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 Futebol - Minas

Minas:

Atlético e América se complicam

Empate sacramenta ambos clubes mineiros no Z4.

Da Redação

Via Fanzine

BH-10/10/2011

 

 

O empate em 0 a 0 entre América e Atlético no último domingo em Sete Lagoas, coloca estas equipes mineiras em maus lençóis. Uma partida sofrível, na qual o Atlético perdeu diversos gols, sobretudo, por uma grande atuação do goleiro americano Neneca. Por sua vez, o América chegou poucas vezes com perigo ao gol do Galo.

 

O América, lanterna da competição por diversas rodadas, praticamente está rebaixando e somente milagres do futebol e da matéria podem tirar o Coelho da arapuca. O alviverde das Alterosas, por incrível que pareça, teve bons momentos na competição e conseguiu até bons resultados frente algumas das grandes equipes. No entanto, acabou não resistindo durante os 90 minutos na maioria delas.

 

Já o Atlético, que investiu pesado no elenco desse ano, necessita agora vencer seis das 10 partidas restantes, isso, se o Galo não quiser descer do poleiro. Contra o América, o clube reclamou um gol anulado e um pênalti não marcado. Por sua vez, o América também reclamou de um pênalti não marcado.

 

Cruzeiro

 

Também o Cruzeiro segue numa posição incômoda. A Raposa também corre o risco de ser "vítima de caçador" nessa temporada. A equipe cruzeirense é a 16ª colocada, a primeira fora da zona de rebaixamento.

 

Vale lembrar que os celestes não venceram sequer uma partida no returno e, caso não vençam as próximas duas, deverá fazer companhia aos outros clubes mineiros no Z4.

 

*  *  *

 

Futebol mineiro em crise:

Agora todos podem cair

Uma série de fatores particulares coloca os três grandes clubes do futebol mineiros diante uma

ameaça comum: o rebaixamento. Cruzeiro, Atlético e América precisam se repensar, com urgência.

 

Por Pepe Chaves*

De Belo Horizonte

Para Via Fanzine

03/10/2011

 

Dura realidade: Galo, Raposa e Coelho podem deixar a elite do futebol brasileiro.

 

Nunca na história do Brasileirão, os representantes de Minas Gerais tiveram um desempenho tão crítico, quanto nessa versão 2011. Faltando 10 rodadas para o final do campeonato, os três clubes mineiros da primeira divisão, Cruzeiro, Atlético e América têm mais de 50% de chances para serem rebaixados. Especialmente o América, que é o lanterna e já atinge quase 100% dessa possibilidade.

  

Cruzeiro

 

O melhor colocado dos mineiros é o Cruzeiro Esporte Clube, 16º colocado, ou seja, o primeiro fora da zona de rebaixamento. O clube celeste já frequentou a zona de rebaixamento no início da competição, mas arrancou e chegou até a quinta colocação, quando começou a decair até a atual posição.

 

Toda essa crise cruzeirense coincide com o fim da administração de Zezé Perrella, que ocupou vaga de suplente no Senado Nacional, sucedendo o falecido Itamar Franco. Perrella já avisou que deixará a presidência do clube no final do mandato, mas apresenta e patrocina uma chapa sucessora.

 

A "crise azul" parece ter sido desencadeada a partir dessa desastrosa gestão do diretor de futebol do clube, Dimas Fonseca, braço direito de Zezé Perrella, que administrou a também desastrosa parceria do clube celeste com o Esporte Clube Itaúna em 2006.

 

Passaram pelo clube da Raposa somente nessa temporada em curso, os técnicos Cuca, Joel Santana, Emerson Ávila e o atual, Vagner Mancini, que estreou sofrendo uma derrota para o Grêmio em Porto Alegre no último fim de semana.

 

Diversos jogadores do Cruzeiro se mostravam propícios a desempenhar um futebol notório nesta temporada, mas foram negociados pela presidência, entre eles, o campeão mundial sub-20 Dudu, o meia Thiago Ribeiro, além de Gilberto, que deixou o clube espontaneamente e agora defende o Vitória da Bahia.

 

Com a equipe desmantelada tática e tecnicamente, só restou a raça de alguns de seus atletas, para fazer com que o clube que não venceu no returno esteja, ainda que por um triz, fora da zona de rebaixamento.

 

Atlético

 

Em situação ainda mais desfavorável está o Clube Atlético Mineiro, que empatou em 1 a 1 com o Ceará em Sete Lagoas no último final de semana e desceu mais uma posição na zona de rebaixamento, estando agora na 18ª posição.

 

O Atlético trocou de técnico recentemente, quando Dorival Júnior, que não obteve bons resultados, foi substituído por Cuca, que também não está obtendo bons resultados. O clube investiu cifras milionárias para trazer jogadores como André (ex-Santos), Guilherme (ex-Cruzeiro), Magno Alves, entre tantos outros, mas não conseguiu a certar sua equipe taticamente.

 

Rebaixado à segunda divisão em 2006, e salvo do rebaixamento pelo técnico Dorival Júnior nas rodadas finais do Brasileirão de 2010, a torcida alvinegra está sem entender porque o clube não vence e se livra de vez do fantasma do rebaixamento.

 

Também vale dizer que, uma série de fatores desfavoráveis tem ocorrido ao Galo, como a má atuação de árbitros nas suas partidas, contusão de atletas, e o simples azar de seus atacantes desperdiçarem incontáveis oportunidades de gol nas últimas partidas.

 

Mas, nada disso pode se considerado como desculpa, pois o que vale é o gol, seja como for, faltou competência ao Atlético para concluir seus tentos e estar agora num clima confortável, em vez do eterno inferno astral vivido nessa temporada.

 

América

 

Ainda pior que os dois conterrâneos anteriores, a terceira força do futebol de Belo Horizonte, o lanterna da competição por diversas rodadas, já se encontra praticamente consolidada na segunda divisão em 2012. Somente um milagre matemático não faria o América Mineiro ser rebaixado nessa temporada 2011.

 

O clube alviverde também foi vítima de infortúnios diversos, como por exemplo, estar vencendo grandes equipes do futebol brasileiro, mas ceder a virada no segundo tempo. Isso ficou patente, mostrando que o América tem sido uma equipe competitiva, mas não resistente ao ritmo de partidas tão exaustivas como as disputadas na divisão de elite.

 

O técnico Givanildo, que já elevou o clube da terceira para a segunda divisão, foi chamado às pressas para suceder Antônio Lopes numa rápida e desastrosa passagem pelo comando técnico do Coelho. Ele tem se esforçado, mas dentro de campo a equipe não tem conseguido bons resultados - apesar do destacado desempenho individual de alguns de seus atletas.

 

Mineirão ou incompetência?

 

Ainda que alguns atletas ou dirigentes do futebol mineiro apontem a ausência do estádio Mineirão (em reforma para a Copa 2014) como o principal fator para a decadência do futebol apresentado pelos clubes do Estado nessa temporada, essa deveria ser a última desculpa.

 

Fatores de gestão administrativa dos clubes, somados aos fatores técnicos, os esquemas táticos ineficientes e, no mais, esse futebol composto por “vontade” até agora demonstrado por estes três clubes, não foram suficientes e somente contribuíram para marcar o pior desempenho dos representantes mineiros nessa tradicional competição nacional.

 

Agora, é preciso que os dirigentes coloquem os pés no chão e, primeiramente, abram os portões dos estádios nesses jogos finais; repensem seus staffs, elencos, atletas, ajam rápido e promovam treinamentos dobrados para tentar o quase impossível: a superação na reta final desse Brasileirão – enquanto ainda há tempo para tanto.

 

* Pepe Chaves é editor do diário digital Via Fanzine e da Rede VF.

 

- Foto: divulgação.

 

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Decisão em Sete Lagoas:

Cruzeiro é o campeão mineiro de 2011

Time celeste joga no ataque e derrota o arquirrival na Arena do Jacaré.*

 

Fábio, capitão celeste, levantou o troféu diante de mais de 17 mil cruzeirenses na Arena.

 

Na Arena do Jacaré totalmente tomada pelos torcedores do Cruzeiro, a festa foi azul. O time da Toca da Raposa, que vinha de eliminação precoce na Copa Libertadores e que perdeu o confronto de ida para o Galo por 2 a 1, mostrou poder de reação, jogou para ser campeão mineiro e alcançou o objetivo neste domingo, ao vencer por 2 a 0. A forte marcação atleticana suportou até aos 30 minutos do segundo tempo, quando Wallyson abriu o placar. Aos 41, Gilberto selou a conquista.

 

Defesas levam a melhor nos 45 minutos iniciais

 

Como já era esperado, coube ao Cruzeiro buscar o ataque. Com maior movimentação e imprimindo velocidade, o time da Toca da Raposa ameaçou mais. Porém, pouco espaço encontrou para finalizar.

 

Já o Atlético não foi bem ofensivamente. Diferentemente do prometido durante a semana, o Galo não foi agressivo. Recuado, o Galo segurou o rival, mas não acertou a ligação entre o meio-campo e o ataque.

 

Nos primeiros 20 minutos, ninguém conseguiu concluir com perigo. A primeira chance só surgiu aos 22 minutos, quando Thiago Ribeiro cruzou e Roger completou. O goleiro atleticano Renan Ribeiro defendeu. A resposta do Atlético foi com Mago Alves, mas o chute saiu longe do gol. O Cruzeiro continuou em cima. Numa cobrança de falta de Roger, Renan Ribeiro fez outra boa defesa.

 

Somente aos 32 minutos, o Galo encaixou um contragolpe. Renan Oliveira lançou Magno Alves, que foi travado no momento da finalização.

 

Ao final do primeiro tempo, o armador Roger analisou o jogo: “A gente sabia que ia encontrar isso. Estamos jogando contra um paredão, temos que martelar para ver se uma hora a gente quebra o paredão. Temos mais 45 minutos para fazer o gol”, disse.

 

Já o meia-atacante Mancini destacou: “Não jogamos bem na parte ofensiva, defensivamente fomos bem”, disse. “Agora temos de manter a posse de bola, mostrar tranquilidade e personalidade no segundo tempo.”

 

O jovem potiguar Wallyson, a grande revelação azul, foi o autor do gol que abriu a vitória cruzeirense.

 

Prêmio ao time que buscou o gol

 

O Atlético voltou com duas alterações. Saíram Renan Oliveira e Mancini para as entradas de Leleu e Richarlyson. Mas a postura continuou defensiva.

 

Já o Cruzeiro foi só ataque. Lamentou dois lances. Aos seis minutos, depois do escanteio, Gil cabeceou e a bola saiu raspando. Cinco minutos depois, Thiago Ribeiro rolou para Roger, que bateu rente à trave.

 

Mesmo recuado, o Atlético teve chances, ambas com Magno Alves, aproveitando erros da defesa celeste. Na primeira, ele chutou forte e Fábio defendeu. Na segunda, aos 28 minutos, a melhor oportunidade da partida. O atacante recebeu livre, cara a cara com Fábio, mas demorou a chutar, perdendo a bola.

         

Wallyson marcou o primeiro gol do triunfo celeste sobre o arquirrival

Dois minutos depois, o Galo pagou caro. De tanto insistir, o Cruzeiro foi premiado. Wallyson fez boa jogada e bateu no canto para abrir o placar e explodir a Arena do Jacaré totalmente tomada por cruzeirenses.

 

A partir daí, o jogo mudou. O Atlético foi para o ataque e o Cruzeiro armou o contragolpe. Os celestes por pouco não ampliaram, aos 35, quando Wallyson chutou forte e Renan Ribeiro espalmou. Aos 41 minutos, Serginho fez falta dura em Thiago Ribeiro e, já amarelado, acabou expulso.

 

No minuto seguinte, o Cruzeiro selou sua conquista. Na cobrança de falta, Gilberto mandou a bomba e a festa azul tomou conta da Arena. Nem mesmo a expulsão de Gilberto, aos 44 minutos, diminuiu a alegria cruzeirense. Depois de substituído, Roger também recebeu o cartão vermelho. Final: 2 a 0.

 

Arena do Jacaré: imagem histórica da única decisão do campeonato mineiro realizada fora de BH.

 

CRUZEIRO X ATLÉTICO

 

Motivo: Joga de volta da decisão do Campeonato Mineiro

Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas

Data: 15 de maio de 2011

 

CRUZEIRO

Fábio; Leandro Guerreiro, Victorino, Gil e Everton (André Dias, 18min 2ºT); Marquinhos Paraná, Henrique (Fabrício, 27min 2ºT), Roger (Leo, 32min 2ºT) e Gilberto; Thiago Ribeiro e Wallyson.

Técnico: Cuca

 

ATLÉTICO

Renan Ribeiro; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos (Bernard, 13min 2ºT); Serginho, Fillipe Soutto, Giovanni e Renan Oliveira (Leleu, intervalo); Magno Alves e Mancini (Richarlyson, intervalo)

Técnico: Dorival Júnior

 

Gols: Wallyson, 30min 2ºT, Gilberto, 41min 2ºT

 

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)

Assistentes: Emerson de Augusto Carvalho (Fifa-SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa/SP)

 

Cartão amarelo: Leonardo Silva, Mancini, Bernard (ATL); Victorino, Gil, Gilberto, Leandro Guerreiro (CRU)

Cartão vermelho: Serginho (ATL); Gilberto, Roger (CRU)

 

Público: 17.384 pagantes

Renda: R$ 293.414,00.

 

* Informações de Rodrigo Fonseca/ Superesportes-Uai-EM (BH).

 

- Fotos: Jorge Gontijo/EM/D.A Press.

 

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Decisão em Sete Lagoas:

Tudo pronto para a decisão

Só uma coisa é certa quando acabar um dos maiores clássicos do país:

vai ter festa em Belo Horizonte!

 

Da Redação

Via Fanzine

BH-14/05/2011

 

 

Treinadores acertam detalhes finais de suas equipes e expectativa aumenta para o clássico.

 

Fim da linha

 

Nesse domingo será revelado o campeão da primeira divisão do futebol de Minas Gerais. Cruzeiro e Atlético se preparam para a partida decisiva do Campeonato Mineiro 2011.

 

Numa rara oportunidade, a final não é disputada em Belo Horizonte. A Arena do Jacaré em Sete Lagoas, principal casa dos clubes da capital durante a reforma dos estádios Mineirão e Independência, receberá o espetáculo final.

 

O Atlético entra em campo com a vantagem do empate para arrebatar o título. Contudo, no maior clássico mineiro não existe pequenas vantagens. Na primeira partida da decisão, repleta de emoções até o último segundo, o Atlético venceu por 2 a 1 e conseguiu reverter a vantagem [veja abaixo].

 

É de se esperar que ambos os clubes apresentem futebol ofensivo num clássico onde não há favorito. Tendo o Cruzeiro como mandante da partida, todos os ingressos foram vendidos somente à torcida desse clube, a exemplo da primeira, onde compareceram somente alvinegros.

 

Cruzeiro: Cuca destaca trabalho intenso

 

Após o treino coletivo realizado nesta sexta-feira, na Toca da Raposa II, o técnico Cuca concedeu entrevista e falou sobre a preparação do Cruzeiro para a disputa da final do Campeonato Mineiro BMG, que acontecerá neste domingo, às 16h, na Arena do Jacaré, contra o Atlético-MG. O comandante celeste analisou a semana de trabalho intenso que o grupo estrelado realizou e se mostrou confiante em um triunfo, que dará a Raposa o 37º título estadual.

 

O treinador pontuou os detalhes que podem decidir a partida e o vencedor da competição. A excelente campanha realizada no Campeonato Brasileiro de 2010 foi recordada por Cuca, a fim de ratificar o equilíbrio, que é um dos pontos altos do time celeste.

 

“Temos que ter o equilíbrio que sempre tivemos, o ano passado também, fomos até a última rodada do Brasileiro podendo ser campeão. Esse clássico vai ser decidido em cima da qualidade técnica do jogador, uma bola parada, uma falta bem batida, uma jogada individual, a pegada coletiva e o equilíbrio que o time tem”, disse.

 

Questionado se o título estadual seria uma prova do poder de superação do time azul e branco, Cuca foi ponderado, lembrando que a Raposa vem de uma temporada significativa, com excelentes números. O comandante cinco estrelas fez questão de destacar ainda a força que a China Azul dará ao Cruzeiro nesta a final.

 

“Superação entre aspas. Se analisarmos friamente o ano do Cruzeiro, ele tem sido muito bom, os números são inquestionáveis. É um jogo que uma vitória nos dá o título. Temos que ter todos os ‘condimentos’ que o profissional tem que ter. Desde os cuidados fora de campo, a concentração, para não exagerar e a ajuda vinda da arquibancada vai ser fundamental para os jogadores poderem colocar tudo isso em prática”, ressaltou.

 

O time que irá a campo no domingo também ainda não foi confirmado por Cuca. O treinador quer aproveitar o treino deste sábado para definir a equipe e escalar a força máxima disponível para que o Cruzeiro conquiste a taça.

 

“Amanhã tenho mais um treinamento e levamos até lá mais alguma possibilidade e vamos nos reunir com a Comissão Técnica e discutir coisas em cima do treinamento”, finalizou.

 

Atlético: Dorival visa o bicampeonato mineiro

 

Galo joga pelo empate para conquistar o 41° título estadual de sua história. O técnico Dorival Júnior espera um duelo com todos os ingredientes de um grande clássico. “Acredito que teremos um grande jogo e tenho certeza que teremos muitas emoções”, afirmou o treinador.

 

Para o meia Mancini, a vantagem conquistada com a vitória no primeiro jogo não pode ser levada em conta pelo Atlético durante os 90 minutos da finalíssima, já que uma postura defensiva seria prejudicial.

 

“Se você só se defender, você chama o adversário para cima. A melhor defesa é o ataque. Sendo agressivo, a gente faz com que o adversário não ataque tanto. É um jogo totalmente diferente do primeiro e a tendência é que seja um jogo mais quente, então, temos que ter cabeça no lugar, paciência e jogar com inteligência e segurança para não sermos surpreendidos”, destaca Mancini.

 

Em sua primeira final de campeonato na equipe profissional, o goleiro Renan Ribeiro fala da expectativa para o duelo decisivo.

 

“É um jogo que todo mundo quer jogar. Além de ser um clássico, é uma final de Campeonato Mineiro, jogo importante. Então, é todo mundo entrar ligado para que possamos sair vitoriosos”, afirma o arqueiro.

 

Artilheiro da equipe na competição, com dez gols, Magno Alves afirma que, mesmo de longe, sentirá a energia positiva da Massa.

 

“A gente vai sentir no lado espiritual, saber que milhões de torcedores estarão torcendo por nós e que muitas queriam estar presentes, nos ajudando”, comenta o atacante.

 

FICHA TÉCNICA

 

CRUZEIRO x ATLÉTICO

Motivo: 2° jogo da final do Campeonato Mineiro 2011 (FMF)

Data: 15/5/2011

Hora: 16h

Estádio: Arena do Jacaré

Cidade: Sete Lagoas (MG)

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)

Auxiliares: Emerson de Augusto Carvalho (Fifa-SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa/SP).

 

* Com informações de Cruzeiro Esporte Clube e Clube Atlético Mineiro.

 

- Fotos: Atlético/Cruzeiro – Fotomontagem VF.

 

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Decisão em Sete Lagoas:

Galo vence a primeira da decisão

Atlético sai na frente, faz 2 a 1 e inverte vantagem do Cruzeiro na decisão.*

  

Imagens de uma cardíaca e rara decisão de Campeonato Mineiro fora de Belo Horizonte.

 

O Atlético saiu na frente no primeiro duelo da decisão do Campeonato Mineiro. Mais efetivo no primeiro tempo, o Galo derrotou o Cruzeiro por 2 a 1, neste domingo, na Arena do Jacaré, e ficou a um empate de conquistar o bi estadual. Mancini e Patric fizeram os gols do alvinegro, enquanto Wallyson descontou para os celestes. Além de ficar mais perto de conquistar o troféu pela 41ª vez, o time atleticano quebrou um tabu envolvendo os últimos clássicos. Foi o primeiro triunfo de um mandante no principal dérbi regional, em quatro confrontos com torcida única no estádio.

 

Para se recuperar e conquistar o 37º título estadual, o Cruzeiro precisa vencer por um gol de diferença o jogo da volta, no próximo domingo, novamente em Sete Lagoas. No segundo e decisivo duelo, a exemplo do clássico deste domingo, quando só a torcida do Galo teve acesso ao estádio, será a vez de os cruzeirenses atuarem com o apoio dos torcedores.

 

O Atlético quebrou um tabu que durou nos três últimos clássicos, sem o Mineirão. Pela primeira vez, o time mandante, atuando com torcida única, conseguiu derrotar o arquirrival. Até então, Cruzeiro e Galo venceram com torcida contra, sendo dois triunfos alvinegros e um celeste. Dessa vez, os atleticanos souberam aproveitar o apoio da massa, seguraram a pressão do adversário no segundo tempo e conquistaram importante vitória.

 

Jogadores do Atlético comemoram com Patric o segundo gol no clássico contra o Cruzeiro.

 

O jogo

 

Aproveitando o fato de jogar com o apoio maciço da torcida, o Atlético foi para cima e quase abriu o placar logo no primeiro minuto. Mancini tocou para Magno Alves, a defesa celeste parou e Fábio saiu bem, atrapalhando a conclusão do atacante. Estava desenhada ali a estratégia do Galo: chegar com velocidade às laterais, já que o adversário tinha dois jogadores improvisados, Pablo, na direita, e Everton, na esquerda.

 

O Atlético manteve o ritmo nos primeiros minutos e saiu na frente aos 4min, em jogada que Mancini recebeu falta pela esquerda, aparecendo bem nas costas de Pablo. O próprio Mancini cobrou e mandou a bola para as redes de Fábio, que ficou apenas assistindo e não esboçou reação: 1 a 0.

 

O gol deixou a torcida ainda mais animada, mas o Cruzeiro, experiente, não se abalou. Procurou sair jogando ao seu estilo, dominando o meio-campo na base do toque de bola. O time celeste começou a incomodar mais os alvinegros, como no chute de Gilberto, bem defendido por Renan. Os azuis cresceram na partida, aproveitando os espaços deixados pelos volantes atleticanos.

 

Montillo começou a aparecer mais e levou o Cruzeiro ao empate. Aos 26min, ele puxou contra-ataque pelo meio e deixou Wallyson em condições de marcar. O atacante dominou e chutou no canto direito de Renan Ribeiro: 1 a 1. Foi o suficiente para parte da torcida do Galo eleger como ‘alvo’ o lateral-direito Patric, vaiado quando era acionado.

 

O Cruzeiro tentou manter o predomínio no meio-campo, mas a defesa celeste se complicou em alguns lances e dava sinais de insegurança. Em várias ocasiões, os atacantes alvinegros surgiam na frente de Fábio. E foi em um lance desse tipo que o Galo voltou a ficar em vantagem. Aos 36min, Magno Alves, que apareceu com bons passes no primeiro tempo, descobriu Patric penetrando livre pela direita. O lateral chutou cruzado, à direita de Fábio, e calou as vaias da torcida com o segundo gol alvinegro: 2 a 1.

 

O jogo ficou parado em alguns instantes, depois que Wallyson foi atingido por um objeto que veio das cadeiras. Quando a partida recomeçou, o panorama não mudou. O Atlético continuou insistindo nas laterais, enquanto o Cruzeiro procurava chegar no toque de bola. Na última oportunidade, Mancini recebeu na entrada da área e chutou forte, por sobre o gol de Fábio.

 

Segundo tempo

 

O Cruzeiro voltou a campo com uma alteração. Cuca mandou a campo Leandro Guerreiro, sacando Pablo, que saiu contundido. A substituição até surtiu efeito, já que o time celeste reforçou a marcação pelo lado direito da defesa, setor bem explorado pelo Galo no primeiro tempo. Os azuis aumentaram o ritmo em busca do empate, enquanto os alvinegros retornaram sem o mesmo ímpeto da etapa inicial, procurando cuidar mais do combate.

 

Mais seguro, o Cruzeiro atacou mais, mas sem levar muito perigo ao gol de Renan Ribeiro. Do lado atleticano, Mancini e Magno Alves já não conseguiam incomodar como no primeiro tempo. A tática do Galo ainda era explorar os contragolpes, mas faltava um homem de área para concluir os lances. Tanto que Dorival Júnior apostou na velocidade de Neto Berola, lançado no lugar de Magno Alves. A ordem era ter uma opção para jogar pelos flancos.

 

Cuca mexeu novamente, trocando Ortigoza por Fabrício, que entrou em campo disposto a arrumar confusão, por causa das provocações e entradas mais ríspidas. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas sem objetividade, já que não conseguia penetrar na defesa adversária. Na melhor oportunidade, Gilberto acertou a trave de Renan Ribeiro e Montillo não aproveitou o rebote. Em outra chegada perigosa dos azuis, Wallyson desviou de cabeça, mas não o suficiente para vencer Renan Ribeiro, que defendeu firme. O time celeste ainda perdeu o argentino Montillo, expulso depois de falta mais forte em Giovanni.

 

ATLÉTICO 2 X 1 CRUZEIRO

 

Atlético: Renan Ribeiro; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Serginho, Fillipe Soutto, Giovanni e Bernard (Daniel Carvalho); Mancini (Wendel) e Magno Alves (Neto Berola)

Técnico: Dorival Júnior

 

Cruzeiro: Fábio; Pablo (Leandro Guerreiro), Gil, Victorino e Everton; Marquinhos Paraná, Henrique, Gilberto (Dudu) e Montillo; Ortigoza (Fabrício) e Wallyson

Técnico: Cuca

 

Motivo: primeiro jogo da final do Estadual

Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas

Data: domingo, 8 de maio

Gols: Mancini, 4min, Wallyson, 26, Patric, 34min do 1ºT

Árbitro: Paulo César de Oliveira (Fifa-SP)

Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Roberto Braatz (Fifa-PR)

Cartões amarelos: Serginho, Neto Berola (ATL); Ortigoza, Fabrício (CRU)

Cartão vermelho: Montillo

Pagantes: 17.729

Renda: R$ 120.640

 

* Informações de Vicente Ribeiro/Superesportes (BH).

- Imagens: Superesportes.

 

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Decisão em Sete Lagoas:

Atlético e Cruzeiro decidem o Mineiro

Por ter feito melhor campanha na primeira fase, Cruzeiro tem vantagem de dois resultados iguais.

 

Da Redação

Via Fanzine

BH-03/05/2011

 

O maior clássico mineiro promete futebol de alto nível e muitas emoções.

 

A equipe do Atlético venceu a do América Mineiro no último sábado e garantiu sua vaga para a final do Campeonato Mineiro 2011 (FMF). Mesmo podendo perder por dois gols de diferença, o Atlético, que já havia vencido a primeira partida por 3 a 1, dessa vez, venceu de virada por 2 a 1.

 

Já o Cruzeiro, goleou novamente o América de Teófilo Otoni por 5 a 1, após uma vitória de 8 a 1 na partida anterior. Por ter obtido melhor rendimento da primeira fase da competição, a equipe do Cruzeiro joga por dois resultados iguais na decisão.

 

Cruzeiro

 

Antes do primeiro clássico decisivo, o Cruzeiro enfrenta na quarta-feira, o Once Caldas-COL, às 21h50, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa Santander Libertadores. O Cruzeiro precisa de um empate para avançar às quartas de final, já que venceu a primeira partida, em Manizales, na Colômbia, por 2 a 1. O time do técnico Cuca é o quarto da história do clube em sequências de vitórias.

 

Atlético

 

O Atlético treinado por Dorival Júnior já se concentra na primeira partida da decisão. A vitória de virada sobre o América no último sábado, sobretudo, por jogar todo o segundo tempo com um atleta a menos (após expulsão de Richarlison), foi motivadora para a equipe e vai botar gás na decisão.

 

A primeira partida decisiva do Campeonato Mineiro 2011 será na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, no próximo domingo, 08/05, às 16h.

 

- Imagem: Atlético/Cruzeiro.

 

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Direitos de transmissão:

Alexandre Kalil solta o verbo e diz não à Rede Globo*

O mandatário atleticano, que a cada dia vai se tornando voz única neste

imbróglio devido ao fato de a Globo estar fechando individualmente vínculos com

a grande maioria dos clubes brasileiros, questionou os valores da negociação.

 

Kalil: 'Eu, como presidente do Atlético, não tenho como

assumir a imposição que está sendo feita a nós'.

 

Alexandre Kalil, presidente do Clube Atlético Mineiro, está engasgado com o processo de negociação dos direitos de transmissão das partidas do Campeonato Brasileiro para o período entre 2012 e 2014. Em entrevista à ESPN Brasil, ele disparou contra os presidentes de clubes brasileiros e deixou bem claro que, por ele, a instituição mineira não assinará contrato com a Rede Globo. A decisão final, no entanto, será do conselho fiscal do Galo.

 

- Tem muita coisa que tem que ser explicada para todo mundo. Os presidentes, que são os mandatários, que reinam nos seus clubes e não dão satisfação a ninguém e podem assinar o que quiserem. O Atlético vai cair na mão disso? Vai. Mas não vou assinar. Vou entregar ao Conselho Fiscal, convocar a Comissão de Ética, se assinarem, não quero fazer parte de lesar o clube que gosto e trabalho por ele - disse Kalil.

 

O mandatário atleticano, que a cada dia vai se tornando voz única neste imbróglio devido ao fato de a Globo estar fechando individualmente vínculos com a grande maioria dos clubes brasileiros, questionou os valores da negociação, o fato de não ter se reunido com o homem forte da emissora de televisão Marcelo Campos Pinto e a imposição do contrato, que tem como prazo de assinatura a metade do mês de maio:

 

- Eu, como presidente do Atlético, não tenho como assumir a imposição que está sendo feita a nós. Eu estou muito triste com tudo o que está acontecendo. Não está ninguém negociando com ninguém. Colocaram um contrato na garganta do Atlético e temos até meados de maio para responder. São os donos do futebol, fazem o que querem, da forma que querem. A cartolagem fez, aconteceu e não conseguiu explicar nada para ninguém.

 

Até o momento, 14 clubes já assinaram com a Globo. Dos 20 membros do Clube dos 13, resistem Internacional, Atlético-PR, São Paulo, Atlético-MG, Guarani e Portuguesa. Os três primeiros, porém, devem assinar contrato nesta semana com a emissora.

 

* Informações de Lancenet/ESPN Brasil.

- Foto: TV Galo/reprodução.

 

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FMF 2011:

Definidas semifinais do Campeonato Mineiro

Ipatinga e Funorte são rebaixados ao módulo II.

 

Da Redação*

Via Fanzine

 

A última rodada da primeira fase do Campeonato Mineiro de 2011 decidiu as partidas da semifinal.

 

O Cruzeiro que terminou na primeira colocação, venceu o Uberlândia por 1 a 0 e vai pegar a equipe do América (Teófilo Otoni), que foi goleada pelo Atlético por 7 a 1. Já o Atlético vai pegar o América Mineiro - que empatou em 2 a 2 com o Villa Nova -, fazendo o clássico das semifinais.

 

O primeiro e segundo colocados terão vantagem de empates nas duas partidas.

 

Ipatinga e Funorte são rebaixados

 

O Democrata-GV escapou do rebaixamento no Campeonato Mineiro ao golear o Funorte, por 5 a 2, fora de casa, pela última rodada da primeira fase do Estadual.

 

Com o triunfo, além de contribuir com o descenso do time de Montes Claros, a Pantera também 'empurrou' o Ipatinga para o Módulo II. Isso porque a equipe do Vale do Aço perdeu para o Tupi, por 1 a 0, e foi ultrapassado pelo Democrata.

  

* Com informações de Superesportes/Uai-EM (BH).

 

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Sete Lagoas:

América vence Atlético e assume liderança

Galo perde clássico, liderança e 100% de aproveitamento no Campeonato Mineiro.

Em confronto movimentado, time alvinegro sai na frente e leva virada do Coelho*

 

Fábio Júnior foi feliz no duelo com o zagueiro Werley e marcou duas vezes; além perder grandes oportunidades.

 

O Campeonato Mineiro tem um novo líder. O América venceu o Atlético por 2 a 1, de virada, neste domingo, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, e roubou a ponta do próprio time alvinegro. O jogo foi marcado pela movimentação e luta constante, lembrando os bons tempos do antigo ‘Clássico das Multidões’, que acirrou a rivalidade entre os clubes nas décadas de 40 e 50. O Galo saiu na frente com Neto Berola, mas o Coelho passou à frente com dois gols de Fábio Júnior, artilheiro do Estadual.

 

Além de vencer o duelo pela liderança, o América também levou a melhor no confronto entre os artilheiros. Com os dois gols, Fábio Júnior abriu vantagem sobre os concorrentes Diego Tardelli, Magno Alves e Neto Berola, este vice-goleador ao marcar cinco vezes. O Coelho chegou a 13 pontos, ultrapassou o Atlético e se isolou na ponta. Já o Galo, que até então tinha vencido todas as partidas, perdeu a primeira do ano e vê o Cruzeiro encostar. O Alvinegro segura a segunda posição por ter balançado as redes mais que o rival: 15 a 11.

 

O América, que não vencia o Galo em jogos oficiais desde 2005, ampliou a série invicta contra o Atlético. O Coelho não é derrotado pelo Alvinegro desde 2007. A vitória no clássico deu mais emoção ao campeonato, que tem os grandes da capital ocupando as três primeiras posições. Único invicto depois de cinco partidas, o time alviverde só voltará a jogar depois do carnaval, quando enfrentará o Guarani, em Divinópolis, em 12 de março. Já os alvinegros dão um tempo no Estadual e se preocupam com a partida de volta pela Copa do Brasil, diante do Iape, na próxima quarta-feira, em Sete Lagoas.

 

O jogo

 

Foi mais um clássico eletrizante na Arena do Jacaré. O jogo começou com ritmo alucinante, as duas equipes correndo muito e procurando o ataque. O forte calor parece ter passado despercebido pelos times, que abusavam dos lances em velocidade. Com Neto Berola titular, a expectativa do técnico Dorival Júnior era dar mais dinâmica ofensiva ao Galo. Do lado do Coelho, Mauro Fernandes, que chegou a ensaiar uma mudança de esquema, apostou no 4-4-2 e na base que atuou na Série B.

 

O América começou melhor e teve duas oportunidades logo de cara. Fábio Júnior arriscou o chute e a bola passou perto. Depois, Sheslon concluiu, Renan espalmou e Luciano completou. Mas o goleiro salvou com a perna. O Atlético tentou dar o troco com Diego Tardelli, que chutou e Flávio pegou em dois tempos. A disputa pela bola e a saída rápida para o ataque eram as principais características do jogo.

 

Empurrado pela torcida, o Atlético procurava atacar sempre pelas laterais, com a constante movimentação de Neto Berola, que dava muito trabalho aos marcadores. O América dava atenção à marcação e na chegada em velocidade. Sheslon voltou a chutar de longe e obrigou Renan Ribeiro a outra defesa difícil. Pelo ritmo alucinante e a vontade dos jogadores, era previsível que o placar não demoraria a ser mexido. E foi o Galo quem aproveitou primeiro. Aos 13min, Diego Tardelli fez boa jogada e tocou a Renan Oliveira, que cruzou para conclusão certeira de Neto Berola: 1 a 0.

 

O América saiu em busca da reação, mas teve dificuldade com a marcação rígida do Galo, que atrapalhava a troca de passes do adversário. E os contra-ataques com Neto Berola eram sempre ameaça aos alviverdes. Mas o Coelho conseguiu empatar aos 20min, em jogada rápida pela esquerda. Luciano escapou de Serginho, que bobeou no combate, invadiu a área e tocou a Fábio Júnior. Sem marcação, o artilheiro concluiu duas vezes para marcar o sexto gol no Mineiro: 1 a 1.

        

Depois do empate, o América diminuiu um pouco o ritmo. E o Atlético continuou atacando, agora em busca de outra vantagem. E quase conseguiu o segundo gol com Diego Tardelli. Acionado por Richarlyson, ele não superou o goleiro Flávio, que fez excelente defesa. Neto Berola seguia incomodando os marcadores, mas não foi feliz nas conclusões. No fim da primeira etapa, o Coelho voltou a arriscar mais e quase virou com Fábio Júnior, que não acertou o alvo. O empate acabou sendo justo pela atuação das equipes.

 

Virada do Coelho

 

No segundo tempo o Galo voltou com uma alteração. Jackson foi lançado no lugar de Ricardinho. Dorival Júnior reforçou a marcação, principalmente para impedir os avanços de Rodrigo, pela esquerda. A característica da partida, muita pegada e saídas rápidas, não mudou. O Atlético tomava a iniciativa e o América cercava, para sair em contragolpe. A arbitragem, até então sem tanto trabalho, foi protagonista de um lance polêmico. Serginho invadiu a área e dividiu a bola com Flávio. O juiz marcou pênalti, inexistente, e provocou a ira dos americanos. Na cobrança, Diego Tardelli bateu mal e o goleiro defendeu.

 

Mas o jogo ficou ainda mais brigado. Tardelli, ‘mordido’ com a perda do pênalti, chegou a se desentender com Dudu. E o volante, que já recebera o cartão amarelo, foi sacado por Mauro Fernandes, temendo o vermelho. Os ânimos americanos continuaram exaltados e a ‘vítima’ da arbitragem foi o próprio treinador, expulso de campo. No Atlético, Dorival fez duas mexidas, trocando Renan Oliveira e Neto Berola por Magno Alves e Mancini, respectivamente.

 

De tanto insistir e não conseguir marcar o segundo, o Galo foi castigado com a virada. E ela veio dos pés do artilheiro do Estadual. Aos 27, Fábio Júnior recebeu diante de Werley, arriscou de longe e contou com a falha de Renan Ribeiro, que deixou a bola passar: 2 a 1. Foi o sétimo gol do atacante no Mineiro, em cinco partidas – média de 1,4 por jogo.

 

Foi a vez de o Atlético sair para tentar a virada e manter os 100% de aproveitamento. Mas os jogadores que entraram no decorrer do segundo tempo não resolveram. Jackson pouco produziu, enquanto Magno Alves e Mancini também tiveram atuação discreta e não corresponderam. O América tratou de se fechar mais na marcação para assegurar a vitória. E teve a tarefa facilitada pelos erros do Galo.

 

ATLÉTICO 1 X 2 AMÉRICA

 

Atlético

Renan Ribeiro; Serginho, Werley, Réver e Leandro; Zé Luís, Richarlyson, Ricardinho (Jackson) e Renan Oliveira (Magno Alves); Neto Berola (Mancini) e Diego Tardelli

Técnico: Dorival Júnior

 

América

Flávio; Sheslon (Otávio), Micão, Gabriel e Rodrigo; Dudu (Nando), Leandro Ferreira, Irênio e Camilo; Luciano (Moisés) e Fábio Júnior

Técnico: Mauro Fernandes

 

Motivo: quinta rodada do Campeonato Mineiro

Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas

Público: 17.030 pagantes

Renda: R$ 165.200

Árbitro: Joel Tolentino Damata Júnior

Assistentes: Guilherme Dias Camilo e Marconi Helbert Vieira

Gols: Neto Berola, 13min, Fábio Júnior, 20min do 1ºT; Fábio Júnior, 27min, 2ºT

Amarelos: Diego Tardelli, Neto Berola, Serginho, Renan Oliveira, Richarlyson, Zé Luís (Atlético); Leandro Ferreira, Flávio, Irênio (América).

 

* Informações de Vicente Ribeiro/Superesportes (BH).

- Imagem: Superesportes (BH).

 

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Belo Horizonte:

Jogador Willian do América-MG é assassinado

Pertencente ao Corinthians, o atleta estava atuando no elenco do América Mineiro.

 

Da Redação*

Via Fanzine

 

Willian Morais - 01/03/1991-06/02/2011.

 

O meia-atacante do América-MG, William Morais, foi vítima de latrocínio no começo desta madrugada de domingo (6/2), no bairro Santa Terezinha, próximo à Toca da Raposa, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.

 

Ele foi morto com um tiro no abdômen, ao reagir a um assalto promovido por três rapazes. Ele estava do lado de fora de uma boate, junto com sua namorada no momento do disparo, às 2h30 da manhã. Ele faleceu imediatamente. De acordo com a  diretoria do América, o clube continua dando total assistência à família do jogador.

 

O clube informou que o diretor de futebol Alexandre Mattos embarcou para São Paulo, no Aeroporto de Confins, às 18h07, em companhia dos pais do jogador, Francisco Antônio de Morais e Maria Clerismar de Oliveira, e do seu empresário, Marcelo Zanotti. Uma hora antes, por opção da família, que temia atraso se fosse usado o traslado aéreo, o corpo seguiu em carro funerário para Osasco, onde será sepultado.

 

A diretoria do América Futebol Clube, por intermédio de seu Conselho de Administração, decretou luto oficial de três dias pelo falecimento do atleta. A família vem recebendo total apoio jurídico e psicológico aos pais do jogador, que era filho único.

 

Em nota no seu site, o clube mineiro informou que “A notícia da morte do jogador abalou também jogadores e comissão técnica do América. O técnico Mauro Fernandes, que esteve no Instituto Médico Legal, para também confortar os familiares do jogador, lamentou muito a violência na cidade”.

 

Pai esteve no IML

 

Ainda conforme as informações do América, o pai do jogador, ao deixar o IML no início da tarde, fez questão de agradecer ao América e especialmente ao técnico Mauro Fernandes. 'Muito obrigado por você ter cuidado do meu filho. Ele dizia que você era durão, mas era como um pai: sabia brincar na hora de brincar e cobrar na hora certa. Muito obrigado mesmo', repetia Francisco Antônio.

 

'Eu também considero que perdi um filho', respondeu Mauro Fernandes, com a voz embargada. 'É muito difícil para um pai aceitar uma situação como esta. Eu entendo a dor de um pai que perde um filho de uma forma tão bárbara assim', completou Mauro Fernandes.

 

William Morais tinha 19 anos e chegou ao América no dia 10 de janeiro e atuou três vezes pelo Coelho e esteve em outra partida relacionado entre os reservas. Formado nas categorias de base do Corinthians, o meia-atacante estava emprestado até o final da temporada. Apesar do pouco tempo em Belo Horizonte, William conquistou rapidamente o carinho e respeito profissional de todos no clube.

 

Os três suspeitos pelo crime foram capturados pela polícia e estão presos no CERESP São Cristóvão, em Belo Horizonte.

  

Ronaldo lamentou

 

O atacante Ronaldo do Corinthians, lamentou a morte do jogador de seu clube que atuava em Minas. Em seu twitter oficial, o jogador afirmou que sequer comemorou a vitória de Anderson Silva (primeiro atleta agenciado por sua empresa, a 9ine) sobre Vitor Belfort, no UFC, de tão chateado com a notícia. "Não escrevi nada sobre a luta ontem, porque a dor de uma notícia inesperada acabou comigo. Dor e revolta pelo assassinato do William Morais, um menino de 19 anos e cheio de talento", postou o Fenômeno, que ainda enviou seus sentimentos à família do jogador.

 

"Sei que não resolve nada, mas meu abraço solidário aos pais, amigos e familiares dele", completou. Além de Ronaldo, o ex-corintiano Elias, que está atualmente no Atlético de Madri, indignado, também falou sobre o assassinato do jovem atleta.

 

William Morais, cujo passe pertencia ao Corinthians, além do clube paulistano e do América Mineiro, defendeu também o Grêmio (RS) e o Nacional (AC).

  

* Com informações do América Mineiro e Gazeta Press.  

- Fotos: América-MG.

 

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 Uberlândia:

Num show de gols, Galo vence a Raposa

Foi uma das mais disputadas partidas do campeonato, na qual o Atlético conseguiu

deixar a zona de rebaixamento, enquanto o Cruzeiro cai da liderança e o Fluminense reassume.

 

Da Redação*

Via Fanzine

 

Jogadores Atleticanos comemoram um dos gols marcados por Obina.

 

Em partida válida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010, o Atlético venceu o Cruzeiro por 4 a 3. Num jogo cardíaco, realizado no Parque do Sabiá, em Uberlândia, a batalha foi de muitos contrastes e emoções.

 

O Atlético chegou a abrir 3 a 0, depois 4 a 1, mas, o Cruzeiro de maneira aguerrida chegou a encostar, ao chegar nos 4 a 3. A equipe de Cuca ameaçou empatar o clássico nos tensos minutos finais.

 

Quase uma torcida só...

 

No jogo de uma torcida só - quando os ingressos foram vendidos somente aos torcedores cruzeirenses, estando os atleticanos impedidos de comparecer ao estádio -, mais uma vez, o mandante foi derrotado e a torcida saiu decepcionada.

 

Curiosamente, torcedores atleticanos que se encontravam de maneira “clandestina” no meio da torcida cruzeirense, comemoram os gols de seu time, fazendo com que cruzeirenses chamassem a polícia para eles. Os torcedores identificados como atleticanos foram retirados do estádio.

 

Um suposto atleticano também foi agredido por várias pessoas durante uma confusão na arquibancada. Segundo informações da Rádio Itatiaia, ele foi levado ao pronto socorro de Uberlândia e não há informações sobre o seu estado.

 

Primeiro tempo

 

O Atlético iniciou de maneira forte para cima do Cruzeiro e, aos 6 minutos, Obina escorou de cabeça um cruzamento de Leandro, abrindo o placar.

 

O Cruzeiro começou a se impor após sofrer o gol, mas aproveitando um contra-ataque em seu favor, o Atlético chegou ao gol cruzeirense, novamente com Obina, escorando cruzamento de Rafael Cruz.  O Cruzeiro começou emitindo pressão, mas o ataque esbarrava na forte zaga, formada por Werley e Rever, além de incisivas defesas do goleiro Renan Ribeiro.

 

Mas, quando o Cruzeiro poderia estar batido, teve um pênalti a seu favor aos 27, em falta cometida por Werley sobre Edcarlos. Montillo cobrou e chutou para fora, frustrando a torcida que lotava o estádio.

 

Obina ampliaria logo depois, aos 30 minutos, assinalando o seu terceiro e abrindo uma vantagem de três gols sobre o arquirival. A equipe alvinegra então recuou e o Cruzeiro começou a pressionar com uma série de ataques que chegou próxima de reduzir o placar. Mas aos 36 minutos, o meia cruzeirense Gilberto, que acabara de entrar, acertou uma “pedrada”, sem chances para Renan Ribeiro, fechando o primeiro tempo em 3 a 1 para o Atlético.

 

No intervalo, jogadores do Cruzeiro receberam em seu vestiário, a ilustre visita do presidente do clube, Zezé Perrella, pedindo empenho e cobrando uma reação dos jogadores.

 

Segundo tempo

 

Aos 8 minutos do segundo tempo, Farias quase marca e esbarra em Renan oliveira. Logo depois Marquinhos Paraná chegou com perigo e chutou para fora.  O Cruzeiro insistia com perigo em seus ataques pelas laterais.

 

Mas, num escanteio do Atlético cobrado por Serginho aos 21 minutos, Rever escorou de cabeça, ampliando para 4 a 1. O quarto gol pareceria ter sacramentado a vitória atleticana, mas não foi bem assim. O técnico Dorival Júnior colocou Ale, que substituiu Renan Oliveira e assim, os alvinegros se retraíram, compondo um forte bloco defensivo.

 

O técnico Cuca mexeu e atendendo pedido da torcida, Roger entrou e abriu novas perspectivas para uma reação celeste. E aos 31 minutos, numa jogada iniciada por Roger, o Cruzeiro assinalou seu segundo gol, após uma cabeceada de Farias e uma excepcional defesa de Renan Ribeiro, na sobra, Tiago Ribeiro converteu.

 

Dois minutos depois, Tiago Ribeiro recebeu e colocou no canto direito do goleiro Renan Ribeiro, marcando o terceiro do Cruzeiro. A raposa passou a correr atrás do empate e numa pressão incrível, desperdiçou boas oportunidades, ao chegar por várias vezes ma frente do gol atleticano. Para se ter uma ideia da pressão exercida pelo Cruzeiro, o seu  ataque chegou ao gol adversário por 26 vezes, enquanto o do Atlético chegou somente sete vezes.

 

Contudo, o Atlético jogou recuado e conseguiu resistir à pressão dos cruzeirenses e por muito pouco, não marcou o seu quinto gol, num perigoso contra-ataque, já nos acréscimos.

 

Curiosamente, depois de seis anos, um jogador volta a marcar três gols no clássico entre Atlético x Cruzeiro. Em 2004, o Galo bateu a Raposa, então campeã brasileira, por 5 a 3. O armador Tucho marcou três vezes. Obina igualou o feito e ainda entrou para a seleta lista dos jogadores que balançaram as redes três vezes no maior clássico de Minas.

 

A arbitragem foi de Sandro Meira Ricci (DF), que fez um trabalho regular (mas recebeu críticas da delegação atleticana) e acrescentou 4 minutos de descontos à partida.

 

Alterações na tabela

 

Com a vitória alvinegra, o clube belorizontino finalmente deixa a zona de rebaixamento, após mais de 20 rodadas de reclusão. O Atlético segue na 16ª. colocação  com 34 pontos e precisa vencer seus próximos confrontos para afastar de vez o perigo do rebaixamento.

 

Por sua vez, o Cruzeiro sofre duas derrotas seguidas no segundo turno e cai para a 2ª. Colocação com 54 pontos, enquanto o Fluminense, que empatou em  2 a 2 com o Atlético-PR, reassume a liderança, também com 54 pontos, mas com saldo de gols superior.

 

O Atlético enfrenta o Palmeiras na próxima quarta-feira (27/10), pela Copa Sulamericana; no sábado enfrenta o Botafogo pelo Brasileirão, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

 

O Cruzeiro volta a jogar fora de casa no próximo sábado, quando enfrentará o Grêmio Barueri, que nesta Rodada Pelé”, surpreendeu, ao vencer o Santos por 3 a 2, de virada, na Vila Belmiro.

 

* Com informações de Rádio Itatiaia e Superesportes (BH).

- Foto: Superesportes.

 

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CBF:

Ex-atleta do Itaúna na Seleção Brasileira

Atualmente no Cruzeiro, o goleiro Gabriel foi convocado para substituir Gomes.

Mano visa, desde já, a introdução e atletas com idade olímpica na seleção principal.

 

Por Pepe Chaves*

Para Via Fanzine

 

Em destaque, Gabriel defendendo a equipe de Itaúna em 2008.

 

As categorias de base do Esporte Clube Itaúna continua fazendo história e legando atletas para as seleções de base da CBF. Desde que o clube retomou as atividades em 2006, diversos atletas que se formaram ou se firmaram em Itaúna, seguiram para grandes clubes brasileiros e alguns também foram convocados pelas seleções de base da CBF.

 

Agora foi a vez do talentoso goleiro Gabriel, que atualmente integra à equipe juniores do Cruzeiro de Belo Horizonte e acaba de ser convocado por Mano Menezes para integrar a Seleção  Brasileira que realizará treinamentos em Barcelona e amistosos na Europa. Ele já havia sido convocado e participado de algumas partidas pela Seleção Brasileira Sub-20.

 

Em 2008, Gabriel disputou o Campeonato Mineiro pelo Esporte Clube Itaúna e foi um dos destaques da equipe. No final desse mês agosto, quando foi obrigado a desconvocar Gomes, lesionado, o técnico Mano Menezes relacionou o jovem goleiro Gabriel, do Cruzeiro, para participar dos treinos que a Seleção Brasileira fará em Barcelona entre os dias 02 a 07 de setembro.

 

Mano Menezes fala da convocação

 

Gabriel em coletiva pelo Cruzeiro.

 

De acordo com a nota publicada no site da CBF, “A convocação de Gabriel já é resultado da filosofia de trabalho adotada por Mano Menezes de integração com as seleções de base, de olho no futuro próximo, as Olimpíadas de 2012”.

 

“Optamos por convocar um goleiro de idade olímpica, o que considero mais adequado para o momento, ao invés de chamar um goleiro só para a Seleção Principal. Assim como o Gabriel, outros jogadores em idade olímpica serão chamados, em um trabalho de observação que a comissão técnica fará sistematicamente das seleções de base”, afirma Mano.

 

Ainda de acordo com informações da CBF, o goleiro Gabriel foi observado pelo assistente técnico Sidnei Lobo em um jogo da Seleção Sub-20 contra o Paraguai, em Assunção. Sidnei gostou da atuação do goleiro e conversou também com o técnico da Sub-20, Luiz Antônio Verdini.

 

Gabriel, goleiro do Cruzeiro, completa 18 anos no dia 27 de setembro, nasceu em Unaí-MG, foi revelado a nível estadual pelo Esporte Clube Itaúna em 2008 e depois seguiu para o Cruzeiro Esporte Clube.

 

* Com informações do ECI e da CBF.

- Fotos: www.esporteclubeitauna.com.br e www.cruzeiro.com.br.

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Sete Lagoas:

Estádio é criticado por torcedores, imprensa e clubes

A Arena do Jacaré, nova sede dos jogos de Atlético, Cruzeiro e América recebe duras críticas em Minas Gerais.

 

Por Pepe Chaves

Para Via Fanzine

 

Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

 

O Estádio Joaquim Henrique Nogueira, mais conhecido como Arena do Jacaré, em Sete Lagoas-MG, substitui o Mineirão durante sua reforma para a Copa de 2014. O outro estádio de Belo Horizonte, o Independência, também se encontra em reforma e deveria ficar pronto no segundo semestre de 2010, mas a previsão de finalização da obra está marcada somente para março de 2011.

 

Dessa forma, a Arena do Jacaré foi o local escolhido para abrigar jogos dos principais clubes mineiros, como Atlético, Cruzeiro e América, até a normalização dos estádios da capital.

 

Com a exceção de Sete Lagoas, somente cidades ainda mais distantes de Belo Horizonte teriam estádios em condições técnicas para abrigar tais partidas, como o Ipatingão em Ipatinga (Zona da Mata), e o Parque do Sabiá, em Uberlândia (Triângulo Mineiro).

 

Críticas de todas as partes

 

Por sua precariedade a Arena do Jacaré está recebendo críticas de todas as partes. Os torcedores da capital reclamam da distância da cidade de Sete Lagoas, situada a 70 km de Belo Horizonte. Os clubes também se queixaram da segurança dos atletas durante a viagem.

 

Do lado de dentro do campo, torcedores reclamam da falta de cobertura nas arquibancadas, proporcionando sol forte ou chuva aos espectadores.

 

A imprensa também reclama, pois o estádio não tem as devidas cabines para rádios e a transmissão dos jogos é feita de maneira improvisada.

 

Também o gramado do estádio recebe queixas de atletas, que o descrevem como irregular e “cheio de montes”.

 

Além disso, o estádio com capacidade para 28 mil pessoas, também é considerado inseguro. Tanto que, para o clássico entre Atlético e Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro, no domingo 1º/07, ficou acertado que serão permitidos no estádio somente torcedores do Atlético, já que este clube é o mandante da partida. Esta medida visa minimizar atritos entre torcedores rivais.

 

Arena do Jacaré

 

O estádio recebeu de “Joaquim Henrique Nogueira” por causa do fazendeiro e membro de umas das mais tradicionais famílias da região - Joaquim Henrique Nogueira - que doou o terreno onde o estádio foi construído. Possui quarenta e quatro banheiros, seis vestiários e dezenove cabines para imprensa.

 

Antes da construção da arena, o Democrata, principal clube de futebol da cidade, usava o Estádio José Duarte de Paiva com capacidade para duas pessoas. Com a posse de Humberto Timo em 2003, o antigo sonho se tornou realidade. O estádio foi inaugurado em 28 de janeiro de 2006 na vitória de 3x0 do Democrata sobre o Atlético Mineiro. O primeiro gol foi marcado pelo jogador do Democrata, Paulo César aos 15 minutos do primeiro tempo deste jogo.

 

- Foto: divulgação.

 

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