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 Política Nacional

 

  Invasões em Brasília:

A batalha do 8 de janeiro

Os terroristas venceram a primeira batalha, todavia, perderam a guerra. Agora, o choque de realidade: o Exército não se juntou a eles. Milhares de terroristas já foram presos. - E por onde anda aquele seu salvador?

 

Por Sérgio de Souza*

De Ibirité-MG

Para Via Fanzine

11/01/2023

 

Eleitores de Bolsonaro criaram terror, ameaças à democracia, depredação de patrimônios e zombaram da Justiça brasileira. O que esperar agora?

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Domingo, para relaxar, ligamos a TV, e eis que estava passando um filme, transbordante de ação. Era A batalha do 8 de janeiro. Milhares de atores. E algumas dezenas de figurantes: militares que assistiam a um tremendo ato de terrorismo, com destruição de prédios dos Três Poderes, incluindo preciosas obras de arte. Terroristas defecaram, urinaram nas relíquias do Brasil. Alguns soldados só olhavam; outros ainda tiravam self com os vândalos, em atitude de apoio a eles. (Neste caso, se tornavam atores.)

 

Os guerreiros acreditavam que o Exército em peso iria juntar-se a eles e garantir o retorno do seu salvador: jair messias bolsonaro (iniciais minúsculas propositais).

 

E por que a simpatia de alguns militares por esse ídolo? É que ele distribuiu milhares de cargos a integrantes das Forças Armadas, com altíssimos salários, que muitas vezes se somavam às suas gordas aposentadorias. Tudo, em troca de segurança e apoio – principalmente, na hipótese de um possível golpe, caso ele perdesse as eleições.

 

E o apoio do povo? Ah, esse, os dominadores sabem muito bem construir. É só ir acumulando promessas, críticas ferozes aos adversários, mentiras deslavadas – mas que faladas com total firmeza, e repetidas vezes, são assimiladas como irrefutáveis verdades. Foi isso que bolsonaro fez. Ele foi péssimo em todos os setores: saúde, educação, meio ambiente, economia, cultura, esportes, turismo...

 

Mas sempre se elogiando. Houve uma expansão armamentista. Só pessoas realmente muito distraídas não notaram que o “mito” pretendia com isso formar um exército paralelo, que, quando convocado, lutasse a seu favor. E isso, até certo ponto, aconteceu.

 

Bolsonaristas quebraram a fachada de todos os palácios dos Três Poderes em Brasília.

 

Cúmplices de toda essa tragédia são parlamentares, procurador-geral, apoiadores de atos perversos e antidemocráticos - dentre eles, financiadores de golpes, influenciadores digitais, comunicadores do rádio, jornal e TV, líderes de organizações criminosas (disfarçadas de igrejas) e até mesmo alguns cantores e jogadores de futebol, pelo poder que têm de influenciar pessoas.

 

O falso ídolo acumulou dezenas de crimes. Derrotado na eleição, perdeu o foro privilegiado. Agora, ele é um cidadão comum, sem regalias e sem o apoio do procurador-geral da república, que não deu prosseguimento aos seus processos, e do presidente da Câmara, que ignorou mais de cem pedidos de impeachment contra ele. São cúmplices da barbárie instalada no País. Tais fatos tornaram o leão sedento de retomar o poder. (Mas e o Xandão? Xandão não deixa.)

 

E afinal, os vândalos não têm culpa? Têm sim, até dolo. Só que, infelizmente, a grande maioria foi manipulada. Bolsonaro passou seu (des)governo criticando, sem provas, a lisura das urnas eletrônicas. No entanto, caso ele ganhasse, com certeza, iria dizer que a eleição havia sido limpa. Ele incutiu no seu no seu exército paralelo ideias como estas: “Vocês têm que defender a Pátria; não deixem o comunismo tomar conta do Brasil.” Todos obedeceram. [Mas o que é o comunismo? Eles sabem? Se perguntar-lhes quem foi Marx, Stalin, Lenin, ou em que ano se deu A Revolução Russa, eles respondem? Garanto que não. (Ah, eles acham que comunista é capeta, e pronto!)].

 

Um plágio, após dois anos, que vai custar caro para muitos dos copiadores.

 

Agora, uma análise dos personagens deste filme. O mito: ânsia ou compulsão por dinheiro e poder; alma vazia, buraco sem fundo. Adorador de Trump, quis reproduzir em Brasília um Capitólio candango, ou um Capitólio tupiniquim. Queria até que acontecesse no dia 6 de janeiro, mesma data do atentado terrorista ocorrido nos Estados Unidos, há dois anos. Adiou-se para o dia 8, por ser domingo.

 

Agora, a análise dos terroristas: há os ingênuos, os crédulos, os deprimidos, os inseguros, que buscam algum apoio no grupo ou em quem eles acreditam poder se apoiar. E há aqueles, com um potencial de maldade acentuado. Quando alguém lança nesse terreno sementes do mal, elas germinam fácil e abundantemente. Tantos outros, fracos, sem destaque na vida, iludem-se, julgando-se poderosos. É como se colocassem uma fantasia de carnaval, de um herói poderosíssimo. Só que o carnaval termina e vem a quarta-feira de cinzas.

 

Os terroristas venceram a primeira batalha, todavia, perderam a guerra. Agora, o choque de realidade: o Exército não se juntou a eles. Milhares de terroristas já foram presos. - E por onde anda aquele seu salvador? - Está do outro lado do mar, num resort 5 estrelas, assistindo de longe ao filme do qual ele foi o autor e diretor. Se algum condenado conseguir comunicar-se com ele, a fim de queixar-se do seu azar, garanto que ele dirá: “E daí? Não sou advogado.” Ele saiu do Brasil, justamente um pouco antes do dia D, para criar um álibi perfeito. Contudo, o mal praticado retorna a quem o pratica. É a lei do Universo. Esse anti-herói deverá ser “convidado” a deixar os EUA. Vai tornar-se inelegível, depois, ser condenado. Assim é que esse mito de papelão foi escrevendo a sua vergonhosa história. THE END.

 

- Imagens: Divulgação.

 

- Produção: Pepe Chaves.

  © Copyright, Pepe Arte Viva Ltda.

 

 

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