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Noticiário Brasil

 

Abadiânia:

João de Deus entrega-se à polícia*

Prisão é preventiva e médium não apresentou resistência, diz delegado.

 

João de Deus é acusado e suspeito de ter abusado sexualmente de mais de 300 mulheres que o procuraram para cirurgias espirituais. As denúncias vieram de todo o país e também do exterior.

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O médium João Teixeira de Faria, internacionalmente conhecido como João de Deus, entregou-se às autoridades policiais de Goiás, neste domingo (16), por volta das 16h30, em área rural nas proximidades de Abadiânia, na região central do estado. Um dos responsáveis pela rendição, o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes, disse que João de Deus não apresentou resistência e que a prisão é preventiva, ou seja, sem prazo para terminar.

 

João de Deus, que estava acompanhado pelos advogados de defesa, apresentou-se ao delegado titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), Valdemir Pereira da Silva, e o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes. A rendição teve um longo período de negociação, disse Fernandes.

 

João de Deus é acusado e suspeito de ter abusado sexualmente de mais de 300 mulheres que o procuraram para cirurgias espirituais. As denúncias vieram de todo o país e também do exterior, após o programa Conversa com Bial, da TV Globo, que entrevistou mulheres que se disseram molestadas pelo médium.

 

Força-tarefa continua

 

O Ministério Público de Goiás (MPGO) divulgou nota informando que a força-tarefa formada para atuar no caso do médium João de Deus continuará com seus trabalhos.

 

"A força-tarefa que atua no caso de Abadiânia confirma o cumprimento, por parte da Polícia Civil, do mandado de prisão do médium João de Deus ocorrido no final da tarde deste domingo (16). Os promotores e promotoras intormam que os trabalhos da força-tarefa seguem normalmente nos próximos dias, no intuito de continuar realizando as oitivas das vítimas e produzir as denúncias a serem oferecidas", diz a nota.

 

Defesa de João de Deus pedirá que ele cumpra prisão domiciliar

 

A defesa do médium João de Deus, de 76 anos, apresenta nesta segunda-feira (17) pedido de habeas corpus para que ele cumpra em casa a prisão preventiva. A informação foi dada, há pouco, em entrevista coletiva, pelo advogado Alberto Toron, defensor do médium. O advogado quer que sejam considerados a idade e o estado de saúde de João de Deus.

 

O médium passará a noite de domingo na prisão, mas não há informações sobre a penitenciária para a qual ele será transferido. Segundo Toron, o médium terá “tratamento adequado” e seguindo “peculiaridades”.

 

Toron disse que,ao se entregar à polícia, João de Deus não passou mal, apenas tomou um medicamento para baixar a pressão. O advogado reiterou que o médium tem saúde debilitada, é idoso e já passou por um câncer. Ainda hoje ele será submetido a exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML).

 

O advogado Ronivan Peixoto Morais Júnior, que também defende o médium, negou que ele tenha escolhido se entregar em uma estrada de terra na região de Abadiânia, em Goiás, por questão de estrategia. Em entrevista coletiva, Ronivan Júnior disse que o local foi escolhido para “preservar” o médium. De acordo com informações da polícia, houve uma longa negociação para ele se entregar.

 

Inocência

 

Ronivan Júnior, que esteve todo o tempo ao lado de João de Deus, voltou a defender a inocência do cliente e disse que a defesa quer discutir a legalidade da prisão. O advogado informou que entrará amanhã com pedido de habeas corpus para garantir o direito de ir e vir do médium.

 

O advogado Alberto Toron defendeu o cumprimento de prisão domiciliar, considerando a idade e o estado de saúde do médium: “Respeita a Justiça e o Poder Judiciário.”  Como Ronivan Júnior, ele negou que seu cliente seja culpado. “Tenho estranheza que fatos acontecidos há 30 anos sejam conhecidos agora”, afirmou.

 

Dinheiro

 

Questionado sobre a movimentação de cerca de R$ 35 milhões nas contas de João de Deus, o advogado considerou “normal”. De acordo com Toron, o médium não sacou o dinheiro, apenas retirou de aplicação. “O dinheiro não foi sacado, [ele] apenas baixou as aplicações”, afirmou. Com isso, “caiu por terra” a suspeita de fuga.

 

Além disso, acrescentou o advogado, João de Deus se manteve nas “cercanias” de Abadiânia e não deixou o estado de Goiás.

 

O advogado Ronivan Júnior disse que João de Deus poderia fazer movimentações financeiras, pois seus bens não estavam bloqueados. Para ele, a suspeita de ocultação de bens, como foi divulgado, pode ser um pré-julgamento do Ministério Público.

 

 “Qual o problema de alguém movimentar sua conta? Existe um bloqueio de bens dele?”, reagiu o advogado. “É um pré-julgamento que o Ministério Público está fazendo.Não sei qual foi o tipo de denúncia foi fomentada, mas certamente para tentar justificar o bloqueio de bens dele.”

 

Filha

 

Ronivan Júnior disse que teve acesso a vídeos e depoimentos de Dalva Teixeira, filha de João de Deus, que acusou o pai de abuso sexual e estupro. Segundo o advogado, a mulher chegou a pedir desculpas para o pai e negar as acusações. Ele disse que a mulher foi levada por pressão familiar a fazer as denúncias.

 

Tanto Ronivan Júnior quanto Toron levantaram dúvidas sobre a credibilidade das mais de 330 denúncias de abuso sexual feitas contra João de Deus. Ronivan ressaltou que os atendimentos eram feitos em um espaço transparente, enquanto Toron disse estranhar que uma vítima retornasse ao local onde foi agredida.

 

* Informações da Agência Brasil (DF).

   16/12/2018 -

 

- Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil.

 

*  *  *

 

Distrito Federal:

João de Deus diz estar à disposição da Justiça*

João de Deus aparece para trabalhar, mas fica apenas 10 minutos. Mais de 200 mulheres denunciaram contra ele.

 

O médium goiano João Teixeira de Faria, João de Deus, disse hoje (12) que está à disposição da Justiça brasileira.

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Ele compareceu à Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), onde realiza consultas e aconselhamentos espirituais, além das chamadas cirurgias espirituais há 42 anos.

 

"Irmãos e minhas queridas irmãs, agradeço a Deus por estar aqui. Quero cumprir a lei brasileira. Estou nas mãos da Justiça. O João de Deus ainda está vivo", declarou o médium.

 

Foi a primeira aparição pública de João de Deus desde que vieram a público as denúncias de que ele teria abusado sexualmente de frequentadoras do centro espírita. Segundo o Ministério Público de Goiás (MP-GO), até ontem, 206 mulheres já tinham procurado atendimento alegando serem vítimas do médium.

 

A chegada do médium à Casa Dom Inácio foi marcada por uma confusão entre jornalistas que tentavam se aproximar e frequentadores e funcionários do centro que tentavam afastá-lo dos profissionais de imprensa. Segundo assessores da casa, João de Deus sentiu-se mal logo após o tumulto e, sem condições de atender às centenas de pessoas que o aguardavam, deixou o local poucos minutos depois.

 

De acordo com a assessora de imprensa da Casa Dom Inácio, Edna Gomes, João de Deus tem conversado pouco e garante ser inocente. "As denúncias realmente são gravíssimas e têm que ser apuradas. O seu João está à disposição da Justiça para que a verdade seja descoberta", disse a assessora, evitando entrar em detalhes sobre o teor das denúncias e sobre a estratégia que será adotada pela defesa do médium.

 

A previsão inicial é que o médium volte ao centro espírita amanhã, caso seu estado de saúde permita. "Enquanto puder, o seu João vai continuar o trabalho dele. E se a Justiça achar que ele não deve, ele também está aberto a ajudar para que as coisas sejam apuradas".

 

João de Deus aparece para trabalhar, mas fica apenas 10 minutos

 

Pela primeira vez depois das denúncias de crimes sexuais, o médium goiano João Teixeira de Faria, o João de Deus, apareceu hoje (12), por volta das 9h30 na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, Goiás. Ele ficou pouco mais de 10 minutos no local e disse que “não tinha condições de trabalhar”. As primeiras informações sobre os abusos foram divulgadas há cinco dias.

 

A chegada do médium de 76 anos foi tumultuada. Jornalistas e admiradores o cercaram, na tentativa de ficar o mais perto possível do médium. Um grupo de pessoas vestidas de branco fez uma espécie de cordão de isolamento.

 

O escândalo sobre as acusações de crimes sexuais supostamente cometidos pelo médium goiano divide opiniões no município de aproximadamente 12 mil habitantes, a cerca de 100 quilômetros de Brasília. Na cidade, João de Deus fundou seu centro de atendimento em 1976.

 

“É fato que ele [João de Deus] é responsável pela geração de aproximadamente 1,2 mil vagas de trabalho no município”, reconheceu o prefeito José Diniz (PSD), ao declarar que as denúncias trazidas a público primeiramente pelo programa Conversa com Bial, da Rede Globo, e, depois, pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), chocaram a toda a cidade.  “Ficamos todos muito preocupados com a notícia”, acrescentou o prefeito, referindo-se aos potenciais prejuízos econômicos que o caso pode trazer à cidade.

 

De acordo com MP-GO, 206 mulheres relataram, até essa terça-feira, denúncias de abuso sexual contra o médium João de Deus. O Ministério Público de São Paulo criou uma força-tarefa com seis promotores e uma equipe de apoio para apurar as denúncias.

 

Mais de 200 mulheres denunciaram

 

De acordo com as informações divulgadas às 17h desta terça-feira (11), 156 denunciantes fizeram contato por meio do canal criado exclusivamente para este fim, pelo e-mail denuncias@mpgo.mp.br.

 

Casa Dom Inácio de Loyola, onde o médium João de Deus faz atendimentos e cirurgias espirituais - Marcelo Camargo/Agência Brasil

As mulheres se identificaram como sendo de dez estados: Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

 

O Ministério Público de Minas Gerais informou que fez dois atendimentos hoje. A orientação é no sentido de que a denunciante procure o Ministério Público de seu estado, que ficará responsável por colher depoimentos.

 

As provas serão enviadas para força-tarefa do Ministério Público de Goiás, que reúne cinco promotores de Justiça e duas psicólogas.

 

As denúncias podem ser feitas pelos telefones (62) 3243-8051 e 3243-8052, presencialmente ou via e-mail: denuncias@mpgo.mp.br.

 

* Informações de Alex Rodrigues / Agência Brasil.

   12/12/2018

 

- Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

 

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