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Astronomia

 

Inglaterra:

Pedra para marcar as estações

Uma rocha datada em quatro mil anos teria sido um instrumento astronômico para marcar as estações do ano.

Sua disposição e as projeções de sombras simulando a iluminação recebida confirmam essa possibilidade.

 

Por Pepe Chaves

de Belo Horizonte

Para Via Fanzine

30/03/2012

 

Pedra é posicionada estrategicamente para projetar a sombra do sol durante as quatro estações.

 

Um monólito com cerca de quatro mil anos encontrado na Inglaterra, pode ter sido um antigo instrumento astronômico para marcar as estações, de acordo com evidências arqueológicas apresentada por pesquisadores.

 

A pedra datada como instrumento há quatro mil anos tem a forma triangular e ângulos em direção ao sul geográfico. Sua orientação e ângulo de inclinação estão alinhados com a altitude do Sol no solstício de verão, disseram os pesquisadores.

 

E novas evidências mostram que há pedras dispostas ao redor da base do monólito, indicando que este foi colocado cuidadosamente na sua localização e posição, acreditam.

 

“Por conta da sensibilidade do local, não podemos sondar abaixo da superfície do solo”, afirmou num comunicado o astrônomo Daniel Brown, da Nottingham Trent University, na Inglaterra.

 

E acrescentou, “No entanto, através de nossa pesquisa, encontramos uma maior densidade de disposição de pedras ao redor, apoiando a ideia de que a pedra foi colocada intencionalmente naquela posição”.

 

O monólito está localizado em uma depressão chamada Edge Gardom no Peak District National Park, próximo de Manchester, numa área que mostra evidências de que a ocupação humana ocorreu muito antes do que afirma a sua história. Outros monumentos antigos da Idade do Bronze e uma caverna do neolítico foram encontrados nas proximidades.

 

Detalhe da pedra usada como instrumento por povos do período neolítico.

 

Acredita-se, que esse monólito, aparentemente com feições astronômicas, possa ter sido erguido por pessoas do período Neolítico, por volta de 2000 a.C.

 

“A pedra teria sido um marcador ideal para uma arena social para encontros sazonais”, disse Brown. Segundo ele, “Não é um relógio de sol, no sentido de que as pessoas tenham o utilizado para determinar a hora exata. Nós pensamos que o monólito foi colocado naquela posição para dar um significado simbólico à sua localização. Tem a ver um pouco com a maneira com que alguns edifícios religiosos são alinhados em uma direção específica e por razões simbólicas”, afirmou.

 

Os pesquisadores simularam num modelo em 3D e analisaram como a pedra teria sido iluminada durante as diferentes estações do ano, há quatro milênios atrás, considerando que a inclinação do eixo da Terra mudou ao longo do tempo.

 

O modelo mostrou que o lado inclinado da pedra permaneceria na sombra permanente durante o inverno, enquanto teria sido iluminado apenas pela manhã e à tarde durante a maior parte do verão. No verão, o Sol teria iluminaria a pedra perfeitamente durante todo o dia.

 

“O uso da projeção de sombras em monumentos deste período é bastante raro nas ilhas britânicas”, Mas existem alguns exemplos, incluindo a New Grange, na Irlanda, e alguns marcos no nordeste da Escócia que foram propostas para incluir o uso intencional de sombras. Ambos monumentos estão associados a locais de sepultamento, usando o simbolismo de uma luz cíclica e sombra para representar a eternidade”, afirmou o pesquisador.

 

Brown apresentou as sua tese na terça-feira, 27/03, no Encontro Nacional de Astronomia em Manchester, na Inglaterra.

 

* Com informações de Space.com e tradução do autor.

 

- Imagens: D Brown / Nottingham Trent University.

 

- Colaborou: J. Ildefonso P. De Souza.

 

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- Produção: Pepe Chaves.

 

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