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Brasil

Operação Saint Michel:

Polícia prende ex-diretor da Delta ligado a Carlinhos Cachoeira*

A ação faz parte da operação Saint-Michel, um desdobramento

da Operação Monte Carlo que prendeu Cachoeira.

 

Agentes da Polícia Civil do Distrito Federal prenderam na manhã desta quarta-feira, em Goiânia, o ex-diretor da Delta para o Centro-Oeste Cláudio Abreu - apontado como braço direito do contraventor Carlinhos Cachoeira na construtora.

 

Os policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão na Câmara de Vereadores de Anápolis (GO) - berço dos negócios do contraventor Carlinhos Cachoeira. Foram recolhidos documentos do gabinete do vereador Wesley Silva (PMDB).

 

A ação faz parte da operação Saint-Michel, um desdobramento da Operação Monte Carlo que prendeu Cachoeira e é tema da CPI mista que inicia os trabalhos nesta quarta-feira.

 

A operação cumpre ainda mandados nas cidades de Brasília e São Paulo. Segundo o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), "os fatos criminosos investigados têm origem na Operação Monte Carlo e foram encaminhados ao MPDFT pelo Ministério Público Federal em razão de os crimes investigados serem da competência local".

 

* Informações de Roberto Maltchik | Agência O Globo.

   25/04/2012

 

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Operação Monte Carlo:

Advogado pede ao STJ libertação de Cachoeira*

Se não conseguirem convencer o STJ a soltar o empresário,

os advogados poderão ainda recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

A defesa do empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pediu nesta segunda-feira ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determine a sua libertação. Preso em fevereiro durante a operação Monte Carlo, Cachoeira está atualmente no presídio federal de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

 

Advogado do empresário, o ex-ministro da Justiça no governo Lula Márcio Thomaz Bastos protocolou um pedido de habeas corpus no STJ. Cachoeira é investigado por suspeita de comandar uma rede de jogos ilegais com máquinas caça-níqueis no Distrito Federal e nos Estados de Goiás, Tocantins, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Pará.

 

A defesa do empresário já tentou outras vezes libertá-lo da prisão, mas até agora não obteve sucesso. Em março, o Tribunal Regional Federal (TRF) rejeitou um pedido de soltura de Cachoeira. O Ministério Público Federal posicionou-se contra o requerimento argumentando que a prisão era necessária para garantir a ordem pública.

 

O Ministério Público também alegou que a suposta exploração de jogos ilegais teria ocorrido de forma contínua ao longo de mais de uma década. Se não conseguirem convencer o STJ a soltar o empresário, os advogados poderão ainda recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

No STF já tramita um inquérito para apurar o suposto envolvimento de parlamentares com Cachoeira. Um dos investigados é o senador Demóstenes Torres (GO). No final de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski determinou a quebra do sigilo bancário de Demóstenes Torres. Ele também pediu ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que remeta a relação de emendas ao Orçamento apresentadas pelo congressista.

 

* Informações de Mariângela Gallucci | Agência Estado.

  09/04/2012

 

- Tópico associado:

   Portal divulga inquéritos sobre Carlinhos Cachoeira:

 

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Rio de Janeiro:

Renato Rocha está na rua

Ex-integrante da Legião Urbana, Renato Rocha mora nas ruas.*

 

O primeiro baixista da Legião Urbana, Renato Rocha

 

Renato Rocha, baixista da banda Legião Urbana entre 1984 e 1989, está vivendo como morador de rua no Rio de Janeiro há cinco anos, mostrou uma reportagem do "Domingo Espetacular" exibida nesse domingo (25), na Record.

 

O músico, que participou dos três primeiros discos da banda, foi encontrado pela equipe de reportagem sentado em frente a uma agência bancária. Ele conta que possuía uma residência fixa na cidade, mas foi perdendo dinheiro, uma vez que a renda provinda de direitos autorais não eram o suficiente. Ele, em seguida, foi morar em um hotel e, finalmente, foi parar nas ruas.

 

O pai do músico, o advogado e sargento aposentado Sebastião Rocha, que mora em Brasília, afirma que não vê o filho há mais de 10 anos. Ele conta que Renato mudou-se da capital brasileira para o Rio de Janeiro nos anos 90, após ser expulso da Legião.

 

Ele acredita que, após se separar da mulher, o filho entrou em depressão e virou um dependente de drogas. "Ele ficou desgostoso da vida, mesmo dentro da própria família", disse Sebastião. “A gente sempre procurou aconselhar. Ele não é brigado com nenhum dos irmãos e nem comigo também”, acrescentou.

 

O pai do músico acredita que as drogas foram responsáveis por levar Renato às ruas. Ele planeja, agora, encontrar o filho no Rio, para comprar um imóvel para ele.

 

* Informações de Container Conteúdo/Yahoo Brasil.

 

- Foto: Rede Record/Reprodução

 

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Verdades & verdades:

Dirceu teria insuflado ministras contra militares

Militares têm versão de que José Dirceu insuflou ministras a atacarem militares para retaliar Dilma.*

 

Nos bastidores da inteligência militar, surge uma versão para a manobra desastrada do governo que resultou na mais grave crise militar desde 1985, quando o General João Batista de Figueiredo deixou o Palácio do Planalto pela garagem. Um movimento de bastidores promovido pelo ex-ministro José Dirceu, em retaliação à Presidenta Dilma Rousseff, teria motivado as declarações de duas ministras pela revogação da lei de anistia e em favor da ação revanchista da Comissão da Verdade.

 

Na versão que circula no serviço reservado das Forças Armadas, José Dirceu teria procurado Dilma para lhe pedir que fizesse uma pressão sobre os ministros do Supremo Tribunal Federal, para livrá-lo de uma quase certa condenação no julgamento do Mensalão. Dilma teria lhe respondido que não cabia a ela e nem teria a menor condição política de atender a tal pedido descabido. Contrariado, Dirceu teria bolado uma maneira de dar um troco político à companheira, desgastando-a.

 

Na versão do serviço reservado de uma das forças – que é comentada, nos bastidores empresariais, por donos de uma grande rede de comunicação que não têm interesse (ainda) em divulgá-la -, Dirceu teria insuflado as ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Secretaria da Mulher) a criticarem os militares. O problema é que, se realmente foi planejada, tal manobra saiu do controle. As bobagens ditas pelas ministras geraram o Manifesto Interclubes Militares, divulgado dia 16 de fevereiro. O governo cometeu a bobagem de mandar censurá-lo, escalando o General Enzo Peri, comandante do EB, para negociar a retirada do texto do site do Clube Militar.

 

Em resposta, Generais na Reserva reagiram com o “Alerta à Nação”. O ministro da Defesa, Celso Amorim, se sentiu atingido em sua autoridade e prometeu punir quem assinou o texto. Para aumentar a temperatura do inferno institucional, em reportagem de Miriam Leitão na Globo News e no jornal O Globo, o General de Divisão na reserva, Luiz Eduardo da Rocha Paiva, cometeu a ironia de recomendar que Dilma Rousseff também seja convocada pela Comissão da Verdade para explicar sua participação no plano terrorista que assassinou, barbaramente, com a explosão de uma bomba, o soldado Mário Kozel Filho, no Quartel do Ibirapuera, em 26 de junho de 1968.

 

Se tal versão militar for mesmo verdadeira, a autofagia petista deve doer bem mais que a queda de uma barra de metal no pé (como ocorreu ontem com Dilma, na Alemanha). Uma pista de que a retaliação de Dirceu tem tudo para realmente ter ocorrido foi a súbita demissão do ministro Luiz Sérgio. Ligadíssimo a Dirceu, ele foi tirado do ministério da Pesca para a entrada do senador Marcelo Crivella. A versão oficial de que a troca era para acomodar o PRB no governo começa a perder sustentação.

 

Lista crescendo

 

A cada instante aumenta a lista dos militares na reserva, aderindo ao manifesto “Alerta à Nação - "ELES QUE VENHAM. POR AQUI NÃO PASSARÃO!”, que o ministro da Defesa, Celso Amorim, tem a intenção de mandar seus subordinados comandantes punirem.

 

Até meia noite de ontem, o texto era endossado por 81 Generais (20 Generais de Exército, 21 Generais de Divisão e 40 Generais de Brigada), 1 desembargador TJ/RJ, 364 coronéis, 88 ten coronéis, 20 majores, 41 capitães, 49 tenentes, 30 subtenentes, 27 sargentos, 8 cabos e soldados.

 

Resta esperar se os chefes militares terão mesmo disposição para punir tanta gente, seguindo a vontade do Ministro da Defesa.

 

Temperatura subindo

 

Sócios do Clube Naval pedem uma Assembléia Geral Extraordinária.

Querem discutir, principalmente, o risco de punição a militares na reserva que expressaram sua livre opinião, dentro da lei e da ordem constitucional.

Resta esperar para ver se o Vice Almirante Ricardo Antônio da Veiga Cabral terá condições políticas de agendar tal reunião.

 

Leia, abaixo, o inteiro teor do pedido de Assembléia no Clube Naval.

 

Tese errada

O Ministério Público Militar insiste na tese equivocada de que os oficiais da reserva estão sujeitos ao ordenamento disciplinar das respectivas corporações.

 

Procuradores alegam que eles não podem ser enquadrados no Código Penal Militar pelas opiniões políticas que manifestaram, mas, em âmbito disciplinar, cabem as sanções que os comandantes das Forças Armadas irão aplicar.

 

Mas não é isso que deixa clara a Lei 7.524: “Respeitados os limites estabelecidos na lei civil, é facultado ao militar inativo, independentemente das disposições constantes dos Regulamentos Disciplinares das Forças Armadas, opinar livremente sobre assunto político e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao interesse público”.

 

* Informações de Jorge Serrão/Blog Alerta Total

   06/03/2012

 

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Santa Catarina:

A morte do blogueiro

Curioso ele ter morrido exatamente 43 anos depois da entrada em vigor do AI-5, o ato institucional que,

entre outras coisas, acabou com o que ainda restava de liberdade de expressão no Brasil.

 

Por Fernando Evangelista

Para o Nota de Rodapé*

 

Amilton Alexandre, o Mosquito.

 

Amilton Alexandre, conhecido como Mosquito, o blogueiro mais polêmico de Santa Catarina, foi encontrado morto em sua casa na quarta-feira passada, 13 de dezembro. Segundo a versão da polícia e de alguns amigos, os indícios apontam para suicídio. Ele estava em depressão, respondia a dezenas de processos na Justiça por causa de suas denúncias e enfrentava sérios problemas financeiros.

 

O blog Tijoladas do Mosquito era um fenômeno de audiência. Para se ter ideia, chegou a ter 70 mil acessos num só dia. Os poderosos do Estado, acostumados com um jornalismo medroso, jornalismo puxa-saco, falsamente equilibrado e independente, viram-se na mira de alguém que, acima de tudo, dizia tudo o que tinha para dizer sem medo e sem nenhuma censura.

 

Exasperado com a maldade e a corrupção, cometeu erros, “passou dos limites”, como ele mesmo reconheceu em seu último post. Seus métodos jornalísticos e seu estilo são passíveis de muitas críticas, mas ninguém pode acusá-lo de covarde. Mosquito era um homem corajoso e levou às últimas consequências a sua missão de denunciar aquilo que considerava errado. Ele não se escondia. Esteve sempre na linha de frente.

 

Durante a ditadura, como líder estudantil, foi um dos protagonistas da Novembrada, revolta popular ocorrida em Florianópolis, em 1979, contra a visita do então presidente João Batista Figueiredo. Mosquito foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional e preso.

 

Quarto do poder

 

Curioso ele ter morrido exatamente 43 anos depois da entrada em vigor do AI-5, o ato institucional que, entre outras coisas, acabou com o que ainda restava de liberdade de expressão no Brasil. Curioso porque a luta por uma sociedade verdadeiramente democrática foi sua maior bandeira. E, contrariando as estatísticas, ele não mudou de lado, não se acomodou em cargos públicos, não se vendeu.

 

Como se sabe, mas sempre se esquece, não existe democracia sem pluralidade de ideias. E não existe pluralidade de ideias quando se tem um monopólio da comunicação. Em Santa Catarina, a luta de Mosquito era urgente e necessária. A Rede Brasil Sul (RBS), afiliada da Rede Globo, possui 20 emissoras de tevê, 24 emissoras de rádio, oito jornais, além de mais de uma dezena de produtos de plataforma digital.

 

Diante disso, o jornalismo catarinense não é um quarto poder, mas um quarto do poder. A cumplicidade entre imprensa e poder político, entre poder econômico e imprensa é tão intensa, tão explícita, que chega a parecer normal. Mas Mosquito não achava normal a hipocrisia, a falta de escrúpulos, a corrupção, a impunidade e este monopólio criminoso.

 

Ameaças e retaliações

 

Um dos grandes legados deixado pelo blogueiro foi ter escancarado a falência do jornalismo “sério” da grande mídia. A audiência de seu blog provinha, essencialmente, da quantidade de informação de interesse público que ele dava com exclusividade. Interesse público, compromisso social, é um negócio completamente fora de moda no jornalismo praticado pela grande mídia.

 

Ouvi alguns jornalistas, todos desta imprensa “séria”, lamentando a morte, mas dizendo: “o que ele fazia não era jornalismo”. Tudo bem, mas qual nome se dá ao trabalho realizado por esses jornalistas sérios e responsáveis?

 

No seu último post, escrito sete dias antes da sua morte, ele disse: “Não tenho mais como enfrentar as ameaças e retaliações. É sensato dar um tempo”. Ele estava acuado. Assumiu, sozinho, uma briga que deveria ser coletiva.

 

Com esta morte trágica, os corruptos de todas as espécies e de todos os Poderes podem estar se sentindo mais aliviados, mas não esqueçam que ele, o Mosquito, – mesmo involuntariamente – assentou vários tijolinhos ao longo de sua militância e desses tijolinhos, quem sabe, um dia, se construa uma imprensa mais indignada, menos hipócrita e mais comprometida com os interesses da maioria da população.

 

* Texto publicado originalmente em Nota de Rodapé – jornalismo e arte.

   - Visite: http://www.notaderodape.com.br/.

   - Pub. VF: 03/01/2012

 

- Foto: Nota de Rodapé/reprodução.

 

- Tópico associado:

   Jornalista que denunciava políticos aparece morto

 

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Apreensão e prisão:

PF e PM apreendem 21 kg de maconha

Maconha é apreendida quando era entregue em um posto de combustível na MG-050.*

 

A Polícia Federal de Divinópolis, com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais realizou a apreensão de aproximadamente 21 kg de maconha, em um posto de combustível situado na rodovia MG-050.

 

A droga foi trazida de mato grosso, por C, 37 anos, residente em Cuiabá/MT, e se encontrava escondida nos forros de um veículo.

 

Quando os comparsas R.S.F., 31 anos, S.C.L., 29 anos, e a mulher M.C., 34 anos, se encontraram com A.M.T. para apanhar a droga, foram abordados por policiais federais que deram voz de prisão aos envolvidos.

 

Além da droga, foram apreendidos aproximadamente R$1,6 mil, que estavam na posse de A;M;T. e R$ 200 na posse de S.C.L., e os dois veículos utilizados pelo bando.

 

Os quatros presos foram autuados em flagrante delito por estarem incursos no Art. 33 e 35 da Lei 11.343/2006 (Lei de Tóxicos). Após a lavratura do flagrante, eles foram encaminhados ao presídio Floramar em Divinópolis.

 

* Informações da Assessoria de Comunicação social da PF/Divinópolis-MG.

   05/12/2011

 

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