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Meio Ambiente

 

Boa Vista:

Monte Roraima ganha mutirão de limpeza*

Ação do ICMBio, o mutirão de limpeza tem a duração de 10 dias, com os participantes acampados no alto do Monte Roraima, divididos em equipes que fazem a limpeza em setores pré-determinados.

 

O ICMBio participou da reunião preparatória do evento e contribuiu com parte da alimentação dos voluntários e com a distribuição de camisetas para divulgação do órgão e apoio à atividade.

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A equipe do Núcleo de Gestão Integrada (NGI) de Roraima, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), participa de uma ação de limpeza em mais uma etapa do Saneamento Ambiental ao Monumento Natural Tepuy Roraima, que tem por objetivo recolher o lixo que é deixado pelos turistas que visitam o Monte Roraima. Além disso, de promover a integração entre diversas instituições que desenvolvem atividades turísticas na região.

 

O Monte Roraima é um dos principais atrativos turísticos naturais da América do Sul. A maior parte dele está em território venezuelano (onde se localiza o seu único acesso ao topo), parte em território da Guiana e parte em território brasileiro. A porção brasileira está inserida no Parque Nacional do Monte Roraima, administrada pelo ICMBio, em área gestão compartilhada com o povo indígena Ingarikó.

 

O Saneamento Ambiental é um evento realizado periodicamente, tendo como comitê organizador a BINTUR (Associação Binacional de Câmara Civil de Turismo Venezuela-Brasil), ECO ALLIANCE (Associação Venezuelana de Ecoturismo e Sustentabilidade), Capitanias Indígenas de Kumarakapay e Paraitepuy, em parceria com empresas de turismo venezuelanas e brasileiras, guias e carregadores, comprometidos com a proteção ambiental e desenvolvimento sustentável do turismo na região do Monte Roraima. Conta ainda com o apoio do INPARQUES (Instituto Nacional de Parques), instituição responsável pela gestão do Sistema Nacional de Parques da Venezuela, do ICMBio, do Exército Venezuelano e de um grande número de voluntários.

 

O mutirão de limpeza tem a duração de 10 dias, ficando a base operacional na comunidade de Paraitepuy, com os participantes acampados no alto do Monte Roraima, divididos em equipes que fazem a limpeza em setores pré-determinados. O mutirão conta, inclusive, com equipes de rappel, para a retirada do lixo em lugares de difícil acesso.

 

Apesar das normas rígidas que preveem o acesso apenas com autorização e contratação de guias treinados, além da exigência de que os turistas tragam de volta todo o lixo e inclusive os dejetos expelidos, nesse ano, dado o grau de impacto decorrente da atividade de visitação, espera-se que sejam retirados cerca de uma tonelada de lixo orgânico e inorgânico.

 

De acordo com o Comitê Organizador esse tipo de operação de limpeza leva à reflexão de que é necessário e urgente adotar medidas e mudanças profundas quanto ao uso e manejo do Monumento Natural Monte Roraima, a fim de solucionar as causas e não apenas abordar as consequências da má gestão dos resíduos sólidos. Neste sentido, estão sendo feitos progressos nos acordos para declarar o uso do Monte Roraima estritamente sob os parâmetros do Ecoturismo e, assim, tornar essa Operação de Saneamento Ambiental algo mais do que apenas uma operação de limpeza, enfatizando a consciência ambiental e apostando no desenvolvimento sustentável para garantir o uso e aproveitamento desta sagrada montanha para as futuras gerações.

 

O ICMBio participou da reunião preparatória do evento e contribuiu com parte da alimentação dos voluntários e com a distribuição de camisetas para divulgação do órgão e apoio à atividade. De acordo com os analistas ambientais, José Ponciano e George Vergés, que há anos trabalham no Parque Nacional Monte Roraima, nos próximos eventos, agora com o aporte de recursos financeiros do Programa ARPA, espera-se que, nas próximas campanhas, haja uma redução dos impactos decorrente do abandono sistemáticos do lixo, que tende a colocar em risco a saúde dos indígenas que moram na parte baixa do Roraima, a jusante da nascente do rio Cotingo, na Etnoregião Ingarikó, Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

 

* Informações e imagem: Comunicação ICMBio.

   20/11/2018

 

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