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 Artigo

 

 

 

OVNIs na Bahia:

O polêmico caso do OVNI na lagoa

No início parecia apenas um boato, mas hoje o consideramos um dos mais sérios no atual

contexto dos acontecimentos: aparentemente não existem provas (?), embora em

causas jurídicas, uma evidência forte adquira o status de prova.

 

Por Alberto Romero*

De Salvador-BA

Para UFOVIA

21/09/2011

 

O publicitário argentino Alberto Romero reside por vários anos na Bahia e se especializou

na pesquisa de inusitadas ocorrências ufológicas no interior daquele Estado.

 

Fazer uma espécie de balanço dos casos pesquisados, dos quilômetros percorridos que, com certeza, meus companheiros de jornada hão de rodar, ainda se faz, na realidade, muito difícil. Só como lembrete, o caso ao qual dedicamos – até agora – 16 anos – de pesquisas: “Operação Queda” com quase 30 viagens, ida e volta à Feira de Santana é por enquanto, o campeão indiscutível do nosso inventário. A isso teríamos que acrescentar dezenas de viagens a Barreiras de Jacuruna (do outro lado de Itaparica), Dias D’Ávila, Chapada Diamantina, Riachão do Jacuípe e outros mais.

 

Tudo isso me leva a lembrar dos “anos românticos das pesquisas”, quando ver ou receber a notícia de uma “luzinha” que correu no céu era tema para nos sentirmos felizes, anotando o rumo, velocidade, aparente manobras e etc. E hoje nos vemos envolvidos em autênticos filmes de espionagem onde as mais das vezes somos vilões ao invés de mocinhos.

 

Tivemos os telefones grampeados, correspondência censurada, carro nos seguindo e até ameaças à nossa integridade, bem explícitas...

 

Tudo porque os governos com seus militares à frente decidiram transformar as luzinhas misteriosas em casos, tabu, que os simples mortais, não têm o direito de conhecer. Como se isso fosse pouco, decidiram misturar ao perigo de uma provável invasão alienígena, colocada ao público através da mídia com requintes de realismo e declarações de cientistas de organismos como a NASA, NSA, CIA e outros, para avalizar as notícias, ora verdadeiras (e preocupantes, desmentidas a seguir), ora

mentiras deslavadas.

 

A isso, devemos acrescentar as profecias Maias, Nostradamus e outros sobre o final dos tempos avaliadas por ilustres cientistas e pensadores das maiores universidades, sem deixarmos de esquecer-se de colocar nesta receita dos desastres, as viagens ao nosso planeta de cometas, supercometas, asteróides, e megaasteróide, com todo o requinte das superproduções dos afamados Discovery Channel, National Geographic e History Channel, etc.

 

Mas, sem esquecer-se dos OVNIs, parece que a mídia está meio esquecida deles – ou a censura funciona muito bem. Aqui na Bahia quase não temos notícias, mas em compensação, uma ou outra notícia nos chega da Ásia, USA, Israel, etc. Como disse anteriormente, o caso “Operação Queda”, está nos levando 16 anos de luta e as poucas coisas que destrinchamos ganham uma dimensão muito grande, embora o caso ainda se encontre aberto.

 

No início parecia apenas um boato, mas hoje o consideramos um dos mais sérios no atual contexto dos acontecimentos: aparentemente não existem provas (?), embora em causas jurídicas, uma evidência forte adquira o status de prova, então...

 

Na verdade não posso deixar de agradecer ao pessoal do 35 BI, o nome do caso, “Operação Queda” assim denominado desde o primeiro momento, como acontece com todo tipo de operações militares ou policiais. Neste caso, não poderia ser mais sugestivo, já que confirma tacitamente o fato acontecido em 12/01/1995.

 

A ocorrência em si teve diversos desdobramentos, tais como a detecção do OVNI no momento da sua queda por satélites americanos de vigilância, que alertaram em tempo real as nossas autoridades em Brasília. A partir desse momento o alerta chegou à 6ª Região Militar, em Salvador-BA, que de posse das coordenadas transmitidas, acionou as tropas que se encontravam mais próximas da provável queda ou aterrissagem, no caso o 35 BI, de Feira de Santana. Até essa hora, sem poder contar com o apoio de helicópteros da Base Aérea de Salvador, tiveram que acionar o grupo do Parasar, em Recife que teria enviado três aeronaves do tipo Bell UH1.

 

Os três caminhões com tropas do BI saíram do Quartel entre 5h e 5h30 em alta velocidade, para percorrerem os 25km, até o local onde teria caído o OVNI e se encontrar com as aeronaves do Parasar. Na fazenda onde aconteceu a queda fizeram uma varredura “pente fino” para não deixar escapar nada, nem mesmo dentro da lagoa de onde retiraram o objeto. Mais tarde, com o sol já alto, fizeram diversos voos com os Bell-UH1 à baixa altitude, porque existiam informações que poderiam ser mais de um OVNI acidentado.

 

Mais tarde, outros veículos se uniram aos que estavam – um caminhão baú, sem identificação, para carregar a nave, quase do tamanho de um fusca e os dois corpos resgatados, estes últimos, num mini-caminhão frigorífico, apelidado pelos infantes da marinha de “caminhão sorveteiro”.

 

Durante o período em que ainda estava escuro, chegaram a detonar sinalizadores coloridos, para justificar aos curiosos, que tinha se acidentado um pequeno avião militar... E, após a retirada, os militares continuaram transgredindo as normas de segurança, ao atravessar por dentro da cidade afirmando levar munições para o 35 BI desde o paiol de Alagoinhas.

 

Houve outros desenvolvimentos que ainda estamos pesquisando, tais como: a testemunha principal e sua família parecem ter sofrido pressões para silenciar (!); depois BL [iniciais da testemunha] tentou se aventurar na política, mas não deu em nada. Recentemente “alguém” espalhou o boato do seu falecimento e, diga-se de passagem, deu bastante trabalho descobrir a mentira da qual não sabemos o motivo e, – de repente – ele aparece, sem mais, num site de relacionamentos na internet.

 

Anteriormente, após conseguirmos entrevistá-lo pessoalmente, quando tivemos oportunidade de  ver seu rosto, em completo estado de choque, enquanto repetia uma e outra vez um rosário de palavras afirmando que “eles” – os da marinha – poderiam enviá-lo para os confins da Amazônia. Não devemos esquecer que BL fora membro da marinha e, em certos casos, quem comete determinado tipo de falta, mesmo afastado da corporação, pode ser enviado para cumprir uma temporada durante um bom período em alguma base longínqua. No entanto, ele não sofreu nenhum castigo e, de repente, trocou seu velho Escort por uma D-10, novinha e uma embarcação, que guarda na garagem... (pena que não posso entrar em outros detalhes!).

 

Mas, os contratempos que sofremos foram largamente compensados por declarações confidenciais feitas por alguns militares e pessoas do convívio ou relacionamento pessoal de BL. Algumas dessas fontes, incluindo uma pessoa ligada ao extinto SNI, deram a certeza da autenticidade do fato acontecido em janeiro de 1995, assim como o nome que os militares deram à missão.

 

Os fatos parecem cada vez mais confirmados pelas medidas adotadas pelos serviços de inteligência. Pessoalmente, considero esta operação militar de recuperação de restos e corpos de um OVNI  - que, supomos, foram levados à Base Naval de Aratu e dali a um outro destino - uma das mais bem sucedidas em nosso país.

 

Como podemos ver a pesquisa ufológica não é tão fácil como alguns pensam. Isso envolve muito trabalho, principalmente por não podermos dedicar tempo integral, nem recursos financeiros em viagens, material de pesquisa, equipamentos etc. e muita paciência. A UFOBAHIA tem ainda muito trabalho com casos de abduções, mutilação de animais, chupacabras e presenças de EBES (Entidades Biológicas Extraterrestres) em Barreira de Jacuruna, Humildes, Maiquinique e outros locais, uns mais longe que outros.

 

Nós não pensávamos em “conspirações”, nem pessoas que queriam “ajudar” nas pesquisas, ladinas, curiosas, de cabelo “escovinha”...

 

Por sorte, uma ou outra vez, conseguíamos virar o jogo!

 

De resto, podemos dizer que já aprendemos que “o pirão se come devagar e pelas beiradas”... Não sei se chegaremos ao final da caçada neste caso, mas uma coisa nós temos certeza: se ficarmos no meio do caminho, não será por falta de garra.

 

Gostaria – entretanto – de apelar mais uma vez (a primeira vez foi através dos microfones da rádio Sociedade) aos amigos, desta vez, leitores desse jornal, que moram nesta cidade, que se puderem, entrem em contato conosco através de e-mail, assim como as primeiras testemunhas, ex-militares (ou na ativa) que participaram dos referidos eventos de janeiro de 1995. Seus nomes serão preservados, sem dúvida nenhuma, e por simples que sejam, seus depoimentos, para nós serão de grande importância e ajuda.

 

Isto é porque este fato é de uma importância enorme e nesta época em que as autoridades de diversos países abrem seus arquivos, não é lógico nem justo, que o Brasil fique participando desse joguinho de esconde-esconde.

 

Mais uma vez, agradecemos a todos que compartilham desta postura.

  

* Alberto Romero é publicitário, artista plástico, escritor e membro dos grupos G-Paz e UFOBAHIA.

   Seu e-mail é: ufobahia@yahoo.com.br.

 

 

- Imagens: Ilustração de Alberto Romero, com foto/divulgação.

 

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