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Cinema

Catástrofe:

2012, quando chegar o último dos dias

Baseado numa profecia maia, 2012, o filme, remonta um cenário

 bastante realista sobre o que seria o fim do mundo.

Este texto não contém spoilers (revelações) que implicam no enredo.

 

Por Pepe Chaves*

De Contagem-MG

Para Via Fanzine

 

O Himalaia é invadido pelo mar, sob os olhos crédulos do Dalai Lama.

 

O filme 2012 (no Brasil, 2012, o ano da profecia) foi um dos mais aguardados lançamentos de 2009. Gostei do que vi: uma mega produção cinematográfica mostrando com detalhes jamais vistos, uma catástrofe planetária. A produção é repleta de efeitos especiais, bastante convincentes, para um enredo que deixa a desejar diante a grandeza de se abordar o que seria o fim do mundo.

 

Graças ao esmero de sua produção, certamente, 2012 deverá ser um divisor de águas para os filmes de catástrofe, sob a égide da mais alta tecnologia. A direção é de Roland Emmerich, que dividiu o roteiro com Harald Kloser. O enredo aborda a possibilidade de o mundo, assim como o conhecemos, se acabar em 2012.

 

O realismo da produção chega a impressionar, mostrando efeitos visuais e sonoros de grandes impactos, com recursos de última geração. A produção recebeu críticas da Nasa, que declarou não haver nenhuma evidência científica sobre o fim do mundo em 2012, assim como mostrada no filme.

 

Na trama de Hollywood, que confirma uma antiga e famosa profecia dos maias, toda a Terra sofre um colapso estrutural em dezembro de 2012.  O cataclismo global é causado por potentes explosões solares que “desestabiliza” a crosta terrestre, tornando-a frágil e fazendo-a rachar. Desta forma, todo o planeta passa a sofrer terremotos, com a abertura de crateras imensas que engolem pessoas, imóveis e veículos. Com a terra se rachando, consequentes tsunamis levam inundações até várias regiões continentais, gerando cenários de caos extremo entre as populações que não têm para onde fugir.

 

 

O enredo tem início em 2009, quando o cientista Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor) está com um amigo cientista na Índia, o qual descobre sobre a catástrofe que seria causada (três anos depois) por uma forte explosão solar que influenciaria toda a estrutura terrestre.

 

Contudo, anos antes de a crosta terrestre entrar em colapso por causa da tal explosão solar, governos membros do G8 se associam num mega projeto para a construção de imensas arcas “high tech” que resguardarão desde pessoas “especiais”, autoridades, passando por animais, até obras de arte, entre outros valores humanos dos últimos tempos.

 

Já bem informada sobre a questão, uma organização chamada IHC (Institute for Human Continuity ou Instituto da Continuidade Humana) percebeu a gravidade da situação e começou, em 2010, a salvar os maiores patrimônios da humanidade. Além de resguardar entes vivos, também obras de arte como a Mona Lisa, foram trocadas por réplicas nos museus, sendo as originais embarcadas com tudo o que haveria de ser salvo. Este legado atual, estaria resguardado nessas imensas naves aquáticas, verdadeiras "arcas de Nóe" dos tempos atuais. A tentativa dos governantes era de se buscar um novo despertar para a humanidade terrestre, passadas as graves convulsões telúricas.

 

Saltando para o ano de 2012, Jackson Curtis (John Cusack) aparece como um pai divorciado separado de seus filhos que trabalha como motorista de limusine e escritor pouco conhecido em Los Angeles. Sua ex-mulher Kate Curtis (Amanda Peet) e as crianças convivem com seu novo namorado, Gordon (Thomas McCarthy) e todos se juntam para enfrentar as adversidades do "último dos dias".

 

Algum tempo antes, Jackson pesquisara sobre o fim do mundo e passara a crer que o evento ocorreria em 2012. Quando, finalmente chega a data prevista pelos maias para o apocalipse, o tão falado dia 21 de dezembro de 2012, grandes catástrofes são desencadeadas, fazendo todo o globo ruir.

 

Numa das cenas, notícias de tevê mostram o Brasil sofrendo com terremotos que partem a cidade do Rio de Janeiro, além de imagens da destruição do Cristo Redentor. Em Londres, os Jogos Olímpicos de 2012 são interrompidos, sob as mais descontroladas catástrofes. Tóquio e parte da região sul da Índia, também aparecem em meio à destruição proporcionada pelo mar, que invade diversos quilômetros por continentes adentro. Também é mostrado o Dalai Lama, no que seria os seus momentos finais, naquele ano de 2012.

 

A trama se desenrola com Jackson tentando fugir com sua ex-mulher o namorado dela e seus filhos. Ele foge da cidade que se encontra em caos total e luta para embarcar sua família clandestinamente numa das imensas arcas que resguardariam as sementes da raça humana.

 

Tanto para quem crê, como para quem não crê na profecia maia para 21/12/2012, vale a pena assistir o espetáculo cinematográfico proporcionado por 2012, o ano da profecia. Mas não esqueça de levar muita pipoca e refri duplo, pois são exatas duas horas e meia de duração, com olhos estarão fixos na tela. Isso, eu posso prever.

 

* Pepe Chaves é editor do diário digital Via Fanzine

-  Fotos: divulgação.

- Clique aqui para assistir trailer.

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- Leia também - Nasa critica produção cinematográfica:

Nasa desmente 'profetas do apocalipse'

 

- Produção: Pepe Chaves.

 

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