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Estilhaçando o mito: ‘ET de Varginha’ era um homem, revelam militares A revista ‘IstoÉ’ em edição de outubro de 2010, abordou o Caso Varginha, após obter acesso a um Inquérito Policial Militar (IPM) do Supremo Tribunal Militar (STM). Militares revelam que a figura avistada pelas testemunhas e considerada posteriormente como um ET, seria na verdade, um cidadão deficiente mental.
Por Pepe Chaves * Para UFOVIA Outubro/2010 ATUALIZADO em 08/01/2026
Reportagem mostrou semelhança física da imagem ilustrativa do ET de Varginha e o cidadão de Varginha conhecido por 'Mudinho'. De acordo com inquérito policial, as testemunhas teriam avistado Mudinho e não uma criatura extraterrestre, como alguns alegaram. Clique aqui para acessar o IPM do STM.
Enfim, o "ET" apareceu...
Em sua edição de outubro/2010, a revista ‘IstoÉ’ trouxe uma interessante reportagem sobre o chamado Caso Varginha (CV), expondo alguns pontos realmente novos sobre a alegação da presença de criaturas extraterrestres naquela cidade do Sul de Minas. Este belo trabalho jornalístico, propõe novas reflexões sobre as já antigas ocorrências varginhenses, envolvendo mistérios e seres extraterrestres.
Conforme defendem alguns e como foi amplamente divulgado em todo o mundo, o Exército Brasileiro (EB), a Polícia Militar (PM) e o Corpo de Bombeiros (CB) foram acusados de ter capturado, em 20 de janeiro de 1996, naquela cidade, duas criaturas de natureza supostamente extraterrestre.
Tal saga, seria desencadeada depois de um avistamento testemunhado por três meninas. Elas declararam ter avistado um vulto humano agachado, rente a um muro, durante à noite, num terreno baldio, em Varginha. A princípio, elas retrataram a “criatura” como um “demônio”. Segundo elas, o indivíduo tinha um corpo esguio, teria três espécies de chifres na cabeça, olhos vermelhos e as veias do corpo saltadas. Dentro da concepção e da cultura e crenças a que foram criadas, tal visagem remetia a elas à personalização do diabo em pessoa.
Mas a história ganhou contornos extraterrestres, quando chegou até um morador de Varginha, o advogado, professor universitário e ufólogo, Ubirajara Franco Rodrigues, também autor de diversos artigos abordando a vida extraterrestre, publicados em distintos veículos ao longo das últimas décadas.
Coincidentemente – ou não –, Rodrigues era também correspondente naquela região e membro de destaque nos quadros da única publicação impressa de ufologia que circulava em bancas de jornais de todo o país. Assim, a história de um vulto avistado pelas meninas, ao passar pelo conhecimento do ufólogo, foi revestida de elementos clássicos e rapidamente dispersa na comunidade ufológica brasileira, que tratou de rapidamente exportá-la a outras plagas, internacionalizando-a irresponsavelmente. O fato que, decerto, não passara de um “susto”, ao se topar com um desconhecido num local ermo e escuro foi logo adaptado a conhecidos moldes ufológicos, especialmente, os "importados" dos EUA.
A princípio, a difusão do “incidente” teve também a participação do advogado Vitório Pacaccini, residente em Varginha, que se apresentava como pesquisador e amigo pessoal de Rodrigues. A partir daí, o enredo foi se tornando mais complexo, sendo enriquecido com conhecidas passagens e detalhes de casos clássicos como o de Roswell.
Nesta localidade americana do Novo México, que revolucionou o seu turismo por conta dessa história envolvendo ETs, alega-se, teria ocorrido queda de nave ET em 1948. História negada por militares que afirmaram se tratar da queda de um balão meteorológico. E em Minas Gerais, com o passar dos anos, essa história varginhense esteve sempre revestida de mistérios, além suposta conspiração de autoridades, criando um clima de X-Files no ar. Com isso, a estória do ET de Varginha foi ganhando peso e, aos poucos, se transformando em produtos, como inúmeras palestras, livros, souvenires, além de teses e afirmações descabidas.
Mas, o suposto ET de Varginha ganharia notoriedade nacional após ser divulgado numa reportagem pelo programa ‘Fantástico’ da Rede Globo, levada ao ar poucos dias depois do ocorrido, no início de ano de 1996. A reportagem do programa, em mais uma produção ufológica de seu tradicional editor para o assunto, Luiz Petry, mostrou os prós e os contras das alegações acerca de suposta presença ET em Varginha.
Nela, Rodrigues buscava convencer, de todas as maneiras, sobre a presença extraterrestre em sua cidade. “Pela nossa experiência em ufologia e após todas as análises básicas de observação que nós fizemos de depoimentos, eles são absolutamente sinceros. Existe por parte das garotas, manifestações, inclusive, de distúrbios emocionais, que nos levam a crer que elas estão falando a verdade”, declarou ele, ao ‘Fantástico’.
Ainda nessa reportagem, afirmou sobre um suposto “material biológico” (que seria restos mortais de um suposto ET) que, segundo ele, estava em Varginha, e teria sido enviado a Campinas e, posteriormente, aos Estados Unidos. Sobre isso, disse, “Parece que algo está sendo escondido e mantido em sigilo, através de um processo de desinformação na cidade de Varginha. E se este material estava aqui, provavelmente, não esteja mais”.
Caso surgiu a partir de um relato
Portanto, a partir do relato de um avistamento “demoníaco” para as testemunhas, até à adaptação ao tema da ufologia, tudo se deu em curto prazo. Rapidamente, os autores de tal propagação buscaram envolver personalidades que pudessem alargar o horizonte das suas ditas “investigações” - que na realidade, não passaram de teorias elaboradas por eles próprios.
Por fim, havia em torno de Rodrigues, um séquito de “pesquisadores autorizados” por ele a falar do "caso", quais proferiam palestras e escreviam sob o tema, claro, faturando com tudo isso. Entre eles, o carioca Marco Antônio Petit, também autor de livros ufológicos, que enfocou o dito ET mineiro, com ênfase ao trabalho "de ocultação ufológica", segundo ele, por parte dos militares, conforme afirmou em muitas de suas palestras pelo Brasil.
Assim que ficou caracterizada a notoriedade nacional do "CV", os seus autoproclamados “pesquisadores” se mobilizaram, no sentido de ligar determinadas instituições de prestígio, autoridades e até personalidades brasileiras e internacionais ao pressuposto do ET mineiro. Procuravam assim, dar projeção e crédito à estória, que naquela altura já "faturava" em várias frentes em prol dos envolvidos diretamente nessa trama. Estava clara a intenção dos difusores do ET de Varginha: aliar elementos que aferissem ao episódio, seriedade, notoriedade e fácil difusão midiática, justamente, pelo sensacionalismo raso, criado por eles com muito entusiasmo.
Desta forma, sem causa alguma, os ditos pesquisadores conseguiram envolver na estória, desde a presença de militares da ESA (quartel de Três Corações) em Varginha, passando por bombeiros, médicos, universidade e instituições de saúde, sob acusações de manter a guarda de criaturas extraterrestres (ou seus corpos), acusando-os de sonegação de informações ao público.
As cobranças eram feitas pelos ditos pesquisadores, sem que estes apresentassem quaisquer indícios que embasassem as suas absurdas indagações. Chegaram a exportá-lo, como um produto ao exterior, precisamente, dentro dos tradicionais modelos ufológicos adotados pela MUFON e suas filiais em vários países nas últimas décadas.
Aliás, a própria MUFON (uma rede de ufologia dos Estados Unidos, com ufólogos associados em todo o mundo) a qual os difusores eram filiados, foi quem tratou de espalhar a estória aos quatro cantos mundo. Isso, em um tempo que ainda não havia internet popular no Brasil. A abordagem por veículos e ufólogos estrangeiros impressionou muita gente, causando impacto ao "caso".
Além do avistamento de uma criatura desconhecida (mas, provavelmente, um homem agachado, como afirmam os militares) que se tornaria um “extraterrestre” (ET) a partir do simples relato de três adolescentes, surgiriam então outros boatos que tentaram se passar por fatos, claramente plagiados de outros clichês americanos, entre tantos: queda de nave extraterrestre em Varginha; morte de uma outra criatura por um tiro de fuzil, desferido por soldado; morte de um militar que teria “se contagiado” ao ter contato com o tal ET de Varginha; avistamentos de outras criaturas e discos voadores pela cidade; “homens de preto” (bem ao estilo americano...) em seus carrões misteriosos assediando as testemunhas e seus familiares e etc. Para eles, tudo isso teria ocorrido após o avistamento de um vulto por três meninas em um terreno baldio de Varginha.
A bem a verdade, tudo isso veio enchendo linguiça em revistas, livros e palestras, mas sem conter a menor base ou comprovação de veracidade para as alegações absurdas dos propagadores. Contudo, a mais absurda foi a acusação contra o conhecido cirurgião Fortunato Badan Palhares, quando os ditos pesquisadores do "caso" o acusaram de ter autopsiado o ET de Varginha.
Badan e autópsia de ET na Unicamp
Fortunato Badan Palhares era um médico de renome nacional. Ele fez a autópsia no corpo de P.C. Farias, antigo aliado do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Farias foi morto juntamente com sua mulher em circunstancias jamais explicadas. Ganhou notoriedade após essa autópsia que buscava esclarecer aquelas mortes.
Sustentado por suas pesquisas, e tido como "autor do caso", Ubirajara Rodrigues, passou a ser o responsável por incorporar novos elementos “oficiais” à estória, se tornando assim, uma espécie de “dono do Caso Varginha”. Escrevendo livro sobre o mesmo e proferindo palestras pagas para afirmar a veracidade da dita ocorrência, por vezes, ele rebateu autores de fora do seu círculo, que procuraram abordar o CV sem a sua autorização ou conhecimento.
Àquela altura, a “Igreja do ET de Varginha” já estava fundamentada em uma base puramente filosófica, nascida das cabeças de seus ditos pesquisadores que, de pesquisa mesmo, não apresentaram nada, além de ilações, insinuações e acusações infundadas para buscar projeção na mídia e no exterior.
Destarte, sem apresentar uma única comprovação, Rodrigues alegou que o ET, que teria sido morto por militares em Varginha, fora transladado para a UNICAMP, em Campinas. E, lá, a criatura espacial teria sido autopsiada (a la Ray Santilli...) por ninguém menos que Fortunato Badan Palhares, então chefe do Departamento de Medicina Legal da Unicamp naquele ano de 1996.
Num evento ímpar, Rodrigues chegou a debater com Palhares em canal da tevê aberta, em 2005, com reprodução por outros veículos, tentando induzir Palhares a confessar (ou "obter subsídios") que ele teria realizado necropsia em “restos biológicos” de uma criatura extraterrestre. Evidentemente, o médico sempre negou categoricamente tal acusação, diga-se, desprovida de provas ou quaisquer indícios fundamentados.
Momentos antes de seu debate com Badan Palhares, exibido por um canal de tevê, Ubirajara Rodrigues declarou à revista ‘UFO’, que já previa a negativa do médico, “O que ocorreu aqui, especialmente na Universidade de Campinas (Unicamp), é de grande importância e queremos saber quais foram as instituições e pessoas envolvidas. Esta é minha maior expectativa, por que não espero, absolutamente, que o professor Badan Palhares confirme sua participação no episódio – se isso acontecer, pra nós, da Ufologia, será histórico. Mas o que deve ocorrer, é que ele não deve confirmar”, afirmou.
Ele também disse que procuraria saber de Palhares acerca de informações obtidas com “testemunhas” (jamais esclarecidas, assim como suas supostas informações fornecidas) que, segundo ele, “(...) nos dão segurança para afirmarmos a participação dele no envolvimento na necropsia de um material orgânico desconhecido vindo de Varginha, na época”.
O ufólogo também afirmou que procuraria saber, “Entre outras coisas, como foi que esse material chegou aqui, em Campinas, em que data e qual foi o envolvimento das Forças Armadas na vinda desse material para cá. De que forma se deu o envolvimento da própria Unicamp – onde, na época, o professor Palhares era responsável pelo Departamento de Medicina Legal. E, principalmente, tentar ver se o público local oferece mais subsídios para juntarmos ao vasto conjunto de informações que já temos. Isso nos permitirá deduzir onde esse estranho material biológico se encontra hoje – já que, atualmente, não temos informações alguma sobre seu paradeiro”.
Rodrigues aponta a existência de um suposto “material biológico” que seria os restos mortais do alegado ET de Varginha. Fala do paradeiro desse material, mas não apresentou uma prova sequer para se firmar sua real existência, inclusive, no tocante às suas acusações contra Palhares e a Unicamp. Contudo, fala do “paradeiro” de um material jamais comprovado.
O debate caiu no vão das afirmações vazias do ufólogo: Rodrigues procurou “encostar Palhares na parede”, sem apresentar quaisquer provas que não fossem “relatos de testemunhas privilegiadas”, segundo ele, as quais, jamais foram reveladas suas identidades ou até mesmo, se estas existiam realmente. Por sua vez, o médico foi categórico em sua negativa, desvencilhou tranquilamente de todas as acusações impostas pelo varginhense. Badan Palhares negou ter feito autópsia em qualquer material biológico de origem desconhecida, muito menos, no que seria de uma criatura extraterrestre.
Mesmo havendo uma expressa negativa de Palhares, ufológicos do grupo de Rodrigues, propagadores do CV, viram como positivo o debate, puramente, por aliar à estória uma personalidade de suma notoriedade nacional, concedendo atenção a tão descabida alegação.
Algum tempo antes de seu encontro com Palhares, de acordo com o ufólogo, não haveria somente um, mas dois ETs que estiveram em poder do hospital de Varginha e, posteriormente, teriam sido levados à Unicamp e aos Estados Unidos. Inclusive, ele faz questão de frisar, que um dos dois supostos ETs teria chegado vivo nas instalações da instituição.
Numa entrevista concedida ao site INPU, Rodrigues abordou este assunto e acrescentou sobre o alegado traslado de ETs que, “(...) praticamente o mesmo comboio que havia retirado o ‘cadáver’ do Hospital Humanitas, em Varginha, o enviou para a Unicamp. JUNTAMENTE COM A OUTRA CRIATURA, QUE CHEGOU VIVA NA UNICAMP. Porém, apesar de muitos detalhes que conseguimos, inclusive, sobre a participação do professor Fortunato Badan Palhares e muitos outros cientistas, o conhecimento que temos sobre os fatos param exatamente aí”.
Na mesma entrevista, ele comenta dos métodos de acobertamento usados pelas autoridades, bem como da “eficácia” de ufólogos ligados ao seu grupo de pesquisas, sem, contudo, nenhum deles apresentar qualquer material probatório acerca do alegado caso. Segundo ele, “É bom lembrar que, à época, os ufólogos agiram tão depressa e com assédio às informações, que o processo de acobertamento do que se passava possuiu falhas flagrantes, que nos propiciaram descobrirmos muito. Quando, no entanto, chegamos a agir em Campinas, parece que uma mudança de ‘método’, uma estratégia mais eficiente, entrou em campo. E a partir de Campinas nada mais sabemos. Portanto, se o ‘material’ ainda se encontra por lá, se foi para o exterior, enfim, o atual destino, simplesmente não possuímos a mínima idéia”, voltou a afirmar.
Propagação global
Na época, o “caso” do ET de Varginha surgia simultaneamente ao início da popularização da internet no Brasil e da exibição da série Arquivo X (X-files), combustíveis para entusiasmar a sua rápida difusão no país e em todo o mundo. Rapidamente surgiram livros sobre o tema, como 'Incidente em Varginha' (Produção independente), por Vitório Pacaccini, e 'Caso Varginha' (Biblioteca UFO), por Ubirajara Franco Rodrigues. Em seus livros, os autores foram enfáticos ao insistir na afirmação da presença ET em Varginha, contudo, sem apresentar indícios ou comprovações palpáveis.
Estes trabalhos consistiam na "busca por evidências" de que naqueles dias “algo diferente” ocorrera na cidade, como alegavam, em torno de uma suposta operação militar para apreensão de ETs. Ainda que o fato surgira com base num relato de adolescentes, não apresentando em momento algum dados palpáveis ou as devidas comprovações para tais alegações. O enredo foi explorado com denodado poder de persuasão e convencimento por parte dos seus difusores, que são pessoas bem articuladas, ligadas a MUFON (dizem alguns, entidade ligada à Defesa dos EUA) e por isso, com o poder de fazer tais ou quaisquer informações correrem rapidamente todo o planeta.
Após a difusão inicial acerca de suposta captura de ET por militares, outros ufólogos, “devidamente autorizados”, também se juntaram ao “autor do caso” e se autointitularam pesquisadores oficiais do mesmo, fechando assim, um círculo "conclusivo" (para eles) em torno da "pesquisa" sobre o ET mineiro.
Alguns dos ufólogos difusores do caso (dentre eles, até quem sequer colocara os pés em Varginha), passaram a acusar o Exército Brasileiro (EB), através do quartel da ESA, em Três Corações, de sonegar informações e ocultar uma “criatura de outro mundo”. Também foram a público acusar o hospital Humanitas, em Varginha e à Unicamp, em Campinas, de terem recebido a tal criatura em suas instalações e omitir informações a respeito. Vale frisar que, em tempo algum, nenhuma comprovação foi apresentada pelos ufólogos, além de suas próprias alegações e acusações de tal calibre.
A busca por credibilidade
Considerar que a partir de simples relatos se crie um complexo caso de ufologia, sem que se apresente quaisquer elementos verdadeiramente concisos e, no mais, sugestionado com base em várias outras passagens conhecidas da ufologia, não foi nada original aos olhares mais críticos e inteirados do assunto.
Contudo, a busca do envolvimento (por parte de alguns ufólogos-pesquisadores) de determinadas autoridades na questão – que sempre negaram qualquer ET em Varginha, procurava dar credibilidade à estória propagada. Ainda que fossem para emitir negativas, o simples fato de as autoridades simplesmente “saberem da existência do caso Varginha” foi usada comercialmente para valorizar a estória.
Destarte, o fato de as autoridades da Segurança e da Defesa, logicamente, “negarem em público o suposto caso”, mas, abertas aos questionamentos públicos, como sempre estiveram, concederam espaço aos questionamentos de ufólogos fomentadores desse assunto e, isso, se tornou uma iminente vitória aos olhos dos propagadores do “caso”. A atenção concedida por determinadas autoridades da Defesa e da Segurança, entre outros, serviu de pretexto e foi assunto de muitos escritos que buscavam alucinadamente convencer o público sobre a presença extraterrestre em Varginha.
Um ET bom de vendas
Verdadeiro ou não, muita gente acreditou, comprou, usou, fomentou, defendeu e até incrementou teorias que dessem conta do ET de Varginha. Em 30 anos, verdadeiro ou não, o chamado Caso Varginha mudou o perfil daquela cidade mineira, levando a ela a concepção de turismo ufológico. Desta maneira, somando alguns milhões de reais à determinadas produções (e promoções), inclusive, no comércio local ao longo das últimas décadas.
Ainda que nenhum OVNI fizesse parte diretamente da estória do ET, a cidade ganhou um monumento público em formato de disco voador e o ET se tornou um produto a mais a figurar em diversos estabelecimentos do comércio local. Se a ideia era criar uma "Roswell brasileira", esta seria Varginha, a terra natal de um colaborador da revista ufológica que propagou o dito caso ao mundo. E este era merecedor de todas as loas possíveis.
Assim como ocorre em nome de Jesus, entre tantos livros, reportagens, artigos, palestras, camisetas, bonés e outros materiais vendidos sob o tema ufológico, a partir de 1996, somaram muitos milhões de reais, faturados por alguns em nome do ET de Varginha, das mais variadas maneiras. O ícone estava criado e quem quisesse, poderia explorá-lo à sua maneira.
Estive na cidade de Varginha em 2004 e vi o ET em diversos estabelecimentos comerciais, ele vendia de sanduíche a gasolina. Enquanto o povo da cidade nega a ocorrência, fazendo o sinal do padre para menções ao “bicho”. Notei que a maioria dos comerciantes varginhenses prefere explorar a criatura apenas comercialmente, sem entrar nos méritos da veracidade da elegada ocorrência.
‘ET de Varginha’ seria um deficiente mental
Mas, em meados de outubro de 2010, uma reportagem da revista ‘IstoÉ’, assinada pelo jornalista Rodrigo Cardoso, faria uma reviravolta no CV. A publicação informa que teve acesso aos “dois únicos documentos produzidos pelo governo para apurar as ocorrências e as acusações feitas, principalmente contra militares, durante o caso do ET de Varginha”. Um esses documentos seria um Inquérito Policial Militar (IPM), desmentindo qualquer incidente envolvendo ET em Varginha.
Só não se sabe, se os ufólogos-pesquisadores tiveram acesso a esses documentos ou julgaram por bem não divulgá-los, vez que, oficialmente, estes descartavam qualquer possibilidade da presença ET em Varginha. Na verdade, ninguém tem elemento, indício ou argumento para rebater a informações dos militares. Quem tenta fazê-lo, se junta ao achismo, ao sensacionalismo, à ausência de ciência no mais amplo sentido ou ao intuito de se projetar, mas na verdade, se passando pelo ridículo aos olhos da probidade.
A revista IstoÉ informa que a documentação, “trata-se de um Inquérito Policial Militar (IPM) e de uma sindicância arquivados no Superior Tribunal Militar (STM). É na página 334 do material – são 357 no total – que está a história oficial, contada pelos militares para o suposto ET avistado pelas três garotas após sete meses de investigação. Para o tenente-coronel Lúcio Carlos Pereira, encarregado do IPM, elas viram, na verdade, um homem popularmente conhecido como ‘Mudinho’. Ele costumava ficar agachado (mesma posição em que estaria o ET, segundo os relatos) e provavelmente apresentava algum desvio mental. Segundo o Exército, o ET nunca existiu. Na época, ‘Mudinho’ tinha cerca de 30 anos e morava com a família em frente ao terreno onde as garotas afirmaram ter visto a criatura. Ainda hoje, esse morador é visto regularmente agachado recolhendo objetos do chão, como cigarros e galhos”.
Portanto, segundo as apurações oficiais, em verdade, um conhecido popular de Varginha, supostamente deficiente mental, teria sido confundido pelas testemunhas com uma criatura medonha e demoníaca, à noite em um lote baldio, chamada depois de ET por quem disse pesquisar a ocorrência, transformando-a numa estória que posteriormente incorporou vários elementos externos.
Ainda no IPM, o militar também informou que, “(É) mais provável a hipótese de que este cidadão (‘Mudinho’), estando provavelmente sujo, em decorrência das chuvas, visto agachado junto a um muro, tenha sido confundido, por três meninas aterrorizadas, com uma ‘criatura do espaço’’, escreve ele, que juntou aos autos um estudo fotográfico que simula a semelhança entre o cidadão e o suposto ET [imagem no topo dessa matéria], afirma a reportagem.
A revista também mostrou a foto em que podemos constatar a semelhança física do conhecido “Mudinho” e a imagem ilustrativa que fora divulgada do suposto ET de Varginha. Fato é que, as meninas se assustaram com um vulto humano num lote vago, à noite e, tomadas por medo, pensaram logo em se tratar de algo assustador, como uma “criatura demoníaca” a se materializar logo à frente. Decerto, deveria ser mesmo uma pessoa, mas, o medo, o pânico das três indefesas naquele local ermo, se encarregaria de visualizar chifres, veias saltadas, olhos vermelhos e outros detalhes que as testemunhas narraram da “criatura”, mesmo tendo-a avistado no escuro.
Sabemos que a imaginação “cria coisas”, ainda mais, quando posteriormente atiçada por outras imaginações ainda mais “embaladas” no campo criativo, podendo sugestionar coisas incríveis. Num susto gerado a partir do medo em um local mal iluminado, é bem mais saudável acreditar que as testemunhas avistaram um homem do que uma criatura extraterreste. Mas não para quem estava no local e fora insuflado a crer em "coisas de outro mundo", como a receber uma verdadeira lavagem cerebral em moldes ufológicos pré-concebidos, justamente, porque naquela cidade havia um consultor ufológico de uma revista que se comunicava com o país e o mundo em meados dos anos de 1990.
Falando com UFOVIA naquela época, o saudoso pesquisador mineiro Alberto Francisco do Carmo, então, um dos mais antigos militantes ativos da ufologia brasileira, observou que, “Se este IPM foi feito, era melhor, mas muito melhor, falar logo de cara o ponto-de-vista do Exército, da ABIN, do SNI, ou seja lá quem fosse, pois isto evitaria constrangimentos, ridículo e perda de tempo. Se algum avião da USAF tivesse vindo buscar um cadáver, por exemplo, era preciso verificar se alguém tem ideia ou tivesse tido ideia, do tipo do avião usado e onde pousaria”.
Do Carmo também comentou sobre os desfechos depois da veiculação da reportagem pela ‘IstoÉ’, “Varginha correu mundo e agora mais uma vez, podemos, todos os que deram muita corda a este caso, caírem no ridículo. Como caíram os que acreditaram demais no Caso Eduard Méier”, afirma, mencionando uma suposta fraude de contatismo, bastante conhecida na ufologia mundial.
Reprodução da 'IstoÉ': inquérito diz que homem foi confundido com ET.
O ET dos ovos de ouro
Em verdade, o rolo compressor gerado pelo ET de Varginha, tomado por todas e quaisquer suspeitas que pudessem ser associadas para enriquecer a alegação “eteísta”, acabou por render bons frutos aos seus produtores e colaboradores associados. Verdade ou mentira, fato é que, em 30 anos, esta cidade mineira foi completamente desfigurada pela imagem do ET. Tais alegações impulsionaram a publicação de livros, revistas, seminários, souvenires e tantas bugigangas temáticas comercializadas em nome do ET de Varginha. Os comércios da cidade revitalizaram suas fachadas, expondo imagens do dito ET e de outras temáticas ufológicas.
Ou seja, independente de qualquer veracidade na história em que o seu principal propagador outrora insistia (mas, curiosamente, agora nega o "caso") apontando a presença ET em sua cidade, no mais, pode ser vista depois de 30 anos, como um bem sucedido plano de marketing, que criou um novo nicho comercial e gerou bons lucros sem despender matéria-prima, alguma, senão do fértil campo intelectual das alegações: ideias, ilações, suposições, conjecturas, acusações infundadas e alegações descabidas. Esse foi o combustível do empreendimento maior.
Contudo, são colocações sabidamente ímprobas. Ou seja, que "caso" é este, onde nada é palpável? Mas, lucros financeiros são palpáveis, porém, estes seriam obtidos apenas por alguns dos envolvidos mais íntimos com a difusão do “caso” - mesmo que estes contassem com o apoio incondicional de outros pesquisadores que aderiram às alegações, se dizendo convencidos ou porque buscavam projeção pessoal ou por pura bajulação aos demais.
Salvo em raras situações, outros autores fora do círculo propagador também escreveram sobre a “veracidade” do suposto caso, evidentemente, com devido “aval de seu principal propagador”, senão, se passaria por profanador do, agora, reconhecidamente, mito de Varginha. Em verdade, poucos foram os que colheram os ovos de ouro postos pela galinha de Varginha, ou seja, o dito ET de lá.
Alegações eternamente improváveis
Em suma, tudo foi propagado, inclusive, nos mais sensacionalistas sites de ufologia e outras publicações sensacionalistas do Brasil e do exterior, nestes termos: captura de um ET, morte de um outro ET, queda de nave, homens de preto ameaçando testemunhas, envolvimento de militares em acobertamento, autópsia de ET na Unicamp, Dr. Badan Palhares e tudo o mais que pudesse ser encaixado nesses padrões de casos tradicionais - mas sem ninguém apresentar nada de probo nesse enredo delirante.
Sobre a movimentação de militares em Varginha nos dias do suposto encontro das meninas com um ET, a reportagem da ‘IstoÉ’ também mostra que as autoridades, à época negaram com veemência qualquer associação da presença de um ET em Varginha. Diz o IPM, “Em sua sentença, o então promotor da Justiça Militar Antônio Antero dos Santos tachou de inverídicos os fatos atribuídos às instituições militares. Para ele, nenhum órgão estadual e tampouco o Exército estiveram envolvidos em captura e transporte de ETs. ‘Tudo não passou de mera rotina de trabalho, quando caminhões do Exército saíram do quartel para serviço normal de manutenção numa oficina’, concluiu”.
A reportagem informa que o sargento Valdir Ernesto dos Santos teve de se explicar no IPM. O sargento era responsável pela Companhia de Manutenção e Transporte da Escola de Sargentos das Armas (ESA), de Três Corações-MG, a alegada unidade militar que estaria à frente da captura e do transporte dos ETs, segundo Rodrigues e outros ufólogos.
Uma das alegações que eles acreditavam ser a mais forte dava conta da presença de militares da ESA, avistados em caminhões que trafegavam em Varginha, cujos veículos teriam sido testemunhados por populares. Sobre isso, a reportagem da ‘IstoÉ’ mostra que o sargento Valdir Ernesto dos Santos relatou que “(...) as viaturas do Exército estavam nas ruas porque, ainda por garantia, eram conduzidas à concessionária Automáco Comercial e Importadora, em Varginha, para fazer manutenção. Uma nota fiscal da concessionária, de 29/01/1996, de R$ 492,00 foi anexada ao processo. Ela indica a prestação de serviços de balanceamento e alinhamento dos caminhões”, explicou o militar.
Ou seja, militares foram avistados na cidade e a ESA justificou o fato, no entanto, os “pesquisadores” do ET de Varginha ignoraram essa informação e preferiram continuar fomentando a existência da criatura, teimando contra a afirmação das autoridades.
Outro militar envolvido pelos pesquisadores ao episódio, também negou que o EB estivesse em Varginha para apreender ET. De acordo com apuração da ‘IstoÉ’, o “Então tenente-coronel da ESA, Olímpio Vanderlei Santos depôs no IPM apontado como o chefe e o principal responsável pela equipe que teria capturado a criatura. Atualmente na reserva, aos 60 anos [em 2010], vivendo em Franca (SP), ele voltou a negar seu envolvimento no caso. ‘Saíamos de viatura para Varginha porque a cidade era nosso ponto de apoio em termos de manutenção da frota’, diz ele. ‘Existia um clima de preocupação, colegas se assustaram na época. Fiquei surpreso quando vi meu nome envolvido’”, disse ele.
Até morte de policial foi associada
A reportagem também aborda um dos fatos mais explorados pelos difusores do Caso Varginha e usado largamente para “torná-lo autêntico”: a morte de um policial militar “supostamente em decorrência de um vírus estranho adquirido de um ET que teria sido capturado por ele” na cidade. O fato chegou a envolver até familiares do militar, procurados à época por alguns dos pesquisadores que teimavam em afirmar que o mesmo falecera em decorrência de “contagio extraterrestre” (?!).
Mas, ocorre que o falecido “(...) militar Marco Eli Cherese tinha um quisto debaixo da axila esquerda e já havia algum tempo tinha programado uma cirurgia para retirá-lo, segundo Maurício Antonio Santos, então comandante do 24º Batalhão da Polícia Militar de Varginha”, afirma a reportagem.
De acordo com o comandante, “O falecimento ocorreu em função de uma forte infecção hospitalar após a operação”. Ele também fez constar no IPM cópias do laudo médico realizado pelo Instituto de Propedêutica e Diagnóstico de Varginha um dia após a morte do policial. Segundo ele, “O ex-soldado Cherese não estava envolvido em nenhuma ocorrência com extraterrestres”, afirmou o comandante.
Por fim, o criador nega a criatura
E passados mais de 30 anos, após se dissociar da revista ufológica com a qual colaborava naquela época, para a surpresa de todos (sobretudo, de quem compartilhava essa "galinha dos ovos de ouro") Ubirajara Rodrigues, criador e mentor, admite não haver fundamentos e renega a sua tão difundida criatura imaginária, que acabou por modificar o perfil de sua cidade.
Após toda a insistência para o reconhecimento do chamado Caso Varginha, Ubirajara Rodrigues se juntou ao ufólogo Carlos Reis e lançou em julho de 2010, um livro intitulado ‘A Desconstrução de um Mito’, com mais de 500 páginas, para – pasmem! - “desfazer o mito” do ET de Varginha, tão divulgado por ele como sendo um fato. Ignorando todo o seu passado de pesquisas, seu livro, suas palestras e seus inúmeros antigos, muitos dos quais vendidos a ufologistas e simpatizantes, Ubirajara Rodrigues, agora se diz revendo sua posição e conclui que, “não há indícios da captura de ETs em Varginha”.
Este livro contradizendo o tema propagado por ele próprio gerou mal-estar com a direção da revista ufológica detentora dos direitos e editoria da primeira publicação de Rodrigues, “O Caso Varginha”, que afirma enfaticamente sobre a presença de ET naquela cidade. Até outubro de 2010, este livro poderia ser adquirido pelo site da revista. No entanto, a nova postura do “autor do caso” em vir desmistificá-lo nessas alturas, fez com que os editores da revista que produziu o livro afirmarem que o ofereceriam gratuitamente aos seus leitores, todos os exemplares que detinham do antigo livro de Rodrigues, pró ET de Varginha.
Entretanto, ao lançar um livro “desconstruindo” o mito por ele mesmo criado, o autor acaba por contradizer o que já fora ferrenhamente explorado e afirmado sobre o tema. Logo após o lançamento do novo livro, Rodrigues e Reis passaram a receber duras críticas de vários crentes do suposto caso mineiro. Afinal, muitos deles consumiram tempo, dinheiro, criatividade e neurônios com a história supostamente real e espalhada ao mundo pelo mesmo Ubirajara Rodrigues.
No entanto, agora ele nega o enredo emplacado anteriormente, desafiando à discussão àquele que se habilitar a ler seu novo livro, um calhamaço com mais de 500 páginas. E nem precisa dizer que tais autores também foram fortemente criticados por quem jamais acreditou nessa estória, mas que assistiram quando os mesmos davam asas aos "altos voos" do ET de Varginha no Brasil e no mundo.
Trocando em miúdos, o “autor do caso” vendeu um mito criado por ele próprio insuflando testemunhas a acreditar que viram um ser de outro planeta, mas agora vende a desmistificação desse mito, também criada por ele mesmo.
Falando com a reportagem da ‘IstoÉ’ em 2010, Ubirajara Rodrigues, o principal difusor do chamado Caso Varginha e seu designado “proprietário informal”, declarou “que sua postura não é mais a mesma de quando depôs no IPM. ‘Não há prova de que foi capturado um ser extraterrestre em Varginha’, diz ele”.
Após acusar e pressionar autoridades e figuras públicas, por vezes procurar a grande mídia, tentar convencer à imprensa e escrever fartamente sobre tantos outros desfechos advindos da visão única das três testemunhas, somente agora, Rodrigues afirma categoricamente que, “o Caso Varginha tem todas as características de mito”. Antes tarde do que nunca.
Embora, segundo ele, “Acredito ainda que houve uma série de fatos complexos que envolveram Exército, Polícia Militar, Bombeiros e hospitais. Pessoas disseram que viram, que tocaram em um extraterrestre, mas isso não serve de comprovação científica. Naquela época, a nossa tendência era acreditar que teria sido um ser de outro planeta”, reconhece, enquanto busca agora, através de seu novo livro, desfazer o famigerado mito que veio à luz por seu próprio intelecto e que transformou a imagem do comércio da sua cidade.
Agora, em janeiro de 2026, quando a TV Globo exibe um especial de três capítulos sobre o CV, Ubirajara Rodrigues continua sustentando a negativa de que um ET teria sido capturado em Varginha. Ele reclamou de ter aparecido somente 10 segundos numa reportagem do programa Fantástico sobre esta série e ainda assim, ter se tornado uma figura "non grata" por tantos ufólogos e defensores do CV.
Ele também declarou que se arrepende de ter sugestionado as três meninas a acreditarem que teriam visto um ET. Por sua vez, as testemunhas declararam-se decepcionadas com ele, que as fez acreditar nessa estória por vários anos. Estas declarações foram feitas por ele e as testemunhas na imprensa recentemente.
Adeus, ET
Finalizando suas declarações em 2010 ao portal UFOVIA, o professor Alberto do Carmo comentou sobre o fiasco que então se tornara o Caso Varginha, “E agora, cadê o ET de Varginha? O mal anda a pé e o castigo anda a cavalo. Mas, às vezes, Deus inverte as coisas, para que o malvado tenha a impressão que vai livrar a cara. Mas o castigo pé-ante-pé, também vem”.
Há muito o portal UFOVIA alertava publicamente, sem, no entanto, buscar aprofundamentos no assunto, sobre a alegada veracidade do Caso Varginha. Inclusive, emitimos nossa opinião em editorial intitulado “A perda de tempo ao quadrado”, comentando as novas alegações do principal difusor do caso Varginha em seu novo livro que contradiz tudo o que antes ele pregara ao público.
Seria muito interessante se tudo que se veiculou sobre o ET em Varginha fosse verdade. Mas, as alegações apresentadas por seus ditos pesquisadores, sempre careceram de materiais probatórios o que, a nosso entender, seria crucial para sustentar tão ousadas – senão absurdas - afirmações.
Enfim, com o tempo, as verdades acerca desse “caso” deverão ser melhor dirimidas, à medida que vão surgindo novas informações e posicionamentos. Contudo, devemos reconhecer que, através dessa reportagem - ao contrário de outros veículos da imprensa nacional que buscam mistificar e vender ETs de qualquer maneira -, a revista ‘IstoÉ’ prestou um relevante serviço jornalístico, não somente no tocante ao lado responsável da nossa ufologia, mas também à opinião pública brasileira que, afinal, sempre foi bombardeada com esse famigerado e autêntico “causo mineiro” como sendo um possível fato.
* Pepe Chaves é editor do diário digital Via Fanzine e da rede ZINESFERA de portais integrados.
- Imagens: - Revista ‘IstoÉ’ (reproduções).
- Referências e créditos: - Reportagem do programa 'Fantástico' (Rede Globo, 1996). - Reportagem da Revista ‘IstoÉ’ (outubro/2010). - Visita do autor à cidade de Varginha (2004). - Declarações de Ubirajara Franco Rodrigues ao programa ‘Fantástico’, (Rede Globo, 1996). - Declarações de Ubirajara Franco Rodrigues à revista ‘UFO’ (2005). - Declarações de Ubirajara Franco Rodrigues a revista ‘IstoÉ’. - Declarações de Ubirajara Franco Rodrigues ao site INPU (SP). - Declarações de Alberto Francisco do Carmo ao portal UFOVIA. - ‘O Caso Varginha’, livro por Ubirajara Rodrigues (Coleção Biblioteca UFO). - 'Incidente em Varginha', livro por Vitório Pacaccini. - ‘A Desconstrução de um Mito’, livro por Ubirajara Rodrigues em co-autoria com Carlos Reis. - Editorial UFOVIA “A perda tempo ao quadrado”.
Clique aqui para acessar o IPM do STM.
- Leia também: 'Fantástico' diz que desvendou os discos voadores
- Produção: Pepe Chaves
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