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Obituário - 2018

 

São Paulo:

Morre o jornalista Otávio Frias Filho

Otavio Frias Filho, diretor de redação da 'Folha de S.Paulo', morre em SP*.

 

Responsável pela modernização do jornal, se tornou uma das figuras mais importantes do meio. Jornalista Otávio Frias Filho foi vítima de câncer no pâncreas.

 

Otavio Frias Filho, diretor de redação da “Folha de S.Paulo”, morreu nesta terça-feira (21), aos 61 anos, em São Paulo. Otavio estava internado no Hospital Sírio Libanês, no Centro da capital, e lutava contra um tumor no pâncreas desde 2017.

 

O velório será no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, e a cerimônia de cremação às 13h30, no mesmo local.

 

Casado com Fernanda Diamant, editora da revista "Quatro Cinco Um", deixa duas filhas, Miranda e Emília, e os irmãos Luiz, Maria Cristina e Maria Helena.

 

Filho de Dagmar Frias de Oliveira e de Octavio Frias de Oliveira, empresário que comprou em 1962 a “Folha de S.Paulo”, Frias Filho nasceu em São Paulo no dia 7 de junho de 1957.

 

Entre 1975 e 1983, estudou Direito e Ciências Sociais na Universidade de São Paulo (USP). Enquanto isso, na “Folha”, assessorava o então diretor de redação, Cláudio Abramo, e seu pai, publisher do jornal.

 

Em 1984, assumiu, aos 26 anos, a função de diretor de redação. Enfrentou resistência interna e externa, especialmente porque era filho do dono, mas conseguiu conduzir várias reformas no jornal, se tornando uma das figuras mais importantes do mercado jornalístico brasileiro.

 

Já no primeiro ano sob sua direção, o jornal encampou o movimento das “Diretas Já”, que pedia eleições diretas para presidente após o mandato de João Figueiredo. Com isso, a Folha se consolidava um veículo de imprensa independente das forças políticas.

 

Nos 50 anos do Golpe de 1964, sob a direção de Frias Filho, a Folha abordou o tema da ditadura militar: “Às vezes se cobra desta Folha ter apoiado a Ditadura durante a primeira metade de sua vigência, tornando-se um dos veículos mais críticos na metade seguinte. Não há dúvida de que, aos olhos de hoje, aquele apoio foi um erro."

 

Em 1989, a Folha foi o primeiro jornal brasileiro a implantar a função de Ombudsman, profissional responsável por opinar sobre o trabalho interno da publicação com total liberdade.

 

Foi um dos responsáveis pela consolidação do processo de modernização do jornal, tornando a “Folha” uma publicação radical na busca por independência e isenção.

 

Quando assumiu o controle da redação, lançou o Projeto Folha, que transformou o jornal. Criou o “Manual de Redação”, que prega um texto mais descritivo, rigoroso e impessoal.

 

Além do jornal, sua família é proprietária do Grupo Folha, um dos principais conglomerados de mídia do país e reúne hoje cinco empresas.

 

Fazem parte do grupo a "Folha", a empresa de conteúdo, produtos e serviços de internet UOL, a gráfica Plural, a editora Publifolha, o instituto de pesquisa Datafolha e empresa de meios eletrônicos de pagamentos PagSeguro.

 

A história do Grupo Folha começou em 1921, com o lançamento do jornal "Folha da Noite", em São Paulo. Depois vieram os títulos "Folha da Manhã" (1925) e "Folha da Tarde" (1949). Os três jornais foram fundidos em 1960 para dar origem à “Folha de S.Paulo”, jornal de maior circulação no país.

 

Em 2000, participou da criação do jornal “Valor Econômico”, uma parceria do Grupo Folha com o Grupo Globo. Em 2016, o jornal passou a ser totalmente do Grupo Globo.

 

Em 1996, em entrevista ao programa da TV Cultura “Roda Viva”, falou sobre a tentativa de fazer jornalismo “crítico, apartidário e pluralista”: “Ou seja, o jornalismo que se preocupa em trazer ao leitor todo tipo de controvérsia e que procura espelhar nas suas páginas as diversas tendências políticas, econômicas ou culturais”.

 

Recebeu em 1991, em nome do jornal, o prêmio Maria Moors Cabot de jornalismo, da prestigiosa Universidade de Columbia (EUA).

 

Entre 1994 e 2004, Frias Filho escrevia semanalmente às quintas-feiras uma coluna na página de opinião da “Folha” (compiladas no ano 2000 no livro “De ponta-cabeça”).

 

Em 2005, em entrevista na série “Protagonistas da Imprensa Brasileira”, do site Jornalistas&Cia, definiu seu trabalho na “Folha” como de um “moderador” de “inúmeras tensões”. “Considero positivo, dentro de certos limites, que isso ocorra, até para que o jornal não se transforme numa entidade monolítica, de pensamento único.”

 

Também na entrevista de 2005, ele falou sobre seus interesses fora do jornalismo, principalmente no teatro, e admitiu não ter a “paixão pela notícia” de um repórter.

 

“Eu não sou um repórter nato. Pelo contrário, a rigor nunca exerci a atividade de repórter. Estou num ambiente de jornal há muito tempo (...). Venho aqui a esse prédio regularmente desde os 17 anos, com prazer (...) Como não tenho esse entusiasmo todo, em momentos delicados consigo o distanciamento necessário para analisar com mais serenidade os fatos.”

 

Ele teve três peças de teatro publicadas no livro “Tutankaton” (Iluminuras, 1991). Quatro peças suas foram encenadas: “Típico Romântico” (1992), “Rancor” (1993), “Don Juan” (1995) e “Sonho de Núpcias” (2002).

 

Publicou em 2003 “Queda Livre” (Companhia das Letras), livro de ensaios que junta reportagem, autobiografia e observação antropológica. É também autor de "Seleção Natural" (Publifolha, 2009).

 

Câncer

 

O câncer de pâncreas é considerado por especialistas como uma das formas mais letais de tumor maligno. Ele costuma matar 95% dos pacientes em cinco anos. Foi essa doença que matou, por exemplo, Steve Jobs, cofundador da Apple, e a cantora Aretha Franklin.

 

Frias Filho foi diagnosticado com a doença no ano passado. Desde então, vinha tratando no Hospital Sírio-Libanês.

 

* Informações do G1.

   21/08/2018

 

- Foto: Foto: Lucas Lacaz Ruiz / Futura Press.

 

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Detroit:

Morre a cantora Aretha Franklin

Conhecida por seus sucessos musicais, Aretha era considerada uma das melhores cantoras de todos os tempos*.

 

Intérprete de exceção do gospel, do R&B e da soul, Franklin foi, em 1987, a primeira mulher a entrar no Rock & Roll Hall of Fame.

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É frequente a imprensa entusiasmar-se e chamar a esta ou àquela estrela em ascensão no espaço mediático, seja no top de vendas seja fora dele, princesa disto e rei daquilo. Mas quando de trata de alguém com o talento de Aretha Franklin, não há exagero algum em usar a expressão rainha da soul. Escreva-se, por isso, que esta quinta-feira morreu a rainha da soul. Tinha 76 anos. A notícia foi avançada pela Associated Press, citando a agente da cantora.

 

Na segunda-feira, a agência de notícias Associated Press tinha já garantido que Aretha Franklin estava “seriamente doente”, citando uma fonte próxima e sem avançar quaisquer pormenores.

 

Desde 2010, ano em que lhe foi diagnosticado um cancro no pâncreas, que o estado de saúde de Franklin enfrentava altos e baixos, escrevia o diário britânico The Guardian. Depois de uma operação, a cantora foi sujeita a uma série de tratamentos que a fizeram perder muitos quilos, mas continuou a dar concertos.

 

No ano passado, mais debilitada, Franklin anunciou que se retirava dos palcos, embora mantivesse o seu trabalho de estúdios e estivesse disponível para uma ou outra atuação em eventos especiais. Foi o que aconteceu em Novembro, numa gala em que se celebravam os 25 anos da fundação de Elton John de luta contra a sida. Franklin fechou a noite em Nova Iorque com uma colecção de canções que incluiu I say a little prayer e Freeway. No mesmo mês lançou aquele que é, à data, o seu último álbum — A Brand New Me. Ficar em casa sem fazer nada, dizia, não estava nos seus planos.

 

Já este ano, e por ordem médica, cancelara duas destas atuações especiais: em Março, em Newark, na festa do seu 76.º aniversário; e em Abril, no New Orleans Jazz and Heritage Festival.

 

Com uma carreira com seis décadas que inclui 18 Grammys e sucessos como Respect, (You make me feel like) a natural woman, I say a little prayer, Think e Chain of Fools, Aretha Franklin ficou também conhecida pelo seu ativismo na defesa dos direitos civis. Em 1968 cantou no funeral de Martin Luther King, ícone da luta pela igualdade racial nos Estados Unidos, e em 2009 na tomada de posse de Barack Obama, o primeiro afro-americano a chegar a Presidente dos EUA. Obama dizia-se, aliás, um dos seus maiores fãs, e em 2015 foi dos que mais se comoveu com a atuação surpresa da cantora na gala anual do Kennedy Center.

 

“Não creio que tenha conhecido alguém que possua um instrumento como o dela e que tenha um background tão rigoroso no gospel, no blues e no vocabulário essencial da música negra”, disse sobre Aretha Franklin Ahmet Ertegun, cofundador da Atlantic Records, editora em que gravou muitas das suas melhores canções. “Ela foi abençoada com uma extraordinária combinação de uma sofisticação urbana notável com aquele feeling profundo do blues… O resultado é, talvez, a melhor cantora dos nossos tempos.”

 

Em 2008, a Rolling Stone, uma das revistas mais respeitadas na área da música, publicou a lista das 50 melhores vocalistas de sempre – Aretha Franklin ocupava o primeiro lugar, resultado da votação de um painel composto por 180 especialistas.

 

Na entrada que sobre ela se escreveu nesse número dedicado às Melhores cantoras de todos os tempos podia ler-se: “Aretha é um presente de Deus. Quando se trata de dizer alguma coisa através de uma canção, não há ninguém como ela. Ela é a razão que leva as mulheres a querem cantar.”

 

* Informações de Público.pt.

   16/08/2018

 

- Foto: Jeff Kowalsky/EPA.

 

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São Paulo:

Morre Maria Esther Bueno, maior tenista brasileira*

Paulista, Maria Esther Bueno começou a jogar tênis na infância. Junto com os pais e o irmão frequentou desde cedo o Clube Tietê, na capital paulista onde o tênis era o principal passatempo da família.

 

 

Aos 78 anos, a ex-tenista Maria Esther Bueno estava internada desde maio.

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Morreu nesta sexta-feira (8), aos 78 anos, Maria Esther Bueno, considerada a maior tenista do país. Ela estava internada, desde maio, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, para tratar um câncer que se espalhou no organismo. Nos últimos dias, o estado de saúde dela agravou-se. O hospital não forneceu mais informações.

 

Paulista, Maria Esther Bueno começou a jogar tênis na infância. Junto com os pais e o irmão frequentou desde cedo o Clube Tietê, na capital paulista, onde o tênis era o principal passatempo da família.

 

Aos 14 anos, se tornou campeã brasileira. E chamou a atenção do mundo ao conquistar o tradicional Torneio de Wimbledon, em 1959, quando tinha 19 anos. A vitória inédita de uma brasileira valeu desfile em carro aberto pelas ruas de São Paulo, homenagem do presidente Juscelino Kubitschek e um selo comemorativo dos Correios.

 

No total, venceu sete vezes o torneio de Forest Hills, nos Estados Unidos, e Wimbledon, na Inglaterra. Primeira tenista de fora dos Estados Unidos a ganhar os torneios de Wimbledon e U.S. Nationals no mesmo ano, Maria Esther foi uma das oito atletas que venceram três vezes os torneios britânico e americano.

 

Foi a 12ª tenista mais vitoriosa nas disputas individuais em Grand Slams, com sete títulos individuais e 12 em duplas femininas e duplas mistas. Com tantas vitórias, ocupou o primeiro lugar no ranking internacional em  1959, 1960, 1964, e 1966.

 

Em seu perfil no Hall da Fama, Maria Esther destacou que o maior momento de sua carreira foi a primeira vitória em Wimbledon. "Foi um pouco inesperado, por eu ser muito nova, por vir do Brasil, onde só tínhamos quadras de saibro, não tínhamos tido a chance de jogar na grama. Então, vencer foi uma grande surpresa."

 

Na época em que ela se destacou no esporte, o tênis não era uma modalidade olímpica – saiu dos Jogos em 1924 e só retornou em 1988. Em 1968, ano em que a brasileira sofreu com contusões, já na fase final da carreira, o tênis participou da Olimpíada da Cidade do México, mas apenas como demonstração.

 

* Informações de Camila Boehm e Renata Giraldi/Agência Brasil, com

Leonardo Zanon Catto, da TV Brasil.

 

- Foto: Marcos Vieira/EM/DA Press.

 

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Londres:

Morre Dolores O'Riordan, cantora do Cranberries*

Ela ficou famosa por hits como 'Zombie', 'Linger', 'Dreams', 'Ode to my family' e 'Salvation'.

 

Dolores foi encontrada em vida em um hotel de Londres.

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A morte repentina da cantora Dolores O'Riordan abalou o mundo musical nesta segunda-feira, 15/01; A banda divulgou nota dizendo que os integrantes "estão devastados por ouvir as notícias" e pediram privacidade "nesta hora muito difícil".

 

Não há mais informações sobre a morte. O corpo foi encontrado em um hotel de Londres, onde o Cranberries participaria de uma gravação.

 

Dolores Mary Eileen O'Riordan Burton nasceu em Ballybricken, na Irlanda, em 1971, a mais nova de sete filhos. Ela sofria de transtorno bipolar.

 

Hits nos anos 90

 

A partir de 1992, a banda emplacou hits como "Zombie", "Linger", "Dreams", "Ode to my family" e "Salvation".

 

O grupo vendeu mais de 40 milhões de cópias de seus seis álbuns. A estreia foi em 1993, com "Everybody else is doing it, so why can't we?".

 

O trabalho mais recente de inéditas, "Roses", é de 2012, o único com novas canções após o retorno, em 2010. Os integrantes haviam ficado afastados por seis anos.

 

Em 2014, ela teve um "ataque de raiva" e foi detida após bater em uma aeromoça e cuspir em um policial.

 

No ano passado, eles lançaram "Something Else", com releituras acústicas dos sucessos do grupo. Além da cantora, o Cranberries tinha Noel Hogan, Mike Hogan e Fergal Lawler.

 

Dolores deixa três filhos, Taylor Baxter, Molly Leigh e Dakota Rain, e o ex-marido, Don Burton.

 

Mensagem em dezembro

 

No dia 20 de dezembro do ano passado, Dolores disse por meio das redes sociais da banda que estava "se sentindo bem".

 

"Eu fiz meu primeiro show em meses no fim de semana, tocando algumas músicas na festa de anual para o staff da Billboard em Nova York... Gostei muito! Feliz Natal para todos os nossos fãs! Beijos".

 

* Informações do portal G1.

   15/01/2018

 

- Imagem: Divulgação.

 

 

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