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Internacional

 

Síria:

Trump diz que mísseis estão chegando

Donald Trump ameaça Rússia e afirma que mísseis estão a chegar à Síria.* 

As afirmações de Trump são uma resposta às declarações do embaixador da Rússia no Líbano, Alexander Zasipkin, que disse que quaisquer mísseis lançados pelos Estados Unidos contra a Síria seriam abatidos pelas forças russas.

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O Presidente dos Estados Unidos recorreu à rede social Twitter para fazer o ponto de situação da resposta norte-americana ao presumível ataque químico de Douma. Depois de um embaixador russo ter avisado que Moscovo destruiria eventuais mísseis disparados em direção à Síria, Trump pediu à Rússia que “se prepare” porque os mísseis “estão a chegar, belos, novos e ‘inteligentes”.

 

No tweet publicado esta manhã, o Presidente dos Estados Unidos defende ainda que Moscovo não deveria aliar-se a um “animal” que usa gás para “matar o seu povo”.

 

As afirmações de Trump são uma resposta às declarações do embaixador da Rússia no Líbano, Alexander Zasipkin, que disse que quaisquer mísseis lançados pelos Estados Unidos contra a Síria seriam abatidos pelas forças russas.

 

Em Moscovo, as autoridades russas tinham também alertado contra qualquer ato que pudesse “destabilizar a situação já frágil na região” e tinham prometido que uma eventual ação “terá graves consequências”.

 

“Continuamos a acreditar que todas as partes vão evitar qualquer ato que não teria justificação e que poderia destabilizar a já frágil situação que se vive na região”, afirmou aos jornalistas o porta-voz do Kremlin. Dmitri Peskov recordou que a situação é “muito tensa” e insistiu que a Rússia defende a realização de uma “investigação objetiva e imparcial antes que se realizem julgamentos”.

 

Quatro dias depois de a organização não-governamental Syrian American Medical Society ter denunciado que um ataque com “gases tóxicos” matou dezenas de pessoas em Douma, Moscovo e Damasco continuam a desmentir que tal tenha ocorrido. Paris, Washington e Londres parecem não ter dúvidas e preparam a resposta. O Eurocontrol avisou as companhias aéreas para os riscos de voar junto à Síria.

 

A Rússia não perdeu tempo e já respondeu ao tweet matinal de Donald Trump. Numa publicação no Facebook, a porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros afirma que os mísseis norte-americanos deveriam dirigir-se a “terroristas” e não ao “governo legítimo” da Síria.

 

Num outro tweet, publicado 40 minutos depois do primeiro, Donald Trump constata que “a relação com Rússia está pior do que nunca”. Na perspectiva do líder norte-americano, a relação entre Washington e Moscovo está mesmo pior do que no tempo da Guerra Fria.

 

“Não há motivos para isso. A Rússia precisa de nós para melhorar a sua economia, algo que seria muito fácil de fazer. Precisamos que todas as nações trabalhem juntas”, escreveu o Presidente. A publicação termina com um convite ao fim da corrida ao armamento.

 

Ocidente contra "impunidade química"

 

O tweet de Donald Trump confirma que, perante os fracassos diplomáticos, é cada vez mais provável que as potências ocidentais avancem com uma resposta militar. O Presidente dos EUA afirmou que anunciaria “grandes decisões” até à noite desta quarta-feira.

 

Entretanto, o destroyer norte-americano USS Donald Cook saiu do porto cipriota de Larnaca onde fazia escala. Encontra-se agora posicionado num local a partir do qualquer poderá facilmente disparar sobre a Síria.

 

Esta quarta-feira, a agência europeia responsável pelo tráfego aéreo alertou as companhias civis para que tenham em consideração a situação difícil que se vive a leste do Mediterrâneo. Na Síria, as forças de Bashar al-Assad foram colocadas em “estado de alerta” para os próximos três dias.

 

O embaixador francês junto das Nações Unidas garantiu que Paris não abdicará de nada na luta contra a “impunidade química”. O Presidente Emmanuel Macron anunciou que uma decisão será anunciada “nos próximos dias”.

 

Para além dos Estados Unidos, a resposta deverá ainda contar com o apoio de Londres. A Casa Branca anunciou que Donald Trump e Theresa May conversaram e que concordaram em “não permitir que o uso de armas químicas continue”.

 

Na terça-feira, a Administração Trump anunciou ainda que o Presidente norte-americano cancelou uma deslocação à América Latina, prevista para esta semana, num gesto que a Casa Branca justificou com a necessidade de manter o foco na resposta ao ataque do fim de semana na Síria.

 

A Rússia e a Síria continuam a desmentir que o regime de Bashar al-Assad tenha utilizado armas químicas. A Organização Mundial de Saúde confirmou entretanto que recebeu informação dos seus parceiros de que cerca de 500 pessoas apresentaram sinais de terem sido afetadas por gases tóxicos e tiveram de receber assistência.

 

A OMS pediu que lhe seja concedido acesso total à localidade de Douma para confirmar que ali ocorreu um ataque químico. A Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) também anunciou que irá enviar uma equipa para averiguar a situação. Na terça-feira, a Rússia vetou a proposta norte-americana para que fosse criado um mecanismo de investigação conjunto que incluísse elementos da OPAQ e da ONU.

 

* Informações de RTP.pt.

   11/04/2018

 

- Foto: Reuters.

 

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Ex-presidente detido:

Sarkozy é detido na França

Ex-presidente presta depoimento sob custódia sobre suposto financiamento ilegal de sua campanha presidencial de 2007. Ditador líbio Muammar Kadafi teria doado ilegalmente 50 milhões de euros ao francês. 

Sarkozy e Kadafi em 2007, durante visita do então presidente francês à Líbia.

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O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy foi detido nesta terça-feira (20/03) por suspeitas de financiamento ilegal durante a campanha eleitoral de 2007, em que se elegeu chefe de Estado francês.

 

Segundo o jornal Le Monde, Sarkozy está sob custódia em Nanterre, nos arredores de Paris, onde presta depoimento a autoridades especializadas no combate à corrupção a crimes financeiros e fiscais. Ele pode permanecer detido por até 48 horas, antes de ser apresentado a um juiz para a sua eventual acusação formal.

 

Segundo as acusações – investigadas pela Justiça francesa desde 2013 – a campanha presidencial de Sarkozy de 2007 teria sido financiada com ajuda do então ditador da Líbia Muammar Kadafi, que teria fornecido secretamente ao francês um total de 50 milhões de euros.

 

Tal soma seria mais que o dobro do limite permitido legalmente na época para financiamento de campanhas políticas: 21 milhões de euros. Ainda quando presidente, Sarkozy classificou as suspeitas de "grotescas".

 

Os supostos pagamentos também violariam a legislação francesa em relação a financiamento estrangeiro e declaração de origem de fundos de campanha.

 

O processo foi aberto após a revelação de um documento líbio, publicado em maio de 2012 pelo portal de notícias Médiapart, que comprovaria que Sarkozy havia recebido dinheiro de Kadafi.

 

O caso ganhou maior atenção em novembro de 2016, quando o empresário franco-libanês Ziad Takieddine afirmou ao Médiapart haver levado malas contendo 5 milhões de euros em dinheiro entre o final de 2006 e começo de 2007 de Trípoli a Paris, entregando a quantia a Sarkozy, que era então ministro do Interior, e a Claude Guéant, seu então chefe de gabinete.

 

Sarkozy tinha uma relação complexa com Kadafi. Logo após se tornar presidente francês, ele convidou o líder líbio para uma visita oficial à França, o recebendo com honras de Estado. Entretanto, Sarkozy posteriormente colocou a França na vanguarda dos ataques aéreos contra as tropas de Kadafi, liderados pela Otan, que ajudaram os combatentes rebeldes a derrubar o ditador em 2011, auge da Primavera Árabe.

 

* Informações de DW.com.

   20/03/2018

 

- Foto: Divulgação.

 

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