura acate a medida:

 

1- De onde virá o recurso para que seja feita a municipalização?

 

2- A prefeitura tem estrutura para lidar com o aumento de estudantes e arcar com essas mudanças a curto e longo prazo?

 

3- Qual o planejamento da prefeitura para os trabalhadores da educação que virão da rede estadual? Há como remanejar todos?

 

4- Quais as propostas para uma transição entre os currículos, planos pedagógicos e afins, de forma que não afete negativamente os estudantes?

 

Esse processo está sendo feito às pressas por todo o Estado, cerceando a participação da comunidade, das escolas e seus profissionais em uma decisão que impactará e muito a população. Pouco se houve falar sobre o assunto e não acreditamos que seja possível tomar decisões sem um estudo sério sobre a realidade municipal e sem ouvir os maiores afetados nesse processo.

 

Vale ressaltar que o quadro da educação em Minas Gerais é gravíssimo: o governador Zema não cumpriu o dispositivo constitucional de investimento mínimo de 25% da receita própria do Estado, deixando de investir 5 bilhões na educação. Outro dado alarmante é a evasão de mais de 180 mil estudantes nos últimos dois anos.

 

A municipalização deverá acarretar em um desemprego de diversos professores e especialistas da educação, causar uma superlotação nas estruturas municipais e uma precarização do ensino. Esse desemprego afetará a arrecadação municipal, além de afetar o SUS, devido a perda do plano de saúde do servidor estadual (IPSEMG).

 

Nos posicionamos contrários a municipalização por entender seus impactos negativos tanto na economia, na educação e formação das gerações futuras quanto para os trabalhadores da educação.

 

AMAS

Sobradinho de Minas

13/05/2021

 

* Com informações da AMAS.

 

* Com informações da Anky Dog.

 

- Imagens: Divulgação.

  

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