UFOVIA - ANO 5 

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Lenda & Folclore:

Os habitantes das nuvens

Por volta do século IX, camponeses acreditavam na existência de seres que

habitavam uma região situada entre a terra e o céu,  sobre as nuvens.  

 

Por Alberto Avelino Cruz*

De Vitória da Conquista-BA

Para Via Fanzine

Outubro/2005

MATÉRIA REVISADA/2018

 

 

Criaturas celestiais que controlam as tempestades povoam lendas de povos antigos.

 

NUBEIROS E TRONANTES - Esses seres que eram chamados de “nubeiros” foram conhecidos como uma espécie de espírito maligno, moradores dos ares, a quem o imaginário popular atribuía o poder de produzir tempestades e controlar os raios. Eles teriam capacidade para provocar fenômenos atmosféricos e tempestades. Alguns camponeses acreditavam que os nubeiros juntamente com suas companheiras, as nubeiras, formariam as nuvens e os trovões para descarregá-los onde melhor lhes seria apropriado.

 

Os camponeses da Idade Média estavam convencidos de que os nubeiros eram dotados da faculdade de distribuir os raios sobre a terra e produzir os trovões, missão esta última, mais propriamente encomendada aos tronantes. Os tronantes são seres do imaginário Galego e tratar-se-iam de povos que habitam a região da Galícia, na Espanha, muito conhecida pela sua capital, Santiago de Compostela, que atrai peregrinos do mundo todo por ser uma região de forte influência espiritual.

 

Os tronantes são companheiros e cooperadores dos nubeiros, pois que são eles que fazem as nuvens "caminharem", dirigindo a elas os trovões e raios, golpeando-as com os pés e, posteriormente, produzindo a saraivada das tempestades. Desta feita, haveria uma espécie de comunidade, habitando as nuvens, onde a cada um indivíduo da mesma é determinada certa tarefa.

 

Acreditam que, dependendo do trato que se tenha feito, os nubeiros podem avisar ou não sobre a ocorrência de uma determinada tormenta. Eles dialogam e, em caso positivo, os habitantes do lugar onde se dará a tormenta são avisados para poderem preparar-se com antecedência.

 

Os nubeiros são criaturas de aspecto não muito agradável aos olhos humanos. Possuem uma extensa barba, são muito feios, ora mencionado como uma criatura corpulenta, ora como um anão deformado, porém com uma força descomunal. Carrega em seu corpo um manto de peles ou uma armadura, usando em sua cabeça um chapéu de abas largas. Alguns moradores dos vilarejos os descrevem da seguinte forma:

 

 "É um homem pequenino, tem as pernas tortas, a boca vai de orelha a orelha e os dentes são afiados. Os olhos são incandescentes como fogueiras".

 

Para as pessoas que os tratam de forma cordial eles costumam avisar sobre o lugar onde se darão as tormentas, protegendo-os das chuvas torrenciais de granizo. Em determinadas ocasiões os nubeiros - renubeiros ou nuberu - costuma exigir uma certa prenda das pessoas que os tenham evocado. A moradia de tais seres estaria localizada no alto de uma montanha, no Egito, sempre coberta por uma espessa nuvem, meio pelo qual utilizam para deslocarem-se em viagens a grandes velocidades.

 

Os nubeiros, segundo a crendice popular medieval, eram seres vindos

das nuvens que usavam chapéus e detinham longas barbas.

 

OS TEMPESTÁRIOS E SÃO AGOBARDO - A esses seres, chamados de Tempestários, foi atribuída a capacidade de arruinar as colheitas. Um francês  do século IX, Agobardo, convenceu-se que tais seres emitiam tempestades de encontro aos campos para posteriormente recolherem as frutas danificadas, transportando-as em seguida a bordo de "barcos" que saíam pelo céu até uma cidade situada entre as nuvens, chamada de Magonia. 

 

Agobardo, bispo que viveu na Lyon no século IX, combatia a crença nessas criaturas que vindas de Magonia, O Reino dos Magos.

 

O clérigo São Agobardo não acreditando nos tempestários nem na existência de Magonia, combateu abertamente até o extremo, chegando a preservar a vida de quatro supostos tempestários, três homens e uma mulher, capturados pelos habitantes de Lyon que os acusavam de terem descido dos céus.

 

De acordo  com os populares, os quatro apareceram no lugar descidos de um barco voador. O clérigo considerou uma grande estupidez e uma loucura profunda a opinião dos homens a respeito desses supostos seres. Os aldeões acreditavam que os quatro fossem "mágicos" enviados para prejudicarem as colheitas francesas. Os acusados foram interpretados pelos habitantes que os capturaram como tendo sido enviados por Grimoaldo, Duque de Benevent, inimigo do rei Carlos Magno.

 

Os supostos tempestários capturados agiram em sua defesa própria, dizendo que, de fato, eram da região de Benevent, porém que haviam sido raptados tempos atrás por seres milagrosos, para que contassem mais tarde as maravilhas que tinham visto durante seu paradeiro na Terra. Os camponeses estavam dispostos a ceifarem-lhes as vidas, quando foram apresentados ante Agobardo, que intermediou o caso. Ouvindo o que havia se passado com os estrangeiros, Agobardo não deu razão a nenhuma das partes. Depois que a situação se apaziguou pelo intermédio de Agobardo, os quatro supostos tempestários capturados foram libertados. 

 

 Jacques Vallée

 

A MAGONIA DE VALLÉE - Magonia, a cidade dos tempestários, poderia ser associada, em parte, a um universo paralelo que coexistiria com o nosso, fazendo-se visível somente aos seus habitantes. As portas que à ela conduzem são pontos tangenciais, conhecidos unicamente pelos “elfos”.

 

Assim é o pensamento do francês Jacques Vallée, autor do livro “Passaporte para Magonia”, perito em informática e consultor de empresas - também conhecido como ufólogo -, acreditando na existência de Magonia, disse que ela existe, que está ao nosso redor, em todo lugar e em nenhum.  Para ele, o Olimpo, o céu, o inferno e o país das fadas deveriam ter alguma base real.

 

De acordo com Jacques Vallée  - que foi inspiração para Spielberg criar o personagem interpretado por François Truffaut em Encontros Imediatos do Terceiro Grau -, “o modo de atuação dos ovnis atuais pertence ao mesmo tipo de manifestação que era descrito em séculos passados, sequestrando homens e voando através dos céus”. Anjos, demônios, fadas, elfos e extraterrestres seriam, a seu ver, diferentes denominações para os mesmos seres de uma outra dimensão que influenciam a história humana desde milênios.

 

Antes da chegada de Vallée nesses terrenos, os ufólogos acreditavam que os OVNIs eram naves espaciais extraterrestres, movidas por uma tecnologia superior, hoje estes conceitos são revistos pela maioria dos estudantes do assunto. Vallée propôs abandonar a hipótese extraterrestre, vinculando o estudo dos OVNIs com a parapsicologia e o folclore. Imaginava que os fenômenos aéreos não identificados tinham muitos pontos em comum com as aparições de seres mitológicos tão velhos quanto o homem. E que as antigas crônicas e lendas estavam cheias de testemunhos de contatos com outros mundos ou universos paralelos.

 

Há indivíduos que, entre outras muitas habilidades surpreendentes, dizem ver o futuro; curar graves enfermidades e lesões, mediante a manipulação das mãos; manter em contato com alienígenas; comunicar-se com os mortos; dobrar metais com o poder da mente; ler o pensamento e viajar em espírito, projetando-se através do seu corpo. A verdade é que os tempestários são criaturas pouco conhecidas e nem ao menos sabe-se de fato se existem ou se são apenas ficção, mitologia ou crendice popular. Ou mesmo, sequer sabemos que tipo de fenomenologia estaria por trás de tantos seres folclóricos, como no caso, os tempestários.

 

 Formação de uma tempestade registrada em foto por satélite da NASA. 

 

PROFUSÃO DE INFORMAÇÕES - A gama de informações que nos chega é enorme, deixando-nos perdidos nesse labirinto que é a Ufologia, sem sabermos o que é realidade ou meramente ilusão. A culpa disso tudo não cabe somente a quem as sofre, mas também a quem as estuda. Com uma orientação correta poderia se evitar que nos perdêssemos nesse labirinto de superstições herdadas de nossos antepassados. Em uma das primeiras versões da história, já se falava com toda naturalidade de naves espaciais que aterrissavam regularmente na região de Lyon, raptando (abduzindo) camponeses inocentes. Aqueles que regressavam da abdução - como as quatro pessoas que foram confundidas com tempestários na França - apareciam de repente em praça pública, sem recordarem absolutamente nada sobre as suas andanças por Magonia.

 

FENÔMENOS METEOROLÓGICOS - No filme Magnólia, dirigido por Paul Thomas Anderson, uma misteriosa chuva de sapos cai sobre a Rua Magnólia, destruindo-na. Teria o autor baseado-se nos tempestários? Chuvas de sapos são cogitadas algumas vezes, devido a fenômenos meteorológicos. A explicação para tal fato estaria num ‘pé-de-vento’, carregando os bichos por quilômetros de distância através do ar, soltando-os em outros locais, fazendo com que aparentemente aconteça uma chuva de sapos. Este fato inusitado do filme é inclusive citado em um trecho da Bíblia, em Êxodos no capítulo 8, como uma das pragas que assolou o Egito.

 

Em dezembro de 2002, na localidade de Korona, região montanhosa ao norte da Grécia, centenas de peixinhos caíram do céu. Habitantes gregos foram surpreendidos por esta estranha chuva de peixes, que aconteceu próximo ao lago Doirani, fronteira entre Grécia e Macedônia. Naquele instante um violento temporal assolava a região.

 

Um meteorologista chamado Christos Malafoutis da Universidade do norte de Salônica, explicou que este fenômeno foi causado por um mini-tornado sobre um lago próximo, atraindo os peixes para o seu interior, causando um fenômeno raro, mas que já havia sido registrado antes.

 

Outras chuvas misteriosas como estas são citadas em outros locais, podendo ser explicadas através de fenômenos meteorológicos raros. Até que ponto isto tem alguma relação com os nubeiros, tempestários, os habitantes de Magonia, é algo que merece ser estudado mais profundamente pelos adeptos do tema.

 

* Alberto Avelino Cruz reside em Vitória da Conquista/BA, é articulista, web designer e colaborador dos portais Via Fanzine & UFOVIA.

 

-  Imagens:

  Ilustrações eletrônicas e fotomontagem por Alberto Avelino Cruz.

  Foto: NASA.

  Imagem de Vallée: http://www.ufoplaza.nl/rick/vallee/image006.jpg

 

- Bibliografia:

  Alfonso Gámez sobre as Crônicas de Magonia.

 

- Produção: Pepe Chaves

© Copyright 2004, Pepe Arte Viva Ltda.

 

*  *  *

 

Apêndice:

Quem tem medo dos Tempestários?

Poderia alguma espécie de inteligência estar associada à produção

de intensas tormentas em determinadas regiões do planeta?

 

Por Pepe Chaves*

De Itaúna-MG

Para Via Fanzine

Outubro/2005

MATÉRIA REVISADA/2018

 

Estariam determinadas tempestades sendo controladas por algum tipo de inteligência?  

FOTOMONTAGEM: PEPE CHAVES

 

DEVAS OU ENERGIAS MANIPULADAS? - Do imaginário popular vem os contos, os causos e as lendas que justifiquem incidentes geográficos, mutações atmosféricas, catástrofes, tsunamis, furacões e intensas tempestades torrenciais. Uma considerada legião de pessoas em todo o mundo é crente nas chamadas entidades “elementais”, criaturas interdimensionais que seriam ligadas aos quatro elementos básicos da vida em nosso planeta (terra, água, fogo e ar) e causadoras de diversas manifestações ou fenômenos não explicáveis à luz das ciências humanas.

 

Seriam estes os espíritos dos cúmulos, dos nimbos, dos zéfiros e dos tornados arrasadores? Seres feitos de fluídos energéticos e verdadeiramente reais, mesmo que invisíveis ao olho humano, como são por exemplo as ondas de rádio e ainda assim, existem de fato. Pode parecer fantasioso, mas os tempestários da Europa na Idade Média, poderiam muito bem, estarem agindo nos dias de hoje, quiçá, não mais roubando as plantas de mil anos atrás, mas quiçá, outros materiais de seu interesse, inclusive, ligados à genética humana – como versam relatos vindos de locais distintos que já foram investigados e expostos pela literatura especializada.

 

Os tempestários que agiram durante a Idade Média pareciam se tratar de seres com tecnologia avançada para aqueles tempos – mesmo para estes, pois seriam capazes de manipular as altas pressões atmosféricas ao seu bel prazer. Para tanto se “fantasiavam de tempestade”, para assim, cumprirem seus intentos, sejam eles quais fossem.

 

Na literatura especializada, existem poucas referências que tratam de aliar acentuadas ocorrências atmosféricas às causas promovidas – por algum motivo – pelos supostos seres de uma espécie superior e inacessível à humana - alienígenas. No entanto, os registros de que plantações desapareceram após intensas tormentas dão conta de que algo possa de fato estar se escondendo atrás da chuva e do gelo que cai das nuvens.

 

Toda esta química atmosférica, causadora por tufões, furacões e fortes tempestades torrenciais são vistas com grande margem de credibilidade como sendo de causas naturais, sendo acompanhadas e estudas por profissionais habilitados e equipamentos de última geração no campo meteorológico. No entanto, por mais absurda que possa parecer esta idéia, por de trás dos raios, nuvens e trovões, poderia haver uma força consciente, uma inteligência indescritível e imperceptível, que controle e manipule todos estes fenômenos atmosféricos.

 

TORMENTAS ASSOMBROSAS - Segundo nos informou o pesquisador baiano J. J. Carvalho, de Riachão do Jacuípe/BA, seu avô lhe contava histórias aterrorizantes, dando conta de que após as tempestades, seres “assombrosos” costumavam aparecer na caatinga baiana, aterrorizando as populações.

 

Tratados como verdadeiras assombrações pelos populares, contou-nos que estes seres chegavam a causar danos físicos às pessoas daquela região, além de roubar-lhes grande parte das plantações. Disse que, quando surgiam fortes tormentas, todos se trancavam dentro de suas casas.

 

Segundo Carvalho, seu avô falou também, que nos momentos de intensas tormentas, uma espécie de máquina era avistada arrastando-se entre os pés de mandioca, buscando-lhes arrancar a raiz da terra.

 

Caso existam de fato os habitantes de “Magonia”, até que ponto haveria uma dependência destes para com a Terra? Até que ponto seus veículos continuariam sendo vistos como antigos barcos e não como discos voadores ou em outros formatos ainda mais arrojados? Na verdade, como diz Jacques Vallée: “Magonia pode estar em todo lugar, o tempo todo” e com isso, toda a fenomenologia que nos cerca, possa a ser apenas pequenos esparsos de reflexos desse mundo “mágico” e real que coexistiria em um universo paralelo ao nosso - conforme propõe Vallée.

 

 Testemunha diz ter visto um clássico disco voador, enquanto viajava

de carro com o pai sob intensa tempestade. 

 RECONSTITUIÇÃO: PEPE CHAVES

 

UFO NA TEMPESTADE - Um relato interessante nos chegou por e-mail, onde a testemunha declarou o seguinte: “Em 1985, após um trauma ocular que me fez passar por uma cirurgia de descolamento de retina, eu estava voltando de Curitiba, era noite, e caia uma baita tempestade. Meu pai tinha na época um Monza Hatch e eu estava no banco de trás, olhando para cima, pelo vidro traseiro do porta-malas, observando os relâmpagos. E durante um deles, tive a nítida certeza de ter visto um disco voador, na tradução literal da palavra". Mostrando-se seguro do que havia avistado, prosseguiu sua narrativa: "Era aquele modelo clássico, com dois discos um voltado sobre o outro, uma cúpula em cima e várias vigias localizadas um pouco acima da linha da cintura. Ele estava bem acima do carro, um pouco para trás, parecia estar na altura das nuvens e a maior coincidência, foi que, logo que o vi, um raio bateu bem do lado do carro, derretendo toda a parte da ignição, que era eletrônica e me dando um baita choque”.

 

O relato desse rapaz poderia passar despercebido se não fosse parte integrante desse pequeno estudo acerca dos supostos seres que poderiam se camuflar nas tempestades. Poderia se tratar de imaginação do narrador ou duas meras coincidências: de ele ver um disco voador em meio à tempestade e, sincronicamente, um raio (logicamente,  gerado pela tempestade..!?) viesse a se desprender do céu e atingir fisicamente o carro em que ele viajava. Para se afirmar de forma nítida, clara e cientifica que a testemunha viu um disco voador durante o flash de um relâmpago e nesse ínterim o objeto disparou um raio contra o carro em que ela se encontrava, seriam necessárias tantas análises que se tornaria inviável investigar tal relato, portanto, cientificamente, ele deveria ser descartado.

 

O MODO DE VER - Contudo, deve-se considerar que a testemunha havia sofrido uma cirurgia de descolamento de retina e por isso, seus olhos não deveriam se encontrar em condições normais para uma boa observação do fato relatado. No entanto, justamente por isso, podemos considerar que a testemunha poderia de fato ter avistado um objeto em forma de disco voador, conforme narrou, pois que o campo de atuação destes supostos “tempestários” pode estar fora do campo de visão convencional dos seres humanos e se encontrar justamente naquele a que seus olhos estavam condicionados naquele instante, logo após sofrer cirurgia de retina. É uma especulação! Sim! Uma enorme especulação. Mas que ciência não nasce de uma especulação?

 

Contudo, esta experiência pessoal aqui registrada, abre precedentes e pode se tornar em mais uma possível mostra de que entidades desconhecidas ou “homens vindos dos céus”, poderiam de fato, promoverem determinadas tempestades artificiais com o intuito de agirem camufladamente com o objetivo de executarem pesquisas em determinadas regiões e ainda, recolhimento de materiais diversos na superfície, tais como, plantas, água, outros minerais e até genes animais.

 

A relação da suposta fabricação artificial de tempestades com seres de natureza extraterrestre talvez esteja apenas começando a ser concatenada por uma ótica mais clara e objetiva dentro da Ufologia. Ao que tudo indica, tal relação é antiga e descentralizada, justamente por isso, nos faz pensar que deverá assim persistir até os próximos séculos, quiçá, milênios... E se amanhã nossa ciência venha a descortinar sua realidade, aqui cogitada, quem sabe o mundo venha se acabar com um dilúvio... Mais uma vez!

 

* Pepe Chaves é editor dos portais Via Fanzine, UFOVIA e da ZINESFERA.

 

-  Imagens:

   Fotomontagens por Pepe Chaves.

 

- Produção: Pepe Chaves.

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