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 Crônicas de São Tomé

    

Gente e culturas:

Aspectos humanísticos e típicos de São Tomé

Afinal, lugares são apenas paisagens abstratas para a alma, que identifica, fora do tempo, os seus reais valores e anseios, seja através das pessoas ou das vibrações que recebe, onde quer que se esteja o corpo.

 

Por Pepe Chaves*

Para Jornal São Tomé Online

14/12/2018

 

A atividade turística tem fomentado várias frentes de trabalho, passando por pousadas, hotéis, campings, o comércio, a culinária, o artesanato, a arte hippie, os ambulantes, os souvenires e a pedra...

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Tenho dito que São Tomé das Letras é uma cidade que mistura todas as tribos. Uma das grandes riquezas do lugar, além de suas paisagens, história e cultura é, sem dúvida, o material humano que compõe esta comunidade.

 

E o contraste social é bem latente, se considerarmos as mais tradicionais personalidades do catolicismo ortodoxo, até as mais desvairadas ideologias, seitas e doutrinas aqui sediadas, como um dos ingredientes básicos deste caldeirão efervescente de culturas. 

 

É onde se mistura os nativos locais, com os moradores vindos de outras plagas que aqui se estabelecem e ainda, os turistas que acrescentam à população, sobretudo, em datas especiais.

 

Apesar de tantas diferenças em termos de mentalidade e comportamento, todos se dão muito bem, pautando pelo respeito e a tolerância à diversidade humana aqui encontrada. Afinal, estamos em uma cidade minúscula, onde praticamente todos, se conhecem, e generalizadamente dependem de todos...

 

Embora eu tenha um comportamento bastante caseiro e discreto, pude conhecer e me envolver com algumas pessoas da cidade, criando laços de amizade, confiança e admiração. Em ano e meio vivendo em São Tomé eu conheci e perdi amigos queridos, saudosas figuras tradicionais e tão distintas, cujas partidas foram perdas irreparáveis para a comunidade e que por tão pouco tempo eu pude desfrutar de suas presenças.

 

Neste interim, vi pessoas chegando pra morar e outras saindo daqui, estas, na maioria das vezes, frustradas por algum motivo; contra a sua vontade ou porque os planos não deram certo. Vi alguns moradores vindos de fora residindo em barracas, onde enfrentam frio e chuva em campings ou na zona rural para trabalhar na cidade. Conheci hippies que sobrevivem muito bem de sua arte aqui comercializada, criando peças únicas e “exportando” sua arte.

 

Vi verdadeiros aventureiros vindos de tantas plagas pararem nestas terras e aqui narrar suas histórias, repletas de altos e baixos, sombra e luz, numa busca incessante. Cabeças que viajam aos quatro ventos e, como não poderia deixar ser, um dia teria que parar por aqui... Vejo a luta de cada um da sociedade pela sobrevivência pessoal ou de sua família, e na corrida pela busca de concretizar sonhos em planos.  

 

Uma cidade bem ao contrário das demais, pois nos finais de semana e feriados, o comércio não descansa, são dias dedicados ao trabalho! É quando os turistas aportam e o dinheiro circula mais e, por isso, costumo dizer que nos finais de semana temos um dia a mais: a quinta-feira.

 

Sabidamente, o turismo tem sido a mola propulsora para milhares de pessoas residentes no lugar, que recebe gente de várias partes do Brasil e do mundo. Assim, a atividade turística tem fomentado várias frentes de trabalho, passando por pousadas, hotéis, campings, o comércio, a culinária, o artesanato, a arte hippie, os ambulantes, os souvenires e a pedra...

 

Eu vejo a cidade como um lugar de tantas nuances, atmosferas, onde os opostos muitas vezes se encontram, se cumprimentam e até dão às mãos. E o que há de mais comum em todos que aqui fazem suas vidas, é o crescimento mútuo. Afinal, lugares são apenas paisagens abstratas para a alma, que identifica, fora do tempo, os seus reais valores e anseios, seja através das pessoas ou das vibrações que recebe, onde quer que se esteja o corpo.

 

* Pepe Chaves é jornalista e editor dos portais Via Fanzine, Jornal São Tomé Online e da Rede ZINESFERA.

 

- Foto: Pepe Chaves/Arquivo Jornal São Tomé Online.

 

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- Produção: Pepe Chaves.

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