|
Última
Instância:
Comissão da Câmara
aprova menor
tempo de
contribuição para deficientes*
Em
casos de deficiência grave, o limite de tempo de contribuição para
aposentadoria
integral de
homens
passa dos 35 para 25 anos; e de mulheres, de 30 para 20 anos.
A
proposta que reduz os limites de tempo de contribuição e de idade para a
obtenção de aposentadoria a pessoas com deficiência foi
aprovada,
a quarta-feira (20/3), pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania) da Câmara dos Deputados.O texto é um substituto do Senado ao
PLP (Projeto de Lei Complementar) 277/05, do ex-deputado Leonardo
Mattos. Atualmente, a legislação previdenciária não estabelece qualquer
diferenciação nos critérios de aposentadoria para pessoas com
deficiência. Regulamento do
Executivo
definirá as deficiências consideradas graves, moderadas e leves para a
aplicação da lei.
Em
casos de deficiência grave, o limite de tempo de contribuição para
aposentadoria integral de
homens
passa dos 35 para 25 anos; e de mulheres, de 30 para 20 anos. Quando a
deficiência for moderada e leve, as novas condições para aposentadoria
por tempo de serviço passam a ser de 29 e 33 anos, respectivamente, para
homens, e de 24 e 28 anos, para mulheres.
Se a
aposentadoria for por idade, passa de 65 para 60 anos, no caso dos
homens, e de 60 para 55 anos, no caso das mulheres, independentemente do
grau de deficiência. A condição estabelecida é o cumprimento de um tempo
mínimo de 15 anos de contribuição e comprovada a deficiência por igual
período.
Renda
mensal
O
substitutivo do Senado prevê que a renda mensal da aposentadoria devida
ao segurado com deficiência será calculada aplicando-se sobre o salário
de
benefício
os seguintes percentuais: 100% no caso de aposentadoria por deficiência
grave, moderada ou leve; 70%, mais 1% do salário de benefício por grupo
de doze contribuições mensais, até o máximo de 30%, no caso de
aposentadoria por idade.
O
relator na CCJ, deputado Walter Tosta (PSD-MG), recomendou a aprovação,
por considerar a proposta justa. “A pessoa com deficiência tem um
desgaste muito maior do que uma pessoa fisicamente normal. Nós estamos
reduzindo o tempo de contribuição, para que ela possa usufruir da
aposentadoria ainda com saúde e dignidade”, afirmou o relator.
Tramitação
O
projeto havia sido aprovado pela Câmara em abril de 2010, mas retornou à
Casa por ter sido modificado no Senado. O substitutivo, já aprovado
também pela Comissão de Seguridade Social e Família, tramita em regime
de urgência e ainda será examinado pela Comissão de Finanças e
Tributação, que o analisará quanto a sua viabilidade orçamentária. O
texto também será votado pelo Plenário.
* Informações da Agência Câmara (DF).
22/03/2013
* * *
'Tráfico de pessoas':
PGR
quer interceder em 'leilão de virgindade'
Procuradoria Geral da República pede que
Itamaraty
interceda por brasileira que leiloou a
virgindade.*
O subprocurador-geral da República, João Pedro de Saboia
Bandeira de Mello Filho, pediu ao Ministério das Relações Exteriores que
interceda junto ao governo australiano para que a brasileira Ingrid
Migliorini seja deportada ao Brasil. Segundo ele, a brasileira, que
ficou conhecida por leiloar a virgindade por R$ 1,5 milhão, pode ser
considerado tráfico internacional de pessoas para a prostituição.
O pedido foi feito por e-mail na última sexta-feira. Na
ocasião, Mello Filho afirmou que analisou previamente o caso e concluiu
que o produtor que patrocinou o leilão no site Virgins Wanted, que irá
produzir um documentário sobre o caso, estaria se aproveitando da
situação para lucrar. A prostituição não é considerada um crime no
Brasil, mas financiar ou aliciar a venda de sexo está previsto no código
penal.
Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da TV
Record, no último domingo, o subprocurador afirmou que as autoridades
brasileiras podem, inclusive, declarar a prisão do idealizador do
leilão, se ele vier com a brasileira para o país.
O Itamaraty afirmou que não considerou o caso como tráfico
de pessoas, uma vez que a brasileira concordou em participar do leilão e
em deixar o país para a consumação do ato. O passaporte de Ingrid não
foi cassado e ela não deve ser deportada da Austrália.
O subprocurador não comentou a decisão do Itamaraty.
*
Informações do jornal Estado de Minas (BH)
1º/11/2012
* * *
Senado:
Articulação para livrar
Demóstenes
Senadores devem se ausentar para evitar
cassação de Demóstenes.*

Meninos, cheguei!
Um grupo de senadores começou a se mobilizar nesta
quinta-feira para evitar que o senador Demóstenes Torres (sem
partido-GO) se livre da cassação do mandato no plenário da Casa. O temor
de que o caso acabe em pizza cresceu desde o depoimento técnico que
Demóstenes prestou terça-feira no Conselho de Ética, quando começou a
aumentar o número de senadores que, reservadamente, afirmam que os
delitos do goiano são menores do que pareciam e que, por isso, podem
absolvê-lo. A estratégia desse grupo não é votar contra a cassação, mas
se ausentar.
Nesta quinta-feira, os senadores Ana Amélia Lemos (PP-RS),
Pedro Taques (PDT-MT), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e o relator do caso
Demóstenes, Humberto Costa (PT-PE), reuniram-se no plenário do Senado
para definir estratégias para evitar a pizza.
O grupo tem duas metas fundamentais: tentar uma alternativa
que force os senadores a abrirem seus votos e combater as ausências no
dia da votação em plenário. O voto para cassação de mandato é aberto no
Conselho de Ética e fechado no plenário.
Para Demóstenes ser cassado, será preciso que 41 senadores
apoiem o pedido de cassação. As ausências têm exatamente o mesmo efeito
do voto pela absolvição. Rollemberg, Taques, Ana Amélia e Humberto Costa
definiram que vão usar as redes sociais na internet para tentar irradiar
o alerta de que o senador que se ausentar da votação estará ajudando
Demóstenes.
- Há um movimento subterrâneo para incentivar a ausência -
diz Rollemberg.
A meta do grupo ao alardear a situação na internet é evitar
que os colegas busquem desculpas, como viagens profissionais e doenças
de família, no dia da votação. Outra estratégia do grupo é tentar
garantir a publicidade dos votos no plenário do senador que assim
desejar.
Na quarta-feira, conforme antecipou a coluna Panorama
Político do GLOBO, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) entrou no Supremo
Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança para que seu voto
seja divulgado eletronicamente pelo Senado. O grupo de senadores
reunidos nesta quinta-feira defende a divulgação dos votos, mas ainda
não definiu qual é a melhor forma de fazê-la.
Tentativa de
revelar os votos
O grupo incumbiu o senador Pedro Taques, que era procurador
da República, de estudar qual a melhor forma jurídica de assegurar a
publicidade dos votos. Como a votação deve ocorrer em cédula de papel,
uma das possibilidades seria cada senador exibir o voto antes de
colocá-lo na urna. Mas os colegas foram alertados por Taques que, de
acordo com a Lei Eleitoral, a exibição da cédula anula o voto. Resta,
portanto, um questionamento se isso se estende às votações do Senado.
- Estamos preocupados que esse julgamento coberto pelo voto
secreto frustre a expectativa dos que querem preservar a instituição.
Isso comprometeria o esforço do resgate do Legislativo - explicou Ana
Amélia Lemos.
A expectativa é que Demóstenes seja julgado no Conselho de
Ética em duas semanas. Em seguida, o processo segue para a Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) para ser analisado e só depois vai ao
plenário. Demóstenes vem apostando todas suas fichas na votação secreta
no plenário. A tendência é que o ato final do processo aconteça até
meados de junho, antes do recesso parlamentar.
*
Informações de Paulo Celso Pereira / Agência O Globo.
1º/06/2012
- Foto: divulgação.
* * *
Relação incestuosa?
Parecer do MPF sugere ligação entre MinC e
Ecad*
O blog Farofafá teve acesso ao parecer do
MPF, cujo teor traz novas
revelações sobre esse intrincado jogo de
poder que move a cultura brasileira.

Ana de Hollanda
O Ecad confecciona uma peça de defesa, o Ministério da
Cultura a endossa e agora o Ministério Público Federal sugere, com base
nas justificativas apresentadas pelas duas entidades, o arquivamento do
processo que o próprio Ecad sofria.
Parecer do procurador regional da República Luiz Augusto
Santos Lima, representante do MPF no Conselho Administrativo de Defesa
Econômica (Cade), entende que o Escritório Central de Arrecadação e
Distribuição e suas associadas têm legitimidade para cobrar os direitos
autorais no Brasil, podendo fixar o preço da licença, e não há
necessidade de concorrência nesse setor.
O blog Farofafá teve acesso ao parecer do MPF, cujo teor
traz novas revelações sobre esse intrincado jogo de poder que move a
cultura brasileira. É mais um capítulo de "Ana
de Hollanda no país do Ecad", reportagem exclusiva publicada ontem
que mostrou como o MinC vem agindo em defesa do órgão arrecadador de
direitos autorais.
*
Informações de Eduardo Nunomura, do Farofafá | Yahoo! Notícias.
13/03/2012
-
Extras:
Clique aqui para ler esta reportagem completa no Yahoo! Brasil
Ana de Hollanda no país do Ecad
* * *
Emergência:
Ministros vão avaliar excesso de chuvas no
Sudeste
Ministros se reúnem para avaliar situação
das chuvas no Sudeste.*
As chuvas que atingem a região Sudeste fizeram o governo
federal mobilizar cinco ministros neste domingo para avaliar a situação
dos Estados mais afetados pelas enchentes, principalmente Minas Gerais.
A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, vai
comandar no começo da noite uma reunião com os titulares da Integração
Nacional, Fernando Bezerra Coelho; da Ciência, Tecnologia e Inovação,
Aloizio Mercadante; dos Transportes, Paulo Passos; e da Saúde, Alexandre
Padilha, na sede do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção
da Amazônia (Censipam), em Brasília.
Também vão participar da reunião o secretário nacional de
Defesa Civil, Humberto Viana, e um representante do Ministério da
Defesa.
Os ministros deverão fazer um levantamento da situação das
chuvas e das medidas que estão sendo tomadas para auxiliar as cidades
atingidas. O balanço será apresentado à presidente Dilma Rousseff nesta
segunda (9), em audiência que deve reunir Gleisi Hoffmann e Bezerra
Coelho.
Por causa das chuvas, Gleisi e Bezerra Coelho interromperam
as férias e voltaram a Brasília no começo da semana para acompanhar a
situação do Sudeste. Dilma também antecipou o retorno do recesso para
coordenar as ações do governo para o enfrentamento das enchentes.
Minas Gerais é o Estado que mais registra prejuízos com as
chuvas até agora, com 103 municípios em estado de emergência em
decorrência dos estragos causados pelas enchentes e deslizamentos. De
acordo com a Defesa Civil mineira, 12 pessoas morreram desde outubro,
início do período chuvoso --dez das vítimas morreram em janeiro. Há 906
pessoas desabrigadas em todos o Estado e quase 12 mil desalojados.
Rio
O Instituto Estadual do Ambiente colocou todos os nove
municípios do norte-nororeste do Estado do Rio em alerta máximo, no
final da tarde deste domingo, depois que as chuvas da madrugada elevaram
o volume de água do rio Muriaé na altura de Itaperuna.
Ao todo os nove municípios somam cerca de 11 mil
desalojados e 2.000 desabrigados.
Estão sob alerta máximo para enchentes Campos, Bom Jesus do
Itabapoana, Santo Antônio de Pádua, Natividade, Porciúncula, Italva,
Cardoso Moreira, Itaperuna e Laje do Muriaé.
Em Campos de Goytacazes, no norte do Estado, também choveu
na madrugada, mas não há indicação de alerta máximo. O nível da água da
localidade de Três Vendas, baixou 20 centímetros de sexta-feira para
sábado.
Três Vendas ficou completamente alagada depois que um
trecho da rodovia BR-356, que servia como barragem para conter as águas
do rio Muriaé, se rompeu, criando uma cratera de 20 metros.
O deslizamento de duas barreiras em duas estradas, durante
a madrugada deste domingo, interrompeu o trânsito e a ligação entre os
municípios de Campos dos Goytacazes e Cardoso Moreira, no norte do Rio.
"Todas as nossas máquinas estão trabalhando lá", disse o
secretário de Defesa Civil de Cardoso Moreira, Juarez de Rocha.
Por causa dos deslizamentos, nas localidades de Baú e Valão
do Pires, os motoristas têm que percorrer mais 200 quilômetros para
fazer o trajeto entre os dois municípios, distantes 60 quilômetros. O
desvio está sendo feito pelo município de Bom Jesus de Itabapoana.
*
Informações da Folha de S.Paulo.
08/01/2011
* * *
TCU:
Ana Arraes elogia Lula em discurso de
posse*
A nova ministra assumiu o posto
anunciando que tem "compromisso com a decência e a moral".
Exatos 35 dias depois de ser eleita ministra do Tribunal de
Contas da União (TCU) com um discurso contrário à paralisação de obras
públicas suspeitas de irregularidade, a mãe do governador de Pernambuco,
Eduardo Campos, e ex-líder do PSB na Câmara, Ana Arraes, tomou posse
hoje, condenando o controle que paralisa o governo.
A nova ministra assumiu o posto anunciando que tem
"compromisso com a decência e a moral" e será "implacável e zelosa com o
dinheiro da Nação". Mas defendeu a adoção de um "controle inteligente",
lembrando sua pregação em favor da tese de que "o controle deve servir a
aperfeiçoar a gestão dos governos e não a paralisá-la, quando não,
inviabilizando-a, pois é fugaz o tempo de quem governa".
A observação de Ana Arraes foi feita diante dos olhos
atentos da presidente Dilma Rousseff, presente à mesa que dirigiu a
solenidade de posse ao lado do presidente do Tribunal, Benjamin Zymler.
Neste momento, ela arrancou aplausos da plateia que lotava o plenário do
TCU, incluindo ministros de Estado, parlamentares e líderes de partidos
governistas e de oposição.
Também compareceram à cerimônia os governadores Cid Gomes
(CE), Renato Casagrande (ES), ambos do PSB da nova ministra; o petista
Marcelo Deda (SE),o tucano Teotônio Vilela (AL) e o interino do DF e
vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), além do pernambucano Eduardo
Campos.
Entre as 17 obras que apresentaram problemas de
fiscalização no ano passado, com recomendação do TCU para que fossem
paralisadas, está a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Talvez por
isto Ana Arraes tenha declarado que será "implacável no combate à
improbidade e ao crime", com a ressalva de que o "controle moderno" tem
que buscar o princípio da eficiência e "não pode ser dissociado do
compromisso com o resultado das políticas públicas".
Em conversa reservada em meio à fila de cumprimentos, um
dos ministros do TCU que prestigiaram a chegada da colega observou que
"ninguém é a favor de paralisar uma obra" e disse que o Tribunal só
manda parar "em último caso", quando as irregularidades são graves e o
responsável não corrige. Ele avalia que Ana Arraes "se expôs de graça"
no discurso de posse, porque todas as decisões do tribunal são coletivas
e embasadas em parecer das unidades técnicas e do Ministério Público.
"Para mudar o rumo do Tribunal ela terá que convencer os demais
ministros, ou perderá de goleada em plenário", concluiu.
Outro ministro também estranhou o fato de a novata ter
homenageado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como "o operário de
talento político e uma obra que mudou o Brasil", depois de Lula ter se
empenhado em uma "verdadeira guerra contra o TCU', por conta da
paralisação de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Um
dos parlamentares que participou da campanha dela, no entanto, diz que a
menção foi um agradecimento ao trabalho de Lula, que conquistou muitos
votos para Ana Arraes no Câmara.
*
Christiane Samarco/Agência Estado.
26/10/2011
* * *
'Regulação':
Dilma rejeita controle da mídia proposto
pelo PT*
A presidente disse
que o único controle de mídia que ela leva em
consideração é o
controle remoto, para mudar de programa na TV.

Dilma Rousseff
A presidente Dilma Rousseff quer distância da proposta
aprovada no fim de semana pelo PT que trata sobre a regulamentação da
mídia. De acordo com informações dos bastidores do Palácio do Planalto,
a presidente, além de repudiar por princípio, teme que as propostas que
emergiram do 4.º Congresso Extraordinário do PT, realizado em Brasília,
minem o apoio conquistado na classe média. “É importante separar a
posição do partido da posição do governo”, resumiu ontem o ministro das
Comunicações, Paulo Bernardo.
A posição de Dilma sobre os meios de comunicação é a mesma
que ela sempre manifestou, seja durante a campanha, seja depois de
eleita, disse um de seus auxiliares. Nas suas várias declarações sobre o
tema, a presidente disse que o único controle de mídia que ela leva em
consideração é o controle remoto, para mudar de programa na TV. “Não
conheço outro tipo”, repete sempre que alguém fala do assunto.
Ainda de acordo com informações do Planalto, o governo tem
uma agenda que envolve preocupações com as obras do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa, Minha Vida, além de
encontrar formas de proteger o País da crise internacional. Tem ainda de
evitar que projetos com aumentos das despesas públicas sejam aprovados
pelo Congresso.
Além de não dar importância para a proposta feita pelo PT,
Dilma orientou Paulo Bernardo a examinar item por item do projeto sobre
a regulamentação da radiodifusão, feito pelo ex-ministro Franklin
Martins. Segundo informações do Planalto, Dilma disse ao ministro para
ter cuidado com as “cascas de banana” do projeto.
Oposição
A oposição e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
criticaram ontem a proposta petista de regular a mídia. O senador Jarbas
Vasconcelos (PMDB-PE) atacou, da tribuna do Senado, a iniciativa
aprovada pelo PT de ressuscitar o marco regulatório da mídia. “É o nome
pomposo para um verdadeiro tribunal da inquisição da comunicação que os
petistas querem implantar.”
O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, considerou
“assustadora” a proposta aprovada pelo PT para regular a imprensa.
“Assusta, porque falar em democracia é falar em liberdade de imprensa e
liberdade de expressão. Não há democracia sem uma imprensa livre”,
afirmou. “A partir do momento em que se colocam alguns tipos de
restrições, como quer o PT, à imprensa e à sua concepção e ao poder de
formulação e de questionamento de cada jornalista, é algo que representa
uma restrição à determinação constitucional de que a imprensa é livre
neste país”, argumentou Ophir.
*
Informações do jornal O Estado de S. Paulo.
* * *
Royalties:
Mineração deve ter cobrança flexível de
royalties*
Os três projetos de lei que instituem o
novo código mineral brasileiro estão
nas mãos da presidente Dilma Rousseff e
devem ser encaminhados ao Congresso.
O novo marco regulatório da mineração deve impor um sistema
de cobrança flexível de royalties para as empresas do setor. Segundo o
ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a inclusão do mecanismo, em
análise do Palácio do Planalto, é uma “tendência forte”.
O sistema em estudo funcionaria da seguinte forma: em
períodos de baixa demanda pelas commodities, como em épocas de crise, a
alíquota seria reduzida; da mesma forma, haveria aumento em períodos de
aquecimento da economia. Os porcentuais mínimos e máximos a serem
cobrados das mineradoras seguiriam um sistema de bandas, fixados por
decreto.
Os três projetos de lei que instituem o novo código mineral
brasileiro estão nas mãos da presidente Dilma Rousseff e devem ser
encaminhados ao Congresso Nacional dentro de uma a duas semanas, segundo
Lobão.
“Estamos trabalhando com a ideia de uma, duas semanas.
Estamos alinhavando com a Fazenda. Falta agora só a presidente ter tempo
de analisar o que foi feito”, disse.
O primeiro projeto de lei estabelece o marco regulatório em
si, com as diretrizes gerais para exploração mineral. O segundo prevê a
criação de uma agência reguladora, que substituirá o Departamento
Nacional de Produção Mineral. O terceiro é o que trará alterações na
sistemática de cobrança de royalties do setor, denominada Compensação
Financeira pela Exploração de Recursos Minerais.
*
Informações do jornal O Estado de S. Paulo (SP).
* * *
Operação Voucher:
Secretário-executivo do Turismo é
um dos 38 presos em ação da PF*
Operação visa
'combater desvios' em verba de emendas parlamentares.
G1 aguarda resposta
do ministério; ministro ainda não se pronunciou.
O secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico
Silva da Costa, que tem o cargo mais importante da pasta depois do
ministro, está entre 38 presos na Operação Voucher da Polícia Federal,
deflagrada na manhã desta terça-feira (9).
Conforme a PF, a ação visa "combater o desvio de recursos
públicos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas
parlamentares ao Orçamento da União".
O G1 procurou a assessoria de imprensa do ministério, que
disse que ainda não tem informações sobre a operação. Dirigentes do
ministério estão reunidos com a consultoria jurídica da pasta para
decidir quais procedimentos serão adotados. O G1 também tenta contato
com a defesa do secretário-executivo da pasta. Por volta de 11h30, Costa
aguardava para ser ouvido na superintendência da PF em Brasília.
Conforme a PF, a operação contou com 200 agentes que
cumpriram 19 mandados de prisão preventiva (sem prazo determinado), 7 de
busca e apreensão e outros 19 de prisão temporária (de cinco dias
prorrogáveis por mais cinco dias), em Brasília, São Paulo e Macapá (AP).
Além do secretário-executivo, foi preso o secretário
nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da
Silva Filho,que é ex-deputado federal, um ex-presidente da Embratur
(Mario Moysés, segundo a assessoria do Ministério do Turismo), além de
empresários, diretores do ministério e funcionários do Instituto
Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). O
G1 tenta contato com dirigentes do Ibrasi.
Só em Brasília foram cumpridos 10 mandados de prisão
preventiva, 2 de busca e apreensão e 5 de prisão temporária. Todos os
presos temporários serão transferidos para Macapá, segundo a Polícia
Federal.
Conforme a assessoria do ministério, o ministro do Turismo,
Pedro Novais (PMDB), está em São Paulo e chega a Brasília no começo da
tarde desta terça.
A Operação Voucher foi realizada pela superintendência
regional da PF no Amapá, com o apoio das superintendências regionais em
São Paulo e no Distrito Federal.
Investigação
Em nota, a PF afirma que foram detectados indícios de
desvio de dinheiro público em um convênio que previa a qualificação de
profissionais de turismo no Amapá.
O convênio foi assinado entre o ministério e o Ibrasi em
2009, e de acordo com a PF, não teria tido chamamento público para que
outras entidades se candidatassem a oferecer o serviço.
Ainda de acordo com a PF, o instituto – que é uma
organização sem fins lucrativos – não tinha condições técnicas de
prestar os serviços de qualificação.
De acordo com a PF, houve ainda direcionamento de
contratações a empresas que fariam parte do suposto esquema de desvio.
Além disso, foi verificada ausência de preços de referência, não
execução ou execução parcial de serviços, pagamentos antecipados,
fraudes nos comprovantes de despesas e falhas na fiscalização do
convênio.
*
Informações de Andréia Sadi e Débora Santos/G1 (DF).
* * *
Polícia Federal:
PF cumpre mandados de prisão no Ministério
do Turismo*
A PF afirmou que
uma nota com mais informações sobre
a operação deve ser
divulgada ainda nesta manhã.
A Polícia Federal (PF) do Distrito Federal realiza uma
operação no Ministério do Turismo nesta manhã. O motivo da ação não foi
informado.
Os policiais cumprem 10 mandados de prisão temporária e 10
mandados de prisão preventiva. Ainda não há informações sobre o número
de pessoas já foram presas.
A PF afirmou que uma nota com mais informações sobre a
operação deve ser divulgada ainda nesta manhã.
*
Informações de Priscila Trindade/Agência Estado (SP).
09/08/2011
* * *
Câmara Federal:
Deputados
'fichas-sujas' tomaram posse
Veja quem são os
deputados 'fichas-sujas' que tomaram posse na Câmara*
Três dos quatro deputados federais que tomaram posse na
tarde desta quarta-feira (13/07) na Câmara dos Deputados estavam
impedidos de assumir seus mandatos por conta da Lei da Ficha Limpa:
Janete Capiberibe (PSB-AP), João Pizzolatti (PP-SC) e Magda Moffato
(PTB-GO). Em março deste ano, o STF decidiu que a Lei da Ficha Limpa é
constitucional, mas que não se aplicaria às eleições de 2010. Saiba quem
são esses políticos.
Janete Capiberibe
(PSB-AP)
Janete teve o mandato de deputada federal cassado em 2006.
Ela e o marido – o ex-senador João Capiberibe (que pode voltar ao Senado
beneficiado pela decisão do STF) foram acusados de comprar votos por
R$26 na campanha de 2002. No ano passado, ela teve 28.147 votos e foi
campeã do pleito para o cargo de deputado federal.
Marcivânia Flexa Rocha (PT-AP) é quem sai da Câmara para
dar lugar à Janete.
João Pizzolatti (PP-SC)
Pizzolati foi barrado na Câmara por improbidade
administrativo. O progressista era sócio de uma empresa que mantinha
contatos com a prefeitura de Pomerode enquanto ele exercia o mandato de
deputado federal.
O deputado foi o quinto mais votado em Santa Catarina nas
últimas eleições, com 133.181 votos, praticamente 30 a mais que os de
Odacir Zonta (103.965), agora primeiro suplente do partido.
Magda Moffato
(PTB-GO)
Magda foi condenada por captação ilícita de sufrágio e
abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2004. Em 2007, ela
teve o mandato de prefeita de Caldas Novas (GO) cassado.
Além disso, Moffato também é conhecida por não ser amiga
dos animais. Ela já foi autuada pelo Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por manter animais
silvestres em cativeiro e sem licença. Foram encontrados em uma suíte do
Hotel Roma – de propriedade da deputada -, em Caldas Novas, quatro
araras e um papagaio. Magda responde criminalmente por maus-tratos de
animais, mantê-los em cativeiro, trabalhar com zoológico sem licença e
ser considerada infiel depositária.
Magda Moffato é suplente do Delegado Waldir.
Nilson Leitão
Nilson Leitão, do PSDB, vai tomar o lugar de Ságuas Moraes,
do PT. Com a contabilização dos votos de Leitão, a coligação do PT
perdeu uma vaga para a coligação do PSDB. Ságuas obteve mais votos:
88.654 contra 70.958 de Leitão.
No Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), Cássio Cunha Lima
(PSDB-PB) e João Capiberibe (PSB-AP) também podem tomar posse.
* Informações de
Yahoo! Brasil.
14/07/2011
* * *
Procuradoria:
José Dirceu pode ser condenado a 111 anos
de prisão*
No caso em questão, a pena de Marcos Valério pode variar
de 429 a 1.727 anos de prisão.
PGR considera mensalão a mais grave agressão aos valores
democráticos

José Dirceu e
Marcos Valério: penas para várias encarnações.
O
procurador-geral da República Roberto Gurgel enviou na quinta-feira
parecer com alegações finais sobre o caso do mensalão. De acordo com a
acusação, José Dirceu, "o chefe de quadrilha", pode pegar até 111 anos
de prisão. Para a PGR, "as provas coligidas no curso do inquérito e da
instrução criminal comprovaram, sem sombra de dúvida, que José Dirceu
agiu sempre no comando das ações dos demais integrantes dos núcleos
político e operacional do grupo criminoso. Era, enfim, o chefe da
quadrilha". Dirceu é acusado de formação de quadrilha e corrupção ativa.
O
procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirma ainda que o
Ministério Público Federal está plenamente convencido de que as provas
produzidas no curso da investigação comprovaram a existência do
mensalão, esquema criminoso voltado para a obtenção de apoio político no
Congresso Nacional durante o governo Lula.
"Trata-se da mais grave agressão aos valores democráticos que se possa
conceber. No momento em que a consciência do representante eleito pelo
povo é corrompida em razão do recebimento de dinheiro, a base do regime
democrático é irremediavelmente ameaçada", diz Gurgel nas alegações
finais sobre a Ação Penal 470, que denuncia 38 réus envolvidos no
esquema do mensalão.
Marcos Valério
Apesar de o deputado cassado José Dirceu aparecer no documento como peça
central do esquema, a possibilidade de punição mais dura recai sobre o
empresário Marcos Valério. A PGR considera que o mineiro cometeu os
crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. No caso em questão, a
pena pode variar de 429 a 1.727 anos de prisão.
"Naquele momento, o interesse do grupo de Marcos Valério de viabilizar,
no recém empossado governo do PT, o esquema ilícito de desvio de
recursos públicos que já protagonizavam no governo de Minas Gerais,
coincidiu com os propósitos de José Dirceu e o seu grupo - Delúbio
Soares, Sílvio Pereira e José Genoíno -, de angariar recursos para
consolidar o projeto de poder recém vitorioso do Partido dos
Trabalhadores, mediante a compra de suporte político de outros Partidos
Políticos e do financiamento futuro e pretérito (pagamento de dívidas)
das suas próprias campanhas eleitorais", ponderou Gurgel.
* Informações de Agência O Globo.
- Foto: Arquivo VF.
- Tópico relacionado:
Procurador pede condenação de 37 réus do mensalão
* * *
Manifesto gay:
Marcha contra homofobia reúne 5 mil
pessoas*
Desafeto de Bolsonaro,
o deputado Jean Wyllys,
aderiu à manifestação.

Bonecos de Dilma e Bolsonaro foram
destaques na manifestação.
Cerca de 5 mil pessoas se reuniram nesta quarta-feira,
18/05, em Brasília para participarem de uma marcha contra a homofobia
organizada pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais,
Travestis e Transexuais (ABGLT), que também comemorou a decisão judicial
que legaliza a união civil entre duas pessoas do mesmo sexo.
"Esta marcha é importante para pressionar o Governo e
conseguir o apoio necessário para que o Congresso legisle contra a
homofobia", declarou o deputado Jean Wyllys, que uniu-se à manifestação.
Evaldo Amorim, presidente do Grupo Elos LGBT (lésbicas,
gays, bissexuais e transexuais) e coordenador da passeata, garantiu que
os manifestantes representam "milhões de brasileiras e brasileiros
excluídos da democracia e que não têm todos seus direitos garantidos por
lei".
Assim como exigiram a discussão e aprovação de um projeto
de lei que tramita nas câmaras há anos e considera como delito todo tipo
de discriminação sexual, os manifestantes também pediram que o
Parlamento legisle sobre o casamento gay.
Na véspera, os mesmos grupos que organizaram a manifestação
entregaram ao Congresso um documento, com 100 mil assinaturas, em apoio
ao projeto que propõe penalizar a discriminação.
Na semana passada, o Supremo Tribunal decidiu em favor de
equiparar a união civil de homossexuais aos casamentos heterossexuais.
Desse modo, os casais compostos por pessoas do mesmo sexo
são reconhecidos agora no Brasil como entidade familiar e têm os mesmos
direitos que qualquer casamento heterossexual.
Segundo Amorim, foi um "grande avanço", mas ainda falta
muito para que os homossexuais possam sentir-se no Brasil como "cidadãos
de pleno direito".
Nesse sentido, sustentou que a igualdade também passa pelo
"fim da discriminação e da violência contra os homossexuais", assim como
pelo "reconhecimento e respeito social".
A marcha, que segundo a Polícia Militar reuniu 5 mil
pessoas, começou na frente da Catedral de Brasília e percorreu toda a
Esplanada dos Ministérios, para encerrar na frente da sede do Supremo
Tribunal.
*
Informações da EFE.
- Foto: Yahoo! Brasil
* * *
Impasse:
Filhos e netos de Lula não devolvem passaporte*
Prazo dado pelo Ministério Público
terminou nesta terça-feira, 03/05;
procuradores viram irregularidades na
cessão do documento e devem entrar com ação judicial.
O Itamaraty informou que os passaportes diplomáticos
concedidos a quatro filhos e três netas do ex-presidente Lula nos
últimos dias de governo do petista não foram devolvidos. O Ministério
Público Federal deverá recorrer à Justiça para tentar obrigá-los a
devolver os documentos. Há cerca de um mês, procuradores analisaram o
caso e concluíram que a concessão dos passaportes, que garantem
tratamento privilegiado, foi irregular.
O prazo dado pelo Ministério Público terminou nesta
terça-feira, 03/05; procuradores viram irregularidades na cessão do
documento e devem entrar com ação judicial.
O Ministério Público Federal deve recorrer à Justiça para
obrigar parentes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a devolver
passaportes diplomáticos concedidos nos últimos dias do governo do
petista.
Em ofício encaminhado ao Ministério Público, o Itamaraty
informou que os passaportes concedidos a 4 filhos e 3 netos de Lula não
foram devolvidos nem recolhidos. Recentemente, procuradores tinham
anunciado que se os documentos não fossem devolvidos uma ação poderia
ser encaminhada à Justiça.
Há cerca de um mês, procuradores analisaram o caso e
concluíram que a concessão dos passaportes foi irregular. Há vários
benefícios para quem tem passaporte diplomático. Entre eles, tratamento
menos rígido na imigração e dispensa de visto em alguns países. O
Ministério Público concedeu um prazo até esta terça-feira, 3, para que
os documentos fossem devolvidos.
Num primeiro momento, ao ser questionado sobre a concessão
dos passaportes, o Itamaraty disse que a emissão dos documentos atendia
a interesses do País. Com isso, foi criado um problema político porque o
governo da presidente Dilma Rousseff, que é aliada de Lula, não tem como
voltar atrás.
Para o governo, o ideal seria que os familiares de Lula
devolvessem os documentos. Mas como eles não devolveram, a melhor saída
é que o Ministério Público entre com uma ação na Justiça pedindo o
recolhimento. O governo avalia que o constrangimento pode ser menor do
que designar um funcionário do Itamaraty para pressionar pela devolução.
O Ministério Público analisou recentemente a concessão de
328 passaportes emitidos em caráter excepcional pelo Ministério das
Relações Exteriores de 2006 a 2010. Em todos os casos, a emissão teve
como justificativa o interesse do País.
Após a análise, o órgão concluiu que somente os sete
passaportes concedidos aos parentes de Lula, em 22 e 29 de dezembro do
ano passado, foram considerados irregulares. Para os procuradores, não
foram apresentadas justificativas pertinentes para a concessão do
benefício.
A divulgação da notícia sobre a emissão de passaportes
diplomáticos para familiares de Lula provocou reações contrárias em
Brasília. O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),
Ophir Cavalcante, chegou a fazer um apelo para que os familiares do
ex-presidente devolvessem os documentos.
"A Ordem apela para que os filhos do presidente Lula
devolvam o passaporte especial, não submetendo seu pai a um
constrangimento público dessa natureza, inclusive com possibilidade de
ação judicial por improbidade administrativa para alcançar quem concedeu
esse benefício", disse Ophir na época.
O caso dos passaportes especiais, revelado em janeiro, foi
a última polêmica do governo Lula. A dois dias de seu mandato terminar,
o Itamaraty concedeu o documento a 4 filhos e 3 netos do ex-presidente,
alegando "interesse nacional". Revelou-se, então, que o documento já
havia sido dado a 328 pessoas.
O Ministério Público e a OAB recorreram contra a decisão,
que consideraram privilégio - por lei, só funcionários em missões
especiais e seus cônjuges e filhos menores podem recebê-lo. Dois filhos
de Lula, Luís Cláudio e Marcos Cláudio, prometeram devolver os
passaportes, mas não o fizeram.
* Informações de Mariângela Gallucci/Ministério
das Relações Exteriores - Brasil.
* * *
Senado:
Requião diz sofrer
bullying da imprensa
Após tomar
gravador, Requião diz que sofre bullying da imprensa.*
Sindicato dos Jornalistas de Brasília
protocolava no Senado uma representação contra o senador
Ao mesmo tempo em que o Sindicato dos Jornalistas de
Brasília protocolava no Senado uma representação contra o senador
Roberto Requião (PMDB-PR), que tomou o gravador de um repórter nesta
segunda-feira e apagou seu disco de memória, o parlamentar foi à tribuna
dizer que é vítima de "bullying" - a palavra de origem inglesa da moda
que significa o assédio e a violência de uma pessoa mais forte sobre uma
mais fraca.
Sarney diz que episódio envolvendo repórter e Requião foi
"uma questão de temperamento".
"Acho que é um momento correto para resolvermos esse
problema e acabarmos com o abuso, com esse verdadeiro bullying que
sofremos nós, os brasileiros, parlamentares ou não, nas mãos de uma
imprensa, muitas vezes, absolutamente provocadora e irresponsável",
disse Requião no discurso.
Ontem, ao entrevistar Requião, o repórter Victor Boyadjian,
da Rádio Bandeirantes, perguntou sobre a aposentadoria de R$ 24 mil que
o senador tem como ex-governador do Paraná. Dizendo-se provocado,
Requião tomou o gravador do repórter.
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) criticou a atitude
de Requião. "Condenável em qualquer cidadão, o impedimento do livre
exercício da atividade jornalística foi agravado neste caso pelo fato de
ter partido de um homem público, em total desacordo com as mais básicas
normas de civilidade e da convivência democrática", diz o presidente da
entidade, Francisco Mesquita Neto.
*
Informações da Agência Estado (SP).
- Tópico associado:
Senador Requião toma gravador de repórter para 'deletar'
* * *
Votação:
Senado aprova salário mínimo de R$ 545*
Aprovação confirma vitória de Dilma que
deve sancionar o novo valor.
O Senado aprovou por ampla maioria nesta quarta-feira, sem
modificações, a política de reajuste para o salário mínimo até 2015 e o
valor de 545 reais para este ano, num momento em que o governo realiza
um esforço para controlar os gastos públicos o que inclui um corte no
Orçamento de 2011.
A votação se seguiu à vitória folgada na Câmara dos
Deputados na semana passada. A proposta agora segue para sanção da
presidente Dilma Rousseff.
Os senadores governistas derrubaram três emendas propostas
por PSDB e DEM, que pretendiam elevar o salário mínimo para 600 reais e
560 reais, respectivamente. Também foi rejeitada a proposta de retirada
do artigo 3o do projeto, que prevê que anualmente o novo valor será
definido por decreto presidencial até 2015, seguindo a fórmula aprovada
nesta noite.
A oposição promete agora recorrer ao Supremo Tribunal
Federal para tentar barrar o uso do decreto, mas apenas depois da sanção
presidencial.
"Querem acabar com o debate político, transformar tudo em
prerrogativa do Executivo. Se o Senado da República desmerecer seus
poderes constitucionais nós vamos ao Supremo Tribunal Federal", prometeu
o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).
O líder do PT e do bloco aliado no Senado, senador Humberto
Costa (PT-PE), comemorou a votação. "Foi fruto de um trabalho de
convencimento importante que nós tivemos em relação a todos os senadores
da base", afirmou ao final da sessão.
O senador Romero Jucá (PMDB-RR), que lidera o governo na
Casa, disse que "esse é um início de trabalho auspicioso."
A oposição lamentou o resultado mas mostrou disposição para
continuar a lutar. "Não há muito o que inovar. Temos que usar nossa
motivação neste começo", disse o líder do PSDB, senador Álvaro Dias
(PSDB-PR).
O presidente interino do PMDB, senador Valdir Raupp
(PMDB-RO), rejeitou a possibilidade de punição aos peemedebistas que se
abstiveram na votação ou votaram contra a proposta do governo. Jarbas
Vasconcelos (PE) e Roberto Requião (PR) votaram a favor da emenda que
propunha salário de 560 reais.
Na oposição, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da
Confederação Nacional da Agricultura, se absteve na votação das emendas,
uma delas do próprio partido, que elevavam o valor do mínimo.
Entre aliados, Ana Amélia Lemos (PP-RS) votou a favor das
emendas que previam 600 e 560 reais e o senador Pedro Taques (PDT-MT)
apoiou o valor de 560 reais.
Dilma deve sancionar a política de reajuste até o final
deste mês e, com isso, o novo valor de 545 reais passa a valer já em 1o
de março. Desde janeiro deste ano o valor em vigor é de 540 reais,
sucedendo os 510 reais do ano passado.
Nas três votações que enfrentou no plenário, a base reuniu
54 votos em duas delas e 55 em outra, dos 77 senadores que votaram. O
plenário ficou cheio desde as 16h e a maioria dos parlamentares subiu à
tribuna para expor sua posição. A sessão terminou quase às 23h.
Nas galerias, representantes de algumas centrais sindicais
assistiram a sessão apenas em parte. Nas primeiras manifestações, os
seguranças do Senado tentaram arrancar cartazes dos sindicalistas que
pediam voto contrário ao valor de 545 reais, mas em seguida foram
orientados a suspender a punição.
O senador Itamar Franco (PPS-MG) foi destaque na sessão. O
ex-presidente da República bateu boca com o presidente do Senado, José
Sarney (PMDB-AP), sobre questões regimentais. Em seguida discutiu com
Jucá sobre a capacidade de compra do salário mínimo e ainda cobrou de
senadores a lembrança de que o Plano Real foi realizado em seu governo.
A vitória de Dilma, no primeiro teste no Congresso desde
que assumiu, em janeiro, mostra que a presidente conseguiu unir a grande
base aliada. A operação para aprovar o mínimo consumiu esforços dos
ministros, do vice-presidente Michel Temer e da própria Dilma.
Nesta quarta-feira, a presidente se reuniu com o senador
Paulo Paim (PT-RS), um de seus aliados históricos do Rio Grande do Sul,
e se comprometeu a abrir as discussões em torno do fator previdenciário
e de uma política de reajuste para os aposentados que recebem acima de
um salário mínimo. Dessa forma, venceu mais uma resistência da base
aliada no Congresso. Ela acompanhou os debates no Senado pela TV no
Palácio da Alvorada.
O projeto do governo de valorização do mínimo considera a
variação do PIB de dois anos antes e percentual da inflação dos últimos
12 meses, medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Uma das reclamações das centrais sindicais é que o reajuste do mínimo em
2011 não terá aumento real, porque a economia praticamente não cresceu
em 2009, data para o cálculo. O governo diz que seguiu à risca o acordo
e concedeu apenas a inflação de 6,47 por cento, mais arredondamento.
Assim como fez com os aliados na Câmara, o governo
acompanhou de perto os movimentos dos senadores aliados e conversou com
todos que ofereciam resistências.
AJUSTE
O forte empenho dos membros do governo para evitar um
aumento superior aos 545 reais teve dois objetivos. Um foi dar uma
vitória folgada a Dilma na sua primeira votação importante. O outro é de
origem fiscal.
O governo já decidiu por um corte de 50 bilhões no
Orçamento e não queria emitir ao mercado um sinal oposto, concedendo um
reajuste superior. Durante as duas semanas que a matéria tramitou na
Câmara e no Senado, a equipe econômica de Dilma se esforçou para
convencer a base aliada do rigor que o governo terá sobre as contas
públicas.
Nos cálculos do Executivo, a cada real a mais de aumento
haveria um impacto de aproximadamente 300 milhões nos cofres da União,
via Previdência Social, que paga o mínimo a 18,7 milhões de reais de
aposentados e pensionistas. No total, 47 milhões de pessoas recebe o
salário mínimo no país.
*
Informações de Maria Carolina Marcello e Jeferson Ribeiro, com
reportagem adicional de Leonardo Goy/Reuters
* * *
Senado:
Sarney: banquetes com dinheiro público
Senado gasta R$ 64 mil com açougue, frios
e frutas para casa de Sarney.*
Em comemoração ao “fico” na presidência do Senado Federal,
o tetrapresidente José Sarney (PMDB-AP) não economizou no supermercado.
Na última semana, foi autorizada pela Casa a reserva de recursos no
orçamento da ordem de R$ 64 mil para a compra de produtos de açougue,
frios e frutas in natura. Todo o material será entregue na residência
oficial da presidência da Casa, portanto, no endereço do próprio Sarney.
Banquete à vista!
E as compras para a residência do presidente do Senado não
param por aqui. Outros R$ 5,1 mil foram programados para garantir a
limpeza da casa. Quem também está de olho no esfregão é o Grupamento de
Infraestrutura e Apoio de São José dos Campos, da Força Aérea
Brasileira. O órgão comprometeu R$ 7,8 mil para a aquisição de 75 panos
de limpeza, nas cores verdes e azuis. Sempre a postos, a ordem agora é
“limpeza, senhor”.
Mudança de poder, mudança também de prioridades. O
Judiciário resolveu gastar, e gastar bem, com a contratação de empresas
para a prestação de serviços de locação de veículos blindados de
representação. O custo da contratação e do aluguel será a bagatela de R$
72,8 mil. Ministros bem protegidos não têm preço.
*
Informações de Amanda Costa, para o Contas Abertas.
* * *
Catástrofes:
Governo lança sistema de alerta que
deveria estar pronto*
Em 2005, após o tsunami na Ásia, o Brasil
e outros 167 países assinaram um acordo em que se previa que,
até 2015, todos os governos teriam
sistemas de alerta para reduzir riscos de desastres naturais.
Quinhentas áreas sob risco de deslizamento e 300 ameaçadas
por inundações serão o primeiro alvo do Sistema Nacional de Alerta e
Prevenção de Desastres Naturais do País, lançado ontem em Brasília.
Anunciado como uma nova política para evitar catástrofes, a exemplo das
que mataram 665 pessoas no Rio de Janeiro, o sistema é, na verdade, uma
obrigação internacional já assinada pelo governo Lula há seis anos.
Em 2005, após o tsunami na Ásia, o Brasil e outros 167
países assinaram um acordo em que se previa que, até 2015, todos os
governos teriam sistemas de alerta para reduzir riscos de desastres
naturais. Passados seis anos, o Brasil praticamente nada fez. Em um
documento revelado com exclusividade pelo Estado ontem e anteontem, o
próprio governo admitiu à ONU que não tem sistema de alerta, nem
destinou recursos para transformar em realidade o acordo do qual é
signatário. Para completar, o governo diz que o sistema de Defesa Civil
do País está "despreparado". O ano de 2015 é o prazo máximo dado pela
ONU para que os sistemas de prevenção e alerta sejam adotados.
Ontem, ao saber que até o fim do governo Dilma Rousseff o
Brasil pretende reduzir em 80% o número de vítimas de tragédias nas
áreas cobertas pelo novo sistema e fazer cair pela metade o total de
vítimas de desastres naturais, a consultora externa da ONU e diretora do
Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres, Debarati
Guha-Sapir, disse que o prazo de quatro anos é "assustador,
surpreendente e triste". "Não entendo a razão de um país levar quatro
anos para ter um sistema de alerta em funcionamento. O que a população
deve questionar é por que não existia esse sistema antes ou pelo menos
quem é que barrou o dinheiro que iria para esses projetos que existem em
todo o mundo".
Para Guha-Sapir, o Brasil não pode esperar até 2015 para
tomar medidas. "Se medidas concretas não forem tomadas hoje, mais gente
poderá morrer. Essa tragédia está se transformando em uma grande
vergonha e constrangimento para o governo brasileiro".
*
Informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
* * *
TSE:
Dilma é diplomada e promete cuidar
da estabilidade econômica*
Dilma falou ainda da responsabilidade de
suceder um governante "da estatura do presidente Lula".
Em cerimônia de diplomação, a presidente eleita Dilma
Rousseff disse nesta sexta-feira (17/12) que cuidará da estabilidade
econômica do Brasil e ressaltou o sentimento de mudança que levou a
eleger a primeira mulher presidente do país.
"Cuidarei da estabilidade econômica e do investimento, tão
necessários ao crescimento", afirmou Dilma durante cerimônia em que
foram concedidos os diplomas a ela e ao vice-presidente eleito Michel
Temer, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília.
Primeira mulher a ocupar esse cargo no país, Dilma disse
que o mesmo sentimento que fez com que um trabalhador chegasse à
Presidência da República a levou a ser eleita.
"Foi esse mesmo sentimento de mudança e avanço que levou o
povo a eleger uma mulher", afirmou Dilma.
"Esse fato rompe com os preconceitos, desafia os limites e
enche de esperança um povo sofrido e também de orgulho as mulheres
brasileiras", acrescentou.
Dilma falou ainda da responsabilidade de suceder um
governante "da estatura do presidente Lula".
*
Reportagem de Leonardo Goy e Jeferson Ribeiro, para Reuters.
* * *
|