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 Ciência

Educação:

Programa Quero Ser Cientista é lançado pelo MEC

MEC lança programa para incentivar estudo de matemática, física, química e biologia.*

 

Os bolsistas terão orientação e supervisão de professores e estudantes

universitários que já recebem bolsas de estímulo à pesquisa.

Mais ciência com Jeferson Silva em Via Fanzine

 

Com a oferta inicial de 30 mil bolsas em 2014, o Ministério da Educação lançou hoje (18) o Programa Quero Ser Cientista, Quero Ser Professor para incentivar nas escolas públicas o estudo de disciplinas como matemática, física, química e biologia. O valor repassado aos estudantes de ensino médio será R$ 150. As bolsas serão concedidas a partir de  fevereiro de 2014.

 

O programa será voltado principalmente aos estudantes do Programa Ensino Médio Inovador, que são aquelas com jornada de ensino ampliada. A ideia é que as atividades sejam consolidadas nas três horas do contraturno. Alunos matriculados nos anos finais do ensino fundamental que se destaquem também poderão participar. Terão prioridade ainda estudantes premiados em olimpíadas científicas.

 

Um dos objetivos do programa é reduzir o déficit de cerca de 170 mil docentes na rede pública nessas áreas, de acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. “A matemática, física e química precisam de estímulo específico, e o programa é para tentar construir esse estímulo desde o ensino médio, com o objetivo de despertar o interesse pelas ciências para, no futuro, quem sabe, serem professores dessas disciplinas”, explicou.

 

A participação dos estudantes será estimulada em atividades de monitoria, pesquisa científica e tecnológica. Os bolsistas terão orientação e supervisão de professores e estudantes universitários que já recebem bolsas de estímulo à pesquisa. A seleção dos bolsistas será feita pelas secretarias estaduais de Educação e por universidades.

 

Atualmente, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas de Nível Superior (Capes) paga bolsas de iniciação júnior a 10 mil estudantes. Com as 30 mil do Quero Ser Cientista, Quero Ser Professor, serão 40 mil nessa modalidade ao final de 2014, com investimento em torno de R$ 66 milhões. A expectativa é ampliar gradualmente a concessão até atingir 100 mil bolsas.

 

* Informações de Yara Aquino/Agência Brasil.

  18/09/2013

 

- Foto: Divulgação.

 

Mais ciência com Jeferson Silva em Via Fanzine

 

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Plágio científico:

Homenagem de mau gosto*

O trabalho original do grupo brasileiro foi publicado no Journal of Clinical Microbiology.

 

Cientistas brasileiros foram vítimas de mais um caso de plágio divulgado recentemente. Um estudo publicado em 2006 por pesquisadores das universidades federais de São Paulo (Unifesp) e do Rio de Janeiro (UFRJ) foi retomado quatro anos depois praticamente na íntegra por cientistas espanhóis. Identificado pelo grupo brasileiro, o artigo foi invalidado pelo grupo responsável pelo plágio.

 

O trabalho original do grupo brasileiro foi publicado no Journal of Clinical Microbiology. Tratava-se de um estudo epidemiológico sobre a incidência da candidemia em onze hospitais públicos de nove cidades brasileiras. Causada pela infecção do sangue por fungos do gênero Candida, essa é uma doença comum em hospitais, especialmente em pacientes internados por muito tempo. O artigo espanhol, por sua vez, investigou a ocorrência dessa infecção na Espanha. Foi publicado em 2010 na mesma revista.

 

Não houve plágio de resultados: o grupo espanhol, liderado por Ramón Cisterna, do Hospital Basurto, de Bilbao, de fato colheu dados sobre candidemia em 40 hospitais daquele país. Na hora de redigir o artigo, contudo, eles preferiram se inspirar no trabalho brasileiro. A estrutura dos dois artigos é idêntica. Na introdução, na descrição dos métodos, na apresentação e na discussão dos resultados e nas referências bibliográficas, há extensas passagens retomadas praticamente na íntegra. Até os agradecimentos têm similaridades na forma como são apresentados.

 

A semelhança começa já na primeira frase do resumo de ambos os artigos, retomada ipsis litteris pelos espanhóis. A identidade segue ao longo de todo o texto. Em algumas passagens, há modificações pontuais e quase imperceptíveis. Na seção de resultados, por exemplo, onde se lia no artigo brasileiro “Incidência e demografia”, os espanhóis acharam por bem inverter para “Demografia e incidência”.

 

“Trata-se de um plágio grosseiro”, disse numa entrevista telefônica o infectologista Marcio Nucci, professor da UFRJ e coautor do trabalho. “Parece até uma coisa primária, de gente que não tem nem ideia de como essas questões são regidas do ponto de vista ético.”

 

A fraude foi descoberta por uma aluna de pós-graduação do também infectologista Arnaldo Colombo, professor da Unifesp e primeiro autor do artigo. “O plágio foi tão escandaloso que ela não teve dificuldade para perceber que os dois artigos eram muito iguais”, contou Nucci. Colombo levou o caso aos responsáveis pela publicação da revista. Os editores levaram alguns meses para apurar o caso e desqualificar o artigo.

 

Em março, a editora publicou uma nota do grupo espanhol, na qual eles pedem a retratação do artigo. O texto soa no mínimo irônico e dá a entender que o plágio foi uma questão de mera desatenção dos autores. “Depois de publicado o artigo, demo-nos conta de que a maior parte do texto havia sido plagiada quase verbatim do [artigo da equipe de Colombo]”, diz a nota. “Os autores expressam sinceras e profundas desculpas ao professor Colombo e a sua equipe, à comunidade de microbiologia clínica e aos leitores do Journal of Clinical Microbiology por essa situação constrangedora.”

 

A nota conclui afirmando que quatro dos coautores do estudo espanhol não deveriam ter constado da lista de autores, por ter dado contribuições isoladas e por não terem se envolvido com a redação do artigo. Dificilmente o crédito a esses pesquisadores teria sido retirado se o caso não tivesse vindo à tona.

 

O caso foi trazido a público no fim de agosto pelo Retraction Watch, blog que acompanha de perto os casos de estudos invalidados pelos periódicos. Esse observatório do mercado da publicação científica foi também o responsável por divulgar a maior acusação de fraude já feita a cientistas brasileiros – no fim de abril, pesquisadores da UFMT e da Unicamp foram acusados de forjar os resultados de 11 estudos. O caso foi relatado numa reportagem da piauí de setembro, que ouviu os pesquisadores acusados e discutiu com especialistas em ética na ciência o aumento do número de casos de fraude que têm vindo à tona. A reportagem está disponível on-line para assinantes da revista.

 

* Bernardo Esteves/Revista Piaui.

   16/09/2011

 

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Pesquisa:

Brasileiros sequenciam DNA humano completo*

Pesquisadores brasileiros sequenciaram, pela primeira vez no País, o genoma humano completo.

O feito coincide com os dez anos do projeto que desvendou o DNA da

 bactéria Xylella fastidiosa e iniciou a pesquisa genômica no Brasil.

 

 

Na realidade, os cientistas sequenciaram dois genomas completos: o de uma célula tumoral e o de um linfócito sadio - célula de defesa do sangue. Ambos vieram da mesma pessoa, uma mulher indiana de 61 anos com câncer de mama. O objetivo foi identificar diferenças no DNA que ajudem a entender a doença (mais informações no gráfico).

 

O Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, em São Paulo, coordenou o estudo. As amostras vieram de um banco de células em Nova York. O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), sequenciou os dois tipos de células e gerou dados que permitiram a identificação de mutações pontuais.

 

Uma filial do Ludwig em San Diego, na Califórnia, também realizou o sequenciamento completo, mas produziu informações para o estudo de rearranjos nos cromossomos.

 

As sequências geradas nos dois centros foram enviadas para a unidade paulistana do Ludwig, que realizou uma análise minuciosa. Os resultados serão publicados em uma revista científica internacional.

 

"Um dos motivos pelos quais escolhemos o câncer de mama é sua prevalência entre as mulheres brasileiras", explica Anamaria Camargo, coordenadora do estudo, que recebeu cerca de R$ 2 milhões em financiamento dos Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O Ludwig aportou quantia semelhante.

 

Relações. "Esta é uma pesquisa de fronteira. Semelhante à realizada pelos principais grupos que estudam genômica do câncer no mundo", afirma o inglês Andrew Simpson, diretor científico do Instituto Ludwig mundial.

 

Até agora, só foram publicados nove artigos sobre o genoma do câncer. Todos a partir de dezembro. O estudo brasileiro será o décimo e o primeiro a comparar o DNA completo de um tumor com o de uma célula sadia.

 

O comentário de Simpson recorda a repercussão internacional do sequenciamento da Xylella, quando o País apareceu na vanguarda da pesquisa biotecnológica mundial.

 

"Samba, futebol e... genômica. A lista de coisas pelas quais o Brasil é renomado se tornou, de repente, mais longa", afirmava um artigo publicado há dez anos na revista britânica The Economist. O editorial da revista Nature de 13 de julho de 2000 apontava que o sequenciamento da Xylella "confirmava a determinação brasileira de ingressar na era pós-genômica ombro a ombro com cientistas dos países ricos".

 

E as semelhanças nos elogios dirigidos aos dois projetos - Xylella e câncer - não são mera coincidência. Simpson coordenou o Projeto Xylella no Brasil. "Teve um impacto imenso na minha carreira", afirma. Anamaria ainda tem sobre a mesa uma placa comemorativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) pela ajuda que prestou no sequenciamento da bactéria.

 

Interessados na genômica do câncer, Simpson e Anamaria ingressaram em um projeto que sequenciou o DNA de uma praga dos laranjais. Como a maioria dos 35 grupos que participaram do projeto, não queriam estudar uma bactéria, mas aprender a revelar as letras químicas que constituem o código genético - idênticas para todos os seres vivos.

 

"O Projeto Xylella atingiu plenamente seu objetivo principal: formar pesquisadores capazes de utilizar as ferramentas de sequenciamento", afirma Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), entidade responsável pelo projeto, lançado em 14 de outubro de 1997, que exigiu investimento de US$ 15 milhões. Cerca de 200 pesquisadores participaram da iniciativa.

 

O sequenciamento completo do genoma humano para estudo do câncer é um dos frutos - provavelmente o mais recente - de uma das iniciativas mais fecundas da ciência brasileira. "O Projeto Xylella foi o pontapé inicial de tudo o que foi feito com genoma no Brasil desde então", aponta Ana Tereza Ribeiro de Vasconcelos, pesquisadora do Laboratório de Bioinformática do LNCC e coordenadora da Rede Nacional de Sequenciamento de DNA.

 

Com o Projeto Xylella, a Fapesp criou uma rede que serviu para sequenciar outros organismos, como a bactéria Xanthomonas (responsável pelo cancro cítrico), parte do genoma da cana-de-açúcar e células de alguns tipos de tumores. A rede recebeu o nome de Onsa, abreviatura em inglês para Organização para Sequenciamento e Análise de Nucleotídeos, uma brincadeira com o TIGR (Instituto para Pesquisa Genômica, cuja pronúncia é "tigre" em inglês), iniciativa criada pelo pesquisador e empresário americano Craig Venter.

 

A Onsa já foi dissolvida, mas, em 2000, surgiu a rede nacional que, em boa medida, utiliza uma estrutura semelhante, com pesquisadores espalhados por laboratórios em universidades de vários Estados do País. Atualmente, há dezenas de projetos para sequenciar organismos tão diferentes quanto o mosquito transmissor da malária e bactérias que fixam nitrogênio no solo.

 

* Informações de Alexandre Gonçalves, para o jornal O Estado de S.Paulo (SP).

- Imagem: Arquivo VF.

 

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Minas Gerais:

Pesquisador da Fiocruz ganha prêmio internacional*

Ele criou um pequeno projeto relacionando o estudo da malária ao método de reação em cadeia.

 

O pesquisador Bernardo Franklin, do Laboratório de Malária do Centro de Pesquisa René Rachou (CPqRR/Fiocruz Minas), é um dos três vencedores do prêmio internacional Helixis Young Investigator Award, voltado para jovens pesquisadores do mundo inteiro.

 

Franklin criou um pequeno projeto relacionando o estudo da malária ao método de reação em cadeia da polimerase – ou Polymerase Chain Reaction (PCR).

 

A proposta, assim como todas as outras que foram enviadas aos organizadores da premiação, foi analisada por uma comissão de cientistas renomados.

 

Entre eles, o criador do Helixis Young Investigator Award, David Baltimore, cientista laureado com o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 1975.

 

* Informações da FioCruz.

 

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Princeton:

Fotos revelam detalhes do funeral de Einstein*

Imagens feitas por um repórter fotográfico ficaram guardadas durante longos anos.

 

Corpo de Einstein é transferido do hospital para uma funerária em Princeton.

 

Ralph Morse, um fotojornalista ambicioso da revista Life, cobriu um funeral em New Jersey em 18 de abril de 1955. Agora, 55 anos mais tarde, a Life finalmente publica as fotos que ele tomou naquele dia, durante o funeral e a cremação de Albert Einstein.

 

Einstein morreu de insuficiência cardíaca aos 76 anos naquela manhã, no Hospital de Princeton. Um patologista do hospital retirou seu cérebro para a preservação e estudo, na esperança de que os cientistas poderiam descobrir por que ele era tão inteligente.

 

Depois da autópsia, o corpo foi movido rapidamente para uma funerária, em seguida, para um crematório em Trenton, New Jersey, para um serviço curto de cremação. Suas cinzas foram espalhadas mais tarde em locais do Princeton’s Institute pelo Advanced Study.

 

Morse seguiu as rezadeiras quando elas voltavam para a casa de Einstein pela Mercer Street, em Princeton. Ele foi o único fotógrafo no local que pode registrar aqueles momentos.

 

Mas quando voltou para os escritórios da Life, Morse descobriu que a revista não iria publicar as fotos. Respeitando um pedido do filho de Einstein, Hans Albert Einstein, a revista respeitou a privacidade da família, enquanto eles choraram. Morse e a revista Life deixaram as fotos esquecidas até recentemente.

 

* Informações do portal www.wired.com.

- Tradução: Pepe Chaves.

- Imagem: Ralph Morse/Time/Life.

- Colaborou: J. Ildefonso P. de Souza (SP).

 

Clique aqui para ler mais (em inglês).

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México:

Brasileiros são premiados em Física*

Cinco estudantes que representaram o Brasil na 40ª Olimpíada Internacional de Física

(IPhO, na sigla em inglês), realizada de 11 a 19 de julho, em Mérida, no México, foram premiados na competição.

 

Os cinco estudantes que representaram o Brasil na 40ª Olimpíada Internacional de Física (IPhO, na sigla em inglês), realizada de 11 a 19 de julho, em Mérida, no México, foram premiados na competição. O Brasil participa da IPhO desde 2000 por iniciativa da Sociedade Brasileira de Física. Os participantes são selecionados por meio da Olimpíada Brasileira de Física (OBF).

 

 

Os cinco estudantes que representaram o Brasil na 40ª Olimpíada Internacional de Física (IPhO, na sigla em inglês), realizada de 11 a 19 de julho, em Mérida, no México, foram premiados na competição.

 

O Brasil participa da IPhO desde 2000 por iniciativa da Sociedade Brasileira de Física. Os participantes são selecionados por meio da Olimpíada Brasileira de Física (OBF).

 

Os premiados deste ano foram André Luis Farias, de Pernambuco, e Ivan Mitoso Rocha, do Ceará, que ganharam medalhas de prata, os paulistas Illan Halpern e Leonardo Stédile, ambos com medalhas de bronze, e Márcio de Paiva Filho, do Rio Grande do Norte, que ganhou menção honrosa.

 

Participaram da IPhO cerca de 400 estudantes de 90 países. Os estudantes brasileiros iniciaram sua maratona de estudos para a competição em 2007, quando cursavam a 1ª série do ensino médio e fizeram parte dos 48 alunos mais bem classificados entre 165 mil estudantes do país inscritos na OBF.

 

No total, foram inscritos 520 mil estudantes do ensino médio e último ano do ensino fundamental na OBF 2007, provenientes de escolas públicas e privadas de todo o país.

 

Também participaram da seleção para a equipe que concorreu em 2009 os dez alunos da 2ª série do ensino médio mais bem classificados entre 200 mil alunos, num total de 770 mil inscritos na OBF 2008.

 

Durante 2008 e o primeiro semestre de 2009, os selecionados foram orientados por professores nas coordenações estaduais da OBF, realizaram provas seletivas e, durante um curso intensivo de oito dias, em maio de 2009, fizeram provas teóricas e experimentais para a formação da equipe.

 

A Olimpíada Brasileira de Física é um programa da Sociedade Brasileira de Física destinado a estudantes do ensino médio e último ano do ensino fundamental.

 

* Informações e foto: Agência FAPESP.

Mais informações sobre a OBF: www.sbfisica.org.br/olimpiadas

Mais informações sobre a IPhO: www.jyu.fi/kastdk/olympiads

- Colaborou: J. Ildefonso P. de Souza (SP). 

 

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INPE:

Termina o 4º Ano Polar Internacional*

O Brasil estreou sua participação em anos polares nesta 4ª edição do evento, que termina em março de 2009.

 

 

A comunidade científica brasileira teve o envolvimento direto de pesquisadores de mais de 30 universidades públicas e privadas e de centros de pesquisa em 11 projetos. O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) disponibilizou recursos da ordem de R$ 9,2 milhões provenientes de ações dos Fundos Setoriais.

 

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) desenvolveu atividades na região Antártica e América do Sul. As ações dos projetos tiveram início em 2007, estendendo-se até 2009. Os resultados científicos deverão ser divulgados a partir de 2008, com as conclusões finais em 2010.

 

As atividades do INPE contam com a colaboração de outros dez países e têm a coordenação da pesquisadora Neusa Paes Leme, da Divisão de Geofísica Espacial e do pesquisador Hisao Takahashi, da Divisão de Aeronomia, com a participarão de 10 pesquisadores do INPE, além de técnicos e estudantes.

 

Os dois projetos de pesquisas desenvolvidos estão ligados ao estudo da alta, média e baixa atmosfera, enfocando a dinâmica da atmosfera, a camada de ozônio, meteorologia, aquecimento global, gases do efeito estufa, a radiação utravioleta, a relação sol-atmosfera, o transporte de poluição e oceanografia. “Nossa prioridade foi estudar a relação da Antártica com a América do Sul”, afirma a pesquisadora. “O Ano Polar permitiiu à comunidade científica participar de uma grande campanha observacional para desenvolver pesquisas nos ambientes Ártico e Antártico, aprofundando o conhecimento quanto à conexão dos polos com outras latitudes, as mudanças climáticas e sua interação com o meio ambiente da Terra”.

 

Projetos coordenados pelo INPE no Ano Polar Internacional, na Antártica:

 

Impacto do clima espacial na atmosfera da região polar e sobre o território brasileiro (GEOESPAÇO).

 

Tem como objetivo estudar o impacto do clima espacial na alta atmosfera da Terra através de vários experimentos (VLF, GPS e detector de raios cósmicos) e identificar qual dos fenômenos solares que as produziram (se explosões, ejeções de massa coronal (EMC) e/ou vento solar de alta velocidade). Deste modo poderemos estabelecer a conexão entre as alterações do meio interplanetário e o clima terrestre. Para avaliar os impactos do clima espacial na alta atmosfera da Terra o projeto estudará: (i) as perturbações detectadas na baixa ionosfera através de sinais de VLF, (ii) as perturbações na alta atmosfera através de medidas do conteúdo total de elétrons na EACF e sobre o território brasileiro, (iii) as variações no fluxo de raios cósmicos detectados na região da anomalia do Atlântico Sul. Deste modo poderemos determinar a correlação entre os efeitos do clima espacial na atmosfera terrestre e seu impacto nas condições climáticas (cobertura de nuvens e precipitação de chuvas/neve).

 

Entidades Executoras: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (CRAAM)

 

Coordenadora do Projeto: Dra. Emília Correia

 

Atmosfera Antártica: Estudo da Mesosfera, Estratosfera, Troposfera e suas conexões com a América do Sul (ATMANTAR)

 

Tem por objetivo o estudo integrado das três camadas da atmosfera: troposfera, estratosfera e mesosfera, visando medir e entender a interação entre elas, principalmente durante o período da ocorência do Buraco de Ozônio. Impactos ambientais como mudanças no clima, gases do efeito estufa, gases poluentes emitidos na Estação Antártica Comandante Ferraz, aumento da radiação ultravioleta e transporte de aerossóis também serão analisados. Medidas simultâneas em Ferraz e na América do Sul darão subsídios para estudos da conexão entre estas duas regiões.

 

Entidades Executoras: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) , Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Unversidad de Magallanes, Chile, Universidade Mayor San Andrés, Bolívia , CONICEFA (Argentina).

 

Coordenadora do Projeto: Dra. Neusa Maria Paes Leme

 

Histórico

 

O 4º Ano Polar Internacional teve início em março de 2007, com organização do Conselho Internacional de União Científica em conjunto com a Organização Meteorológica Mundial (ICSU e WMO, siglas em inglês respectivamente). O objetivo foi desenvolver pesquisas científicas interdisciplinares voltadas para o conhecimento dos processos ambientais nos pólos, as teleconexões destas regiões com o resto do planeta, a biodiversidade, estado evolutivo e capacidade adaptativa dos organismos antárticos.

 

Esse esforço envolveu 63 nações e 227 projetos de alta qualidade científica com investigações laboratoriais até 2011. O fórum de discussão desse evento é o Comitê Científico de Pesquisa Antártica (SCAR, sigla em inglês), que definiu as linhas de base do API.

 

O ano de 2007 marcou o 125º aniversário do 1º API (1882/1883), o 75º aniversário do 2º API (1932/1933) e o 50º aniversário do Ano Geofísico Internacional (1957/1958). Essas três iniciativas científicas contribuíram de maneira significativa para o entendimento de processos globais e estimularam a cooperação científica internacional voltada para a pesquisa das regiões polares da Terra.

 

* Informações do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (www.inpe.br).

 

- Colaborou: J. Ildefonso P. de Souza (SP).

 

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