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Música mineira de qualidade!

 

Índios Urbanos 1 - compact disc

 

- ÍNDIOS URBANOS 1, produzido por Pepe Chaves, 2004, (Ed. Mus. Pepe Arte Viva/Índios Urbanos Music, Itaúna -MG).

Este primeiro CD solo do compositor e multi-instrumentista mineiro Pepe Chaves reúne composições de sua autoria, em parceria e também de outros músicos da cidade de Itaúna-MG. Num misto de Rock Progressivo e MPB o músico mostra sete canções de sua antiga safra, compostas nas décadas de 1980 e 90. As letras das canções tratam de temas sociais, do amor, existencialistas, espiritualistas e apelos ambientais. Têm na instrumentação, fortes influências da boa música mineira de todos os tempos e do melhor rock progressivo inglês.

Das sete canções apresentadas, três são acústicas e quatro são eletrônicas. Os músicos participantes de Índios Urbanos 1, além de Pepe Chaves são: Roberto Antunes, Bráulio Assunção, Marcial Fernandes, Levy Vargas, Adilson Rodrigues, Fernando Chaves, Eduardo Corradi, Helton & Emerson Sunrise.

As canções deste álbum foram gravadas em estúdios diversos e, inclusive, no antigo estúdio Usina do Som, de propriedade de Adilson Rodrigues e Pepe Chaves. A produção musical e o projeto gráfico são assinados por Pepe Chaves.

Capa e contra capa: escultura metálica de Dinho Marra; fotografias de Daniel Alves; arte de Pepe Chaves.

O CD Índios Urbanos 1, de Pepe Chaves, reúne as seguintes canções por ordem de faixas:

01 – Meia Noite (Pepe Chaves/Adilson Rodrigues/Maurício Lima)

02 – Serpentes (Abelardo Matos/Anatole Lôra/Maurício Lima)

03 – Índios Urbanos (Pepe Chaves/Adilson Rodrigues/Fernando Chaves)

04 – Eu e o Mundo (Pepe Chaves/Adilson Rodrigues)

05 – Quero sumir com você (Levy Vargas)

06 – Tudo o que passou (Adilson Rodrigues)

07 – Rio Sujão (Pepe Chaves)

contra-capa

 

Comentários de Pepe Chaves sobre as faixas

Índios Urbanos 1

 

01 – Meia Noite (Pepe Chaves/Adilson Rodrigues/Maurício Lima)

“Meia noite” que originalmente integra a I Coletânea da Música Itaunense (Pepe Arte Viva, 1997), foi composta em Belo Horizonte nos meados da década de 1980 e gravada em 1997, no Dramma Studio (BH), sob a técnica de Eugênio. A letra é de Maurício Lima, poeta itaunense e ex-vocalista do grupo Mágico de Nós e a música é de autoria minha e Adilson Rodrigues. Nesta versão eu faço os vocais, executo baixo e conto com a valiosa colaboração de Roberto Antunes (guitarras), Eduardo Corradi (teclados) e Bráulio Assunção (bateria). É uma canção que fala de amizade: “Qualquer dia te encontro em algum lugar, espero te ver sorrindo. Por acaso, se escutas em meio à noite o som de uma canção, é o momento de uma inspiração, que canta o que se sente, sem mesmo refletir, ou não”.

 

02 – Serpentes (Abelardo Matos/Anatole Lôra/Maurício Lima)

“Serpentes” é um autêntico baião mineiro e mais uma canção da rica safra musical dos Mágicos de Nós. Com letra de Maurício Lima, se tornou uma grande parceria musical dele com os violonistas Abelardo e Lôra. Esta versão acústica foi gravada no Marcial Sound Studio por minha interpretação vocal, com participação especial de Fernando Chaves nos vocais e no violão, além de Marcial Fernandes nos vocais e técnica. A canção com ares bastante nordestinos, dita em certa parte: “Faça ou não faça, menino, padre Zeferino te mandou dizer: que não há pepino que a terra não possa comer. Eu não vou fazer o que manda esse rei, eu sou rei, de um país que é real, mas não tem estatutos nem leis”.

 

03 – Índios Urbanos (Pepe Chaves/Adilson Rodrigues/Fernando Chaves)

A canção que intitula os dois álbuns foi gravada em 1989 na Usina do Som e sua letra, bem como o título são de minha autoria. Ela nasceu quando Fernando Chaves dedilhava algumas notas no teclado, num estudo musical. Imediatamente eu fui colocando a letra e criando o solfejo. A participação de Adilson Rodrigues na composição ocorreu quando ele criou a segunda parte da música. Nesta gravação, Adilson toca teclados, guitarra, baixo e faz backing vocais; eu toco bateria acústica e faço os vocais. Índios urbanos são os seres do mundo globalizado, é a sociedade viciada e sem controle dos dias atuais. Os índios urbanos são os culpados pelo superaquecimento, pela supercorrupção governamental e outros super golpes aplicados contra a própria espécie: “São índios urbanos, que vagueiam pela trilha de qualquer avenida, em busca do sol se é de noite, em busca de estrelas se é de dia. Só querem o que não têm, são índios urbanos, somos índios urbanos. Urbanizando a alma até perder a calma, destruir as paredes pretas da alma, construir mais paredes brancas, até ficarem pretas...”.

 

04 – Eu e o Mundo (Pepe Chaves/Adilson Rodrigues)

Mais uma canção cuja letra é de minha autoria. “Eu e o mundo” foi gravada na Usina do Som em 1990 e soava como um brado de repúdio ao mundo de então, sufocado politicamente e envolto às suas guerras de sempre. Além dos vocais principais, executo também a guitarra e conto com as participações de Adilson Rodrigues (teclados); Fernando Chaves (baixo e backing vocais) e Levy Vargas (bateria acústica e guitarra solo). A letra aborda a vida conturbada na Terra e lança uma conclusão e acompanhada por uma interrogação no final do refrão: “Nada melhor que criar, enquanto não acaba tudo, enquanto incendeiam o mundo... E o que você vai fazer, quando acabar a última das noites e o dia inexistente vier, pela manhã que não existirá?”.

 

05 – Quero sumir com você (Levy Vargas)

Esta é uma canção romântica de autoria de Levy Vargas e que resolvi gravar por gostar muito de sua letra, ainda que meio utópica para a atual realidade mundana. Ela se trata de uma larga declaração de amor, onde esta se mistura à proposta de uma vida natural. Gravada no Marcial Sound Studio com técnica de Marcial Fernandes, fiquei a cargo somente dos vocais principais e Levy Vargas executou violões e backing vocais. “Agora é pra valer, quero sumir com você, pelos desertos e as montanhas do horizonte mais longe, pegue suas coisas e vem comigo, beber luz, buscar paz no vale mais profundo, lá da encosta da serra que eu nunca vi... E de lá nunca mais sair...”.

 

06 – Tudo o que passou (Adilson Rodrigues)

“Tudo o que passou” é uma composição de Adilson Rodrigues e se trata de uma das mais ‘ricas’ canções de amor que já pude ouvir. Nesta versão acústica (teclado e voz) gravada em 1992 na Usina do Som, faço um dueto comigo mesmo e me restrinjo apenas nos vocais, enquanto a instrumentação ficou a cargo de Adilson Rodrigues que executou os teclados. A letra, bastante emotiva, traz uma pitada de tristeza ao afirmar: “Eu só queria que você estivesse aqui, pra cantar comigo assim. E olhar pela janela do meu quarto, as luzes, a cidade, a noite, tudo, tudo o que passou... Meu amor eu esperei demais... E quem ficou aqui por tanto tempo assim, jamais vai desistir, ainda tem inspiração para cantar. A voz de alguém que canta, que faz uma canção de amor é muito mais que essa solidão”.

 

07 – Rio Sujão (Pepe Chaves)

Compus esta música quando integrava o grupo Elfos, como uma forma de protestar contra o descaso das autoridades quanto à poluição do rio São João, em Itaúna. Esta canção foi exaustivamente executada em diversos de nossos shows na cidade e não sabemos se por ela, fato é que a prefeitura, pouco depois, aderiu ao projeto SOMMA, numa parceria com o governo do Estado e o BID, para despoluir o rio São João. Atualmente o projeto está paralisado pela administração municipal petista em Itaúna, mas foi concluído em mais de 50% pelas administrações anteriores. Nesta gravação do Estúdio Mídia (Itaúna), com técnica de Fúvio eu faço apenas os vocais e conto com as participações de Roberto Antunes (guitarra solo), Helton (guitarra base), Ivens Japão (baixo) e Emerson (bateria). “Rio Sujão” tem início com duas interrogações acompanhadas por duas afirmações: “Quem vai ressuscitar o rio, assassinado pelas fábricas? Quem vai limpar as margens? O óleo já entrou na terra. Vocês trocaram o rio São João, por um rio sujão”.

 

- Escultura da capa e contracapa e fotografia: Dinho Marra.

- Arte & projeto gráfico: Pepe Chaves.

 

 

Índios Urbanos 2 - compact disc

- ÍNDIOS URBANOS 2, produzido por Pepe Chaves, 2007, (Ed. Mus. Pepe Arte Viva/Índios Urbanos Music, Itaúna -MG).

Lançado em novembro de 2007, o segundo CD solo do compositor e multi-instrumentista mineiro Pepe Chaves reúne composições de sua autoria, em parceria e também de outros músicos da cidade de Itaúna-MG. Se trata da continuação de 'Índios Urbanos 1' (veja abaixo), lançado em 2004. Num misto de Rock Progressivo e MPB o músico mostra sete canções de sua antiga safra, compostas nas décadas de 1980 e 90. As letras das canções tratam de temas sociais, do amor, existencialistas, espiritualistas e apelos ambientais. Têm na instrumentação, fortes influências da boa música mineira de todos os tempos e do melhor rock progressivo inglês.

Das sete canções apresentadas, três são acústicas e quatro são eletrônicas. Os músicos participantes de Índios Urbanos 2, além de Pepe Chaves são: Alexandre Ricardo, Marcial Fernandes, Levy Vargas, Fernando Chaves e Adilson Rodrigues.

As canções deste álbum foram gravadas em estúdios diversos e, inclusive, no antigo estúdio Usina do Som, de propriedade de Adilson Rodrigues e Pepe Chaves. A produção musical e o projeto gráfico são assinados por Pepe Chaves.

Capa e contra capa: escultura metálica de Dinho Marra; fotografias de Daniel Alves; arte de Pepe Chaves.

O CD Índios Urbanos 2, de Pepe Chaves, reúne as seguintes canções por ordem de faixas:

01 – Florestas de Tupã (Pepe Chaves/Adilson Rodrigues)

02 – A Criação (Pepe Chaves/João Dornas Filho)

03 – Noção do Perigo (Pepe Chaves)

04 – Progresso Verde (Robson Matos)

05 – Semente Adormecida (Pepe Chaves/Adilson Rodrigues)

06 – De Itaúna a Belô (Pepe Chaves/Fernando Chaves)

07 – Armas Brandas (Pepe Chaves/Adilson Rodrigues/Fernando Chaves)

 

contra-capa

 

Comentários de Pepe Chaves sobre as faixas

Índios Urbanos 2

 

01 – Florestas de Tupã (Pepe Chaves/Adilson Rodrigues)

Esta música, cuja letra é de minha autoria, composta no início da década de 1990, foi gravada no extinto estúdio Usina do Som, (Itaúna-MG) de propriedade minha e de Adilson Rodrigues. Éramos também os técnicos e usávamos uma limitadíssima mesa de oito canais, com a qual fizemos dezenas de gravações onde nós dois tocávamos vários instrumentos em cada música. Eu me lembro que o Adilson compôs a música num velho teclado eletrônico italiano que tínhamos na época. Adilson dividiu os vocais comigo, gravou o teclado e eu fiz a bateria eletrônica manual. A letra traz um forte apelo ecológico, onde em certa parte diz que o verde das matas são os cabelos da Terra, as cachoeiras são seus olhos a chorar e alerta: “Nunca é tarde pra lembrar que a natureza nos cerca o tempo todo, nos faz seres humanos. Nestas florestas tem curupira, nadam iaras, vivem tupis, reina tupã... Seres e plantas tão inocentes, brilham ao sol, estão à espera de ver de novo o verde lhes abraçar”.

 

02 – A Criação (Pepe Chaves/João Dornas Filho)

Sem dúvida, esta é uma canção que tenho muito orgulho de ter composto. A letra, musicada por mim, é de autoria de João Dornas Filho, ilustre escritor e historiador mineiro, falecido em 1962 (dois anos antes de eu nascer). Foi gravada no Marcial Sound Studio (Itaúna-MG) e contou com a participação de Marcial Fernandes nos backing vocais, além de seu trabalho na técnica e efeitos especiais. Nesta versão, que é acústica, eu executei o violão e os vocais. A letra fala da criação da Terra, dentro de uma visão bíblica e sob um clima apoteótico/catastrófico, o qual eu procurei transmitir no violão e na interpretação. “Geme soturno, o mar... Dorme frio o rochedo... Vibram na imensidão, força e movimento. Eis súbito, a floresta e os céus, irados, rugem. A feras uivam, o mar se agita, o éden estremece aos tiros dos trovões, num céu de ferrugem”.

 

03 – Noção do Perigo (Pepe Chaves)

“Noção do Perigo”, do início dos anos de 1990, é uma canção que compus de total improviso na guitarra, tanto que, foi sendo gravada simultaneamente à sua composição. E por incrível que pareça tudo deu certo e, creio, sobretudo, pelo ótimo entrosamento musical que mantínhamos naquela época. Nesta canção eu executo as guitarras (solo e base) e faço os vocais. Adilson Rodrigues faz bateria e baixo. Esta foi mais uma canção gravada na Usina do Som, sua letra aborda a segurança e afirma: “Quem não tem noção do perigo que espreita nossas casas, nossos lares? Ninguém tem noção do perigo que existe em morar na Terra!”.

 

04 – Progresso Verde (Robson Matos)

Gravada no Marcial Sound Studio, esta é uma das mais belas canções da riquíssima e pouco conhecida música produzida em Itaúna-MG. “Progresso Verde” integrou nos anos de 1970 e parte de 1980 o repertório do extinto grupo musical itaunense Mágico de Nós, do qual seu autor, Robson Matos, foi integrante. Este importante grupo legou algumas canções que são verdadeiras pérolas da MPB e que, certamente, jamais se tornarão conhecidas do grande público. Gravar esta canção foi uma forma de fazer uma menção ao valioso trabalho destes notáveis músicos de Itaúna, aqui representados pelo Robson Matos. Nesta canção, além de meus vocais, temos os violões de Fernando Chaves e Adilson Rodrigues. “Progresso Verde” fala do “re-matamento”: “Quero ser da paisagem, o sabor das estradas, tenho que ver a natureza desse mundo sem fadas”.

 

05 – Semente Adormecida (Pepe Chaves/Adilson Rodrigues)

Esta música, a composição mais antiga apresentada aqui, foi composta em 1983, quando eu tinha 18 anos e servia o exército brasileiro. “Semente Adormecida” integra a coletânea O que é que Itaúna tem? (Pepe Arte Viva, 1999) foi feita, tendo curiosamente como base as duas notas que eu e Adilson Rodrigues mais gostávamos: Fá e Mi menor. Esta gravação, de 1999, é do Estúdio Cia. do Som (Itaúna), com técnica de Luiz Velloso e participação dos músicos: Alexandre Ricardo (baixo) e Levy Vargas (teclados). Eu fiz a letra, os vocais, as guitarras e a programação de bateria eletrônica. É uma canção que fala de amor e amizade: “E vaga pelo espaço toda livre sensação de andar com você e saber plantar nossa semente adormecida e ver logo mais em paz, nossa geração crescida”.

 

06 – De Itaúna a Belô - o Jazz dos Horizontes (Pepe Chaves/Fernando Chaves)

Esta é uma canção acústica (vozes e violão) que se distingue bastante das demais composições por se tratar de um jazz mineiro, uma exceção no meu trabalho. Foi gravada no Marcial Sound Studio, com técnica de Marcial Fernandes. Esta é mais uma parceria minha com Fernando Chaves, que também canta e toca o violão. “De Itaúna a Belô” descreve de forma poética e interessante, a viagem de 80 quilômetros de nossa cidade (Itaúna) até a capital (Belo Horizonte). “Aquele prédio o chão de asfalto, quando vou chegar? Vou atrás, vou atrás, lá e cá, aqui vou eu, vou e venho: zás-traz. De Itaúna a Belo é assim que eu vou, luz de carro, rodovia, desse vale ao horizonte. Solidão ou pura companhia, quando é só eu e os astros”.

 

07 – Armas Brandas (Pepe Chaves/Fernando Chaves/Adilson Rodrigues)

Esta é uma música progressiva que reúne instrumentos diversos, não muito longa e das mais elaboradas deste CD. Ficamos por longas horas ensaiando e gravando esta composição. Eu toquei bateria acústica, bongô, fiz os vocais e efeitos especiais. Adilson Rodrigues executou teclado e baixo; Fernando Chaves ficou a cargo das guitarras. A letra, de minha autoria, fala do comportamento e dos relacionamentos entre algumas pessoas das sociedades contemporâneas: “Eles tiram suas armas do lixo quando a noite cai, mesmo correndo risco, sua presa não evolui mais. O cinismo corta como faca, a indiferença é uma navalha, o charme é toda isca, o olhar fura como bala...”.

 

- Escultura da capa e contracapa e fotografia: Dinho Marra.

- Arte & projeto gráfico: Pepe Chaves.

 

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