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 Olimpíadas

 

Olimpíadas de 2012:

Londres lança mascotes das Olimpíadas

Cidade sede revela mascotes para os jogos olímpicos e paraolímpicos de 2012.

 

 Por Isaac Bigio*

de Londres

Para Via Fanzine

Tradução: Pepe Chaves

 

Wenlock e Mandeville, mascotes dos Jogos de 2012.

 

As novas figuras são duas pessoas que carecem de sexo, raça ou traços típicos. As características comuns dos “teletubes” agregam-se ao caráter eletrônico e com projeções televisivas. No entanto, os novos mascotes não têm cor e tamanho claros, mas são camaleônicos e suas estaturas variam, pois irão crescendo com o tempo. Eles se parecem com ciclopes, mas o único olho é uma câmera que gira em todas as direções e que grava todo o que vê.

 

Os projetistas se esmeraram em criar símbolos que não se identificassem com nenhum grupo humano em particular. Até o que representa às Paraolimpíadas carece de traços diferentes aos demais. Seu objetivo é que se reflita o conjunto da humanidade na era de alta tecnologia.

 

Numa das imagens de divulgação, homenagem ao Brasil.

 

Os mascotes têm seus nomes baseados em duas referências britânicas (país onde surgiu os jogos) que contribuíram para o desporto mundial. Um é o Wenlock, em referência a uma aldeia onde ocorreram jogos que inspiraram às olimpíadas. O outro é o Mandeville, onde existia um hospital em que o médico Guttman buscava que seus pacientes inválidos se recuperassem com o desporto.

 

Com segurança, estes mascotes devem causar impacto e reparações às dúvidas que havia ante o discutido logotipo das olimpíadas, que muitos têm questionado.

 

* Isaac Bigio é professor e analista internacional em Londres.

 

- Imagens: divulgação Londres 2012.

 

- Clique aqui para assistir animação dos mascotes do Jogos de 2012.

 

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Olimpíada Maravilhosa:

Rio de Janeiro vai sediar Olimpíadas de 2016

Brasileiros comemoram "vitória" carioca para sediar os jogos olímpicos.

 

Da Redação

 Via Fanzine

 

De braços abertos para os Jogos Olímpicos de 2016.

 

Ansiedade termina com explosão de emoção

 

Brasileiros comemoram em todo o mundo: a cidade do Rio de Janeiro acaba de ser escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), como sede olímpica dos jogos de 2016. A comemoração ainda segue por diversas cidades brasileiras, que pararam para aguardar o anúncio da sede olímpica. E a festa seguirá, com certeza, por muitas horas ainda, sobretudo, em diversos pontos do Rio de Janeiro.

 

Encabeçados pelo presidente Lula, seu ministro de Esportes, presidente do COB e diversos ícones do esporte olímpico brasileiro, a decisão sobre a sede de 2016 foi bastante comemorada pelos brasileiros que se encontravam em Copenhague. Com a escolha do Rio, diversos investimentos e recursos serão direcionados para aquela cidade, proporcionando crescimento e riqueza.

 

Eliminadas

 

Na primeira eliminatória, duas das quatro cidades, Chicago e Tóquio, foram excluídas. Assim, restaram Rio e Madri que disputaram o páreo da final. O resultado oficial foi anunciado às 13h45 (horário de Brasília) pelos organizadores do COI em Copenhague, informando que o Rio de Janeiro sediaria os Jogos Olímpicos de 2016.

 

Cidade será "turbinada"

 

A primeira Olimpíada da América do Sul refletirá também, diretamente, na economia de outras cidades do país, que também devem montar estruturas consideráveis para receber os jogos. Indiretamente, este grandioso evento impactará também por toda a vizinhança sul-americana. O Rio deverá herdar diversos frutos por sediar uma olimpíada, mormente, a área esportiva. Diversos melhoramentos urbanos, nos transportes e na própria qualidade de vida do município seguirão em curso, desde já.

 

No entanto, comemorações e benesses à parte, este evento chama à responsabilidade dos organizadores brasileiros, dos governos e dos investidores desse mega-empreendimento esportivo. É preciso agora, se preparar para receber o mundo, diga-se, (até lá), já com a experiência de ter sediado a Copa de 2014. Saber receber praticamente todas as nações do mundo em tão pouco tempo e espaço, se torna um desafio à brasilidade. E a partir de agora, a bola está com os governantes e empreendedores do esporte. E o povo, cumprirá a sua parte.

 

Parabéns, Rio!

 

- Imagem: Wordpress.

 

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QUADRO DE MEDALHAS PEQUIM - ATUALIZADO

HISTÓRIA DAS OLÍMPIADAS

MEDALHAS EM TODOS

 OS JOGOS

A BANDEIRA OLÍMPICA

PROGRAMAÇÃO

DOS JOGOS

 

Pequim:

Diário de Pequim

Por Bernardo Guedes*

Do Rio de Janeiro

Para Via Fanzine

 

Maggi, Cielo e as meninas do vôlei conquistam ouro em Pequim

 

- Total de medalhas do Brasil: 15

- 8 bronze: 3 do judô, 1 da vela,  1 da natação, 1 vôlei de praia, 1 futebol (masc), 1 taekwodo.

- 4 prata:  iatismo, vôlei de praia e futebol (fem.), vôlei de quadra (masc.).

- 3 ouro:  natação, atletismo, vôlei de quadra (fem).

 

 

Jogos de Pequim:

Resumo olímpico 2008

As lembranças que teremos das Olimpíadas da China

Por Bernardo Guedes*

Do Rio de Janeiro

Para Via Fanzine

 

 "O  ninho do pássaro": o maior palco do esporte contemporâneo

 

Chegou ao fim mais uma edição dos Jogos Olímpicos, esse ano foi de apresentações. A China se apresentou para o mundo, mas essa não foi a única apresentação, porque o mundo conheceu e se curvou diante de mitos, lendas ou seriam eles heróis?! Estes heróis do esporte têm nome e sobrenome como Michael Phelps, Usain Bolt, Yelena Isinbayeva, Cesar Cielo, Lionel Messi, Kobe Bryant, Wey Yang, Rafael Nadal, Misty May, dentre outros.

 

Phelps se tornou o maior atleta olímpico de todos os tempos e tão cedo não perderá esse posto, caso perca algum dia. Bolt é o mais rápido nas pistas de atletismo de todos os tempos, o único a quebrar o recorde mundial dos 100 e 200m na mesma edição dos jogos, sem contar o seu deboche antes mesmo de cruzar a linha de chegada. Bolt, literalmente, zombou do cronômetro.

 

Isibayeva competiu consigo mesma desde o início dos jogos. Dona de 24 recordes mundiais, no último quebrado em Pequim, ela foi absoluta no salto com vara, correspondendo a todas as expectativas e dessa forma, fazendo com que em sua modalidade, as adversárias disputassem apenas a prata como melhor resultado, porque o ouro tinha dona. César Cielo se tornou o homem mais rápido do mundo dentro d'água e conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil na natação em Olimpíadas.

 

Nasceu um novo ídolo do nosso esporte. Lionel Messi foi mais que fundamental na conquista do bi-olímpico dos argentinos, o craque já é taxado como o Maradona do século 21. Em demonstração de amor à camisa, ele deixou de lado sua desavença com Riquelme, os dois fizeram as pazes e jogaram pela pátria. Kobe Bryant mostrou porque é o melhor do mundo no basquete, além de carisma e simpatia, deu show dentro de quadra e chamou a responsabilidade na final contra a Espanha, garantindo a volta da hegemonia americana no basquete.

 

Yang foi o primeiro colocado no individual geral da ginástica e carregou a equipe chinesa nas costas, garantindo o ouro também por equipes aos donos da casa. Rafael Nadal conquistou a medalha de ouro no tênis e poucas horas antes da final, ficou sabendo que era o novo número um do mundo. Ele é um monstro do tênis e tão cedo não perderá o posto de número um. Misty May fez uma campanha impecável no vôlei de praia ao lado de Walsh, foi um passeio do início ao fim sem perder nenhum set, a cada competição elas parecem estar mais fortes e assim, imbatíveis.

 

O Brasil protagonizou alguns fracassos como no judô com João Derly, na ginástica com Diego Hypólito e Jade Barbosa, no futebol masculino e feminino. Com a goleada dos fracassos em cima das glórias, Pequim provou para o Brasil que é necessário um projeto olímpico, um investimento muito maior do que aquele que é desenvolvido atualmente. Prova de que o investimento aqui é fraco foi o fato de César Cielo treinar fora do país e ter conquistado uma medalha de ouro e uma de bronze. Já o Thiago Pereira, que prefere treinar em águas brasileiras, esteve muito aquém das expectativas, voltando pra casa sem medalha.

 

O COB precisa rever seus conceitos políticos para o esporte. O discurso do presidente Carlos Arthur Nuzmann chega a ser tosco, falando que essa foi "a melhor participação brasileira em Olimpíadas". No entanto, as estatísticas da participação do Brasil em Atlanta (1996) derrubam o discurso do presidente. Ele, de fato, merece os parabéns enquanto presidente da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), porque o vôlei brasileiro só chegou aonde está graças ao seu mandato, porém, ele não consegue o mesmo êxito como presidente do COB. Fica a lição Pequim para todos os cartolas e dirigentes olímpicos: o Brasil pode ser muito maior do que isso, basta a vontade de nossos comandantes de fazer isso se tornar realidade.

 

* Bernardo Guedes é estudante de Jornalismo no Rio de Janeiro e colaborador de Via Fanzine. 

 

- Foto: Divulgação.

 

- Produção: Pepe Chaves.

  © Copyright 2004-2008, Pepe Arte Viva Ltda.  

 

 

Resumo da participação brasileira em Pequim

15 medalhas

 

Vôlei masculino:  é prata

 

A seleção de Bernardinho perdeu o ouro para os Estados Unidos de virada, com parciais de 20/25, 25/22, 25/21 e 25/23. Os jogadores ficaram bem abatidos, principalmente o novato Bruninho. Giba teve atuação apagada. O Brasil iniciou o jogo dando a entender que venceria sem muitas dificuldades, o primeiro set durou apenas 26 minutos e o Brasil não precisou de muito esforço para vencer. No segundo set a história mudou, os americanos voltaram num ritmo muito mais forte e comandados por Clayton Stanley chegaram a abrir uma vantagem incrível de 8 a 1 pra cima dos brasileiros. O Brasil até esboçou uma reação, mas acabou derrotado. No terceiro set os americanos novamente voltaram com um ritmo forte, mas o destaque foi a excelente atuação de Bruninho que foi decisivo para a aproximação do Brasil no placar, mas de nada adiantou e o Brasil perdeu mais um. No quarto e último set o Brasil foi bem no bloqueio e esteve na frente até a casa dos 20 pontos, mas Stanley novamente apareceu e desequilibrou, destruindo assim o sonho do bi-olímpico e terminando a Era Bernardinho, que dificilmente será igualada. Bernardinho chorou pela primeira vez na frente de todos, em participação num programa de tevê o técnico desabafou e disse que foi difícil ver o filho chorar, mas que naquele momento, o papel de pai não poderia ser assumido. Agradeceu aos seus atletas pelo tempo que passaram juntos e por tudo que conquistaram, infelizmente não foi possível encerrar sua era com uma medalha de ouro. Todo o grupo chorou junto com o técnico e agora, que venha a próxima era na seleção brasileira e tomara que seja vitoriosa como essa que se encerra.

 

Vôlei feminino  é ouro

 

A seleção feminina de vôlei de quadra conquistou a medalha de ouro inédita em Pequim, após vencer a seleção norte-americana por 3 a 1, com parciais de 25/15, 18/25, 25/13 e 25/21. Com uma atuação muito boa, as nossas meninas, comandadas por Zé Roberto já tinham sentido o gosto do ouro em Barcelona (1992). No início da partida era nítido o nervosismo das brasileiras. O experiente Zé Roberto pedia calma para sua equipe e foi ajudado por Sheila quec “comeu a bola” e foi uma das melhores em quadra. As meninas incorporaram o espírito e viraram o placar fechando o set no saque de Paula Pequeno. No segundo set, veio a primeira derrota em toda a competição, as norte-americanas forçaram o saque em cima de Mari, para quebrar o passe brasileiro e com isso tirá-la do ataque. Zé Roberto chegou a pedir tempo e mexer na equipe sacando Mari e entrando com Jaqueline para aumentar a qualidade na recepção, mas pouco adiantou e as americanas venceram o set. No terceiro set as meninas do Brasil arrasaram, Sheila esteve espetacular nos ataques e Mari também. E assim, venceram com facilidade as norte-americanas com Zé Roberto orientando a equipe em todos os momentos. A redenção veio no quarto set, que não foi fácil, pelo contrário, foi o mais difícil da partida. O ouro foi confirmado com um ataque pra fora da melhor jogadora americana Logan Tom, após o ponto final as brasileiras. Com o término da partida, as brasileiras comemoraram loucamente. Mari e Fabi pediram silêncio aos críticos, mostrando que o trauma de Atenas estava superado. Parabéns, meninas do vôlei, vocês são de ouro.

 

Taekwondo feminino é  bronze

 

Natália Falavigna conquistou a primeira medalha para o taekwondo brasileiro. Na disputa pelo bronze, Natália derrotou a sueca Karolina Kedzierska por 5 a 2, na categoria acima de 67kg. O ouro foi para a mexicana Maria del Rosario Espinoza que derrotou Natália em Atenas. Muito emocionada a brasileira batia no peito e dizia: “é meu”. Após a confirmação da vitória, seu técnico Fernando Madureira ficou de joelhos agradecendo a conquista da qual esteve tão próximo em Atenas. Parabéns, Natália, você merece.

 

Atletismo:  segunda medalha de ouro

 

Maurren Higga Maggi conquistou a medalha de ouro no salto em distância e com este feito se tornou a primeira mulher brasileira a subir ao lugar mais alto do pódio em esportes individuais. Os brasileiros aguardavam esse momento desde que Maria Lenk deu o seu primeiro mergulho em uma piscina olímpica marcando a estréia das brasileiras nas Olimpíadas em 1932. Os brasileiros estavam com saudades de uma medalha de ouro no atletismo, o que não acontecia desde Joaquim Cruz, nos 800m, em 1984. Com um salto de 7,4m Maurren conquistou o ouro por um centímetro de diferença da russa Tatiana Lebedeva, a principal adversária. Maurren deu a volta por cima com essa medalha, suspensa por dois anos por doping há cinco anos, a brasileira chegou a largar o esporte. Ela teve seu bem mais precioso, sua filha Sophia, mas resolveu retornar ao atletismo, alegando ser a única coisa que sabe fazer na vida, e como sabe.

 

Futebol masculino:  bronze

 

A seleção brasileira de futebol masculino conquistou a medalha de bronze com uma vitória por 3 a 0 (dois gols de Jô e um de Diego) em cima dos Belgas, após juntar os cacos da humilhante derrota para a Argentina. Desta vez, a equipe estará presente na premiação para receber a medalha, ao contrário do que fez a CBF em 1996, que se recusou a subir ao pódio. Agora o técnico Dunga tentará se manter no cargo com os dois jogos das eliminatórias que estão por vir, vamos ver o que acontece.

 

Vôlei masculino: na disputa do ouro

 

A equipe de Bernardinho passou pelos italianos por 3 a 1 com parciais de 19/25, 25/18, 25/21 e 25/22. A seleção jogou muito mal o primeiro set e foi vencida pelos italianos. Porém, acordou nos sets seguintes e deu fim à alegria dos europeus. A equipe agora vai disputar o ouro pela segunda vez seguida em Olimpíadas. De quebra, será uma revanche contra os norte-americanos que nos eliminaram na Liga Mundial há menos de um mês e dentro da nossa própria casa. Pra cima deles, Brasil!

 

Vôlei de praia:  medalha de prata

 

Márcio e Fábio Luiz foram derrotados pela dupla americana Rogers e Daulhausser com parciais de 23/21, 17/21 e 15/4. Porém a dupla ficou muito contente com a prata, pois, chegaram à Pequim desacreditados e chegaram à final passando pelos favoritos Ricardo e Emanuel. Eu não acreditava muito no ouro, torci bastante, mas confesso que com a vitória do segundo set eu tive a certeza por um momento de que o ouro seria nosso. Os brasileiros demonstraram muita vontade e garra e conseguiram uma boa vitória, mas no tie-break levaram um passeio dos americanos, o nervosismo ficou nítido no semblante da dupla do Brasil o que atrapalhou bastante ajudando a dupla norte-americana.

 

Vôlei de praia:  medalha de bronze

 

Ricardo e Emanuel venceram a disputa pela medalha de bronze contra a dupla brasileira (Renatão e Jorge) que representou a Geórgia nos jogos. A vitória teve parciais de 21/15 e 21/10. Ricardo que tentava se recuperar de uma fratura no tornozelo esquerdo não deu sinais de fraqueza e deu o seu melhor dentro das suas limitações, conquistou sua terceira medalha olímpica em três participações (prata em Sidney 2000 ao lado de Zé Marco, ouro em Atenas 2004 e bronze em Pequim). A dupla brasileira está de parabéns, para eles o bronze teve sabor de ouro.

 

Atletismo

 

Nesta sexta-feira (22/08), o revezamento 4x100 feminino ficou na quarta colocação. O resultado é histórico, sendo o melhor da equipe feminina nesta categoria em disputas olímpicas.

 

Futebol feminino:  segunda medalha de prata

 

A seleção feminina de futebol perdeu injustamente a medalha de ouro. A equipe dominou todo o tempo regulamentar, jogando com muita raça e partindo pra cima das norte-americanas (que conquistaram o ouro pela terceira vez em quatro edições). As adversárias venceram no fôlego, ao término do tempo normal as brasileiras já estavam extremamente cansadas. Mas, mesmo assim, continuaram tentando, mas não foi possível, em boa atuação e contando com a sorte a goleira americana Solo segurou as pontas. A goleira brasileira Bárbara também foi muito bem e levou um gol num chute difícil de ser defendido, de fato as brasileiras mereciam demais essa medalha dourada, mas bateu na trave, de novo. Este foi o terceiro vice-campeonato em três competições importantes (duas Olimpíadas e um Mundial). A torcida chinesa incorporou o espírito do time brasileiro e cantou assustadoramente a favor das brasileiras, mas não surtiu efeito. Este resultado mostrou que Olimpíada não é merecimento como disse uma jogadora da seleção feminina de vôlei de quadra. Olimpíada é muito mais competência e sorte do que merecimento.

 

Iatismo: primeira medalha de prata

 

Robert Scheidt e Bruno Prada conquistaram a medalha de prata na classe Star do iatismo tornando a vela novamente o esporte que mais ganhou medalhas para o Brasil. Os brasileiros começaram mal os jogos, mas se reergueram e subiram ao pódio com um toque de polêmica. A dupla sueca chegou em décimo lugar, o que dava a prata ao Brasil, porém reclamaram com os juízes e estes, após uma análise os colocaram em nono, dando o bronze à dupla brasileira. Essa discussão foi causada pelo fato de os suecos terem cruzado a linha de chegada praticamente ao mesmo tempo que os italianos Negri e Viale e os franceses Rohart e Rambeau. Mas,  por fim, a organização da competição declarou que os suecos foram os últimos colocados, fazendo com que os brasileiros subissem ao pódio com a medalha de prata.

 

Vôlei feminino: passa pela China e disputa o ouro

 

A seleção de Vôlei feminino de quadra passou pelas donas da casa e fez história por ser a primeira vez que o Brasil chega à essa final. Após quatro eliminações seguidas nas semi-finais dos jogos(a mais traumática em Atenas 2004) as meninas despacharam as chinesas com parciais de 27/25, 25/22 e 25/14. Agora disputarão a final contra as americanas que venceram as cubanas por 3 a 0. Parece que o inédito ouro olímpico dessa vez virá.

 

Atletismo

 

Jadel Gregório se despede de Pequim sem nenhuma medalha, o brasileiro ficou em sexto lugar. Muito abatido, ele alegou que talvez tenha sido falta de sorte, porque treinou muito para os jogos e deixou até de participar de algumas competições para chegar 100% fisicamente em Pequim. Pode ser que um suposto desentendimento com seu treinador Pedro Toledo - que deixou Pequim antes mesmo das eliminatórias afirmando que o atleta não estava utilizando seus serviços - tenha atrapalhado seu desempenho. Porém, o treinador nega que eles tenham se desentendido. Agora é levantar a cabeça e dar continuidade aos treinamentos.

 

Futebol masculino: humilhados pela Argentina

 

Com uma atuação bastante medíocre a seleção brasileira olímpica, comandada por Dunga se despediu das Olimpíadas de Pequim, com uma derrota humilhante de 3x0 para a Argentina. O primeiro tempo ficou em 0x0 e no segundo tempo, a Argentina, bem mais agressiva, cunhou o seu placar. O terceiro gol foi de pênalti e dois jogadores brasileiros foram expulsos no final da partida. Apesar de imprimir duas bolas na trave do adversário, a seleção brasileira não teve competência para dominar o jogo. Ronaldinho e Pato não fizeram boas atuações, bem como outras promessas do excrete brasileiro . O Brasil foi goleado peloseu maior rival e adiou mais uma vez o sonho do ouro olímpico para o futebol.

Fernanda e Isabel:  bronze para vela

Fernanda Oliveira e Isabel Swan arrebatam a primeira medalha olímpica para a vela feminina brasileira na história. A dupla da classe 470 venceu a Medal Race, regata decisiva que conta apenas com os dez primeiros barcos e vale pontos em dobro, e levou a medalha de bronze, nesta segunda-feira, nos Jogos Olímpicos de Pequim, na raia de Qingdao. Fernanda e Isabel terminaram a competição, após onze regatas disputadas, com 60 pontos perdidos. A medalha de ouro foi ganha pela dupla da Austrália, Elise Rechichi e Tessa Parkinson, com 43 pontos perdidos, enquanto a prata foi para as holandesas Marcelien De Koning e Lobke Berkhout, com 53 pontos perdidos. A gaúcha Fernanda, de 27 anos, que disputa sua terceira Olimpíada, e a carioca Isabel, de 23, uma estreante olímpica, formaram a parceria em 2005.

Futebol feminino na final olímpica

 

As meninas do futebol humilharam as alemãs nessas Olimpíadas e disputam a final, garantindo, desde já pelo menos a medalha de prata. No primeiro jogo que foi logo a estréia as duas equipes mereceram a vitória, mas acabaram premiadas com um 0x0. Agora mais amadurecidas e menos nervosas as brasileiras deslancharam e venceram pelo largo placar de 4x1. Com a vitória as meninas estão agora na final olímpica, com cara de seleção brasileira. Esta foi a primeira vitória do Brasil sobre a Alemanha no futebol feminino e o grande destaque da partida foi Cristiane. As meninas disputam a final contra os EUA (ouro em Atenas) que venceu o Japão por 4x2.

 

Vôlei de praia masculino

 

Ricardo e Emanuel venceram de virada os russos por 2 a 1 com parciais de 21/18, 18/20 e 12/15. Os brasileiros sentiram a força dos russos com potentes saques, perderam o primeiro set, mas se recuperaram e venceram os dois seguintes, nunca duvide de uma dupla campeã olímpica, eles podem tudo. Depois a dupla passou pelos norte-americanos e disputa a semi-fanal com a dupla brasileira, nacionalizada pela Geórgia.

 

Vôlei de quadra feminino

No vôlei feminino de quadra as meninas fecharam com chave de ouro a primeira fase vencendo as italianas facilmente por 3 a 0. São as favoritas ao ouro, agora é hora de provar que não amarelam e têm tudo para subir ao lugar mais alto do pódio.

Vôlei de quadra masculino

A equipe de Bernardinho venceu a Polônia por 3 a 0 com parciais de 30/28, 25/19 e 25/19. Em uma excelente atuação do melhor do mundo, Giba, o Brasil conseguiu uma difícil vitória e se classificou para as quartas-de-final com uma rodada de antecedência. A seleção tem muitas chances de conquistar a medalha de ouro, mesmo assim é preciso melhorar. A derrota para a Rússia deixou isso bem claro, até porque a pressão só aumenta e nessas horas, mesmo não querendo, é necessário lidar com ela e fazer da mesma um aliado.

Vôlei de praia feminino

Ana Paula e Larissa se despediram dos jogos de Pequim com uma derrota – que era esperada sem querer ser pessimista - para Walsh e May. Com parciais de 21/18 e 21/15, no primeiro set a partida começou equilibrada, mas a superioridade norte-americana ficou nítida, funcionaram em todos os fundamentos, foram excepcionais e fecharam o primeiro set com um erro de saque de Larissa. O segundo set começou da mesma forma, mas as norte-americanas, além de usar o talento, tiveram também o desentrosamento das brasileiras a seu favor e fizeram valer o favoritismo. Ana Paula e Larissa podem dar adeus de cabeça erguida, pois não é nada fácil jogar uma Olimpíada com uma dupla formada um dia antes do início dos jogos.

Natação:  o primeiro ouro

 

O nadador César Cielo Filho faturou a primeira medalha e ouro para o Brasil, ao vencer a prova dos 50 metros. Cielo que já havia arrebatado uma medalha de bronze nos 100 metros, quebrou agora o recorde olímpico dos 50 metros e conquistou o ouro. Ele disse que este é o melhor momento da vida dele e que agora vai voltar a se alimentar normalmente e beber refrigerantes.

Natação – As superações de Phelps

Devo destacar os recordes quebrados por Michael Phelps, na natação. Ele se sagrou o maior atleta olímpico de todos os tempos. Tive o privilégio de presenciar esse homem-peixe em ação, nos Jogos Panamericanos do Rio. Este atleta será lembrado eternamente como um ídolo do esporte mundial. Existem aqueles que torciam contra o norte-americano, mas se Netuno é o Deus das águas, agora só cabe a ele o trono de rei dos mares, porque nas águas das piscinas, Phelps é o Deus absoluto.

Decepções – Atletismo e ginástica

As equipes de atletismo e ginástica do Brasil voltam frustradas com os péssimos resultados obtidos nessa olimpíada. Fabiana, do salto de vara, foi prejudicada pelo sumiço de suas varas minutos antes de saltar. Sem concentração suficiente, ela fez bons saltos, mas não conseguiu classificação. O ginasta Diego Hipólito também se deu mal, nos instantes finais de sua apresentação e não conseguiu resultado. Porém, todos são jovens atletas que poderão voltar a brilhar ns próximas olimpíadas.

Futebol masculino: Brasil vence Camarões

 

O Brasil volta a uma semifinal de Olimpíada no futebol masculino, após vencer Camarões, por 2 x 0, na prorrogação. Agora a seleção só precisa de mais uma vitória para disputar a final dos Jogos de Pequim e tentar conquistar a inédita medalha de ouro. Rafael Sóbis (que entrou como titular no lugar de Alexandre Pato) e Marcelo marcaram os gols da vitória ainda no primeiro tempo da prorrogação. Na Olimpíada de Sydney-2000, o Brasil perdeu para Camarões nas quartas-de-final, no tempo-extra, em sua participação anterior nos Jogos. A seleção brasileira enfrentará a Argentina que venceu a Holanda por 2x1. No futebol masculino, os argentinos foram medalhistas de ouro nos jogos de Atenas, em 2004.

 

Natação

 

Michael Phelps se tornou o maior atleta olímpico de todos os tempos após conquistar a sua 5ª medalha de ouro em Pequim, com essa medalha ele ultrapassou as nove medalhas douradas conquistadas por Carl Lewis (atletismo, em quatro Olimpíadas), Mark Spitz (natação, em duas Olimpíadas), Paavo Nurmi (atletismo, em três Olimpíadas) e Larissa Latynina (ginástica artística, em três Olimpíadas). Thiago Pereira (do Minas Tênis Clube) fez um tempo melhor que o do monstro Phelps e se classificou para a semi-final dos 200m borboleta.

 

César Cielo

 

O nadador brasileiro César Cielo arrebatou mais uma medalha de bronze para o Brasil. A medalha veio na disputa dos 100 metros, a empatar em terceiro com o norte-americano Jason Lezak. Na eliminatória dos 50 metros, Cielo quebrou o recorde olímpico, porém na prova final foi superado pelo nadador francês e ficou com o segundo tempo. Ele disputa na noite dessa quinta (horário de Brasília) a prova dos 50 metros, com chances de trazer o ouro.

 

Judô  e seus bronzes

 

O Brasil conseguiu a sua terceira medalha em Pequim. Foi a terceira no judô, um bronze conquistado por Tiago Camilo o que fez com que esta modalidade se tornasse a maior vencedora de medalhas para o Brasil no somatório de todas já conquistadas ao longo dos jogos. Após perder nas quartas-de-final para o alemão Ole Bischof – 23º colocado no mundial que teve Camilo como campeão – que ficou com o ouro. Tiago ficou muito decepcionado consigo, mas buscou forças e motivação para lutar pelo bronze, com sucessivas lesões ao longo das lutas, como as torções nos dois dedos mínimos das mãos e a torção do pulso esquerdo na última luta, de fato atrapalharam bastante o brasileiro no seu caminho rumo ao pódio, porém o talento e a garra fizeram a diferença coroando o lutador tupiniquim com uma medalha. Com esta medalha Tiago Camilo entra para o hall dos brasileiros que possuem duas medalhas olímpicas (Aurélio Miguel foi ouro em Seul(88) e bronze em Atlanta(96) e Luciano Guilheiro foi bronze em Atenas(2004) e bronze em Pequim). Eduardo Santos deu adeus ao pódio após perder uma luta disputadíssima para o suíço Sergei Aschwanden que vai brigar pelo bronze contra o perdedor da semifinal entre o georgiano Irakli Tsirekidze e o russo Ivan Pershin. A decepção do judô ficou por contada atleta Ednanci, que não conseguiu nenhuma medalha nestes jogos olímpicos.

 

Vôlei masculino

 

Após uma fácil vitória sobre o Egito, a equipe de Bernardinho venceu de virada a Sérvia por 3 sets a 1 com parciais de 25/27, 25/20, 25/17 e 25/21. Agora, se vencer a Rússia, a seleção estará classificada para as quartas-de-final. O que deu mais ânimo além da vitória foi que ela veio mesmo sem Giba que foi poupado com dores no ombro. Murilo o substituiu e conseguiu dar conta do recado. O treinador sérvio por várias vezes mudou sua estratégia e seus jogadores em quadra, mas de nada adiantou porque tudo deu certo para o Brasil. Serginho esteve impecável nas defesas e o ataque com Dante, Murilo e André Nascimento também foi excepcional a nossa seleção tem tudo para conquistar a medalha dourada.

 

Vôlei feminino

    

As meninas do vôlei de quadra venceram a Sérvia e estão classificadas para as quartas-de-final, foram 9 sets jogadores e 9 vencidos. Os 3 últimos tiveram parciais de 25/15, 25/13 e 25/23. Classificadas com duas rodadas de antecedência, as meninas do Brasil enfrentam as do Cazaquistão na próxima rodada, mas a definição da chave só vem após a partida contra a Itália na última rodada.

  

Futebol masculino

 

O futebol masculino novamente fez boa atuação e venceu os donos da casa por 3x0, destaque para os dois belos gols do craque tricolor Thiago Neves, que nesta partida atuou como titular substituindo Anderson que estava pendurado. Diego marcou o primeiro. Alex Silva e Hernanes também foram poupados para não correrem o risco de levar o cartão e serem suspensos nas quartas-de-final. A equipe brasileira não se esforçou muito, se limitou a tocar a bola e deixar que os anfitriões corressem de um lado pro outro sem oferecer perigo ao Brasil. O time de Dunga pega Camarões nas quartas-de-final, agora é a hora da revanche com o algoz que nos tirou da briga pela medalha em Sidney (2000).

 

Futebol feminino

 

Marta e cia. passaram pelas nigerianas com show de Cristiane, faço minhas as palavras do mestre Armando Nogueira só que com uma única alteração, o mestre costumava dizer que Pelé era o dono do jogo, mas dessa vez foi Cristiane, portanto o jogo foi Cristiane 3x1 Nigéria. As brasileiras apresentaram o nervosismo que vêm apresentando em todas as partidas. As norueguesas são as próximas adversárias e de fato estas preocupam, caso a seleção não comece a se encontrar em campo definitivamente e se organize, o sonho do ouro olímpico pode parar no próximo jogo, coisa que elas jamais fizeram por onde merecer.

 

* Bernardo Guedes é estudante de Jornalismo no Rio de Janeiro e colaborador de Via Fanzine. 

 

- Foto: Divulgação.

 

- Produção: Pepe Chaves.

  © Copyright 2004-2008, Pepe Arte Viva Ltda.  

 

 

Carruagens de fogo percorrem Pequim:

Pequim em chamas

Os jogos Olímpicos de Pequim tiveram início após uma festa linda sem nada para tirar nem pôr,

como era esperado pelos 91 mil expectadores presentes e os que assistiram pela televisão.

 

Por Bernardo Guedes*

Do Rio de Janeiro

Para Via Fanzine

 A pira olímpica em Pequim

Abertura

 

Coreografias perfeitas, lindas queimas de fogos e a história da China resumida em algumas horas, fizeram nossa manhã de 08 de agosto mais alegre. Aqueles que acompanharam na íntegra pela tevê puderam reparar também na enorme satisfação dos jornalistas em estar cobrindo tal evento, numa emocionada declaração o ex-jogador de basquete Oscar, o mão santa, não conteve as lágrimas e acabou contagiando o repórter Marcos Uchoa e quem ouviu suas palavras pela tevê.

 

Presente em apenas uma abertura das cinco Olimpíadas em que vestiu o uniforme do Brasil fez questão de destacar a alegria e felicidade que aquele evento traz para um atleta e para um povo. Os olhos do iatista Robert Scheidt brilhavam cheios d’água, enquanto carregava a bandeira do Brasil. Muitos atletas não estiveram presentes porque para participar desse evento são necessárias seis horas do dia, portanto, muitos optaram por assistir tudo pela televisão.

 

O grande show da abertura ficou por conta do herói olímpico chinês Li Ning, o primeiro ginasta chinês a alcançar a marca de três ouros na mesma edição dos jogos, além de duas pratas e um bronze, em Los Angeles, 1984. Li finalizou numa corrida surreal no alto do estádio, para acender a pira olímpica que permanecerá acesa até o fim dos jogos. Enquanto deu sua olímpica pelo alto do Ninho do Pássaro, o herói chinês foi fortemente aplaudido por todos. Aplausos vieram não só para ele, mas a todos os responsáveis pela festa mais bonita da história dos jogos olímpicos. Até o momento a China lidera o quadro de medalhas.

 

Judô: três medalhas de bronze ao Brasil

 

A judoca Ketleyn Lima Quadros conquistou a primeira medalha feminina individual brasileira na história dos Jogos Olímpicos, ao conquistar o bronze na categoria leve (até 57 kg). Ela venceu a australiana Maria Pekli, na prorrogação, ao aplicar um wazari, que encerrou a luta e conquistou a medalha histórica para o Brasil. A brasiliense de apenas 20 anos é a vice-campeã pan-americana e disputou a sua primeira olimpíada e já obteve este grande feito para o judô brasileiro. As outras duas medalhas de bronze do Brasil no judô, brilharam no peito de Tiago Camilo. Infelizmente ele não conseguiu o ouro mas deixou seu nome na história das olimpíadas. Já o judoca João Derly, promessa de medalha, deu adeus ao pódio nesta madrugada, uma das esperanças de medalha do Brasil cometeu erros e foi prejudicado pela arbitragem, agora vamos torcer por aqueles que ficaram.

 

Vôlei masculino

 

A seleção masculina de vôlei se apresentou bem, diante do fraco time do Egito. Com postura agressiva e de time vencedor, tentando demonstrar que já está superado o problema da discussão. Creio que estas brigas sejam uma rotina para eles, pois não é fácil ser comandado por Bernardinho.

 

Futebol feminino

 

Em sua segunda participação, a seleção feminina de futebol novamente apresentou um futebol bonito de se ver, porém com alguns erros que poderiam ter sido evitados. As norte-coreanas começaram correndo muito e as brasileiras demonstraram nervosismo, o calor atrapalhou como no jogo contra a Alemanha e por várias vezes as jogadores foram vistas indo à beira do gramado beber água. Os dois gols das brasileiras foram graças a erros gravíssimos das norte-coreanas, que permitiam espaços para contra-ataques de Marta e cia. Mas as brasileiras também tiveram seus méritos tanto ofensiva quanto defensivamente, a goleira Andréia, que evitou um gol olímpico e não teve culpa no gol de Kum Suk Ri nos acréscimos da etapa final. Os erros apresentados na partida de hoje são normais, o nervosismo é normal, nenhum bicho de sete cabeças, acredito que eles serão bem reduzidos na próxima partida.

 

Vôlei de Praia

 

Ana Paula e Larissa estrearam com uma bela vitória de virada em cima das brasileiras que representam a Geórgia (país que ameaça sair dos jogos em função de confrontos com a Rússia em região separatista), a falta de entrosamento falou alto em alguns lances da partida, mas nada que o talento e a força de vontade das brasileiras(que representam o Brasil) não supere, acho difícil a medalha dourada, mas existem chances, mesmo que poucas.

 

Ginástica

 

A ginástica brasileira mostra que não foi à Pequim para brincar, as meninas nos garantiram em cinco finais nesta madrugada, destaque para Jade Barbosa e Daiane dos Santos que ao som de “Brasileirinho” arrancou aplausos da torcida, Diego Hipólyto também não fica pra trás e está na final do solo e é forte candidato a medalha.

 

Natação

 

Thiago Pereira não conseguiu medalha, fez o oitavo tempo na final dos 400m medley que teve Michael Phelps como medalhista de ouro e quebrando o recorde mundial que já era dele – que novidade – o americano briga pelo recorde de medalhas douradas na mesma edição dos jogos, vai brigar por oito ouros e tentar ultrapassar o também americano Mark Spitz que conquistou sete em Munique(1972). Thiago sentiu o cansaço nos 100 metros finais da prova e piorou seu tempo em quatro segundos comparando com sua marca nas eliminatórias.

 

Futebol masculino

 

A seleção masculina de futebol brilhou em Shenyang, com direito a show de Ronaldinho, jogando o futebol que gostamos de ver, um futebol moleque, alegre que faz a torcida aplaudir e ficar impressionada com o que assiste. O craque marcou dois gols e executou excelentes passes para os companheiros. Além disso, chegou a fazer alguns dribles desconcertantes aplicados sobre os neozelandeses. Tudo bem que estes são adversários considerados fracos. Mas a seleção fez seu papel e parece ter se acertado. Finalmente Alexandre Pato desencantou e fez boa partida, todo o time fez uma boa partida. Garantido nas quartas-de-final a seleção agora cumpre tabela contra os chineses.

 

* Bernardo Guedes é estudante de Jornalismo no Rio de Janeiro e colaborador de Via Fanzine. 

 

- Foto: Divulgação.

 

- Produção: Pepe Chaves.

  © Copyright 2004-2008, Pepe Arte Viva Ltda.  

 

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China:

O Brasil nas Olimpíadas de Pequim

Mais uma vez o Brasil marca presença com uma delegação recorde de participantes numa Olimpíada.

 

Por Bernardo Guedes*

Do Rio de Janeiro

Para Via Fanzine

Estádio Olímpico de Pequim, mais conhecido como "o ninho"

será palco de grandes competições mundiais em 2008.

 

Faltam poucos dias para o início dos Jogos Olímpicos de Pequim. Os chineses prometem uma linda festa de abertura dos jogos e o Brasil leva a maior delegação de atletas de todos os tempos. A leva de atletas brasileiros desta edição já supera os 247 que estiveram nas Olimpíadas de Atenas, em 2004.

 

O Brasil tem grandes chances de medalha em várias modalidades, no atletismo com Jardel Gregório, Maurren Maggi, Marilson Gomes dos Santos, dentre outros. Na natação temos César Cielo, Thiago Pereira, Joanna Maranhão. No vôlei de praia tanto no masculino, quanto no feminino, temos chances de medalhas. O mesmo ocorre no vôlei de quadra e futebol dispensa comentários. Vela, judô, handebol e a ginástica também não ficam para trás, ou seja, temos tudo para sair de Pequim com uma das melhores participações na história dos jogos, se não for a melhor.

 

Gostaria de abordar de forma pouco mais abrangente duas modalidades: o vôlei de quadra masculino e o futebol masculino. Como todo bom torcedor, eu desejo que o Brasil se consagre em todas as modalidades. Porém, nessas que destaquei acho que as chances são maiores, apesar de no futebol não acontecer nenhuma preparação específica. Tenho visto uma grande vontade por parte dos jogadores em conquistar a medalha dourada e, conseqüentemente, escrever seus nomes na história do esporte mundial – não descarto a possibilidade de estar enganado.

 

Com uma equipe de futebol sem entrosamento, realmente, teremos muita dificuldade de alcançar grandes conquistas. Eu estava bem pessimista quanto à equipe de futebol masculino, mas nos últimos dias a alegria dos garotos e do experiente Ronaldinho me encheram de confiança e acredito que farão tudo o que puderem para ultrapassar as barreiras e vencer a competição.

 

O Vôlei de quadra masculino é a maior esperança para todos os brasileiros. Sob o comando do técnico Bernardinho, a equipe teve uma apresentação frustrante diante da sua torcida na Liga Mundial, amargando um insosso quarto lugar como pudemos acompanhar. O jornalista Renato Maurício Prado lembrou muito bem na sua coluna do jornal O Globo no dia 26 de julho (domingo), que às vésperas de Atenas também não foram muito felizes, uma derrota surpreendente para os franceses e na hora da verdade trouxeram o Ouro. O assunto Ricardinho parece ser página virada quando se trata de Bernardinho, os jogadores se revelam magoados com a situação e as declarações do antigo companheiro. Acredito que por causa da forma que foram feitas, afetaram o fator psicológico da equipe ao ganhar as capas de revistas e jornais, várias reportagens televisivas etc. Era algo a ser resolvido apenas por eles e, acabou fazendo parte do dia-a-dia do povo.

 

Encerro com um desejo de sorte a todos os nossos atletas. O Brasil estará ligado em tudo o que acontecer no outro lado do planeta, com o coração na mão, estaremos ansiosos para escutar os locutores gritarem: “É OURO PARA O BRASIL!”.

 

* Bernardo Guedes é estudante de Jornalismo no Rio de Janeiro e colaborador de Via Fanzine. 

 

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