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Rio de Janeiro:
Dilma receberá R$ 20 mil de indenização da
ditadura
Torturada na ditadura, Dilma diz que
doará indenização de R$ 20 mil.*
A presidente Dilma Rousseff receberá indenização do governo
do Rio de Janeiro por ter sido interrogada e torturada no estado durante
a ditadura militar e doará o valor para o Grupo Tortura Nunca Mais,
segundo informou nesta sexta-feira (18) o porta-voz da Presidência da
República, Thomas Traumann.
A assessoria de imprensa da Secretaria estadual de
Assistência Social informou que o governo do Rio pagará até o fim de
junho uma indenização no valor de R$ 20 mil à presidente Dilma.
Segundo a secretaria, das 895 vítimas do regime que tiveram
os processos aprovados pela comissão especial criada para analisar os
casos, cerca de 120 ainda serão indenizadas pelo estado do Rio.
O Grupo Tortura Nunca Mais, que receberá o valor segundo a
Presidência, foi fundado em 1985 por iniciativa de ex-presos políticos
que passaram por tortura durante o regime militar e por familiares de
mortos e desaparecidos políticos.
Nesta quarta-feira (16), Dilma deu posse aos sete membros
que integrarão a Comissão da Verdade, criada para apurar violações aos
direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988, período que inclui a
ditadura militar.
Na ocasião, a presidente afirmou que a instalação do
colegiado não é motivada por "ódio", "revanchismo" ou "desejo de
reescrever a história".
“O Brasil merece a verdade, as novas gerações merecem a
verdade e, sobretudo, merecem a verdade factual aqueles que perderam
amigos e parentes e que continuam sofrendo como se eles morressem de
novo e sempre a cada dia", afirmou, antes de, emocionada, interromper o
discurso.
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Informações do G1 (RJ).
18/05/2012
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Bolsonoaro
& Preta:
Unesco pede apuração de declarações de
Bolsonaro*
"Unesco no Brasil defende apuração de
denúncia de homofobia e racismo por parte de parlamentar".
Da
Redação*
Via Fanzine
Entrevistado pelo programa CQC o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ),
além de não responder as perguntas feitas pela cantora Preta Gil, ainda
a atacou com adjetivos racistas e homofóbicos.
As declarações irritaram a opinião pública brasileira e o
deputado foi muito criticado pro setores diversos da sociedade. Agora,
aprece que a coisa foi além do país e chama a atenção no exterior.
De acordo com informações veiculadas pela Agência Estado,
as declarações do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) provocaram reação até
de um braço da Organização das Nações Unidas (ONU). Em seu Twitter
oficial, o escritório da Organização das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil pediu apuração das frases do
parlamentar.
"Unesco no Brasil defende apuração de denúncia de homofobia
e racismo por parte de parlamentar", diz post publicado na tarde de hoje
e que foi parar na capa do site da ONU no Brasil.
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Com informações da Agência Estado.
31/03/2011
- Tópico associado:
Preta Gil diz que
vai processar deputado Jair Bolsonoaro
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Militares e
guerrilheiros:
Ministro quer ‘verdade’ estendida às
guerrilhas
Jobim quer guerrilhas na mira da Comissão
da Verdade*
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu hoje que a
Comissão da Verdade, destinada a apurar violações aos direitos humanos
ocorridas durante o regime militar, investigue não só as ações
patrocinadas pela ditadura, mas também a atuação de grupos da esquerda
armada que tentavam derrubar o regime. A declaração dele alimenta a
tensão no governo por atingir, potencialmente, a própria atuação na
época da hoje presidente Dilma Rousseff, que foi guerrilheira.
"Houve uma divergência inicial com o então secretário Paulo
Vanucchi sobre a natureza do projeto. O projeto pretendido por ele era
unilateral, pretendia fazer uma análise da memória apenas por um lado da
história. Nós queríamos que fosse feita uma visão completa do tema, ou
seja, as ações desenvolvidas não só pelas Forças Armadas à época como
também pelos movimentos guerrilheiros", declarou, em entrevista ao
programa Bom dia Ministro, veiculado pela estatal Empresa Brasil de
Comunicação (EBC).
A criação da Comissão da Verdade desencadeou uma pequena
crise no Planalto logo no início do governo. Na segunda-feira, em sua
posse, o general José Elito de Carvalho Siqueira, ministro do Gabinete
de Segurança Institucional (GSI), disse que não era motivo de "vergonha"
para o País o desaparecimento de presos políticos durante a ditadura
militar (1964-1985).
Irritada, Dilma repreendeu o general, que pediu desculpas à
presidente pela manifestação polêmica. A declaração de Elito ocorreu
horas depois da posse da nova secretária de Direitos Humanos da
Presidência, Maria do Rosário.
Torturada na época da ditadura, Dilma fez um discurso, no
dia da posse, em que afirmou não ter ressentimentos nem rancores. Antes
mesmo de assumir, ela chamou os comandantes das Forças Armadas para
dizer que não haveria "revanchismo" e pedir que não houvesse por parte
dos militares "glorificação" do golpe de 31 de março de 1964, que
implantou uma ditadura de 21 anos no País.
*
Informações do jornal O Estado de S.Paulo.
* * *
Direitos
desumanos':
‘Uma das maiores sandices que já vi’
Programa Nacional dos Direitos Humanos
recebe duras críticas do jurista Ives Granda Martins.
Por
Pepe Chaves*
De
Contagem-MG
Para
Via Fanzine

Ives Granda Martins
O presidente que
assina sem ler
A nova Lei que o presidente Lula afirmou ter assinado “sem
ler”, causa reação em toda a sociedade brasileira, que vê na mesma, uma
clara agressão à Constituição e resquícios de populismo, em detrimento
de interesses político-partidários.
O chamado Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH) vem
cercear à liberdade, se configurando numa verdadeira afronta ao bom
senso e ao próprio papel da Justiça. Itens polêmicos, que jamais foram
discutidos com a sociedade, ainda que sejam absoluta e intimamente
inerentes a ela são impostos agora pelo presidente Lula por
“goela-abaixo” do povo brasileiro.
Lula teve coragem de afirmar publicamente que assinou a
lei, sem lê-la antes. Uma declaração no mínimo, negligente, senão
irresponsável para um chefe de estado, ainda que fosse de uma das nações
mais insignificantes do mundo. No entanto, sabemos que este projeto foi
fartamente estudado no seio de seu governo e passou pelo crivo dos
seguintes ministros de Lula: Dilma Rousseff (da Casa Civil - candidata
do PT à presidência), Tarso Genro (Justiça), Franklin Martins
(Comunicação Social) e Paulo Vanuchi (Direitos Humanos).
Além de fartos editoriais emitidos por grande parte da
imprensa em todo o imenso território nacional, o PNDH vem recebendo
também, fortes críticas de alguns dos mais conceituados juristas do
país.
Ives Granda faz
duras críticas ao PNDH
Numa entrevista concedida à Rede Bandeirantes de Televisão
e disponibilizada pelo site
Pela Legítima Defesa, o conhecido jurista Ives Gandra Martins
critica o Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH), cujo decreto
foi assinado pelo presidente Lula, nas vésperas do Natal de 2009.
Autor de mais de
300 livros sobre direito, Granda Martins tem obras publicadas em 19
países. Catedrático em Direito por 31 universidades da América
Latina e Europa, ele analisou alguns itens do projeto.
Ao tomar conhecimento do teor do decreto, o jurista afirmou
que este “Foi um dos documentos com maiores sandices que pude ver,
nos meus 51 anos de advocacia e 49 anos de magistério de Direito”.
Sobre a invasão de terra institucionalizada, prevista no
projeto, na qual proprietários que tiverem fazendas invadidas não podem
mais recorrer ao Judiciário, Granda Martins comentou, “O que eles
estão pretendendo é dar direito àquele que invadir qualquer terra,
fazendo com que, uma vez invadido, o direito de propriedade deixa de ser
do proprietário e passa a ser do invasor”.
O PNDH também prevê a proibição da divulgação de símbolos
religiosos em locais públicos. Para Ivens, “Se não pode haver mais
símbolos religiosos, nós temos que mudar o nome da cidade de São Paulo.
Todas as cidades que tiverem nomes de santos não poderão mais tê-los”.
Ele também comentou sobre a criação da comissão
governamental que, segundo o PNDH, deverá ser criada para controlar o
conteúdo dos veículos de comunicação. “No momento em que se elimina a
liberdade de imprensa, estamos perante o início de uma ditadura”,
afirmou o jurista.
Para ele, a criação do imposto sobre grandes fortunas,
também prevista no PNDH, é infundada e injusta, pois o cidadão será
taxado pelo seu patrimônio, mesmo que já fora taxado anteriormente em
outras operações.
O programa também prevê a instituição da profissão de
prostituta. Assim, prostitutas passariam a ter direitos trabalhistas e
seriam reconhecidas legitimamente como "profissionais do sexo". Para
Ives Granda, “Isso [prostituição] não é profissão. Na prática,
os verdadeiros direitos humanos seria tirar estas moças do que elas
estão fazendo e dar profissões dignas a elas”.
“Torturador de esquerda é um santo, torturador de
direita é um demônio”. Assim comentou Ives Granda Martins sobre a
pretensão da nova lei em julgar os responsáveis pelas torturas na
ditadura militar, enquanto os guerrilheiros de esquerda (como a própria
ministra “presidenciável” Dilma Rousseff) que também cometeram torturas,
além de vários crimes hediondos, não seriam julgados.
Em síntese, para o renomado jurista brasileiro, este
projeto do PNDH, assinado “sem ler” pelo presidente do Brasil, “É um
decreto preparatório para um regime ditatorial”.
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Pepe Chaves é editor do diário digital
Via Fanzine.
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Com informações e imagem do site
Pela Legítima Defesa
e Rede Bandeirantes (SP).
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Clique aqui
para assistir à entrevista de Ives Granda Martins à Rede Bandeirantes.
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